Stoa :: Samir Tanios Hamzo :: Blog

abril 27, 2012

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Postado por Yuna Ribeiro

Gente, sério, leiam esse texto, cheio de amor e de dor, um texto desse deveria ser entregue nas mãos de cada político, de cada juíz, de cada policial, de cada cidadão.

Assim como os conceitos e princípios que o embasam, gostaria que o tivéssemos como um guia valioso, para nunca esquecer o que realmente importa nessa vida!!

http://leonardoboff.wordpress.com/2012/04/27/pinherinho-resiste-apesar-do-massacre-e-do-terror/

Palavras-chave: amor, dor., justiça, Pinherinho

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abril 17, 2012

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Ontem tivemos um dia muito especial no Fórum Espaço Público 2ª Edição, aconteceu no auditório da poli um dia inteiro de debates sobre o tema "Campus Educador: TransFormAção Social e Cultural".

Conhecemos e reconhecemos muita coisa que está acontecendo por aí e é muito bom poder ouvir da fonte, dos olhos, espíritos e corações, bem a nossa frente, não há como evitar o envolvimento e ser seduzido pela possibilidade, ao alcance da ponta de nossos dedos esticados a diante, ao alcance de nossas ideias e sonhos, a possibilidade de fazer acontecer, de fazer parte e vivenciar a mudança.

Essa mudança está acontecendo e é muito bom poder acreditar nisso. Está acontecendo em diversas frentes e formas, nos fóruns, nos projetos sociais, na cidade, no campus, nas universidades, nas salas de aula, nos locais de trabalho, nos bairros, grupos e pessoas que cansaram de rodar em volta de seus umbigos, cansaram do individualismo e querem fazer parte de uma comunidade*, no verdadeiro sentido da palavra, um coletivo educador, coletivo de ação cultural, coletivo de desenvolvimento humano.

Essa vontade começa a transbordar no coração das pessoas e está ganhando espaço, na USP podemos sentir isso entre grupos de funcionários, professores e alunos que não aparecem mais como simples sonhadores, começam a ser vistos como atores, pessoas de ação, iniciativa, fonte e ferramenta para mudanças.

Sou otimista sim, e depois de ontem acredito mais ainda que a mudança está acontecendo o tempo todo, rápida ou pausadamente ela é inevitável e alcança todos os tipos de lugares e pessoas, absorvendo ideias e tendências ou entrando em embates. A mudança é real.

"Ampliar a sala de aula"

Tivemos a presença do Prof. Marcus Vinícius de Moura do Projeto Esporte Talento/CEPEUSP (http://www.educandopeloesporte.blogspot.com/), que trouxe a experiência da Cidade Educadora e com isso diversas questões sobre o Campus da USP:

É possível uma organização local compartilhada na USP?
Temos espaços de convivência/ de coletividade?
O que mobiliza os habitantes do campus?
Temos projetos coletivos?
Quais os princípios que norteiam o uso social no campus?
Tratamos o campus como parte da missão da USP?

"A transformação só acontece com ações educadoras"

Na fala do Prof. Marcos Sorrentino da ESALQ pudemos enxergar um caminho para:

O desafio da Sustentabilidade (deixar de lado as soluções simplistas e moralistas sobre sustentabilidade).
Inclusão radical de todas as diversidades.
Cidadania.
Processos > Projetos> Resultado > Objetivo
Formação de educadores/editores
Círculos de Cultura – Paulo Freire
Educomunicação
Estrutura educadora

¡  Investimento educador

¡  Atenção cotidiana com a vida – diálogo coletivo

¡  Apelo ao cuidar (Respeito)

¡  Cuidar pensando no todo

 

Os 6 passos:


1.
    Constituição de um coletivo educador com o objetivo de elaborar um projeto político-pedagógico (pactuar)

2.    Considerar as diferentes tribos de convivência

3.    Encontrar/criar mecanismos de diálogo

4.    Mapeamento e oferta de rico cardápio de oportunidades de aprendizagem

5.    Processo formativo para que as pessoas possam se apropriar das oportunidades e fazer parte do processo

6.    Monitoramento (acompanhamento) e Avaliação (visão crítica) continuada



“Ilha da Fantasia”

O Prof. Antonio Araújo da Eca/Teatro da Vertigem (http://www.teatrodavertigem.com.br/site/index2.php) trouxe a experiência do inimaginável, de como uma Ilha de Desordem e de Ordem podem coexistir num equilíbrio instável e sutil.

Uma experiência pedagógica de trocar com o departamento ao lado, de propor aos alunos um verdadeiro diálogo com o campus em sua arquitetura e significação. Propor a vivência de um campus como espaço de arte e cultura. Possibilitando o encontro com outras unidades, com diferentes e inusitadas pessoas, a troca, a relação, deslocando percepções e mudando a lógica do uso do espaço. Propondo uma OCUPAÇÃO artística. Surpreendendo com um bote salva vidas navegando na praça do relógio e fulminando na morte da rainha.

Trazendo a cidade ao campus e levando o campus à cidade.

A proposta: ocupação, diálogo, ação, reconhecimento, descoberta, transformação com/nas áreas externas do campus e da cidade.

“Campus X campo
impermeabilidade X permeabilidade
Virtualidade”

O Prof. Martin Grossmann da ECA num pensamento crítico-criativo em velocidade de internet2 trouxe a idéia de um campus de ação cultural. Acreditando que a ação cultural possibilita uma relação maior com o outro.

Questionou a educação como acontece na USP e como foi concebida pelos iluministas com forte hierarquia e pouca ou nenhuma flexibilidade, dificultando a interdisciplinaridade e a troca.

Colocou a importância da Visão Crítica da Sustentabilidade de forma a evitar radicalismos que possam aparecer numa espécie de Proposta Higienista, a exemplo do nazismo.

Eduardo Barbosa da Cocesp responsável pelo Programa Campus Sustentável e moderador da mesa de debates da manhã estava esfuziante com o Encontro, colocou suas questões, paixões e soltou suas pérolas: "Não basta estar perdido tem que participar".

“Confiança na produção coletiva”

O Prof. Menezes do Instituto de Física encantou com a possibilidade da “diversão como uma cultura importante” e da ideia de co-responsabilidade revestida de liberdade.

Alertou: os alunos estudam hoje e não fazemos idéia para qual mundo do trabalho de amanhã. Se não recuperarmos a comunidade, a co-responsabilidade seguiremos a caminho do Admirável Mundo Novo (livro escrito por Aldous Huxley, publicado em 1932).

“Você sabia?”

A Profa. Elizabeth Saad da ECA ilustrou, provou e questionou.
A comunicação contemporânea não é linear.
Comunicação/vivência acelerada.
Melhor do que qualquer conclusão antecipada: assista ao vídeo.

“Uma outra moeda é possível”

O Prof. Gilson Schwartz da ECA/CTR com uma visão do campus como plataforma para a conexão global, com a Cidade do Conhecimento (http://www.cidade.usp.br/blog/), a moeda “Saber”, o 2º Encontro de Inclusão Financeira, trouxe exemplos reais de como a capacitação das pessoas e das instituições para as novas tecnologias pode transformar, e a importância de desenvolver competências para apropriação das oportunidades para o desenvolvimento e inclusão social.

“Um outro mundo é possível”

Chico Witaker (http://chicowhitaker.net/), da Comissão Brasileira Justiça e Paz e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, coloca algumas possibilidades diante do mundo em permanente mudança:

> Sobrevivência = nos adaptar as mudanças.
> “Um outro mundo possível” = nos associar à mudanças transformadoras.

> Rede: “ninguém que quer mudar as coisas muda sozinho”, diversidade, criatividade, co-responsabilidade, intercomunicação.
> Pirâmide: maldição – luta pelo poder, pisar em quem está em baixo.
> Organização: trabalhar/se relacionar com outros.
> Aprender a desaprender para poder mudar.

> Fórum Social de São Paulo – 9/11/2010 na FAU Maranhão.

> Consenso > colegiado > decisão > existem convergências > união da diversidade no respeito mutuo e no esforço coletivo X Cultura da Competição.
> Campus como espaço para uma rede de troca de saber, todo mundo ensina, todo mundo aprende.

