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Abril 23, 2010

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Postado por Sidney

Pra começar, ainda estou vivo apesar da ausência. Segundo, estou enfrentando a Via Dolorosa (tratamento na Clínica da Odonto, que nem é tão dolorosa assim, só meio demorada, mas o pessoal lá é muito gente boa) após completar um ano depois da agressão na tentativa de assalto em março de 2009 (não, eu não tentei assaltar ninguem, eu fui vítima de adolecentes maconheiros que vivem se apropriando de bens de alunos e funcionários na saída da Vila Indiana).

Eufemismos á parte (já reparou que ser politicamente correto é só uma hipocrisia onde se trocam palavras usuais por eufemismos?), a coisa anda de mal a pior, no começo das áulas até que era frequente a presença de viaturas da PM na saída da VI em diversos horários, inclusive ás 22:30h na síada das aulas noturnas, ou fazendo ronda pelo bairro, nas imediações dessa saída.

Infelizmente isso durou muito pouco, pois á tempos eu não encontro com carros da polícia pelo local, o que traz muita preocupação, pois a nova onda esse ano é o assalto de biciletas (sim, com ciclistas em cima delas), com requintes de crueldade e seções de espancamento. Já ouvi sobre dois casos de assaltos à ciclistas no portão da Vila Indiana, um do IPT e outro da Educação Física (ou Biomédicas, não me recordo bem). No post anterior (Assaltos na USP I) recebi um comentário recente reclamando da falta de segurança, depois de muito tempo sem ninguem mais ter se manifestado, como se tudo estivesse resolvido. Somado a isso eu fiquei pasmo ontem, quando assistia aos jornais da noite (sim, eu vejo vários para poder comparar as notícias e a forma como elas são dadas) e foi no Jornal da Record que eu via a notícia que me causou surpresa (não pelo fato, que eu já estou acostumado, mas por estar sendo veiculada no horário nobre da TV):

"Câmeras de segurança, da maior universidade do Brasil, registraram durante o mês de janeiro uma série de roubos. O número de ataques aumentou 50% em apenas um ano."

Assista ao vídeo da reportagem: R7.com

As falhas por parte dos jornalistas é que eles não atentaram para o fato de que a Guarda Universitária não é (não tem poder de) polícia, portanto não podem fazer muita coisa (só assistir e nem nem levar as vítimas para o HU ou a delegacia eles podem, ou estão preparados para isso, pois o comando deles não permite agir). Outra grande falha foi dizer que do lado de fora é função da PM fazer alguma coisa, mas ela não está presente ali (como não!?!?!?, tem um batalhão enorme que faz divisa com a São Remo, e pra ficar fechando o farol (semáforo) na Corifeu eles tem capacidade de fazê-lo quando bem entendem (não só no caso da saída das viaturas). E por ultimo mas não menos grave são os malditos eufemismos que parece ter chegado por aqui:

  • Chamar favela de "comunidade" como se isso fizesse o local deixar de ser uma área (de risco natural) invadida e que são incentivadas por políticos que trocam "melhorias" por votos (Revista Veja Edição 2160 de 14 de abril de 2010) ou que os criminosos (ladrões, assaltentes, traficantes, corruptos) fossem desaparecer dali só pela simples troca de palavras;
  • E que os assaltantes e traficantes vão deixar de sê-lo só por serem chamados de "menores infratores" (as gangues de adolecentes bem grandes, fortes e muitas vezes bem armados e sem nenhum " vacilo" na hora de usar as mesmas);
  • E os "coitados" (dic: pratica do coito por machos dominantes para submissão e subjulgamento dos outros machos da matilha ou bando) dos estudantes que são vítimas da violência pois o Estado não dá segurança e a PM (Polícia Militar) só aparece para reprimir os atos dos pobrezinhos (pobre aqui só se for uns 10%) que estudam na USP é uma grande farsa, pois quando se fala de repressão (feita na época da ditadura militar entre as décadas de 60 e 70, quando 99% dos que aqui estão hoje nem tinham nascido) é um eufemismo do avesso, pois tratasse de ação legal da polícia com respaldo da Justiça, para a proteção do patrimônio público e para assegurar a integridade de trabalhadores e estudantes (de verdade) que são oprimidos por uma "Ditadura de Esquerda" constituida por grupos que se auto denominam representantes dos estudantes e dos trabalhadores (uma sorte - de sortido - de indivíduos, de Partidos Políticos radicais de esquerda - como o PSTU, PSOL e outros; Sindicatos variados; Diretórios acadêmicos politizados - do tipo ou segue a nossa linha política ou você é contra a sociedade, entidades como os Sem-Terra e os Sem-Teto, Pastorais e ONG's e algumas outras "Organizações Sociais" e até o absurdo de Traficantes e do Crime Organizado), que podem ser separadas de Entidades sérias e decentes por estão sempre na defesa da opinião - desde seja a nossa, direitos - desde que sejam os nossos, responsabilidades e deveres - desde que não seja conosco.
  • E por fim o eufemismo que tem adotado o Estado (Governo de São Paulo) e a Imprensa - que demonstra como é vendida aos políticos - que se referem ao PCC (que atacou São Paulo em 2006) como "grupo que age dentro e fora dos Presídios de São Paulo", como se isso bastasse para resolver o problema (e a incompetência deles), algo como se nós não falarmos o nome eles vão desaparecer....

