Stoa :: Yuna Ribeiro :: Blog

maio 29, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

nnsfdaia@hotmail.com escreveu:

Regua como fica com ou sem acento?

obrigadaaa...

 

Das paroxítonas, acentuam-se apenas as que não sejam terminadas em a(s) , e(s) , o(s) e em. Note-se que essas terminações são específicas para a acentuação das oxítonas. Com isso, recebem acento gráfico as paroxítonas terminadas em l , r , n , x , i (seguidos ou não de s), u (seguido de s ou de m ou n), ps, ditongo oral crescente, ditongo oral decrescente e ditongo nasal, seguidos ou não de s.

automóvel;

tórax;

fórceps;

amável;

látex;

bíceps;

contável;

dúplex (paroxítonas terminadas em x);

tríceps (paroxítonas terminadas em ps);

útil (paroxítonas terminadas em l);

júri(s);

jóquei(s);

caráter;

táxi(s);

fôsseis (verbo);

fêmur;

tênis (paroxítonas terminadas em i/is);

imóveis (paroxítonas terminadas em ditongo decrescente);

cadáver;

lápis;

ânsia(s);

revólver;

vírus;

série(s);

almíscar (paroxítonas terminadas em r);

bônus;

régua (s) (paroxítonas terminadas em ditongo crescente);

éden;

ônus (paroxítonas terminadas em us);

órfão(s)/órfã(s);

sêmen;

quórum/quóruns (paroxítonas terminadas em um/uns);

sótão(s);

gérmen;

álbum/álbuns;

acórdão(s) (paroxítonas terminadas em vogal nasal);

cânon (paroxítonas terminadas em n);

fórum/fóruns;

Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em ens. Ex.: hifens, edens, semens, germens.

 

Palavras-chave: Acentuação

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maio 28, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 


 

Somos assim: sonhamos o voo, mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.

É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas estivessem abertas.

A verdade é oposta. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas aos voos.

São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam.

 

Rubem Alves

 

Palavras-chave: Rubem Alves

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maio 24, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 


 

O Ano da França no Brasil recebe homenagem do Museu da Língua Portuguesa com exposição dividida em seis partes

O Museu da Língua Portuguesa, junto com a Poiesis (Organização Social de Cultura que administra o museu) e a Imprensa Oficial, apresentam a mostra O Francês no Brasil em Todos os Sentidos.

A exposição faz uma homenagem ao *Ano da França no Brasil, sendo dividida em seis partes. No primeiro andar, o visitante conhece uma seção formada por viadutos metálicos, com vias iluminadas por leds, onde mais de cinco mil palavras francesas presentes em nosso vocabulário aparecem escritas em um painel.
Além destes viadutos, o interessado aprecia outros cenários urbanos na cenografia, realizando um passeio por uma cidade conceitual que mistura a identidade, a cultura e a influência francesa, com o uso de um painel histórico.
A mostra continua com o Corredor dos Poetas, em que quatro autores das duas nacionalidades (Victor Hugo e Castro Alves; Baudelaire e Cruz e Sousa; Blaise Cendrars e Oswald de Andrade; Mallarmé e Haroldo de Campos) apresentam textos nos dois idiomas.
O evento ainda dispõe de uma praça com painéis e
slogans das turbulências vividas em maio de 68, uma seção dedicada ao balé e um bistrô, em que o ator Fernando Alves Pinto interpreta um garçom servindo um cliente.

Curiosidade

Era uma farra, o Vogue (boate no RJ que esteve em atividade entre 1946 e 1955, na av. Princesa Isabel, reduto de personalidades ilustres no cenário nacional). Tudo acabou num incêndio em agosto de 1955.
O
café soçaite mudou-se então para outra boate ainda mais sofisticada que despontou no Leme (rua Antônio Vieira): o Sacha's, o nome homenageando o famoso pianista que para lá se transferira. Uma noite, Sacha Rubin acompanhava o crooner Murilinho de Almeida em Ninguém me ama, de Antônio Maria, famoso samba-canção cuja primeira estrofe diz: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de meu amor". Terminado o número, o próprio Antônio Maria, grande notívago, levantou-se de sua mesa, agradeceu, mas acrescentou que a letra admitia uma pequena correção. Foi até o microfone e cantou: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de Baudelaire". Era uma autoparódia auto-irônica que ficou famosa pela comparação ressentida com o poeta francês Charles Baudelaire, que de fato tinha sido como Antônio Maria era, um propalador da melancolia romântica e da tragédia do destino humano, só que, evidentemente, muito mais célebre.
Há quem afirme que esse episódio não aconteceu no Sacha's, mas no Michel (rua Fernando Mendes). Talvez tenha ocorrido em mais de um lugar, com pequenas variações. Afinal, todo pianista de boate atacava de Ninguém me ama quando via Antônio Maria chegar.

 

* Para conferir o site oficial do Ano da França clique aqui

 

 

Museu da Língua Portuguesa

Praça da Luz, s/n
Centro - Centro - (11) 3326-0775

Data(s):

12 de maio a 13 de setembro de 2009

Preço(s):

R$ 4,00

Horário(s):

Terça a domingo, 10h às 17h.

 

fonte:www.guiadasemana.com.br

Palavras-chave: Literatura, Museu

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maio 23, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar
 
 
* Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920    
+ Montevidéu, 17 de maio de 2009
 
 

Mario Benedetti, o poeta uruguaio do compromisso e cronista dos sentimentos, morreu em Montevidéu aos 88 anos. Romancista, contista, ensaísta, dramaturgo e crítico, foi um resistente que viveu e lutou contra o exílio e a doença. Os seus livros de contos, novelas e poemas são uma referência para os leitores da América do Sul e da Europa, sobretudo Espanha. Benedetti foi o mais prolífico expoente da literatura uruguaia, com obras traduzidas em vários idiomas.

Deixou mais de 80 livros. A juventude para quem escrevia era também um dos seus temas preferidos. “Tinha a esperança que os jovens se lembrassem de mim. A juventude actual sempre esteve presente. Quando leio poemas nos teatros metada da sala é ocupada por jovens”, declarou numa entrevista antiga.

Iniciou a carreira literária em 1949. Durante anos dividiu a sua vida entre Montevidéu, Maiorca e Madri para escapar do úmido inverno uruguaio que afetava sua asma crônica. O autor tinha um estado de saúde bastante delicado e estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu. No ano passado, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos.

O autor ficou famoso em 1956 a sua obra poética mais conhecida o livro “Poemas de escritório”.

