Stoa :: Tarsila Mercer de Souza

Blog :: Tarsila Mercer de Souza
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A maior riqueza do projeto Stoa é o conteúdo produzido nele pela comunidade USP. 

Contudo, como ex aluna da USP, não posso estar de acordo com a decisão arbitrária de deleção da conta do Tom (Everton Zanella Alvarenga) do projeto Stoa. Isso significa censura, falta de ética e falta de compromisso por parte de toda a equipe Stoa com todo o conteúdo produzido pelos usuários do sistema. Exijo que este caso seja avaliado por alguma comissão de ética, desde que desvinculada ao CTI. 

Não quero passar meu tempo elaborando textos que poderão, por qualquer decisão disparatada do chefe do CTI, serem apagados do sistema. 

A plataforma se mostrou politicamente instável e incompetente, estragando todo o potencial de discussão do sistema Stoa por causa de "politiquinhas". Por isso, a partir deste momento, não publicarei mais no Stoa, e dentro de um mês, tempo suficiente para que eu possa migrar meu conteúdo para outro blog, deletarei todo o meu conteúdo do blog, exceto este post. 

Se minha conta for apagada antes disso, entrarei com processo legal contra o CTI da USP. 

Para quem quiser, meu novo blog será http://colunaecletica.wordpress.com

Este post é Domínio Público.

Postado por Tarsila Mercer de Souza | 3 usuários votaram. 3 votos | 8 comentários

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Vicky tem uma idéia precisa sobre o que quer do amor. Cristina não tem idéia do que busca – sabe apenas o que não quer.

 

A visão de ambas em relação ao amor é confrontada ao conhecerem Juan Antonio (Javier Bardem), que não vê sentido na vida e, portanto, sua busca está em afirmá-la em cada minuto de maneira hedonista.

 

Ao longo do filme, nem a postura rígida de Vicky e nem a postura experimental de Cristina mostram-se como o caminho que as faz encontrar o amor, a felicidade e o significado para a vida que ambas tanto buscam.

 

Ambas têm muito medo, apesar de cada uma demonstrar de forma diferente. Uma teme os caminhos incertos; outra teme os caminhos seguros. Ambas se machucam por suas posturas extremas em relação ao amor.

 

Maria Elena (Penélope Cruz) dá um tempero ao filme; uma mulher ao mesmo tempo madura e desequilibrada, e que acrescenta ainda mais sensualidade ao filme.

 

E o que surpreende no filme é como termina sendo mais fácil permanecer na infelicidade, que é conhecida, à felicidade incerta. O filme estava classificado na locadora como comédia, mas na verdade trata-se de um filme triste, justamente nesta semelhança que tem à vida real – as pessoas tendem a aferroar-se a seus papéis; dificilmente modificam seus padrões de comportamento.

 

À parte da psicologia do filme, trata-se de um filme extrema e suavemente sexy, com uma fotografia quente e suave que remete à Espanha e sua sensualidade. Me deixou morrendo de vontade de visitar Barcelona

Palavras-chave: cinema, resenha, Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen

Postado por Tarsila Mercer de Souza | 2 usuários votaram. 2 votos | 1 comentário

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Continuando o assunto sobre o que foi conversado no bate papo com George Siemens e diversos educadores no The Hub: 

- O que é a nossa necessidade de E-learning no Brasil

Falou-se muito sobre a necessidade de revolução nos métodos de ensino com a chegada da Internet e das redes sociais, contudo, é muito complicado falar em revolução no método de ensino em um país que mal tem ensino.

Uma moça mais ligada ao mundo corporativo observou que percebe muito a demanda de e-learning por empresas interessadas em suprir falhas básicas do ensino fundamental e médio em seus funcionários. Ensinar a matemática, o português que deveriam ser ensinados na escola, para que todos tenham o nível mínimo de conhecimento que era esperado que todos já tivessem.

Hoje mesmo, estava em uma reunião na minha empresa onde se comentava que, em alguns estudos sobre classe AB, aparece muita gente que não sabe escrever nem se expressar corretamente. Inclusive, alguns clientes (classe A), apresentam o mesmo problema.

Dentro da própria USP, na tão celebrada elite intelectual do país, podemos identificar isso também.Como dizem os economistas, a demanda sempre encontra uma forma de ser atendida. Se a escola não atende à demanda do conhecimento básico, alguém o fará (no caso, as empresas). 