Palavras-chave: agressão, assaltos, polícia, violência

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Junho 19, 2009

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Postado por Sidney

Só para manter todos atualizados, enquanto a Polícia cumpre ordem Judicial de proteger o Patrimônio Público (nosso) dentro do campus da USP, os assaltantes vão bem obrigado, em plena atividade - esse mês foram um assalto á mão armada de um jovem o qual não tive confirmação se era estudante da USP e uma casa que foi invadida por ladrões, agora pasmem, tudo isso á luz do dia. E se você for a proxima vítima, ao pedir socorro à PM não diga que é estudante da USP senão eles vão mandar você pedir ajuda pro "Brandão" e a galera dos Sindicatos - Sintusp, Adusp e DCE, e com toda a razão. (Caso queira mesmo pedir segurança à eles você pode achá-los na Casa do Norte - Cantinho do Martinho na Av.Corifeu, tomando cerveja á R$10 a garrafa todas as noites em "reuniões" do Sindicato).

Editorial: A crise na USP: Ponto EDU - Suplementos - Estadao.com.br

As "aulas" dadas pelos professores Antonio Candido e Marilena Chauí aos grevistas da USP, verberando a violação, pela Polícia Militar (PM), do "direito sagrado de uma pessoa opinar" e propondo a alunos e funcionários que "atuem e exagerem", "aproximando a Universidade da realidade social", não poderiam ter sido mais bem ilustradas pelo que ocorreu logo em seguida no refeitório do Instituto de Química, que atende 3,5 mil pessoas diariamente, na Cidade Universitária, oferecendo refeições completas ao preço subsidiado de R$ 1,90.

Depois de invadir o restaurante em plena hora do almoço, cerca de 300 grevistas liberaram a catraca, deixaram os usuários comer de graça e justificaram a iniciativa em nome do direito sagrado de fazer greves, piquetes e ocupações de próprios da USP. "A comida não vem pronta e é necessário que todos se sensibilizem com a greve dos funcionários", disseram os líderes do protesto, demonstrando, em termos práticos, como compreenderam a exortação à "ação e ao exagero" feita por Antonio Candido.

Pertencente à primeira turma formada pela USP, no final da década de 30, Candido afirmou que a instituição foi criada para a elite e que, em seus primórdios, ela não analisava questões sociais. Por ironia, as principais atividades que os grevistas por ele apoiados conseguiram suspender, como "bandejões", creches e ônibus circulares, são, justamente, as que atendem os servidores e os alunos pobres. A contradição não passou despercebida na comunidade acadêmica. "A greve só prejudica quem não tem recursos para pagar por outra alimentação. Quem faz o movimento estudantil é a massa burguesa de classe média que está desconectada do mundo", afirma Dioclézio Domingos, estudante de filosofia que mora no Crusp e que precisou fazer traduções para pagar as despesas que aumentaram, por causa da suspensão dos serviços sociais da Cidade Universitária.

Também não passou despercebida da comunidade acadêmica outra flagrante contradição, esta cometida pela professora de filosofia política Marilena Chauí, que parece ter esquecido de que não há democracia onde não há regras e de que a tolerância é um dos princípios básicos da Universidade - quando criticou a decisão da Justiça de convocar a PM para garantir o patrimônio da USP e o acesso ao prédio da Reitoria. "Não é a eleição de um novo reitor que vai mudar a USP. Temos de pensar uma maneira de desestruturar essa gestão vertical e centralizada", disse Marilena.

Insuspeito por pertencer ao mesmo grupo que ela, o professor Dalmo Dallari lembra que não se pode confundir "participacionismo" com anarquia e que o princípio da autonomia universitária não exime docentes, discentes e servidores do respeito às mais elementares normas do Estado de Direito. "As manifestações extremadas são um exagero que estimula a violência. (Os grevistas) não apresentam manifesto dizendo o que querem e partem para a violência, arrebentando a Universidade, invadindo-a e proibindo seu funcionamento. Isso é inaceitável", afirma ele.

