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março 23, 2009

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Postado por Tiago Almeida

Se é a primeira vez que tentou participar do processo de atribuição de aulas para professores do estado de SP e em algum momento se sentiu perdido, achando que nada daquilo que estava acontecendo fazia sentido, compartilho dessa indignação. Caso ainda não tenha participado, vou te relatar o que acabei de passar.

O que é
O processo de atribuição de aulas é o procedimento adotado pela Secretaria do Estado de Educação (SEE) para dividir as aulas entre os professores da rede estadual de ensino, tanto fundamental quanto médio. Por haver uma série de problemas e vícios que com o passar do tempo foram sendo incorporados ao processo, além de ser uma rede com um número fantástico de professores, a SEE vê necessária uma série de medidas para viabilizar o processo.

Temporários e efetivos
A primeira medida é classificar os professores em regimes diferentes de acordo com seu vínculo com a SEE e sua formação e, de acordo com essa classificação, são dadas as prioridades de escolha de escola e horários. A princípio existem os professores efetivos, temporários e os eventuais. Os efetivos são funcionários públicos, que passaram em concursos. Os temporários ou OFAs (Ocupante de Função Atividade) são contratados em um regime precário, e devem renovar o contrato anualmente de acordo com as imposições da SEE publicadas no Diário Oficial. Como não são feitos concursos anualmente, faz-se necessária a contratação de temporários para preencher as vagas que os efetivos não conseguem cobrir. Já os eventuais, também conhecidos como substitutos, preenchem as vagas das duas outras categorias quando os professores faltam ou são afastados por algum motivo. Se você for em busca dos editais das atribuições, verá os professores divididos em titulares, adjuntos, estáveis, não-estáveis e contratados. Ainda não sei por quê, quando souber completarei o texto.

Critérios de seleção dos temporários
Os professores temporários são alocados anualmente nas vagas que não são ocupadas pelos efetivos. Até o ano de 2008 os OFAs foram classificados seguindo um critério e, de acordo com a classificação, tinham prioridades uns sobre os outros. Primeiro as vagas eram dadas aos professores com licenciatura plena, depois aos com licenciatura curta, então aos licenciandos de último ano e por último aos bacharéis e tecnólogos. Dentro dessa estratificação, existe uma pontuação de desempate, com base em tempo de serviço pela SEE (não conta aulas no ensino municipal ou de outros estados) e em títulos. Assim, um professor que tenha cumprido toda a carga horário em um ano, ou 200 horas, ganha 1 (um) ponto, ou 0,005 pontos por hora-aula, enquanto mestres e doutores ganham 5 e 10 pontos, respectivamente. Um exemplo: aquele professor que tenha dado aula no estado durante 10 anos pode somar até 25 pontos, no caso de ter concluído mestrado, doutorado e 200 horas de aula anuais sem faltar nenhuma vez.

Até que, para a atribuição de aulas de 2009, foi criada a famigerada provinha.

O que foi a provinha?
O processo seletivo simplificado, ou provinha, criado pela SEE, funcionou da seguinte forma: uma prova de duas horas de duração, aplicada em um único dia, contendo 24 questões sobre conceitos básicos da disciplina a ser ministrada (banca) e as propostas curriculares (também chamadas de PCN, de parâmetros curriculares nacionais), teve de ser feita por todos os candidatos a professor temporário. O inscrito na prova estava automaticamente cadastrado no processo de atribuição de aulas. As questões de múltipla escolha, com 4 alternativas, valiam 3,2 pontos cada, podendo totalizar 80 pontos. Para o desempate dos professores dentro de uma dada formação, valeria a soma da pontuação da provinha com a pontuação por tempo de serviço e em títulos. Seguindo o exemplo anterior, um professor com 10 anos de serviço (vamos supor mais uma vez nenhuma falta), mestrado, doutorado e com acerto de 80% na provinha teria uma pontuação igual a 10+5+10+64=89 pontos. Ou seja, a provinha teve um peso muito maior sobre a nota final quando comparada aos critérios "antigos".

