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julho 01, 2012

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“Onde estás?”, “quem serás?”, me pergunto amiúde.

Estás longe ou bem perto? Eu queria saber;

Mas tão logo esta dúvida vem-me a perder

Me recordo a resposta: é só Vós a virtude!

 

Ilumine-me, eu peço, quando a alma se ilude,

A Luz Vossa, constante, infinita, a fazer

Com que eu nunca me perca em tal dúvida, e a ver

Que em só Vós tenho amor, compreensão e saúde!

 

A tormenta e a tristeza jamais me serão,

Desse modo, medonhas, se ao lado Vos tenho

E se as sombras dissipa, gentil, Vossa Mão!

 

Se vierem-me, enfim, a franzir o meu cenho

As perguntas e dúvidas, sei que virão

Em socorro essa Luz e essa Mão com empenho!

 

(28/06/2012)

Palavras-chave: soneto

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Reflexões Cristãs | 0 comentário

abril 19, 2012

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FAU em CONCERTO, convida para a apresentação de Abril

do CORAL - "SACRO E PROFANO" Dia 22 - Domingo - 19h00.

Local. FAU Maranhão
Rua Maranhão, 88 - higienopolis
Informações: 3091.4801/1603

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Postado por Sady Carlos em O SENTIDO DA MUSICA | 0 comentário

abril 11, 2012

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Postado por Gabriel em Física

O Grupo Etapa está selecionando graduandos ou graduados em Física (Bach. ou Licenciatura) para trabalhar com elaboração e revisão de material didático. Carga horária flexível. Interessados por favor encaminhem currículo para fred@etapa.com.br .

Palavras-chave: emprego física bacharelado licenciatura material didático revisão editoração produção

Postado por Gabriel em Física | 0 comentário

março 24, 2012

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O site do 1o. Congresso Brasileiro de Avaliação de Impacto está no ar: http://www.avaliacaodeimpacto.org.br/ Envio de resumos até 22 de abril.

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Postado por Luis Enrique Sanchez em Avaliação de Impacto Ambiental | 0 comentário

março 17, 2012

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Concerto - Beethoven em março
Associação Coral da Cidade de São Paulo

Concerto - Beethoven - Sinfonia nº 9 em Ré Menor,  Op.125 – Coral
- dias 17 e 18 de março de 2012 
20:00h
Sala São Paulo

Informações:  ingresso@fundacaobachiana.org.br

Não percam!!!

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Postado por Sady Carlos em O SENTIDO DA MUSICA | 0 comentário

fevereiro 08, 2012

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4 Non Blondes - What's Up

 

What's Up?

Twenty-five years and my life is still
I'm trying to get up that great big hill of hope
For a destination
I realized quickly when I knew I should
That the world was made up for this
Brotherhood of man
For whatever that means

And so I cry sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out what's in my head
And I, I am feeling a little peculiar

And so I wake in the morning and I step outside
And I take deep breath
And I get real high
And I scream from the top of my lungs
What's going on?

And I sing hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
I said hey! what's goin' on?
And I sing hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
I said hey! what's going on?

And I try, oh my God do I try
I try all the time
In this institution
And I pray, oh my God do I pray
I pray every single day
For a revolution

And so I cry sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out what's in my head
And I, I am feeling a little peculiar

And so I wake in the morning and I step outside
And I take deep breath
And I get real high
And I scream from the top of my lungs
What's going on?

And I sing hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
I said hey! what's goin' on?
And I sing hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
I said hey! what's going on?

Twenty-five years of my life is still
I'm trying to get up that great big hill of hope
For a destination

Qual É?

Vinte e cinco anos e minha vida está imóvel
Estou tentando subir aquela grande colina de esperança
Por um destino
Eu percebi rapidamente quando soube que
Aquele mundo era feito por esta
Irmandade dos homens
Seja lá o que isso signifique

E então eu choro algumas vezes quando estou deitada na cama
Apenas para excluir tudo o que está em minha cabeça
E eu, eu estou me sentindo um pouco peculiar

E então eu acordo pela manhã e saio lá para fora
E eu tomo um fôlego profundo
E eu me elevo
E grito a plenos pulmões
O que está acontecendo?

