Stoa :: Adote um vereador :: Blog :: Por que as pessoas não gostam dos políticos? Como estimular interesse?

janeiro 19, 2009

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É notório o desinteresse dos brasileiros em geral pela política e pelos seus representantes em cargos eletivos. Eu mesmo, só recentemente comecei a tentar me interessar mais, por me dar conta do quanto isso é importante.

Mas, afinal, por que ninguém (ou quase) gosta de política e dos políticos?

Minhas hipóteses iniciais: 

1) Corrupção: como a mídia mostra com muito destaque os casos de desonestidade cometidos por políticos,as pessoas pensam que todos os políticos são assim e não tem jeito mesmo. 

2) Dinheiro e poder: as pessoas pensam que os políticos só querem saber de dinheiro e poder, e não de representá-las, levando seus interesses ao Congresso, Câmara, etc. Os políticos cuidariam só de seus interesses próprios então.

3) Preguiça: simples falta de vontade de se preocupar com o universo público (que na verdade tb acaba afetando a cada um) e se preocupar mais com os próprios interesses. 

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Minha refutação:

Por mais que haja pessoas atuando no poder como representantes da sociedade, mas desonestas e egoístas, temos mesmo é que fiscalizá-las para que isso ocorra o mínimo possível e a verba pública se desperdice o mínimo possível. 

De todo modo, essas pessoas estão no poder. Então, se teoricamente devem nos representar, devemos cobrar que de fato nos representem. 

Se o cidadão deseja ser egoísta, que seja, ele pode cobrar o político por algo de seu próprio interesse (do tal cidadão egoísta).

===

Perguntas:

1) São estes mesmo os motivos pelo desinteresse público pelos políticos?

2) Quais mais?

3) O que faria o cidadão se interessar (mais) por estes representantes com cargo eletivo?

(observação: coloquei abaixo a tag "Roberto Tripoli" só para este post ser listado junto com os meus outros no meu blog aqui na comunidade "Adote um Vereador", é o único jeito para agrupar tudo o que faço por aqui.)

Palavras-chave: Adote um vereador, corrupção, desinteresse, dinheiro, interesse, opinião pública, poder, política, políticos, preguiça, representantes, Roberto Tripoli

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Maurício Kanno em Adote um vereador | 2 usuários votaram. 2 votos

Comentários

  1. Tom escreveu:

    Maurício,

    talvez seria produtivo eu e você, casos de anterior desinteresse sobre questões políticas, explicarmos porque mudamos de opinião.

    Até meus 19-20 anos eu dizia que sempre anularia (sim, eu era imaturo o suficiente para dizer 'sempre'). Hoje meu ponto de vista mudou radicalmente.

    Queria mostrar um texto de um psicólogo brasileiro, Marcus Oliveira, que li no blog dele, chamado 'A passividade do brasileiro'. O psicológo dizia que discordava quando diziam que o brasileiro reclamava pouco. Na opinião dele o problema é que o brasileiro age pouco diante dos problemas, mesmo aqueles que são de interesse direto.

    Argumentar o não interesse pela política porque a maior parte dos políticos são corruptos é uma bobagem. Em todos países do mundo há corrupção. O maior problema por aqui, na minha opinião, é a falta de punição.

    E acho que o slogan aqui da comunidade, que tomei de algum lugar, cai como uma luva para aqueles que pouco se importam com política: "Controle os políticos. Ou os políticos controlam você."

    Também acho que algumas pessoas não se interessam por política pela imagem que fazem de si próprias,  imaginando assim que todas outras pessoas que se tornarem pessoas pública terão o mesmo comportamento individualista que elas.

    Precisamos de mais relatos sobre os bons exemplos de homens públicos que existem e existiros no Brasil para estimular outras pessoas a seguirem o exemplo.

    default user iconTom ‒ segunda, 19 janeiro 2009, 11:17 BRST # Link |

  2. gabriel escreveu:

    mais importante que se questionar a respeito do desinteresse pelos "políticos", seria melhor questionar a respeito da indiferença da política, ou seja, da esfera pública.

    antes de continuar, minhas humildes, por vezes superficiais e muito breves anotações sobre o tema:

    além disso, esta pequena reflexão também é interessante, a respeito da relação entre liberdade, emancipação, política e educação:

    Os homens são livres na medida em que podem atuar na vida política. E a experiência da vida em liberdade política educa, na medida em que introduz os jovens num modo de vida ao qual se atribui valor. Por outro lado, a vida pública exige também uma educação que cultive a liberdade como um bem comum. Educar para a liberdade era educar o “cidadão” e a medida da excelência – ou qualidade – da educação advinha do grau de seu impacto político (para a polis ou para a esfera pública).

