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Dezembro 04, 2009

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O bom filho à casa torna: http://walterworld.org/oddw/

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Outubro 08, 2008

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Peço NFp desde o início do programa; até hoje, somente treze notas foram registradas no sistema. Dizem que o consumidor tem de esperar até meados do mês seguinte à compra, para então conferir se houve registro da NFp; em não havendo, uma reclamação pode ser feita no próprio site da Receita Federal. Em outras palavras, o responsável pela fiscalização do funcionamento da NFp não é o Estado, mas o [não remunerado] consumidor.

Faço compras quase diariamente --por vezes, mais de uma vez num mesmo dia-- e não tenho como controlar, fiscalizar e reclamar sobre cada NFp que solicito. Devido às minhas obrigações pessoais e acadêmico-profissionais, não tenho condições de realocar parte do meu tempo para exercer uma função que cabe ao Estado.

Acabo de ouvir (2008.07.01, pouco antes das 10h) na BandNews FM (96,9MHz, em São Paulo) que o Diretor Adjunto de Fiscalização da Secretaria da Fazenda de São Paulo não tem idéia de por que muitas notas não são registradas. Ele afirma, ainda, que o volume de registros aumentou quando da entrada (em abril/2008) dos supermercados no programa. Meu testemunho contradiz esta afirmação, pois eu sempre pedia NFp nos supermercados e hipermercados em que fazia compras, mas nenhuma das compras que fiz desde abril foi até agora registrada --vale ressalvar a louvável exceção do Empório Perdigão, próximo ao Portão 3 da Cidade Universitária.

Pedia; não peço mais. Desisto.

 

-originalmente postado alhures em 2008.07.01

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Lendo o post de 2005.08.07 do blog da Rinoa YK, um trecho me chamou a atenção:

"Até q fui surpreendida por saber q tem gente falando mau de mim por aí, (...) por causa das minhas fotos e por eu ter deixado no meu profile do orkut q eu sou bi."

Deixei um comentário falando que um vegan, guardadas as devidas proporções, também passa por situações semelhantes; a reação de algumas pessoas pode não ser tão intensa, mas a hostilidade existe, em um padrão não muito diferente.

Pouco tempo depois, algumas coisas voltaram-me à mente.

Na época em que estudei Ergonomia (o estudo da adequação do ambiente de trabalho, de objetos etc. à biometria humana), saltou-me ainda mais aos olhos que pessoas que se encontram de algum modo afastadas da norma (o conceito estatístico; faixa de maior concentração de dado fenômeno) deparam-se com dificuldades que ou as outras pessoas não percebem ou criam/mantêm-nas (as dificuldades) deliberadamente. Para citar apenas um exemplo, canhotos (estimados em 10% da população) vêem-se forçados a se adaptar a objetos feitos para a maioria destra, como: tesoura; relógio de pulso; taco de golfe; carteira escolar; teclado alfa-numérico; a seta do mouse, no monitor.

Tenho por hábito alternar o manuseio do mouse entre a mão direita e (como neste momento) a esquerda; devo dizer que usar a mão esquerda para controlar uma seta destra é, no mínimo, estranho/esquisito. Duas outras coisas que faço -- desta vez mais co'a mãos esquerda do que co'a outra -- são usar faca (tanto a de cozinha quanto o talher) e a escova de dentes. Mas não me pretendo canhoto.

Para tomar carona em outro tema digno de discussão, tenho reparado que negros têm-se representado mais e mais em seriados (ex.: The Fresh Prince of Bel-Air/Um maluco no pedaço; Kenan & Kel), desenhos animados (ex.: Stactic Shock/Super Shock) e novelas. A propósito, a presença de núcleos negros em novelas nacionais não é exatamente recente; chama-me atenção não ter havido, ainda, um núcleo oriental -- mas isso já são outros quinhentos (meu amigo Ricardo Osiro que o diga). Retomando o lado esquerdo, qual seria a representação de canhotos na mídia? Só me ocorre Link, protagonista dos jogos "The Legend of Zelda", de Shigeru Miyamoto (da Nintendo; criador de Mario e Donkey Kong). Hmm... Doug (do desenho animado homônimo) também é canhoto.

