Stoa :: Sidney :: Blog :: Assaltos na USP (no Campus e no entono)

abril 03, 2009

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Postado por Sidney

Como muitos sabem ou deveriam saber muitos uspianos foram agredidos e roubados, alguns já foram até feridos a facadas nas saídas de pedestres da USP (Vila Indiana e São Remo). Esse caso se estende desde o ano passado e nada foi feito até agora, por um lado a guarda se defende dizendo que não pode fazer nada, pois os assaltos ocorrem fora do Campus (100m depois do portão) e que não estão preparados para enfrentar esse tipo de ocorrência. Por outro lado a Policia Militar nem dá atenção, fazem alguma ronda esporádica quando tem alguma ocorrência e depois desaparece.

A Reitoria já tem até um plano que foi discutido por uma Comissão de Segurança no Campus, mas nada foi colocado em pratica porque a Senhora Reitora ainda não assinou nada, sendo que mês passado o plano completou um ano (sem a ratificação da Reitora!).

Tenho a certeza que vocês estão cientes dos assaltos ao Prédio da ECA e da Veterinária no fim de março (semana passada), bem como os freqüentes assaltos ao HU, o que demonstra que a violência não está restrita ao lado de fora dos muros da USP.

Quem utiliza as saídas de pedestres da USP, principalmente a da São Remo e do HU, e mais a da Vila Indiana tem sido vítima de freqüentes assaltos e agressões por criminosos que estão "fazendo a festa" nesses locais graças à insegurança e abandono por parte do poder público. Esse problema afeta diretamente á comunidade da USP porque muitos estudantes, professores e funcionários moram nos bairros do entorno da Universidade, na maioria das vezes pessoas que vem de longe e tentam morar próximo do local de estudo e trabalho e não porque são ricos (a maioria mora de aluguel ou em repúblicas).

Bem, gostaria de deixar o meu relato, já que também entrei para as estatísticas de vítimas de assaltos violentos que tem se abatido contra alunos da USP:

Na segunda-feira, dia 30 de março de 2009, eu voltava da Geociências, por volta das 22:30hs da noite, pois estava cansado e com fome. Ao cruzar o portão de pedestres da Vila Indiana, dei boa noite ao guarda que fica no portão e também para os dois seguranças universitários de moto que estavam junto dele. Desci a rua e depois a escadinha para chegar à Rua Corinto, e segui por ela, passando pelo encontro com a Rua Iquiririm e segui em frente, pois vou até o final dela onde desço para a Rua Margarita de Proença.

Porém nesse dia, quase na esquina da Rua Conceição Russomano, vi que vinha em minha direção, do lado esquerdo da calçada (para mim) uma moça de mochila nas costas e logo atrás (1,5m) dois rapazes que vinham pelo meio fio.

Eu subi na calçada do lado direito da rua, que é bem escura, pois tem pouca iluminação e muitas árvores que encobrem as calçadas. Ao passar pela moça e ficar ao lado dos dois rapazes, um deles atravessou a rua em minha direção já dizendo para que eu ficasse quieto que eles iriam levar minha mochila.

Nisso me dei conta que eram os famosos assaltantes que vivem roubando os alunos que saem da faculdade naquele horário (e em outros também, sempre na hora de mais movimento de saída dos estudantes), mas nem deu para tomar ciência da situação e ele já estava jogando o corpo em cima de mim, me atirando contra o muro do prédio em cima da moita de espinhos.

No mesmo momento que ele me imobilizou contra o muro o outro chegou e já foi batendo em meu corpo e me revistando, tentando achar celular na cintura. Eu tentei endireitar o corpo pra sair dos espinhos e aí o sujeito que me revistava me deu um soco, primeiro do lado do rosto e depois por infelicidade minha um direto na boca, porque eu me virei para olhar para ele. Nisso o golpe me arrancou um dente, e traumatizou outros cinco, deixando-os fora do lugar.

Só então eu empurrei os dois agressores, que se afastaram, e por muita sorte apareceu o segurança de moto (que faz a ronda pela rua e não deixa ninguém dormir com aquela sirene), nisso eu comecei a pedir ajuda para ele e dizer para ele chamar a polícia, então os dois ladrões saíram correndo entrando possivelmente no terreno baldio que está sempre cheio de mato e a Prefeitura (a do Kassab) nunca consegue deixar limpo.

O segurança estranhamente (já que ele não estava armado) tentou seguir os ladrões, mas eles haviam sumido (ou no terreno baldio que dá acesso a rua debaixo ou na entrada que o PCO gentilmente limpou e deixou aberto para os ladrões se esconderem junto ao muro da USP). Ele me acompanhou então até o portão de pedestres, já que ele não tinha como ligar pra polícia, me deixou no pé da escadinha e continuou sua ronda barulhenta (aquela sirene deve ser para dizer para os ladrões se apressarem porque ele ta chegando...).

Ao chegar ao portão com a boca sangrando e os dentes deslocados, eu encontrei o segurança e os dois patrulheiros da guarda universitária, e solicitei que eles chamassem a polícia, o que eles disseram de forma espantosa que não tinham condições de fazê-lo!!!

Aí chegou outros estudantes que também estavam indo para casa e pararam para saber o que estava acontecendo. Um deles pegou o celular e ligou para a polícia e me ele para que eu explicasse o que estava acontecendo (boca cheia de sangue e dentes quebrados) então pedi que o guarda fizesse a descrição do ocorrido, pois eu já tinha relatado a ele com muito sacrifício porque precisava chamar a polícia.

Ele me disse que eu é que deveria explicar então eu peguei o telefone e comecei a falar com a atendente, mas como ela insistentemente reclamava de não estar me entendendo (boca cheia de sangue e dentes quebrados) e ainda dizia que não sabia onde ficava a Rua Corinto (P...ra! não tem um computador na frente dela? ou então usa o Google, ou melhor ainda liga pra 51º DP e pro batalhão da PM ao lado, que por coincidência ficam na rua Barroso Neto que termina (uns 200m) na rua Corinto).

Nervoso, com o ocorrido e com as pessoas a minha volta que só queriam saber se tinham levado alguma coisa, como se isso tivesse importância (boca cheia de sangue e dentes quebrados), eu dei o celular pro guarda, e apesar de tudo não pronunciei nenhum palavrão, resolvi me encaminhar para um atendimento médico, ou seja, parti a pé e sozinho em direção ao HU, já em frente da Odonto o guarda me alcançou e me deu carona ao hospital e me ajudou a achar o PS (pronto socorro, oras), onde fiquei por quase 15min para ser atendido por uma estudante-médica-residente-de-plantão ou algo assim, que ficou examinando meus batimentos e minha respiração (peraí, e a boca-cheia-de-sangue-e-dentes-quebrados?), até chamar o Professor ou Médico para me dizer que não tinham um profissional buco-maxilar (ou coisa parecida) para me tratar e que eu deveria procurar um outro pronto socorro, o da Lapa talvez (boca cheia de sangue e dentes quebrados, assaltado e violentamente agredido, e a pé).

Fui à portaria do HU pedir para ligar para a guarda universitária para ver se eles podiam me ajudar, mas ouvi do supervisor da guarda que as viaturas da USP só atendem dentro do Campus e não tem autorização de sair a não ser se fosse para me levar até a delegacia (isso que eu estava já pelas onze e tantas sem atendimento médico) resolvi aceitar a generosa oferta dele e pedi que a viatura viesse me buscar.

Ao entrar no carro o guarda queria me conduzir para a delegacia do Jaguaré, mas eu protestei (com a boca ainda cheia de sangue e com os dentes quebrados), pois o assalto foi na Vila Indiana e eu queria ir para a delegacia da Vila Indiana! Ao entrar na viatura eu percebi que eu estava em melhores condições de ter enfrentado os bandidos do que a Guarda Universitária.

Ao chegar à delegacia (ou 51ºDP) a primeira coisa que eu ouvi foi: “os caras da guardas já sabem que não podem trazer aluno para cá, ocorrências na USP deve ser levada pro Jaguaré”. Depois de esclarecer que o guarda só estava me dado uma gentil carona até ali, mas que o assalto foi fora da USP, o investigador de plantão me falou que como eles estavam com ocorrência que eu teria que aguardar umas 3 horas para ser atendido (ué, e o que me aconteceu não era ocorrência?).