A anulação da provinha
Desde a greve do meio do ano de 2008, a APEOESP tem criticado a provinha. O sindicato diz que a intenção da SEESP é enxugar a folha salarial, afastando os OFAs mais antigos e repondo por novos, que começariam ganhando menos do que os que tem mais tempo na rede de ensino. Como esse argumento obviamente não foi o suficiente para fazer a Secretaria voltar atrás na decisão de criar o processo seletivo simplificado, a APEOESP entrou com um pedido na justiça para o cancelamento da provinha. Esse pedido foi protocolado após a realização da prova. Uma liminar a cancelou, depois a liminar foi cancelada e por fim a prova deixou de ser considerada na classificação dos OFAs, e o sindicato acabou vitorioso. A APEOESP alega ainda que durante a greve foi feito um acordo com o Governo onde se dizia que o peso da prova seria o mesmo dos critérios de classificação dos anos anteriores, o que de fato não aconteceu.

Sindicato x classe
A anulação da provinha é de interesse dos professores sindicalizados e não da classe como um todo. O pedido de cancelamento tomou como base as irregularidades ocorridas durante a prova, como um suposto vazamento do gabarito, provas não lacradas e inexistência de qualquer comprovante para quem fez a prova. Perceba, somente críticas à forma como a prova foi realizada e não à sua proposta.

Em momento algum houve qualquer tipo de defesa a todos os professores, a não ser dos mais antigos e sindicalizados; foi dito que os professores mais antigos seriam prejudicados com a nova classificação, e tal argumento é sustentado pelo sindicato até hoje. A APEOESP em momento algum defendeu os professores que estão ingressando no sistema de ensino estadual, que seriam beneficiados com a prova e, por que não?, trariam para as escolas estaduais um espírito renovador, dando cara nova e mais energia para um sistema de ensino caquético, viciado, desesperançoso da capacitação dos jovens, destruidor do futuro de milhares de crianças. Essa mesma entidade não defendeu a provinha quando esta poderia mostrar o porquê de professores com dezenas de anos de serviço serem incapazes de passar em um concurso do estado, ou incapazes de acertar uma questão sobre os PCNs, pois nunca o leram.

Veja, não estou atacando todos os professores velhos mas sim todos os professores oportunistas, velhos e jovens, que se encaixam nesse perfil e que têm interesse na anulação da prova. Nem mesmo ouso defender o atual formato de concurso, incapaz de medir a capacidade do professor. Também acho importante a realização anual de concursos, priorizando a efetivação dos profissionais em detrimento de cargos precários, e vejo como um descaso do Governo manter 100 mil cargos de professores temporários anualmente. Nada disso me deixa menos claro o interesse da APEOESP, que com uma atitude oportunista conseguiu reverter a prova, em defender os professores sindicalizados, numa atitude puramente corporativista e comprometedora da coesão da classe de professores.

O dia da atribuição
"Vocês que são novos, querem começar a dar aula agora, têm que ter paciência, por que eu não tenho mais". Essa frase retrata perfeitamente a visão que tenho dos que atualmente constituem o quadro de professores e funcionários do sistema de ensino do estado de SP. Foi justamente um deles, um dos organizadores presentes no dia da atribuição, quem me soltou essa pérola.

Depois dos problemas da anulação da provinha, o que acarretou o atraso da atribuição de aulas em 3 dias, cheguei às 9h da manhã no colégio Fernão Dias, na r. Pedroso de Moraes - Pinheiros. Posso dizer que naquela diretoria de ensino provisória da região centro-oeste havia pelo menos 1000 professores esperando para ocupar as vagas de várias bancas/disciplinas como OFAs.

