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Autor Chomsky: A Fábrica do Consenso

Chomsky: Fabrica do Consenso

Da wiki:

Análise dos meios de comunicação de massa

Outra parte importante do trabalho político de Chomsky é a análise dos meios de comunicação de massa (especialmente dos meios norte-americanos), de suas estruturas, de suas restrições e do seu papel no apoio aos interesses das grandes empresas e do governo americano.

Diferentemente dos sistemas políticos totalitários, nos quais a força física pode ser facilmente usada para coagir a população como um todo, as sociedades mais democráticas como os Estados Unidos da América precisam se valer de meios de controle bem menos violentos. Em uma frase freqüentemente citada, Chomsky afirma que "a propaganda representa para a democracia aquilo que o cacetete (isto é, a polícia política) significa para o estado totalitário."[5]

Em A Manipulação do Público,[6] livro escrito em conjunto por Edward S. Herman e Noam Chomsky, os autores exploram este tema em profundidade e apresentam o seu modelo da propaganda dos meios de comunicação com numerosos estudos de caso extremamente detalhados para demonstrar seu funcionamento. Para uma análise completa deste modelo veja Teoria da Propaganda de Chosmky e Herman.

Um viés social pode ser definido como inclinação ou tendência de uma pessoa ou de um grupo de pessoas que impede julgamentos e políticas imparciais e justas para a sociedade entendida como um sistema social integral.

A teoria de Herman e Chomsky explica a existência de um viés sistêmico dos meios de comunicação em termos de causas econômicas e estruturais ao invés de uma conspiração criada por algumas pessoas contra a sociedade.

Em resumo, o modelo mostra que esse viés deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias precisam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação.

1. O primeiro filtro - o da propriedade dos meios de comunicação - deriva do fato de que a maioria dos principais meios de comunicação pertencem às grandes empresas (isto é, às "corporations").

2. O segundo - o do financiamento - deriva do fato dos principais meios de comunicação obterem a maior parte de sua receita não de seus leitores mas sim de publicidade (que, claro, é paga pelas grandes empresas). Como os meios de comunicação são, na verdade, empresas orientadas para o lucro a partir da venda de seu produto - os leitores! - para outras empresas - os anunciantes! - o modelo de Herman e Chomsky prevê que se deve esperar a publicação apenas de notícias que reflitam os desejos, as expectativas e os valores dessas empresas.

3. O terceiro filtro é o fato de que os meios de comunicação dependem fortemente das grandes empresas e das instituições governamentais como fonte de informações para a maior parte das notícias. Isto também cria um viés sistêmico contra a sociedade.

4. O quarto filtro é a crítica realizada por vários grupos de pressão que procuram as empresas dos meios de comunicação para pressioná-los caso eles saiam de uma linha editorial que esses grupos acham a mais correta (isto é, mais de acordo com seus interesses do que de toda a sociedade).

5. As normas da profissão jornalista, o quinto filtro, referem-se aos conceitos comuns divididos por aqueles que estão na profissão do jornalismo.

O modelo descreve como os meios de comunicação formam um sistema de propaganda descentralizado e não conspiratório que, no entanto, é extremamente poderoso. Esse sistema cria um consenso entre a elite da sociedade sobre os assuntos de interesse público estruturando esse debate em uma aparência de consentimento democrático mas atendendo os interesses dessa elite.

No entanto, isso é feito às custas da sociedade como um todo que, naturalmente, compõem-se de mais pessoas que aquelas que compõe sua elite. Uma conspiração, nos Estados Unidos da América, é um acordo entre duas ou mais pessoas para cometer um crime ou realizar uma ação ilegal contra a sociedade. Para os autores o sistema de propaganda não é conspiratório porque as pessoas que dele fazem parte do sistema não se juntam expressamente com o objetivo de lesar a sociedade mas é isso mesmo que acabam fazendo em função dos viéses descritos.

Chomsky e Herman testaram seu modelo empiricamente tomando "exemplos pareados", isto é, pares de eventos que são objetivamente muito semelhantes entre si, exceto que um deles se alinha aos interesses da elite econômica dominante, que se consubstanciam no interesse das grandes empresas, e o outro não se alinha.

Eles citam alguns de tais exemplos para mostrar que nos casos em que um "inimigo oficial" da elite realiza "algo" (tal como o assassinato de um líder religioso), a imprensa investiga intensivamente e devota uma grande quantidade de tempo à cobertura dessa matéria. Mas quando é o governo da elite ou o governo de um país aliado que faz a mesma coisa (assassinato do religioso ou coisa ainda pior) a imprensa minimiza a cobertura da história.

De maneira crucial, Herman e Chomsky também testam seu modelo num caso que muitas vezes é tomado como o melhor exemplo de uma imprensa livre e agressivamente independente: a cobertura dos meios de comunicação da Ofesiva do Tet durante a Guerra do Vietnã. Mesmo neste caso, eles encontram evidências que a imprensa estava se comportando subservientemente aos interesses da elite.