E eu canto hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
Eu disse hey! O que está acontecendo?
E eu canto hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
Eu disse hey! O que está acontecendo?

E eu tento, oh meu Deus como eu tento
Eu tento o tempo todo
Nesta instituição
E eu rezo, oh meu Deus como eu rezo
Eu rezo a cada dia comum
Por uma revolução

E então eu choro algumas vezes quando estou deitada na cama
Apenas para excluir tudo o que está em minha cabeça
E eu, eu estou me sentindo um pouco peculiar

E então eu acordo pela manhã e saio lá para fora
E eu tomo um fôlego profundo
E eu me elevo
E grito a plenos pulmões
O que está acontecendo?

E eu canto hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
Eu disse hey! O que está acontecendo?
E eu canto hey-yeah-yea-eah, eah hey yea yea
Eu disse hey! O que está acontecendo?

Vinte e cinco anos e minha vida está imóvel
Estou tentando subir aquela grande colina de esperança




Palavras-chave: 4 Non Blondes, What's Up

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Contos | 0 comentário

fevereiro 01, 2012

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Recomendo muitíssimo que assistam (como não conseguir colocar o vídeo diretamente, segue o link):

http://www.youtube.com/watch?v=4Z9WVZddH9w

 

 

Palavras-chave: Economia, Evolução, Recursos, Zeitgeist

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Postado por Bruno Vinícius Marton | 1 comentário

novembro 10, 2011

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Herdeiro dos Ventos [Conto de ficção científica]

O autor Mustafá Ali Kanso cedeu gentilmente o conto inédito Herdeiro dos Ventos para publicação aqui no HypeScience.
Ao final descubra como concorrer ao mais novo lançamento do Autor: o livro A Cor da Tempestade, com lançamento programado para a quinta-feira, onde este mesmo conto foi publicado.

Aos escritores de FC.

Ele nasceu prematuramente; pesava pouco menos de dois quilos e nem para chorar tinha forças. Foi mesmo um milagre ter sobrevivido.

– Pulmões fracos – sentenciou a parteira.

Avesso ao tempo, logo deixou de ser um bebê raquítico para se tornar um menino raquítico.

Numa casa de seis irmãos era o temporão crescendo entre as frestas, incapaz de defender-se das brincadeiras daquele mundo.

– Coração fraco – lamentou a mãe.

Nenhuma lembrança restou dessa travessia e nenhuma fotografia foi fixada no álbum da família, e, como todo menino de sua época, foi trabalhar no campo.
No entanto, suas mãos eram pequenas demais para segurar uma enxada. Completamente inútil para a lavoura.

– Braços fracos! – praguejou o pai.

De seu caráter não se espremia nenhuma gota de tenacidade. Era dócil e conciliatório, cordato e ponderado, falava pouco e não brigava. Era arredio às palavras ásperas e quando agredido não revidava.

– Espírito fraco – suspirou o vigário.

Como era manso tanto na fala quanto nos modos, foi internado no seminário. Quem sabe lá, ele despertasse para a vocação religiosa ou mesmo pudesse esconder em clausura a vergonha de sua cacogenia.

Apesar da esqualidez de suas palavras que competiam com a de sua figura, tinha agilidade no pensamento. Aprendeu a ler com rapidez e dominou com facilidade a escrita. Descobrindo a biblioteca da missão, entregou-se à recreação de seu espírito, devorando todos os livros que encontrava. No entanto, demonstrou um interesse descabido pela ficção e como um herege começou a escapulir de suas horas de estudo para caminhar invisível pelas nuvens com o balão de H. G. Wells ou viajar submerso com Júlio Verne pelos oceanos azuis de Nautilus.

Em um caderno amarrotado começou a ensaiar seus primeiros contos envolvendo fantásticas máquinas voadoras e extraordinárias viagens para a lua. Volta e meia era flagrado em franca heresia: ousava encontrar mais verdades nestas histórias que na bíblia.

As surras freqüentes mostraram-se completamente em vão. Apenas tornaram manco de corpo quem já era manco de espírito.

Ele não entendia o significado das palavras sagradas, não assimilava o martírio da dor e não respeitava o símbolo da autoridade.

– Fraco da cabeça – insistiu o tutor.

