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Novembro 01, 2012

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30.10.12

A "Inquisição" se instala na Câmara de Vereadores de Piracicaba

A Câmara de Vereadores de Piracicaba se supera cada vez mais em suas atitudes autoritárias, anti-democráticas e arbitrárias. Quando cito toda a Câmara, é porque todos ali são coniventes e apoiam todas as ações da casa, via presidente João Manoel, contra os cidadãos que apenas exercem o direito de acompanhar e eventualmente criticar o que eles fazem por lá. 

Pois bem, depois que as manifestações do movimento Reaja Piracicaba, contra o aumento vergonhoso que essa atual legislatura da casa concedeu a próxima legislatura (onde a maioria, infelizmente, foi reeleita) de 66% em seus salários, eles começaram a se incomodar. Daí começaram a exigir documentação e identificação para acompanhar as seções dentro da Câmara e até em uma sessão tentaram coibir a entrada dos manifestantes colocando os próprios funcionários para ocupar a maioria das cadeiras. Foi vergonhoso essa última atitude citada e demonstrou como os "nobres" edis não estão acostumados com a democracia. 

Agora, se não bastasse tudo isso, as "Vossas Senhorias" também parecem não tolerar quem não é cristão e durante a oração em plenário, quem não obedecer é retirado, mesmo que seja a força. Isso ocorreu ontem, segunda-feira (29/10/12), onde um cidadão foi retirado a força por policiais só porque não quis se levantar durante a leitura de um trecho da bíblia. A iniciativa partiu do presidente da Câmara, João Manoel (o mesmo que tachou manifestantes de drogados e vagabundos), que ordenou que o rapaz fosse retirado. E se o homem fosse de outra religião? Seria um caso também de intolerância religiosa! Absurdo!


Parece que os vereadores, principalmente o presidente da casa, se esquecem que o estado é laico e que a questão da retirada a força do cidadão também parece ter outros motivos. O diretor jurídico da Câmara quis justificar ainda dizendo que era constitucional, pois o regimento interno prevê essa leitura bíblica. Não sou advogado, mas sei que não interessa se o regimento interno diz isso, pois a Constituição Federal se sobrepõe e garante a separação entre estado e instituições religiosas. Logo, o regimento está em desacordo com a própria Constituição.

Logicamente que depois do incidente, tentaram usar outra desculpa ridícula ao dizer que o rapaz retirado estava fazendo "baderna" e "tumultuando" a seção. Tudo para tentar justificar o injustificável. 

A questão é que qualquer pessoa pode ficar do jeito que quiser, desde que não atente contra o pudor, durante a leitura de um trecho bíblico em um lugar público. Mas os novos inquisidores de Piracicaba não quiseram nem saber e colocaram um cidadão a força para fora por não "respeitar" a leitura. Acho que nem em uma igreja durante missa ou culto deve haver esse tipo de comportamento de padres e pastores. A não ser, é claro, os mais radicais. 

Portanto, a Câmara não é uma igreja e nem deve se parecer com uma, pois a Constituição é clara nesse quesito e o comportamento dos nobres edis foi totalmente errado, estúpido e intolerante.  

 

http://ecosubversivo.blogspot.com.br/2012/10/a-inquisicao-se-instala-na-cama

Palavras-chave: Estado Laico, Idade Média, Inquisição, Intolerãncia, Religião, Superstição

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 1 comentário

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Houve esta dúvida lançada por alguem - que não se identificou quem era, sobre permuta entre universidades diferentes!

No evento do Congresso de Funcionários do ano passado - em que eu estive apresentando esta comunidade ao público, grande parte daqueles que se manifestaram sobre esta nossa iniciativa de abrir a possibilidade de o funcionário ser transferido para outra Unidade, acharam excelente a idéia, inclusive de haver esta extensão para outras Universidades paulistas.

É claro que ao que eu saiba não existe - a não ser por "ex-ofício" e geralmente, neste caso, estas transferencias já fazem parte, ou são inerentes à atividade profissional do servidor, por exemplo, de militares federais, e outros semelhantes.

Mas com certeza que, num futuro próximo, com o desenvolvimento da informatização, isto não será impecilho - havendo uma justificativa de direito...

Um abraço a todos!

Sady

Palavras-chave: permuta, servidor, universidades

Este post é Domínio Público.

Postado por Sady Carlos em Permuta de Servidores entre Unidades da USP | 0 comentário

Outubro 31, 2012

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Tenho interesse em permuta IO Ubatuba para ESALQ Piracicaba.

Tec Administrativo - horario de trabalho: seg a sexta das 8 as 17h

simoes_mar65@hotmail.com

 

Atte

Cyda

Postado por Maria Aparecida Simoes em Permuta de Servidores entre Unidades da USP | 0 comentário

Outubro 29, 2012

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Um Vírus Chamado Medo [vídeo]

Nota: O vídeo foi gentilmente transcrito em português por Juliane Reali, da On Demand Traduções a pedido do HypeScience. O cineasta Ben Fama Jr., criador do documentário, incluiu as legendas a nosso pedido.

“O medo corta mais profundamente do que a espada”

Syrio Forel, personagem em A Guerra dos Tronos de George R. R. Martin

Quando viviam em cavernas e tinham que caçar os próprios alimentos, nossos ancestrais temiam ser atacados por animais selvagens, ou por tribos rivais, ou serem atingidos por raios. Este medo foi evolutivamente útil para mantê-los vivos. Hoje, apesar do amparo de tecnologias, ainda temos medo: da morte, da dor, da solidão, do sofrimento emocional, da rejeição e daquilo que desconhecemos.

Neste curto (mas impactante) documentário, o cineasta Ben Fama Jr. reúne especialistas – entre eles o célebre biólogo Richard Dawkins – para falar sobre como o medo acompanhou a humanidade desde os seus primórdios. Além das possíveis origens do medo, eles falam sobre como esse sentimento foi (e é) usado como ferramenta para manter pessoas sob domínio –- seja por parte de líderes políticos, religiosos ou midiáticos.

Uma trilha sonora envolvente, somada a uma bela direção de arte e a depoimentos com linguagem clara “prendem” o espectador ao longo do vídeo. [Ben Fama Jr., YouTube]

 

http://hypescience.com/video-um-virus-chamado-medo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29


Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 0 comentário

Outubro 25, 2012

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Frans de Waal: Comportamento moral em animais

http://www.ted.com/talks/frans_de_waal_do_animals_have_mor


Palavras-chave: Animais, Darwinismo, Empatia, Etica, Etologia, Moral, Reciprocidade

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 2 comentários

Outubro 06, 2012

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04/10/201214h00

Carta de Einstein sobre Deus e religião será leiloada no EBay por mais de R$ 6 milhões

Do UOL
Em São Paulo

Uma carta de Albert Einstein de 1954, escrita um ano antes de sua morte com reflexões sobre religião, será leiloada a partir do próximo dia 8 pelo EBay. O lance inicial para a "Carta de Deus", como ficou conhecida, é de US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,1 milhões), segundo Eric Gazin, da agência de leilões Auction Cause de Los Angeles, que fará a venda no site.