 

 

MÁRIO BENEDETTI

 

                                     MARIO BENEDETTI

ANTOLOGIA POÉTICA

Tradução de Julio Luís Gehlen.
Rio de Janeiro, Record, 1988

 

                                          
Morreu um monstro das letras
 
 

EN PIE

 

Sigo en pie

por latido

por costumbre

por no abrir la ventana decisiva

y mirar de una vez a la insolente

muerte

esa mansa

dueña de la espera

 

sigo en pie

por pereza en los adioses

cierre y demolición

de la memória

 

no es un mérito

otros desafían

la claridad

el caos

o la tortura

 

seguir en pie

quiere decir coraje

 

o no tener

donde caerse

muerto

 

      (De A Ras de Sueño, 1967)

 

 

EM PÉ

 

Continuo em pé

por pulsar

por costume

por não abrir a janela decisiva

e olhar de uma vez a insolente

morte

essa mansa

dona da espera

 

continuo em pé

por preguiça nas despedidas

no fechamento e demolição

da memória

 

não é um mérito

outros desafiam

a claridade

o caos

ou a tortura

 

continuar em pé

quer dizer coragem

 

ou não ter

onde cair

morto

 

      (De A Ras de Sueño, 1967)

 

Palavras-chave: Literatura

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maio 22, 2009

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Sad Songs (Say So Much)

Elton John

Composição: Elton John/ Bernie Taupin

Guess there are times when we all need to share a little pain
And ironing out the rough spots
Is the hardest part when memories remain
And it's times like these when we all need to hear the radio
Cause from the lips of some old singer
We can share the troubles we already know

Turn them on, turn them on
Turn on those sad songs
When all hope is gone
Why don't you tune in and turn them on

They reach into your room
Just feel their gentle touch
When all hope is gone
Sad songs say so much

If someone else is suffering enough to write it down
When every single word makes sense
Then it's easier to have those songs around
The kick inside is in the line that finally gets to you
and it feels so good to hurt so bad
And suffer just enough to sing the blues

Sad songs, they say
Sad songs, they say
Sad songs, they say
Sad songs, they say so much.

 

 

Skyline Pigeon

Elton John

Composição: Bernie Taupin/ Elton John

Turn me loose from your hands
Let me fly to distant lands
Over green fields, trees and mountains
Flowers and forest fountains
Home along the lanes of the skyway
For this dark and lonely room
Projects a shadow cast in gloom
And my eyes are mirrors
Of the world outside
Thinking of the way
That the wind can turn the tide
And these shadows turn
From purple into grey
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Let me wake up in the morning
To the smell of new mown hay
To laugh and cry, to live and die
In the brightness of my day
I want to hear the pealing bells
Of distant churches sing
But most of all please free me
From this aching metal ring
And open out this cage towards the sun
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind.

 

We All Fall In Love Sometimes

Elton John

Composição: B. Taupin/ Elton John

Wise men say
It looks like rain today
It crackled on the speakers
And trickled down the sleepy subway trains
For heavy eyes could hardly hold us
Aching legs that often told us
It's all worth it
We all fall in love sometimes
The full moon's bright
And starlight filled the evening
We wrote it and I played it
Something happened it's so strange this feeling
Naive notions that were childish
Simple tunes that tried to hide it
But when it comes
We all fall in love sometimes
Did we, didn't we, should we couldn't we
I'm not sure 'cause sometimes we're so blind
Struggling through the day
When even your best friend says
Don't you find
We all fall in love sometimes
And only passing time
Could kill the boredom we acquired
Running with the losers for a while
But our Empty Sky was filled with laughter
Just before the flood
Painting worried faces with a smile.




I Guess That's Why They Call It The Blues

Elton John

Composição: Elton John/ Davey Johnstone


Don't wish it away
Don't look at it like it's forever
Between you and me I could honestly say
That things can only get better
And while I'm away
Dust out the demons inside
And it won't be long before you and me run
To the place in our hearts where we hide
And I guess that's why they call it the blues
Time on my hands could be time spent with you
Laughing like children, living like lovers
Rolling like thunder under the covers
And I guess that's why they call it the blues
Just stare into space
Picture my face in your hands
Live for each second without hesitation
And never forget I'm your man
Wait on me girl
Cry in the night if it helps
But more than ever I simply love you
More than I love life itself
And I guess that's why they call it the blues
Time on my hands could be time spent with you
Laughing like children, living like lovers
Rolling like thunder under the covers
And I guess that's why they call it the blues.

 

You're Still The One

Shania Twain And Elton John

Looks like we made it
Look how far we've come my baby
We mighta took the long way
We knew we'd get there I someday
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong
You're still the one I run to
The one that I belong to
You're still the one I want for life
You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night
Ain't nothin' better
We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we might be missin'
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong

Something About The Way You Look Tonight

Shania Twain And Elton John

There was a time,
I was everything and nothing all in one
When you found me
I was feeling like a cloud across the sun
I need to tell ya,
How you light up every second of the day
But in the moonlight
You just shine like a beacon on the bay
And I can´t explain,
But there´s something about the way you look tonight
Takes my breath away
It´s that feeling I get about you deep inside
And I can´t describe
But there´s something about the way you look tonight
Takes my breath away
The way you look tonight
With a smile
You pull the deepest secrets from my heart,
In all honesty
I´m speechless and I don’t know where to start
And I can´t explain
But there´s something about the way you look tonight
Oh takes my breath away
It’s that feeling I get about you deep inside
And I can´t describe
But there´s something about the way you look tonight,
Takes my breath away,
The way you look tonight.
The way you look tonight
The way you look tonight
The way you look tonight
The way you look tonight,
The way you look tonight
The way you look tonight,
The way you look tonight.

 

 

 

Empty Garden (Hey, Hey Johnny)

Elton John

Composição: Elton John/ Bernie Taupin

What happened here,
As the New York sunset disappeared?
I found an empty garden among the flagstones there.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And now it all looks strange.
It's funny how one insect can damage so much grain.
And what's it for,
This little empty garden by the brownstone door?
And in the cracks along the sidewalk nothing grows no more.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And we are so amazed! We're crippled and we're dazed....
A gardener like that one, no one can replace.
And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh and I've been calling, oh hey, hey, Johnny!
Can't you come out to play?
And through their tears,
Some say he farmed his best in younger years.
But he'd have said that roots grow stronger, if only he couldhear.
Who lived there?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
Now we pray for rain, and with every drop that falls.....
We hear, we hear your name.....
And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh and I've been calling, oh hey, hey, Johnny!
Can't you come out to play,
In your empty garden?
Johnny?
Can't you come out to play, in your empty garden?

 

Palavras-chave: Música, videopost

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Dia 16 de junho

 

O Instituto de Estudos Avançados apresenta, na terça-feira (16), às 10 horas, o Latin America Today: International Symposium on Inequality and Identity. Entre os expositores estão Szilvia Simai-Mesquita, professora do IEA e da Universidade de Londres, Derek Hook, da Escola de Economia de Londres, Vladimir Safatle, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e Bernard Delpeche, da Universidade Acadia, no Canadá.

O evento acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, do IEA, com transmissão ao vivo no site do instituto. A entrada é aberta e gratuita, sem necessidade de inscrições prévias. Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, Travesa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo

10:00 - 12:00

Contato: (11) 3091-1678

 

Dia 23 de junho

 

O Instituto de Estudos Avançados apresenta o seminário Eric Hobsbawn como Sociólogo da Religião, que acontece na terça-feira (23), a partir das 15 horas. O conferencista será Michael Löwy, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França.

O evento, aberto e gratuito, acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, no IEA. A transmissão será feita ao vivo no site do instituto. Não há necessidade de inscrição prévia. Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, Travesa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo

15:00 - 17:00

Contato: (11) 3091-1686

 

Localização do IEA (Travessa J, 374), na Cidade Universitária.

mapa2.gif (64633 bytes)

 

Palavras-chave: IEA

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Nas locuções

 

 

Não se usa hífen nas locuções de nenhum tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas, ou conjuntivas): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, pão com manteiga, sala de jantar, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de, afim de que etc.

O acordo ortográfico de 1990 já mandava não escrever com hífen, mas separadamente, qualquer tipo de locução. Evanildo Bechara sugere (O Estado de S.Paulo, 26/2/2009), que tal iniciativa veio “livrar as pessoas” de usar o hífen para distinguir significados ou classes de palavras. “Éramos, segundo o sistema vigente oficialmente em 2008, obrigados a distinguir o substantivo dia-a-dia, com hífen, locução significando ‘cotidiano’, de dia a dia, locução adverbial, sem hífen, valendo por ‘dia após dia’: ‘O meu dia-a-dia (isto é, o meu cotidiano) é agradável’. ‘A criança cresce dia a dia (isto é, diariamente, dia após dia)’”.

