"O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'"
"Pois é manifestamente contra a lei da natureza, seja qual for a maneira por que a definamos, uma criança mandar num velho, um imbecil conduzir um sábio, ou um punhado de pessoas regurgitar superfluidades enquanto à multidão faminta falta o necessário"
Colóquio Internacional Rousseau 300 anos
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Saiu o verbete sobre a recepção de Rousseau no Brasil, que escrevi para o Dictionnaire de la réception de Jean-Jacques Rousseau, editado por Tanguy L'Aminot (meu orientador de doutorado "sanduíche" no exterior) e Yves Vargas [cf. http://rousseaustudies.free.fr/Dictionnairereception.html].
BRÉSIL
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"Ma Nouvelle Héloïse"
Filme de Francis Reusser
Suíça, 2012
Direção (Direction): Francis Reusser
Lançamento mundial (Sortie mondiale) : 11/2012
Elenco (Acteurs): Mali Van Valenberg, Edmond Vullioud, Lucia Placidi, Simon Guélat, Alexandra Camposampiero, Rinaldo Marasco, Eiji Mihara.
"Un riche mécène japonais, amoureux de Rousseau, propose à un cinéaste atypique et polyvalent, de réaliser en toute liberté une version filmée du roman épistolaire de Jean-Jacques Rousseau. Le cinéaste réunit trois jeunes comédiens dans un Palace désert au-dessus de Clarens et s'attaque à son tournage. La tragédie rousseauiste, dès lors, se répercute sur les personnages contemporains." (Site http://www.swissfilms.ch)
O mini-curso, oferecido pelo Prof. Dr. Evaldo Becker, será ministrado entre os dias 24 e 26 de junho de 2013, na USP. Seguem as informações completas:
"Rousseau e as Relações Internacionais na Modernidade"
Promoção: Departamento de Filosofia da USP, Departamento de Filosofia da UFS e Programa Promob/CAPES
Local: Departamento de Filosofia - FFLCH - USP, sala 1031
Quando: De 24 a 26 de junho, das 14h às 18h
Carmem Toledo.
Eu tenho um levantamento bibliográfico das publicações sobre Rousseau no Brasil. Tudo começou na iniciação científica, quando minha orientadora me passou a primeira tarefa: fazer um levantamento bibliográfico sobre Rousseau. Fiz a lista mais completa que consegui, e o resultado foi que ela ficou enorme! Algum tempo depois, pouco antes de entrar no mestrado, mostrei o levantamento para o Prof. José Oscar Marques, da Unicamp. E ele, muito amigavelmente, sugeriu que eu publicasse a parte "brasileira" desse levantamento do site do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Jean-Jacques Rousseau, por ele coordenado. Então, desde 20/06/2005, a lista está disponível no seguinte endereço:
http://www.unicamp.br/~jmarques/gip/rousseau_brasil.htm
A idéia era que o levantamento fosse completo em matéria de autores brasileiros, mas eu sempre acabo encontrando alguma referência nova... Por isso, se alguém tiver alguma publicação acadêmica sobre Rousseau que não conste na lista e puder me mandar a referência, terei o maior prazer de incluí-la.
via Blog do Thomaz
Não há como negar que o Rousseau que se apresenta neste trabalho é um Rousseau recortado de sua obra, seja pelo tema, seja pelo método de abordagem dos textos. Um Rousseau que se conhece a partir de um certo ponto de vista, particular, enviesado por uma perspectiva específica, da qual resulta uma leitura historicamente situada e construída a partir da influência de toda uma tradição de estudos de história da filosofia de um “departamento francês de ultramar”. De fato, o Rousseau que se apresenta aqui não é um Rousseau qualquer: é o Rousseau de Bento, é o Rousseau de Salinas. Mas a pergunta primeira que se impõe é: por que Rousseau? Ou melhor, por que este Rousseau? E, se quisermos, por que “religião e política” em Rousseau? Ora, os motivos que levaram este leitor do Cidadão de Genebra a escolher o método, o problema e o ponto de vista com base nos quais a obra de Rousseau é tomada como objeto de reflexão importam menos do que a convicção de que o resultado final não passa de uma leitura possível. Pois, para este leitor de Jean-Jacques, o que vale mesmo é saber que o esforço que se despende na escrita destas linhas não é o de alguém que consegue ler no coração de Rousseau como liam os deuses de Bossey. Ao desejo de transparência opõe-se o véu da opacidade. A mente de Rousseau permanece inacessível. Fiquemos, então, com aquilo que nos cabe: a exposição de seus escritos.via Blog do Thomaz
Escrevi um artigo para a revista Filosofia Ciência e Vida (nº 29, dez.2008) sobre a relação entre política e religião no Oriente Médio. Evidentemente, a análise é feita à luz dos escritos de Rousseau.
