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Outubro 24, 2011

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Postado por Samantha Martins

Oi pessoal

Vocês devem ter reparado que deixei de postar no Stoa há algum tempo. Eu estava envolvida no desenvolvimento de um projeto: o Meteorópole.

Meteorópole finalmente foi fundada. Visitem aqui

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Agosto 24, 2011

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Postado por Samantha Martins

Amanhã estarei no Seminário RespirAR, promovido pela Rede Globo e Globo Universidade. Mais informações podem ser lidas aqui.

As inscrições para o evento estão encerradas, mas segundo a organização, ocorrerá transmissão via internet.

Depois conto como foi e comento as principais palestras =)

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Agosto 17, 2011

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Postado por Samantha Martins

O Google Doodle é uma adaptação do tradicional logo da Google. Essa adaptação é feita em datas comemorativas ou em aniversários de nascimento ou morte de grandes gênios da humanidade.

O Doodle de hoje é em homenagem a Pierre de Fermat. O The Telegraph fez uma nota falando disso.

Fermat fez grandes contribuições a matemática, principalmente à geometria, sendo provavelmente o maior matemático do século XVII ao lado de Descartes. Um professor me contou certa vez que entre Fermat e Descartes reinava um forte espírito competitivo. Segundo este professor, certa vez Descartes desafiou Fermat a encontrar a tangente a curva:

x³+y³=3axy

E Fermat encontrou-a com certa facilidade, o que deixou Descartes um tanto enfurecido. A curva hoje chama-se Folium de Descartes.

Palavras-chave: descartes, doodle, fermat, google, matemática

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Agosto 16, 2011

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Postado por Samantha Martins

Hoje a umidade relativa chegou ao valor mínimo de 20%. É o valor mais baixo medido em 2011 na Estação Meteorológica do IAG-USP. O valor mais baixo registrado na EM-IAG-USP foi em  23/11/1968, quando registramos apenas 12% de umidade relativa.

As recomendações para que nosso organismo não sofra tanto em condições assim podem ser lidas aqui.

Siga o twitter da EM-IAG-USP (@estacao_IAG) para mais informações.

Palavras-chave: saúde, umidade relativa, valor baixo

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Agosto 08, 2011

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Postado por Samantha Martins

Embora já tenha esquentado um pouco, recebi uma informação muito interessante sobre as baixas temperaturas dos dias 04/08 e 05/08.

Aqui na Estação Meteorológica do IAG-USP, enviamos dados regularmente ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). E o INMET, por ser um órgão federal e oficial, no assunto meteorologia, possui uma ampla rede de Estações. Algumas dessas estações você pode ver aqui.

Para os dias 04 e 05 de agosto, o pessoal do INMET elaborou a seguinte tabela, com as temperaturas mínimas em diferentes bairros da capital nesses dois dias. Na última posição da tabela, temos os dados do IAG-USP:

Essa tabela é interessantíssima, pois mostra a flutuação dos valores de temperatura mínima em toda a cidade. Mas, o que causa a variação dos valores de mínima temperatura dentro da Cidade de São Paulo?

Vários fatores são responsáveis por essa variação de temperatura. Em primeiro lugar, temos o tamanho da cidade. São Paulo-SP possui uma área de 1 522,986 km². Santos, que é uma outra cidade bastante urbanizada, possui 238,300km² [veja a lista completa com outros municípios aqui].

Além da grande extensão territorial, São Paulo não é uma cidade homogênea, em termos de cobertura do solo. Alguns bairros são bastante urbanizados, com pouca vegetação e muitas construções.Outros bairros possuem bastante vegetação, como é o caso da localização da Estação Meteorológica do IAG-USP, que fica dentro da área do Parque Estadual Fontes do Ipiranga. Outros bairros são 'intermediários', com casas e algumas árvores, praças e parques vizinhos. Essa variabilidade espacial, de diferentes paisagens, influencia no que chamamos de microclima de um determinado bairro.

Temos também a questão do relevo. Alguns bairros localizam-se em baixadas ou pequenos vales. Outros bairros estão em locais de maior altitude. Alguns exemplos: o pico do Jaraguá fica a uma altitude de aproximadamente 1100m, enquanto a altitude média da maior parte da cidade é de 760m. A Estação Meteorológica do IAG-USP fica a uma altitude de 799m.

Sendo assim, esses três fatores: extensão territorial, ocupação do solo e relevo são responsáveis pela variação de temperaturas por toda a cidade. Veja um outro exemplo de casos assim, referente ao dia 28/06/2011.

 

 

Palavras-chave: em-iag-usp, frio, São Paulo, temperatura, variação

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Postado por Samantha Martins

As temperaturas aumentaram e a preocupação agora é o ar seco. Leia aqui sobre como a saúde e o bem estar podem ser afetados devido a baixa umidade do ar.

Para vocês terem uma idéia, a máxima temperatura na quinta-feira (dia 04/08, quando tivemos mínima de 5,6°C) foi de 17,3°C. Já na sexta-feira (05/08) quando tivemos mínima de 3,5°C e geada, a máxima chegou a 20,6°C.

Percebam a amplitude térmica do dia 05/08. Máxima de 20,6°C e mínima de 3,5°C. Por isso as pessoas adoecem! O organismo não reage bem a essa variação de temperatura.

No dia 06/08 (sábado) a máxima chegou a 29,6°C! Percebam como subiu com relação ao dia anterior.

No domingo (07/08) a máxima chegou a 31,2°C!