Era ingênuo demais para sentir medo e não se importava se o privassem de beber ou de comer. As sessões de jejum apenas lhe conferiram aquele sorriso beatificado, o que, sem dúvida, correspondia a um descabido desacato.

Provou-se que sua paixão pela literatura era definitivamente incorrigível a ponto de ousar escrever suas próprias histórias. Como controlar alguém que pretende pensar por si mesmo?

Devolveram-no à família para a contrariedade dos pais.

Longe das bibliotecas abandonaria o pérfido costume de ler e, sem tempo livre, não poderia escrever ou pensar. Deram-lhe tarefas femininas para ocupar o seu dia, tais como ordenhar as vacas e recolher os ovos, tosar as ovelhas e alimentar os porcos, dar ração para as carpas e escovar os cavalos. Se isto servia muito bem para domesticar as mulheres da comunidade, funcionaria com ele.

Nas tarefas repetitivas libertou ainda mais sua alma. Com alegria conversava com os animais, relatando cada livro que lera. Falou sobre o Minotauro para as vacas, contou sobre Circe para os porcos, descreveu as sereias para as carpas. Jasão era um assunto para as ovelhas e Tróia era o tema predileto dos cavalos.

Parecia que tais assuntos agradavam sua insólita platéia. As vacas e as galinhas ficaram mais produtivas, os porcos e as carpas mais viçosos, e as ovelhas e os cavalos mais dóceis.

Porém, a alegria de seus pais duraria pouco. Ele encontrara, mesmo nestas inocentes tarefas, um meio de subverter a ordem pré-estabelecida.

Continuou a escrever seus próprios livros usando a tinta de seus mais criativos gestos nas páginas mais etéreas do ar.

Num fim de tarde quando descia a encosta do morro manquitolando com um fardo de pasto nas costas escorregou e, dobrando-se pelo peso da carga, foi lançado pela ribanceira no que teria sido uma queda fatal. Para seu espanto, desceu pela campina como uma pluma, revelando para si um inacreditável talento. Ele que já estudara no seminário a obra completa de Bernoulli intuía incontestavelmente sua impossibilidade matemática de voar. No entanto como todo bom escritor, a despeito das evidências, desafiou o que era correto e certo e continuou voando.

Nos dias que se seguiram, o mundo ganhou novo significado. Liberto das garras que o aprisionavam ao solo corria com suas asas de vento, em todas as campinas, sem que seus pés tocassem o chão. Ascendia pelas linhas invisíveis da sua já pautada atmosfera. Ganhava o ar com a fluidez de uma indescritível agilidade para escrever naquelas tênues páginas o produto de sua vontade.

Sabia que a cada linha desta ascendente escrita ele se aproximava mais de si mesmo. Escrevia em seu próprio idioma iniciando cada página, de cada dia, sempre pelas linhas de baixo e assim ia escrevendo, cada vez mais para o alto. Em sua alegria não anteviu que poderia ser, mais uma vez, flagrado.

Seu pai, desconfiado de toda aquela indesejável felicidade, escondeu-se na campina, e, estarrecido, presenciou o inusitado.

Seria bruxaria, aberração da natureza ou número circense?

Tanto faz. Em qualquer das hipóteses seriam excomungados, apedrejados ou cobertos de ridículo.

O menino que sempre fora um avoado da cabeça agora se tornara também um avoado de corpo.

Na dúvida o levaram ao médico da capital para descobrir se não lhe nasceriam penas, pois era de consenso que tudo o que acontecia na alma logo se manifestaria no corpo. Era só uma questão de tempo.

Depois das sangrias de praxe e de uma rápida terapia de sanguessugas, foi desvendado o perigo daquela transferência. Se ele já vivia em espírito no mundo da Lua, em breve o seu corpo, para lá, seria transportado. Por isso ele voava. Foi a conclusão unânime dos especialistas.

Seu pai temia o ridículo, sua mãe, os perigos, e o vigário, a heresia. Assim se reuniram os três para confabular. Depois de muito ponderar, e em comum acordo, decidiram acorrentá-lo a uma bola de ferro.

Estava proibido de voar.

Passou então a executar suas tarefas diárias com a pesada bola de ferro firmemente aguilhoada à perna boa. A outra já tinha sido imobilizada pelas surras da vida.