Prof. Waldyr Coordenador da COSEAS e moderador da mesa de debates da tarde trouxe seu depoimento pessoal "A vaidade humana é o que está nos matando" e a experiência de grandes progressos no diálogo com alunos do CRUSP, mostrando como muitos dos dirigentes da USP estão abertos as mudanças.

 

 

* comunidade
co.mu.ni.da.de
sf (lat communitate) 1 Qualidade daquilo que é comum; comunhão. 2 Participação em comum; sociedade. 3Sociol Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc. 4 Lugar onde residem esses indivíduos. 5 Comuna. 6 Totalidade dos cidadãos de um país, o Estado. 

Postado por Yuna Ribeiro em Prefeitura do Campus USP da Capital | 0 comentário

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Uma tentativa de realizar a lição de casa que o Prof. Barco me passou.

O texto a seguir é baseado no poema "As crianças aprendem o que vivenciam" de Dorothy Law Nolte, tentando adaptar os versos à realidade que vivemos na Prefeitura.

Se os trabalhadores convivem com a mediocridade, aprendem a lastimar.

Se os trabalhadores vivenciam a mesquinharia, aprendem a se privar.

Se os trabalhadores vivem com a ameaça, aprendem a ter medo.

Se os trabalhadores convivem com a severidade, aprendem a transgredir.

Se os trabalhadores convivem com a ignorância, aprendem a cultivar intrigas.

Se os trabalhadores convivem com a injustiça, aprendem a calar.

Se os trabalhadores vivem com a tirania/ crueldade do poder, aprendem a tornar-se invisíveis.

Se os trabalhadores convivem com o investimento/ incentivo no ser humano, aprendem a confiar em sua capacidade e na instituição.

Se vivenciam a gratidão, aprendem a reconhecer o outro.

Se convivem com o comprometimento, aprendem a participar.

Se vivenciam a alegria, aprendem a ter vontade de realizar.

Se convivem com a informação, aprendem a entender suas responsabilidades.

Se vivenciam o apreço e a consideração, aprendem a valorizar as pessoas e seu trabalho.

Se convivem com a educação, aprendem a buscar o seu desenvolvimento.

Se os trabalhadores convivem com a liberdade de expressão, aprendem a criar e inovar.

Se os trabalhadores vivem com equilíbrio e harmonia, aprendem o que é sustentabilidade.

Se os trabalhadores vivenciam um ambiente de trabalho saudável, aprendem a gostar do que fazem.

Se vivenciam a compreensão, aprendem a ouvir, enxergar e respeitar.

Postado por Yuna Ribeiro em Prefeitura do Campus USP da Capital | 0 comentário

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Na sexta-feira, dia 24/04, realizamos a 1ª atividade do Grupo de Oficinas da Coordenadoria do Campus. Eu estava um pouco apreensiva, todos estavam muito desconfiados da nossa proposta, tivemos que enfrentar alguns preconceitos e barreiras (no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho, e sempre terá, passamos por cima, de lado, uma empurradinha aqui, uma cutucada lá, rsrs).

Mas o 1º passo foi dado, de forma muito positiva conseguimos, um grupo de funcionários realizou uma atividade de qualidade, de baixo custo, de integração, divertimento e aprendizado, e o que é mais incrível, organizamos isso para os próprios funcionários, para o pessoal de base, eletricistas, marceneiros, pedreiros, auxiliares, secretárias, técnicos, diretores, entre outros, sem distinção.

Aprendemos que somos capazes, que temos valor, que existem pessoas super interessantes ao nosso lado, no nosso dia a dia, e que só precisamos abrir os olhos e dar um pouco mais de atenção para poder enxergar.

Assistimos um show de 1 hora na Praça Victor Civita, se apresentaram o saxofonista Raul Mascarenhas e as cantoras Fafá e Mariana de Belém, a escolha não poderia ter sido melhor, o espaço é extremamente interessante, trata de sustentabilidade, da reabilitação de um local que abrigava um antigo incinerador, de transformação e de revitalização. O show foi uma delícia, a mistura do clássico e discreto saxofonista com a alegria e a vitalidade estonteantes das cantoras. Perfeito para nos fazer lembrar que existe alegria sim, existem coisas boas e essas coisas podem ser feitas por nós, aqui.

Todos aproveitaram o espaço, o tempo, a alegria e força das músicas, o sol que persistiu entre as nuvens escuras, proporcionando um quentinho gostoso para abastecer nossas energias. E assim nos divertimos, nos surpreendemos e voltamos um pouco mais leves e otimistas para nosso local de trabalho.

Agradeço a todos que fizeram essa atividade ser possível. Várias pessoas adeptas ou não da proposta contribiram de alguma forma.

Contamos com o empenho de todos para que possamos continuar e contribuir cada vez mais para um ambiente de trabalho saudável, com qualidade e valorização das pessoas. Acredito fortemente que a cada atividade mais funcionários poderão participar, contribuir e quebrar barreiras.

Postado por Yuna Ribeiro em Prefeitura do Campus USP da Capital | 0 comentário

maio 13, 2011

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Postado por Yuna Ribeiro
PROGRAMAÇÃO 20/05/11 – 6ª feira

V Festival Ruas de Esporte:
que USP você conhece?

Movimente-se, desfrute, conheça,
compartilhe...

8h às 18h30
Distribuição do Kit “Conheça melhor a USP” –
Tenda na Praça do Relógio
9h às 10h
Experiências com modos de circular pelo Campus -
Saída: tenda na Praça do Relógio
Educadores do Prodhe – Cepeusp
10h às 18h30
Parede de Escalada e Pêndulo – Praça do Relógio
Cleber Liberal - EDECAÇÃO – Centro de Formação e
Capacitação em Atividades de Aventura
10h às
18h30
Slackline – Praça do Relógio Solar (perto do Crusp)
Cleber Liberal - EDECAÇÃO – Centro de Formação e
Capacitação em Atividades de Aventura
12h às 14h
Jogo de DiscoPraça do Relógio (gramado próximo
ao espelho d’água)
Roberto Hucke – Federação Paulista de Disco
13h às
14h30
Intervenção com Diabolôs e Bolinhas
Praça do Relógio
Lucas Gardezani – Graduando da FEA-USP
14h30
 às
16h
Dança de Salão – Praça do Relógio
Breno Dallaqua – Graduando da EEFE-USP
17h às 18h
Danças Circulares dos Povos – Praça do Relógio
Tânia Pessoa - Instituto de Psicologia da USP –
Laboratório de Estudos da Personalidade
17h às 18h
CapoeiraPraça do Relógio Solar (perto do Crusp)
Gladson e Vinicius Heine – Cepeusp


PROGRAMAÇÃO 20/05/11 – 6ª feira

V Festival Ruas de Esporte: que USP você conhece?

Movimente-se, desfrute, conheça, compartilhe...

Informações sobre as oficinas (em ordem alfabética):

Capoeira
Apresentação de capoeira, samba de roda de maculelê, vivências rítmicas e bate papo.
Responsáveis: Gladson e Vinicius Heine – Cepeusp.
Local: Praça do Relógio Solar das 17h às 18h.
Participação: livre.

Danças Circulares dos Povos
Vivenciar em roda as danças de diferentes povos e épocas visando o processo de grupação propício para a vivência lúdica, criativa e de consideração empática para com diferentes culturas, grupos e consigo mesmo.
Responsável: Tânia Pessoa - Instituto de Psicologia da USP – Laboratório de Estudos da Personalidade do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano.
Local: Praça do Relógio das 17h às 18h.
Participação: 8 a 50 pessoas de qualquer idade.

Dança de Salão
O objetivo da oficina é fazer com que os participantes experimentem alguns ritmos da dança de salão e conheçam um pouco mais sobre suas origens, características e possíveis benefícios com a prática constante.
Responsável: Breno Dallaqua - Graduando da Escola de Educação Física e Esporte da USP.
Local: Praça do Relógio das 14h30 às 16h.
Participação: a partir de 13 anos.