Como eu ainda estava bebendo do meu próprio sangue e com os dentes quebrados, perguntei se tinha problema deixar o B.O. para depois de eu ir para o médico, ele disse que eu deveria trazer um relatório do medico que me atendesse para fazer o B.O. no dia seguinte. Depois de andar alguns quilômetros a pé da delegacia até minha casa eu liguei para um amigo que me levou de carro até o Hospital das Clínicas, onde por volta da 01h00min da manhã eu fui finalmente atendido por duas médicas (cirurgiãs-dentistas) residentes que foram muito atenciosas e as primeiras pessoas a me prestar auxílio (além do meu amigo, que já tava na casa dele indo dormir) naquela terrível noite.

Na quarta-feira, voltei ao HC ás 02h00min da tarde para fazer o retorno, e perdi mais dois dentes que não puderam ser restaurados pela contenção feita na segunda no PS. Voltei e fui na 51ºDP com o relatório feito por um policial civil que fica no PS do HC para atender esses casos, e fiquei das 04h30min da tarde até por volta das 18h30min quando o escrivão me informou que havia caído o sistema (raios de incompetentes da PRODESP que disseram que consertavam em meia hora) e fiquei até as oito quando a delegada de plantão me disse que eu poderia ir pra casa que eles me avisavam, pois não havia previsão da volta do sistema. De novo no dia seguinte retornei a delegacia e fui recebido com a pergunta: pra você quer o B.O., expliquei então que havia sido vitima de assalto na saída da USP e ele me disse pra aguardar que já havia outro rapaz para fazer BO, pois havia sido assaltado na quarta á noite. Após umas 3 horas de espera (e olha que não tinha ocorrência!) eu finalmente consegui aquele papel que agora olhando para ele vejo que não me servirá pra nada, pois se quando eu estava com a boca cheia de sangue e os dentes quebrados ninguém me deu assistência, agora que eu estava ferrado mesmo!

PS: Os dois ladrões que me atacaram eram: um magro, de pele clara, 1,70m, cabeça pequena redonda e cabelos crespos bem curtos, usava camiseta branca e calça jeans; o outro era mais forte e mais alto, de pele escura e usava camiseta verde e boné, o que mais a escuridão da rua não permitiu ver seu rosto, pois quando eu fui olhar para ele foi quando ele me acertou na boca e quebrou meus dentes. Os dois têm boa aparência, quer dizer que você não fugiria assustado ao cruzar com eles na rua, pelo contrário acabaria achando que até eram alunos vindo do Campus. Quanto à moça eu quero acreditar que não era cúmplice (apenas foi omissa em fugir em disparada quando os meliantes me abordaram), mas que teve um dia de sorte por eu ter aparecido para salvá-la, pois acredito que os ladrões estavam esperando a melhor hora para se jogar em cima dela e fazer só Deus sabe o que.

Quanto ao rapaz da FAU que encontrei na delegacia, teve outra história, ele foi abordado no pé da escadinha (quem foi o maldito que fez aqueles degraus tortos?) por dois caras de bicicleta que cercou ele e já de arma em punho (sim, arma de fogo, revolver, berro, tresoitão) e foram solicitando que entregasse tudo. Foi aí que o pobre estudante cometeu um erro grave, que muitos já tinham feito antes (sim os assaltos no portão de pedestres da Vila Indiana é super freqüente), de pedir pros manos o deixarem ficar com o trabalho (maço de papel sem nenhum valor comercial) dele. A resposta veio em diversos golpes no peito e coronhadas na cabeça dele, até que ele caísse e os ladrões pudessem arrancar sua mochila e relógio sem ouvir um piu.

A despeito do ocorrido, acredito que sejam grupos de criminosos distintos, por causa do modus operandi, mas em comum tem o fato de agirem com extrema violência, pra roubar mochilas com livros da biblioteca (será que nesse caso tem desconto na multa por atraso?) trabalhos de aulas ou até teses e dissertações, e quando eles têm sorte algum dinheiro e celulares que o incauto traz consigo. Ou seja, eles roubam mais pela diversão de espancar alunos e estuprar alunas do que pelo lucro (esse eles conseguem com a venda de drogas nas festas da USP).

Palavras-chave: agressão, Assalto, segurança

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Comentários

  1. Carla Wanessa escreveu:

    Sidnei,estou chocada, indignada, revoltada e sem palavras para expressar o resto do que sinto...sempre uso o portão da Vila Indiana e não sabia da frequencia desses assaltos, vc está fazendo mais um favor, além do de salvar a garota que andava com vc na rua..estou tb perplexa pela burocracia enfrentada por vc e por todo este sistema de bosta que está sempre favorecendo quem não deve e de mãos atadas para fazer o que deve...na saúde o médico não pode fazer nada, na delegacia o delegado não pode fazer nada, na USP nínguem pode fazer nada...e assim seguimos a vida, nos perguntando quem é que pode fazer alguma coisa?? Estimas melhoras..

    Carla WanessaCarla Wanessa ‒ sexta, 03 abril 2009, 21:44 BRT # Link |

  2. Ewout ter Haar escreveu:

    Nossa, que relato impressionante. Assustador para quem mora ao lado.

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ sexta, 03 abril 2009, 21:49 BRT # Link |

  3. Fabiana Rodrigues Arantes escreveu:

    O pior é que faz muito tempo que acontece esse assaltos. Há três anos atrás eu morava perto da outra saída de pedestre (que fica a direita da saída da vila indiana) e era comum ter assaltos por lá, assim como na corifeu, perto do P3.

    Os guardinhas que ficam na portaria não tomam nenhuma providência mesmo, e a polícia acho que não está nem aí. É um descaso que infelizmente parece que vai durar alguns anos ainda.

    Fabiana Rodrigues ArantesFabiana Rodrigues Arantes ‒ sexta, 03 abril 2009, 23:46 BRT # Link |

  4. Arthur Mitio Nagae escreveu:

    Quanto a esses dois sujeitos de bicicleta e portando arma de fogo, tive que logar para relatar: Fui assaltado por esses dois, sem dúvida alguma.

    Foi na Ponte Cidade Universitária, a caminho da estação de trem. Me cercaram com as bicicletas no canto que dá para a pista, eu resisti. Foi então que sacaram a dita cuja e fiquei pasmo. Me deram uma coronhada na cabeça, e a todo momento exigindo que eu passasse tudo o que eu tinha. Por fim fiquei sem meu celular e humilhado.

    Me digo com sorte agora que li seu relato. Não perdi minha mochila, nem a carteira ou tênis. Não sofri nada de mais no incidente. Mas imagino o que poderia ter acontecido... Estava pronto para reagir e correr para a estação até o momento em que apontaram a arma.

    Liguei para a polícia da estação, disseram que enviariam uma viatura imediatamente para verificar a região seguindo a descrição que dei, mas duvido um pouco que sequer tenha passado uma ronda na meia hora seguinte.

    Isso aconteceu no final do ano passado, lá pra Novembro. Estava perto das 21h e até havia movimentação sobre a ponte, mas não culpo aqueles que observaram de longe minha aflição.

    Os dois seguiram em direção oposta, pela avenida paralela à Cid Universitária (alvarenga? não sei bem..). Não cheguei a fazer BO no dia, fui à delegacia no dia seguinte e me deparei com o mesmo aviso que você: Pelo menos 3 horas de espera para falar mal do policiamento da região. Entendi a mensagem do delegado e sai ainda puto da vida com toda essa história.

    O celular foi bloqueado, tive uns transtornos depois disso mas a Vivo aparentemente já sabe lidar com isso suficientemente bem para por uma gravação automatizadora ao invés de uma atendente.

    Arthur Mitio NagaeArthur Mitio Nagae ‒ sábado, 04 abril 2009, 02:02 BRT # Link |

  5. Tom escreveu:

    Sidney,

    eu sinto muito pelo ocorrido. Realmente, seu relato é assustador e meu deixou preocupado, pois já saí várias vezes no passado por essas portarias e tenho conhecidos que saem por ela. Já divulguei para todos meus contatos que pude atingir.

    Arthur,

    o Naji tem um relato sobre a ponte da cidade universitária

    Poderia dizer mais ou menos a data do ocorrido?

    Mais um ponto estratégico dos bandido é a rotatória da prefeitura, vejam

    Para quem não leu, publiquei também sobre o recente furto na ECA, estimulado por esse post aqui

    Um texto antigo (há quase 2 anos!) que criei sobre a segurança no campus Butantã:

    Espero que nada de ruim volte a acontecer a vocês.

