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Maio 22, 2008

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Postado por Rafael Prince

Qual não foi o meu espanto, ao abrir a página inicial do iGoogle e meu clipping de notícias internacionais hoje. Acostumado a só ver desgraça, guerras e crimes, fui surpreendido por quatro boas notícias seguidas. Coisa rara...

 

China pledges reconciliation with Taiwan

http://www.reuters.com/article/worldNews/idUSPEK17966620080522

 

Israel Holds Peace Talks With Syria

http://www.nytimes.com/2008/05/22/world/middleeast/22mideast.h

 

Pakistan, militants agree to peace deal

http://ap.google.com/article/ALeqM5jIE0IUn4WIiaMBpjG8SI_6H5R

 

Governo do Líbano e Hezbollah fecham acordo de paz

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/08

Palavras-chave: diplomacia, Israel, Líbano, negociações de paz, Oriente Médio, Paquistão, paz, Política, press, relações internacionais, Síria, Taiwan

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Janeiro 23, 2008

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Postado por Rafael Prince

Embora sejam a terceira maior etnia do país (após árabes e curdos), com cerca de 3 milhões de pessoas, os turcomenos do Iraque são uma minoria perseguida por outro minoria (os curdos). Foram marginalizados no processo constituinte iraquiano, e o texto constitucional menciona que "a população do país é constituída de árabes e curdos".

Vivendo no norte do Iraque, no território do atual Curdistão Iraquiano, sofrem cotidianamente o assédio das milícias curdas (pashmargas), que os expulsam de suas terras, promovendo a "curdificação" de locais historicamente habitados pelos turcomenos, como a importante cidade de Kirkuk, pólo petrolífero. Além disso, sabotam sua imprensa, a infra-estrutura de suas cidades.

O Ocidente fecha os olhos aos dramas das minorias étnicas do Iraque (como turcomenos e assírios) que sofrem com a violência curda em seu projeto política de controle territorial.

 

Fonte e mais informações: Unrepresented Peoples and Nations Organization (UNPO), http://www.unpo.org

e the Iraqi Turkmen Human Rights Foundation http://www.turkmen.nl/

Palavras-chave: Direitos Humanos, pensamentos, política, Turcomenos do Iraque

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Outubro 11, 2007

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Postado por Rafael Prince

Fim de março, começo de abril. A calmaria de nossas marés já não é a mesma. Aos poucos, uma certa agitação, movimentos de correntes marítimas subaquáticas, fazem-se perceber na superfície, aquecendo as águas, que começam a apresentar uma estranha alteração cromática.

A maré vermelha é um fenômeno que intriga os cientistas de todo o mundo. O acúmulo de algas de coloração avermelhada altera a aparência do mar e gera turbulências atmosféricas, pelo excesso de gases tóxicos emitidos. Suas causas ainda são um mistério: enquanto alguns acusam o aquecimento global, outros culpam o imperialismo dos países desenvolvidos e a exploração dos países do Atlântico Sul.

Uma corrente de águas quentes, que surge no Mar do Caribe, passa pela costa norte da América do Sul e chega até o litoral brasileiro, gerando uma corrida desenfreada de banhistas às nossas praias. Por conta disso, é necessário mostrar os riscos à saúde causados pela maré vermelha. O mar agitado costuma derrubar os castelos de areia.

As algas que abundam nessa época são conhecidas por suas propriedades alucinógenas. Transtornos obsessivos, paranóia e regressão são alguns dos possíveis efeitos colaterais da ingestão dessa alga ou mesmo da exposição contínua às águas contaminadas.

Há uma certa seita cujos membros tomam chá dessa alga, e acreditam ser iluminados, numa experiência transcendental sem par. As populações praieiras também afirmam seus poderes afrodisíacos, e juram que ela é capaz de fazer maravilhas. Mas todos sabemos que isso é apenas uma história para seduzir os turistas e lhes vender o elixir miraculoso...

Outro grave problema ambiental decorrente da maré vermelha é a pesca predatória. Muitos pescadores lançam suas redes, pescando peixes que ainda não atingiram a idade de reprodução (parece que eles são atraídos quimicamente pelas algas), o que causa um grande desequilíbrio ecológico.

Embora seja um fenômeno constante, a maré vermelha apresenta dois ciclos de grande intensidade: o primeiro fluxo, de março a abril, e o refluxo, de outubro a novembro. Portanto, fique especialmente atento ao se banhar em nossas praias nessas épocas do ano. Não se deixe levar pela correnteza.

E não esqueça o protetor solar.

Rafael Prince – 4º NP (2007)

(texto originalmente descrevendo a primeira onda da maré vermelha, em março/abril, mas bem aplicável a seu refluxo, em outubro, às vésperas das eleições do XI)

Palavras-chave: Esquerdalha, pensamentos, política, Política Acadêmica, XI de Agosto

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Setembro 28, 2007

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Postado por Rafael Prince

Resenha cinematográfica a ser publicada no jornal "O Pátio", em outubro de 2007

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"A Queda" (Alemanha, 2004; título original: "Der Untergang", direção de Oliver Hirschbiegel) é um verdadeiro clássico moderno.

A um mês do fim da II Guerra Mundial, Hitler não deixa transparecer seu desespero. Sequer cogita a hipótese de capitular. A rendição não estava, absolutamente, em seus planos, por mais que muitos alemães a desejassem. Recusa-se a ouvir o que se passa poucos metros acima de sua cabeça: os tiros de artilharia pesada e os russos que se aproximam. Engendra teorias conspiratórias de golpistas e traidores, a quem atribui o seu próprio fracasso.