A desorganização no local era quase absoluta. 10 professores eram chamados a cada hora para cada banca (1000 professores por, digamos, 10 bancas é igual a 100 professores por hora, ou seja, o processo deveria levar no mínimo 10 horas - um dia inteiro! - para terminar). Meu nome e de muitas outras pessoas não estavam nas listas de classificação dos professores. Demoraram mais de 2 horas para descobrir o porquê de o meu nome não estar em nenhuma daquelas listas. Descobriram que meu cadastro no banco de dados eletrônico da diretoria existia, porém estava em branco. Se eu não tivesse em posse de meu número de inscrição no processo, não sei quantas horas mais demorariam para encontrar minha ficha dentro da papelada deles. Após terem resolvido esse problema, uma das moças que me atendeu disse-me que eu poderia ir embora e voltar só dois dias depois, já que eu estava inscrito como bacharéu - muitas pessoas estavam na minha frente e eu não conseguiria nenhuma aula naquele dia. Quando eu saía, conversei com um camarada e nos ocorreu que a organização poderia comunicar o mesmo para os outros bacharéis que estavam na mesma situação que eu. Voltei e conversei com outra moça, a qual me advertiu que ninguém da "organização" tinha ordem para mandar embora os bacharéis ou qualquer outro tipo de candidato e que eu deveria ficar. Ou seja, contradisse a que me dispensara. Meia-hora depois comunicaram que licenciandos ultimoanistas, bacharéis e tecnólogos deveriam voltar no dia seguinte. Voltei e não tinha mais vaga para mim e os bacharéis.

Conversando com um professor de letras, comecei a perceber que aquilo tudo era normal, anualmente as mesmas confusões acontecem, e a anulação da prova não piorou em nada o processo de atribuição de aulas. Ele me recomendou acessar o sítio eletrônico da diretoria de ensino toda sexta-feira, onde eu poderia ver no link "saldos" as escolas que precisam de professores eventuais. Aliás, não são poucas, pois professores que saem de licença logo no início das aulas existem aos montes.

Não é oficial, mas durante todo o processo o candidato passa por uma prova de paciência. Muitos desistiram, eu ainda não. A minha preocupação com a defesa do ensino público de qualidade ainda é mais forte do que todas as dificuldades impostas pelas circunstâncias que apareceram. Só não sei até quando.

APEOESP
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
Carta da secretária de Educação sobre decisão final quanto à anulação da provinha

Palavras-chave: apeoesp, atribuição, educação, ensino, professores, seesp, sp

Este post é Domínio Público.

Postado por Tiago Almeida | 2 usuários votaram. 2 votos

Comentários

  1. escreveu:

    Reitero o seu Protesto,e renovo manifesto na minha indiganação  ao sistema. Uma atribuição injusta que tira  e nega a orportunidade de integrar os Profªs que estão iniciando. Trabalho  é um direito de todos, nos capacitamos para exercermos nossa profissão.

    default user icon ‒ terça, 31 março 2009, 08:55 BRT # Link |

  2. Andre de Freitas Dutra escreveu:

    Thiago

    Não sei se a melhor idéia é contrapor professores antigos contra professores novos.

    Pelo contrário, acredito que a melhor forma é lutar para acabar com essa situação precária que é o alto número de temporários que existem trabalhando. Tem gente que é temporário há 20 anos, afinal quase metade dos professores da rede é formada por temporários. Quem está nessa situação é um trabalhador em regime precário sem nenhuma garantia, pois é alguém que pode ser demitido mas não tem direitos (como o FGTS - pois está no regime estatutário).

    Deve-se lutar por um processo de efetivação justa, levando em conta procedimentos corretos e claros. Caso contrário, os "novos" de hoje serão apenas os "velhos" de amanhã.

    Andre de Freitas DutraAndre de Freitas Dutra ‒ terça, 31 março 2009, 12:20 BRT # Link |

  3. escreveu:

    muito esclarecedor seus comentários caríssimo. Gostaria ainda de saber onde encontrar o edital do ultimo concurso para professor do estado. sou formando em língua portuguesa e língua inglesa. atenciosamente alceno lobo 

    default user icon ‒ quinta, 14 maio 2009, 11:26 BRT # Link |

  4. Tiago Almeida escreveu:

    @alceno, não sei lhe dizer prontamente onde encontrar o edital. Eu começaria a procurar nos sites da SEESP e da Diretoria de Ensino da sua região - no meu caso, Centro-Oeste.

    Confesso que a facilidade de acesso às informações desses sites, como o provido pela seção DRHU, não é o forte de quem o produziu, mas não imagino outro ponto de partida.