O título é "Religião e Política no Oriente Médio: uma leitura à luz da obra de Rousseau".
O texto completo pode ser acessado pelo endereço: http://portalcienciaevida.uol.com.br/esfi/Edicoes/29/artigo119551-1.asp
(Para acessar o artigo, é preciso digitar um endereço de e-mail.)
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Trecho de entrevista publicado no livro Conversa com filósofos brasileiros, editado por Marcos Nobre e José Marcio Rego (Ed. 34, 2000, p. 209). O entrevistador pergunta por que Bento passou de Bergson para Rousseau:
"Em primeiro lugar foi a simpatia pelo autor, pela personagem e pela escrita. Quando escolhi Bergson, precisava ser não-sartreano, mas precisava escrever bem - senão, eu não agüento. No caso de Rousseau, tem-se um grande escritor e, ao mesmo tempo, um crítico da filosofia, um sujeito que ocupa um lugar privilegiado dentro dos (ou contra os) limites da Aufklärung.
[...]
Pensando bem, também cheguei a Rousseau, à decisão de lê-lo, não de transformá-lo em objeto, seguramente em aula do Lebrun. Lembro-me dele comentando uma bela frase de Rousseau: Il n'y a de beau que ce qui n'est pas (só é belo aquilo que não existe). Provavelmente a teoria do imaginário rousseauísta deve ter ecoado sartreanamente na minha cabeça, tanto é que a primeira versão do meu livro - nessa época, imitando o Lebrun, eu escrevia integralmente as minhas aulas - era exatamente um curso sobre o conceito de imaginário em Rousseau. [...]".
O texto de uma das aulas desse curso mencionado por Bento foi publicado. Nele há uma passagem que eu considero importantíssima do ponto de vista metodológico para a leitura dos textos de Rousseau. É a seguinte:
"Não se trata aqui de uma questão simples. Não é possível encontrar a sua resposta através de uma investigação linear, ao termo de uma única caminhada. É o próprio estilo do autor e o movimento de seus textos que nos obrigam a um itinerário tortuoso: jamais nos é dada uma teoria unitária da imaginação; o que encontramos é a emergência do tema em contextos diferentes. É preciso, pois, refazer o caminho, reencontrar o tema no momento em que ele nasce, dentro de sua paisagem, antes de tentar a apressada construção do sistema. [...]"
(Bento Prado Jr. “Leitura e interrogação: uma aula de 1966”. Dissenso, São Paulo, n. 1, ago. 1997, p. 156).
A foto do Bento (1937-2007) que você vê acima foi obtida na página do Orkut de sua filha, a Cristina. Hoje, dia 12 de janeiro de 2008, faz um ano da morte desse grande filósofo brasileiro.
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Kawauche, T.M.T. A santidade do contrato e das leis: um estudo sobre religião e política em Rousseau. Dissertação (Mestrado em Filosofia). São Paulo, 2007. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo. 226 p.
O texto completo de minha dissertação de mestrado encontra-se disponível no seguinte endereço:
http://www.geocities.com/textosfilosofia/mestrado-thomaz.pdf
A defesa acontecerá no dia 20/12/2007, quinta-feira, às 14h, na sala 141 do prédio de administração da FFLCH-USP. A banca será constituída pelos professores Franklin de Mattos (USP) e Natalia Maruyama (PUC-Camp), além da minha orientadora, professora Maria das Graças de Souza.
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Lançamento da 2ª edição do livro Rousseau: o bom selvagem, de Luiz Roberto Salinas Fortes, com prefácio do Prof. Milton Meira do Nascimento.
Editora Humanitas e Discurso Editorial.
Dia 04 de dezembro de 2007, terça-feira, na Casa de Cultura Japonesa (Av. Prof. Lineu Prestes, 159 - Cidade Universitária - São Paulo - SP). Haverá coquetel.
A partir das 18h.