No entanto, a vizinhança indignou-se ao ver o frágil menino acorrentado.
Era perturbador. Fisicamente ele já se parecia com um fantasma. Ainda mais, arrastando suas correntes, do nascer ao findar do dia. Era a própria figura de um espectro saído de algum pesadelo.
“Que nova raça maldita essa criatura servia de adão?” – perguntaram-se os ofendidos.

Os sustos foram se tornando freqüentes mesmo para os mais avisados e assim, foram todos exigir solução.

Ficou acertado – para o sossego da vizinhança e em consideração à saúde das gestantes – que ele ficaria trancafiado em casa.

Com o tempo perceberam que a pesada bola de metal riscava o chão e as grossas correntes provocavam acidentes na cozinha. Seus pais decidiram, por fim, acorrentá-lo às fortes pilastras do porão. Ali não poderia ler, pois não havia luz e tampouco poderia voar pela carência de espaço.
Arrastaram-no para seu novo cativeiro, felizes com a praticidade. Como o teto era muito baixo o menino teria que ficar ajoelhado. O que seria uma ótima penitência para aquele encrenqueiro incorrigível. Afinal, por que ousara ser assim tão diferente?

Todos os problemas se resolveram de um só golpe e já no segundo dia se esqueceram dele completamente, restando apenas uma adorável sensação de alívio.

Foi no terceiro dia de seu privado cativeiro, acorrentado, de joelhos, na escuridão daquele mundo estéril, que ele aprendeu sua última lição de humanidade. Sentia-se como um novo Prometeu em seu martírio; só que nesta nova versão era a indiferença dos homens quem devorava suas entranhas.

Surpreendentemente libertou-se por si de suas correntes. Invisível, ganhou o ar, identificando-se integralmente com sua obra. Passou a habitar, a partir de então, a alma dos inconformados: esse tipo de gente perniciosa que se torna célebre por invocar os ferozes ventos da mudança.

Séculos depois, aquela casa foi transformada, ironicamente, numa grande biblioteca. Sem que ninguém sequer imaginasse que em suas fundações, jazia em eterna oração, o esqueleto de um anjo acorrentado.

http://hypescience.com/herdeiro-dos-ventos-conto-de-ficcao-cie

Palavras-chave: Conto de Ficção, Heerdeiro dos ventos, Mustafá Ali Kanso

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Contos | 0 comentário

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FAU in CONCERT

Convidamos para os concertos mês de novembro:

- dia 13 domingo 19 horas – Grandes conjuntos de Ópera – solo, duos, trios e quartetos de Mozart, Verdi, Bizet e Brahms interpretados por jovens cantores, direção Paulo Menegon.

- dia 26 sábado, 20horas – CORALUSP – grupo Jupará - sob a regência de Alberto Cunha apresenta o espetáculo “Vertentes da Música Sacra”, com obras de Monteverdi, Lizt, Bach entre outros.

- dia 27 domingo, 19 horas – “Viagem através dos estilos”, com os cantores Silvania Abruzio - soprano, Eleni Arruda – mezzo soprano e ao piano Fabio Maciel. O espetáculo consiste de canções brasileiras, alemãs e francesas, árias de ópera e musicas sacras, com peças de Fauré, Carlos Gomes, Pucini, Mozart, Rossini e outros.

Rua Maranhão 88, entrada e estacionamento grátis.

Informações eventfau@usp.br ou pelo telefone

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Postado por Sady Carlos em O SENTIDO DA MUSICA | 0 comentário

outubro 07, 2011

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Pessoal,

 

Convido a todos a participarem do Clube de Leitores de Ficcao Cientifica, o mais antigo clube de FC do Brasil (1985).

 

Na ultima eleicao fui eleito secretario executivo.

Para participarem do clube, mandem um email para bbjenitez@yahoo.com.br

Palavras-chave: clfc, clube, fc

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Postado por Osame Kinouchi Filho em ficcaocientifica | 0 comentário

setembro 29, 2011

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FAU em Concerto de outubro:

 

 DIA 1º – SÁBADO – 20H00 - ORQUESTRA DE CÂMARA DA SOCIEDADE PRÓ MÚSICA SACRA

 Repertório: Tomaso Albinoni - Sinfonia a 4, A.Caldara Sonata a Ter, A. Vivaldi  La Tempesta de Maré – Concerto para Flauta, Solista:  Alexandre Pimenta, Samuel Barber , Adágio para cordas op. 11, E.B.Britten ,Simple Symphony; Boisterous Bourree, Playful Pizzicato, Sentimental Saraband, Frolicsome Finale

 

DIA 8 – SÁBADO – 20H00 – CORALUSP

 

Regência: Márcia Hentschel.