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ quinta, 14 maio 2009, 11:36 BRT # Link |

  5. bere. escreveu:

    Na diretoria de ensino de Bragança Paulista a situação é pior, as aulas são dadas a conhecidos. Imagine que eu fui la pegar aulas de sociologia (bacharel com correlatas) não quiseram atribuir para mim alegando que se eu estivesse no ultimo ano poderia mas formada não. Pra piorar me mandaram para o polo de atribuição e pra complicar, no polo disseram que so posso pegar aula na DE. A incompetente da supervisora deveria parar de guardar aula pra familia e fazer o seu trabalho direito, na verdade é isso que acontece, como melhorar a educação se a propria estrutura de atribuição é esse lixo????

    default user iconbere. ‒ quinta, 28 maio 2009, 08:51 BRT # Link |

  6. Tiago Almeida escreveu:

    Thiago,

    concordo plenamente com você. Separar em velhos e novos seria tentar resolver o problema pelo caminho errado e piorar a situação ainda mais com a divisão da classe. E o que eu já havia escrito,

    Veja, não estou atacando todos os professores velhos mas sim todos os professores oportunistas...

    vai nesse sentido. Ao invés de oportunistas, hoje eu diria corporativistas, acho que é o termo mais adequado.

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ segunda, 08 junho 2009, 23:09 BRT # Link |

  7. Tiago Almeida escreveu:

    bere.p@bol,

    embora alguns digam que seja uma particularidade de uma região ou peculiaridade de uma diretoria de ensino, isso só me reforça a visão do descaso e inexistência de um plano de gestão do governo estadual com relação à educação pública.

    Um abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ segunda, 08 junho 2009, 23:13 BRT # Link |

  8. LINDALVA R. C. DE OLIVEIRA linda. escreveu:

    POR FAVOR GOSTARIA POR GENTILEZA DE SABER SE O PROFESSOR EVENTUAL TEM DIREITO A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ, SOU PORTADORA DO VÍRUS HIV A MAIS DE 17 ANOS E TENHO PLAQUETOPNEIA , FICO COM HEMORRAGIA NASA E BUCAL DENTRO DA SALA DE AULA QUASE TODOS OS DIAS, OS ALUNOS JÁATÉ ME COLOCARAM APELIDOS PEJORATIVOS QUE ME FIZERAM ENTRAR NUMA PROFUNDA DEPRESSÃO E ATÉ DE PENSAR EM SUÍCÍDIO.

    TRABALHO COMO PROFESSORA DESDE 1993. MAS ATUALMENTE ESTOU COM PROFESSORA EVENTUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO.

    POR FAVOR COMO FAÇO PARA SABER SE TENHO DIREITO A UMA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ, JÁ QUE MEU MÉDICO DO HOSPITAL DAS CLINICAS DE SP ME GARANTIU QUE DEVO TIRAR ESSA APOSENTADORIA URGENTEMENTE, POIS MEU CASO É MUITO DELICADO.

    ME SINTO FRACA E SEM AJUDA , POR FAVOR ME DE UM AUXILIO A QUEM EU DEVO RECORRER, JÁ QUE ATÉ MINHA MÉMORIA TAMBÉM ESTÁ SENDO AFETADA DEVIDO A  TANTOS MEDICAMENTOS E TRAUMAS .

    MEU NOME É LINDALVA. R. C. DE OLIVEIRA.

    E-MAIL: linda.adriano@hotmail.com  FONE PARA CONTATO 44430107 ou 48112599

    FICA COM DEUS E ME DE QUALQUER RESPOSTA POIS ESTAREI AGARDANDO , MUITO OBRIGADA.

    default user iconLINDALVA R. C. DE OLIVEIRA linda. ‒ sexta, 14 agosto 2009, 11:03 BRT # Link |

  9. escreveu:

    Oi, Thiago!

    Obrigada pelas explicações que disponibilizou no blog sobre atribuições de aulas no Estado.Tenho tentando, desde que finalizei o Bacharelado em Letras, iniciar as aitivdades como professora de Língua Portuguesa ou Literatura Brasileira.Bem, não tenho tido sucesso, pois só consegui me inscrever na Secretaria de Educação em julhode 2009, o que de nada adiantou.Só consigo pegar aulas como eventual e esperadicamente.