    Talvez vão começar a se preocupar mais com os problemas da segurança com o conhecido de algum figurão ou o próprio figurão perderem suas vidas.

     

    default user iconTom ‒ sábado, 04 abril 2009, 09:51 BRT # Link |

  6. Thiago escreveu:

    Aqui no interior tá tudo tranquilão... Só o CAASO mesmo fazendo festa, mas isso não machuca ninguém (muito).

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ sábado, 04 abril 2009, 11:36 BRT # Link |

  7. Caroline Vigo Cogueto escreveu:

    Que ódio, que raiva. Que sentimento de impotência. 

     O pior é que não foi nem a primeira e nem a décima vez que assaltaram pessoas NO MESMO LUGAR. Faz um ano (no mínimo) que esses caras assaltam estudantes por aqui (é, eu também dependo dessa portaria da Vila Indiana...) e NINGUÉM FAZ NADA!!! POLÍCIA INCOMPETENTE, GUARDA INCOMPETENTE. Se eu fosse bandido espalharia pra todos meus amigos bandidos que quando eles precisarem de dez contos é só ir ali na portaria da USP e roubar um aluno. "Sussa".

    Às vezes penso que não tem mais jeito, é melhor desistir e largar esse país pra trás. Como querem que tenhamos algum sentimento de estima por esse lugar? Que tem amor por um país onde o que vale é a lei da selva? Onde A POLÍCIA NÃO PODE FAZER NADA em relação a um assalto com uma agresão?

     

    Caroline Vigo CoguetoCaroline Vigo Cogueto ‒ sábado, 04 abril 2009, 14:41 BRT # Link |

  8. Tom escreveu:

    Caros,

    estão discutindo sobre o assunto numa comunidade do orkut, Importante: assaltos na saída da V. Indiana e..., e surgiram idéias interessantes, como escrever um texto relatando esses problemas da segurança na cidade universitária e criarmos baners para colocarmos nesses pontos estratégicos dos bandidos.

    Também já entrei em contato via Twitter com a editora da Folha Ana Estela e ela vai me colocar em contato com o editor da seção Cotidiano, do mesmo jornal.

    Depois coloco mais notícias aqui de nossas ações. Não podemos esperar os outros agirem para tentarmos melhorar esse quadro.

    default user iconTom ‒ sábado, 04 abril 2009, 23:58 BRT # Link |

  9. Fabiana Rodrigues Arantes escreveu:

    Acho que além da folha, esses jornais da televisão da região de são paulo (sptv e etc) também poderiam se interessar. Seria interessante se a imprensa fosse perturbar a paz da delegacia que atende a região da usp ou a prefeitura da cidade universitária. Já que apelo de aluno é a mesma coisa que nada, pelo jeito.

    O foda é que quem tem poder na usp só anda de carro e não sabe o que é a usp pra quem anda a pé, bicicleta, ou é cadeirante.

    Fabiana Rodrigues ArantesFabiana Rodrigues Arantes ‒ domingo, 05 abril 2009, 00:57 BRT # Link |

  10. Lego escreveu:

    O pior da história nem é o assalto, mas a falta de assistência.

    LegoLego ‒ segunda, 06 abril 2009, 08:33 BRT # Link |

  11. Ivan Prates escreveu:

    Oi Sidney!

    Me chamo Ivan, do IB. Cruzei com você minutos após ser assaltado, quando você falava com o pessoal da guarda, e li seu relato no stoa. Sou amigo de uma jornalista do Estado de São Paulo, a Tatiana Fávaro; falei com ela e ela está providenciando uma matéria. Seria muito bom se você desse um depoimento, você aceita? Me mande seu e-mail que assim que tiver uma posição dela os coloco em contato. O meu é ivan.prates@usp.br. Se houver qualquer outra pessoa que tenha sido assaltada nas saídas de pedestres da USP, me escreva também! Quem sabe divulgando a situação na mídia não conseguimos mobilizar a polícia e tudo mais?

    Abraços!

    default user iconIvan Prates ‒ segunda, 06 abril 2009, 09:59 BRT # Link |

  12. Cláudio B. Jr. escreveu:

    E o melhor é o seguinte: no mesmo dia 30 que o colega foi assaltado, quando eu sai pela Vila Indiana, o guarda falou "toma cuidado que subiu um rapaz ai dizendo que foi assaltado, mas não sabemos exatamente onde".

    Ai pensei "legal, vou poder utilizar as artes marciais que aprendi vendo Karete-kid". Afinal, ser notificado que provavelmente você irá se ferrar é melhor que se ferrar na surpresa.

    Cláudio Bernardino JuniorCláudio B. Jr. ‒ segunda, 06 abril 2009, 10:17 BRT # Link |

  13. Tom escreveu:

    Criei a página http://wiki.stoa.usp.br/seguranca para mais tarde colecionamos informações úteis e de fácil acesso para a comunidade USP.

    Na discussão do orkut também indicaram um site interessante para mapear crimes no Brasil:  http://wikicrimes.org

    Pretendo mais tarde criar um tópico aqui nessa comunidade relatando as boas idéais que saíram dessas discussão e sobre como podemos ajudar.

    Também já criei um ticket para darmos destaque, em algum lugar do Stoa,  informações sobre um assunto importante como esse: https://cepadev.if.usp.br/trac/stoa/ticket/373

    Também avisei o Milton Jung via Twitter pedindo ajuda (aqui e aqui).

     

     

    default user iconTom ‒ segunda, 06 abril 2009, 10:55 BRT # Link |

  14. Sidney escreveu:

    Eu tentei mandar e-mail para o Portal do Governo de São Paulo, para a SSP-SP e para a Ouvidoria da PM, todos os jornais (SPTV, Record, Bandeirantes, Metro,....) inclusive o Jornal da USP e desse principalmente não tive nem resposta automática como dos outros (quando responderam).
    Também mandei e-mail pro Ministério Público, que tem o papel de nos defender da omissão do Poder Público e não tive resposta nenhuma, e nem mesmo da OAB-SP, talvez por não ser criminoso não tenha direitos humanos, vai saber...

    SidneySidney ‒ segunda, 06 abril 2009, 17:54 BRT # Link |

  15. Sidney escreveu:

    Só complementando, eu acho que a melhor idéia é a do TOM, de criar cartazes e colar nas saídas de pedestres (Vila Indiana, HU-São Remo, Alvarenga-Praça Panamericana, e mesmo nos portões principais). Nos EUA quando o Estado não atua, são os proprios cidadões que tomam as atitudes (e depois cobram incisivamente do Estado), como por exemplo colocar retratos falados ou descrição dos criminosos em postes pelo bairro, andar em grupos nos horários de maior perigo, e principalmente ser cidadão no momento em que veem alguem em apuros (e não se omitir como aqui), ajudando, não colocando-se em perigo mas acionando as autoridades.

    SidneySidney ‒ segunda, 06 abril 2009, 18:06 BRT # Link |

  16. Matheus Cafalchio de Oliveira escreveu:

    Eu fui assaltado por um cara que parecia aluno, estava de mochila e me mostrou o revolver. Foi na curvinha escura da rua, bem depois daquele terreno baldio.

     

    Agora só saio quando tem mais gente saindo

     

    default user iconMatheus Cafalchio de Oliveira ‒ segunda, 06 abril 2009, 22:59 BRT # Link |

  17. Tom escreveu:

    Caro Sidney,

    como gostou da idéia, fiz um cartaz:

     http://stoa.usp.br/usp/weblog/47068.html

    Agora é só imprimirmos num formato adequado e espalharmos. Mas antes seria bom colocarmos informações úteis na página wiki que deixei indicada.

    default user iconTom ‒ terça, 07 abril 2009, 00:29 BRT # Link |

  18. Bruno Cossermelli Vellutini escreveu:

    Também fui assaltado na frente da saída de pedestres da ponte cid. universitária por 3 moleques em bicicletas. Eu estava de bicicleta e me abordaram quando subia para a passarela. Eles fugiram pela Alvarenga, o guardinha da portaria não tinha pilha no rádio (e nem mexeu um músculo para ajudar), fui direto para a P1 e também alegaram não poder fazer nada, nem ligar para a polícia, já que tem uma delegacia ali do lado.

    Pra variar a polícia não encontrou nenhum suspeito na hora e meus documentos foram encontrados numa travessa da Corifeu no dia seguinte por uma mulher.