Distribuição do Kit “Conheça melhor a USP”
Durante todo o dia serão distribuídos o mapa “Conheça a USP com o Festival Ruas de Esporte” e o jogo de tabuleiro Ruas de Esporte. São recursos auxiliares para motivar ainda mais a participação nas etapas do Festival e estimular o envolvimento nas inúmeras atividades que a universidade oferece ao longo do ano.
Local: Praça do Relógio das 8h às 18h30.

Experiências com modos de circular pelo campus
A ideia é que sejam formados grupos para percorrerem determinado percurso a pé, de ônibus circular USP, de carro ou de bicicleta. Com um roteiro de observação em mãos, o objetivo é que captem situações, curiosidades, paisagens que encontram pelo caminho, registrando-as de alguma forma (por escrito, imagens ou de outra maneira).
Responsáveis: educadores do Prodhe – Cepeusp.
Local de saída: Praça do Relógio das 9h às 10h.
Participação: livre.

Intervenção com Diabolôs e Bolinhas
O malabarismo é uma atividade muito conhecida, mas infelizmente não muito praticada em nosso país. Seus benefícios são inúmeros, entre eles aumento do preparo físico, desenvolvimento da coordenação motora, melhorias na capacidade de concentração, exercício da força de vontade e motivação, aumento da percepção espacial e ganho nos reflexos, relaxamento mental e estimulação da criatividade.
Pretende-se divulgar o malabarismo como arte, mas também estimular novas pessoas a aderirem a esta prática.
Responsável: Lucas Gardezani – Graduando da Faculdade de Economia e Administração da USP.
Local: Praça do Relógio das 13h às 14h30.
Participação: livre.

Jogo de Disco ou Ultimate Frisbee
No Ultimate, o objetivo é chegar com o Frisbee em uma Zona de Gol (End Zone do Futebol Americano). Duas equipes de 7 jogadores cada, competem para marcar o maior número de gols possíveis. Os integrantes da equipe atacante passam o Frisbee de jogador para jogador. Ao recebê-lo, devem fixar um pé de pivô (ao estilo do Basquete) e passá-lo antes de 10 segundos. Os integrantes da equipe de defesa devem impedir que os atacantes recebam o Frisbee na Zona de Gol. Este é o único esporte no mundo que não possui árbitros. Existem regras que são utilizadas como guia para a prática do Ultimate. Entretanto, as regras nunca são violadas internacionalmente pelos jogadores, pois existe um código de honra e respeito mútuo entre todos. Claro que o esporte de alta competitividade é estimulado, mas nunca a custa da perda destes valores. Isto é o que chamamos de Espírito de Jogo.
Responsável: Roberto Hucke – Federação Paulista de Disco.
Local: Praça do Relógio das 12h às 14h (gramado próximo ao espelho d’agua).
Participação: livre.

Parede de Escalada e Pêndulo
ESCALADA: Modalidade em grande ascensão no Brasil, sendo de fácil aceitação e muito motivante. A mesma pode ser feita na rocha ou em paredes de escalada artificiais, que são montadas em qualquer lugar, fixas ou móveis, podendo ter diversas variações de dificuldades.
PÊNDULO: Também está inserido dentro das Técnicas Verticais, proporciona muita emoção aos praticantes. Consiste em um balanço construído com toda a segurança dos equipamentos de escalada com três pontos de ancoragem seguros.
Responsável: Cleber Liberal - EDECAÇÃO – Centro de Formação e Capacitação em Atividades de Aventura.
Local: Praça do Relógio das 10h às 18h30.
Participação: livre.

Slackline
A atividade consiste em equilibrar-se em uma fita que fica presa a dois pontos de ancoragem (árvores, muros, portões, etc).
É uma atividade bastante desafiadora por trabalhar muito com a concentração e o equilíbrio. Nela podemos ampliar a nossa percepção corporal, controlar melhor os movimentos além de ser uma nova forma de praticar atividade física, pois, ficar concentrado para não cair exige determinado esforço físico trabalhando a parte psicomotora e muscular!
Os iniciantes podem ter o auxilio de outra pessoa para andar na fita, ajudando no equilíbrio, o que fortalece a relação de confiança e respeito entre os praticantes.
Responsável: Cleber Liberal - EDECAÇÃO – Centro de Formação e Capacitação em Atividades de Aventura.
Local: Praça do Relógio Solar das 10h às 18h30.
Participação: livre.



INFORMAÇÕES: 3091-3592 ou prodhe@usp.br

Postado por Yuna Ribeiro | 1 comentário

fevereiro 23, 2011

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Postado por Yuna Ribeiro

BUTANTA USP 702U em 25 de setembro de 2008

Essas fotos foram tiradas por mim, hoje, dia 23 de fevereiro de 2011, por volta de 9h00, no corredor da Rebouças, os pontos de parada são na Av. Brigadeiro Luis Antônio, Av. Faria Lima e Av. Rebouças.

E como disse a Dona Matilde, funcionária da USP a quase 30 anos, "esse ônibus está vazio! você precisa ver quando começarem as aulas!!", com os olhos apertados me contou que muitas vezes já esperou mais de 2 horas pra conseguir entrar no Butantã USP e que está muito feliz que vai se aposentar e se mudar daqui.

Tudo isso por R$ 3,00. E vamos seguindo... (???)

Essa é a Dona Matilde.

Palavras-chave: Aumento da tarifa, Butantã USP 702U, transporte na cidade universitária, transporte público

Postado por Yuna Ribeiro | 4 usuários votaram. 4 votos | 5 comentários

fevereiro 08, 2011

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Postado por Yuna Ribeiro

quando vi essa charge lembrei de um amigo de Fórum Espaço Público numa conversa muito interessante sobre como chegar na USP de bicicleta!! um dia ainda tomo coragem!! rsrs

 

Palavras-chave: Ciclismo (todos), loucura, trânsito

Postado por Yuna Ribeiro | 0 comentário

dezembro 07, 2010

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Bom dia!

Clicando aqui vocês podem ler a última memória (reunião realizada aqui na COCESP). Foram levantados os grandes temas que servirão de apoio para o Encontro dos Grupos de Trabalho, que acontecerá no CEPAM, dia 09 de dezembro. As inscrições podem ser feitas aqui.

Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social

Postado por Raquel Gianneschi Demetrio em Espaço USP | 0 comentário

dezembro 03, 2010

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Postado por Yuna Ribeiro

 

Revista Fórum: http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/11/26/sob_regimento_da_epoca_da_ditadura_usp_ameaca_expulsar_21_estudantes/

Sob regimento da época da ditadura, USP ameaça expulsar 21 estudantes

A Universidade de São Paulo está movendo um processo administrativo contra estudantes que participaram da ocupação da Reitoria, em 2007, e da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), em março desse ano. 

Por André Rossi
[26 de novembro de 2010 - 17h38]
A Universidade de São Paulo (USP) está movendo um processo administrativo contra 21 estudantes que participaram da ocupação da Reitoria, em 2007, e da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), em março desse ano. A instituição intimou todos a prestarem depoimento; quatro foram ouvidos no último dia 23 e os dezessete restantes serão ouvidos no próximo dia 30.

Os estudantes são acusados de infringirem o artigo 247 do decreto nº 52.906, datado em 27 de março de 1972, que integra o Regimento Geral da USP, o “Antigo Regimento”, que proíbe “praticar ato atentatório à moral e aos bons costumes”, “perturbar os trabalhos escolares e a administração da universidade” e “atentar contra o nome e a imagem da universidade”. Caso sejam condenados, a punição para os alunos vai de uma advertência verbal à eliminação permanente – expulsão. Eles serão julgados por uma comissão sindicante composta por professores e outros funcionários da instituição, que julgam casos de transgressão ao regimento interno.

O decreto nº 52.906 foi redigido durante o Regime Militar pelo ex-diretor da USP Luís Antônio Gama e Silva, então ministro da Justiça e, além disso, redator do Ato Institucional número 5. Porém, em contrapartida à revogação do AI-5, em 1978, o decreto do “Antigo Regimento” que sustenta as acusações da USP contra os estudantes ainda vigora, com punição para quem “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares; afixar cartazes fora dos locais”.