A verdade é que, com 15 mil funcionários, 80 mil alunos e 5,4 mil professores, a maior instituição brasileira de ensino superior está vivendo uma crise deflagrada por uma minoria de sindicalistas, professores e estudantes vinculados a grupelhos políticos radicais e sem representatividade.

Isso é evidenciado pelas pesquisas que têm sido feitas nas diferentes unidades da USP, onde as aulas continuam sendo dadas normalmente. No câmpus da zona leste, por exemplo, uma votação online mostra que a maior parte dos alunos é contra a greve. Até mesmo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), tradicionalmente a que mais adere a paralisações, há mais votos de estudantes se dizendo contra do que a favor da greve dos servidores iniciada há um mês e meio.

Não fosse essa a situação real, não haveria necessidade de piquetes nem de ocupações violentas da Reitoria que o professor Antonio Candido não considera "violação do direito sagrado de uma pessoa opinar". Para ele, piquetes e ocupações pela força bruta são, no máximo, "exageros" que ele aplaude e estimula.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,editorial-a-crise-

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Maio 18, 2009

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Postado por Sidney

Se você se revoltou com os diversos relatos sobre a falta de segurança que há muito vem rondando e vitimando alunos da USP prepare-se, pois na surdina da greve do SINTUSP o DCE vem armando um golpe que visa acabar de vez com qualquer solução para a falta da presença do Poder Público no Campus e entorno dele. Mais uma vez eles invadem um prédio em reforma, como se tivessem se degladiado com mil leões, empunhando a bandeira da luta contra a ditadura* e pregando como exigencias a expulsão definitiva e permanente da polícia no campus da USP.

*A ditadura militar foi um período obscuro da história do país onde era vedado os direitos mais basicos das pessoas, como a liberdade de expressão e opinião, bem como o livre direito de ir e vir com segurança. Quem se opusesse aos opressores eram espancados e até mortos. Muitos estudantes foram vitimas desses facínoras e deram a vida para nos devolver essas liberdades básicas, que conseguimos conquistar de volta a partir do direito ás eleições diretas. Com isso o Brasil se tornou uma nação soberana e democrática, onde impera o estado de direito, que garante liberdade e direitos a todos os cidadãos bem como deveres que todos devem observar pois assim como todos são iguais perante as leis ninguem está acima da lei.

Falar em luta contra a ditadura nos dias atuais é tão incoerente quanto apoiar o tráfico e consumo de drogas, o que parece estar por trás da  aversão à policia no campus. Mais do que simples estudantes nós somos cidadãos que pagam seus impostos (e como pagamos!) e cumprem seus deveres bem como exercemos nossos direitos políticos escolhendos nossos representantes e por isso mesmo exigimos nosso direito á segurança e de poder ir e vir sem ser espancado ou assassinado pelo caminho. A polícia (Militar, Civil, Federal e outras) são apenas funcionários do Governo que nós elegemos como nosso representante e pelos quais pagamos (com nossos impostos) para nos servir e proteger assim como os próprios governos que existem para nos servir (e não nos ao Estado como nas ditaduras comunistas). Ser contra ação da polícia dentro e no entorno do Campus da USP só pode vir daqueles que financiam e apoiam o tráfico de drogas e o crime organizado, que querem transformar o campus em um território livre para as drogas e o crime e alheio ao cumprimento das leis. Cuidado pois segundo "eles" todos tem direito a ter opinião, desde que sejam a deles, e quem se atreve a dizer algo contra pode ter um destino incerto, como na época da ditadura militar, por isso se eu não mais escrever ou aparecer na USP é porque "eles" deram um jeito de fazer desaparecer quem não aceita ser um escravo deles (seja pelas mãos "deles" ou dos criminosos fornecedores de drogas que andam livremente pelo campus ). 

Palavras-chave: ditadura, drogas, segurança

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Abril 27, 2009

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Postado por Sidney
  • Uma manhã para ouvir palestra sobre fazer implante: uma importante aula de calculo I perdida;
  • Radiografia Panorâmica: R$35;
  • Tomografia Computadorizada: só particular (deve ser uma nota);
  • Taxa de Uso da Clinica: R$50;
  • Pino de Titânio: R$300 (cada);
  • Guia Cirúrgico: R$60;
  • Prótese (parafuso + coroa de Porcelana): R$600 (por dente);
  • Espera para terminar o tratamento: 8 meses (carga imediata é muito rapido e você não serviria como material didático);
  • Não ser desprezado pelas uspianas por causa de seu sorriso (ou falta dele): não tem preço.