Para ficar mais fácil compreender o que estou tentando dizer, veja o resumo abaixo:

- quinta (04/08): máxima de 17,3°C

- sexta (05/08): máxima de 20,6°C

- sábado (06/08): máxima de 29,6°C

- domingo (07/08): máxima de 31,2°C!!!

Reparem o quanto a temperatura máxima subiu nos últimos dias! E a previsão do tempo aponta que hoje não será diferente: a máxima temperatura ficará por volta dos 30°C.

Este ano, a última vez que tivemos uma temperatura máxima superior a 30°C foi no dia 16 de abril, quando registramos máxima de 31°C. Ou seja, o inverno está dizendo adeus.

Há um predomínio de uma massa de ar quente e seco sobre a maior parte do país. É bem provável que a umidade relativa fique abaixo de 40% (condição que já tivemos no domingo, com umidade relativa mínima de 29%), nos horários entre as 10h-16h. Por isso ressalto aqui que atividades ao ar livre devem ser evitadas. Bebam bastante líquido!

Boa semana para todos.

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Agosto 05, 2011

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Postado por Samantha Martins

Hoje a temperatura mínima chegou a 3,5°C. Registramos geada, pela segunda vez no ano.

Diferentemente da madrugada de ontem, a madrugada de hoje foi muito calma, com poucos ventos, o qu favoreceu a formação de geada. Além do céu sem nuvens.

Sendo assim, vou atualizar meu Top dias mais frios de 2011:

Top dias mais frios de 2011 (registrados na EM-IAG-USP até hoje, dia 04/08/2011):

- 28/06/11: 2,4°C

- 05/08/11: 3,5°C

- 29/06/11: 4,5°C

- 09/07/11: 4,7°C

- 27/06/11, 08/07/11 e 04/08/11: 5,6°C

- 11/06/11: 6,0°C

- 29/05/11: 6,4°C

- 06/06/11: 7,4°C

- 02/06/11 e 09/06/11: 7,5°C

E aqui agumas das fotos da geada desta manhã. Fotos tiradas por Carlos Teixeira:

E este gráfico com a quantidade de geadas ocorridas na EM-IAG-USP, desde 1958:

Palavras-chave: em-iag-usp, frio, geada

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Agosto 04, 2011

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Postado por Samantha Martins

Nossa cidade é muito grande. É natural que alguns postos de medição registrem temperaturas diferentes. Aqui na Estação Meteorológica do IAG-USP, registramos mínima de 5,6°C esta manhã.

Não é o valor mais baixo do ano aqui na EM-IAG-USP. O recorde do ano ainda foi 2,4°C, registrado no dia 28/06/11 (falei sobre esse dia aqui).

Entretanto, a estação do INMET, localizada no mirante de Santana, registrou 6,0°C e de acordo com os dados deles, este é o valor mais baixo do ano. Esse fato até repercutiu hoje na imprensa, em notícias como esta.

O que quero ressaltar aqui é que a estação do Mirante de Santana e a EM-IAG-USP estão localizadas em pontos bem distintos de uma cidade que é bem grande. Outro ponto a considerar é que a EM-IAG-USP fica em uma área bem vegetada (fica dentro do Parque do Estado), diferentemente da estação do INMET.

Entetanto, como o INMET é o órgão federal, com uma ampla rede de estações cobrindo o país (veja aqui), as medidas realizadas no Mirante de Santana são consideradas oficiais.

Top dias mais frios de 2011 (registrados na EM-IAG-USP até hoje, dia 04/08/2011):

- 28/06/11: 2,4°C

- 29/06/11: 4,5°C

- 09/07/11: 4,7°C

- 27/06/11, 08/07/11 e 04/08/11: 5,6°C

- 11/06/11: 6,0°C

- 29/05/11: 6,4°C

- 06/06/11: 7,4°C

- 02/06/11 e 09/06/11: 7,5°C

Geada

Não registramos geada hoje! Uma das razões é a ventania. Ventou muito, e o vendo dificulta a formação de geada, apesar da Temperatura de Ponto de Orvalho ter sido negativa.

Cheguei bem cedo na EM-IAG-USP e não vi nenhum indício de geada. Perguntei ao observador, que chegou antes de mim e ele também não viu. No dia 28/06/11 tivemos! (veja aqui).

Temperatura registrada hoje e os valores de outros anos

O valor registrado hoje, de 5,6°C não figura nenhum recorde significativo. O valor mais baixo registrado em um mês de agosto ocorreu em 02/08/1955: -1,2°C!

Em 22/08/2006, registramos 5,0°C. Pode-se dizer que o valor registrado hoje então é o menor, desde 2006.

Outros valores:

- Em 18/08/2003 registramos 3,7°C e em 09/08/2004 registramos 4,1°C!

- Em 02/08/1996 registramos 4,0°C e em 12/08/1993 registramos 1,9°C!

Em um ranking com valores desde 1993, a temperatura mínima registrada esta manhã figuraria apenas na 24° colocação, como o a mínima mais baixa registrada em um mês de agosto.

Ventania de 02 e 03 de agosto de 2011

Os ventos registrados aqui na EM-IAG-USP nos dois últimos dia foram bastante persistentes. Em vários horários tivemos rajadas de mais de 10m/s (36km/h). A maior rajada registrada foi de 15m/s (54km/h), registrada na noite do dia 02. Essas rajadas foram também medidas no Aeroporto de Congonhas, que fica relativamente próximo da EM-IAG-USP. Essa ventania foi provocada pela aproximação do ciclone extra-tropical do sistema frontal que trouxe toda esta mudança no tempo. Este ciclone está demarcado na área com um B (ciclones são áreas de Baixa pressão) na costa das regiões Sul/Sudeste, aqui nesta carta sinóptica.