Em 2007, alunos da USP ocuparam o prédio da Reitoria da universidade reivindicando a revogação dos decretos assinados na posse do então governador José Serra (PSDB) - que quebravam a autonomia administrativa das universidades -, a contratação de professores e ampliação no número de moradias. E em março deste ano, o Conjunto Residencial da universidade, o CRUSP, também foi palco de ocupação por parte de alunos que pleiteavam um maior número de vagas para estudantes de fora de São Paulo.

Gustavo Seferian, advogado, estudante de História e pós-graduando em Direito do Trabalho na USP, soube do caso por meio de seu orientador da pós, o professor e jurista Jorge Luiz Souto Maior, e se envolveu como advogado de defesa dos estudantes que ocuparam o Coseas. Para ele, o regimento da USP não segue na esteira do atual sistema jurídico brasileiro. “Muito embora o regimento ainda tenha validade, ele está fora do contexto das mudanças promovidas pela Constituição de 1988. Ele não compatibiliza com o sistema jurídico brasileiro na sua completude, que respeita o pluralismo político e o direito à livre expressão política”, disse. “Está claro que o sistema avisa punir os alunos por conta de suas atuações políticas”, completou.

Sobre a possibilidade de expulsão permanente dos estudantes processados, Seferian acredita que a decisão pode representar um retrocesso para a luta pela democracia nas universidades do país. “Caso isso venha a acontecer, vai representar um grande retrocesso não só para o movimento estudantil como para as instituições públicas, inseridas em um país norteado por um regime democrático de direito, e a USP tem um papel simbólico nessa luta”, declarou.

Para Nathalie Drumond, diretora do Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE/USP), a ação da Comissão Sindicante tem como objetivo conter o movimento estudantil. “A intenção da Comissão é incriminar a ação dos estudantes que realmente querem melhorias para a universidade. A Reitoria está recorrendo a leis do regime militar para conter o movimento estudantil”, diz.

De acordo com a assessoria da USP, os processos, que correm de maneira sigilosa, visam autuar os 21 alunos infratores por supostos danos ao patrimônio público durante a invasão da Reitoria, orçados em R$ 300.000,00; e por violação de documentos sigilosos da Divisão de Promoção Social do Coseas sobre alunos que fizeram requerimento de bolsa.

Um ato de apoio aos estudantes que irão prestar depoimento está previsto para o dia 30, às 12h, em frente ao prédio da Reitoria.

Foto Flickr: http://www.flickr.com/photos/paulasac/1644107156/sizes/z/

Palavras-chave: ditadura, invasão, Regimento USP

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novembro 24, 2010

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Postado por Yuna Ribeiro

A USP em suas contradições aproxima e afasta pessoas, provoca e ao mesmo tempo se isola das mudanças e dos movimentos sociais, com sua estrutura e academia segmentada e desconectada, ainda assim, acontece muita coisa por aqui. Hoje, dia 24 de novembro de 2010, tivemos a presença de Graça Machel, presidenta da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade - FDC, ativista dos direitos humanos, principalmente da mulher, na abertura do I Seminário do Centro Ruth Cardoso.

A força e energia de sua presença são incríveis, humildemente se colocou para todos como uma irmã do outro lado do oceano, uma irmã de hemisfério e de voz no mundo.

Falou um pouco de sua história, de sua origem, e pela segunda vez nesse dia disse "não é a origem social que determina quem és e quem poderá ser". Sua mãe ficou viúva duas semanas antes de seu nascimento, analfabeta, criou um lar para os seus filhos, apesar de toda dificuldade e falta de recursos, nesse lar predominava o amor, a valorização da família, da comunidade e da educação.

Graça Machel uma ativista principalmente da emancipação, da libertação da mulher, contou em seu testemunho emocionado, que graças a duas grandes mulheres em sua vida, sua mãe e sua irmã mais velha, teve um destino diferente da maioria das meninas de sua idade, por causa da educação.

Defende e acredita na educação em que todos aprendem e todos ensinam como base fundamental para a transformação da vida em comunidade, em família, e para a libertação das mulheres e crianças. Sua 1ª grande escolha foi se integrar ao Movimento da Luta Armada de Libertação Nacional de Moçambique, que em sua estrutura as mulheres estavam no centro das decisões e participavam de todas as ações em igualdade. Nesse movimento atuou principalmente no combate ao analfabetismo e para o acesso à escola e ao conhecimento, segundo ela, "para sermos nós próprios".

Sobre a FDC, descreve sua atuação como uma resposta a um compromisso de vida com as mulheres e crianças.

Sobre Nelson Mandela, seu esposo, "Quando se dá a uma pessoa a capacidade de ser ela própria, isso não se mede em números nem em palavras".

Terminando, com o tom de voz mais baixo e firme, como se pedisse o silêncio e atenção para uma descoberta, um segredo para a vida, disse "Isso é um testemunho e um compromisso. A luta continua."

Palavras-chave: direitos humanos, Graça Machel, Nelson Mandela

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ATA DE REUNIÃO

 

Disciplina FÓRUM PERMANENTE ESPAÇO PÚBLICO

2ª EDIÇÃO -CAMPUS SUSTENTÁVEL

Data 08 de novembro de 2010

 

Grupo GT3 Mobilidade Sustentável Local Sala 4 - COCESP

Facilitadores Samir Tanios Hamzo e Marino Benetti (COCESP)

Preparado por: Isabel Bossi e Gerson Damiani

 

PARTICIPANTES: Élio, Gerson, Isabel, Marino, Samir, Thiago

Ausência justificada: Antonio Macchione

 

Iniciamos a reunião às 9:30.

 

Temas principais: CICLOVIAS e CAMPANHA DE EDUCAÇÃO PARA MOTORISTAS E PEDESTRES NO CAMPUS.

 

O Samir nos apresentou o mapa da ciclovia central desenhada para o Campus com uma tendência bastante positiva para sua implementação apesar de não existir um cronograma de execução previsto. Mencionou sobre a importância de oferecer tecnologia e educar – criação de um “manual de instrução”.

O Thiago, aluno de mestrado da Faculdade de Saúde Pública, novo participante do grupo, se apresentou e nos informou que é ciclista regular na cidade de São Paulo. Sugeriu que todas as unidades tenham bicicletários de fácil acesso.

O Élio demonstrou sua preocupação em já irmos formatando o documentos do grupo tendo em vista que no primeiro Fórum, muitos assuntos discutidos nas reuniões foram perdidos por falta desse cuidado. Demonstrou ser contra o projeto atual da ciclovia longe das vias principais, por ser longe das vias principais.

Como a reunião estava se desviando um pouco da sua pauta, o Gerson resumiu a memória de reunião de 28/09 sobre o tema bicicletas e ciclofaixas para retomarmos a discussão. Foi alertado que na ata da reunião de 19/10, na terceira página, 7ª linha foram transcritas as prioridades em ordem diferente daquela que o grupo já havia sinalizado. A ordem correta da prioridade/preferências de locomoção dentro do Campus é: pedestre, bicicleta, ônibus e carro.

O Samir mencionou que a ciclovia planejada funciona como uma vértebra. A vantagem deste modelo é que não precisa forçar a coexistência com o carro no sentido total. O caminho natural será fazer a primeira parte da ciclovia, já pavimentada. Terão problemas pontuais, mas serão resolvidos. A partir dela objetiva-se a conectividade com diversos setores do campus. Calçadas pavimentadas com asfaltamentos, e posteriormente compartilhadas com pedestres.

Novamente o Thiago insiste que o processo seja iniciado através de ciclofaixas que servirão para mandar a mensagem aos usuários onde a demanda é reprimida.

O Marino mencionou que o Ricardo da TCURBS expressou ser contra a ciclofaixa na esquerda, pois seria mais perigosa para os ciclistas.

Samir e Gerson falaram sobre a produção de um documento que indique a necessidade de contratar um serviço profissional para o desenho e planejamento de ciclovias, o qual seria encaminhado para o comitê gestor.