Tem coisas na vida que são de graça, como ser espancado na saída da USP, para todas as outras existem as Fundações.

Total do prejuízo de uma tentativa de assalto em que "não levaram nada" na porta da Universidade: R$2.845 sem contar os longos dias de aulas e serviço perdidos (e por isso mesmo só teria dinheiro para fazer os implantes se começar a fazer concorrência aos viciados que assaltam os "trouxas" na saída da USP).

Como disse uma dentista da Clinica da Odonto o jeito é por uma perereca na boca, mas sem dentes vai ser dificil arrumar uma (desculpem o trocadilho).

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Abril 22, 2009

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Postado por Sidney

Como todos puderam conferir na coluna São Paulo Reclama do caderno Metrópole do jornal O Estado de S.Paulo do dia 18 de abril de 2009, foi publicado o meu relato sobre os assaltos na USP e nas saídas de pedestres. Agora foi exposto á toda sociedade a vergonha pela falta de segurança e descaso com os estudantes vítimas de assaltos quando voltam para casa ou quando vem para a USP.

O pior foi a resposta da Assessoria de Imprensa da Polícia Militar de São Paulo, que mostra sua incapacidade de atuação (ainda por cima com uma resposta pre-formatada tirada da gaveta) que parece nos colocar como culpados por termos sido assaltados, pois andamos distraídos e ostentando nossas riquezas para provocar os pobres assaltantezinhos inocentes que passam o dia fumando maconha e observando os estudantes burgueses que passam por ali.

Mesmo que eu tivesse algum dinheiro,o que me falta tanto quanto os dentes da boca, eu continuo sendo um cidadão com direito constitucional de ir e vir e de ter segurança e atendimento médico pois eu pago impostos (50% de tudo que você ganha é imposto pro Lula emprestar pro FMI, como se não tivesse mais ninguem passando fome nesse país).

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Abril 19, 2009

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Postado por Sidney

Quero agradeçer aos reporteres do Jornal do Campus (valeu Ricardo Régener) por ter publicado a matéria sobre Segurança e Violência no Campus da USP no Butantã (cidade de São Paulo - SP).

E só pra continuar a fazer o papel de chato devo dizer que não é só o consumo de alcool nas festas, mas principalmente o consumo de drogas ilícitas e o seu tráfico não só nas festas mas até nos intervalos de aulas (não é um consumo "social" eventual mas bem frequente) que atrai e incentiva a criminalidade no Campus. E é por esse mesmo motivo que não querem a Polícia no Campus pois a repressão não será com os movimentos estudantis (essa desculpa não cola mais, nossa atual realidade é que estamos num país livre e democrático onde a polícia existe para servir ao povo) mas sim com os traficantes e usuários de drogas ilícitas.

Como diria um Economista: em um gigantesco mercado consumidor, de alto poder aquisitivo e com demanda frequente e ininterrupta num ambiente seguro e livre de riscos é o maior sonho de qualquer investidor para vender o seu produto.

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Abril 17, 2009

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Postado por Sidney

Deve ser publicado neste sábado (18/04) uma matéria feita pela Reporter Tatiane Matheus na Coluna São Paulo Reclama do Jornal O Estado de São Paulo.

Graças a ela (e o Grupo Estado) eu consegui ser ouvido e também passar o alerta adiante para que outros cidadãos não venham sofrer o mesmo infortúnio que eu.

E como desgraça pouca é bobagem, agora não consigo atendimento Odontológico. Na USP a clínica do COSEAS só faz tratamentos simples, atendimento especializado teria que ser na Clinica Odontológica da FOUSP mas eles não fazem agendamento para novas consultas e só teria triagem em 18 de maio,ou seja até não preciso mais ser atendido pois já perdi todos os dentes.

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Abril 15, 2009

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Postado por Sidney

Ontem (14/04/09) eu sai mais cedo da USP (18:30hs) e qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma viatura do Polícia Militar (e nem era ronda escolar) fazendo o patrulhamento pela rua Corinto e Iquiririm. Ela passou por mim em baixa velocidade (já repararam como eles costumam fazer a ronda em alta velocidade, se você grita por ajuda eles nem vão conseguir te escutar quanto mais parar para te socorrer) e o giroflex ligado (sinal de que não estavam só de passagens mas fazendo a ronda realmente).