São exceções algumas locuções consagradas pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

 

Dia a dia

Cão de guarda

Café com leite

Sala de jantar

Pão com manteiga

Pão de mel

Cor de vinho

À vontade

À toa

Abaixo de

Acerca de

A fim de que

 

 

 

fonte:  Guia da Nova Ortografia  Editora Segmento  

               especial da revista Língua Portuguesa                                                                                       

 

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maio 21, 2009

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Conversores on-line adaptam grafia

Já se encontram disponíveis na internet ferramentas virtuais que podem ajudar os falantes de língua portuguesa a se adaptar às novas mudanças promovidas pelo Acordo Ortográfico. Esses corretores (ou melhor, “conversores”, pois ainda admitem as duas grafias) funcionam de maneira bem simples: eles convertem para a nova grafia, de forma automática, o texto digitado ou colado dentro do campo do formulário. Entre os mais conhecidos, estão o Ortografa, o Conversor Ortográfico (do site Interney) e o conversor Flip Priberam, cuja versão on-line apresenta menos opções que o pacote vendido para computadores.

Serviço:

www.interney.net/conversor-ortografico.php

www.ramonpage.com/ortografa/

www.flip.pt/tabid/566/default.aspx


Nova grafia na escrita braile

Todas as mudanças promovidas pelo Acordo Ortográfico também serão adotadas pelo português convertido em braile, sistema baseado no tato, criado pelo francês Louis Braille, para que pessoas com deficiência visual possam ler e escrever.

O Acordo influencia o braile, pois neste sistema as palavras também são escritas letra a letra, e cada vocábulo tem até seis pontos em alto relevo.

Um deficiente visual com alguma experiência é capaz de detectar a ausência ou a presença do trema em determinadas palavras, assim como hífens, acentos e pontuações.

Com isso, o Ministério da Educação do Brasil já prevê a adaptação de livros didáticos em braile à nova ortografia da língua portuguesa.

 

fonte:  Guia da Nova Ortografia  Editora Segmento  

               especial da revista Língua Portuguesa                                                                                       

 

 

 

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maio 20, 2009

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Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô "devorador de livros" está escaneando os exemplares.

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1036116-78

 

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A Universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação.

“São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin.

“A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes.

É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses. É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora.

O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

“Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi.

“O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens.

Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga - só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro.

José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”.

Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram.

“Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho.

A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

 

fonte: Bom dia Brasil, 20 de maio de 2009. 

 

Palavras-chave: Bibliotecas Digitais, Brasiliana

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Biblioteca da USP importa robô único no Brasil para digitalizar livros

Brasiliana, com acervo doado por José Mindlin, terá livros disponibilizados na Internet com ajuda de equipamento que vale R$ 1,5 milhão


José Mindlin entre os livros que doará à Brasiliana
José Mindlin entre os livros que doará à Brasiliana

A Universidade de São Paulo (USP) acaba de adquirir um scanner robotizado para digitalizar as obras doadas por José Mindlin à biblioteca Brasiliana USP, cujo prédio é construído na Cidade Universitária. O acervo pessoal de Mindlin tem 30 mil volumes e, com a ajuda do scanner, será disponibilizado gratuitamente na internet.

Segundo o professor István Jancsó, coordenador do projeto Brasiliana USP, trata-se do primeiro equipamento do gênero no país, adquirido por R$ 1,5 milhão, dinheiro conseguido com verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Enquanto o prédio da Biblioteca Brasiliana não fica pronto, o scanner ficará na casa de José Mindlin, em São Paulo. O aparelho deve entrar em operação até fevereiro e, segundo Jancsó, terá a capacidade de digitalizar 2500 imagens por hora.

“Esse equipamento já copia a imagem com todas as correções de cor e luz possíveis”, explica o professor.

A operação do scanner será de responsabilidade de Cristina Antunes, bibliotecária da Brasiliana. “Depois do dr. José [Mindlin], ela é a pessoa que mais conhece a biblioteca”, comenta Jancsó.

O acervo que poderá ser acessado via web será catalogado, segundo o professor, nos padrões internacionais, como o da Biblioteca Europeana, que disponibiliza sete milhões de livros na internet.

“Qualquer pessoa poderá entrar na Brasiliana Digital e imprimir a obra escolhida em sua casa”, conta o coordenador do projeto. Dessa forma, qualquer biblioteca do país poderá montar uma cópia fac-similar da Brasiliana USP.

A USP também vai manter um apoio didático a outras universidades do país, ensinando a usar o acervo digital e a como operar uma máquina de impressão. O professor estima que o custo das cópias por terceiros será de US$ 2, democratizando o acesso à informação.

Obras
Parte do prédio que abrigará o acervo físico da biblioteca Brasiliana e o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP deverá ser entregue em outubro deste ano. No acordo entre Mindlin e a USP, há uma cláusula que prevê a revogação da doação caso o prédio não esteja pronto até o final de 2009.

Apesar do prazo apertado, Jancsó acredita que haverá tempo suficiente. “Eu acho que vai dar. Não acredito que a cláusula revogatória venha a ser considerada”, fala Jancsó.

No entanto, falta dinheiro para a construção de dois terços da nova sede do IEB. Os R$ 32 milhões – dinheiro vindo de patrocinadores e da própria USP – é para a construção dos módulos da biblioteca Brasiliana, dos espaços comuns e de parte do IEB. O coordenador espera conseguir a verba restante com outros apoios privados e com o governo do estado.

José Mindlin oficializou a doação de 30 mil volumes de sua biblioteca em 2006. A coleção possui obras do século 16 ao 20 e concentra títulos importantes da história cultural brasileira. Há, por exemplo, primeiras edições de obras de José de Alencar e Guimarães Rosa, além de relatos de viajantes durante o início da colonização, como Hans Staden e Jean de Léry.

 

fonte: Rafael Kato, estudante de jornalismo ECA/USP.

Palavras-chave: Bibliotecas Digitais

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Casa das Rosas integra ‘corrente’ de troca de livros

Desde o início de maio, espaço aderiu ao BookCrossing.
Projeto é um movimento de 'libertação' de livros em locais públicos.


Casa das Rosas vira espaço de troca de livros

A Casa das Rosas, espaço de literatura e poesia localizado na Avenida Paulista, se tornou um espaço para troca de livros. Desde o início de maio, a casa aderiu ao projeto BookCrossing, movimento de “libertação” de livros em locais públicos para serem achados por outros leitores, e se tornou uma “crossing zone” (na tradução, zona de troca de livros).

Funciona assim: qualquer leitor pode deixar um livro na Casa das Rosas para outros leitores, enquanto também pode escolher outra obra que estiver disponível no espaço para levar embora e ler, mas, com o compromisso de passá-la adiante.

A Casa das Rosas é a sexta “crossing zone” do Brasil, sendo a terceira na cidade de São Paulo. Em média, 200 livros da literatura brasileira, especialmente de poesia, compõem essa espécie de biblioteca circulante. 

Como participar

O doador da obra entra no site do movimento, que tem adesão de leitores de mais de 130 países, e cria um perfil - o site é em inglês; uma página na web em português está em construção. Com o livro em mãos, registra e anota na contracapa o código de identificação gerado.