A despeito de todas as evidências - e exatamente como ele próprio prediz! - o modelo de propaganda (e a maior parte da política de Chomsky) tem sido olimpicamente ignorada ou distorcida pelos meios de comunicação (e sem nenhuma refutação).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky
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http://www.scribd.com/doc/9784449/Psicologia-Noam-Chomsky-Linguagem-e-Mente
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"Fujam… Estudos de quando eu pensava que ia ser jornalista
Setembro 26, 2007
Texto realizado para uma das cadeiras de jornalismo que frequentei enquanto tb acabava o curso de Direito…
Autor: http://omundodosol.wordpress.com/category/licoes/


Manufacturing Consent

O documentário Manufacturing Consent introduz-nos à vida e obra de Noam Chomsky.

Noam Chomsky, professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT), não se limita a ser um linguista de renome. Chomsky dedica grande parte do seu tempo a discutir o actual papel dos media naquilo a que chama o fabrico do consenso na sociedade de massas.

Podemos enquadrar a teoria de Chomsky na Teoria da Acção Política, na vertente de esquerda. Segundo a Teoria da Acção Política, as notícias servem interesses políticos e são, consequentemente, uma distorção sistemática da realidade que deviam – e podiam – espelhar. Para a vertente de esquerda da teoria, essa distorção deve-se ao facto de os jornalistas serem dependentes de um controlo ideológico: os media vão funcionar ao serviço da classe dominante. Fornecem a visão distorcida necessária para formar o consenso que interessa ao poder estabelecido.

Para Chomsky, a determinação daquilo que é notícia não é uma decisão independente do jornalista nem da organização jornalística. A notícia surge como determinada externamente, pelos poderes capitalistas. Chomsky destaca o poder dos anunciantes, dos donos dos grandes meios de comunicação social) e das fontes governamentais.

Analisando casos norte-americanos, Chomsky faz questão de afirmar e procurar demonstrar que a propaganda está para a democracia como a violência para a ditadura.

E vê propaganda no tratamento diferenciado de casos que considera semelhantes. Considera que só são noticiados os que interessam, sendo os outros escondidos. Tudo, sempre, para o fabrico do consenso que fortalece o poder estabelecido .

Além de não ser linear o tratamento de análise de conteúdo dado aos casos que o documentário mostra que o autor estudou, desde logo no caso Camboja vs Timor, importa também referirmos que esse estudo se realizou num momento próprio da história: a Guerra Fria. Mesmo que tenha tido aplicação, já não será essa a situação actual.

Para mais, na sociedade de hoje, e.g. com a internet, o acesso à informação é cada vez mais amplo e mais imediato.

Chomsky tem uma visão redutora do papel do jornalista. Não vê o jornalista como um profissional e nega-lhe autonomia. Parece ignorar a função de “contra-poder” ou “quarto-poder” que tantos atribuem aos jornalistas. E basta olharmos, por exemplo, para o caso Casa Pia para vermos como os media tantas vezes noticiam o que ao poder e às elites não interessa que seja notícia.

Há um certo consenso nos media, porque há consenso na sociedade. O consenso é uma das bases em que assenta a sociedade. É necessário e natural que existam valores fundamentais comuns.

Quanto à cobertura e tratamento semelhante dado pelos vários media aos casos que vêm ou não a ser notícia, isso não exprime necessariamente uma tentativa de fabrico de consentimento. Antes reflecte valores comuns de jornalistas cada vez mais instruídos e profissionalizados.

Acrescentemos que Chomsky tem em muito má conta o público em geral, que, a seu ver, simplesmente embarca nas artimanhas do poder sem qualquer vestígio de espirito crítico."

Carta O Berro..........................................................repassem

 
 
Ao assistir esses vídeos você começará ter nova dimensão da sua cultura e a base do pensamento "democrático" que a mídia propaga e você acredita.
 
Vanderley

 
Camaradas
 
Assistam e divulguem o brilhante vídeo "Levante sua voz", produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social. Ele aborda, de maneira viva, o monopólio exercido pela da grande mídia e os limites do direito à comunicação no Brasil.
 
Levante sua voz - primeira parte
 
Levante sua voz - segunda parte
 
Um grande abraço
 
Augusto Buonicore

"Pilger expõe como os grandes meios de comunicação dos países imperialistas (assim como seus representantes nos países periféricos) manipulam as informações com o objetivo de justificar suas guerras de rapina e outras políticas contrárias aos interesses das maiorias populares. John Pilger revela como estes meios agem de modo orquestrado para beneficiar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, por exemplo, e de seus agentes no Oriente Médio (Israel). A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para a mídia que as defende. Nada está por cima dos interesses econômicos ou estratégicos militares dos estados e grupos econômicos que exergem a hegemonia política no planeta. As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios."

http://vodpod.com/watch/5816606-a-guerra-que-voce-nao-ve-the-war-you-dont-see-john-pilger-legendado?u=caueameni&c=canaloutraspalavras


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