Sem querer bancar o chato, mas, pelo menos naquele momento que presenciei eles não foram até o final da Corinto (espero que o Jardim Rizzo não esteje fora da jurisdição deles pois os bandidos ignoram a divisão administrativa estabelecida pela SSP/SP). Isso significa que justo no trecho mais abandonado e escuro e cheio de terrenos baldios e muros que fica justamente na curva depois da Iquiririm e onde eu fui agredido (só porque não levaram nada não deixa de ser tentativa de assalto também) não está sendo patrulhada pelos policiais. Resta saber também se eles estão fazendo ronda nos outros horários (de entrada e saída da maioria dos alunos) pois isso pode resultar numa falsa sensação de segurança, você achar que não tem perigo sair as 22:30hs e eles estiverem passando só uma vez por dia.

Vamos acompanhar para ver se o patrulhamento está sendo efetivo (pelo menos nos horários mais sensíveis - 7:30, 12:30, 18:30 e 22:30 hs) e se vai durar ou "é só para calar a boca de estudante chato".

P.S.:  Preciso deixar registrado meu agradecimento ao Grupo "O Estado de São Paulo" - Jornal Estadão por ter sido o único (entre imprensa e poder público) a se dispor em colaborar com todos os cidadãos paulistas em reclamar por seus direitos inalienáveis (educação e segurança em particular). Sim meus caros, o Estadão foi o único a me responder e ajudou a cobrar da Polícia Militar o descaso com a segurança dos estudantes da USP. Somente após a intervenção do Estadão é que a Assessoria de Imprensa da PM me respondeu. Segue abaixo cópia do e-mail que me enviaram:

De: Sala de Imprensa (Polícia Militar)
Enviada em: quarta-feira, 15 de abril de 2009 15:48
Para: Sao Paulo Reclama (Estadão)
Assunto: Resposta da PM

 Policiamento nas imediações da Cidade Universitária

Em atenção à reclamação do leitor Sidney Goveia, a Polícia Militar esclarece que responde pelo policiamento ostensivo e que reclamações sobre o sistema de saúde ou mesmo registro de ocorrências devem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis, bem como problemas relativos à Universidade devem ser encaminhados àquela Reitoria.

Assim, em relação ao policiamento, destaca-se que há planejamento específico tanto para o interior do campus quanto para as imediações, na parte externa.

No interior do campus, o policiamento é realizado por viatura da 5ª Cia do 16º BPM/M, em subsetor exclusivo, de maneira ininterrupta. Além disso, Hospital Universitário também conta com o policiamento preventivo e ostensivo realizado por um policial militar, ininterruptamente.

Destaca-se que a segurança interna é feita pela Guarda Universitária, porém mesmo assim a PM atua de maneira suplementar.

Para o policiamento da parte externa, são empregados os programas de policiamento, os quais são direcionados pelas ferramentas inteligentes, conforme os indicadores de criminalidade. Os resultados têm sido favoráveis, contudo a Polícia Militar não prescinde do auxílio da comunidade para alocar seus recursos humanos e materiais de maneira cada vez melhor. Por isso, agradecemos a indicação feita pelo leitor e esclarecemos que suas sugestões estão sendo observadas na elaboração do planejamento operacional.

Sendo certo que a Polícia Militar não irá conseguir impedir a ocorrência de todos os crimes, pois não é onipresente, nem onisciente, recomendam-se dicas úteis à melhoria da segurança do cidadão, no caso:


·        Evite andar sozinho, principalmente à noite. Procure, na medida do possível, deslocar-se em grupos;

·        Fique atento! Criminosos sempre preferem vitimar pessoas desatentas, que demonstram maior vulnerabilidade;

·        Evite ostentar objetos de valor que possam atrair o interesse de infratores da lei;

·        Caso seja surpreendido, não reaja em hipótese alguma! Lembre-se de que a vida é o bem mais precioso que dispomos.

·        Em caso de emergência, acione a Polícia Militar pelo telefone de emergência 190.

 

 

São Paulo, 15 de abril de 2009.

 

Solicitamos confirmar recebimento.
Atenciosamente,

 Sala de Imprensa da Polícia Militar do  Estado de São Paulo
Site: www.polmil.sp.gov.br

 

Obrigada por escrever e disponha do seu Estadão

São Paulo Reclama e Seus Direitos

Central de Atendimento ao Leitor e Defesa do Cidadão

O ESTADO DE S. PAULO

Palavras-chave: segurança no campus, segurança universitária

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Abril 06, 2009

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Postado por Sidney

Infelizmente, assaltos, estupros e agresssões não dão prejuízo à imagem do Estado, nem índice favorável aos jornais (televisivos e impressos).

A Imprensa só está interessada em vender notícias (e obter lucro com isso) e ter mais pontos nos indíces do que os concorrentes. Portanto se o crime não render vendas e pontos no IBOPE eles não terão interesse. Outras vezes, eles preferem ocultar esses crimes para não comprometer regiões de interesse de seus anunciantes (comércios, imobiliárias, ...) com indíces que possam afungentar clientes, ou ainda, para não prejudicar a campanha de seus amigos políticos.