    No Brasil, a concepção dominante acerca da excelência ou “qualidade” da educação é quase sempre vinculada às possibilidades de êxito nos exames vestibulares. Assim, uma “educação de qualidade” é aquela cujos efeitos representam a possibilidade de ascensão ou permanência num restrito grupo de indivíduos privilegiados econômica e socialmente. Daí porque acreditamos poder “medir” a qualidade da educação a partir de testes que verificam o domínio – ou a ausência – de informações ou “competências” necessárias ao êxito do indivíduo “na vida”, leia-se “no mercado”. Não se trata, pois, de uma formação para a liberdade na vida da polis, mas para o êxito econômico privativo do indivíduo, ou, numa versão eufemística, para seu bem-estar pessoal. Não é surpreendente, pois, que grande parte dos discursos acerca de uma “educação libertadora” passou, progressivamente, a se referir à “liberdade individual do educando”, à importância do atendimento de seus interesses e necessidades por meio da renovação dos métodos de ensino, dando um tom técnico-pedagógico ao que era um ideal ético-político.

    prof. dr. josé sérgio de carvalho, A liberdade educa ou a educação liberta?

    fonte: Caros amigos

    gabriel fernandesgabriel ‒ terça, 20 janeiro 2009, 00:49 BRST # Link |

  3. Visitante escreveu:

    muito legal nós ajuda a entender coisas q só nós ñ intenderia-mos parabéns ...♥♥♥

     

            simplismente ::

     

     

                     jocy mell

    default user iconVisitante ‒ segunda, 30 março 2009, 16:28 BRT # Link |

  4. camila_ escreveu:

    é sou nova ainda mais hj sei a importancia que os politicos tem pra população, mas eles não dam iportancia a essa importancia.. o que se deve fazer é dar uma liçao de moral e ve se adianta de alguma coisa.

    default user iconcamila_ ‒ sábado, 25 abril 2009, 17:49 BRT # Link |

  5. janete. escreveu:

    olha achei interessante este contexto sobre politica, estava com um pensamento bem vago sobre essa expressão, mas pude ler e entender e isso pra mim, so acrescentou possitivamente no meu conceito. Ah! e me ajudou demais  no trabalho  de faculdade que estou fazendo. Riso

    default user iconjanete. ‒ segunda, 26 outubro 2009, 22:22 BRST # Link |

  6. Visitante escreveu:

    • Indecisoacho muito interessante falar sobre política
    • mas fico muito idiguinada de saber que todos os políticos são corruptos isso não e bom para o brasil e nem para os eleitores 
    • porque se torna cada vez mais prejudicado

    default user iconVisitante ‒ quarta, 09 dezembro 2009, 15:32 BRST # Link |

  7. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Meu parecer pessoal sobre a Política - como professor de filosofia.

    A Política é o lugar da troca de idéias, das discusões ou debates aonde vence a melhor alternativa. Onde quantitativamente o percentual da "felicidade" seria distribuída entre o maior número de pessoas.

    A Política é uma das três práticas da Filosofia (além da Estética e da Ética), desde a Grécia antiga. Para Platão o primeiro é o lugar do JUSTO em si, o segundo do BELO em si e o terceiro do BOM em si.

    É o lugar onde alguém se desprenderia do seu egoismo de apenas cuidar de si mesmo para olhar pelos problemas sociais, de sua comunidade, de sua nação. É uma atividade nobre se formos trazermos ao que restaria de ideal!

    Infelizmente há muitas imperfeiçoes nas práticas cotidianas da carreira política que, na verdade, mostra o quanto nós todos ainda somos imperfeitos.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ quarta, 09 dezembro 2009, 21:20 BRST # Link |

  8. vitor. escreveu:

    Vitor Passareli

    vitor.passareli@usp.br

     

    Minha tese

     Olha não é que as pessoas não gostem de politica mas não gostão dos políticos pois:

         1° Cada pessoa tem um interesse diferente e, os políticos defendem em prioridade os maiores defeitos sejam eles de estrutura, social, econômico entre outros.

         2° Pra mim todo esse desgosto é histórico por exemplo: antigamente ,na época dos nossos avós, digamos que acontasseçe um fato politico de corrupção que envolvesse vários políticos e afetasse varias famílias.

    então haveria uma conversa de adultos generalizada como uma reunião de grupo onde se levaria crienças.

    essas cranças ouviriam e assimilariam as oponiões dos adultos a sua volta que é o que faz essa opinião ser tão generalizada e ser passada de geração a geraçao pois convenhamos nos só ACHAMOS que eles são corruptos caso contrario teríamos provas e lutaríamos pelo direito de uma politica melhor.

         3° São muitas as queixas de que o governo cobra impostos muito altos a serem de primeiro mundo como a França e Alemanha. Mas temmão de obra de terceiro eu olhei a carga tributaria do país e acho que vale muito apena dar uma olhada. Da para ver muita coisa errada.

    Também ajuda se olharmos para uma reportagem da revista Veja

    aqui esta o linque:

       http://veja.abril.com.br/noticia/economia/empresarios-tambem-choram-muitas-vezes-lagrimas-de-crocodilo

    bom essa foi minha tese espero que tenha sido útil.

    default user iconvitor. ‒ segunda, 23 maio 2011, 11:56 BRT # Link |

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