É com muito orgulho que eu anuncio este lançamento, pois participei de todas as etapas da reedição desse pequeno clássico sobre Rousseau: da digitalização do texto da primeira edição até a revisão final. Também pude colaborar no conteúdo do livro, com a bibliografia que aparece ao final do volume. Os textos que aparecem na capa foram todos sugestões minhas, ligeiramente adaptados pela editora.
via Blog do Thomaz
"Three points at least will be made clear by a study of this collection. The first is that Rousseau, so far from supporting the individualist theory, is its most powerful assailant. The second, that he concerns himself with action no less than with theory; that he is at least as much a practical reformer as a political philosopher. And the third, which indeed is the natural consequence of the second, that his arguments, so far from being abstract, have the closest reference to conditions of time, place and historical antecedent; that to him, as to Burke, ‘circumstances, which with some men pass for nothing, in reality give to every political principle its distinguishing colour and discriminating effect.’ The first appears from the two main speculative treatises, the Contrat social and the Économie politique. The second, from the treatises upon the affairs of Geneva, Corsica and Poland; it might indeed be suspected by the reader of the Contrat social itself. The third is writ large on the later pages of the Contrat social; and the subsequent treatises are one long application of the principles there laid down. A doctrinaire, who deliberately shuts his eyes to circumstances and rides rough-shod over consequences—that is still apparently the Rousseau of popular belief. Can we honestly say that it is the Rousseau of the Contrat social or of Le Gouvernement de Pologne?"
The Political Writings of Jean-Jacques Rousseau
with introduction and notes by C.E. Vaughan
Cambridge: Cambridge University Press, 1915.
2 volumes.
Texto integral dos dois volumes disponível em http://oll.libertyfund.org/index.php?option=com_staticxt&staticfile=show.php?title=1880&Itemid=27
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O site Rousseau Studies, mantido pelo rousseauísta Tanguy L'Aminot (do CNRS), apresenta muita informação sobre o Cidadão de Genebra. O endereço é http://rousseaustudies.free.fr
Ali se encontra a vastíssima Bibliographie mondiale des études relatives à Rousseau, com referências de livros e artigos publicados no mundo inteiro, desde o século XVIII até hoje. Essa bibliografia é constantemente atualizada, e não pára de crescer. Confira-a regularmente em http://rousseaustudies.free.fr/sommaire-Rousseau.html#biblio
Há também um Dictionnaire de la réception de J.-J. Rousseau, que está sendo construído sob a coordenação de L'Aminot e Yves Vargas. Os verbetes estão disponíveis em http://rousseaustudies.free.fr/sommaire-Rousseau.html#reception
Nesse site, L'Aminot também publica artigos (em francês e em outras línguas) sobre Rousseau que se encontram disponíveis na Internet. Veja em http://rousseaustudies.free.fr/sommaire-Rousseau.html#article
Além disso, a Equipe Rousseau coordenada por L'Aminot no CNRS também edita a revista Études Jean-Jacques Rousseau. Os sumários dos números publicados podem ser conferidos no seguinte link: http://rousseaustudies.free.fr/sommaireEtudes.htm
Há outras informações que também merecem ser verificadas nesse site, sobretudo por aqueles que se interessam pela recepção de Rousseau no mundo. O currículo de Tanguy L'Aminot encontra-se no seguinte endereço: http://www.cellf.paris4.sorbonne.fr/pages/laminot.htm
via Blog do Thomaz
Luiz Roberto Salinas Fortes (1937-1987) foi professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. Formado em Direito e em Filosofia, interessava-se também pelos palcos, tendo sido um dos fundadores do Teatro Oficina em 1958. Grande admirador de Sartre, acompanhou-o em sua visita ao Brasil no ano de 1960, tendo traduzido do filósofo francês não apenas a conferência de Araraquara, mas também o texto A imaginação, publicado pela Difel em 1964. Defendeu seu doutorado em 1974 (Rousseau: da teoria à prática) e sua livre-docência em 1983 (Paradoxo do espetáculo: política e poética em Rousseau), ambos publicados. É autor de O iluminismo e os reis filósofos (Brasiliense, 1981) e de diversos artigos sobre Rousseau, além do seu livro de memórias dos tempos da repressão Retrato calado (Marco Zero, 1988). Traduziu e comentou as Considerações sobre o governo da Polônia de Rousseau (Brasiliense, 1982). O livro Rousseau: o bom selvagem, uma excelente introdução ao pensamento de Rousseau, foi publicado postumamente (FTD, 1989).