Apenas para relembrar: no dia 07/06 também tivemos uma situação semelhante, com muita ventania, que provocou inclusive quedas de energia e outros problemas em diversos bairros de São Paulo (relembre aqui ou assista este vídeo).

 

Conclusão

Chegada de frentes frias e queda de temperatura são normais nesta época do ano. Conforme vimos pelos dados da EM-IAG-USP, a mínima registrada hoje não foi nenhum recorde. Reparo que muitos meios de comunicação, em situações assim, já dizem: "Valor mínimo registrado de 5,6°C está abaixo da média climatológica". Esse tipo de afirmação para mim é um pouco exagerada. A média climatológica das temperaturas mínimas é feita com todos os valores mínimos daquele mês e no caso de agosto é de 11,4°C. Sim, 5,6°C está de fato abaixo da média climatológica, mas ainda estamos no dia 04/08!

 

 

Palavras-chave: dados, em-iag-usp, frio, temperatura

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Agosto 03, 2011

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Postado por Samantha Martins

 

Estou longe de ser uma grande conhecedora de blogs (ou do que chamam de blogosfera). Entretanto crio e descrio blogs desde 2004, então conheço algumas ferramentas que podem ajudar a organizar as suas idéias e tornar o conteúdo de seu blog mais interessante e organizado. Vamos lá!

1)     Imageshack. Não que seja meu favorito, mas é o que mais utilizo ultimamente, já que o Stoa não armazena as imagens de um jeito que eu goste. Imageshack é um site gratuito, onde você pode hospedar suas imagens. Cada uma das imagens possui um link, que pode depois ser incorporado (a maior parte das imagens desse blog são hospedadas no ImageShack).

2)    Slideshare. Já falei do Slideshare aqui e o utilizo com bastante frequência aqui no blog. Recomendo para apresentações do Power Point, mas existe a possibilidade de armazenar PDF's e outros formatos de documentos.

3) Scribd. O mesmo caso do Slideshare. Uso bastante aqui no blog e já falei sobre ele aqui. Eu já encontrei muito conteúdo interessante no Scribd, livros, apostilas, etc. Recomendo muito, pois além de hospedar seu material você tem acesso a outros materiais. O slideshare também apresenta essa possibilidade, mas o acho mais adequado para apresentações. O Scribd é muito bom para PDF's.

4)      GameKnot. Eu sou péssima em xadrez, confesso.  É que outro dia eu estava procurando umas informações e acabei me deparando com esse blog. E achei fantástica a forma que o jogador armazena suas jogadas, para então mostrá-las no blog. Por isso coloquei essa ferramenta na lista. Pode ser útil para aficionados pelo jogo.

5)      Flickr. Um excelente site para hospedar imagens. Você pode colocar miniaturas de seus álbuns do Flickr. O Flickr na verdade é uma grande comunidade: se você tem interesse por fotografia, pode trocar informações com pessoas que  utilizam uma câmera igual a sua. Se você gosta de fotografar um determinado assunto (flores, por exemplo), poderá ter contato com outras pessoas que fazem o mesmo.

6)      Print Friendly. Essa é muito boa e eu descobri pela primeira vez em um site de receitas. Você coloca o código em seu blog e então toda postagem pode ser impressa de maneira mais amigável, gastando menos papel e de forma mais organizada. Como na minha opinião a tendência é de que o papel desapareça, instale em seu computador o CutePdf, que transforma tudo o que você imprimiria em papel no formato PDF, que facilita a leitura.

7)      Twitter. Já falei do Twitter várias vezes. Mesmo que você tenha um blog, o twitter é uma excelente ferramenta para divulgá-lo e para seguir pessoas com os mesmos interesses.

8)      Google Analytics. Dediquei um post inteiramente para ele. Mesmo que você não tenha interesse financeiro, o Google Analytics é ótimo para monitorar as visitas ao seu site.

9)   BlogPool. Òtimo serviço para criar enquetes no blog. Muito fácil de usar.

10) Google Documents: especialmente a parte de formulários.

11) Picasa. Também ótimo para armazenar imagens e se você tem blog no blogger, a integração é instantânea.

12) Twitter Widgets: muito bom para inserir suas atualizações do microblogging em seu blog.

13) Formspring. Eu adoro esse serviço. Você cria uma conta, as pessoas (usuários ou não do serviço, você escolhe) te fazem perguntas. Você as responde e pode inseri-las em seu blog, se quiser. Eu criei um, com o intuito de que me fizessem perguntas sobre meteorologia (mas ninguém nunca pergunta, :-/ ) e inseri uma box em meu perfil.

Bom, esses são os serviços que me lembro agora, pois os usei em várias ocasiões recentemente. Certamente, por esquecimento ou desconhecimento, deixei várias coisas fora da lista. Se você tiver alguma sugestão, fique a vontade para recomendá-la nos comentários!

Palavras-chave: blogs, ferramentas

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Agosto 01, 2011

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Postado por Samantha Martins

Veja a parte I aqui.

E a parte II aqui.

Antes de voltar a falar sobre halos, gostaria de agradecer ao Dr. Christopher Godfrey, que me respondeu prontamente sobre uma dúvida que eu tinha. Eu queria saber de onde ele tinha digitalizado a imagem abaixo (que retirei de suas notas de aula):

Essa imagem veio de um livro que existe na Biblioteca do IAG-USP: Meteorology today: an introduction to weather, climate and the environment (autor: Donald. C. Ahrens)[1]. Ou seja, era um livro que eu já conhecia (e eu super achando que era um livro sofisticado, etc). É um livro bastante básico, quando o assunto é meteorologia. Depois disso, acabei encomendando o livro, pois pode me ser muito útil em outros posts.

Mas vamos prosseguir, pois meu objetivo nesse post é falar a qual tipo de mudança no tempo os halos estão relacionados. Além de um fenômeno muito bonito, os halos, assim como outros tipos de nuvens, podem estar relacionados a mudanças no tempo.

"Halo round the sun or moon

Rain will be a-fallin' soon."

Esse verso (cujo autor é desconhecido, pelo menos para mim) reflete exatamente o que a presença de um halo significa. Conforme eu disse anteriormente, halos estão associados com nuvens Cirrostratos. Esse tipo de nuvem normalmente está na dianteira de uma frente fria.

Nas frentes frias, a massa de ar frio avança sob a massa de ar quente, forçando o levantamento de ar (e assim formando nuvens). As primeiras nuvens que aparecem, anunciando a chegada de um frente fria, são as nuvens altas: cirrus, cirrocumulus e cirrostratus. Como a frente fria provoca mudança no tempo, trazendo precipitação e frio, todas as vezes que vemos esses tipos de nuvens no céu é um anúncio de que o tempo pode mudar nas próximas 12h-36h (aproximadamente).

 

A figura acima (retirada daqui) ilustra didaticamente as mudanças que ocorrem na passagem de uma frente fria. As temperaturas estão em °F e a imagem é referente ao Hemisfério Norte, mas vamos nos ater somente aos tipos de nuvem. Antes da passagem da frente ('na frente' da frente), onde ainda temos o domínio do ar quente, os tipos de nuvem predominantes são Ci (Cirrus) e Cs (Cirrostratus).

Esta imagem foi retirada deste link da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

 

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[1] Essa imagem pode ser reproduzida aqui pois obedece aos parágrafos 107 e 108 da Lei de Copyright dos Estados Unidos da América. Veja aqui.

 

Palavras-chave: frente fria, halo, meteorologia

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Postado por Samantha Martins

Em junho, comecei a fazer um breve resumo climatológico mensal que pretendo continuar e divulgar aqui no Stoa.

Em contraste com o mês de junho, que foi chuvoso, julho foi um mês seco. O total acumulado de precipitação foi de 12,2mm. A média climatológica (1933-2010) é de 44,4mm. Sendo assim, choveu apenas 27% do esperado para o mês.

O mês de julho mais seco de toda a série foi julho/2008, com apenas 0,4mm de precipitação acumulada. O mês de julho/2011 figura como o 18° mais seco de toda a série (que vai de 1933-2011).

Com relação a temperatura, a média, a média máxima e a média mínima ficaram acima das respectivas médias climatológicas:

- Temperatura média: 16,4°C (média climatológica: 15,2°C)

- Temperatura média máxima: 23,1°C (média climatológica: 21,7°C)

- Temperatura média mínima: 11,8°C (média climatológica: 10,5°C).

A menor temperatura registrada no mês foi de 4,7°C (dia 09/07/11) e a maior temperatura foi 27,9°C (dia 20/07/11).

Registramos um dia com umidade relativa inferior a 30%: dia 16/07/11 (leia aqui sobre a Umidade Relativa e a Saúde).

A umidade relativa média mensal foi 79,3% (média climatológica:79,2%) e a umidade relativa mínima média foi 52,4% (média climatológica: 52,3%). Sendo assim, a umidade relativa ficou bem próxima a média climatológica.

Ressaltando que os dados apresentados nesse resumo são da Estação Meteorológica do IAG-USP.

P.S.: Ainda estou devendo um terceiro post sobre Halos (parte I e parte II), com algumas considerações finais. Pretendo postá-lo essa semana, se possível.

 

 

 

 

 

Palavras-chave: dados, em-iag-usp, junho, meteorologia, resumo

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Julho 26, 2011

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Postado por Samantha Martins

E como toda produção milionária de Hollywood, meu post sobre halos rendeu uma segunda parte. A primeira parte pode ser vista aqui.

Na primeira parte, expliquei como os halos de 46° e de 22° são formados e isso vai depender da região do cristal de gelo em que o raio solar vai incidir. Dependendo da região em que ele incidir, a refração (Lei de Snell-Descartes) vai ocorrer de maneira diferente, de podo que pode gerar dois desvios diferentes na saída do raio solar.

Em outras palavras, o cristal de gelo funciona como um prisma.

Na parte II, eu pretendo mostrar imagens dos Halos de 22° e 46°. Ao longo da semana, vou escrever outros 'capítulos', nos quais pretendo mostrar mais informações sobre este fenômeno.

 

Halo de 22°

Mais uma vez vou recorrer a imagens feitas pela minha querida colega, Taluana. É muito difícil conseguir fotografar um halo inteiramente, visto que ocupa uma grande área no céu. Por isso os convido a visitar toda a galeria de fotos, de um halo que ocorreu no dia 29/08/2008 (coincidência: mesmo Halo fotografado por Edvaldo Gomes e que foi a capa deste boletim de 2008):

O Ewout também fez uma bela imagem de um halo de 22° no Peru (direto do Flickr dele, onde você pode ver outras fotos também muito interessantes):

Essa foto possui alguns direitos reservados {x}

Halo de 46°

As imagens de Halos de 46° são mais difíceis de serem encontradas. Como eu havia comentado no post anterior, eles são mais raros, uma vez que os raios solares precisam entrar ou sair pela seção transversal do cristal de gelo (que é em formato de coluna, lápis hexagonal). A área da seção transversal é menor do que a área lateral, o que explicaria a raridade deste fenômeno.

Halos de 46° normalmente são encontrados em conjunto com halos de 22° e ocorrem quando o Sol/Lua está em uma elevação menor. Nunca registramos halos de 46° aqui na Estação Meteorológica do IAG-USP, mas halos de 22° são vistos com uma pequena frequência (assunto para outro post).

Essa imagem foi retirada daqui. Aliás, a idéia deste link é bastante interessante: trata-se de um glossário sobre meteorologia. Reparem que na imagem, temos dois anéis: um menor, no centro, que corresponde ao halo de 22° e um maior, correspondendo ao halo de 46° (que está mais tênue e aparece muito pouco na fotografia). Encontrei outra imagem:

Encontrei esta imagem nesta galeria. Repare o arco de 46° maior com relação ao de 22°. Essa foto também é muito interessante pois mostra um recurso muito utilizado por quem deseja registrar esse fenômeno: é necessário encobrir o disco solar com alguma coisa, para que os anéis fiquem bastante contrastados. Caso o disco solar não seja encoberto, o halo pode não aparecer.

Apenas relembrando aquela imagem bem didática das notas de aula do Prof. Cristopher M. Godfrey, que você pode ver aqui. Inseri essa imagem no post anterior, e ela é bem didática no sentido de que é possível ver um esquema ilustrativo da formação dos dois halos, como nas duas fotos anteriores.

 

Para finalizar, no alto de meu conhecimento em artes gráficas (cof cof cof), fiz uma imagem bobinha e sem nenhuma perspectiva (praticamente uma pintura rupestre) para ilustrar um halo de 22°, que pode analogamente nos ajudar compreender o halo de 46°.

Ou seja: o resultado da 'soma' de inúmeros cristais de gelo refratando a luz solar nos dá um halo com uma abertura x (que na minha bela obra de arte é 22°, mas poderia ser um halo de 46° também).

Bom, por enquanto é isso. Preciso dar continuidade as minhas demais atividades na Estação Meteorológica do IAG-USP. Siga no Twitter e no Facebook.

Ao longo da semana, continuarei escrevendo sobre este assunto. Obrigada pelos comentários.

 

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Julho 25, 2011

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Postado por Samantha Martins

Desde que vi as lindas fotos de nuvens, feitas pela Taluana (veja aqui), tive a idéia de escrever um post sobre Halos:

Essa foi a imagem de um Halo, fotografado por Taluana Furlan.

O Halo é um fenômeno óptico criado pelos cristais de gelo de nuvens tipo Cirrostratus (nuvens muito altas, na alta troposfera, compostas majoritariamente por cristais de gelo).

Imagem digitalizada do livro Meteorology today: an introduction to weather, climate and the environment (autor: Donald. C. Ahrens)[1].  Aqui podemos ver a altura relativa das nuvens, vendo que nuvens tipo Cirrus e Cirrostratus são nuvens altas. Para mais informações sobre nuvens, veja esse post.

Esse fenômeno é tão interessante e bonito, que já foi foto de capa do tradicional Boletim Climatológico Anual (ano de 2008):

Essa foto foi feita por Edvaldo Gomes no dia 29 de agosto de 2008, na Estação Meteorológica do IAG-USP.

Muitas fotos deste fenômeno são encontradas pela internet.Encontrei por exemplo esta belíssima foto que mostro logo abaixo (vi aqui).

Halos também podem ocorrer ao redor da Lua, como na bela foto abaixo (encontrada aqui):

Antes de iniciar maiores detalhes sobre a explicação deste fenômeno, é necessário mostrar o tipo de cristal de gelo que normalmente compõe uma nuvem Cirrostratus (que normalmente formam o halo):

Esse cristal tem o formato típico de um lápis. Ou seja, sua seção é hexagonal e ele é comprido, como uma coluna. Essa imagem foi tirada de Bailey & Hallet, 2003. No artigo, através de experiências laboratoriais e observação, os autores concluiram que a maioria dos cristais são do tipo simétrico ou 'hexágonos escalenos'. Cristais de hexágonos totalmente assimétricos são raros, de acordo com os autores. Para simplificar, vamos supor um cristal totalmente simétrico:

Figura retirada dessa página do site da Universidade de Illinois.

 

Quando uma nuvem Cirrostratus encobre o disco solar, a luz solar (ou lunar) atravessa esses microscópicos cristais de gelo (que possuem raio da ordem de 20,5 micrômetros!). Ocorrem dois processos de refração, que obedecem a Lei de Snell-Descartes: um na entrada da luz e outro na saída. Ao final desses dois processos de refração, a luz é desviada em aproximadamente 22° de sua trajetória original. Os halos mais comuns, portanto, são chamados de Halos de 22°.

Nos Halos de 22°, a luz entra por uma das laterais do cristal e sai por outra lateral, como observa-se na figura acima. Porém há situações raras em que a luz solar entra por uma das laterais e sai pela face hexagonal (ou vice-versa). Em situações assim, temos Halos de 46°.

 

Figura retirada deste verbete da Wikipedia

Os halos de 46° correspondem a situações mais raras, uma vez que a área lateral dos cristais de gelo são maiores que a área da seção transversal. Os halos de 46° normalmente formam-se quando o astro (Sol ou Lua) está em uma elevação mais baixa com relação ao horizonte (entre 15° e 27°, segundo alguns sites).

Figura retirada das notas de aula do Dr. Cristopher M. Godfrey (University of North Carolina). Infelizmente ainda não descobri o livro de onde foi retirada.

Dessa forma, o halo ocorre devido as refrações da luz (solar ou lunar) que ocorrem no interior dos cristais de gelo de nuvens Cirrostratus, sendo assim, os cristais de gelo atuam como prismas. Apenas por curiosidade, esses cristais possuem raio da ordem de 20,5 micrômetros.

Mais informações sobre o assunto:

- Esse site da Universidade de Illinois (em inglês);

- Esse site, dedicado a óptica atmosférica (em inglês);

- Esse site, dedicado a meteoros (fenômenos que ocorrem na atmosfera) - em alemão.

- Blog amador sobre halos (em inglês);

- Site do AccessScience, da McGraw-Hill (em inglês).

- Blog amador com excelentes informações e imagens sobre Halos, explicando inclusive a aplicação da Lei de Snell-Descartes nos cristais de gelo (em inglês).

- Apresentação sobre Halos, no SlideShare, com informações muito simples e belas imagens (em inglês).

NOTA PESSOAL: Esse post não é um tratado sobre halos, mas eu sei que não está muito completo, pelo menos de acordo com minha opinião. Eu comecei a esboçar a aplicação da Lei de Snell-Descartes para os cristais de gelo, mas infelizmente demanda tempo e tive que interromper, para realizar outras atividades. Falta também falar sobre sundogs e arcos tangentes, por exemplo, que são fenômenos diretamente relacionados aos halos. Esse post será atualizado ao longo da semana. Sintam-se a vontade para contribuir com fotos e curiosidades, caso tenham alguma.

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[1] Essa imagem pode ser reproduzida aqui pois obedece aos parágrafos 107 e 108 da Lei de Copyright dos Estados Unidos da América. Veja aqui.

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Julho 22, 2011

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Postado por Samantha Martins

Quando escrevi esse post, no qual inseri uma apresentação sobre nuvens, tive uma surpresa. Uma querida colega que há muito tempo não vejo, Taluana,  comentou nele.

A Taluana hoje não trabalha mais com meteorologia, mas a paixão por nuvens persistiu. Ela dividiu comigo algumas de suas fotos de nuvens e permitiu que eu postasse algumas por aqui:

Halo (nuvem Cirrostratus) registrado na Cidade Universitária: Vou escrever um post apenas sobre esse fenômeno (obrigada pela idéia indireta, Taluana)

Essa imagem linda foi registrada pela Taluana em Indaiatuba. Aqui temos nuvens tipo Cumulus, Fractocumulus (Cumulus que já se dissiparam) e lindos raios crepusculares.

A Taluana foi muito sortuda em conseguir ver e registrar essa imagem. É uma nuvem Cumulonimbus, de tempestade!!! Foi registrada na Praça Panamericana. Taluana, vou usar essa imagem nas minhas apresentações com crédito e tudo! =)

Mais imagens do álbum da Taluana e mais detalhes, você pode ver aqui. Obrigada, Taluana.

Mais uma pessoa que apaixonou-se por nuvens foi meu marido, Emerson. Ele é geofísico e tinha vontade de fazer fotografias time-lapse. Ele conseguiu dois resultados incríveis e divido aqui com vocês:

 

 

A Taluana também tem alguns videos incríveis de "flagras" da atmosfera. Eu adorei esse aqui, no qual ela registrou um vendaval impressionante:

 

 

Adorei os vídeos e as fotos. Muita gente gosta de nuvens, sendo meteorologista ou não. È sem dúvida um assunto fascinante. Recebemos alunos de ensino fundamental e médio aqui na Estação Meteorológica do IAG-USP e é normal aparecer um ou outro aluno querendo saber mais e mais informações sobre nuvens, querendo aprender seu significado e sua classificação. Eu fico muito feliz.

Palavras-chave: apaixonados, em-iag-usp, fotos, nebulosidade, nuvens, time-lapse, ventania, vídeo

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Julho 21, 2011

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Postado por Samantha Martins

 

Algumas pessoas já nos pediram informações sobre os instrumentos utilizados na EM-IAG-USP (Estação Meteorológica do IAG-USP). Muitas dessas informações podem ser encontradas no próprio manual dos instrumentos. Outras informações, principalmente sobre a operação, são obtidas com a prática. Há registradores em funcionamento na EM-IAG-USP desde 1957, então imagine os anos de conhecimento através da prática que obtivemos nesse período!

Hoje falarei dos manuais dos instrumentos registradores. Quando o instrumento é adquirido, ele vem com um manual e um certificado de calibração. Atualmente, muitos desses manuais são disponibilizados na internet, no site do fabricante. As fotos e ilustrações utilizadas nesse post foram retiradas dos manuais de cada um dos instrumentos (link para os manuais no final do post).

Os instrumentos registradores utilizados por nós são:

1) Pluviógrafo modelo  95 Hellmann, da R. Fuess: registra a precipitação

2) Actinógrafo Bimetálico Robitzsch 58dc, da R. Fuess : registra a irradiação solar global;

3) Termógrafo modelo 79, da R. Fuess: registra a temperatura;

4) Higrógrafo modelo 77h, da R. Fuess: registra a umidade relativa

5) Microbarógrafo 78m, da R. Fuess: registra a pressão do ar

6) Anemógrafo Universal 82b, da R. Fuess: registra a direção e a velocidade média do vento, além das rajadas instantâneas.

Os diagramas desses instrumentos precisam ser trocados todos os dias. Após a troca, são reduzidos (as informações são extraídas), é feito um controle de qualidade, são digitalizados (as informações são gravadas no computador) e então são arquivados. Temos diagramas desde 1933 em nossos arquivos!

Abaixo, os manuais dos instrumentos, caso você precise, após solicitar os dados da Estação Meteorológica do IAG-USP.

1) Pluviômetro modelo 95 Hellmann, da R. Fuess.

Site do Fabricante.

2) Actinógrafo Bimetálico Robitzsch 58dc, da R. Fuess

Site do Fabricante.

3)Termógrafo modelo 79, da R. Fuess

 Site do Fabricante

4)Higrógrafo modelo 77h, da R. Fuess

Site do Fabricante

5)Microbarógrafo 78m, da R. Fuess

Site do Fabricante

6)Anemógrafo Universal 82b, da R. Fuess

Site do Fabricante

 

Nota importante: nesse post falei apenas dos instrumentos registradores. Nós temos os instrumentos que necessitam de observação horária (como o psicrômetro, evaporímetro,barômetro de mercúrio e termômetros de solo). Falarei deles em outro post.

Há algumas informações adicionais sobre instrumentos meteorológicos nesse link dentro da página da Estação Meteorológica do IAG-USP.

 

NOTA: Eu já comentei em outras ocasiões que a Estação Meteorológica do IAG-USP está em funcionamento contínuo desde 1933. Os instrumentos registradores citados neste post foram comprados em 1957 e em 2010 (novos instrumentos foram comprados ano passado para substituir os de 1957). Entre 1933 e 1957, outros registradores foram utilizados em nossas operações. Esses instrumentos poderão ser vistos no futuro Museu de Meteorologia (projeto do Prof. Mario Festa).

NOTA 2: Veja aqui o site do fabricante desses registradores, a R. Fuess.

NOTA 3: Estou ficando um pouco obcecada com armazenamento de dados em nuvens, então decidi disponibilizar os manuais na minha biblioteca do Scribd (meu serviço favorito no momento). Acesse por aqui.

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Julho 19, 2011

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Postado por Samantha Martins

Procurando um material no Scribd, acabei achando esta ótima apostila de Astronomia e Astrofísica básica, feita por alguns pesquisadores do INPE. Estou lendo esse material e ele é muito bom. Um belo curso introdutório.

 

Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica

Palavras-chave: apostila, astronomia, inpe, scribd

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Julho 18, 2011

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Postado por Samantha Martins

Meu amigo e colega de profissão Luiz Felippe estava assistindo o Fantástico, ontem de noite. Em um determinado momento, a jornalista diz algo como:

"as auroras boreais só ocorrem em países onde a temperatura chega a -30 graus Celsius."

A reportagem pode ser vista na íntegra aqui.

Luiz ficou indignado com a declaração, pois ela está errada. Conversando com o Luiz, disse que a classificação não é exatamente errada. Eu diria que é o tipo de afirmação que leva o telespectador a uma conclusão errada. Um clássico non sequitur.

Auroras boreais (na verdade, auroras polares: boreais quando nas proximidades do Pólo Norte e austrais, quando na proximidade do Pólo Sul) são resultados da emissão de fótons na alta atmosfera (região denominada termosfera, acima de 80km de altura). Esses fótons são oriundos de nitrogênio ionizado recebendo um elétron e/ou oxigênio e nitrogênio no estado excitado voltando ao seu estado fundamental. A cor do fenômeno vai depender do tipo de gás que passará por esse processo. Essa ionização e excitação ocorrem devido a colisão do vento solar com partículas da magnetosfera, que são aceleradas ao longo das linhas do campo magnético terrestre.

Devido ao formato do campo magnético terrestre, é natural que as partículas adquiram maior velocidade nas proximidades dos pólos, liberando portanto mais energia (fótons).

Expliquei essas coisas de maneira bem sintetizada, baseando-me naquilo que já li e aprendi em aulas introdutórias de meteorologia. Sintam-se a vontade para me corrigir ou completar.

Portanto, devido as características da magnetosfera as auroras ocorrem próximo aos polos, locais esses que também são bem frios, com temperaturas que chegam a ficar abaixo de -30°C. Por isso, o que a reporter disse pode levar uma pessoa leiga a acreditar que as auroras tem algo a ver com a temperatura, quando não tem!

Todas as vezes que preciso atender alguém da imprensa eu fico repetindo as coisas como uma maluca, dou exemplos e passo links (adoro entrevistas por e-mail). Explico a mesma coisa repetidas vezes, se necessário. Tudo para evitar qualquer tipo de mal entendido e ainda assim, pode acontecer.

Certa vez atendi um aluno de jornalismo que queria fazer uma reportagem sobre El Niño e La Niña, para uma disciplina de sua faculdade. Eu explicava que esses fenômenos provocam secas em alguns lugares e chuvas intensas em outros. Entretanto, ele acabou entendendo que a La Niña necessariamente traz chuvas em qualquer lugar. Ele publicou isso no site de sua faculdade. Mandei um e-mail educado, re-explicando. Então ele agradeceu e editou o texto. Infelizmente na TV esse tipo de retratação é praticamente impossível, a não ser que na semana que vem o Fantástico divulgasse uma espécie de ressalta no ar, o que creio ser muito difícil.

Mais informações sobre Aurora Boreal:

- University of Alaska - Fairbanks.

- Lindas fotografias de Auroras registradas no Alaska

- Universal Vortical Singularity on Aurora (UVS é uma teoria que se propõe a explicar vários fenômenos em ciências da Terra e do Universo, só não sei se apresenta boas bases para ser aceita. Aparentemente não, pois não encontrei nenhum periódico falando informações a respeito. Entretanto, as fotos dos fenômenos podem ser muito úteis.)

 

Nota: Essa eu preciso dividir! Lênin, um querido colega meu, também meteorologista, disse o seguinte:

"Acho que eu vou aumentar a potência do meu freezer e aí consigo ver uma aurora na minha geladeira"

Eu ri tanto disso que eu precisava escrever aqui para complementar o post.Riso

 

Palavras-chave: aurora, fantástico, meteorologia, university of alaska

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Postado por Samantha Martins

Já aconteceu de você apresentar um trabalho acreditando que não é a pessoa mais gabaritada para fazer isso? Eu já passei por isso. Ano passado precisei apresentar alguns slides sobre as Origens do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas. O especialista nesse assunto é sem sobra de dúvidas o Prof. Mario Festa, mas na ocasião ele tinha que dar uma palestra em um outro lugar e sobrou para mim, tarefa que tentei desempenhar da melhor maneira possível.

Para a ocasião, fiz uma breve apresentação baseada em materiais que encontrei na Internet, no livro do Prof. Dr. Paulo Marques dos Santos e em uma apresentação pré-existente, feita pelo Prof. Mario Festa. Abaixo, disponibilizo essa apresentação para vocês:

 

PalestraEST.MET-Histórico2010_samantha (2)

 

Essa palestra também é uma espécie de prelúdio ao Museu de Meteorologia, um projeto encabeçado pelo Prof. Mario Festa, do qual já falei em outras oportunidades nesse blog.

O museu e palestras de divulgação como esta tem um objetivo muito claro: preservar a história da meteorologia e do IAG-USP. Espero que vocês gostem, e quando uma nova palestra como essa for ministrada, divulgarei aqui no blog.

Palavras-chave: história do iag, meteorologia, palestra, scribd

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Julho 15, 2011

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Postado por Samantha Martins

Desde minha crônica sobre nuvens, sinto que estou devendo mais informações sobre o assunto. Por isso fiz upload de uma apresentação que explica brevemente como as nuvens se formam e quais os principais tipos de nuvem.

Está longe de ser um tratado sobre o assunto, mas creio que pode ajudar interessados, desde alunos de cursos regulares ou até mesmo autodidatas. Para fazer essa apresentação, utilizei alguns dos materiais seguintes:

- Slides antigos do Prof. Mário Festa;

- WolkenAtlas: site alemão com diversas fotografias de nuvens;

- Apostila sobre nuvens do Curso de Sinótica

- S'cool: Projeto da Nasa para ensinar crianças sobre tipos e formação de nuvens: Student Cloud Observation Online

- Irish Weather Online

- Site com informações sobre Aurora Boreal;

- Site amador sobre nuvens, focado na prática de montanhismo;

- Apostila da Prof. Alice Grimm;

- Verbete da Wikipedia sobre nuvens, em inglês.

- Verbete da Wikipedia sobre nuvens, em português.

- Material do INMET sobre nuvens;

 

 

 

Aproveite e faça esse quiz sobre os principais tipos de nuvens.

Ah, descobri que o Slideshare aceita PDF's e alguns formatos de vídeo também. Farei alguns testes :-)

 

NOTA POSTERIOR: No segundo slide eu cometi um erro. Como as nuvens se FORMAM e não Como as nuvens se FORMA. Desculpem. Assim que eu tiver um tempo, faço um novo upload.

 

Palavras-chave: meteorologia, nuvens, slideshare

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Julho 14, 2011

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Postado por Samantha Martins

É, eu sou incansável...rs

Ontem, quando comecei a escrever o post sobre o slideshare, pensei: por que compartilhar apenas apresentações? E se existisse um serviço simples (como o Slideshare), mas que permitisse compartilhar também outros formatos de arquivo, como PDF's e Microsof Word® ou Open Office?

Então pesquisando pela internet, descobri outro serviço que também pode ajudar as pessoas, principalmente alunos e professores. É o Scribd  e ele possibilita o compartilhamento de diversos formatos de arquivo.

Veja abaixo por exemplo a mesma apresentação do Power Point® sobre baixa umidade relativa, só que compartilhada no Scribd:

Assunto Da Semana - Umidade Relativa

 

Fica igualmente agradável e limpo, como o Slideshare. Eu gostei muito! Como o SlideShare é direcionado apenas para apresentações, é necessário utilizar a setinha para mudar os slides. Com o Scribd, usa-se a barra de rolagem.

Aproveitei também para compartilhar algumas informações didáticas sobre o clima da cidade de São Paulo, através de medidas realizadas na Estação Meteorológica do IAG-USP (o arquivo original era um documento texto).

informações da estação

 

Muito legal, né? A idéia é muito parecida com a do Slideshare, só que possibilita também que outros formatos de arquivo sejam utilizados. Também achei que o upload é mais rápido do que com o Slideshare.

Vou testando os dois, mas por enquanto o Scribd ganha. Ah sim, o Scribd tem algo genial: você pode importar todos os documentos que você já tem no Google Docs.

E eu continuo desvendando diversas maneiras de armazenar e disponibilizar arquivos pela nuvem...meteorologista gosta de nuvem =)

 

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