    Hopje mesmo, passei por mais um teste de paciência. Foi a uma escola pública do Estado tentar me inscrever como eventual, mas havia ali dois professores que estavam aguardando as atribuições e que ficaram por horas esperando a resolução de uma das Delagacias de Ensino se como categorias L poderiam pegar as atribuções. Quer dizer, a gente estuda em escola pública e tenta dar aulas em escolas públicas, porque acha digno que todo o investimento feito em você seja utilizado por aqueles que precisam aprender, mas o que vejo é o interesse em burocratizar o processo de uma forma que aqueles que estão se formando e como eu, estão terminando a Licenciatura Plena, não consigam ingressar na carreira.

    É triste ver o que está acontecendo. Agora quero deixar um pedido e uma sugestão: primeiro, se puder me orientar onde e como posso conseguir dar aulas, agradeço. Também penso que poderia iniciar a reunião de todos aqueles que como eu evocê, estão mais preocupados com Educação do que com Burocratização e fazermos abaixo-assinados para enviar ao Governo de Estado solicitando uma oportunidade de ingresso na carreira.

    Inês Berloffa

     

    default user icon ‒ segunda, 31 agosto 2009, 16:09 BRT # Link |

  10. escreveu:

    Atraves do google entrei neste site e li todos os comentarios.

    Não sei se alguem pode me ajudar. Me formei no meio do ano em Pedagogia, fui a uma escola para eventuar me disseram que so poderia eventuar no proximo ano pois eu não tinha pasta aberta.

    Essa pasta deveria ter sido aberta no inicio do ano, mas como abrir se não estava formada? 

    Agora perco um semestre porque me disseram que esta fechado as contratações para abrir esta pasta, tenho escolas que estão precisando de eventuais eu sem poder trabalhar porque não tenho esta pasta aberta.

    Será que esta correto isso? Ou me deram informações erradas?

    Diante de tudo isso ja nem sei mais a quem recorrer.

    Obrigado

     

    default user icon ‒ terça, 15 setembro 2009, 19:20 BRT # Link |

  11. Tiago Almeida escreveu:

    Olá, Inês.

    O que sei sobre a inscrição em escolas da rede estadual hoje, fora do prazo de inscrição estabelecido pela Secretaria Estadual, é que você pode consultar os saldo de aulas nos sites das Diretorias de Ensino (http://www.dcoeste.com.br/ é a do Centro-Oeste). Parece que as informações sobre as aulas que sobram e a falta de professores são enviadas para a respectiva Diretoria e publicadas toda sexta-feira. Você deve então verificar no final de semana se há alguma escola do seu interesse e dirigir-se a ela na segunda-feira pela manhã às 10h. Assim você pode completar o quadro de professores como temporário - não tenho certeza se é no regime de temporário ou eventual, isso alguém que já trabalha na rede pode lhe informar melhor.

    Espero tê-la ajudado apesar da demora para respondê-la.

    Um abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ segunda, 12 outubro 2009, 16:42 BRT # Link |

  12. Tiago Almeida escreveu:

    Olá, mary2am.

    Creio que essa burocracia seja verdadeira. Há um período restrito de cadastramento nas diretorias de ensino, em seguida espera-se que os professores cadastrados vão às escolas à procura das aulas. Ainda não precisei lidar com esse tipo de problema, mas me parece plausível essa exigência por parte das Diretorias.

    Um abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ segunda, 12 outubro 2009, 16:50 BRT # Link |

  13. Visitante escreveu:

    Excelente a sua explicação sobre o funcionamento dos meandros da educação.Complicados e confusos ,humilhante na atribuição de aulas e desconexo porque o site da secretaria tras respostas às provas de 2.005 ,mas nenhuma informação sobre as provas pára professor eventual que deve se realizae este mes,mas ..onde? Já revirei tudo,inclusive o da Vunesp,e nada.

    Triste retrato de desorganização e falta de respeito.