A carta foi escrita em alemão no papel timbrado da Universidade de Princenton, nos Estados Unidos, onde o Nobel de Física trabalhava desde 1933, e enviada para o filósofo Eric Gutkind. Comentando o novo livro do amigo, Chosen Life: The Biblical Call to Revolt (Escolha a vida: o apelo bíblico pela revolta, em tradução livre), o pai da teoria da relatividade assume um tom de descrença e diz que as práticas religiosas são “infantis”. 

Em um trecho destacado pelo site, Einstein diz que "a palavra de Deus é, para mim, nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana" e que a Bíblia é "uma coleção de lendas honoráveis, ainda que primitivas". 

"Para mim, a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu, a quem pertenço alegremente e que tenho profunda afinidade, não tem qualidade superior em relação a todas as outras pessoas." 

O EBay informou que a autenticidade da carta nunca foi questionada e que ela será vendida dentro do envelope original, com selo postal e registro do correio norte-americano. O documento está guardado em um ambiente com temperatura, luz e umidade controladas, dentro de uma universidade não revelada. 

O vendedor, cujo nome também foi mantido em sigilo, adquiriu o manuscrito em 2008 em um leilão da Bloomsbury Auctions, em Londres, por US$ 404 mil (cerca de R$ 816 mil), segundo Gazin.  

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/1

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VEJA TAMBEM:

Einstein e Deus

http://stoa.usp.br/ateismo/weblog/39227.html

 

 

 

Palavras-chave: Ateísmo, Carta, Deus, Einstein, Leilão, Religião

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 1 comentário

Outubro 03, 2012

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O projeto de extensão Zonas de Compensação abre inscrições para o workshop internacional:

Relações entre neurociência e neuroestética com os campos de criação e ciência

Ministrante: Dr. Raúl Niño Bernal, professor da Universidade Pontifícia Javeriana de Bogotá, Colômbia, na Faculdade de Arquitetura e Design. Parte do grupo de pesquisa Estética e Novas Tecnologias. Doutor em Ciências com especialização em Ciências Políticas pela Atlantic International University nos Estados Unidos e da Escola de Ciências Humanas.

Coordenação: Profa. Dra. Rosangella Leote.

Encontros, sempre das 14h às 18h:
08.outubro - Neuroestética e ciências da criação
09.outubro - Neuroestética e ciências da complexidade
10.outubro - Estética e Vida Artificial
11.outubro - Sistemas não-lineares: biopolítica uma vida do possível

Número de vagas: 30

Os interessados devem enviar uma carta de intenção por e-m: zonasdecompensacao@gmail.com

Sobre o projeto:
Zonas de Compensação é um projeto de extensão organizado pelo GIIP - Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa em Convergências entre arte, ciências e tecnologia, sob coordenação da Profa. Dra. Rosangella Leote, que se desenvolve a partir de encontros sistemáticos abertos a pesquisadores, artistas e interessados. Tais encontros integram conhecimentos teóricos e práticas artísticas e têm como objetivo construir processos que resultem numa mostra coletiva no Instituto de Artes UNESP em 2012. A participação é gratuita.

Entrada franca e aberta à comunidade.

Local: Ateliê de pintura do IA/UNESP
5º andar, Sala 517.

Instituto de Artes da UNESP
Rua Dr Bento Teobaldo Ferraz, 271 - São Paulo
Ao lado da estação Barra Funda do Metrô

www.giip.ia.unesp.br/
zonasdecompensacao@gmail.com
Skype: giip.unesp

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Postado por Sady Carlos em Faculdade de Arquitetura e Urbanismo | 0 comentário

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Em 06 de outubro completa-se 125 anos do nascimento de Le Corbusier. Nesse dia, sábado, às 10h, será realizada uma visita à exposição "Le Corbusier - América do Sul - 1929" guiada pelos curadores Rodrigo Queiroz e Hugo Segawa.

Local: Centro Universitário Maria Antonia - Rua Maria Antonia n.258 e 294 - Vila Buarque

www.usp.br/ceuma

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Postado por Sady Carlos em Faculdade de Arquitetura e Urbanismo | 0 comentário

Outubro 01, 2012

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-------- Mensagem original --------

Assunto: [Carta O BERRO] Desmantelamento do estado de bem estar social, é a pratica dos governos direitistas da europa,. Entrevista com espeicalista da USP 28 set 12 pagina da Unisinos.
Data: Fri, 28 Sep 2012 20:01:08 -0300
De: Vanderley - Revista <vanderleycaixe@revistaoberro.com.br>
Para: <cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br>


Carta O Berro..........................................................repassem
 
 
 

 

O desmantelamento do estado de bem estar social é o DNA do capitalismo. Entrevista especial com Ruy Braga

“Há um retrocesso da solidariedade da classe estruturada durante o período fordista, e um avanço de um projeto de sociedade marcadamente individualista e neoliberal, um individualismo esvaziado de solidariedade, profundamente marcado pela concorrência com os diferentes atores”, diz o sociólogo.

Confira a entrevista.


“As políticas de austeridade derivam de uma tentativa de transferir o ônus econômico para as classes trabalhadoras”, frisa o sociólogo Ruy Braga, ao comentar o desmantelamento do Estado de bem-estar social nos países europeus que enfrentam a crise econômica. Segundo ele, para diminuir os prejuízos do capital financeiro, o Estado nacional assume “ônus de socializar as perdas entre as classes sociais subalternas”.

Na avaliação de Braga, a crise atual é de natureza política e econômica e se manifesta de “forma mais ou menos aguda desde meados da década de 1970”. Os pacotes de austeridade impostos pela Tróika apontam para “a questão de que o capitalismo não é capaz de resolver essa dupla contradição, ou seja, integrar os trabalhadores e ao mesmo tempo protegê-los. Essa foi uma ilusão do capitalismo pós-guerra, especialmente na Europa”, enfatiza o sociólogo em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

A solução da crise e a manutenção dos direitos sociais dependem do resgate do internacionalismo. “É importante o pensamento de esquerda ter presente que a crise portuguesa não será resolvida em Portugal, que a crise espanhola não será resolvida na Espanha, que a crise italiana não será resolvida na Itália, que a crise grega não será resolvida na Grécia. O que se demanda efetivamente é uma unificação daqueles que se colocam em posição flagrante contra esse projeto da ‘Tróika’, de política de austeridade etc.”. E dispara: “Caso contrário, essas forças de esquerda irão se perder na tentativa inócua de tentar solucionar problemas pontuais do sistema, pensados do ponto de vista da administração política da crise econômica”.

Ruy Braga (foto abaixo) é especialista em Sociologia do Trabalho, e leciona no Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - USP, onde coordenou o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania - Cenedic. No mês de novembro deste ano Braga lançará seu novo livro, intitulado Política do precariado, pela editora Boitempo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como o capital está se reestruturando diante da crise financeira internacional? A luta de classes ainda se manifesta nessa reestruturação?

Ruy Braga
– É importante destacar que o processo de reestruturação do capitalismo ocorre desde os anos 1990 em escala global, que foi o período de largo desenvolvimento das políticas neoliberais, de ajuste estrutural das economias nacionais, de reestruturação produtiva e corporativa das empresas, e o período que assistiu o colapso das economias do leste Europeu.

