Stoa :: Rafael Prince :: Blog :: Fui plagiado pelo Tribunal de Justiça!

outubro 18, 2007

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Postado por Rafael Prince

Adoro o fato do domínio .usp.br ser muito visitado, e, por isso, os resultados do STOA no google ficam lá em cima!

Há uma exposição comemorativa dos 180 da fundação dos cursos jurídicos no Brasil no Palácio da Justiça, sede do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Muito interessante, aliás. Como bom franciscano fanáticos pelas tradições da Velha e Sempre Nova Academia, fui conferir. Qual não foi minha surpresa quando eu vejo, impressos os textos que eu publiquei aqui no STOA (http://stoa.usp.br/FD/forum/4219), uma compilação das tradicionais trovinhas, com uma classificação que criei e alguns comentários! Provavelmente o estagiário encarregado da exposição foi ao google e digitou: trovas são francisco, achando meu post em 4º lugar.

Estava tudo lá, isis litteris, nas paredes do Tribunal... =)

Mas nem acho ruim, muito pelo contrário. A intenção era divulgar a cultura franciscana, e parece que está dando certo!

Palácio da Jutiça, Praça da Sé s/nº - Centro - São Paulo/SP

Palavras-chave: google, Histórias e Tradições das Arcadas, pessoal, plágio, Stoa, Tribunal de Justiça

Postado por Rafael Prince | 1 usuário votou. 1 voto

Comentários

  1. Thomaz Napoleão escreveu:

    Mas o que seria das ciências juridico-musicais sem um pouquinho de plagio, hein, cardeal? O Direito à Propriedade é certamente incompativel com todo o resto do Direito.

    Quando estiveres bêbado e sem absolutamente nada para fazer, diga-me se esse latim fake à russa ficou muito tabajara aqui:

    http://bookofrodinia.blogspot.com/2007/10/fortune-plango-vulnera.html

    Abraços de quem um dia ainda vai participar da Peruada, talvez aos 79 anos!

    default user iconThomaz Napoleão ‒ domingo, 21 outubro 2007, 08:48 -02 # Link |

  2. Rafael Prince escreveu:

    Esta semana, 8 meses depois, recebi um email da Corregedoria dizendo que encaminharam minha reclamação ao Desembargador Diretor do Museu.

    Rafael PrinceRafael Prince ‒ quinta, 12 junho 2008, 20:08 -03 # Link |

  3. Tom escreveu:

    Qual foi o tom da sua reclamação? Foi apenas para explicar para o autor do plágio que ele deveria ter pedido permissão para você ou algo mais? Pelo seu post aqui você diz não ter se incomodado.

    Seria legal se você tivesse usado alguma licença como Creative Commons (CC), por exemplo. Bastaria o cara ler a página da CC que aparece no final do post do blog. Aí ficaria mais feio ainda se copiassem sem citá-lo, pois nem precisariam saber que se nada é mencionado, o texto é copyright e só pode ser usado com a permissão do autor da obra.

    P. S. Isso me fez lembrar uma apresentação que teve na Sanfran nos últimos dias relacionada a direitos autorais e acabei não indo. :-( Será que gravaram? 

    default user iconTom ‒ quinta, 12 junho 2008, 21:54 -03 # Link |

  4. Rafael Prince escreveu:

    O tom foi bem cordial, não me lembro exatamente das palavras.

    Mas eu pedia apenas para reconhecerem a autoria e que deviam ter pedido permissão.

    De fato, houve uma palestra sobre Creative Commons na Sanfran dia desses, a qual também perdi... 

    Rafael PrinceRafael Prince ‒ quinta, 12 junho 2008, 22:00 -03 # Link |

  5. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

    Na verdade fiquei curioso com o comentário do Thomaz, dizendo que

      o Direito à Propriedade é certamente incompativel com todo o resto do Direito.

    As leis não existem (ou deveriam existir) justamente para garantir o Direito à Propriedade (o meu corpo, o seu trabalho)? Se não houvesse o conceito de propriedade (ou a garantia de que o que é meu é meu, condições onde o meu deixa de ser meu, etc.), para que serviria o Direito?

    Acho que a confusão parte da distinção entre bens tangíveis (finitos, mensuráveis) e intangíveis (infinitos ou não mensuráveis). Ou seja, dizer que este texto que escrevo é tão meu quanto o meu chinelo é questionável [1]. A CC (e outras licenças) é uma forma inteligente de usar a atual concepção de prorpiedade (onde bens tangíveis se promiscuem com bens intangíveis) para garantir um uso mais igualitário e/ou maior alcance, com a devida atribuição. Atribuição essa que, em minha humilde e insignificante opinião, mais do que um problema jurídico, é um problema ético [2].

    abraço.

    [1] Investido o tempo em escrevê-lo, o  texto em si pode ser copiado à vontade. 

    [2]  O direito se ocupa (ou tenta se ocupar) de todas as questões éticas? deveria? Não tenho segundas intenções com a pergunta, minha reposta ingênua é que ética se desenvolve com educação e não com legislação, mas honestamente nunca pensei com cuidado a respeito (e obviamente, não tenho conhecimento histórico do problema)...

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ sexta, 13 junho 2008, 02:51 -03 # Link |

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