Após o cadastramento, é preciso deixar o livro na Casa das Rosas ou em uma das outras zonas oficiais, ou ainda, se preferir, pode deixá-lo em um espaço público qualquer.

A pessoa que pegar o livro deve informar o paradeiro da obra no próprio site, e se quiser pode também registrar a sua opinião sobre a leitura. (fonte: G1)

 

Neste blog: Dia Mundial do Livro

                   http://stoa.usp.br/anacesar/weblog/48135.html

 

Palavras-chave: Troca de livros

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maio 19, 2009

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Postado por Sady Carlos
Postado por Sady Carlos de Souza Jr.
Do PANTEÃO ROMANO ao Edifício “VILANOVA ARTIGAS” – Uma análise discursiva da luz entre os elementos da arquitetura.
 INTRODUÇÃO:
Apresentamos dois edifícios históricos: um da antiguidade romana: o famoso Panteão de Roma erigido em 27 a.C. pelo imperador romano Adriano e o outro, contemporâneo nosso, o edifício da FAUUSP, que leva o nome do seu arquiteto, o ilustre Prof. João Batista Vilanova Artigas. O edifício “Vilanova Artigas” foi concebido na década de 60 para abrigar o Curso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo no campus da Universidade de São Paulo - FAUUSP. Estes são dois prédios reconhecidos por seus valores históricos e arquitetônicos. Faremos aqui, através de uma ligeira condução comparativa, alguns apontamentos que reconduzirão a uma análise semiótica de modo a despertar novas facetas das relações metalingüísticas da significação do objeto, enquanto projeção arquitetônica. Apesar de serem duas construções distintas no modo de apreciá-las na “estrutura de superfície”, no conteúdo intrínseco, porém, aparecem elementos de congruência significativa para contextualização comparativa.
METODOLOGIA:
Nosso objetivo é confluir ou aproximar elementos da arquitetura romana antiga com a chamada “arquitetura paulista” atendendo a percepção de contextualizações que possam remeter a intertextualidade da engenharia construtiva nos seus elementos perceptíveis identificadores. Fizemos um levantamento de significantes culturais comparativos coincidentes para que através dessa análise pudéssemos estabelecer um discurso homogêneo das coordenadas coexistentes aos dois edifícios destacando simultaneamente alguns elementos de sua expressão: a importância natural (e espiritual) da luz solar, o óculo físico e simbólico, as janelas inexistentes, a superação do peso, a convexidade e concavidade abobadal, o relevo como destaque estético e funcional da profundidade, etc. Não priorizamos o vocabulário técnico-especializado da Arquitetura, todavia em outros sinais extralingüísticos aproximarmos significantes comuns, estruturais, dos aspectos construtivos e intencionais. Neste sentido, inferimos a metodologia dedutiva (do geral para o particular), para a concepção hipotética, semiológica, corroborada nas atualizações narrativo-discursivas do uso do objeto. Assim, levantamos pontos sintagmáticos à interpretação estético-funcional do uso social (religioso/mitológico, histórico e pedagógico), o que nos proporcionou qualificarmos de elementos como similares intencionalmente. 
RESULTADOS:
Esta análise extralingüística confirmou novas hipóteses às relações entre a concepção e o uso construtivo que resistiu ao tempo, entrevendo-os comparativamente. Atualizamos os metatermos semióticos: Ser, Não-Ser, Parecer e Não-Parecer, ressaltando alguns tópicos da isotopia da “luz solar”: 1) A apreciação dos edifícios verticalmente no Panteão se dá pela luz da abóbada pelo óculo central de captação zenital. Igualmente, na FAUUSP temos domos translúcidos; 2) Há reiteração do mesmo relevo dos alvéolos/domos, distribuídos em paralelo. 3) Estes alvéolos cavados do Panteão tornam leve o peso da cobertura, assim como os domos da FAU. 4) Ausência de janelas em ambos prédios; 5) No Panteão figuram nichos (adoração) nos entornos; no edifício Artigas há caixilhos que percorrem o perímetro do andar; 6) Num, a nave central é ampla e vazia, no Salão Caramelo também é um espaço aberto; 7) O óculo do Panteão (convexo), é entrada de luz. Em frente à FAU (laguinho côncavo) há uma abertura de escoamento abaixo do nível; 8) Antes, o sentido do sol invade o interior, agora, irradia-se para fora; 9) O óculo panteônico é horizontal, na FAU, na fachada, é vertical; 10) Num o sol é vazado na cúpula suspensa. Na FAUUSP o desenho imaginário é de uma coluna seccionada; 11) O Panteão é templo religioso. No “Ed. Artigas” o teto é uma rosácea, o vitral de uma catedral na horizontal; 12) No Panteão, a abóboda sustenta o gigantismo da arte - o um na diversidade. O “Ed. Artigas” possui inúmeras abóbodas menores: os domos - a multiplicidade do um.
CONCLUSÕES:
Depois de uma apreciação consistente propusemos uma semiose da percepção do objeto: que ele nos trouxesse novos elementos significativos destas relações. Os vários tópicos extralingüísticos atestam que os dados significativos reatualizados ou reproduzidos pelo uso, conferem a possibilidade de, através deles, reconhecermos indícios potenciais de novos recortes, tanto no aperfeiçoamento de nossa visão de mundo, quanto da produção comparativa, ou de uma nova metodologia de análise. As articulações semióticas, a nosso ver, corroboraram a possibilidade identitária da resolução do suposto diálogo entre as duas edificações aproximadas. Há bases críticas que sustentam a importância da qualificação do novo nas construções acadêmicas no sentido de avançarem novas performances conceptivas da construção e/ou do uso do espaço. Entretanto estas amostras pontuais expõem um possível conflito interpretativo do que é o “novo” na arquitetura. Mesmo assim, não há intenção alguma aqui de anular qualquer mérito do Arqt°. J. B. Artigas, mas propiciar uma releitura das afinidades inovadoras quando lhe referenciamos ao passado. Pudemos observar que, na aproximação de edifícios de épocas distintas com características construtivas absolutamente diversas, há enfoques comuns evocados da linguagem estética da obra que não é manifestada prontamente, entretanto, isto tudo aparece subjacente no plano do conteúdo tornando-se possível, inclusive, emergir em novos planos da expressão.

Palavras-chave: Análise Semiótica, Arquitetura, Edifício VILANOVA ARTIGAS, PANTEÃO ROMANO

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O que mais chamou a atenção do público quando a FLIP surgiu, em 2003, foi a convivência de autores excepcionais, a maior parte deles pela primeira vez no Brasil, numa atmosfera de descontração e proximidade com o público, em meio à beleza de Paraty. Às vésperas de sua sétima edição, o evento confirma essa identidade: entre os dias 1 e 5 de julho de 2009, estarão em Paraty 34 autores, reunidos em 18 mesas que vão abordar de poesia a ciência, do jornalismo literário à crítica musical, da literatura portuguesa à história, do conto e dos quadrinhos à arte contemporânea. Como de costume, a FLIP receberá autores de destaque em suas áreas, em encontros que valorizam o intercâmbio de experiências distintas.

Para o diretor de programação da FLIP, Flávio Moura, a programação deste ano é a confirmação de que o festival se firmou como um dos principais eventos do gênero no calendário mundial. Segundo ele, “a FLIP 2009, a exemplo das edições anteriores, traz autores de qualidade inquestionável em seus campos de atividade e consolida seu posto ao lado dos melhores festivais literários do mundo”.