    Obrigada pelo espaço...

    default user iconVisitante ‒ terça, 08 dezembro 2009, 22:42 BRST # Link |

  14. Visitante escreveu:

    1. Nossa, participei da prova de atribuiçao do estado de sao paulo, dia 20/12 das 14 as 18 hs, que coisa horrível, cada pergunta éra um texto e cada sugestão de resposta eram vários textos, então, isso multiplicado por 80 questoes de perguntas 80 textos + 5 de cada sugestao para resposta são 400 textos requeridos para leitura e análise para vc indicar uma resposta correta a pergunta (texto)  No Total tivemos que ler 480 textos e ainda responder qual deles seria a resposta certa, tudo isso em 4 horas sem ir ao banheiro, se fôsse vc perderia 15 min, o q seriam 3:45hs, nem sai da cadeira...fui , praticamente, empurrado da classe pela inspetora de clase, pois ja qse expedira o hor, eram 17:30 qdo ela disse : favor preencher o gabarito mesmo q ainda nao tenham respondido tudo pois qdo chegar as 18 hs terão q entregar a prova assim mesmo!!! Q absurdo! professor sem ética é professor sem capacidade nenhuma, e o Serra faz essa meléca dessa prova para provar que ele é e sempre será o pior cára para a educação desse país de todos os tempos. Tirar do professor e tirar do povo e da educação, forçar o professor é minar a sala de aula com Elite Burguesa que quer voltar a qualquer custo para dominar esse país, ou vc acha que eles vão querer o LULA para sempre? PROCESSO SELETIVO DE DOCENTES DO EST SAO PAULO = PROVA PARA RETORNO DA BURGUESIA PAULISTA NO PODER DAQUI A 4 ANOS, NO MÍNIMO. isso porque eu acho q essa tbm é uma estratégia para reforçar seu apoio para cand a presidencia. Não fui mal na prova, fui passado pra tráz como muitos amigos meus foram e estão sendo....infelizmente, Espero q nosso sindicato perceba que a idéia da Elite (SERRA) é essa.
      Abraços
      alailson.araujo@recytech.com.br

    default user iconVisitante ‒ terça, 22 dezembro 2009, 12:52 BRST # Link |

  15. Tiago Almeida escreveu:

    Olá, alailson.araujo.

    Creio que a prova seja mais um sintoma da política educacional do Governo, que há 15 anos está na mão de um único partido. Críticas a essa política poderiam ser reunidas em um tratado.

    Mas há uma série de problemas nas ações do próprio sindicato de professores, que visam contemplar uma coleção de interesses dos que estão a ele associados e não necessariamente de uma educação de qualidade.

    Só acho que o caminho pra tentar resolver esses problemas não deve ser dividir a categoria. Os professores deveriam chegar a um denominador comum e a partir daí atacar essa política tucana calamitosa.

    Esse ideal, hoje, me parece ainda um tanto distante.

    Abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ terça, 22 dezembro 2009, 17:29 BRST # Link |

  16. Nani escreveu:

    E realmente lamentavel´o que acontece

    default user iconNani ‒ terça, 26 janeiro 2010, 08:50 BRST # Link |

  17. jackson escreveu:

    será que vc poderia me esclarecer: fui aprovado na categoria L com 61 pontos só que como bacharel, gostaria de saber como vejo minha classificação geral. consultei a lista da categroia L em Licenciatura Plena, se estivesse lá seria o 4º lugar? seria essa a minha posição?

    default user iconjackson ‒ quarta, 27 janeiro 2010, 10:30 BRST # Link |

  18. Tiago Almeida escreveu:

    caro jackson,

    não sei como verificar a classificação. Neste pc não consigo nem mesmo consultar a minha situação - último ano, candidato (acho que também categoria "L", não é?).

    Um abraço,

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ quinta, 28 janeiro 2010, 11:24 BRST # Link |

  19. s. escreveu:

    Eu entrei nessa jornada para atribuição de aulas essa semana e confesso que estou perdida ainda... seu texto esclareceu muitas dúvidas, claro.

    Sou graduada em história, fiz a provinha e fiquei classificada na lista dos "L", dos candidatos a contratação (licenciatura plena), e depois de uma longa espera, finalmente me chamaram para escolher aulas. Só que eram as últimas, total de 11 aulas em 3 escolas de bairros diferentes e distantes. a funcionária disse que teria que pegar todas (ou então não pegava nenhuma) e ainda que caso ficasse com essas aulas não poderia pegar mais nenhuma durante o ano. Eu não entendi bem, ela não estava com a menor paciência para explicar nada, acabei abrindo mão dessas aulas... na esperança de ter outras atribuições em breve. Agora estou aqui pensando se fiz bem, se deveria ter pegado essas aulas mesmo assim, afinal esperei bastante até chamarem todos efetivos, os F, L, etc... o que não fazer nas próximas atribuições?