- A necessidade de reforma na educação

Neste mesmo cenário, identifica-se que os atores do campo da educação no Brasil (professores de ensino fundamental e médio em geral) não têm consciência da necessidade desta tal "reforma" que venha a se adaptar ao cenário apresentado pela Internet e pelas mídias sociais.

E o que é a reforma neste cenário? É simplesmente ensinar às pessoas como elaborar projetos e resolver problemas de maneira colaborativa. Afinal, o que diferencia um aluno do MIT de um aluno de outra faculdade, senão a forma de trabalhar e resolver problemas, uma vez que grande parte do material didático do MIT hoje é disponível à toda a população com acesso à Internet e domínio do inglês? Certamente não é o acesso à informação, mas sim a forma com que se trabalha com ela.

- O paradigma de construção do conhecimento em rede já é antigo

Todo esse assunto sobre a construção do conhecimento ser um processo social e formado em redes é um assunto que vem já do século passado, de Piaget, Vygotsky, etc.

Paradigmas não mudam todos os dias, apesar das grandes revoluções que vemos de tempos em tempos. Talvez o surgimento das redes sociais não constitua uma necessidade de mudança de paradigma, mas sim a possibilidade tecnológica para um paradigma que surgiu já faz algum tempo no ramo da educação.

Wenno, é isso. Para quem usar twitter, o do George Siemens é @gsiemens. Também uso twitter, o meu é @tarsila.

Postado por Tarsila Mercer de Souza | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

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O encontro ocorreu no The Hub, que é uma iniciativa que existe em diversos países para o fomento de startups ligadas à inovação social. Eles trabalham com uma metodologia de co-working – as empresas ali alojadas colaboram entre si. Para quem quiser conhecer mais, acesse  http://the-hub.net/ . Achei o lugar maravilhoso – queria que meu local de trabalho se parecesse um pouquinho mais com o The Hub

Conheci lá o Gilberto Jr. da Amanaiê e o Michael Nicklas da Social Smart, e ficamos conversando sobre softwares para redes sociais educativas (buddypress, elgg, etc) e sobre aplicativos para mídias sociais (que é a especialidade deles). 

O bate papo foi com o George Siemens (Ver: http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm e http://www.elearnspace.org/) que veio ao Brasil para participar da Feira Interdidática no dia 3 de abril. Siemens tem um enfoque bastante futurista sobre o futuro da escola com o surgimento das redes sociais digitais – ele questiona se a escola como a conhecemos ainda existirá no futuro, ou qual seria o papel de uma escola no futuro.  

Entre os convidados, estavam professores, pessoas do mundo corporativo, todos interneteiros (achei o máximo conhecer professores que usam o twitter!!). 

Alguns dos assuntos que conversamos por lá foram: 

- Esferas pública e privada na Internet

Nós temos diferentes personalidades quando nos portamos em público e em privado. O que é peculiar à Internet é que, de certa forma, estas duas personalidades se misturam no contato através da rede. Para saber mais sobre esse assunto, ver sobre Psicologia do Ciberespaço em http://www-usr.rider.edu/~suler/psycyber/disinhibit.html. Isto gera diversos cenários característicos, como por exemplo: 

- Agressividade e Internet

Como a nossa face privada tem estado mais "pública" através da internet, acabamos por vezes mostrando o nosso pior lado… e ocorrem coisas como o cyberbullying, que como observaram alguns, pode ser muito mais pesado do que o bullying tradicional, hate mails, perseguições, e toda sorte de coisas bizarras. 

- Adolescentes e Internet

Como proteger os adolescentes dessa nova forma de agressividade, ou até mesmo protegê-los da super exposição (outro dia vi uma gravação na Internet de um ensaio fotográfico sensual de uma menina da minha idade, com gente falando no chat toda sorte de besteiras sobre ela, fiquei me sentindo mal…), eles que ainda estão construindo suas faces, tanto públicas quanto privadas, e a Internet pode acabar gerando uma tremenda confusão na cabecinha deles – eu bem sei, fui adolescente no começo da Internet. 

Como me disse um dos convidados: "A má notícia é que ninguém sabe; a boa notícia é que você está muito bem acompanhada (por todos aqueles que não sabem e que adorariam saber o que fazer). 

Mas afinal, se alguém descobrir como ensinar um adolescente a passar por essa etapa da vida sem alguns dos inevitáveis traumas, essa pessoa estará rica logo logo. 