Ao Estado só interessa em manter sua imagem até as proximas eleições, pois numeros negativos crescentes podem manchar a áura (?) dos políticos, que entram em campanha logo depois de tomarem posse em algum cargo. Por isso é que investem mais em propaganda sobre suas realizações do que em concretizá-las

Fica então a dica de que ou começamos a morrer nesses assaltos (isso sim chama atenção, nada melhor do que cadáveres pelas ruas), ou começamos a prejudicar as estatísticas desses "caras", reclamando, dando divulgação ao ocorrido, fazendo aparecer esses crimes, denunciando, fazendo B.O. (mesmo se só quebraram sua unha ou só levaram uma mochila com papéis). No momento que isso cresce (e vai crescer muito e bem rápido já que não vai parar) então esses numeros passam a incomodar, os jornais perdem leitores porque não estiveram ao lado desses pobres cidadãos e os políticos perdem eleitores, afinal um voto vale mais do que dinheiro para se ganhar uma eleição e imagem manchada pode sim atrapalhar (apesar que tem tanto criminoso que se elege, mas isso é porque não são os eleitores que colocam alguem no Poder mas sim os lobies que direcionam os votos para esse ou aquele candidato conforme seus intereses).

Palavras-chave: Assalto, Segurança.

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Abril 03, 2009

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Postado por Sidney

Como muitos sabem ou deveriam saber muitos uspianos foram agredidos e roubados, alguns já foram até feridos a facadas nas saídas de pedestres da USP (Vila Indiana e São Remo). Esse caso se estende desde o ano passado e nada foi feito até agora, por um lado a guarda se defende dizendo que não pode fazer nada, pois os assaltos ocorrem fora do Campus (100m depois do portão) e que não estão preparados para enfrentar esse tipo de ocorrência. Por outro lado a Policia Militar nem dá atenção, fazem alguma ronda esporádica quando tem alguma ocorrência e depois desaparece.

A Reitoria já tem até um plano que foi discutido por uma Comissão de Segurança no Campus, mas nada foi colocado em pratica porque a Senhora Reitora ainda não assinou nada, sendo que mês passado o plano completou um ano (sem a ratificação da Reitora!).

Tenho a certeza que vocês estão cientes dos assaltos ao Prédio da ECA e da Veterinária no fim de março (semana passada), bem como os freqüentes assaltos ao HU, o que demonstra que a violência não está restrita ao lado de fora dos muros da USP.

Quem utiliza as saídas de pedestres da USP, principalmente a da São Remo e do HU, e mais a da Vila Indiana tem sido vítima de freqüentes assaltos e agressões por criminosos que estão "fazendo a festa" nesses locais graças à insegurança e abandono por parte do poder público. Esse problema afeta diretamente á comunidade da USP porque muitos estudantes, professores e funcionários moram nos bairros do entorno da Universidade, na maioria das vezes pessoas que vem de longe e tentam morar próximo do local de estudo e trabalho e não porque são ricos (a maioria mora de aluguel ou em repúblicas).

Bem, gostaria de deixar o meu relato, já que também entrei para as estatísticas de vítimas de assaltos violentos que tem se abatido contra alunos da USP:

Na segunda-feira, dia 30 de março de 2009, eu voltava da Geociências, por volta das 22:30hs da noite, pois estava cansado e com fome. Ao cruzar o portão de pedestres da Vila Indiana, dei boa noite ao guarda que fica no portão e também para os dois seguranças universitários de moto que estavam junto dele. Desci a rua e depois a escadinha para chegar à Rua Corinto, e segui por ela, passando pelo encontro com a Rua Iquiririm e segui em frente, pois vou até o final dela onde desço para a Rua Margarita de Proença.

Porém nesse dia, quase na esquina da Rua Conceição Russomano, vi que vinha em minha direção, do lado esquerdo da calçada (para mim) uma moça de mochila nas costas e logo atrás (1,5m) dois rapazes que vinham pelo meio fio.

Eu subi na calçada do lado direito da rua, que é bem escura, pois tem pouca iluminação e muitas árvores que encobrem as calçadas. Ao passar pela moça e ficar ao lado dos dois rapazes, um deles atravessou a rua em minha direção já dizendo para que eu ficasse quieto que eles iriam levar minha mochila.

Nisso me dei conta que eram os famosos assaltantes que vivem roubando os alunos que saem da faculdade naquele horário (e em outros também, sempre na hora de mais movimento de saída dos estudantes), mas nem deu para tomar ciência da situação e ele já estava jogando o corpo em cima de mim, me atirando contra o muro do prédio em cima da moita de espinhos.