Eu, que sou um grande admirador do Salinas, digo com muito orgulho: tenho a honra de ter participado na preparação e na revisão do texto da 2ª edição de Rousseau: o bom selvagem, publicado pelas editoras Humanitas e Discurso, em dezembro de 2007.
A seguir, um trecho do Memorial, apresentado por Salinas em 1985, para obtenção do título de professor-adjunto da FFLCH.
via Blog do Thomaz
Aqui estão os links para os principais textos de Jean-Jacques Rousseau em francês na Internet. Eles podem ser facilmente encontrados por meio do Google, alguns deles inclusive em vários sites. A lista a seguir não é completa, mas ela dá conta daqueles textos considerados mais importantes para a compreensão do pensamento de Jean-Jacques.
Discours sur les sciences et les arts (1750)
http://un2sg4.unige.ch/athena/rousseau/jjr_sca.html
Discours sur l'origine et les fondements de l'inégalité parmi les hommes (1755)
http://un2sg4.unige.ch/athena/rousseau/jjr_ineg.html
Discours sur l'économie politique (1755)
http://socserv.mcmaster.ca/econ/ugcm/3ll3/rousseau/rousseau.htm
Lettre à D'Alembert sur les spectacles (1758)
http://gallanar.net/rousseau/lettream.dalembert.htm
Julie ou La Nouvelle Héloïse (1761)
http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k101488g
Émile ou De l'Éducation (1762)
http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k1014873
Du Contrat social (1762)
http://un2sg4.unige.ch/athena/rousseau/jjr_cont.html
Lettre à Christophe de Beaumont (1762)
http://gallanar.net/rousseau/beaumont.htm
Lettres écrites de la montagne (1764)
http://gallanar.net/rousseau/lettresdelamontagne.htm
Considérations sur le gouvernement de Pologne (1772)
http://gallanar.net/rousseau/Pologne.htm
Rousseau juge de Jean-Jacques: Dialogues (1776)
http://gallanar.net/rousseau/rousseaujuge-1.htm
http://gallanar.net/rousseau/rousseaujuge-2.htm
http://gallanar.net/rousseau/rousseaujuge-3.htm
http://gallanar.net/rousseau/rousseaujuge-4.htm
Les Rêveries du promeneur solitaire (1782)
http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k101489v
Les Confessions (1782, 1789)
http://un2sg4.unige.ch/athena/rousseau/confessions/jjr_conf_00.html
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Uma nova edição das Obras Completas de Jean-Jacques Rousseau será publicada pela Classiques Garnier.
O primeiro volume está previsto para 2010 ou 2011, e o último para 2015.
A equipe editorial do projeto é formada por Jacques Berchtold, François Jacob e Yannick Séïté, além dos conselheiros científicos Alain Grosrichard e Jean-François Perrin.
Esta nova edição será muito útil para os estudiosos de Rousseau, uma vez que a idéia consiste em apresentar cronologicamente os escritos, incluindo a correspondência e as obras musicais. A notícia desse lançamento menciona ainda uma edição eletrônica, que muito auxiliará nas pesquisas de vocabulário da obra (como a que eu realizo no meu doutorado).
Maiores detalhes na página da Gazette do Instituto e Museu Voltaire, de Genebra: http://www.ville-ge.ch/bge/imv/gazette/19/a_propos.html
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O lançamento do livro 'A Retórica de Rousseau e Outros Ensaios' (Cosac Naify) será no dia 30/09/2008, terça-feira, às 19h30 na sala 8 do prédio de Filosofia da FFLCH-USP. Haverá mesa-redonda com Franklin de Mattos (organizador do livro), Ruy Fausto e Paulo Arantes.
Esse livro traz o texto da tese intitulada 'A Retórica de Rousseau: o Discurso Político e as Belas-Letras', parcialmente inédita, que Bento Prado Jr. escreveu na França entre 1970 e 1974. Traz também artigos sobre Rousseau publicados em revistas brasileiras num período que se estende de 1968 a 1996. Eis o sumário:
Apresentação: A força da linguagem e a linguagem da força, por Franklin de Mattos
Introdução: Leitura de Rousseau
1. As metamorfoses da obra
2. A Existência
3. A Linguagem
4. A excentricidade da obra ou a impossível teoria
5. Em direção ao centro retórico
Primeira parte: A força da voz e a violência das coisas
Capítulo I: O perigo intrínseco
1. A linguagem impura
2. A vontade e o desejo
3. A voz sufocada
4. A energia da voz
Capítulo II: A força da linguagem
1. A diferença na linguagem
2. O conceito de força
Capítulo III: A linguagem indireta ou o paradigma musical
1. A imitação
2. A interpretação
Capítulo IV: Retórica e verdade
Segunda parte: As Belas-Letras: da imitação romanesca e teatral
Capítulo V: Uma espécie de romance: Rousseau, crítico da idéia de gênero
1. O retorno da Retórica
2. A queda no romanesco e a retomada crítica
3. O tornar-se-gênero do romance ou As dificuldades do historicismo
4. O peso do século: escrita, instituição e gênero
Capítulo VI: Imaginar o real
1. Imitação e universalidade
2. Para quem escrevemos?
3. Os limites do moralismo ou O engajamento do sonho
4. A imaginação rente às coisas
5. A ambigüidade necessária da ficção
Capítulo VII: Gênese e estrutura dos espetáculos
1. A crítica moral do teatro
2. A crítica metafísica do teatro
3. A posição da cena: uma crítica política do teatro
Ensaios
Filosofia, música e botânica: de Rousseau a Lévi-Strauss
O discurso do século e a crítica de Rousseau
Os limites da Aufklärung
Jean-Jacques Rousseau entre as flores e as palavras
Não dizer a verdade equivale a mentir?
Leitura e interrogação: uma aula de 1966
A filosofia das Luzes e as metamorfoses do espírito libertino
Rousseau: Filosofia Política e Revolução
Bibliografia
* * *
Como fui o Revisor Técnico do livro, posso antecipar alguns detalhes, dentre os quais o mais curioso é um trecho que falta no texto do último capítulo da tese: uma folha do original datilografado havia sido perdida! Segundo a família, o próprio Bento tentou localizar a página faltante, mas sem sucesso. Durante a edição do livro tentamos de tudo: a editora foi atrás de alunos e colegas do Bento para ver se alguém possuía uma cópia completa da tese; eu, por minha vez, entrei em contato com um pesquisador do CNRS na esperança de localizar algum material arquivado na França, mas foi tudo em vão... Parece que não havia outro registro da obra a não ser o original que utilizamos.
Tive o cuidado de checar cada citação do texto, conferindo inclusive as páginas indicadas nas notas (pois algumas partes do original estavam ligeiramente apagadas e os números poderiam estar trocados). Fiz isso não apenas com os textos de Rousseau, cujas referências foram todas padronizadas para a edição das Oeuvres Complètes da Pléiade, mas também dos demais autores citados. Procurei indicar também as traduções disponíveis em português, sempre com a paginação correspondente.
Como o Bento nem sempre indicava as fontes utilizadas (havia uma citação do Nietzsche que eu procurei durante meses!), tive que fazer uma intensa pesquisa na biblioteca, na Internet e até mesmo consultar especialistas (faço menção à profa. Thelma Lessa da Fonseca e ao prof. Carlos Alberto Ribeiro de Moura). Isso deu um trabalho desgraçado, mas acredito que o esforço valeu a pena. Para as citações do Rousseau, a editora contratou o prof. José Oscar de Almeida Marques (Unicamp), que retraduziu as passagens especialmente para esse livro a partir do texto das Oeuvres Complètes. Achamos melhor fazer isso pelo fato de nem todas as traduções brasileiras de Rousseau serem confiáveis...
A tradução do texto do Bento - extremamente fiel ao original em francês, diga-se de passagem - foi feita pela filha do autor, a Cristina Prado. O que eu fiz foi apenas corrigir alguns termos técnicos, como, por exemplo, as traduções de "mot" e "parole". Mas o leitor pode ter certeza de que o texto em português foi rigorosamente cotejado, do começo ao fim, com o original datilografado em francês, tendo-se inclusive corrigido alguns pequenos problemas no texto 'A força da voz e a violência das coisas', que já havia sido publicado como introdução ao 'Ensaio sobre a origem das línguas' pela Ed. Unicamp.
A imensa bibliografia ao final do volume contém todas as fontes consultadas pelo Bento, tanto na tese quanto nos artigos. Nem sempre foi possível identificar a edição exata utilizada por ele (esforcei-me nesse sentido!), mas o mais importante é que todas as referências estão lá, sempre com indicação das traduções disponíveis em português. Inicialmente eu e o prof. Franklin havíamos pensado em apresentar apenas a bibliografia sobre Rousseau, mas a editora teve a idéia de fazer um levantamento bibliográfico exaustivo, com absolutamente tudo o que o Bento havia publicado, inclusive artigos de jornais. Foi um trabalho minucioso, que contou com o esforço de muita gente (não apenas meu, mas também da família e sobretudo do Milton Ohata, editor da Cosac), porém, inestimável para aqueles que no futuro queiram se dedicar ao estudo do pensamento desse filósofo brasileiro.
Enfim, a edição está muito boa, modéstia à parte... Trata-se, antes de tudo, de um testamento intelectual desse grande nome da filosofia brasileira: Bento Prado Jr.
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Société Jean-Jacques Rousseau
Fundada em 1905 com sede em Genebra.
Dentre as atividades de seus membros, destaca-se a publicação dos Annales de la Société Jean-Jacques Rousseau (os volumes de 1 a 25 encontram-se disponíveis no site da Gallica).
http://www.jjrousseau.org
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MEMO - Le site de l'Histoire
Informações biográficas, descrição das obras e seus principais conceitos, cronologias, imagens, referências bibliográficas e links para outros sites.
Uma ótima introdução para os interessados em Rousseau!
http://www.memo.fr/Dossier.asp?ID=37
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O canal Eurochannel apresenta o Eurocurtas Suíça, exibindo curtas-metragens de artistas que desejam retratar seu país.
Um dos filmes a serem exibidos é "Rousseau vs. Rousseau" ("Muutos meitä johtaa", 2011, direção: Lukas Tiberio Klopfeinstein), em que o filósofo genebrino, ao chegar na Ilha de São Pedro, encontra-se com o pintor Henri Rousseau. A partir de então, surge um debate sobre a representação da natureza e sobre a imaginação.
O curta-metragem será exibido pelo Eurochannel, nos seguintes dias e horários:
La chaîne Eurochannel présente le Euroshorts Suisse, qui montre des courts métrages réalisés par les artistes qui veulent représenter leur pays.
Un des films est "Rousseau vs. Rousseau" ("Muutos meitä johtaa", 2011, réalisé par : Lukas Tiberio Klopfeinstein), dans lequel le philosophe de Genève, dès son arrivée sur l'île de Saint Pierre, il rencontre le peintre Henri Rousseau. Alors, il y a un débat sur la représentation de la nature et sur l'imagination.
Le court-métrage s'afficheront par Eurochannel, dans les jours et les heures suivants:
Países de língua portuguesa (Pays de langue portugaise):
Brasil (Brésil)
Sábado (Samedi), 15 de junho (juillet): 22h30
Domingo (Dimanche), 16 de junho (juin): 2h30, 9h30, 18h30
Sexta-feira (Vendredi), 21 de junho: 23h30
Domingo, 30 de junho: 23h30
Portugal
Domingo (Dimanche), 16 de junho (juin): 2h30, 6h30, 13h30, 22h30
Sábado (Samedi), 22 de junho: 3h30
Segunda-feira (Lundi), 01 de julho (juillet): 3h30
Angola
Domingo (Dimanche), 16 de junho (juin): 2h30, 6h30, 13h30, 22h30
Sábado (Samedi), 22 de junho: 3h30
Segunda-feira (Lundi), 01 de julho (juillet): 3h30
Moçambique (Mozambique)
Domingo (Dimanche), 16 de junho (juin): 3h30, 7h30, 14h30, 23h30
Sábado (Samedi), 22 de junho: 4h30
Segunda-feira (Lundi), 01 de julho (juillet): 4h30
Europa (Europe):
Leste Europeu (Europe de l'Est)
Sábado (Samedi), 15 de junho (juin): 22h30
Domingo (Dimanche), 16 de junho (juin): 1h30, 8h30, 20h30
Segunda-feira (Lundi), 17 de junho (juin): 12h30
Quarta-feira (Mercredi), 19 de junho (juin): 18h30
Quinta-feira (Jeudi), 20 de junho (juin): 2h30, 10h30
Quinta-feira (Jeudi), 27 de junho (juin): 16h30
Sexta-feira (Vendredi), 28 de junho (juin): 2h30
Carmem Toledo.