Repertório: variado, com canções de Piazzolla e autores brasileiros entre outros.

 

DIA 30 - DOMINGO 19H00

“INSALATA MUSICALE”

 

Espetáculo vocal apresentando áreas de ópera de autores como Mozart. Puccini e Verdi, com André Heyrison - tenor, Desirée Brueckheimer – soprano, Érica Aguilar – mezzo soprano

 

 Rua Maranhão 88, entrada e estacionamento grátis.

Informações: eventfau@usp.br, 11 30914801

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Postado por Sady Carlos em O SENTIDO DA MUSICA | 0 comentário

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MISSA DE SANTA CECÍLIA - concertos

Concertos:
Domingo, 09 de outubro de 2011 – 16:00h
Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo
R. Vergueiro, 1515 - Paraíso
Sábado, 15 de outubro de 2011 – 16:00h
Espaço Cultural Tendal da Lapa
R. Guaicurus, 1100 – Lapa
ENTRADA FRANCA
www.coralsp.org.brcontato@coralsp.org.br
(11) 3455-9077

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Postado por Sady Carlos em O SENTIDO DA MUSICA | 0 comentário

setembro 07, 2011

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Tabacaria, Fernando Pessoa

 

Palavras-chave: fernando pessoa, tabacaria

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Postado por سميرة em Fernando Pessoa | 0 comentário

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Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém a escrever,
A verdadeira história da humanidade.

O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
O que não há somos nós, e a verdade está aí.

Sou quem falhei ser.
Somos todos quem nos supusemos.
A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.

Que é daquela nossa verdade — o sonho à janela da infância?
Que é daquela nossa certeza — o propósito a mesa de depois?

Medito, a cabeça curvada contra as mãos sobrepostas
Sobre o parapeito alto da janela de sacada,
Sentado de lado numa cadeira, depois de jantar.

Que é da minha realidade, que só tenho a vida?
Que é de mim, que sou só quem existo?

Quantos Césares fui!

Na alma, e com alguma verdade;
Na imaginação, e com alguma justiça;
Na inteligência, e com alguma razão —
Meu Deus! meu Deus! meu Deus!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!

 

Palavras-chave: fernando pessoa, pecado original, poesia portuguesa

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Postado por سميرة em Fernando Pessoa | 0 comentário

setembro 06, 2011

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D. SEBASTIÃO, REI DE PORTUGAL

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou o meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

 

Palavras-chave: d.sebastião, fernando pessoa, poesia portuguesa

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Postado por سميرة em Fernando Pessoa | 0 comentário

junho 18, 2011

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Na falta de mensagens recentes neste blog, reproduzo aqui a versão integral de um excelente texto do Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese de Campanha (MG), publicado no site da Rádio Vaticano em português (http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=497331).

 

"Este tempo maravilhoso de Páscoa, que foi encerrado com o Domingo de Pentecostes, nos colocou diante dos olhos a unidade da obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Cristo veio cumprir a obra do Pai e nos deu seu Espírito, para que ficássemos nele e mantivéssemos a obra do Pai e nos deu seu Espírito, para que ficássemos nele e mantivéssemos o que Ele fundou, renovando-o constantemente, neste mesmo Espírito. Assim, a festa de hoje vem contemplar o tempo pascal, como uma espécie de síntese. Síntese, porém, não intelectual, mas “misterial”, isto é, celebrando a nossa participação na obra das pessoas divinas. A festa da Santíssima Trindade sempre foi celebrada no domingo seguinte ao domingo de Pentecostes, com a finalidade de mostrar o triunfo da Santíssima Trindade na história da salvação: o Pai Criador, o Filho Salvador, o Espírito Santo que renova e refaz todas as coisas.