    É indignante saber que a USP e a polícia não tomam providência alguma para dar um pouco mais de segurança...

    Bruno Cossermelli VellutiniBruno Cossermelli Vellutini ‒ terça, 07 abril 2009, 01:14 BRT # Link |

  19. Ana escreveu:

    Gente, que horror hein?

    Sugiro contatar a Ouvidoria da USP, é só através de e-mail: ouvidoria@usp.br, eles retornam com alguma justificativa até 3 dias úteis.

    default user iconAna ‒ terça, 07 abril 2009, 11:18 BRT # Link |

  20. Henrique Guetti escreveu:

    A Guarda Universitária não conseguiria cuidar nem dos cachorros que andam pela universidade, quem diria cuidar de carros e de pessoas. Até mesmo para olhar carros eles tem dificuldades e os roubos aumentam.. Vejam bem... CARROS.. PARADOS... nos estacionamentos das unidades!! Onde existem guaritas. NUNCA eles teriam capacidade para oferecer segurança aos pedestres do campus!

    Henrique GuettiHenrique Guetti ‒ terça, 07 abril 2009, 13:03 BRT # Link |

  21. yuna escreveu:

    Sidney

    Fiquei realmente assustada com seu relato, apavorada com a falta de assistência, em pânico por não ter para onde correr.

    Sou funcionária da Prefeitura, que agora se chama Coordenadoria, e tenho acompanhado o problema da segurança no campus. A guarda universitária não tem poder de polícia e por isso tem ação limitada realmente, a Polícia Militar não quer entrar  no campus/ nem em volta conforme todos esses relatos, a Reitoria ainda não respondeu/se manifestou sobre a solicitação do Conselho do Campus referente a segurança no campus, ressaltanto a necessidade da PM na USP (encaminhada e aprovada por todos os dirigentes das unidades/ conselheiros).

    Entendo que o que acontece aqui é reflexo do que está acontecendo em São Paulo, mas acredito fortemente, que ações locais e iniciativa da população são de extrema importância para promover mudanças.

    Ou seja, temos que fazer barulho, muito barulho!

    Da minha parte, quero colaborar com a divulgação dessas iniciativas como tem feito a Ana que já me mandou e-mail, o Sidney com seu relato impressionante, o tom com o wiki e o cartaz, etc, etc. E como cidadã e funcionária da Coordenadoria vou encaminhar esses relatos para conhecimento dos gestores/administração/coordenador da "CCSP", não sei ainda se a sigla será esta mesmo.

    Yuna Ribeiroyuna ‒ terça, 07 abril 2009, 13:55 BRT # Link |

  22. Luciana Delfini de Campos escreveu:

    Indignada  e a espera de um posicionamento das "autoridades". ja estudei na usp e hoje sou funcionaria, o trajeto do ocorrido foi o mesmo que fiz por anos e agora mudei para o do P3/veterinaria. venho aos finais de semana pasear com minha cachorra e ja presenciei  cenas como esta e outras piores, como de estupro. o que posso dizer é que é de acabar  com a alma da gente pq  a descrição do sidney  no tratamento pos assalta é esta mesma, um descaso ou pouco caso, por assim dizer.

     

    Luciana Delfini de CamposLuciana Delfini de Campos ‒ terça, 07 abril 2009, 14:26 BRT # Link |

  23. O.o°•·•Wägñ뮕·•°o.O escreveu:

    De qualquer forma a PCO - Prefeitura do Campus da USP disponibiliza na internet a página referente a Segurança no Campus, onde tem um formulário para denuncias. Se isto existe, não sabemos o efeito? Porém, vamos utilizar, fica então divulgado o link:

    http://www.usp.br/pco/?p=36&f=50

     

    O.o°•·•Wägñ뮕·•°o.OO.o°•·•Wägñ뮕·•°o.O ‒ terça, 07 abril 2009, 15:25 BRT # Link |

  24. O.o°•·•Wägñ뮕·•°o.O escreveu:

    Bemsomente quem esteve na mira de um revolver apontado para o rosto sabe qual é a sensação de que de repente toda uma vida construída em família, com amigos, nos estudos, no trabalho, etc... poderia estar sendo ceifada violentamente de um instante para o outro, onde tudo estaria sendo perdido futilmente graças a presença repentina de um imbecil deficiente moral a procura de “migalhas” para sustentar sua fome de vícios em alucinógenos e outras extravagâncias deprimentes ... só quem esteve frente a frente com estes tipos de monstros travestidos de humanos poderia imaginar com maior sensíbilidade os momentos de verdadeiro horror  que o Sidney passou.

    Infelizmente por questões históricas acontecidas no passado de repressão militar envolvendo professores e estudantes da USP, algumas pessoas defendem que a Policia Militar não deve fazer rondas ostensivas dentro do Campus da USP e provavelmente também nas proximidades dos portões, pois estes seriam "invasores" num território que esquecem ser de domínio público e propriedade do Governo do Estado de São Paulo.
    Algumas dessas mesmas pessoas também poderão ser as próximas vitimas destes mesmos marginais, porém, devem achar que é preferível sermos protegidos por outras formas de segurança, ou seja, pela Guarda Universitária, que são VIGILANTES que deveriam zelar pelo patrimônio público e prestar apoio a Policia Militar agindo em conjunto dentro do Campus se caso houvesse necessidade para tanto, daí, podemos perceber que somos apenas "vigiados", longe...muito longe de sermos protegidos numa situação de perigo real de marginais agindo violentamente contra as nossas vidas.A comunidade USP deve unir-se e exigir a presença permanente da POLICIA MILITAR dentro do Campus da USP, se esses policiais podem patrulhar as saídas de colégios cuidando da integridade de crianças e adolescentes, porque não aqui na maior Universidade pública do Brasil??? Quem irá abordar suspeitos evitando situações reais de práticas de violência???  Quem irá intimidar e confrontar com rigor marginais enlouquecidos por drogas que rondam as principais saídas do Campus???? Nossos vigias??? A realidade é nua e crua:Estamos a mercê da própria sorte, e aquele que tiver maior entrosamento com o seu anjo guardião estará um pouco mais seguro para poder voltar COM VIDA para casa.

    O.o°•·•Wägñ뮕·•°o.OO.o°•·•Wägñ뮕·•°o.O ‒ terça, 07 abril 2009, 15:26 BRT # Link |

  25. Francisco M Neto escreveu:

    Para ser bem honesto não sei por quê a surpresa.

    Violência urbana não é exclusividade de ninguém, e ninguém está completamente a salvo dela. Qualquer pessoa em qualquer lugar está sujeita a passar por isso. O que podemos fazer é nos precaver o melhor possível, o que na maioria das vezes significa NÃO DAR BOBEIRA.

    A verdade é que o que realmente me surpreende é que os índices de violência não sejam maiores aqui dentro. Afinal de contas, se a polícia entrar no campus logo os esquerdofrênicos estarão berrando em nossos ouvidos: REPRESSÃO, FORA A PM DO CAMPUS e se duvidar ainda fazem uma greve e invadem a reitoria. E a reitora (uma tremenda duma bunda mole que não tem coragem de botar esses palhaços pra correr) vai enrolar pra resolver a situação (assim como está enrolando com o tal plano da Comissão de Segurança).

    Não é segredo pra ninguém de onde vêm a bandidagem que assola a USP. Com uma FAVELA logo ao lado, como é que não se pode esperar esse tipo de coisa?

    E não me venham me chamar de preconceituoso. Preconceituosos são aqueles que saem berrando idiotices politicamente corretas quando alguém se mete a besta de falar a verdade. Não estou dizendo que todo mundo na favela é bandido, mas que a maioria deles vem de lá não dá pra negar. Enquanto os "humanistas" da USP ficam de xilique ninguém faz nada para melhorar a condição miserável de vida a que as pessoas que moram na São Remo se submetem. E incluo nesse ninguém absolutamente todo mundo, até mesmo eu, porque afinal de contas somos nós que elegemos os canalhas que deveriam tomar providências.