- O modelo de educação digital da Coréia do Sul

Mudando de assunto, nos perguntamos como implantar as redes sociais e toda essa tecnologia na sala de aula. Um dos convidados citou o modelo utilizado na Coréia do Sul – antes de se introduzir o computador em sala de aula, houve geração de conteúdo específico e treinamento de professores.

O que foi discutido é que isso foge da proposta de colaboração, de participação dos alunos no projeto de elaboração do conteúdo, e trata-se de uma releitura do processo que temos hoje: o professor é a autoridade que passa o conteúdo e a criança é aquela que memoriza e obedece.

Porém, a revolução dos métodos de ensino não pode ser feita "de uma vez". Existe a escola do futuro como a imaginamos e existe a escola de hoje, que precisa produzir os resultados que lhe são cobrados. Neste panorama, o método utilizado pela Coréia do Sul representa uma inovação dentro dos parâmetros que a escola atual se encontra. 

Continuo em outro post…

Postado por Tarsila Mercer de Souza | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

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Moda em tempos de Crise Econômica.

Ainda sobre o assunto do Encontrinho com Gloria Kalil na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, Gloria estabeleceu algumas diferenças muito importantes:

- Elegância é diferente de ostentação – não precisa nem de regras, é só bater o olho para sacar o que é ostensivo e o que é elegante. Na minha opinião, tudo o que subentende um certo preconceito em relação ao outro ou que busca valorizar demais o “ter” em detrimento do “ser” é deselegante.

- Elegância não tem nada a ver com dinheiro, com marca, com preço – elegância tem sim a ver com o conjunto educação, civilidade (o que ela sempre insiste em suas regras de etiqueta – afinal, etiqueta não é uma questão de frescura, mas sim de civilidade e respeito ao próximo), informação e olho. Ela afirma que conhece muita gente cheia da grana e vazia da educação e da elegância, e muita gente sem dinheiro que é muito elegante.

- As noções básicas de moda (simetria, proporção, combinação de cores) são válidas mas não são mais regras absolutas. Antigamente, a moda era muito relacionada a status, uma vez que o código de roupas era representação de uma sociedade – a burguesia, no caso, que se vestia toda da mesma forma e que ditava os padrões de bom gosto. A partir dos anos 60, a moda começou a distinguir cultura de contra-cultura, e nos anos 90 a moda passou a ser a representação da individualidade. As pessoas hoje se vestem em brechós, em mercados de pulgas, em fontes muito mais variadas do que costumava ser antigamente. Portanto, não há regras claras – o que manda é a lei da observação: é ela que vai mostrar o que é melhor para cada um, não somente em aspectos físicos (proporções), mas também de estilo de vida e personalidade.

Importante: estudar-se no espelho, não somente de frente mas, muito importante, de costas. Afinal, moramos no Brasil e não saímos à rua com o nosso derrière imune de olhares.

Gloria, assim como nós, mortais, acha um absurdo uma blusinha de algodão custar 300 reais. O preço da moda no Brasil é muito caro – é um mercado ainda muito caro, mas que tende a mudar com a chegada de certas lojas de departamento, como Zara, Top Shop e H&M, que são super atualizadas e têm o preço bastante em conta.

Além disso, pesquisando nas lojas de departamento mais famosas, como C&A, Renner, Riachuelo, Gloria descobriu que é possível achar peças bastante atualizadas nestas lojas. Tudo bem que, nestas lojas, as peças podem perder um pouco no corte, de forma que ela recomenda o estilo Hi-Lo nestes tempos de crise: investir mais em peças que têm mais chances de serem usadas em mais de uma estação (paletós, calças, jeans, por exemplo), e gastar mais barato em pecinhas de estação (acessórios, blusinhas, por exemplo).

Outra dica interessante: No Bom Retiro, que hoje é dominado pelos coreanos, é possível encontrar muita novidade com uns dois meses de antecedência. O motivo: a maioria das grandes marcas produz na Coréia, com um ano de antecedência, de modo que eles já ficam sabendo muito antes o que virá nas próximas estações. Então, uns dois meses antes de sair a moda, é possível já encontrá-la em uma pesquisa nas ruas Professor Lombroso, Silva Pinto e José Paulino, em um preço muito mais em conta do que se verá nas grandes lojas da cidade.

Enfim, é possível continuar expressando-se através da moda sem jogar dinheiro janela afora, se preservando nestes tempos de incerteza econômica mundial. Afinal, ser elegante não significa ser alienado.

Palavras-chave: beleza, comportamento, encontrinho, moda

Postado por Tarsila Mercer de Souza | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário