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Autor O Signo do Personagem
Rafael Prince
Rafael Prince

Set 28, 07

Texto publicado no jornal "O Pátio", em março de 2007

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SIGNO DO PERSONAGEM

"The teenage queen, the loaded gun, the drop dead dream, the chosen one, a southern drawl, a world unseen, a city wall and a trampoline". 2007 é o ano do porco. Chauvinista. Já se ouvem os batuques dos ombongos dos camulelês na Avenida Paulista. Grão-anhangá que chega do Norte, evoé! Os que não vão crescer te saúdam. Atirem a primeira pedra! Yankees, vão para a Casa! Parece mentira, parece.

Atravessaram o rio Tietê, em dois turnos, no dorso de onze rãs. Alguns dizem que eram pererecas, outros sapos patetas. Glu glu to kinky minds ! Um fetiche, uma marionete. Ovelhas de cinta liga.

Era noite e Antares brilhava rubro-fosforecente no céu carbônico. A natureza de Escorpião se faz valer. Vis maior. Vai lacrau! Ascendente em câncer. Poço de peçonha. Chorava o pobre regato por não poder te levar.

Você sabe de onde eu vinha? As Casas espiam os homens, que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul... Nada mais conservador. O regente de 11 de agosto é Leão, não é mesmo, Dorothy? Eu te compreendo, estamos longe do Kansas. Quando se sente bater no peito a heróica pancada...

Acerte o seu relógio: o horário de verão acabou faz tempo. Quem poderá nos defender? Seria muita avareza cobrar do XI de Agosto...

Não fechem as cortinas! O espetáculo está apenas no começo. Encenação? Jamais! Rogai por nós, Santa Cecília: São Francisco já está envergonhado. Nada há nada sob o sol (estrelado?) nas noites de São João. O balão vai subindo. Não cairão lágrimas na Terra da Garoa. O céu é horroroso. O barulho? Ensurdecedor! O amor de um estudante dura apenas meia hora.

Após as baforadas de um charuto cubano, a fumaça os persegue. Olham, mas não conseguem perceber. A vaidade é irmã gêmea da estupidez. Todavia, não é de gêmeos, tampouco de capricórnio. Muito menos de peixes repleta. Sua piscina está cheia de ratos, na cobertura de um castelo medieval flamengo, esquecido nas planícies de Johannesburg. Fantasia? Um espectro ronda o túmulo de Julius Frank? Águia, minhoca ou rato? Se elefante voasse, seria o Rei dos Insetos.

Seja lá quem tenha concebido o Xadrez certamente sabia. O comando está nas mãos da rainha. O rei não passa de um títere. Simbólico. Não pode dar mais que um passo ao seu redor. Ela, entrementes, move-se para todos os lados. Non è vero? O monarca (pobre coitado e fragilíssimo!), fica, a todo tempo, tergiversando ante as forças adversárias. Num baile de carnaval em Veneza, eis o nosso personagem – no gênero que preferir. Amar que ser amado. Quisera eu ser trepadeira.

Os bispos continuam a pregar em diagonais opostas, sem qualquer contato. A torre resistirá erguida nas Arcadas? Os soldados, bravos, não fugirão à luta! Podem apostar, apostos! Questão de mínima dignidade. Guerreiros com guerreiros fazem ziegue-zigue-zá. Os que se acovardam e não enfrentam de peito aberto suas responsabilidades na batalha verão brevemente sua derrocada.

Xeque mate! Saudações a quem tem coragem!

Rafael Prince (4NP)

USP 5181631

adorei


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