No mesmo momento que ele me imobilizou contra o muro o outro chegou e já foi batendo em meu corpo e me revistando, tentando achar celular na cintura. Eu tentei endireitar o corpo pra sair dos espinhos e aí o sujeito que me revistava me deu um soco, primeiro do lado do rosto e depois por infelicidade minha um direto na boca, porque eu me virei para olhar para ele. Nisso o golpe me arrancou um dente, e traumatizou outros cinco, deixando-os fora do lugar.

Só então eu empurrei os dois agressores, que se afastaram, e por muita sorte apareceu o segurança de moto (que faz a ronda pela rua e não deixa ninguém dormir com aquela sirene), nisso eu comecei a pedir ajuda para ele e dizer para ele chamar a polícia, então os dois ladrões saíram correndo entrando possivelmente no terreno baldio que está sempre cheio de mato e a Prefeitura (a do Kassab) nunca consegue deixar limpo.

O segurança estranhamente (já que ele não estava armado) tentou seguir os ladrões, mas eles haviam sumido (ou no terreno baldio que dá acesso a rua debaixo ou na entrada que o PCO gentilmente limpou e deixou aberto para os ladrões se esconderem junto ao muro da USP). Ele me acompanhou então até o portão de pedestres, já que ele não tinha como ligar pra polícia, me deixou no pé da escadinha e continuou sua ronda barulhenta (aquela sirene deve ser para dizer para os ladrões se apressarem porque ele ta chegando...).

Ao chegar ao portão com a boca sangrando e os dentes deslocados, eu encontrei o segurança e os dois patrulheiros da guarda universitária, e solicitei que eles chamassem a polícia, o que eles disseram de forma espantosa que não tinham condições de fazê-lo!!!

Aí chegou outros estudantes que também estavam indo para casa e pararam para saber o que estava acontecendo. Um deles pegou o celular e ligou para a polícia e me ele para que eu explicasse o que estava acontecendo (boca cheia de sangue e dentes quebrados) então pedi que o guarda fizesse a descrição do ocorrido, pois eu já tinha relatado a ele com muito sacrifício porque precisava chamar a polícia.

Ele me disse que eu é que deveria explicar então eu peguei o telefone e comecei a falar com a atendente, mas como ela insistentemente reclamava de não estar me entendendo (boca cheia de sangue e dentes quebrados) e ainda dizia que não sabia onde ficava a Rua Corinto (P...ra! não tem um computador na frente dela? ou então usa o Google, ou melhor ainda liga pra 51º DP e pro batalhão da PM ao lado, que por coincidência ficam na rua Barroso Neto que termina (uns 200m) na rua Corinto).

Nervoso, com o ocorrido e com as pessoas a minha volta que só queriam saber se tinham levado alguma coisa, como se isso tivesse importância (boca cheia de sangue e dentes quebrados), eu dei o celular pro guarda, e apesar de tudo não pronunciei nenhum palavrão, resolvi me encaminhar para um atendimento médico, ou seja, parti a pé e sozinho em direção ao HU, já em frente da Odonto o guarda me alcançou e me deu carona ao hospital e me ajudou a achar o PS (pronto socorro, oras), onde fiquei por quase 15min para ser atendido por uma estudante-médica-residente-de-plantão ou algo assim, que ficou examinando meus batimentos e minha respiração (peraí, e a boca-cheia-de-sangue-e-dentes-quebrados?), até chamar o Professor ou Médico para me dizer que não tinham um profissional buco-maxilar (ou coisa parecida) para me tratar e que eu deveria procurar um outro pronto socorro, o da Lapa talvez (boca cheia de sangue e dentes quebrados, assaltado e violentamente agredido, e a pé).

Fui à portaria do HU pedir para ligar para a guarda universitária para ver se eles podiam me ajudar, mas ouvi do supervisor da guarda que as viaturas da USP só atendem dentro do Campus e não tem autorização de sair a não ser se fosse para me levar até a delegacia (isso que eu estava já pelas onze e tantas sem atendimento médico) resolvi aceitar a generosa oferta dele e pedi que a viatura viesse me buscar.

Ao entrar no carro o guarda queria me conduzir para a delegacia do Jaguaré, mas eu protestei (com a boca ainda cheia de sangue e com os dentes quebrados), pois o assalto foi na Vila Indiana e eu queria ir para a delegacia da Vila Indiana! Ao entrar na viatura eu percebi que eu estava em melhores condições de ter enfrentado os bandidos do que a Guarda Universitária.