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Seminários com Prof. Alain Grosrichard
(Presidente da Société J.-J. Rousseau, Genebra)
"Une philosophie pour moi" - Les Rêveries du promeneur solitaire
6 a 9 de novembro de 2012
06/11 - 9h às 12h - sala 500 na PUC-SP
07/11 - 9h às 12h - sala 500 na PUC-SP
08/11 - 17h às 19h - sala 113 na FFLCH-USP
09/11 - 17h às 19h - sala 104 na FFLCH-USP
Endereços:
PUC-SP, Rua Monte Alegre, 984, Prédio Novo, Perdizes, São Paulo;
FFLCH-USP, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Conj. Didático de Filosofia e Ciências Sociais, Cidade Universitária, São Paulo.
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Foi lançado pela Editora Barcarolla, em coedição com a Discurso Editorial, o livro Jean-Jacques Rousseau e a ciência política de seu tempo, de Robert Derathé.
Originalmente publicado em 1950 (Presses Universitaires de France), a edição brasileira foi traduzida por Natalia Maruyama. Para variar, eu cuidei da revisão...
Trata-se de uma análise da teoria política do Contrato social com base em uma extensa pesquisa das fontes utilizadas por Rousseau: a investigação de Derathé gira em torno da chamada Escola do Direito Natural, tendo como nomes representativos Grotius, Pufendorf, Barbeyrac, Burlamaqui e Althusius, além dos chamados "escritores políticos", a saber, Hobbes, Locke, Jurieu e Montesquieu.
A originalidade do pensamento político do Cidadão de Genebra é apresentada em vista da herança deixada por toda uma tradição de autores que lidavam, de uma maneira ou de outra, com a relação entre "direito político" e "direito natural". Derathé se refere a essas fontes do Contrato como "as leituras políticas de Rousseau", e, com base na exposição delas, o comentador nos permite apreciar em que medida as noções rousseaunianas de estado de natureza, pacto, lei, autoridade e soberania se distinguem das noções tais como eram conhecidas entre os pensadores da época.
Para Derathé, a originalidade de Rousseau não se encontra em nenhuma das questões que aparecem no Contrato, pois, como mostra o comentador, estas foram questões tradicionais que preocuparam diversos autores do século XVII e do início do XVIII. A grande inovação, nas palavras do próprio Derathé, estaria no fato de Rousseau "colocar o problema político em termos novos". Mais precisamente, no modo como o autor do Contrato estabelece o acordo entre obediência e liberdade com base em uma certa noção de soberania (que ficou vulgarmente conhecida como "soberania popular").
O livro tornou-se referência nos estudos sobre os escritos políticos de Rousseau, que antes baseavam-se principalmente nos comentários de Charles E. Vaughan em sua edição intitulada Political Writings of J.-J. Rousseau (Cambridge University Press, 1915). Não é à toa que Derathé tenha sido o editor do volume III das Oeuvres Complètes na Bibliothèque de la Pléiade, que contém os escritos políticos do pensador genebrino.
Jean-Jacques Rousseau e a ciência política de seu tempo é leitura obrigatória em nosso tempo - momento de extrema pobreza (e até mesmo equívocos) na interpretação dos escritos políticos do Cidadão de Genebra.
Site da Editora: http://www.editorabarcarolla.com.br/nossos-livros/rousseau-e-a-ciencia-politica-de-seu-tempo
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Em 2012, comemorou-se o tricentenário de Jean-Jacques Rousseau.
Dentre os eventos que homenagearam o filósofo, destacaram-se apresentações teatrais e a edição de suas obras completas, em vários formatos.
Assistam à matéria produzida pela TVPUC, onde as Profªs Drªs Maria das Graças de Sousa (Filosofia - FFLCH - USP) e Maria Constança Peres Pissarra (Filosofia - PUC-SP) falaram sobre o pensamento do filósofo genebrino.
Carmem Toledo.
En 2012, on a célébré le tricentenaire de Jean-Jacques Rousseau.
Parmi les événements à l'honneur du philosophe, on peux souligner les représentations théâtrales et l'édition de ses oeuvres complètes, dans différents formats.
Regardez la reportage produit par TVPUC, où les professeurs Maria das Graças de Sousa (Philosophie-FFLCH-USP) et Maria Constança Peres Pissarra (Philosophie-PUC-SP) ont parlé sur la pensée du philosophe de Genève (en portugais).
Carmem Toledo.