Há uma ou duas semanas, assisti a um episódio d'Os Simpsons em que Springfield passa a celebrar casamentos gays. Pessoalmente, prefiro o termo 'união civil', por entender que 'casal' (e derivados) refere-se a dois indivíduos de sexos diferentes (ex.: Ela deu à luz um casal de gêmeos.), mas isso pode ser só meu preciosismo semântico. Curiosamente, a proposta foi feita pela Lisa, conhecida por ser vegetariana -- há, inclusive, um episódio em que ela se encontra com Paul e Linda McCartney -- e membro da Mensa -- ela se torna membro naquele episódio que tem Stephen Hawking como convidado especial.

A Mensa é uma organização civil surgida na década de 1940, na Inglaterra -- mesmo período e país de surgimento do movimento Vegan --, que tem como proposta inicial congregar pessoas que tenham percentil 98 (estar entre os 2% com score mais alto) em algum teste de inteligência. Em uma matéria de 2000, a Revista da Folha entrevistou alguns membros, perguntando sobre atividades cotidianas, facilidades e dificuldades apresentadas por ter "QI alto" (o que quer que isso signifique), habilidades, curiosidades, como fora a infância e, estereótipos dos estereótipos, se estava namorando. Para o repórter (e para o editor), ser inteligente parece ser sinônimo de inépcia sócio-afetiva -- não me lembro de essa pergunta ser feita a qualquer outro tipo de entrevistado.

Quanto a ser vegan, se não comer carne já seria o bastante para suscitar estranhamentos, imagine um tipo de vegetariano que não consome leite (e derivados) nem ovos. Agora, imagine esse vegetariano não comprando nem usando vestes de couro ou seda. Por fim, estenda essas "restrições" a qualquer coisa que contenha produtos de origem animal e você terá alguém freqüentemente alvo de perguntas e críticas as mais variadas.

Posso não ser alvo de "gente falando mau de mim por aí", mas "faço uma leve idéia de como é isso".

 

-originalmente postado alhures em 2005.09.05

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Este treinamento ainda me mata -- de susto e de desgosto; só não de rir; talvez de fome. Hoje descobri quão complicado pode ser solicitar trancamento e/ou prorrogação.

E, ainda por cima, vêm-nos (aos pós-graduandos) com novas regras -- co'a partida em andamento, diga-se. Não bastasse terem reduzido em um ano o prazo para conclusão, agora teremos de efetuar o Exame de Qualificação com seis meses de antecedência -- antecedência a quê, exatamente, não se nos explica. No meu caso, como restam menos de seis meses para o término do prazo do Mestrado, terei de cumprir a Qualificação até 31 de dezembro. Juntem-se a isso as desventuras vivenciadas a cada pedido de bolsa e teremos algo maior do que a soma das partes.

Cheguei, em incontáveis ocasiões, a considerar a desistência como saída única e inequívoca -- um suicídio acadêmico. Agora, neste momento em que aflora minha faceta irascível, chamo a mim a Razão, para que me traga de volta à fleuma e me permita refletir sobre os acontecimentos recentes.

Talvez a ira seja a cura panacéica que procuram os descontentes, os desmotivados e os desejosos por vingança. Entretanto, contra aceitar tal resolução posto-me desde já veemente. Não me quero deixar vencer pelo torpor inebriante, que, tomando-me de assalto, ações, atitudes e decisões guia.

Não quero amaldiçoar um dia a menos no prazo que me oprime; quero poder acordar e ouvir nos pássaros cantantes as boas-vindas a mais um dia. Não quero ter de escrever para cumprir metas de produtividade; quero poder verdades descobertas e mentiras pueris expressar como quem conta fábulas a uma platéia atenta e desejosa por novas -- ainda que sempre antigas -- historietas. Não quero ter de dormir armado e entrincheirado contra pesadelos certos a afligir; quero poder em sonhos reviver o que em vigília me concede razões nesta noite para sonhar e na seguinte manhã para despertar. Para ouvir trinados. Para contar aventuras. Para ansiar por novos-antigos devaneios.