     Enfim, gostaria de saber opinião de quem já passou por isso, agradeço muito.

    Silvana

    default user icons. ‒ quinta, 11 fevereiro 2010, 23:54 BRST # Link |

  20. Visitante escreveu:

    Olá, Silvana.

    Neste ano consegui algumas aulas na atribuição. Minha experiência é um tanto limitada, mas no que entendi o que não é permitido na atribuição é "quebrar" as horas de uma escola - ou você pega todas as horas em uma escola ou não pega nenhuma, não pode pegar só uma fração delas. Mas acho que essa funcionária pode ter se equivocado quando te orientou a pegar todas as escolas.

    Essa aqui é a resolução que define todo o procedimento de atribuição. Talvez ela ajude você a tirar suas dúvidas. A APEOESP distribui(u?) essa resolução em um caderno com comentários que tentam deixar claros alguns trechos.

     

    Sorte!

    default user iconVisitante ‒ sexta, 12 fevereiro 2010, 00:06 BRST # Link |

  21. escreveu:

    adorei o seu texto, estou voltando novamente a esta odisseia, fiquei fora 7 anos, quando sai da fac uldade ´so queria renovar o ensino mas logo vi que não era bem assim!!! agora vou me preparar primeiro, vc acredita que uma vice diretora disse que a escola publica não estava preparada para meus metodos? já que eram inovadores porém eficaz. boa sorte!!!

    default user icon ‒ quinta, 25 fevereiro 2010, 15:11 BRT # Link |

  22. ro.na. escreveu:

    Estou cursando pedagogia,gostaria de saber se quem trabalha no estado como agente de serviço tem mais facilidade de conseguir aulas.

    por favor me responda

    default user iconro.na. ‒ terça, 01 junho 2010, 17:15 BRT # Link |

  23. Tiago Almeida escreveu:

    Olá, ro.na.

    Eu não sei lhe responder isso. Me parece que se você tiver um contato direto com alguma escola, saber as necessidades da instituição e sempre saber se ela precisa de professores, já é o bastante para saber da disponibilidade de aulas. Obviamente trabalhando dentro de uma escola como agente você vai estar muito mais próximo da realidade dela e por isso vai saber quando faltam professores, mas dizer que a FACILIDADE aumenta sendo agente me parece um salto exagerado.

    Boa sorte e um abraço,

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ terça, 01 junho 2010, 17:25 BRT # Link |

  24. Jefferon Cabral 40090 escreveu:

    Olá, agradeço desde já sua atenção.
    Peço seu voto, de amigos e familiares, conheça nossa luta em causa dos professores.

    JEFFERSON CABRAL PARA DEPUTADO ESTADUAL 40090

    SITE:  www.jeffersoncabral40.com.br
    E-MAIL:  jeffersoncabral40@gmail.com
    ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=6060540155474121502

    default user iconJefferon Cabral 40090 ‒ quarta, 18 agosto 2010, 00:56 BRT # Link |

  25. andreia. escreveu:

    Oi Tiago! Você sabe me dizer se aqueles que passaram no concurso do ano passado ( 2011 ) serão ainda chamados?

    Att.

    Andréia - professora de inglês 

    default user iconandreia. ‒ quinta, 03 novembro 2011, 21:44 BRST # Link |

  26. Tiago Almeida escreveu:

    Olá, Andréia. 

    Não estou por dentro desse processo, então não sou a melhor pessoa a te dar essa ajuda.

    Abraços e boa sorte

     

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ sexta, 04 novembro 2011, 16:01 BRST # Link |

  27. iza mae indignada escreveu:

    Ola Tiago

     

    Parece que a confusao e a falta de respeito continua a mesma.

    Tenho que colocar aqui minha indignaçao com esse sistema que ninguem tem interesse em melhorar.