A face humana de Hitler contrasta com a frieza de sua consorte Eva Braun. Face à fraqueza do esposo, ela mantém a situação artificialmente sob controle, e continua a promover grandes bailes e orgias inebriantes.

Enquanto isso, a SS recruta todos que via pela frente. Os que se negavam à luta eram tachados de "reacionários" e "bolchevistas".

Memorável é a cena em que os batalhões populares, convocados pelo próprio Goebbels, insurgem-se, de mãos limpas, contra os fuzis dos soldados russos. É comovente porque eles, na verdade, eram os únicos que acreditavam nos ideais do Nacional-Socialismo (mesmo que devido à intensa propaganda e doutrinação), e não hesitaram em enfrentar os inimigos frente a frente, ao contrário de seus líderes, que, entrincheirados num porão (o famoso Führerbunker) tentavam negar a derrota iminente.

E é nessas últimas horas que Hitler, ao responder uma pergunta sobre o destino do povo alemão, pronuncia a frase cabal: "Pouco me importa que o povo agonize, se a guerra está perdida", sintetizando o ideal de seu Partido, que colocava a ideologia acima de qualquer interesse do povo.

Rafael Prince - 4NP

Palavras-chave: A Queda, cinema, meu peru não renuncia, O Pátio, pensamentos, política, XI de Agosto

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Postado por Rafael Prince

Texto publicado no jornal "O Pátio", em março de 2007

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SIGNO DO PERSONAGEM

"The teenage queen, the loaded gun, the drop dead dream, the chosen one, a southern drawl, a world unseen, a city wall and a trampoline". 2007 é o ano do porco. Chauvinista. Já se ouvem os batuques dos ombongos dos camulelês na Avenida Paulista. Grão-anhangá que chega do Norte, evoé! Os que não vão crescer te saúdam. Atirem a primeira pedra! Yankees, vão para a Casa! Parece mentira, parece.

Atravessaram o rio Tietê, em dois turnos, no dorso de onze rãs. Alguns dizem que eram pererecas, outros sapos patetas. Glu glu to kinky minds ! Um fetiche, uma marionete. Ovelhas de cinta liga.

Era noite e Antares brilhava rubro-fosforecente no céu carbônico. A natureza de Escorpião se faz valer. Vis maior. Vai lacrau! Ascendente em câncer. Poço de peçonha. Chorava o pobre regato por não poder te levar.

Você sabe de onde eu vinha? As Casas espiam os homens, que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul... Nada mais conservador. O regente de 11 de agosto é Leão, não é mesmo, Dorothy? Eu te compreendo, estamos longe do Kansas. Quando se sente bater no peito a heróica pancada...

Acerte o seu relógio: o horário de verão acabou faz tempo. Quem poderá nos defender? Seria muita avareza cobrar do XI de Agosto...

Não fechem as cortinas! O espetáculo está apenas no começo. Encenação? Jamais! Rogai por nós, Santa Cecília: São Francisco já está envergonhado. Nada há nada sob o sol (estrelado?) nas noites de São João. O balão vai subindo. Não cairão lágrimas na Terra da Garoa. O céu é horroroso. O barulho? Ensurdecedor! O amor de um estudante dura apenas meia hora.

Após as baforadas de um charuto cubano, a fumaça os persegue. Olham, mas não conseguem perceber. A vaidade é irmã gêmea da estupidez. Todavia, não é de gêmeos, tampouco de capricórnio. Muito menos de peixes repleta. Sua piscina está cheia de ratos, na cobertura de um castelo medieval flamengo, esquecido nas planícies de Johannesburg. Fantasia? Um espectro ronda o túmulo de Julius Frank? Águia, minhoca ou rato? Se elefante voasse, seria o Rei dos Insetos.

Seja lá quem tenha concebido o Xadrez certamente sabia. O comando está nas mãos da rainha. O rei não passa de um títere. Simbólico. Não pode dar mais que um passo ao seu redor. Ela, entrementes, move-se para todos os lados. Non è vero? O monarca (pobre coitado e fragilíssimo!), fica, a todo tempo, tergiversando ante as forças adversárias. Num baile de carnaval em Veneza, eis o nosso personagem – no gênero que preferir. Amar que ser amado. Quisera eu ser trepadeira.

Os bispos continuam a pregar em diagonais opostas, sem qualquer contato. A torre resistirá erguida nas Arcadas? Os soldados, bravos, não fugirão à luta! Podem apostar, apostos! Questão de mínima dignidade. Guerreiros com guerreiros fazem ziegue-zigue-zá. Os que se acovardam e não enfrentam de peito aberto suas responsabilidades na batalha verão brevemente sua derrocada.

Xeque mate! Saudações a quem tem coragem!

Rafael Prince (4NP)

USP 5181631

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Postado por Rafael Prince

Paródia publicada no jornal "O Pátio", em março de 2007, em protesto ao descaso da gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto (Fórum da Esquerda) com a Casa do Estudante:

Era uma casa
abandonada
não tinha verba
não tinha nada

Ninguém podia
entrar nela não
porque o Fórum
fechou o portão

Se alguma coisa
acontecesse
a culpa era
do presidente

Ninguém podia
morar ali
eles diziam
que ia cair

Pra onde vão
ninguém sabe onde
na Rua Sapeca
número Onze

Rafael Prince - 4º NP
Membro da Academia de Letras
Morador da Casa do Estudante

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