    Enquanto isso, a portaria de pedestres que dá de cara pra favela nem guarita tem, porque naquele pedaço da Cidade Universitária quem manda são os traficantes da São Remo. 

    default user iconFrancisco M Neto ‒ terça, 07 abril 2009, 23:15 BRT # Link |

  26. gabriel escreveu:

    é impressionante o quanto existe de preconceito e elitismo nesta universidade!

    francisco, por que diabos que você acha que a causa dos problemas do mundo é a favela?

    só resolveremos os problemas de violência no campus quando o muro que divide a usp e a são remo for demolido

    pensamento medíocre e conservador do nível de reinaldo azevedo não contribui para o debate

    gabriel fernandesgabriel ‒ terça, 07 abril 2009, 23:38 BRT # Link |

  27. Francisco M Neto escreveu:

    Tá vendo? Não falei? Sempre tem um. É impressionante.

    Volta pra escola, grabriel. Lê o que eu escrevi. Dessa vez, lê tudo, não só as partes que você pode usar pra falar asneira.

    Eu NÃO disse que os problemas do mundo vêm da favela. Aliás, os próprios dados que foram citados pelo OP apóiam o que eu disse: o maior índice de ocorrências está nas portarias da São Remo e do HU. Se você insiste em fingir que não vê ligação nenhuma, o problema é seu.

    Mas é por causa de atitudes hipócritas feito essa que nada muda nunca.

    Não adianta querer pagar de bom moço: a bandidagem VEM da favela. Isso é um FATO. Se você puser os seus preconceitos de lado vai entender o que eu disse: para a violência acabar, as condições de vida de quem mora em lugares como a São Remo têm que melhorar. 

    Entendeu, ou quer que desenhe? 

    default user iconFrancisco M Neto ‒ quarta, 08 abril 2009, 00:43 BRT # Link |

  28. Tom escreveu:

    Caros, diante da delicada situação enfrentada recentemente pelo nosso colega, sugiro criarem posts nos seus espaços dando as explicações sociológicas para esses problemas.

    Acho melhor tentarmos focar nossos esforços em como amenizar o problema a curto prazo, ou seja, alertar para que menos vítimas sofram o que muitos sofreram.

    Se pesquisarem, verão que há muitas iniciativas dentro da favela para melhorar a condição de vida deles a longo prazo. Posso indicar algumas, caso hajam interessados (entrem em contato).

    Francisco, não acredito que as pessoas estão surpresass pela violência em si, mas pela atitude (ou falta de) tomada por quem deveria fazer alguma coisa diante do ocorrido.

    Eu já saí várias vezes por essa portaria à noite, muitas delas de madrugada. Algumas vezesme senti sendo perseguido, chegando até pensar ser paranóia minha.

    Certamente não vou mais sair sozinho à noite por essa portaria. E gostaria que vários amigos que saem por ela e meu irmão também fizessem o mesmo.

    default user iconTom ‒ quarta, 08 abril 2009, 00:57 BRT # Link |

  29. gabriel escreveu:

    francisco, volte VOCÊ para a escola e estude um conceito básico chamado de "luta de classes" e uma coisinha chamada "ideologia"

    atitudes como a sua só justificam a violência, ao naturalizar a relação entre favela e violência. Não adianta bradar violentamente seu discurso preconceituoso e reacionário: as condições de vida em espaços precários e segregados são em parte culpa da elite que frequenta a usp.

    lembre-se que este é um espaço público. É sustentado por dinheiro público. Portanto, pense duas vezes antes de vir aqui e dizer que todo favelado é bandido. Este tipo de preconceito social é crime inafiançável.

    gabriel fernandesgabriel ‒ quarta, 08 abril 2009, 01:24 BRT # Link |

  30. Francisco M Neto escreveu:

    Amenizar o problema a curto prazo requer meramente uma questão de conscientização. Não se pode dar bobeira, evitar sair sozinho e, de preferência, passar LONGE dessas portarias. Que são perto da favela. E são as que apresentam maior índice de violência.

    De talvez você esteja certo quando à fonte da "surpresa geral". Infelizmente as pessoas no Brasil não dão a importância às eleições, e quem acaba no poder são aqueles que estão lá para tirar vantagem. Dá pra contar nos dedos quem leva isso a sério e realmente procura fazer algo de útil. 

    É só ver o exemplo que existe em praticamente qualquer lugar aqui da USP. Todo mundo tão preocupado com "luta de classes" que esquece que pobres e ricos, favelados ou moradores do Morumbi, todos somos iguais. Sei lá, deve ser um conceito muito radical.

    Quanto a você, gabriel, tenho uma regrinha que serve pra vida: não discuto com acéfalos. Você obviamente se recusa a entender o que eu escrevi, e não demonstra ter a capacidade de responder ao que escrevi, regorgitando as asneiras que deve ter lido na cartilha; paciência. Quem sabe um dia você acorda e para com essa ladainha patética e pseudo-revolucionária e tenta fazer algo que preste.

    E, só pra finalizar, o preconceituoso aqui é você, que nem sequer se deu ao trabalho de analisar meus argumentos. Tudo que fez foi, como eu já disse, regurgitar o que leu na cartilha, mesmo que isso não tivesse absolutamente nada a ver com o que eu disse. E não adianta torcer o que eu disse pra tentar me fazer parecer o nazista escroto e preconceituoso que, no fundo, mora nesse seu coraçãozinho vermelho de outubro de 1916.

    default user iconFrancisco M Neto ‒ quarta, 08 abril 2009, 01:42 BRT # Link |

  31. gabriel escreveu:

    eu pensava que os estudantes da usp fossem mais inteligentes, críticos e conscientes da realidade social da cidade em que vivem

    pena que vejo que isto não é verdade

    paro, pois continuar a escrever aqui seria desrespeitoso ao autor do blogue

    PS: a raiz dos problemas sociais brasileiros está no fato de que alguns são mais iguais que os outros. Pense nisto, caro francisco. De resto, mesmo eu não sendo cristão, eu perdoo as suas ofensas, pois sei que você não sabe o que diz.

    gabriel fernandesgabriel ‒ quarta, 08 abril 2009, 01:52 BRT # Link |

  32. Paulo Rogerio Ferreira dos Santos escreveu:

    Indignar-se eh facil. Quero ver alguem tomar providencias .

    Entrei esse ano no  ligea e pelo relato do amigo se nao nos mobilizarmos esse jogo ( segurança)  ja esta perdido  . Nao proponho armas de fogo na cintura porque as deles serao maiores  mas usar nossas armas ( inteligencia ) se cada instituto ( com um individuo ) der uma ideia e ajudar num  sistema de segurança coletivo podemos minimizar esses problemas.

    Ideia inicial:  pedir à direcao do campus a criacao de uma equipe para  tabular as informaçoes para ajudar a equipe de Segurança .

    O q nao podemos eh ficar esperando sermos os proximos.

    Paulo

    Paulo Rogerio Ferreira dos SantosPaulo Rogerio Ferreira dos Santos ‒ quarta, 08 abril 2009, 12:06 BRT # Link |

  33. Francisco escreveu:

    até o presente momento, a idéia dos cartazes é a melhor: imaginem a cara das imobiliarias que alugam apartamentos no bairro ao ver os postes enfeitados. E os comerciantes? Impossivel que as pessoas continuem impassiveis depois disso, pensem bem: uma coisa é a imprensa noticiar o assalto de estudantes da USP, outra é cobrir um estardalhaço visual como este (muuuito mais chances de ocorrer)

    macassisFrancisco ‒ quarta, 08 abril 2009, 14:44 BRT # Link |

  34. Kemel Zaidan Maluf escreveu:

    A coisa anda feia mesmo, hoje tentaram me assaltar praticamente na parta de casa. Isso porque moro a uns 20 metros de um portão de pedestres próximo ao da Vila Indiana (a portaria do mercadinho... nem todo mundo sabe onde fica) na Rua Francisco dos Santos. De uns meses para cá, os assaltos tem sido quase que diários.

     Hoje tomei uma coronhada na boca e só não levaram as minhas coisas porque a rua estava cheia de testemunhas e um senhor ameaçou chamar a polícia. Realmente é preciso fazer alguma coisa, pois do jeito que está não pode ficar.

    Apesar de saber que não surte muito efeito, peço para todos que foram atacados fazerem B.O.s, pois só assim ele podem mapear a área e verem que essa região está sendo muito visada.

    Kemel Zaidan MalufKemel Zaidan Maluf ‒ quinta, 09 abril 2009, 01:20 BRT # Link |

  35. Marcelo Pereira escreveu:

    Pessoas, estou fazendo um mapa dessas saídas onde ocorrem esses assaltos.