Do ponto de vista do processo de luta de classes em nível internacional, essa reestruturação capitalista, que atende pelo nome de mundialização do capital, tem uma dupla dimensão. A primeira é estritamente política, que diz respeito ao rearranjo de poder e força dos Estados-nação, em especial aquelas forças políticas que dirigem ou dirigiram historicamente os diferentes aparelhos governamentais, como a social democracia na Europa e algumas experiências nacional-desenvolvimentistas na América Latina. Por outro lado, tem-se uma reestruturação propriamente econômica, que articulou tanto a mundialização das empresas como uma reestruturação produtiva, que terceiriza, promove o avanço da tecnologia de informação, que efetivamente globaliza a sua esfera de ação. Na articulação dessa dupla dinâmica política e econômica as classes subalternas, em escala internacional, dão um passo atrás na década de 1990 – esse é o período do auge do neoliberalismo e do desmonte daquela forma de solidariedade classista, que se identifica grosso modo com o operariado fordista na Europa, na América Latina e nos EUA.

Então, há um retrocesso da solidariedade da classe estruturada durante o período fordista, e um avanço de um projeto de sociedade marcadamente individualista e neoliberal, um individualismo esvaziado de solidariedade, profundamente marcado pela concorrência com os diferentes atores. Nesse contexto é que a luta de classe retrocede na década de 1990. Entretanto, a partir de meados desse período, início dos anos 2000, identifica-se alguns exemplos de retomada do processo de reorganização das classes subalternas, em especial no caso da greve do funcionalismo público francês, de 1995, e a formação dos estados gerais, em 1998, o que imprime um ritmo distinto no “desmanche” das classes subalternas em escala global.

Os anos 2000 foram marcados pela retomada da organização das classes subalternas, que acabou empurrando o centro da dinâmica política latino-americana para a esquerda. Nesse período foram eleitos vários governos cunho frente popular, dentre os quais o mais famoso evidentemente é o caso brasileiro, com a eleição do Lula em 2002, o que abre um novo período dessa dinâmica de luta de classes. Em resumo, diria que há avanços e recuos, progressos e retrocessos do ponto de vista das classes. No entanto, o mais importante a se destacar é que o jogo ainda está sendo jogado, ou seja, não existe uma palavra final para esse contexto.

IHU On-Line – Após algumas décadas de avanços na consolidação do Welfare State, o modelo de seguridade social está ameaçado e constantemente reduzido pelos pacotes de austeridade dos governos europeus. O que está acontecendo? Qual a raiz deste desmantelamento social?

Ruy Braga
– Novamente, é importante destacar essa dupla dimensão econômica e política. Por um lado, percebe-se economicamente o flagrante ataque às políticas de bem-estar disferido pela “Troika” (FMI, Banco Mundial e pela Comissão Europeia), os quais respondem evidentemente a uma exigência do capital europeu. Ou seja, para que haja a possibilidade de diminuir os prejuízos do capital financeiro europeu, é necessário que o Estado nacional assuma o ônus de socializar as perdas entre as classes sociais subalternas. Então, existe uma dinâmica econômica que se inscreve num período de longo prazo. É uma crise que se estende de forma mais ou menos aguda desde meados da década de 1970, e que hoje se manifesta de uma maneira mais contundente do ponto de vista do endividamento de alguns países, em especial países da semiperiferia capitalista europeia, como é o caso, notoriamente, de Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Mas essa dinâmica da crise de endividamento, da impossibilidade de se manter essa valorização do capital financeiro em escala continental e em escala global, tem atingido também países do centro do capitalismo, como é o caso da Inglaterra e da França. Então, o capitalismo irá se estender numa crise econômica que está se aprofundando, se tornando mais abrangente do ponto de vista geográfico. Essa conjuntura coloca desafios para essas sociedades nacionais e, evidentemente, os setores conservadores ligados diretamente ao capital financeiro buscam transferir o ônus dessa crise, do prejuízo econômico, para as classes trabalhadoras, as classes sociais subalternas.

As políticas de austeridade basicamente derivam dessa dinâmica, uma tentativa de transferir o ônus econômico para as classes trabalhadoras. Evidentemente esse é um mecanismo político, ou seja, exige a integração da política. Então, abre-se um período de flagrante luta de classes na Europa, haja vista, por exemplo, as manifestações que têm ocorrido em Portugal – as mais importantes manifestações da história portuguesa desde 25 de abril de 1974.

IHU On-Line – Como o capitalismo transformou os ideais de igualdade, universalização de direitos e bem estar social? Esses sonhos estão sendo substituídos?

Ruy Braga
– Principalmente o capitalismo europeu e o modelo do Estado de bem estar social prometeram uma inclusão dos setores mais pauperizados das classes subalternas, por intermédio de políticas de bem-estar que garantissem o consumo, independentemente do tempo de investimento na produção, do tempo de investimento econômico nas empresas. Esse modelo também prometeu segurança para os trabalhadores que já estavam inseridos no mercado de trabalho. Essa dupla promessa está sendo literalmente negada, está sendo desmontada com a dinâmica da crise atual. Isso aponta para a questão de que o capitalismo não é capaz de resolver essa dupla contradição, ou seja, integrar os trabalhadores e, ao mesmo tempo, protegê-los. Essa foi uma ilusão do capitalismo pós-guerra, especialmente na Europa.

IHU On-Line – Como compreender que diante de tantas conquistas materiais e técnicas, especialmente no mundo do trabalho, ainda perduram a ameaça do desemprego, a crescente insegurança e precariedade das novas ocupações, a exclusão social?

Ruy Braga
– O desemprego, a insegurança e a incapacidade do sistema de proteger são dinâmicas do capitalismo, isso é o DNA do capitalismo, porque esse modelo se apoia na concorrência, na busca pelo lucro máximo. Então, é possível ter histórica, circunstancial e regionalmente situações de proteção social, mas elas serão rapidamente amesquinhadas diante da competição com outros países. Por exemplo, basta identificar a entrada da China no jogo do capitalismo global. O preço da força de trabalho dos trabalhadores chineses coloca pressão sob o preço da força de trabalho dos trabalhadores franceses, alemães, ingleses, portugueses, americanos e assim por diante, porque as empresas tendem a migrar para regiões que pagam menor salário. Então, há uma dinâmica da concorrência que progressivamente tende a erodir as conquistas vinculadas à proteção e à inclusão social.

IHU On-Line – Diante da atual conjuntura, como é possível avaliar o projeto das esquerdas no mundo?

Ruy Braga
– No caso europeu, é importante o pensamento de esquerda ter presente que a crise portuguesa não será resolvida em Portugal, que a crise espanhola não será resolvida na Espanha, que a crise italiana não será resolvida na Itália, que a crise grega não será resolvida na Grécia. O que se demanda efetivamente é uma unificação daqueles que se colocam em posição flagrante contra esse projeto da “Tróika”, de política de austeridade etc. Isso naturalmente demanda uma escala nova de articulação de lutas, de solidariedade, que é exatamente uma escala internacional, que pode ser, num primeiro momento, em escala regional, ou seja, uma dinâmica propriamente europeia. Mas essa dinâmica não pode se limitar à Europa, tem que se estender para outros países do mundo, para os Estados Unidos, para a América Latina, e assim sucessivamente. Então, o primeiro valor que a esquerda precisa resgatar, para efetivamente enfrentar essa conjuntura de crise, é o do internacionalismo. Ele é imprescindível, é insubstituível para se enfrentar a dinâmica da crise capitalista em escala global.

IHU On-Line – Por que a esquerda não conseguiu propor nada diferente e aderiu ao neoliberalismo?

Ruy Braga
– A esquerda propõe. Porém, o problema é que, na esfera dos governos, a única coisa que se encontra é uma tentativa de fazer com que o capitalismo funcione melhor, quando na verdade ele está colocado diante de outro dilema. A própria crise ecológica nos coloca, como espécie humana, dentro de outro dilema: como superar esse sistema que só oferece crise, degradação social, destruição ambiental, ou seja, que não satisfaz os interesses da humanidade. Então, tem que resgatar uma outra dinâmica de ação, que é anticapitalista. Só com base nessa dinâmica anticapitalista será possível avançar. Caso contrário, essas forças de esquerda irão se perder na tentativa inócua de tentar solucionar problemas pontuais do sistema, pensados do ponto de vista da administração política da crise econômica. Quer dizer, isso vai esgotar de fato as forças de esquerda. Isso não corresponde às reais necessidades que a humanidade tem diante dos olhos.

IHU On-Line – Quais os resquícios da tentativa de implementar o socialismo no mundo? Esse modelo ainda tem relevância em algum país?

Ruy Braga –
O socialismo continua na ordem do discurso absolutamente urgente para a humanidade; o problema é como chegar lá. Então, basicamente tem-se que resgatar os valores do internacionalismo operário, dos trabalhadores; tem-se que apostar na independência propriamente de classe, ou seja, buscar construir a unidade entre os trabalhadores, apoiada em seus programas, e que seja intransigente em relação aos governos e às empresas. Tem-se que apostar em uma alternativa socialista, articular as forças propriamente anticapitalistas numa frente unificada de ação; tem-se que resgatar o caráter socialista nas lutas contra todas as formas de opressão e de exploração; tem-se que incorporar as lutas contra a opressão das mulheres, contra a dominação dos jovens, contra a opressão racial, contra a discriminação por orientação sexual; tem-se que incorporar o feminismo e a luta dos setores subalternos num amplo projeto de transformação radical da sociedade, sem o qual nós vamos ficar aí, enfim, enredados nessa trama da crise capitalista.

IHU On-Line – Quais são as aproximações e as diferenças entre as esquerdas da América Latina? O que as aproxima e o que as diferencia?

Ruy Braga
– A América Latina deu uma guinada à esquerda nos últimos quinze anos. Isso é perceptível por intermédio da hegemonia que, por exemplo, governos como o de Hugo Chávez, o lulismo aqui no Brasil, Rafael Correa, no Equador, e Evo Morales, na Bolívia, representam diferentes faces desta reação ao projeto neoliberal, dessa crise do neoliberalismo no continente, mas evidentemente com as suas contradições e as suas diferenças.

No caso brasileiro, essa reação é muito parcial, porque o atual modelo de desenvolvimento implementado, liderado, conservado e reproduzido pelo lulismo ainda mantém traços muito flagrantes do neoliberalismo a despeito de colocar uma ênfase maior em políticas redistributivas. A dinâmica brasileira é mais de atuação do Estado sobre a sociedade, como é também a dinâmica do governo de Hugo Chávez, ou seja, uma dinâmica muito concentrada na questão do Estado e na tentativa de controlar a independência dos movimentos sociais de base. Tanto um quanto outro, com diferentes matizes, tende a erodir as bases sociais de uma alternativa socialista, porque acabam fazendo com que os setores mais econômicos sejam incorporados ao Estado. No caso da Bolívia, consigo identificar uma dinâmica mais centrada numa contradição, num conflito entre os movimentos sociais de base e o governo, como também acontece no Equador. Então, entre essa tentativa de o Estado de controlar os movimentos sociais, e a reação dos movimentos sociais a esse controle do Estado, é que está sendo decidida a política de esquerda na América Latina, e consequentemente o futuro dessa mesma política.

IHU On-Line – Especificamente no Brasil, como avalia as discussões sobre a possibilidade de o governo brasileiro flexibilizar as leis trabalhistas e de implantar o modelo trabalhista alemão no Brasil? Quais as implicações para o mundo do trabalho?

Ruy Braga
– Evidentemente essa é uma tendência mundial – e brasileira também. Basta analisar a década de 1990 em termos de flexibilização da legislação do trabalho, aquilo que na Sociologia do Trabalho se chama “contratualização ou precarização” no contrato de trabalho, com a intervenção de inúmeras formas de contratação por tempo determinado, inúmeras formas de contrato temporário etc. Se o governo Dilma aceitar o princípio do acordado sobre o legislado, estará evidentemente contribuindo para o aprofundamento da flexibilização da precarização, que já é muito alto no país.

O mundo do trabalho brasileiro é fundamentalmente precário, ou seja, os trabalhadores encontram funções de trabalho e de contrato tão precarizados, que é necessário o apoio e a intervenção de um terceiro para garantir o mínimo de reconhecimento ou de direitos. E esse mínimo é basicamente a legislação do trabalho, ou seja, se, em benefício de alguns setores que são mais organizados, se apoia ou legaliza o princípio do acordado sobre o legislado, estar-se-á efetivamente impedindo ou bloqueando que os direitos se generalizem.

IHU On-Line – Ao mesmo tempo em que há uma apatia política, surgem novas manifestações sociais como Os Indignados e os acampados de Wall Street. Como vê essas novas manifestações? O que os movimentos sociais precisam para ter representatividade política junto à sociedade civil e mobilizá-la novamente?

Ruy Braga
– Existe uma dinâmica de mobilização internacional que se expressa tanto na Europa como no mundo Árabe. Isso é uma constatação mais ou menos evidente. Porém, é importante destacar que existe uma interconexão entre essas manifestações, ou seja, a esperança da revolução árabe de alguma maneira fertiliza a juventude europeia, da mesma maneira que repercute sobre a juventude nos Estados Unidos. Então, tem-se uma nova dinâmica de mobilização, tanto do ponto de vista de um impulso democrático dos setores da juventude como também um impulso de democratização que se espalha pelos setores da classe trabalhadora, haja vista, por exemplo, o processo do Egito e da Tunísia.

Costumo dizer que a juventude europeia e os setores mais precarizados e explorados, submetidos aos contratos temporários – que assumem os piores postos de trabalhos disponíveis no mercado, que não conseguem perceber um horizonte de progresso ocupacional, um progresso social –, são os mais atacados pelas políticas de austeridade, pela contenção de despesas e gastos sociais e pela diminuição da rede de proteção pública. Assim, tais setores estão propriamente lutando pela manutenção, pela conquista e pela ampliação de direitos. Eles são, de fato, uma força profundamente progressista do ponto de vista político. Existe uma simbiose entre esses diferentes movimentos, Occupy Wall Street, Os Indignados e a Primavera Árabe, pensados evidentemente do ponto de vista da juventude, que se engaja no processo de mobilização por mais democracia e assim por diante. É evidente que há um plano de fundo, que é a crise econômica. A crise econômica acelera e catalisa essa mobilização.

O caso brasileiro é um pouco diferente, porque a crise chegou tardiamente do ponto de vista dos ritmos de espalhamento da crise. Desde o ano passado nós temos identificado uma série de iniciativas nacionais bastante radicalizadas, como as greves nacionais de setores de trabalhadores, greves nacionais dos Correios, dos bancários, dos peões das obras do PAC. Tem havido ampla mobilização nacional de professores de ensino fundamental. Há uma retomada da dinâmica da mobilização social, que tende a fortalecer o movimento sindical crítico e acrescentar propriamente contradições àquele movimento sindical governista. O momento atual é de transição na direção de retomada de um ciclo de mobilização sindical e dos trabalhadores, que tende a se espalhar também pela juventude.

(Por Patricia Fachin)

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

Setembro 28, 2012

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sou funcionária da FAU e gostaria de trocar com alguém no campus da USP-Butantã , se tiver alguém interessado entre em contato comigo no e-mail> verasansey@bol.com.br.

Postado por Maria Ezilda em Permuta de Servidores entre Unidades da USP | 0 comentário

Setembro 25, 2012

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OLa,

 

     Sou especialista S1 e trabalho atualmente no IB, com células tronco e biologia molecular. Tenho interesse de ir para algum campus do interior (Bauru, Ribeirão Preto, Piracicaba, etc). O trabalho aqui é ótimo e o motivo de minha mudança é para me aproximar de minha família. 

    Por favor, caso alguém tenha interesse ou saiba de alguém que tenha meu e-mail é: dremorales@yahoo.com.br ou agmorales@usp.br.

   Grata,

   Andressa

Palavras-chave: permuta para interior

Postado por Andressa Gois Morales em Permuta de Servidores entre Unidades da USP | 0 comentário

Setembro 23, 2012

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O Centro de Vigilância Epidemiológica promoverá, de 12 a 14 de novembro de 2012, a “II Conferência Internacional em Epidemiologia – EPI CVE – Vigilância Epidemiológica: das ações à pesquisa buscando evidências”, evento que reunirá mais de dois mil profissionais de saúde pública e cientistas para um amplo debate de questões de epidemiologia, pesquisa e ações de vigilância epidemiológica no cenário da contribuição de novas tecnologias e do conhecimento, para responder mais oportunamente às doenças e agravos de interesse em saúde pública.

O prazo final para envio de trabalhos é: 30 de setembro de 2012

Acessem o link:

 

http://www.cve.saude.sp.gov.br/conferencia/cve_conf.htm

Postado por Cassia Baldini Soares em GP: Fortalecimento e desgaste no trabalho e na vida | 2 comentários

Setembro 22, 2012

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Alugo lindo apartamento mobiliado no Alto da Lapa (São Paulo) durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Ótima localização e melhor preço!!

Muito próximo à Vila Madalena e com boa conexão ao centro, av. Paulista e USP.


Pessoas interessadas falar com Isa (11-64299133) ou mande e-mail a tome.freire.isabel@gmail.com

Palavras-chave: apartamento-usp-aluguel-economico

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Postado por Isabel Tomé Freire em Anúncios: aluguel, serviços, compra, venda e troca | 0 comentário

Setembro 19, 2012

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Vejam este mensagem do You tube sobre o filme "O Silêncio dos Inocentes":

http://www.youtube.com/watch?v=G3cdpuQ2Ki4

 

Palavras-chave: Silencio dos inocentes

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Postado por Sady Carlos em FILMES À VALER | 0 comentário

Setembro 16, 2012

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Próximas reuniões do grupo 2012

Sábados, dias 20 de outubro - 9 horas - sala 117 EEUSP; dia 10 de novembro - 9 horas - sala 117 - EEUSP; 15 de dezembro - 9 horas - sala 117 - EEUSP.

 

Postado por Cassia Baldini Soares em GP: Fortalecimento e desgaste no trabalho e na vida | 8 comentários

Setembro 13, 2012

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Vou deixar registrado algumas ideias que estao contidos num debate recente
na comunidade do STOA...
Coloquei apenas as minhas falas por razoes de copyright ,
mas os links com o debate completo estao a seguir.
Abs
Jocax
---------------------------------------

Debate sobre Onisciencia e Livre-Arbitrio: em 

http://stoa.usp.br/daros/weblog/109826.html

e

http://stoa.usp.br/daros/weblog/109903.html

 

Jocax escreveu:

Ola Leandro,

Vou tentar colocar sua mente de volta aa razao.

Poderiamos comecar debatendo o item 3 do "DIABINHO AZUL JOCAXIANO":

"

3- Prova: Contradição interna (inconsistência) [Sartre (?)]:

Deus é ONISCIENTE, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.

Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Contradição: Se Deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem NÃO tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de Deus e o homem não poderia mudar).

Vamos à demonstração [por Jocax]:

Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe TUDO que vai acontecer.

3-Sabendo TUDO que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Conforme Queríamos Demonstrar.

Comentário: Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus."

 

http://stoa.usp.br/ateismo/weblog/39228.html

PS: Desculpa mas eu nao gosto de acentuar as letras e costumo escrever sem revisar , se isso te incomoda poderei tentar escrever com mais precisao.

 

 

Jocax escreveu:

Vc nao mostrou ONDE esta o erro logico da demonstracao.

veja bem: Nao importa se deus determinou OU NAO o destino do homem , o que importa eh que se deus sabe o homemnao tem livre arbitrio. A "CULPA" dele nao ter livre arbitrio ( caso da oniscinecia ser possivel ) é uma OUTRA historia.

A prova conclui logicamente que se EXISTE A ONISCIENCIA SEGUE QUE NAO PODE HAVER LIVRE ARBITRIO.

Para vc entender, responda , por fgavor a seguinte questao:
"VC PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU QUE VC FARA?"

 

 

Jocax escreveu:

Pela  definicao de livre arbitrio q vc postou, e sua resposta,  entao vc NAO tem livre arbitrio, pois vc nao escolheu seu caminho : tudo JA ESTAVA DESTINADO A ACONTECER, mesmo antes de vc ou sua mae existir.

Veja se entende:

Antes , por exemplo, da mae de Hitler existir , deus ja sabia q ela iria ter este filho e que ele iria NECESSARIAMENTE causar a segunda guerra e matar milhoes. Deus ja sabia tambem que NADA poderia mudar o destino e CADA ESCOLHA que Hitler fez. Entao onde esta o livre arbitrio se a pessoa NAO PODE MUDAR SEU DESTINO nem suas escolhas?  A PESSOA NAO TEM ESCOLHA, ela tem que seguir o destino que ja esta tracado para ela , sem nenhuma opcao.

Descrição: Descrição: João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ quarta, 01 agosto 2012, 21:27 BRT

 

Jocax escreveu:

Se hitler perguntasse a deus: "Deus , eu poderia ter escolhido ou feito algo diferente do que eu fiz na minha vida?"

 

De deus existisse e fosse honesto responderia a Hitler:

"NAO!, Vc ja estava **predestinado** a fazer exatamente o que vc fez sem NENHUMA possibilidade de outra escolha, pois, se nao fosse assim, eu nao seria onisciente!"

Concorda?

 

 

Jocax escreveu:

Vc disse:
"Fato 1: Hitler decidiu muitas coisas sim, e poderia ter decidido o contrário. "

Isto eh INCOMPATIVEL , e entra em CONTRADICAO com o que vc respondeu:

"VC PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU QUE VC FARA?"
3. Respondendo à pergunta: Não.


PQ **VC** NAO PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU E HITLER SIM?????????????

 

 

Jocax escreveu:

Veja bem se deus sabia MESMO ANTES DE HITLER EXISITIR, que HITLER IRIA ESCOLHAR "X" e nao "Y",

OBVIO QUE HITLER NUNCA PODERIA ESCOLHER "Y" , pois se o fizesse deus NAO seria onisciente, pois deus previu q ele faria "X", entendeu?

 

 

 

Jocax escreveu:

Vc esqueceu de responder :

Se hitler perguntasse a deus: "Deus , eu poderia ter escolhido ou feito algo diferente do que eu fiz na minha vida?"

 

De deus existisse e fosse honesto responderia a Hitler:

"NAO!, Vc ja estava **predestinado** a fazer exatamente o que vc fez sem NENHUMA possibilidade de outra escolha, pois, se nao fosse assim, eu nao seria onisciente!"

Concorda?

 

 

Jocax escreveu:

Vc disse:
"Fato 1: Hitler decidiu muitas coisas sim, e poderia ter decidido o contrário. "

Isto eh INCOMPATIVEL , e entra em CONTRADICAO com o que vc respondeu:

"VC PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU QUE VC FARA?"
3. Respondendo à pergunta: Não.


PQ **VC** NAO PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU E HITLER SIM?????????????

 

 

Jocax escreveu:

Veja bem se deus sabia MESMO ANTES DE HITLER EXISITIR, que HITLER IRIA ESCOLHAR "X" e nao "Y",

OBVIO QUE HITLER NUNCA PODERIA ESCOLHER "Y" , pois se o fizesse deus NAO seria onisciente, pois deus previu q ele faria "X", entendeu?

 

-------------------

Vc esqueceu de responder :

Se hitler perguntasse a deus: "Deus , eu poderia ter escolhido ou feito algo diferente do que eu fiz na minha vida?"

 

De deus existisse e fosse honesto responderia a Hitler:

"NAO!, Vc ja estava **predestinado** a fazer exatamente o que vc fez sem NENHUMA possibilidade de outra escolha, pois, se nao fosse assim, eu nao seria onisciente!"

Concorda?

 

escreveu:

É bom colocar , para quem ta chegando agora, que este tópico eh uma 'continuacao' do topico:

http://stoa.usp.br/daros/weblog/109826.html

 

 

A incompatibilidade eh a seguinte:
VC me disse que NAO pode fazer nada diferente do que deus previu que vc iria fazer.

1- Isso significa que se deus previu , mesmo antes de vc nascer,
que vc iria fazer  "X" e nao "Y" entao vc SOH PODE fazer "X"
e NUNCA poderia escolher "Y" .

Concorda com 1?

2- em seguida Vc disse que
" Hitler decidiu muitas coisas sim, e poderia ter decidido o contrário. ""

Eu eu te digo: NAO PODERIA!!

Pq nao?
Pela MESMA RAZAO QUE VC NAO PODERIA ESCOLHER "Y"  Hitler TAMBEM
NAO PODERIA ESCOLHER "Y" , ele JA ESTAVA PREDESTINADO A ESCOLHER "X"
DA MESMA FORMA que VC estava.

Entendeu a contradicao?

Se vc NAO pode fazer nada diferente da previsao divina ( como vc ja me disse ) entao  HITLER TAMBEM NAO PODERIA !

Concorda?

Vc esqueceu de responder :

Se hitler perguntasse a deus: "Deus , eu poderia ter escolhido ou feito algo diferente do que eu fiz na minha vida?"

 

Se deus existisse e fosse honesto responderia a Hitler:

"NAO!, Vc ja estava **predestinado** a fazer exatamente o que vc fez sem NENHUMA possibilidade de outra escolha, pois, se nao fosse assim, eu nao seria onisciente!"

Concorda?

 

Leandro,
Vc NAO esta respondendo às questões.

Vc fica repetindo a mesma coisa sem se ater ao que estou perguntando.

Eu te provei por "A"+"B" que ninguem pode deixar de seguir seu destino (já traçado pela onisciência divina )

E vc ja concordou ao responder à seguinte questao:


"VC PODE FAZER ALGO DIFERENTE DO QUE DEUS PREVIU QUE VC FARA?"
3. Respondendo à pergunta: Não.

Entao, a pessoa deve seguir seu destino , que já estava traçado , mesmo ANTES dela nascer, sem poder mudar uma virgula!

Segue que , se existe deus onisciente, o "Livre-Arbitrio" (LA)  é o mesmo LA que tem um ROBO  ao seguir sua programação prévia:

O ROBO TEM QUE SEGUIR O PROGRAMA ARMAZENADO EM SUA MEMORIA TAL QUAL OS HUMANOS TERIAM QUE SEGUIR O DESTINO JA TRACADO POR DEUS. ( se deus onisciente existisse)

Eu te pergunto: O ROBO TEM LIVRE-ARBITRIO?

Ou seja , se existe deus onisciente , o nosso "livre arbitrio" eh ILUSAO,
É IDENTICO AO LIVRE ARBITRIO DE UM ROBO.

 Concorda?


Sua comparacao com a temperatura nao funciona porque:
1-O termometro nao mediu o FUTURO da temperatura e sim o presente.
2-O Termometro do seu exemplo nao era onisciente.

 

Vc esqueceu de responder :

Se hitler perguntasse a deus: "Deus , eu poderia ter escolhido ou feito algo diferente do que eu fiz na minha vida?"

 

Se deus existisse e fosse honesto responderia a Hitler:

"NAO!, Vc ja estava **predestinado** a fazer exatamente o que vc fez sem NENHUMA possibilidade de outra escolha, pois, se nao fosse assim, eu nao seria onisciente!"

Concorda?

 

 

Vc disse:
"Eis o seu erro: "destino já traçado pela onisciência divina"."
O conhecer não causa a coisa conhecida.
Logo, o saber o futuro não o determina.

Leandro, seu erro esta em insinuar que eu estou me preocupado com a CAUSA
da pessoa nao ter L.A.

veja se presta atenção no que eu digo:
EU NAO DISSE "QUEM" OU "O QUE" ESTA CAUSANDO O DESTINO !!

Isso ainda nao esta no palco das discussoes !

Veja bem, presta atencao!
Mesmo que nao fosse deus que tivesse o conhecimento do destino.

SUPONHA por exemplo POR HIPOTESE
que seja verdade que em algum lugar esta escrito TUDO que vai acontecer no mundo.
Vamos chamar isto de "destino".

Entao,
 se tudo ja tem seu destino , NAO IMPORTA O QUE OU QUEM AS CAUSOU,
o que importa eh que ninguem pode escolher algo diferente deste "destino"
CONCORDA??????????????????????????????????


Entao
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !



Onde vc leu isso??????????????????????????

 

 

EU ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER FAZ O SER NAO TER LIVRE ARBITRIO!


Ou seja , o Livre arbitrio seria uma ILUSAO e o ser teria que seguir seu "destino"
tal qual um robo segue sua programacao sem poder muda-la.

ENTENDEU?

 

 

Retificando uma linha:
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !
EU NAO ESTOU DIZENDO QUE O CONHECER CAUSA A COISA CONHECIDA  !



Onde vc leu isso??????????????????????????

 

 

EU ESTOU DIZENDO QUE O DESTINO ( ou a ONISCIENCIA) FAZ O SER NAO TER LIVRE ARBITRIO!

Nao cabe agora saber O QUE CAUSOU este destino, o importante neste momento eh CONSTATAR este FATO LOGICO.

 

Ou seja , o Livre arbitrio seria uma ILUSAO e o ser teria que seguir seu "destino"
tal qual um robo segue sua programacao sem poder muda-la
.

 

Vc tambem esta fugindo das questoes que eu estou fazendo:

A incompatibilidade eh a seguinte:
VC me disse que NAO pode fazer nada diferente do que deus previu que vc iria fazer.

1- Isso significa que se deus previu , mesmo antes de vc nascer,
que vc iria fazer  "X" e nao "Y" entao vc SOH PODE fazer "X"
e NUNCA poderia escolher "Y" .

Concorda com 1?

2- em seguida Vc disse que
" Hitler decidiu muitas coisas sim, e poderia ter decidido o contrário. ""

Eu eu te digo: NAO PODERIA!!

Pq nao?
Pela MESMA RAZAO QUE VC NAO PODERIA ESCOLHER "Y"  Hitler TAMBEM
NAO PODERIA ESCOLHER "Y" , ele JA ESTAVA PREDESTINADO A ESCOLHER "X"
DA MESMA FORMA que VC estava.


Entendeu a contradicao?

Se vc NAO pode fazer nada diferente da previsao divina ( como vc ja me disse ) entao  HITLER TAMBEM NAO PODERIA !

Concorda?

 

Palavras-chave: Ateísmo, Contradições, Deus, Onisciência, Religião

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 2 comentários

Setembro 12, 2012

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Sou bióloga e estou fazendo MBA de Gestão Ambiental, atualmente trabalho na FCF (Butantã) como técnica de laboratório e tenho interesse de permutar para um laboratório que esteja envolvido nessa área.

 

Para quem possa interessar, segue contato:

Email: marinho.camila@gmail.com

Celular: (011) 97128-5030

 

Agradeço,

 

Camila

Palavras-chave: FCF, técnico de laboratório

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Postado por Camila Eduardo Marinho em Permuta de Servidores entre Unidades da USP | 0 comentário

Setembro 04, 2012

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Folha lança ranking universitário inédito

Folha de DE SÃO PAULO

A Folha lança nesta segunda-feira (3) o primeiro ranking sistemático de universidades brasileiras, feito com uma metodologia inédita.

O RUF (Ranking Universitário da Folha) traz a classificação de 232 instituições de ensino superior brasileiras, sendo 41 faculdades e centros universitários e 191 universidades --instituições com foco em pesquisa e autonomia de ensino, conforme a definição do MEC.

As 191 universidades estão listadas no ranking geral feito a partir de quatro indicadores. Juntos, eles somam cem pontos: produção científica (55 pontos), inovação (5 pontos), reputação no mercado (20 pontos) e qualidade de ensino (20 pontos).

Pesquisa inédita mostra as melhores universidades do país

Os dois primeiros indicadores consideram a quantidade e a qualidade da produção acadêmica das universidades, como número de artigos científicos produzidos e a quantidade de professores com doutorado na instituição.

Já os indicadores de reputação no mercado de trabalho e de qualidade de ensino foram desenvolvidos a partir de entrevistas feitas pelo Datafolha com pesquisadores e com executivos de Recursos Humanos de todo o país.

Nos levantamentos do Datafolha foram consultados 597 pesquisadores com grande produção científica, de acordo com o CNPq, a maior agência de fomento à ciência do país.

Também foram ouvidos 1.212 responsáveis pelo setor de Recursos Humanos de empresas, escolas e outras instituições que contratam profissionais nos 20 cursos que mais formam no Brasil, como administração e direito.

Esses profissionais listaram as melhores instituições de ensino superior do país em termos de ensino. Nesse levantamento, além das universidades, foram significativamente mencionadas 41 faculdades e centros universitários brasileiros.

ANÁLISES ESPECÍFICAS

O RUF possibilita uma série de análises de acordo com o interesse do usuário. No site é possível fazer listagens das universidades do país em cada um dos quatro grandes indicadores e subindicadores usados na análise.

Por exemplo, é possível listar as universidades com mais patentes. Ou aquelas que têm mais artigos em cooperação científica internacional.

O site do RUF possibilita ainda listar as instituições de ensino superior de acordo com a opinião de quem contrata em cada um dos 20 cursos que mais formam no país. Ou fazer listagens conforme a opinião de quem vive no ambiente universitário, fazendo pesquisa científica e dando aula.

INSPIRAÇÃO INTERNACIONAL

A metodologia de avaliação do ensino superior brasileiro foi desenvolvida ao longo de quase um ano de trabalho, baseada em rankings internacionais, como o ranking global THE (Times Higher Education), o QS (Quacquarelli Symonds) e a ARWU (ranking de Xangai), e adaptada ao contexto brasileiro.

A maioria dessas listagens, assim como o RUF, dá pelo menos 50% da nota atribuída a cada instituição de ensino superior aos dados de produção científica.

A Folha também se inspirou em fontes internacionais consolidadas de avaliação de ensino superior ao definir 40% da nota de cada universidade para critérios qualitativos, ou seja, a opinião de quem contrata e de quem dá aula.

O levantamento de dados do RUF foi supervisionado pelo bioquímico da USP e especialista em análise de produção científica Rogério Meneghini. Ele também é coordenador acadêmico da base Scielo, que reúne 260 periódicos científicos nacionais, incluídos no levantamento do RUF para dar um tempero local à avaliação.

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1147282-folha-lanca-ranking-un

 

Palavras-chave: ensino superior, Folha de São Paulo, Ranking Universitário

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

Setembro 03, 2012

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Para quem não conhece, a Pixel Show é o maior evento criativo do Brasil, é uma conferência internacional de Arte, Criatividade e Design em todas as suas vertentes (ilustração, arte, graffiti, cinema, tv, publicidade, moda, música, fotografia, design gráfico, entre outros...).

Para aqueles estão interessados em participar da conferência, acessem o site www.pixelshow.com.br e aproveitem a promoção disponibilizada para nossos fanpages para desconto (20%) no ingresso. Ao entrar no site utilizem no nosso código Promocode: arquiteta20%.

A feira da Pixel Show é aberta para o público. Participe desse encontro e venha pensar e discutir a arte contemporânea com os melhores criativos do mercado.

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Postado por Sady Carlos em Faculdade de Arquitetura e Urbanismo | 0 comentário

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Universo Diminuinte - Addendum
 Por : Joao Carlos Holland de Barcellos

Sabemos pela teoria da relatividade, mais especificamente pelo "Principio da Equivalência" que :

<WIKI>
" Eu estava sentado em uma cadeira no escritório de patentes, em Berna, quando de repente ocorreu-me um pensamento: se uma pessoa cair livremente, ela não sentirá seu próprio peso. Eu estava atônito. Este simples pensamento impressionou-me profundamente. Ele me impeliu para uma teoria da gravitação." (Albert Einstein)

O Princípio da equivalência de Einstein afirma que não há experimento que permita ao seu observador discernir entre o caso no qual este experimento é realizado em um local onde há um campo de gravidade \vec g conhecido, constituindo o observador (referencial) neste caso, apesar de imerso neste mesmo campo, um referencial inercial - não acelerado, portanto - e o caso onde o experimento é realizado em uma região completamente isenta de campos gravitacionais, mas com o observador, neste caso, acelerado por uma força \vec F adequada, que imponha ao mesmo uma aceleração de módulo igual mas de sentido contrário ao da aceleração \vec g gerada no primeiro caso pelo campo de gravidade.
....
O princípio da equivalência é um passo fundamental para se estabelecer, na teoria da gravitação de Einstein, a covariância geral das leis físicas, visto que, segundo este princípio, um observador (referencial), dada a impossibilidade deste discernir entre ser ou não ser inercial, torna-se equivalente a todos os outros, e não só aos ditos "referenciais inerciais", ou aos ditos "não inerciais", como ocorre na mecânica clássica. É a pedra fundamental que levou Albert Einsten ao desenvolvimento da Relatividade Geral.

O Princípio da Equivalência de Eintein mostra-se intimamente relacionado ao Princípio da Equivalência entre as Massas Inercial e Gravitacional (a ponto de se confundir com ele)."
</WIKI>
http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_equival%C3%AAnci


Alem disso, este princípio, que gerou a teoria da relatividade geral, explica a dilatação do tempo :
<WIKI>
"Dilatação do tempo é o fenômeno pelo qual um observador percebe que o relógio de um outro observador, que é fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, "anda" mais devagar do que seu próprio relógio. A percepção do primeiro observador é de que o tempo "anda mais devagar" para o segundo observador, mas isso é somente verdade no contexto do referencial do observador. Localmente (i.e., da perspectiva de qualquer outro observador do mesmo referencial, sem referência a outro referencial), os dois relógios, se sincronizados e mantidos juntos, não atrasarão ou adiantarão um em relação ao outro."
</WIKI>

Da mesma forma que a dilatação do tempo acontece em sistemas com maior gravidade em relação aos de menor força gravitacional, poderemos arguir, que deverá ocorrer uma contraçao do espaço nos ambientes com maior gravidade em relação aos de menor gravidade pelo principio da equivalencia:

"UM FOGUETE EM ACELERAÇÃO TEM O SEU COMPRIMENTO CONTINUAMENTE DIMINUIDO EM RELAÇÃO À UM OBSERVADOR EXTERNO SEM ACELERAÇÃO".

Pelo principio da equivalencia, o espaco em um campo gravitacional deveria estar sendo reduzido ( da mesma forma que um foquete tem seu comprimento reduzido quando em movimento acelerado) em relacao a um observador que nao está no campo gravitacional.  Os buracos-negros nao seriam um caso excentrico da reducao do espaco pela gravidade, mas apenas uma forma mais grave dessa reducao.

Tais idéias implicariam que a "Energia escura" seria apenas uma espécie de "Ilusão de Ótica" em relação aos observadores que estão tendo seu espaço reduzido devido a presença da gravidade:

"Universo Diminuinte"
Por Jocax
".....Lapidando a Idéia

Nesse modelo de “Universo Diminuinte” os átomos e outras partículas estariam diminuindo de tamanho na mesma proporção que as dimensões espaciais também diminuíssem.

Como o tamanho da nossa “régua” diminuiria, juntamente com as dimensões espaciais locais, não perceberíamos esta diminuição localmente. O tamanho apaente seria o mesmo pois nosso padrão de medida diminuiria na mesma proporção das dimensões espaciais.

Sabemos pela teoria da relatividade geral (TRG) que o tempo num sistema submetido a um campo gravitacional corre mais lentamente que outro sistema sem o campo, ou com um campo gravitacional mais fraco. A idéia é que a diminuição das dimensões espaciais locais seja provocada pelo efeito do campo gravitacional a que está submetido o sistema. Ou seja, os “buracos-negros” não seriam casos especiais de sistemas em colapso eterno. Além disso, a contração do espaço deveria depender também da intensidade da força gravitacional.

Teoria da Relatividade- Principio da Equivalência

É interessante notar que esta idéia é muito semelhante, só que expandida para 3 dimensões, com a relatividade especial quando esta afirma que a dimensão do sistema que se move na direção do movimento sofre uma contração. Quanto mais rapidamente um objeto se move mais ele vai se contrair na direção do movimento. No Univero Diminuinte esta contração seria devido à gravidade e ocorreria nas 3 dimensões espaciais.

Podemos intuir o Universo Diminuinte das seguintes premissas da teoria da relatividade:
1- Dentro de uma caixa fechada sob aceleração, ou campo gravitacional, quem está dentro não pode saber por nenhuma medição interna se sua caixa está sendo acelerada ou se está sob a influência de um campo gravitacional.
2-Um objeto em aceleração vai aumentando sua velocidade. Mas sabemos que quanto maior a velocidade maior é a contração deste objeto na direção do movimento.

Considerando (1) e (2) , acima, podemos intuir que um objeto num campo gravitacional poderia sofrer contração como de fato sofre um objeto dentro de uma caixa que está sendo acelerada!

A luz através do espaço

Vamos pensar o que aconteceria com a luz emitida por uma galáxia distante até chegar ao nosso planeta:

Nossa galáxia, assim como as galáxias distantes, estaria em constante contração. Um fóton de luz emitida por uma estrela desta galáxia distante, após deixar a sua galáxia, percorreria um longo espaço “vazio”, sem muita influência gravitacional, até finalmente chegar à nossa galáxia e ao nosso planeta.

Durante este longo percurso percorrido (às vezes de bilhões de anos) este fóton sofreria pouco efeito gravitacional e sua freqüência pouco seria afetada. Contudo, durante este tempo, nosso sistema continuaria diminuindo, e quando finalmente este fóton chegasse aqui, nós mediríamos o seu comprimento de onda com uma “régua” bastante reduzida em relação a que tínhamos na época em que este fóton foi emitido.  Então em nossa medição se constataria que este fóton sofreu um “Desvio para o Vermelho” (Red Shift), porque mediríamos um comprimento de onda maior, e a explicação tradicional seria que este “Desvio para o Vermelho” se deveu ao efeito Doppler relativo à velocidade de afastamento da galáxia.

Fim da Energia Escura

Quanto mais afastada uma galáxia está do ponto de observação, mais tempo sua luz irá demorar para chegar até nós e mais encolhida estará nossa “régua” para medir este fóton e assim tanto maior aparecerá seu comprimento de onda, o que nos induziria a pensar que maior seria a velocidade de afastamento da galáxia. Esta aceleração aparente das galáxias distantes levou os astrônomos a postularem a existência de uma “Energia Escura”, que teria um efeito repulsivo, fazendo-as se afastarem cada vez mais rapidamente. Mas se a aceleração é devido à nossa própria redução de escala, esta energia escura não seria mais necessária, pois o que nos faz perceber seu afastamento acelerado é, na verdade, nossa própria contração espacial.
É o fim da energia escura. "

Veja tambem "O Universo diminuinte" em :
http://stoa.usp.br/cienciafilosofia/weblog/41786.html







Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência e Filosofia | 3 comentários

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