O escritor português António Lobo Antunes é um dos destaques da ficção na FLIP deste ano. Vencedor do Prêmio Camões em 2007, é considerado um dos maiores prosadores lusitanos depois de Eça de Queirós. Autor de clássicos como As naus, Os cus de Judas e Meu nome é legião (seu livro mais recente publicado aqui), o autor não vem ao Brasil desde 1983 e já deixou claro que sua verve polemista não passará em branco durante a estada em Paraty.

O jornalista americano Gay Talese, que na FLIP conversa com o jornalista brasileiro Mario Sergio Conti, é um dos criadores do chamado jornalismo literário. Talese vem ao Brasil pela primeira vez, depois de quarenta anos de carreira, ao longo dos quais escreveu clássicos do jornalismo mundial como o perfil “Frank Sinatra está resfriado”, do livro Fama e anonimato. Não é pequena a expectativa em torno de sua presença, como já deixaram claros os depoimentos, resenhas, entrevistas e reportagens a seu respeito publicados recentemente na imprensa brasileira.

O biólogo inglês Richard Dawkins, seguidor de Charles Darwin e autor de Deus, um delírio, é um dos principais evolucionistas em atividade no mundo. Em 2009, quando se comemoram o segundo centenário de nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação de A origem das espécies, Dawkins está entre os intelectuais mais solicitados do mundo para participar de debates e conferências. Que tenha aceitado o convite da FLIP num momento tão atribulado é indício claro da importância adquirida pela Festa Literária.

O historiador britânico Simon Schama conversa com a antropóloga brasileira Lilia Moritz Schwarcz sobre o papel dos Estados Unidos no momento em que o país vê ameaçada sua condição de potência econômica mundial e ainda no calor da eleição recente de Barack Obama, tema que ele aborda em seu novo livro e que fará parte da conversa de que participa em Paraty. Não é menos esperada a participação do crítico musical americano Alex Ross, encarregado da cobertura sobre esse assunto na New Yorker. Ele falará sobre O resto é ruído, livro que foi um acontecimento na crítica cultural recente nos Estados Unidos ao mostrar as conexões da música erudita com a história do século XX.

Parceiros em diversos festivais literários internacionais, a irlandesa Anne Enright, ganhadora do Booker Prize de 2007, e o americano Tobias Wolff, um dos principais contistas da atualidade, discutem o tema da crise da estrutura familiar em suas obras. A irlandesa Edna O’Brien tem um estatuto parecido com o de Wolff no Brasil: autora que figura entre os nomes de maior destaque em seu país de origem, ainda não teve aqui a atenção que merece. Sua mesa na FLIP pretende alterar esse panorama. E a partir de um tema quente: ela teve exemplares de seu romance de estreia, Country Girls, queimados pela comunidade religiosa local na década de 1960, devido à crueza com que descrevia a vida sexual de suas personagens. Edna O’Brien fala dos sentidos da transgressão na atualidade ao lado da francesa Catherine Millet, autora do autobiográfico e não menos escandaloso A vida sexual de Catherine M.

Dois outros autores compõem a representação francesa da FLIP 2009: a artista conceitual Sophie Calle e o escritor Grégoire Bouillier. Unidos por laços pessoais e artísticos – não se sabe, na obra de cada um, onde termina a vida e começa a representação –, ambos protagonizam uma das mesas mais comentadas e inusitadas da FLIP. Engrossa a delegação francesa o afegão Atiq Rahimi, ganhador do prêmio Goncourt de 2008 com o livro Syngué sabour – Pedra de paciência. Radicado na França desde que fugiu da guerra civil de seu país, na década de 1980, Rahimi estará na mesa ao lado de Bernardo Carvalho, um dos autores de maior densidade em atividade no Brasil e com quem partilha o gosto pelas viagens e pelo experimentalismo.

A literatura chinesa estreia na FLIP com o escritor Ma Jian e a jornalista Xinran, ambos radicados na Inglaterra, cujos livros fazem retratos críticos de uma China pouco condizente com a imagem de liderança global a que o país aspira. No momento em que se completam vinte anos do massacre da Praça da Paz Celestial, tema do livro de Ma Jian, a mesa tem o objetivo de contribuir para uma reavaliação do autoritarismo na China.

A 7a. FLIP é também mais flexível com a possibilidade de trazer autores que já estiveram no festival. Quando se trata de alguns dos maiores nomes da literatura brasileira, qual o sentido de não repetir? Daí a presença de Chico Buarque, que volta à FLIP para falar de Leite derramado, romance recém-lançado. Ele participa de mesa com o romancista Milton Hatoum, autor dos premiados Dois irmãos e Cinzas do Norte, que também volta à FLIP depois de memorável participação em 2003. Diga-se o mesmo de Cristovão Tezza: quando ele esteve na Festa Literária em 2005, ainda não era o autor de O filho eterno, livro que transformou sua carreira. Tezza divide mesa com o mexicano Mario Bellatin, um dos mais controvertidos autores latino-americanos da atualidade, com quem discute o papel da autobiografia na ficção.

A FLIP segue com a tradição de promover encontros pouco esperados. É o caso da reunião entre o escritor carioca radicado em São Paulo Rodrigo Lacerda e o dramaturgo e cineasta Domingos de Oliveira, nome fundamental também para o teatro brasileiro, que fez dos conflitos amorosos objeto por excelência de suas peças e filmes. Também pouco usual é o encontro entre Tatiana Salem Levy, Arnaldo Bloch e Sérgio Rodrigues, que discutem a combinação entre ficção e relato autobiográfico, empregada nos livros de que são autores, respectivamente A chave de casa, Os irmãos Karamabloch e Elza, a garota.

Depois da vinda de Angeli em 2003 e de Neil Gaiman no ano passado, a FLIP dedica outra mesa aos quadrinhos brasileiros e apresenta nomes de destaque da produção atual: os vencedores do Prêmio Eisner Rafael Grampá, Fábio Moon e Gabriel Bá, e o quadrinista e artista plástico Rafael Coutinho, todos eles muito próximos também da literatura.

Além da Conferência de Abertura, que será proferida pelo crítico Davi Arrigucci Jr., Manuel Bandeira é assunto de duas outras mesas. Representantes de destaque da nova poesia brasileira, Heitor Ferraz, Eucanaã Ferraz e Angélica Freitas discutem a atualidade da obra do poeta pernambucano. O professor e pesquisador Edson Nery da Fonseca e o jornalista Zuenir Ventura compartilham suas memórias e impressões do escritor modernista, que foi amigo de Fonseca e professor de literatura de Zuenir.

Como assinala a presidente da FLIP, Liz Calder, “uma das principais motivações da Festa Literária de Paraty é a valorização da literatura brasileira. Este ano a FLIP faz isso homenageando um poeta muito querido, Manuel Bandeira”. Para o diretor de programação, Flávio Moura, “Bandeira é uma das melhores pontes, na literatura brasileira, entre a tradição e o modernismo, e sua obra variada, na prosa, nas crônicas e na poesia, ainda pede muitas releituras”. A Oficina Literária deste ano é uma extensão da homenagem a Bandeira e tem como tema a poesia. Ela será ministrada pelo poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, professor da PUC do Rio de Janeiro.
Como nos anos anteriores, a programação principal ocorre na Tenda dos Autores e será transmitida ao vivo na Tenda do Telão. Outros eventos acontecem simultaneamente, em diversos locais. Há uma programação exclusiva para as crianças e jovens leitores, a Flipinha, ponto de encontro do Programa Educativo desenvolvido ao longo do ano inteiro junto às escolas públicas e privadas de Paraty. Além disso, este ano a FLIP etc. passa a se chamar FLIP Casa da Cultura e traz uma programação extensa, que contará com exposições, shows, peças de teatro e eventos em torno do homenageado da FLIP e do Ano da França no Brasil.