Ao chegar à delegacia (ou 51ºDP) a primeira coisa que eu ouvi foi: “os caras da guardas já sabem que não podem trazer aluno para cá, ocorrências na USP deve ser levada pro Jaguaré”. Depois de esclarecer que o guarda só estava me dado uma gentil carona até ali, mas que o assalto foi fora da USP, o investigador de plantão me falou que como eles estavam com ocorrência que eu teria que aguardar umas 3 horas para ser atendido (ué, e o que me aconteceu não era ocorrência?).

Como eu ainda estava bebendo do meu próprio sangue e com os dentes quebrados, perguntei se tinha problema deixar o B.O. para depois de eu ir para o médico, ele disse que eu deveria trazer um relatório do medico que me atendesse para fazer o B.O. no dia seguinte. Depois de andar alguns quilômetros a pé da delegacia até minha casa eu liguei para um amigo que me levou de carro até o Hospital das Clínicas, onde por volta da 01h00min da manhã eu fui finalmente atendido por duas médicas (cirurgiãs-dentistas) residentes que foram muito atenciosas e as primeiras pessoas a me prestar auxílio (além do meu amigo, que já tava na casa dele indo dormir) naquela terrível noite.

Na quarta-feira, voltei ao HC ás 02h00min da tarde para fazer o retorno, e perdi mais dois dentes que não puderam ser restaurados pela contenção feita na segunda no PS. Voltei e fui na 51ºDP com o relatório feito por um policial civil que fica no PS do HC para atender esses casos, e fiquei das 04h30min da tarde até por volta das 18h30min quando o escrivão me informou que havia caído o sistema (raios de incompetentes da PRODESP que disseram que consertavam em meia hora) e fiquei até as oito quando a delegada de plantão me disse que eu poderia ir pra casa que eles me avisavam, pois não havia previsão da volta do sistema. De novo no dia seguinte retornei a delegacia e fui recebido com a pergunta: pra você quer o B.O., expliquei então que havia sido vitima de assalto na saída da USP e ele me disse pra aguardar que já havia outro rapaz para fazer BO, pois havia sido assaltado na quarta á noite. Após umas 3 horas de espera (e olha que não tinha ocorrência!) eu finalmente consegui aquele papel que agora olhando para ele vejo que não me servirá pra nada, pois se quando eu estava com a boca cheia de sangue e os dentes quebrados ninguém me deu assistência, agora que eu estava ferrado mesmo!

PS: Os dois ladrões que me atacaram eram: um magro, de pele clara, 1,70m, cabeça pequena redonda e cabelos crespos bem curtos, usava camiseta branca e calça jeans; o outro era mais forte e mais alto, de pele escura e usava camiseta verde e boné, o que mais a escuridão da rua não permitiu ver seu rosto, pois quando eu fui olhar para ele foi quando ele me acertou na boca e quebrou meus dentes. Os dois têm boa aparência, quer dizer que você não fugiria assustado ao cruzar com eles na rua, pelo contrário acabaria achando que até eram alunos vindo do Campus. Quanto à moça eu quero acreditar que não era cúmplice (apenas foi omissa em fugir em disparada quando os meliantes me abordaram), mas que teve um dia de sorte por eu ter aparecido para salvá-la, pois acredito que os ladrões estavam esperando a melhor hora para se jogar em cima dela e fazer só Deus sabe o que.

Quanto ao rapaz da FAU que encontrei na delegacia, teve outra história, ele foi abordado no pé da escadinha (quem foi o maldito que fez aqueles degraus tortos?) por dois caras de bicicleta que cercou ele e já de arma em punho (sim, arma de fogo, revolver, berro, tresoitão) e foram solicitando que entregasse tudo. Foi aí que o pobre estudante cometeu um erro grave, que muitos já tinham feito antes (sim os assaltos no portão de pedestres da Vila Indiana é super freqüente), de pedir pros manos o deixarem ficar com o trabalho (maço de papel sem nenhum valor comercial) dele. A resposta veio em diversos golpes no peito e coronhadas na cabeça dele, até que ele caísse e os ladrões pudessem arrancar sua mochila e relógio sem ouvir um piu.

A despeito do ocorrido, acredito que sejam grupos de criminosos distintos, por causa do modus operandi, mas em comum tem o fato de agirem com extrema violência, pra roubar mochilas com livros da biblioteca (será que nesse caso tem desconto na multa por atraso?) trabalhos de aulas ou até teses e dissertações, e quando eles têm sorte algum dinheiro e celulares que o incauto traz consigo. Ou seja, eles roubam mais pela diversão de espancar alunos e estuprar alunas do que pelo lucro (esse eles conseguem com a venda de drogas nas festas da USP).

Palavras-chave: agressão, Assalto, segurança

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