Mas faço esta (e não aquela) escolha não porque aspiro, solo, a algo melhor. O mérito cabe a quem nos inspira a almejar sempre mais, trazendo à tona o que de melhor temos, mostrando-nos quão melhores podemos ser. Pois mesmo em um dia fustigado por tormentas atrozes, pode haver um átimo de contentamento quase a passar despercebido. Não quero ter de guardar mágoas e rancores; quero poder em meu íntimo manter o que de melhor tenha-me acontecido.

"A beleza cria, desperta e favorece gáudias horas, instantes jamais lamentados, mormente não olvidando poder quiçá ruir, subitamente, toda uma vida." (Da aparência e da beleza, 2004-11-03)

 

 

-orignalmente postado alhures em 2004.11.03

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Quando me perguntam se considero tal ou qual pessoa bonita, duas respostas possíveis: no que tange à aparência, costumo não muito fugir ao que ora se estabelece como 'bonito' -- tenho cá meus gostos e minhas predileções, mas nada que do comum difira; no que concerne à beleza, diverso talvez seja o modo de pensar.

·a aparência seria o que com olhos vemos, com ouvidos escutamos, com mãos tocamos -- tudo quanto se possa registrar ou perceber por meios outros que não os da empatia e da intelecção;
·a beleza é o que admiramos, o que vislumbramos além do externo -- aquilo que sem palavras apreendemos.

·a aparência seria o doce que com formas e cores, odores e sabores, nos convida, nos atrai, nos seduz -- e, efêmero, vai-se;
·a beleza seria o que sabemos nos nutrir, o que sobrevive àqueles breves instantes de degustação -- e subsiste.

·a aparência, nós a observamos dia após dia, tornando em comum o incomum;
·a beleza, cada um de nós em seu íntimo saberá quando a tiver encontrado.

·a aparência gera sensações, valendo-se de opiniões e adulações;
·a beleza traz à tona o que de melhor temos, mostrando-nos quão melhores podemos ser.

·a aparência apela para o que há de primitivo em nós, incitando-nos a desejar sempre mais;
·a beleza perscruta nossa essência, inspirando-nos a almejar sempre mais.

·a aparência agrada, apraz, acalma ânimos;
·a beleza cria, desperta e favorece gáudias horas, instantes jamais lamentados, mormente não olvidando poder quiçá ruir, subitamente, toda uma vida.

Na efemeridade de cada existência, a elaborada aparência na fugacidade do tempo perece, enquanto a beleza, simples, permanece. Findo o dia presente, teremos em conta inumeráveis aparências de que nos lembrarmos; a seu próprio passo, afortunado quem, ao fim da vida, não puder contar em ambas as mãos as pessoas de real beleza.

A aparência pode carecer de um cerne que a verdadeiramente sustente, mas suplanta quaisquer figuras a beleza verdadeira.

···---···

Nem em todas as quimeras jamais imaginadas, nem mesmo em todos os devaneios jamais sonhados, nem sequer na mais sublime arte jamais criada, forma alguma elaborou-se que moldasse amálgama de aparência e beleza. Ainda assim, ela existe.

Ainda que imaginar nada me custe, a sonhar prefiro a realidade que no cotidiano enfrento, pois criação alguma poderá jamais se comparar ao sorriso que me cativa, à voz que me encanta, à existência que me anima. Que exponham escultores as mais áureas formas. Que escrevam poetas os mais inspirados versos. Que cultive a Natureza as mais vicejantes rosas. Nada se lhe compara.

-originalmente postado alhures em 2004.11.03

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De meu quarto podem-se ver, através dos portões, quatro ou cinco metros do passeio. Foram-me sempre os quatro ou cinco metros de silhuetas passando apressado. Com o tempo, via-lhes não mais semblante, rosto ou vestimenta, mas tão-somente o vulto. Seguia eu a viver do exercício da pena, nada mais.