No domingo de manhã, a FLIP terá um evento especial: a mesa Zé Kleber – “Como a cultura desenha a cidade”, que vai reunir Jorge Melguizo Pousada, secretário de Desenvolvimento Social de Medellin (Colômbia), Denis Mizne, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz, de São Paulo, e o Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil. O tema da discussão serão políticas urbanas bem-sucedidas, com destaque para as ações educacionais, como a formação de bibliotecas, iniciativas culturais e de inclusão social. A mediação será da antropóloga Paula Miraglia.

A FLIP é uma realização da Associação Casa Azul, presidida por Mauro Munhoz. A Casa Azul desenvolve trabalhos de revitalização em Paraty e mantém um programa educativo continuado na região, com o objetivo de transformar a cidade histórica fluminense em modelo de turismo cultural e em uma cidade de leitores.


 

 

fonte: www.flip.org.br

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FLIP reúne 34 autores de nove nacionalidades e faz homenagem a Manuel Bandeira
A FLIP 2009 acontece entre os dias 1 e 5 de julho. Estarão em Paraty 34 autores, reunidos em 18 mesas que vão abordar de poesia a ciência, do jornalismo literário à crítica musical, da literatura portuguesa à história, do conto e dos quadrinhos à arte contemporânea. Como de costume, a FLIP receberá autores de destaque em suas áreas, em encontros que valorizam o intercâmbio de experiências distintas. Saiba mais.

 

 

Domingos de Oliveira fala sobre crise das relações amorosas
O cineasta Domingos de Oliveira e o escritor Rodrigo Lacerda dividem mesa que promete render boas discussões também nos bares de Paraty. O tema dos relacionamentos amorosos está presente na maioria das quase cinquenta peças teatrais de Domingos de Oliveira e em seus principais filmes, como Todas as mulheres do mundo (1967) e Separações (2002). O assunto também está no centro do romance Outra vida (2009), livro mais recente do escritor Rodrigo Lacerda, que retrata a frágil relação entre um casal que tenta sobreviver na cidade grande.

 

 

 

 

 

 

Flipinha e Cine Clube de Paraty promovem Ciclo Manuel Bandeira
A Casa da Cultura de Paraty receberá, de 12 a 14 de maio, o Ciclo Manuel Bandeira, realizado em parceria entre a Flipinha, a UFRJ e o Cine Clube de Paraty. O evento, que reunirá atrações como palestras, sessões de cinema e um sarau, é destinado aos professores das redes pública e privada de ensino e à comunidade de Paraty. A programação tem entrada gratuita. Para mais informações, clique aqui ou entre em contato com a Casa Azul, associação que organiza a FLIP e a FLIPINHA, pelo telefone
(24)3371-7082.

 

China na FLIP

A literatura chinesa marca presença na FLIP, pela primeira vez, com a vinda da jornalista Xinran e do romancista Ma Jian, que dividem mesa em Paraty. Xinran é autora, entre outros, de As boas mulheres da China (2002), no qual reuniu depoimentos de mulheres vítimas de violência, obtidos num programa de rádio criado pela escritora na década de 1980. Ma Jian utiliza-se da ficção para falar de seu país, caso de Pequim em coma (2008), escrito em primeira pessoa por uma vítima fictícia do massacre da Paz Celestial.

fonte: www.flip.org.br

Palavras-chave: Literatura

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maio 17, 2009

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Deixe estas palavras abraçarem você.

Deixe que as palavras deste blog abracem você! 

Quando nas horas de íntimo desgosto o desalento te invadir a alma, e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me: Eu sou Aquele que sabe sufocar o pranto e estancar as lágrimas.

Quando te julgares incompreendido dos que te circundam, e vires que em torno de ti há indiferença, aproxima-te de Mim: Eu sou a Luz sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.

Quando diminuir o ânimo e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me: Eu sou a Força capaz de remover as pedras do caminho e sobrepor-te as adversidades do mundo.

Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da vida, e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim: Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito.

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade, invoca-Me: Eu sou a Paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos, e triunfar nas situações mais difíceis.

Quando te debateres nos porquês da dor, e tiveres a alma machucada pelos espinhos, grita por Mim: Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e te diminui os padecimentos.

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes, e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim: Eu sou a Sinceridade que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à plenitude de teus ideais.

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração, e tudo te causar aborrecimento, chama por Mim: Eu sou a Alegria que insufla alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior.

Quando, um a um, te fenecerem os mais belos sonhos, e te sentires no auge do desespero, apela por Mim: Eu sou a Esperança que te robustece a fé e te acalenta os ideais.

Quando a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas, e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me: Eu sou o Perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu espírito.

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te inundar a mente, recorre a Mim: Eu sou a Crença que te completa de luz e entendimento, e te habilita para a conquista da felicidade.

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera, e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim: Eu sou a Renúncia que te ensina a esquecer a ingratidão dos homens, e a esquecer a incompreensão do mundo.

E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canto, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Chamo-Me Amor, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito. "EU SOU JESUS!".

Palavras-chave: Cristo

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Descreva a sua vida em apenas 6 palavras.

Este desafio foi proposto pela revista norte-americana SMITH.

Resumir a vida em seis palavras.

 

What’s your story?

Tell us in six words.

 

Pode ser possível? Claro, basta puxar um pouco pela imaginação.

A revista até publicou recentemente um livro com 300 páginas.

Not Quite What I Was Planning.  O próprio título traduzido: "Nem era o que eu planejava".

Tudo começou quase como uma brincadeira. Memórias, histórias de amor, desilusões amorosas e as experiências de vida de adolescentes e jovens são contadas por dezenas de colaboradores em seis palavras.

SMITH é uma publicação especializada em ficção. Tem a colaboração de escritores famosos, como Nora Ephron.

 

 

Basicamente, o que nos é proposto é isto:

Encontrar seis palavras para uma curta biografia (há quem opte por um conceito) e, se quisermos, podemos dar-lhes ênfase com uma imagem.

Propõe aos leitores que também deixem as suas seis palavras neste blog.

Deixe a sua, use a sua criatividade!

 

Interessante. Legal

"Tropecei quando te vi, era irreal".

 

Palavras-chave: Revistas

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maio 16, 2009

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Santo Agostinho (354-430)

Santo Agostinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Que Pedir na Oração?

Uma das mais belas cartas de Santo Agostinho é a de número 130, dirigida a Proba. Faltania Proba era uma nobre viúva de Roma Imperial. Seu marido Probus fora "o eterno Prefeito de Roma" e cônsul em 371. Proba se impressionou com os dizeres de São Paulo: "Não sabemos o que pedir como convém" (Rm 8,26) e apresentou a Agostinho a solicitação: "Escreva-me alguma coisa sobra a maneira de orar a Deus e sobre as coisas que devo pedir na oração". A resposta foi dada na famosa carta datada de 411 ou 412.

1. Preparando o Espírito para a Oração

A atenção de Agostinho se volta para as condições de vida de sua interlocutora: é viúva e rica. Ele diz:

3. "Deves, pois, pelo amor da verdadeira vida, considerar-te desolada neste mundo, seja qual for a felicidade que te envolva. Em comparação com aquela vida verdadeira, esta ainda que muito amada - nem merece o nome de vida, por mais alegre e pródiga que seja. As riquezas, o brilho das honras e as demais vaidades com as quais os mortais se julgam felizes, por não conhecerem a verdadeira vida, nada trazem de seguro."