    Por não frequentar, portanto não conhecer, essas saídas estou precisando de alguns dados : nome das ruas que tem ligação com essas e se possivel (algo que é praticamente impossível e é compreensível) as coordenadas de GPS (UTM ou Lat/Long). As google earth servem, mas como eu não sei onde ficam essas saídas, então não consigo coleta-las

    Na verdade eu gostaria de mapear por B.O's, mas não sei como ter acesso todos eles. Os caras da delegacia provavelmente nem vão querer olhar para minha cara. 

    Quem tiver essas informações me manda uma mensagem aqui pelo Stoa.

    Abs

    Marcelo PereiraMarcelo Pereira ‒ quinta, 09 abril 2009, 09:59 BRT # Link |

  36. Antonio Candido escreveu:

    Já que é para registrar os casos. Minha esposa já foi quase assaltada por motoqueiro na rua próxima a saída de pedestres próxima do arquivo da USP (entre ICB e portão 3). A prática é pegar a bolsa e sair em disparada, muitas vezes derrubando e agredindo a vítima. A região da Corifeu e da Eiras Garcia são particularmente visadas para este crime.

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ quinta, 09 abril 2009, 10:03 BRT # Link |

  37. Thyago Fressatti Mangueira escreveu:

    Bom, fui assaltado mês passado (em março) quase em frente a portaria do HU, na rua Pangaré. Me levaram dois celulares e meu relógio, mas o pior é que também fui agredido. Levei dois murros e fui derrubado no chão... não foi grave ao ponto de precisar ir ao hospital, mas foi um grande susto (e depois de duas semanas minha boca ainda doia e meu ombro ficou roxo por um bom tempo). Graças a Deus não levaram minha mochila com o meu pen drive e consequentemente minha dissertação (seriam umas duas semanas de trabalho perdido, pois faço backup de uma a duas vezes por mês).

    O que mais me assustou no relato acima é que a descrecição desta quadrilha de assaltantes possui características muito semelhantes do meu relato ao delegado da Jaguaré, enquanto fazia meu BO... pela maneira agressiva como agem... e eu consegui ver os rostos, os dois tinham olhos castanhos entre 1,70m e 1,80m, cabelo crespo curto em baixo e mais alto em cima, e os dois eram negros, um bem claro e o outro mais escuro, mas não chegava a ser preta a pele... meio marrom... sei lá. Fico muito triste e assustado em saber que não fui o único aluno vítima destes bandidos. 

    Thyago Fressatti MangueiraThyago Fressatti Mangueira ‒ quinta, 09 abril 2009, 10:28 BRT # Link |

  38. Tom escreveu:

    Eu aqui preocupado com a segurança do meu irmão e amigos que passam por essas saídas perigosas para os pedestres e ontem meu pai sofre um sequestro relâmpago perto de casa, por 3 caras armados. Como se a gente tivesse muito dinheiro. Como se meu pai não ralasse todos os dias (inclusive fim de semana) para pagar as contas do carro, inclusive as parcelas do carro popular (obviamente, mesmo que tivesse dinheiro, isso não deveria ocorrer com ninguém).

    É realmente doloroso saber que vivemos numa planeta com gente assim, sem respeito algum por qualquer pessoa e estamos tão vulneráveis a essas situações.

    Fora o susto do meu pai, um senhor de idade já. Com o medo de ser morto, pois já tinha dado todas senhas e os caras queriam que ele continuasse no carro, se jogou do carro quando reduziram a velocidade. Ele está bem agora, apesar do susto.

    Ele chegou na delegacia por volta das 20h. Conseguiu fazer B. O. por volta da 1h.

    Vou tentar resolver os problemas gerados aqui e depois volto a ajudar por aqui, contribuindo com os cartazes.

    É realmente foda.

     

    default user iconTom ‒ quinta, 09 abril 2009, 10:44 BRT # Link |

  39. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    Só uma pergunta, vc já deu aula em escola pública na Periferia? Em período noturno de preferência?

    Não é tão arriscado como dizem, pra dizer a verdade, aos USPianos, que são os que mais levam a melhor em não ser agredidos. E são no final um dos que também ficam na margem do Elogio do público discente secundarista ou médio e os pequeninos do Fundamental. Seja ele de classe média impossibilitada a pagar um escola particular, ou classe baixa.

    E o que quero dizer, é que se vc der aula na periferia, vc vai ter a mesma visão dos guardas patrimoniais e policiais do estado que rondam a universidade fora e dentro dos muros.

    Pois ficamos aqui numa fase da vida, muito tempo fechados a realidade fora dos muros, porque temos que estudar, e em algumas unidades a paranóia de que aluno tem que ser Autodidata demonstrando isso. E não vai ser eu, que iria dizer que deveríamos ser menos alienados aos problemas no exterior tendo a carga que nos fazem sutilizar e provar depois.

    Porém qdo vc vai a escola pública, e fala "USP". Vc percebe como o povo nos vê dentro de uma "ilha". E as referÊncias que eles veem de nós são inegáveis como tentadoras para o delinquente, que nem sempre é um deliquente por indução da sua personalidade ou caráter. Mas pelo meio que o impele por falta de emprego e outros aspectos a cometer a ação do desespero. Desespero esse que não podemos negar que existe, sim.

    Eles veem os USPianos, como viciados em maconha diferentes deles, pois estes compram o entorpecente deles, a uma grande quantidade, e não veem estes tomando tapa da polícia por fazer isso. Não veem USPianos rolando no chão ou debaixo do viaduto porque entorpecente empobrece a pessoa financeiramente.

    E veem estes alguns USPianos com "velas" (cigarros de maconha abastados) para consumo individual, e eles "unzinhos" ou "fininhos" para consumo coletivo, ou para a "roda" como muitos de nós já ouviu falar. E qdo a Rota chega, ou o GOE bate na porta, é o "famoso pega pra ca pá". E nós os USPianos não conhecemos a força do "pega pega" destes, que muitas vezes é na "bala".

    Método esse do pega pega, científico de segurança aprovado muitas vezes por nós os ditos Cientistas. E os policiais, como não fabricaram protocolos estudados e pesquisados com o rigor da AcadÊmia para eles praticarem, fazem como os que ensinaram, e muitas vezes estes métodos é como pedimos. Que em delinquente mete-se a "bala" antes, e depois fala que menos "um" existe. E isto é uma das minhas vergonhas para o público que nós fazemos parte, pois somos muito favorecidos socialmente para termos essas saídas de baixa eficiência Social.

    Logo acabamos por ser "tentador" ao que realmente não tem nada e precisa ter alguma coisa pra sustentar seu vício, a um entorpecente cada vez mais especializado em prender a vítima do vício dentro do vício. E cada vez mais "ferrado" psicológicamente pelas fortíssimas propagandas de campanhas de marketing, que na sua agressividade só conseguem diminuir a Compusividade Psicológica induzida nós os pertencentes  de uma Classe média e alta aqui dentro dos muros. E eles que tbm sentem a força da agressividade, mas não teem o que temos acabam sucumbindo como caímos na hora de usar o cartão de crédito, que eles não teem mas a televisão sempre insiste em dizer que os inadimplentes aumentaram em relação a um período do ano anterior. E estes inadimplentes não é o favelado pq este não tem cartão de crédito. Logo isso é um índice demonstrativo, qualitativo ou quantitativo de como  uma campanha de marketing é agressiva e eficiente em nós. E neles os que não tem pra consumir por "vias normais", acabam beirando o absurdo. E isso não dá mais pra negar.

    E frequentemente esbarramos no discurso "facistaço" que se temos é pq estudamos e eles deveriam fazer o mesmo. Mas o que damos pra eles de base pra estudar é tão pequeno que nem chega nos pés do que tivemos pra entrar aqui. Mesmo alguns sendo da escola pública. Ainda assim tivemos algo "diferenciado". E esse discurso "facista" de que tivemos a diferença apenas de Educação dos Pais ou responsáveis como estímulo ao dar certo é baixaria. Das mais baixas que já vi. E aqui transpira pelas paredes, corredores, e etc. na boca de docentes, discentes e funcionários.

    Aí o delinquente vem aqui, e rouba, por desespero, malandragem, e emoção da rebeldia.

    Melhor dar aulas, até então eu também tinha esse discurso "facista" e podre. Depois por falta de base erudita a Ciência Social, prefiri ficar quieto a falar besteira. Que geralemente machuca muito quem está fora dos muros da USP.

     

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ sexta, 10 abril 2009, 03:58 BRT # Link |

  40. Luciana Ribeiro dos Santos escreveu:

    Na região em que trabalho, infelizmente, temos também muita violência em lojas, com passantes, colegas de trabalho, etc. A região é conhecida no bairro como "faixa de gaza".

    O que fizemos foi passar um abaixo assinado pelas empresas e lojas da região, pedindo policiamento na área. Ainda não entregamos o abaixo-assinado. Vamos ver no que vai dar.

    Fica a idéia.

    Luciana SantosLuciana Ribeiro dos Santos ‒ sexta, 10 abril 2009, 17:58 BRT # Link |

  41. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    O que quero dizer, é que em vez de fazermos uma apologia ao linchamento que é crime previsto por lei. Mesmo sendo nós os molestados, precisamos ter um pouco de cabeça. No geral estes malandros, deliquentes, ou qualquer coisa parecida, só agem por nós os da comunidade, cometermos o maior crime, que é a lei do silêncio. Isso que queria mostrar no que escrevi acima.

    Se vcs derem aulas, vcs verão que o que manda é a Lei do Silêncio. Nada mais do que isso. Se andarmos aos bandos, seria legal, mas tem pesquisador, iniciando, professor, que sai de madrugada, ele não pode simplesmente largar a tarefa pra entrar num estado de sítio. Porém, se nós fossemos um pouco mais solidários, tudo seria diferente.

    Nós somos desunidos. Como vcs acham que conseguiram consquitar a opinião oficial e pública de que somos vítimas tendo o mesmo comportamento daqueles que acham que simplesmente fazendo uma mílicia, ou colocar um batalhão do Exército aqui dentro resolve.

     Eu já fui assaltado, aqui na USP. Já fui sequestrado de forma relampago, e eu treinava Remo numa situação de competição, e me estouraram o meu ombro a coronhadas. E quem me salvou não foi o Exército, a Polícia, nem o Esquadrão da Morte, porque estes não podem estar em todos os lugares. Tem que estar circulando, e o bandido não é burro deentrar em ação no momento em que a polícia está lá.Quem me salvou foi uma senhora de 70 anos, que qdo os bandidos abriram o portamalas do meu Tipo, eu estava dentro, eles miraram para matar. E ela abriu a janela da Casa dela e gritou pedindo pelo Amor de Deus que isso não acontecesse. Isso já aconteceu aqui na USP e nosso amigo de treino e ex-professor da Poli, morreu incinerado, pois viram que ele não tinha dinheiro botaram fogo no carro dele com ele preso no prota malas.

    Enfim, foi a solidariedade das pessoas que me salvaram, as outras senhoras, ouvindo o berro dela abriram suas janelas, e começaram a berrar também. E então estes assustados porque sempre estão acostumados, a agir a e todos ficarem quietos sairam correndo assustados. Cinco minutos depois  Polícia chegou, talvez até menos. E eles próprios me disseram que fora minha sorte, porque eles iriam trocar tiros com os ladrões e eu atrás no portamalas no meio do tiroteio.

    somos vítimas sim, do silêncio da falta de coragem de muitos que pulam por cima do acidentado, do vitimado e nada fazem. Porque não querem ter "dor de Cabeça, ou dizem que não querem se envolver.

    Só.  Mais um adendo

    Eu uma vez liguei 3 horas da mnhã pra guarda universitária, pq, dois mulatos altos e meio gordos, fortes eacompanhavam uma morena no estacionamento da FE. Fiquei sem graça por ligar tão tarde. Porém e se aquela hora, onze horas como vi, estava acontecendo um roubo, seguido de estupro. Pois bem, acharam um carro parecido do outro lado da cidade dias depois. E aí? Quem se habilita. Eles me viram observando e anotando as características e chapas. Confesso que deu medo.

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ sexta, 10 abril 2009, 19:31 BRT # Link |

  42. Sidney escreveu:

    Bem, a respeito dos muitos comentários que tem sido postados aqui eu gostaria de explicitar alguns pontos:

    1. Nasci e cresci num sítio da zona rural (é palhaço sei que não existem muitos sítios dentro da cidade) e andava 5km de serra para estudar, sempre em escola pública, o que não me impediu de passar no vestibular;
    2. Eu "não ando de bobeira" como disse o colega acima, eu tenho conciência do perigo, mas eu estudo e trabalho e tenho o direito de ir e voltar para minha casa em segurança;
    3. Eu já dei aula em escola de periferia (na COHAB 5 de Carapicuíba) e conheço bem a violência e nunca fui agredido ou deixei de dar aulas por medo;
    4. Eu trabalho com ensino de jovens em São Miguel e Itaim Paulista, e participo da vida em bairros menos desenvolvidos, portanto conheço muito bem a realidade e dificuldades deles e por isso mesmo é que trabalho para ajuda-los e não só ficar falando e fumando maconha;
    5. O Crime só pode ser combatido com ações concretas por parte do poder público (vontade política) e mobilização da comunidade (cobrança pelos cidadãos - verdadeiros e unicos donos da nação), e não adianta usar a força, só cortando o fluxo financeiro é que se vai acabar com as organizações criminosas, o que passa necessariamente pelo combate e concientização dos que consomem drogas.

    SidneySidney ‒ segunda, 13 abril 2009, 21:33 BRT # Link |

  43. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    Boa Sidnei, é por aí.

    O mal tem que ser combatido pela raiz. .

    E a Cidadania não se conquista apenas com a aquisição de Diplomas reconhecidos a super reconhecidos pela Sociedade.  Porém a verdadeira proteção do Cidadão está na falência do arquétipo de que se é filho de alguém, a justiça e a proteção acontecerá. Mesmo dentro do CAmpus da USP. Porque talvez na Estatística das Ocorrências que foram não omitidas, talvez seja os filhos de gente humilde, que não saiu em carros blindados, que estava indo em direção dos onibus que nunca aparecem, é que sofreram na mão dos deliquentes e oportunistas. 

    E irão sofrer mais e mais, pois a miséria aumenta em controvérsia aos numeros, e estes, os menos abastados que até parece a minoria por tão pouco receber desta universidade, sofrerão sempre nos mesmo lugares...

    No caminho para o ponto de onibus, no ponto de onibus por ficar muito tempo parado, esperando o mesmo que nunca vem, e qdo vem, muitas vezes se é impossível entrar lá dentro. Pela menina que estuda muito, mais do que a média, pra ser respeitada socialmente, e a Sociedade lhe dá o transporte mais desonroso que esta pode receber. E esta amanhã será impelida a salvar vidas talvez, apenas pela sua própria consciência cidadã, pois o mercado poderia lhe privar disso.

     

    Abraços.

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ terça, 14 abril 2009, 08:16 BRT # Link |

  44. Luiz escreveu:

    Boa tarde. Meu nome é Luiz. Peço a todos que foram assaltados e que tiveram problemas de segurança ao redor da USP e que têm medo de andar nas redondezas (especialmente Vila Indiana) que mandem um email para mj23chicago@bol.com.br.

    Estou iniciando um projeto pra ver se a gente resolve a questão, já que não temos como esperar que o Estado resolva. Estou vendo que os esforços estão dispersos e que dessa forma não é possível amenizar o problema. Organizados conseguiremos algo.

    Esse não é um problema exclusivo de estudantes da USP, e sim de todos que passam por esses portões, como aqueles que descem do ponto de ônibus.

    Sidney, dois amigos meus passaram pelo mesmo problema.

    A solução virá de nós, já que quem é obrigado a nos proteger não consegue fazer isso.

    Aguardo seus emails para discutirmos sobre o projeto.

    Fabio Takeo SatoLuiz ‒ terça, 21 abril 2009, 11:49 BRT # Link |

  45. Felipe Miranda Katsumata escreveu:

    òtima iniciativa Luiz.

    Eu já tive meus problemas na Vila Indiana. Semana passada, dois caras ficavam me esperando nas esquinas, assim que eu chegava mais perto, eles continuavam a andar bem devagar, ai eles pararam em uma das esquinas da rua Iquiririm, e ficaram me olhando chegar, eu ainda estava a uns 50m de distância. Por sorte, passou um guardinha de moto (daqueles que são contratados pelos moradores) e os dois começaram a andar bem devagar, eu aproveitei que eles viraram as costas e dei meia volta, nisso o guardinha da moto parou e perguntou por que eu estava voltando, aí eu expliquei a minha situação, e ele me deu uma carona até as proximidades da minha casa!

    Mas foi por pura sorte! Acho que muitos não tem essa sorte minha. Assim como eu não tive a um mes atraz, tive o celular, e dinheiro roubados, mas nada de mais aconteceu.

    Depois disso resolvi me mudar, e agora não moro mais na Vila Indiana. E acho que é uma boa solução. O Estado não fará grande coisa! E menos os guardinhas da USP. 

    Uma amiga e mais dois rapazes tiveram suas mochilas roubadas bem na porta do campus (portão de pedestres da vila Indiana), onde dois bandidos trancaram eles entre os portões, criando uma espécie de gaiola!

    E o guardinha nada fez, e ainda disse que achou que aquilo fosse uma brincadeira de amigos!

     É lamentável a situação dos arredores da USP,e é mais lamentável ainda que a única saída para os estudantes seja tomar para si a advertência "tome cuidado", por que nós sabemos que muito pouco pode mudar.

    Felipe Miranda KatsumataFelipe Miranda Katsumata ‒ terça, 21 abril 2009, 22:25 BRT # Link |

  46. Sidney escreveu:

    Bom Luiz, como você pode observar eu comecei esse blog no STOA justamente com o objetivo de mobilizar a todos (e não para reclamar dos meus problemas) e com isso conseguir incomodar o Estado e a Imprensa. Primeiramente o unico jornal que se dignou a dar resposta ao meu apelo foi o Estadão, que cobrou resposta da PM e publicou o meu relato e a resposta da PM no Jornal O Estado de S.Paulo no dia 18 de maio de 2009, sábado passado.

    Algumas iniciativas começaram a surgir a partir daí, como o Tom que pensou na idéia de fazer cartazes de alerta aos estudantes e moradores da Vila Indiana e o que foi publicado no Jornal do Campus pelo Régener depois de ler os relatos no STOA. Agora também recebi mensagem de que a Folha de São Paulo teria interesse em saber mais sobre o ocorrido. Outro ponto fundamental é que aparentemente as pessoas que relatam que foram assaltadas nesse local (e nas outras saídas de pedestres da USP) não tem comparecido á delegacia para fazer BO, "pois só levaram a mochila, celular e documentos", como se isso fosse pouco, alguns até acham que eles (criminosos) foram legais pois só roubaram mas não agrediram eles (vítimas).

    Eu alerto que nós estamos colaborando com os assaltantes por não ir á delegacia, mesmo se roubarem só uma caixinha de lenços, pois a polícia só irá se incomodar com números (aumento na criminalidade diminui a chance de promoções dos comandantes das polícias) ou com cadáveres, pois se alguem morre eles são obrigados a investigar. Como ninguem aqui está disposto a morrer para chamar a atenção do Estado então é preciso incomodar registrando todas as ocorrencias, baixando a autoestima da polícia e atrapalhando a eleição do governador e seus secretários (pois só se importam com isso).

    SidneySidney ‒ quarta, 22 abril 2009, 10:31 BRT # Link |

  47. Caio Cesar Correa Bittencourt Leao escreveu:

    Olá,


    Fui roubado ontem quando saí da USP e voltava pra casa.

    O assalto não foi tão perto da saída de pedestres da vila indiana, mas foi no bairro e no trajeto que faço todos os dias.

    Agora chei esse blog, mas que está sem comentários desde abril.Alguem tem novidades quanto a esta situação!? o projeto dos cartazes terminou!?

    Não podemos nos calar.

    Caio Cesar Correa Bittencourt LeaoCaio Cesar Correa Bittencourt Leao ‒ sexta, 16 outubro 2009, 12:13 BRT # Link |

  48. Antonio Candido escreveu:

    Caio, o projeto dos cartazes terminou porque quem o idealizou foi excluído do stoa (único ex-aluno da USP que não pode participar do stoa).

    A USP é como qualquer outro sistema autoritário. Aqueles que possuem iniciativa e não se submetem às autoridades são eliminados pelo sistema.

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 16 outubro 2009, 13:03 BRT # Link |

  49. Miriam Góes escreveu:

    Nossa, seu texto é de 2009, há comentários dizendo que 3 anos antes isso já era um problema, hoje continua sendo. Isso não vai nunca ter solução, pelo visto.

    Mas uma coisa é engraçada: quando os alunos resolvem protestar por irregularidades, falta de transparência por parte da Reitoria nos diversos assuntos da Universidade, aí eles chamam a polícia pra bater nos alunos, né?

    Aluno é mais criminoso do que bandido agora? Antigamente se valorizava quem estudava, pois era alguém interessado em fazer parte da valorização do país. Uma instituição de nome, considerada a melhor do país, e ela não valoriza quem leva seu nome adiante?

    Lamentável, só isso que tenho a dizer.

    Miriam Aparecida de Góes SousaMiriam Góes ‒ sexta, 23 abril 2010, 10:08 BRT # Link |

  50. Sidney escreveu:

    É cara amiga, e mesmo sendo de 2009 (fez aniversário de um ano no dia 30 de março 2010) o post continua sendo super atual, ou seja, o que foi publicado anteriormente poderia simplesmente sofrer um processo de copia-e-cola que seria notícia atualizada, quer ver? entre no site do Jornal da Record (notícia veiculada ontem, em horário nobre) e veja como nada mudou: http://noticias.r7.com/videos/bandidos-invadem-a-usp.

    "Câmeras de segurança, da maior universidade do Brasil, registraram durante o mês de janeiro uma série de roubos. O número de ataques aumentou 50% em apenas um ano."

    Quanto aos alunos que apanham da polícia sem cometer crimes eu discordo plenamente, pois em um país de regime democrático de estado de direito, onde a legislação é feita por representantes eleitos pelo povo brasilieiro e essa mesma legislação define como crimes a invasão de propriedade seja pública ou privada, o vandalismo (depredação, pichações), o impedimento do direito de ir e vir, a coação, e o tráfico de entorpecentes. Portanto essa meia dúzia que se utiliza do nome estudantes (sim, no plural, como quem diz a totalidade, 100% dos que estudam e trabalham na USP apoia esses atos), cometem diversos crimes (muitos ainda faltaram a ser listados aqui) devem ser punidos no rigor da lei, e se por ordem judicial com o uso da força, afinal não pagamos  1/3 de nossos salários (me refiro aos cidadãos brasileiros de verdade, que que cumprem os seus deverem e gozam de seus direitos constituídos - isso é o conceito de cidadania) para que o Estado nos dê segurança e que tenhamos uma polícia bem preparada para nos prestar atendimento nesses casos em que nossos direitos são violados?

    SidneySidney ‒ sexta, 23 abril 2010, 14:01 BRT # Link |

  51. Miriam Góes escreveu:

    Realmente... vi a reportagem e fiquei horrorizada.

    É difícil controlar isso, porque a Cidade Universitária é pública até demais... qualquer um pode entrar e sair sem controle, sem fiscalização. E os alunos ficam expostos a esta situação horrorosa, sem proteção, sem segurança. É cada um por si.

    É.. bom, quanto aos estudantes que utilizam esse nome para cometer atos politicamente incorretos, há casos e casos. A verdade é que nós temos uma falsa democracia, você sabe né? Mas nessa, as pessoas podem mesmo serem confundidas.

    Como eu meio que perdi as esperanças de certas coisas, cuido do meu desenvolvimento e ajudo quem posso, porque tentar brigar por justiça aqui não dá muito certo não... Ainda mais porque acabamos pagando o pato no lugar de quem realmente deveria pagar. =(

    E assim seguimos.

    Mas olha: evite andar de bicicleta no campus, viu? Aliás evite andar por lá sozinho. Infelizmente temos que nos cuidar sozinhos.

    Miriam Aparecida de Góes SousaMiriam Góes ‒ quarta, 28 abril 2010, 14:57 BRT # Link |

  52. Marcus Vinicius Pupo Nogueira de Lima e Silva escreveu:

    Ontem fui assaltado por 3 caras +- 9:30 da noite na Rua Alvarenga. Falei com um pessoal aqui da facu e parece que virou frequente isso principalmente após a greve, não estou falando mal da greve,antes nos horários que vou embora tinha mais gente junto, ontem por exemplo nao tinha ninguem estava totalmente deserto.

    Cuidado e boa sorte a todos.

    Marcus Vinicius Pupo Nogueira de Lima e SilvaMarcus Vinicius Pupo Nogueira de Lima e Silva ‒ sexta, 14 maio 2010, 12:09 BRT # Link |

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