Após ampla discussão os presentes chegaram a conclusão que o documento final do GT3 deva ter o formato com 2 grandes temas macro a seguir discriminados:

 

1) Estrutura:

• Viabilizar o estudo referente ao planejamento

• Pavimentação de vias e calçadas, e construção onde não há calçadas

• Priorizar pedestres

• Implementação de ciclovias e lombafaixas

• Sinalização do campus de acordo com o código de trânsito brasileiro

• Deslocamento interno adequado com aprimoramento do serviço de

ônibus circular

 

2) Educação

• Campanha Educativa Contínua e não esporádica

• Placas motivadoras perenes

As primeiras mudanças concretas sugeridas deverão ser as seguintes:

 

1) Inclusão de ciclofaixa na avenida da raia, que será refeita em 2011

 

2) Campanha educativa em fevereiro de 2011 almejando a redução de velocidade dos carros; incluir informação no manual do calouro; contar com apoio dos centros acadêmicos. Ex.: uma ação para que os motoristas parem nas faixas de pedestres.

 

O Marino sugeriu que a médio prazo (2012) pode-se planejar um concurso para a uma campanha de maiores proporções sobre o tema Mobilidade. Poderíamos sugerir um mascote e apresentar esse concurso para participação de toda a comunidade USP. Falou também que providenciaria uma estatística sobre acidentes no campus e fora dele.

Na próxima reunião – que ficou agendada para 23 de novembro de 2010, às 9h30, na COCESP -trataremos dos passos necessários para elaboração do documento destinado ao Comitê Gestor; e, sobre a campanha educativa visando o respeito às faixas de pedestres.

A reunião se encerrou às 11:50 horas.

 

Secretária: Isabel Bossi

Redator: Gerson Damiani

 

 

Palavras-chave: 2010 GT3-Mobilidade

Postado por Isabel Cristina Bossi Alves em Espaço USP | 0 comentário

novembro 17, 2010

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Postado por Yuna Ribeiro

Na medida em que uma sociedade perde o sentido da fraternidade, ela se restringe a um projeto pragmático de adaptação ao status quo do consumo pelo consumo, do crescimento econômico pelo crescimento, do progresso pelo progresso. Sociedade sem amizade e sem compaixão, como escreveu em outro contexto Espinosa no século XVII, "não merece o nome de cidade mas o de solidão".

 

Trechos do livro Contemporaneidades de Olgária Matos, 2009.

 

Lendo o ensaio "O mal-estar na contemporaneidade: performance e tempo" de Olgária Matos me deparei com uma realidade gritante encontrada nas repartições administrativas da USP, e quiçá, nas salas de aula.

 

A ilusão de que o mundo do mercado e da concorrência está distante da Universidade não existe mais, assim como da educação. O que predomina é a aceleração do presente, o presenteísmo, com "um encolhimento do espaço de experiências na vida social e de liberdade, liberdade de acesso ao passado e ao futuro como construção de uma subjetividade democrática", deixando de existir a "educação para a liberdade" que é substituída pela "educação para a adaptação".

 

Assim como existem marginalizados dentro da USP e estes, agora, são institucionalizados, pois têm o direito a existir, porque todos, ricos e pobres, são igualmente protegidos pela Lei, como exemplo as "cotas compensatórias que substituem o enfrentamento da exclusão econômica e cultural da maioria, quando deveriam ser apenas transitórias", entre outros.

 

Substituem sim, porque no Mercado tudo é julgado e valorizado por seu custo, os visitantes da favela São Remo ao campus tem um custo para a Universidade, que no caso deve ser tão pequeno quanto à atenção que esta despende a essa entidade teatralmente invisível, assim como os alunos, os funcionários e professores, prestes a se aposentar ou não, todos tem o seu custo.

 

Segundo Kant "todas as coisas que podem ser comparadas podem ser trocadas e têm um preço; aquelas que não podem ser comparadas não podem ser trocadas e não têm preço, mas dignidade". De maneira que podemos entender porque o sentimento de dignidade e valorização do humano nas organizações, nas discussões políticas, na Universidade e na Cidade-Solidão está cada vez mais escasso.

 

Outra colocação interessante é sobre o Espaço Público que, segundo a autora, tem sua concepção na política do Iluminismo Filosófico e é o espaço comum a todos e não propriedade de poucos, e acessível a todos e não privilégio de alguns. Com isso me pergunto, não será o uso do espaço público na USP um reflexo de sua estrutura hierárquica, segmentada e insocial.

 

Mercantilista?

mercantilismo

mer.can.ti.lis.mo

sm (mercantil+ismo) 1 Tendência para subordinar tudo ao comércio, ao ganho, ao interesse. 2 Predomínio do interesse ou do espírito mercantil. 3 Econ polít Doutrina consolidada no século XVIII, segundo a qual a riqueza e o poder de um país consistiam na posse de metais preciosos.

 

 

"A determinação de todas as esferas da vida pelas leis do mercado, dissolvem a separação entre o público e o privado, transformam o espaço público em imagem pública e o cidadão em cidadão-consumidor", dissolvem também os valores "uma vez que valores dependem de um espaço comum de experiências compartilhadas". Ficando cada vez mais distante e menos sonhada uma vivência compartilhada, saudável e sustentável.

 

"Uma cidade feliz, ao contrário, é aquela que assegura o máximo de sobrevivência, segurança, justiça, liberdade e amizade para o conjunto dos cidadãos. O espaço público é o que é comum a todos e acessível a todos."

 

Relações Humanas, de Trabalho e de Mercado

 

“A cultura do ódio promove a eliminação em lugar da cooperação [...] Trata-se de um ambiente de trabalho policiado por uma administração que dá conselhos, mas conselhos sem experiência e sem ligação nenhuma com a história do próprio trabalhador”.

 

“Segundo a fórmula de Benjamin Franklin, para quem ‘tempo é dinheiro’. Se tempo é dinheiro, ele não é busca de sentido e subjetividade”.

 

"A desagregação do sentido da vida em comum arrisca subsumir o homem nessa alienação particular que Hannah Arendt nomeava 'acosmismo', o sentir-se estranho no mundo, o sentimento do não pertencimento, o de ser supérfluo."

 

subsumir

sub.su.mir

(sub+lat sumere) vtd Filos Segundo a doutrina de Kant, considerar um indivíduo como compreendido numa espécie, um fato como sendo a aplicação de uma lei, uma idéia como dependente de uma idéia geral etc.

 

acosmismo

a.cos.mis.mo

sm (a4+cosmo2+ismo) Filos Doutrina que nega a existência do mundo real e sensível.

 

"No capitalismo de produção, o homem só se sentia em casa quando fora do trabalho e quando no trabalho, estava fora de si. Na sociedade do consumo, quando o homem está fora do trabalho, tampouco encontra-se junto a si - o que resulta em uma lógica do desengajamento em relação a um mundo compartilhado e com respeito também a si mesmo, com a dificuldade de criação de laços duradouros, com a obsolescência de valores como respeito, solidariedade, responsabilidade e fidelidade. O eu procura eliminar todos os laços e sentimentos, reduzidos, agora, a valor de troca, e o mercado conduz ao consumo permanente, induzindo à pressa, constrangendo à rapidez e a aceleração, acentuando a superficialidade nos vínculos (na medida em que os sentimentos exigem a duração para desenvolverem-se), produzindo a 'pobreza interior'."

 

"A concorrência pode ser que melhore as mercadorias mas certamente piora os homens”.

 

"como os funcionários têm o sentimento de não controlar seu ambiente de trabalho e seu futuro. A ameaça consiste em não mais se saber em que critérios se baseiam sanções e recompensas. O êxito ou o fracasso não sendo mais objetiváveis a partir de elementos concretos, a incerteza domina o medo de ser censurado e de ser visado [...] O contexto suscita uma pressão contínua, um sentimento de jamais fazer o suficiente, uma angustia de não se estar à altura"

 

Trechos de Olgária Matos.

Significado das palavras tirado do dicionário online Michaelis.

Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social, contemporaneidade, espaço público, espaço USP, esvaziamento da experiência, mercado, sociedade do consumo, Universidade

Postado por Yuna Ribeiro | 2 comentários

novembro 16, 2010

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Pessoal,

as memórias das 3 últimas reuniões estão disponíveis em nossa pasta. Peço desculpas por ter demorado tanto para conseguir organizar as coisas....