5. "Enquanto caminha pela fé e não pela visão, a alma cristã deve considerar-se desolada, e não cessar de orar. Após a morte haverá, então, a verdadeira vida, o verdadeiro consolo depois da desolação. Aquela vida arrancará a nossa alma da morte, e aquele consolo enxugará as lágrimas de nossos olhos. Essa é a verdadeira vida que os ricos devem conquistar com suas boas obras, conforme aprenderam. Isso seja para ti verdadeira consolação."

Com estas palavras, Santo Agostinho quer alertar que ela poderia entregar-se aos prazeres desse mundo, mas que, embora parecesse viver, estaria morta. Ao contrário, é preciso que Proba se sinta desamparada, pois os bens materiais são passageiros. Na verdade, o homem não encontra resposta para seus anseios naturais nem em si nem nas criaturas inferiores. Ele traz em si a abertura para o infinito.

2. O que Pedir?

Após lembrar a insuficiência dos bens materiais que cercam e podem seduzir Proba, Agostinho vai diretamente a pergunta, recomendando pedir a vida eterna, que é a vida feliz sem ameaça de contrariedades. Ele diz:

9. "Já ouviste quem tu deves ser ao orar. Agora, escuta o que hás de pedir na oração. Ficaste impressionada com o que diz o apóstolo: ‘Não sabemos o que pedir como convém’. Receia que possa causar-te maior prejuízo o orar como não convém do que não orar.

Posso dizer-te em poucas palavras: Pede a vida bem-aventurada! Todos os homens querem possuir vida feliz, pois mesmo os que vivem mal não viveriam desse modo, se não acreditassem que assim são, ou que podem vir a ser felizes. Que outra coisa te convém pedir se não o que bons e maus procuram adquirir, ainda que somente os bons o consigam?”

Santo Agostinho também ensina que pedir a vida eterna não exclui o pedido de bens temporais necessários a uma vida digna: saúde corporal e amigos são explicitamente citados como valores necessários para uma caminhada tranquila neste mundo:

12. "Agrada-te que, além da saúde temporal, os fiéis desejem para si e para os seus honras e dignidade? Está certo se esses bens não forem desejados por si mesmo, mas para a utilidade dos que vivem sob os seus cuidados. É bom desejá-los. Não seria bom, no entanto, se fosse desejado apenas por vã ostentação, por pompa supérflua ou por vaidade nociva.

Pode-se desejar para si e para os seus o suficiente, o que for necessário para viver. Quem deseja o suficiente, e nada mais que isso, nada de impróprio deseja.  Se assim não for, deseja o que não convém."

3. Por que Orar?

Santo Agostinho levanta, então, outra questão: De antemão Deus já sabe do que necessitamos. Então por que dizê-lo a Deus na oração? Em resposta, Agostinho explica: Deus quer que peçamos não para informá-Lo, mas para que tomemos consciência do dom de Deus e dilatemos nossos desejos. Somos pequeninos demais para receber a dádiva divina, mas pedindo e suplicando, nos abrimos mais e mais para ela. Diz Agostinho:

15. "Para alcançarmos essa vida feliz, a verdadeira Vida, nos ensinou a orar. Não com muitas palavras, como se quanto mais loquazes fossemos mais nos atenderia. Mas rogamos Àquele que conhece o que nos é necessário, antes mesmo de lhe pedirmos (conforme Mt 6,7-8)."

17. "Pode alguém estranhar porque motivo assim dispôs aquele que já de antemão conhece nossa necessidade, antes de lhe pedirmos. Está dito: "Para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais esmorecer" (Lc 18,1), o Senhor trouxe o exemplo de certa viúva. À força de súplicas, ela se fez escutar por um juiz iníquo que não se deixava mover nem pela justiça, nem pela misericórdia, mas que, entretanto se sentiu interpelado pelo cansaço.

Pode alguém estranhar porque assim dispôs aquele que de antemão conhece todas as nossas necessidades. Temos de entender que o intuito de nosso Senhor e Deus não é ser informado sobre nossa vontade (o que Ele não pode ignorar) mas despertar pela oração nosso desejo. Isso nos tornará capazes de receber o que se prepara para nos dar - o que é imensamente grande. Nós somos, porém, pequenos e estreitos demais para recebê-lo. Por isso, dizem-nos: "Dilatai-vos! Não aceitais levar o jugo com os infiéis" (2Co 6,13-14). E o que é tão imensamente grande ("os olhos não viram", porque não é cor; "nem os ouvidos ouviram", porque não é som; "nem subiu ao coração do homem", já que é o coração do homem que deve subir para lá), nós o recebemos com tanto maior capacidade quanto mais fielmente cremos, esperamos com mais firmeza e mais ardentemente desejamos."

4. Como Orar?

Responde Agostinho que não é necessário fazer longos discursos, mas importa orar com profundo afeto, ou seja, com ardente desejo.

20. "Não haja, pois, na oração muitas palavras, mas não falte muita súplica, se a intenção continua ardente. Porque falar demais ao orar é empregar palavras supérfluas em coisa necessária. Porém, rogar muito, com frequente e piedoso clamor do coração, é bater à porta daquele a quem imploramos. Nesta questão, trata-se mais de gemidos do que de palavras, mais de chorar do que de falar. Porque Ele põe nossas lágrimas diante de Si e nosso gemido não passa despercebido Àquele que tudo criou pela Palavra e não precisa das palavras humanas."

5. Recomendação Final

E assim Santo Agostinho encerra a sua carta:

"Não vos esqueçais de orar por mim, e não de modo negligente. Não peço isto como se fosse uma honra, mas considero que estarei em perigo se me subtrairdes o auxílio que julgo tão necessário. A oração recebe poderoso reforço com o jejum, as vigílias e qualquer mortificação corporal (Tb 12,8).

                                                              Sto. Agostinho

Palavras-chave: Bíblia, Cristianismo, Religião, Teologia

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maio 14, 2009

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Esperamos que no próximo dia 22, como anunciado anteriormente, uma comissão reformulará os mecanismos de moderação da plataforma Stoa. A configuração da página inicial do sistema fará parte das discussões. Aguardando os resultados das discussões e a pedido do Prof. Gil da Costa Marques, o coordenador do CTI, estamos mantendo por agora a página de rosto do site vazio.

Todas as outras funcionaliades ficarão mantidos, por agora, e o sistema poderá ser utilizado normalmente. 

Palavras-chave: notícia

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maio 13, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Especial

Conheça detalhes que podem ter influenciado a classificação das escolas paulistas na avaliação.

Fátima* paga uma mensalidade de 541 reais. Seu filho cursa o sexto ano do ensino fundamental em um colégio da Zona Sul da cidade de São Paulo, que era considerado uma escola de qualidade pela mãe. Até o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep ) divulgar as notas dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A média nacional é de 50,52 pontos. A escola em questão se classificou nessa faixa.

A mãe ficou preocupada. “Deveria trocar meu filho de escola?”, reflete Fátima. Os especialistas dizem que, necessariamente, não. O resultado da avaliação é um indicador do ensino, mas outras questões devem ser consideradas pelos pais. O enfoque pedagógico da escola, os valores e a atenção que os pais dão aos filhos e a preocupação do aluno com relação aos estudos podem estar refletidos nos números do Enem.

