Ter a oportunidade de conhecer a Casa de Dona Yayá com a presença de uma pessoa (seja funcionário, estagiário e/ou voluntário???) comprometida com a história da casa, acompanhando e deixando claro o porque da preservação desse espaço, da história e da troca constante entre casa, sociedade, visitantes, passado, presente, futuro, conhecimento técnico, histórico e geral, foi uma experiência enriquecedora.
Pudemos ver na prática o uso-social de um espaço da USP como um exercício de cidadania que beneficia a Instituição e todos os demais atores da Sociedade.
Constatamos o óbvio: como é importante dar condições, estrutura, recursos e ter pessoas comprometidas, co-responsáveis e com disponibilidade real para que isso possa acontecer.
Um à parte e que não posso deixar de falar é a energia existente na casa, entrar nesse espaço repleto de resquícios e histórias do passado e da história de uma mulher misteriosa, é uma sensação incrível. Uma mulher considerada louca por "sofrer das faculdades mentais", ficar imaginando o que seria essa loucura naquele tempo, uma esquizofrenia?, ter ideias avançadas demais para a época?, ser diferente?, possuir bens desejáveis, cobiçados demais?
Imaginar a Dona Yayá naqueles cômodos monocromáticos, caminhando pelo solário, olhando o entorno através dos vidros e restrições impostos.
Ver o contraste entre desejos e formatos impressos nas paredes, chãos e detalhes que na correria do tempo de hoje passam tão despercebidos.
Enfim, chegar a conclusão de como parar, deslocar nossa existência da rotina e possibilitar a simples observação, pode agregar tanto e vale cada minuto dedicado à pausa de nossa vida comum.
Essa foi uma visita do "GT 4 - Uso social do campus" do Fórum Espaço Público ao CPC - Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá.
Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social, Casa de Dona Yayá, Cultura, Espaço USP, Uso social do campus da USP