Nossa próxima reunião está marcada para o dia 23, às 14h00, aqui na COCESP (sala 04).

Até lá!

 

Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social

Postado por Raquel Gianneschi Demetrio em Espaço USP | 0 comentário

novembro 05, 2010

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 Segue abaixo, site contendo informações sobre XII FIMAI - Feira
 Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, a maior feira de meio ambiente industrial e sustentabilidade da América Latina. Ocorrerão outros eventos paralelos tais como, o VI Seminário de Resíduos Recicle CEMPRE. Tendo como um dos temas na pauta de discussão, a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  http://www.fimai.com.br/v2/News.aspx?idNews=44

Este post é Domínio Público.

Postado por Flavia Marisa Prado Saldanha Correa em Espaço USP | 0 comentário

outubro 28, 2010

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Grupo                GT3 Mobilidade Sustentável           Local       Sala 4- COCESP

Facilitadores    Samir Hamzo e Marino Benetti (COCESP)

Preparado por:  Isabel Bossi e Gerson Damiani

 PARTICIPANTES:

Antonio Macchione, Cristina, Élio, Gerson, Isabel e Samir.

Ausências justificadas: Marino e Mauricio.

 Iniciamos a reunião às 9h20.

O Gerson nos orientou sobre o tema da reunião atual.

PEDESTRES: transformação do espaço físico, como se chega aos lugares, universalização do acesso, campanha educacional.

A partir daí a Cristiane acredita que ações constrangedoras possam modificar o comportamento dos usuários do Campus. As pessoas têm que perceber que o ambiente USP é diferenciado. Os visitantes têm que ter essa visualização. A USP deve ser um local de exemplo, para que a sociedade possa se espelhar.

Um local onde o enfoque educacional possa levar à transformação e à modificação de atitudes. Citou um exemplo que pode ser seguido pela USP: uma multa informativa (fictícia) para as pessoas que desrespeitam os direitos alheio. E sugeriu trazer um modelo na próxima reunião.

O Gerson supõe que apenas informações não são suficientes para a modificação das atitudes errôneas empregadas pelas pessoas. Instrumentos de controle, como por exemplo radares para detecção de velocidade e sinais luminosos em conjunto com uma campanha educativa, tem maior eficácia. Ressaltou que grande parte daqueles que transitam pela USP não estão associados à comunidade. Educação e Coerção são necessários em conjunto. Deve-se identificar os pontos críticos, de concentração de pedestres e definidos como os mais perigosos. Podemos realizar um mutirão, com a presença em massa da comunidade, a fim de expor os problemas, e educar tanto os motoristas como os pedestres. Gerson se ofereceu para auxiliar no mapeamento das zonas de maior perigo.

O Antonio concorda com a idéia de que a USP precisa ser um exemplo a ser seguido e critica a falta de organização que a mesma atravessa não orientando melhor seus usuários, principalmente na modalidade esportiva explorada nos finais de semana.

 O Samir concordou que as duas práticas, educação e coerção, devem ser associadas; nos alertou, porém, que as mudanças, geralmente não são bem recebidas. Precisa haver um tripé bem estruturado que englobe tecnologia, educação e fator econômico (coerção). Esses eixos bem aplicados podem garantir o sucesso de um projeto. Pretende-se inserir 50km/h como velocidade máxima em todo o campus.

A partir daí houve uma discussão ampla sobre situações que o Campus enfrenta diariamente. O tema mais polêmico foi “esporte dentro da universidade nos finais de semana”. Falou-se sobre as prioridades da universidade, no sentido de ser um centro acadêmico, e da falta de organização e informação sobre os direitos e deveres daqueles que utilizam o campus para finalidades exclusivamente esportivas, e mesmo dos organizadores internos. Pergunta-se como educar dentro da lógica de mobilidade sustentável?

 Retomando os trabalhos o Gerson levantou a necessidade de termos como objetivo da reunião o tema pedestre.

 O Élio fez uma observação importante. Ao vir para a reunião detectou que não há calçada para pedestre na frente da Cocesp. Onde há calçadas, o piso é inadequado. Novamente os carros são os privilegiados. Ele sugere que as calçadas sejam asfaltadas para garantir um bom acesso ao pedestre. Esse modelo, já utilizado na cidade de Curitiba, pode garantir uma boa mobilidade, principalmente para as pessoas com deficiência. Sugeriu que a prioridade seja por tamanho: pedestre, bicicleta, carro, ônibus. A solução deveria ser educacional e corresponder à essência do local. Usar a ferramenta da educação dentro da temática de que o local se propõe. A universidade deveria primar pelo educacional. Por princípio todos somos pedestres.

 A Cristiane entende que se pudermos localizar os pontos de movimentação das pessoas (manchas), as calçadas poderiam se interligar, proporcionando uma melhor locomoção do pedestre no Campus. Para isso deve-se definir pólos de concentração/demanda para pedestres: restaurantes, bibliotecas, e outros locais de grande circulação, sob a ótica do desenho universal.

 O Samir lembra que para execução de projetos mais específicos é necessário se contratar empresas especializadas no assunto.

 O Élio, o Gerson e a Cristiane dizem que é necessário cuidado apenas com o aspecto técnico. A comunidade (alunos, funcionários) também deveria ter acesso às informações da contratação e execução dos trabalhos para que o projeto original não se perca e receba respaldo da comunidade.

 A Cristiane até sugere um rol de perguntas norteadoras para que as empresas interessadas possam ter mais afinidade com o projeto. A que tipo de profissional podemos recorrer? Qual suporte temos? Necessitamos de uma campanha perene de educação: respeito de parar na faixa de pedestre, de parar no ponto, etc. O tipo do ambiente físico leva as pessoas a mudar de comportamento. Trata-se de processos de integração entre barreiras físicas e atitudinais. Ex. Faixa de pedestre no nível da calçada. O carro é forçado a reduzir. A mudança de atitudes leva à mudança física. Lastro de pedagogia para mudar o comportamento. Agora falamos do pedestre que não está em embate com a rua, mas sim pensando no pedestre.

 A Isabel acha que é muito importante a introdução de uma campanha educativa, numa escala menor, mas de forma que a mesma já pudesse ir sinalizando a grandeza do projeto em um futuro próximo, de maneira que os usuários do Campus pudessem ir já se adaptando à proposta. Distribuição de adesivos, panfletagem na portaria 1, trote educativo são algumas das idéias. Citou como exemplo a campanha trânsito Legal – coração azul da Porto Seguros . Apenas o fato de colocar este adesivo, sinaliza que se intenciona ter um trânsito melhor. Trata-se de uma atitude positiva. Começamos uma campanha de formiguinha, dentro do projeto de educação. Isso é pequeno, mas pode ser implementado imediatamente. As pessoas começam a receber esse selinho, colocar nos carros.

 O Gerson cita que os Centros Acadêmicos possam colaborar também, se tiverem visualização da proposta. O início do semestre em fevereiro seria um momento ideal. Os novos alunos chegam, os antigos retornam. Podemos criar um logo ou um mascote para essa campanha, para os adesivos da “USP Respeita”.

 O Samir acha que essa informação possa constar no manual do aluno, mas que essa campanha não possa acontecer antes que o Campus esteja adaptado com novas placas de velocidade, faixas de segurança adequadas e ampla acessibilidade. Mencionou que há um plano de recuperação de uma avenida principal por ano.

 Concordamos que é necessário obter as seguintes informações:

 1) Identificação de pólos de demanda: caminhos de circulação de pedestres, quantos vão de onde para onde?

 2) Identificação de pontos perigosos: estatísticas de atropelamento. Nesses locais poderá haver sinalização do tipo “o campus tem xx atropelamentos por mês”, ou “Cuidado. Zona de grande incidência de atropelamentos.”

 3) Caminho da van para pessoas com deficiência.

 Colocar esses 3 pontos no mesmo mapa. A partir daqui podemos partir para o projeto de sinalização de trânsito priorizando o pedestre, construção de lombafaixas, campanhas de educação.

 Deve-se definir se faremos contratação de um serviço especializado para fazer esse mapa. Há uma aproximação maior com a CET (primeira possibilidade) ou deve-se contratar um terceiro / empresa de consultoria (segunda possibilidade) que faça isso com a CET? De qualquer maneira temos que municiá-los com nossas necessidades.