Houve uma noite, porém, em que um dos vultos insistiu em tomar forma, recusando-se a passar incólume por minha indiferença. Duas noites mais seguiram-se à primeira -- as anteriores não se contam. Somava então três luares nada mais a iluminar, senão, em holofote, a passagem de uma silhueta agora com semblante, rosto e vestimenta.

No silêncio de meu estudo, partituras há que não mais leio -- dos concertos mais célebres e da ária mais virtuosa prescindo. Recobro, ainda que em momentâneos hiatos, e malgrado a distância -- real ou imaginária, sentida ou pretendida --, o que há muito já tinha por perdido. Bom saber que seus olhos vejo. Bom saber que sua voz ouço. Bom saber que respiro o mesmo ar que se faz vento.

Mas foi-se o tempo de imaginar futuros de pretérito. As certezas destes muros que me cercam já não mais me protegem.


Nota: Título remetente ao filme Muito Além do Jardim
(Being There, EUA, 1979)

 

-originalmente postado alhures em 2004.10.25

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Curioso como certas situações, por mais triviais ou diminutas, cotidianas ou singelas, provocam-nos.

Quinta-feira (2004-10-14) fui ao barbeiro para "ter meu cabelo cortado" (pequeno lembrete do uso causativo de 'ter'). Fui não uma, mas duas vezes, pois na primeira encontrava-se ele já em horário de almoço. Na segunda, logrei êxito.

Mas gostaria de concentrar este breve relato na volta da primeira vez, quando, vencendo um pequeno aclive, cruza-me o caminho uma desconhecida. Ela descendo, nada haveria digno de nota, não fosse o que pude perceber um ou dois instantes logo após sua passagem.

Quem me conhece sabe que pouco (ou nulo) uso faço de adereços. Mesmo meu relógio de pulso (que uso como cronômetro), comprado em dezembro passado, até hoje não fez jus ao nome, entrelaçado em meus dedos que deixo -- daí minha opção por um relógio de bolso, para as verificações horárias cotidianas. Tampouco de odores me tinjo, temente que sou das impressões errôneas que se possam expressar -- na verdade, nem tanto, mas isso já são outros quinhentos.

Após aqueles poucos segundos, pensei em tornar e perguntar-lhe o nome e onde o encontrara -- talvez pensasse eu em presenteá-lo, um dia. Mas ela já se encontrava distante. Uma pena idéias assim ocorrerem-me com retarde. Ou não. Se uso não faço dessa sorte de artifícios -- conquanto não o reprove em outrem --, careceria de coerência agir em desacordo com meus próprios preceitos. Por que, então, por um átimo almejar algo por mim mesmo tido como tão externo, supérfluo até?

Talvez, quem sabe, esteja eu cedendo às pressões do que me rodeia e que minha fortaleza mina. Talvez, quem sabe, não haja assim tanto mal nessa ação por tantos praticada. Talvez, quem sabe...


Nota: Título remetente ao filme Perfume de mulher (Scent of a woman, EUA, 1992).

 

-originalmente postado alhures em 2004.10.22

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Talvez precise esvaecentes pensamentos em indelével tinta registrar, mesmo sem que para olhos outros palavras estas se escrevam.

Anoto hoje o que em tempo futuro -- assim o espero -- trará o alívio terno da maturidade, que nas desventuras pueris se compraz.

Segredos havendo, tenho comigo a certeza nesta alva testemunha da cumplicidade. Aos que deles partilhem, que o conhecimento lhes seja o códice a desvendar o que em íntimo já sabiam.

(originalmente escrito como introdução para registros a serem mantidos em tinta e papel)

 

-originalmente postado alhures em 2004.10.11

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Função poética: em curso
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--digitação concluída com êxito.

 

-originalmente postado alhures em 2004.10.08

P.S.: E cá estamos, uma quadra de anos e um dia depois, retomando nossas atividades na blogosfera.

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