“O resultado ruim não demonstra necessariamente que a escola não é boa”, diz Ana Paula Mariotto Prado, psicopedagoga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC). “Há boas escolas que não obtiveram uma classificação satisfatória, pois trabalham com os alunos priorizando outros aspectos. Não apenas o conteúdo escolar. Como, por exemplo, senso crítico e criatividade. Ou possuem alunos com dificuldades de aprendizagem”, explica.

Evaldo Colombini Miranda, coordenador da Educon, consultoria em educação, sugere que o pai – ou responsável – avalie a escola tirando uma média dos três últimos resultados do Enem. “Se o pai notar uma média sempre baixa, estamos diante de uma escola a ser questionada”, conta Miranda. Neste caso, trocar o filho de colégio ou conversar sobre o resultado com a instituição devem ser questionados.

Julgar a qualidade de ensino se baseando no resultado de apenas um ano pode ser arriscado. “Um grupo menos qualificado prejudicariam a escola em um ano específico”, diz Miranda. “Outra possibilidade é de que os alunos não estejam preocupados com este tipo de avaliação geral da sua escola e da visão da sociedade quanto a isso”, afirma Prado.

Guia de Profissões

Generalizando o desempenho de São Paulo no Enem, nota-se que as escolas públicas paulistas aparecem no final da lista. “Elas são ruins em todo o País. Não é um 'privilégio' paulista”, diz Miranda. As exceções são as escolas públicas, principalmente técnicas, com procura elevada. Para o coordenador, elas selecionam seus alunos e, consequentemente, apresentam desempenho acima da média.

No caso dos colégios particulares, o coordenador da Educon acredita que “vamos da excelência à mediocridade”. Algumas escolas ficaram entre as 20 melhores classificadas, enquanto muitas figuram os últimos lugares. Reflexo do ensino de má qualidade. Além disso, dois fatores são relevantes para Miranda: “São Paulo atende um público (em colégios particulares) sensivelmente maior do que os demais Estados. O que orienta a organização das escolas de ensino médio, em especial as particulares, é o vestibular”.

Os outros Estados brasileiros oferecem menos opções de ensino superior do que São Paulo. “Em algumas regiões, a única alternativa é a universidade federal local. A motivação para um maior desempenho é proporcionalmente maior nos alunos dos demais Estados”, acredita Miranda.

Assim, os alunos paulistas se tornariam menos exigentes. O que não deveria justificar a má classificação no Enem. “Mas o interesse e esforço dos alunos e a participação constante da família influenciam nesse resultado”, diz Prado.

O que fazer para melhorar o ensino

Os entrevistados indicam pontos da educação que devem ser analisados ou exigidos:

 - A vida escolar dos filhos deve ser acompanhada pelos responsáveis desde a educação infantil, percebendo as facilidades e dificuldades da criança. Devem observar como a escola se posiciona com relação a isso, não apenas questionar a classificação no Enem. Cada aluno necessita de um tipo de ensino, os responsáveis precisam analisar e optar pela metodologia adequada;
 - A preocupação, cuidado e participação dos pais – ou responsáveis - na escola deve ser frequente. A discussão sobre o resultado no Enem é apenas mais um momento de reflexão, não o único;
 - É importante que o jovem curse uma faculdade de qualidade. Antes disso, o aluno deve ter uma formação com valores pessoais para que possa atuar na sociedade de maneira efetiva. Essa formação ao longo dos anos é dada pela família, escola e sociedade;
 - No colégio, as principais melhorias estão relacionadas aos recursos humanos da instituição, em especial os professores. Os responsáveis devem verificar a qualidade do corpo docente como sua formação e sua experiência;
 - Procurar saber se o projeto pedagógico é utilizado como guia das ações educativas. Verificar se ocorrem reuniões pedagógicas para a equipe técnica da escola e os professores discutirem as práticas e os objetivos educacionais;
 - Observar a grade horária se contempla as necessidades do aluno. Checar como funciona o sistema de avaliação. Por exemplo, se a escola facilita a aprovação ou exige demais visando apenas resultados como de vestibulares;
 - Por fim, compreender o que o próprio responsável deseja à criança e se a escola em que ela estuda contempla essa ambição.

* A entrevistada preferiu não revelar sua identidade.

 

fonte: Ísis Nóbile Diniz para o portal iG Educação, em 12/05/2009.

Palavras-chave: Educação, Enem

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Parque do Ibirapuera recebe Feira de Troca de Livros e Gibis

 

 

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Feira de Troca de Livros e Gibis

No próximo dia 17 de maio acontece a terceira edição, deste ano, da Feira de Troca de Livros e Gibis. O projeto é iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e teve início dia 8 de abril no Parque Buenos Aires, em Higienópolis. Serão quatro edições a cada semestre deste ano, que ocorrem entre 10h e 15h.

As feiras de trocas de livros e gibis, programadas para diversos parques públicos da cidade, começaram em 2007. Naquele ano, ocorreram mais de 10 mil trocas entre os frequentadores dos três eventos programados. No ano passado, foram realizadas oito feiras em diferentes parques, somando mais de 25 mil trocas espontâneas. Diante da receptividade à iniciativa, a Secretaria Municipal de Cultura irá transformar novamente os parques em “bibliotecas ao ar livre” neste ano.

Os interessados terão diversas oportunidades de participar das feiras ao longo do ano. Ainda neste semestre, o Parque do Carmo, localizado em Itaquera, zona leste, terá o evento em 7 de junho.  Nas duas edições promovidas neste ano, nos Parques Buenos Aires e Anhanguera ocorreram cerca de 850 permutas. 

No segundo semestre, o Parque do Piqueri, localizado no bairro do Tatuapé, zona leste, receberá a primeira feira, em 2 de agosto. Em seguida, o Parque da Luz, na região central, abrigará o evento em 13 de setembro. Em 4 de outubro, é a vez do Parque Cidade de Toronto, zona norte e o Parque Santo Dias, no bairro de Capão Redondo, encerra a programação do ano, dia 8 de novembro.

Para participar, a única recomendação é que os livros não sejam didáticos e que estejam em bom estado. Para os gibis não há restrição, serão bem-vindos exemplares de qualquer época.

As trocas poderão ser realizadas diretamente entre os frequentadores, que terão à sua disposição mesas separadas por assuntos: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Nessa última, o leitor poderá depositar um título e pegar outro que tenha sido deixado. O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero. 

Serviço: Até 8 de novembro. Parques Buenos Aires, Anhanguera, Ibirapuera, do Carmo, Piqueri, Chico Mendes, Luz, Cidade de Toronto, Santo Dias. Das 10h às 15h.Telefone para informações ao público: 3675-6727. Entrada Franca.


CONFIRA O CALENDÁRIO

PRÓXIMAS FEIRAS:

17 de maio - Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 10 – Vila Nova Conceição – Zona Sul

7 de junho - Parque do Carmo
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera – Zona Leste

2 de agosto – Parque do Piqueri
Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé – Zona Leste

13 de setembro - Parque da Luz
Praça da Luz, s/n° - Bom Retiro - Centro

4 de outubro - Parque Cidade de Toronto
Av. Cardeal Motta, 84 - City América/ Pirituba – Zona Norte

8 de novembro - Parque Santo Dias
Estrada de Itapecerica, altura do n° 4.800 - Capão Redondo – Zona Sul

 

fonte: portal da Prefeitura do Município de São Paulo

 

Palavras-chave: Agenda, Literatura

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