 O Antonio sugeriu que o projeto seja mais pontual. Não pode ser genérico. Tem que ter barreira física, eletrônica e educação. Panfletagem na portaria, começando a educar aqueles que trabalham na portaria. Obrigação de preparar calçadas para pedestres. A USP tem que ser um exemplo. Tem que ser centro de referência, de excelência.

 Finalmente como objeto da reunião de 23/11 ficamos motivados a pesquisar materiais que possam ser úteis à reunião sobre calçadas acessíveis e campanhas educativas de sucesso.

 A Cristiane vai traduzir um trabalho publicado internacionalmente sobre as calçadas da Avenida Paulista para que possamos nos orientar sobre a viabilidade de implementação de calçadas semelhantes na USP. Além disso trará um exemplo da “multa-fictícia” conforme mencionado acima. O Samir providenciará dados sobre as maiores demandas de circulação de pedestres bem como os pontos mais perigosos, sobre estatísticas de acidentes e atropelamentos, e por fim o trajeto atual do transporte oferecido pela USP para pessoas com deficiência.

 As próximas reuniões serão:

 08 de novembro de 2010 – 9h00 na COCESP, assunto ciclovias, e trajeto do novo circular, campanha educativa de fevereiro de 2011, contato com centros acadêmicos.

 23 de novembro de 2010 – 9h00 na COCESP, assunto pedestres: calçadas, pólos de demanda, desenho da campanha educativa de fevereiro de 2011 para envio ao Conselho Gestor, contato com os centros acadêmicos.

 A reunião encerrou-se às 11h45.

 Secretária: Isabel Bossi

 Redator: Gerson Damiani

 

 

Palavras-chave: 2010 GT3-Mobilidade

Postado por Isabel Cristina Bossi Alves em Espaço USP | 0 comentário

outubro 27, 2010

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Postado por Yuna Ribeiro

Ter a oportunidade de conhecer a Casa de Dona Yayá com a presença de uma pessoa (seja funcionário, estagiário e/ou voluntário???) comprometida com a história da casa, acompanhando e deixando claro o porque da preservação desse espaço, da história e da troca constante entre casa, sociedade, visitantes, passado, presente, futuro, conhecimento técnico, histórico e geral, foi uma experiência enriquecedora.

Pudemos ver na prática o uso-social de um espaço da USP como um exercício de cidadania que beneficia a Instituição e todos os demais atores da Sociedade.

Constatamos o óbvio: como é importante dar condições, estrutura, recursos e ter pessoas comprometidas, co-responsáveis e com disponibilidade real para que isso possa acontecer.

Um à parte e que não posso deixar de falar é a energia existente na casa, entrar nesse espaço repleto de resquícios e histórias do passado e da história de uma mulher misteriosa, é uma sensação incrível. Uma mulher considerada louca por "sofrer das faculdades mentais", ficar imaginando o que seria essa loucura naquele tempo, uma esquizofrenia?, ter ideias avançadas demais para a época?, ser diferente?, possuir bens desejáveis, cobiçados demais?

Imaginar a Dona Yayá naqueles cômodos monocromáticos, caminhando pelo solário, olhando o entorno através dos vidros e restrições impostos.

Ver o contraste entre desejos e formatos impressos nas paredes, chãos e detalhes que na correria do tempo de hoje passam tão despercebidos.

Enfim, chegar a conclusão de como parar, deslocar nossa existência da rotina e possibilitar a simples observação, pode agregar tanto e vale cada minuto dedicado à pausa de nossa vida comum.

 

Essa foi uma visita do "GT 4 - Uso social do campus" do Fórum Espaço Público ao CPC - Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá.

Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social, Casa de Dona Yayá, Cultura, Espaço USP, Uso social do campus da USP

Postado por Yuna Ribeiro | 0 comentário

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Prezados Srs.

Prezadas Sras

A ata da reunião de 19/10/2010 do Grupo de Trabalho 3 - Mobilidade Sustentável, está disponível no seguinte link:

http://stoa.usp.br/espacousp/files/2612

Atenciosamente,

Gerson Damiani

Postado por Gerson D S D Damiani em Espaço USP | 0 comentário

outubro 24, 2010

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Olá pessoal,

 

Então, tentei refletir sobre a nossa última reunião e também sobre o último encontro temático para tentar contribuir com o levantamento iniciado pela Iara, o qual visa expor as forças e debilidades da Universidade.

Assumo que em muitos casos não cheguei a uma conclusão fechada, ou seja, penso que uma determinada questão pode ser encarada como um ponto de força ou como uma debilidade apenas mudando-se o ponto de vista. 

Diante disso, acredito que as colocações que inseri no quadro (estão destacadas em azul, estou mandando a tabela na lista de e-mails, ok) são, na verdade, fruto de indagações pessoais e não de certezas concretas, visto que estas últimas não a possuímos, mas passamos toda uma vida em busca delas.

 

Confesso que o meu ponto de vista, por vezes se enviesa por aquele de quem utiliza a Universidades como uma aluna, visto que ainda o sou. Entretanto, me considero em posição privilegiada por abrigar em mim a condição de vivenciar na prática os diversos usos que a Universidade oferece: aluna, cruspiana, funcionária, pesquisadora, beneficiária de programas sociais da USP (Inclusp, bolsa moradia, bolsa alimentação, bolsista de iniciação científica pelo Cnpq...) esportista aos fins de semana, frequentadora de festas e eventos, frequentadora dos museus, etc.  

 

Todas essas perspectivas influem diretamente quando penso em que consistiria o uso social do campus. Juntas, elas me levam a crer que o uso social do campus carrega, em si, uma carga semântica de transformação da realidade. Realidade esta que se pretende melhor. 

Nesse sentido, acredito que de fato isto se concretiza quando a Universidade cria condições de inserir em seu círculo os indivíduos contra os quais seus muros - concretos ou não - foram erguidos, como um modo de devolver à sociedade um pouco do investimento que esta lhe confere, com o qual se sustenta a excelência da USP. 

 

Um belo exemplo, com o qual tomei contato no último encontro temático (e até me emocionei!), é o Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte, apresentado no evento pelo educador Marcos Vinícius do Cepeusp. Esse projeto atende crianças e adolescentes recrutados em diversas escolas públicas da cidade. Como o próprio educador me respondeu quando o indaguei sobre quais os retornos mais diretos dessa ação transformadora que o esporte provoca nesses jovens, não é possível enumerá-los todos, pois os ganhos são enormes: desde melhoria no processo escolar até casos de jovens que passaram pelo Programa e posteriormente engrossaram o corpo de educadores do Programa.   

 

Contudo, acredito que a ação maior sobre essas crianças não é algo que se possa medir a curto prazo, pois trata-se da gênese de uma consciência cidadã que lhes permitiram escreverem uma outra biografia - bem distante daquela já imaginada e esperada por aqueles que apenas se lamentam de braços fechados perante os problemas sociais e que julgam não terem nenhuma responsabilidade sobre os mesmos.

 

Em última instância, penso e afirmo que é parte das atribuições da Universidade utilizar sua massa crítica para pensar, agir e formar parcerias com órgãos governamentais ou não, que se empenhem em projetos como esse, que elevam o nome USP para muito além dos muros que o cerca. 

 

 

Abraços a todos e até o nosso próximo encontro,

Luana

 

Palavras-chave: uso social do campus

Postado por Luana Cristina Biondo em Espaço USP | 2 comentários

outubro 21, 2010

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Postado por Yuna Ribeiro

Ontem tivemos um dia muito especial no Fórum Espaço Público 2ª Edição, aconteceu no auditório da poli um dia inteiro de debates sobre o tema "Campus Educador: TransFormAção Social e Cultural".

Conhecemos e reconhecemos muita coisa que está acontecendo por aí e é muito bom poder ouvir da fonte, dos olhos, espíritos e corações, bem a nossa frente, não há como evitar o envolvimento e ser seduzido pela possibilidade, ao alcance da ponta de nossos dedos esticados a diante, ao alcance de nossas ideias e sonhos, a possibilidade de fazer acontecer, de fazer parte e vivenciar a mudança.