    Meu filho que e concursado pelo estado no concurso de 2010, e foi aprovado, cansou de esperar ser chamado para atribuiçao e foi trabalhar em umaong no jdim Angela, sendo que mora no Butanta, e justamente quando estava sem tempo de olhar todos os dias o site do Diario Oficial, foi chamado nao viu e perdeu o dia da atribuiçao, conclusao foi desclassificado do concurso sem nenhuma segunda chance ja que eles nao comunicam nada. Um professor contratado tem mais chance e valor do QUE UM CONCURSADO como voces verao a seguir

    Esse ano se ele increveu por insistencia minha para professor temporario emergencial que na verdade e uma palhaçada.

    Ele tem licenciatura plena em lingua portuguesa  e estava na lista de aprovados na diretoria centro e na classificaçao estava em 7º lugar da atribuiçao, achamos nos

    meros mortais que ele teria chances pois haviam  varias vagas , quando ele chegou na diretoria na segunda feira dia 19/03/2012, as 14 horas ,a bagunça era geral, os diretores encarregados de atribuirem as aulas, ficavam na porta da sala dentro e susurravam, quem estivesse perto escutava e quem estava de lado nao ouvia nada.

    Para surpresa do meu filho começaram chamando classe F APROVADOS na provinha do fim de 2011, depois os reprovados e assim por diante aprovados classe O e reprovados, depois licenciatura 50% e sssim por diante, chamar os reprovados? para que existe a prova entao? E para que esse cadastro emergencial? Para deixar os candidatos aguardando por horas a fio para no fim agradecerem e dizerem para voltarem na semana seguinte para tentar de novo pois naquele dia as atribuiçoes haviam terminado.

    Isso e no minimo uma falta de respeito para com um professor que esquentou as cadeiras da universidade por tanto tempo para se formar, e para desanimar PALHAÇADA

    default user iconiza mae indignada ‒ quarta, 21 março 2012, 20:16 BRT # Link |

  28. escreveu:

    Olá também estive nessa dolorosa atribuição, sou licenciatura plena em sociologia , fiz a provinha e fui aprovada com quarenta pontos na categoria "O". Porém o que ocorreu era uma classificação única em conhecimentos humanos nas quais o pessoal atribuía as aulas que queriam, tanto história , filosofia, sociologia, (visto que possuíam 160 horas dessa matéria)  Enfim... vi todas as aulas de sociologia serem atribuídas por professores licenciados em história. Achei um tanto injusto visto que fizemos provas diferentes... ou seja , colocam tudo no mesmo pacote como se fosse uma coisa só, e o pior, os professores habilitados na área não conseguem dar sua matéria específica. 

      Depois de reclamar com a banca a respeito, no segundo dia de atribuição eles resolveram mudar a maneira dessas aulas serem atribuídas e começaram a chamar por área específica. Eu no caso era a quarta na lista da minha área para escolher as aulas e as escolas. Ainda assim não fiquei satisfeita visto que muitas das aulas que me interessariam ja haviam sido atribuídas no dia anterior, ou seja, o correto seria voltar o processo todo.

    Com muito conflito escolhi 30 aulas de substituição que durariam uns dois meses. Quando estava saindo da sala me deu aquele nó na garganta e voltei e questionei o processo, o porquê deles terem mudado a forma deles atribuirem de um dia para o outro, enfim, falei que ia procurar meus direitos...

    Gostaria de saber se eles podem atribuir as aulas da categoria O dessa forma, sem dar preferêcia a quem pelo menos realizou a prova específica?

    Se existe um critério de ordem nas atribuições das aulas pra esta categoria? 

    Obridada

    default user icon ‒ sexta, 01 fevereiro 2013, 15:14 BRST # Link |

  29. Tiago Almeida escreveu:

    annapaulabergamo, 

    não sei como posso ajudá-la. Não sei onde você pode ter esse tipo de informação. Uma possibilidade é procurar o sindicato (Apeoesp), é provável que o departamente jurídico possa dar uma ajuda. Nas vezes em que precisei dos sindicatos da categoria para tirar dúvidas fui bem atendido.

    Sorte!

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ domingo, 03 fevereiro 2013, 16:16 BRST # Link |

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