Essa mudança está acontecendo e é muito bom poder acreditar nisso. Está acontecendo em diversas frentes e formas, nos fóruns, nos projetos sociais, na cidade, no campus, nas universidades, nas salas de aula, nos locais de trabalho, nos bairros, grupos e pessoas que cansaram de rodar em volta de seus umbigos, cansaram do individualismo e querem fazer parte de uma comunidade*, no verdadeiro sentido da palavra, um coletivo educador, coletivo de ação cultural, coletivo de desenvolvimento humano.

Essa vontade começa a transbordar no coração das pessoas e está ganhando espaço, na USP podemos sentir isso entre grupos de funcionários, professores e alunos que não aparecem mais como simples sonhadores, começam a ser vistos como atores, pessoas de ação, iniciativa, fonte e ferramenta para mudanças.

Sou otimista sim, e depois de ontem acredito mais ainda que a mudança está acontecendo o tempo todo, rápida ou pausadamente ela é inevitável e alcança todos os tipos de lugares e pessoas, absorvendo ideias e tendências ou entrando em embates. A mudança é real.

"Ampliar a sala de aula"

Tivemos a presença do Prof. Marcus Vinícius de Moura do Projeto Esporte Talento/CEPEUSP (http://www.educandopeloesporte.blogspot.com/), que trouxe a experiência da Cidade Educadora e com isso diversas questões sobre o Campus da USP:

É possível uma organização local compartilhada na USP?
Temos espaços de convivência/ de coletividade?
O que mobiliza os habitantes do campus?
Temos projetos coletivos?
Quais os princípios que norteiam o uso social no campus?
Tratamos o campus como parte da missão da USP?

"A transformação só acontece com ações educadoras"

Na fala do Prof. Marcos Sorrentino da ESALQ pudemos enxergar um caminho para:

O desafio da Sustentabilidade (deixar de lado as soluções simplistas e moralistas sobre sustentabilidade).
Inclusão radical de todas as diversidades.
Cidadania.
Processos > Projetos> Resultado > Objetivo
Formação de educadores/editores
Círculos de Cultura – Paulo Freire
Educomunicação
Estrutura educadora

¡  Investimento educador

¡  Atenção cotidiana com a vida – diálogo coletivo

¡  Apelo ao cuidar (Respeito)

¡  Cuidar pensando no todo

 

Os 6 passos:


1.
    Constituição de um coletivo educador com o objetivo de elaborar um projeto político-pedagógico (pactuar)

2.    Considerar as diferentes tribos de convivência

3.    Encontrar/criar mecanismos de diálogo

4.    Mapeamento e oferta de rico cardápio de oportunidades de aprendizagem

5.    Processo formativo para que as pessoas possam se apropriar das oportunidades e fazer parte do processo

6.    Monitoramento (acompanhamento) e Avaliação (visão crítica) continuada



“Ilha da Fantasia”

O Prof. Antonio Araújo da Eca/Teatro da Vertigem (http://www.teatrodavertigem.com.br/site/index2.php) trouxe a experiência do inimaginável, de como uma Ilha de Desordem e de Ordem podem coexistir num equilíbrio instável e sutil.

Uma experiência pedagógica de trocar com o departamento ao lado, de propor aos alunos um verdadeiro diálogo com o campus em sua arquitetura e significação. Propor a vivência de um campus como espaço de arte e cultura. Possibilitando o encontro com outras unidades, com diferentes e inusitadas pessoas, a troca, a relação, deslocando percepções e mudando a lógica do uso do espaço. Propondo uma OCUPAÇÃO artística. Surpreendendo com um bote salva vidas navegando na praça do relógio e fulminando na morte da rainha.

Trazendo a cidade ao campus e levando o campus à cidade.

A proposta: ocupação, diálogo, ação, reconhecimento, descoberta, transformação com/nas áreas externas do campus e da cidade.

“Campus X campo
impermeabilidade X permeabilidade
Virtualidade”

O Prof. Martin Grossmann da ECA num pensamento crítico-criativo em velocidade de internet2 trouxe a idéia de um campus de ação cultural. Acreditando que a ação cultural possibilita uma relação maior com o outro.

Questionou a educação como acontece na USP e como foi concebida pelos iluministas com forte hierarquia e pouca ou nenhuma flexibilidade, dificultando a interdisciplinaridade e a troca.

Colocou a importância da Visão Crítica da Sustentabilidade de forma a evitar radicalismos que possam aparecer numa espécie de Proposta Higienista, a exemplo do nazismo.

Eduardo Barbosa da Cocesp responsável pelo Programa Campus Sustentável e moderador da mesa de debates da manhã estava esfuziante com o Encontro, colocou suas questões, paixões e soltou suas pérolas: "Não basta estar perdido tem que participar".

“Confiança na produção coletiva”

O Prof. Menezes do Instituto de Física encantou com a possibilidade da “diversão como uma cultura importante” e da ideia de co-responsabilidade revestida de liberdade.

Alertou: os alunos estudam hoje e não fazemos idéia para qual mundo do trabalho de amanhã. Se não recuperarmos a comunidade, a co-responsabilidade seguiremos a caminho do Admirável Mundo Novo (livro escrito por Aldous Huxley, publicado em 1932).

“Você sabia?”

A Profa. Elizabeth Saad da ECA ilustrou, provou e questionou.
A comunicação contemporânea não é linear.
Comunicação/vivência acelerada.
Melhor do que qualquer conclusão antecipada: assista ao vídeo.

“Uma outra moeda é possível”

O Prof. Gilson Schwartz da ECA/CTR com uma visão do campus como plataforma para a conexão global, com a Cidade do Conhecimento (http://www.cidade.usp.br/blog/), a moeda “Saber”, o 2º Encontro de Inclusão Financeira, trouxe exemplos reais de como a capacitação das pessoas e das instituições para as novas tecnologias pode transformar, e a importância de desenvolver competências para apropriação das oportunidades para o desenvolvimento e inclusão social.

“Um outro mundo é possível”

Chico Witaker (http://chicowhitaker.net/), da Comissão Brasileira Justiça e Paz e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, coloca algumas possibilidades diante do mundo em permanente mudança:

> Sobrevivência = nos adaptar as mudanças.
> “Um outro mundo possível” = nos associar à mudanças transformadoras.

> Rede: “ninguém que quer mudar as coisas muda sozinho”, diversidade, criatividade, co-responsabilidade, intercomunicação.
> Pirâmide: maldição – luta pelo poder, pisar em quem está em baixo.
> Organização: trabalhar/se relacionar com outros.
> Aprender a desaprender para poder mudar.

> Fórum Social de São Paulo – 9/11/2010 na FAU Maranhão.

> Consenso > colegiado > decisão > existem convergências > união da diversidade no respeito mutuo e no esforço coletivo X Cultura da Competição.
> Campus como espaço para uma rede de troca de saber, todo mundo ensina, todo mundo aprende.

Prof. Waldyr Coordenador da COSEAS e moderador da mesa de debates da tarde trouxe seu depoimento pessoal "A vaidade humana é o que está nos matando" e a experiência de grandes progressos no diálogo com alunos do CRUSP, mostrando como muitos dos dirigentes da USP estão abertos as mudanças.

 

 

* comunidade
co.mu.ni.da.de
sf (lat communitate) 1 Qualidade daquilo que é comum; comunhão. 2 Participação em comum; sociedade. 3Sociol Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc. 4 Lugar onde residem esses indivíduos. 5 Comuna. 6 Totalidade dos cidadãos de um país, o Estado. 

 

Postado por Yuna Ribeiro | 3 comentários

outubro 18, 2010

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Olá!

A Iara montou um esquema de análise de prioridades que está disponível para consulta em:

  • menu -> arquivos -> GT4 -> documentos - apoio

O quadro está muito interessante e como ela mesma escreveu no e-mail enviado para a lista: "seria proveitoso se cada pessoa acrescentasse pelo menos um item".

Até mais.

 

Palavras-chave: 2010 GT4-Uso social

Postado por Raquel Gianneschi Demetrio em Espaço USP | 0 comentário

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