Foi Jesus quem revelou que no Deus único há três pessoas distintas. Santo Antônio afirmou que na Palavra Pax está contida a revelação do mistério da Trindade: “Note que na palavra pax, paz, há três letras e uma sílaba, em que se designa a Trindade e a Unidade: no P, o Pai; no A, primeira vogal, o Filho, que é a voz do Pai; no X, consoante dupla, o Espírito Santo, procedente de ambos. Assim, ao dizer: A paz esteja convosco, recomenda-nos Cristo a fé na Trindade e na Unidade”.
O Concílio Ecumênico Vaticano II afirma que o dogma da Santíssima Trindade é o centro de nossa fé.
O próprio Cristo envia os seus discípulos para a missão determinando que o mandato do batismo seja efetuado em nome da Trindade Santíssima: “Ide pelo mundo e batizai a todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (cf. Mt 28,19). A existência de um Deus único, com uma só natureza divina, mas distinto em três pessoas, é revelação de Jesus.
Por isso a Santíssima Trindade permeia toda a vida do cristão. Todas as vezes que fazemos o sinal da Cruz estamos invocando a Santíssima Trindade. Quando fazemos o sinal da Cruz reverenciamos o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo. E, assim, também começa a Santa Missa com a saudação inicial: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus-Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”, quando pedimos que Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
A Trindade está presente em tudo: no canto do glória quando glorificamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo; bem como, no Credo, quando renovamos a nossa fé no Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo.


Na primeira leitura da missa de hoje (cf. Ex 34,4b-6,8-9) Javé revela seu íntimo: o Deus misericordioso e fiel. Deus se revela a Moisés como o Deus da graça (misericórdia) e verdade (fidelidade). Enquanto nós o concebemos como juiz castigador, ele nos ensina que sua bondade ultrapassa de longe a sua vingança. O castigo de Deus se esgota, sua misericórdia não.


O mistério da Santíssima Trindade é a luz que ilumina todas as verdades da fé. E é um mistério de amor profundo. A Trindade é a comunidade perfeita, a comunidade de amor pleno. O Pai criou tudo por amor; o Filho, muito amado pelo Pai constrói no mundo, com sua vida, um reino de amor, e o amor é um dos grandes dons do Espírito Santo. Assim, no Santo Evangelho de hoje (cf. Jo 6,51-58), tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos, recorda o imenso amor de Deus pelas criaturas, pelos homens e pelas mulheres, um amor tão grande, tão sublime, tão profundo que vence a barreira do pecado e da morte à custa do sangue derramado de seu próprio Filho. Um amor inaudito que quer ter todas as criaturas junto a si, participando de sua feliz vida eterna. Deus nos ama de tal maneira que nos enviou o Espírito Santo em auxílio da fraqueza e da miséria de nossa fé, completando o nosso coração de esperança, avivando a fé em Jesus, o Redentor, revestindo de tal maneira nossa vida a ponto de ser Ele quem reza em nós e em nós rende louvores e graças a Deus. Deus Pai já não olha para o nosso pecado e ignorância, mas vê o “o próprio Espírito, que advoga por nós em gemidos inefáveis.” (cf. Rm 8,26)


A graça do Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo demonstram que o mistério de Cristo na Igreja só se entende considerando a atuação das três pessoas divinas, o amor de Deus que se manifesta na graça – no dom – de Jesus Cristo e opera na comunhão do Espírito Santo, que anima a Igreja desde a ressurreição de Cristo. O resultado é somente a alegria. Neste final desta segunda Carta aos Coríntios (cf. 2Cor 13,11-13) o Apóstolo Paulo condensa toda a sua teologia. O mistério da Santíssima Trindade não está longe. Estamos envolvidos nele.


Em nossa vida cotidiana, às vezes sombria, às vezes trágica ou muito complicada, em que devemos cuidar de mil coisas que nos pressionam de toda parte, a luz de Deus é o amor. Devemos voltar-nos para esta luz se não nos quisermos desviar do verdadeiro fim de nossa existência. Gostaríamos de poder dizer: “Aqui está Deus; Deus é assim...”. Mas não é possível. O próprio Deus sai dos quadros e das imagens e se oculta naqueles que precisam de nós, e diz: “Aqui estou!”. Esconde-se nos pequeninos da terra e diz: “Buscai-me aqui!” Quem quer viver com Deus não se encontra diante de uma conclusão, mas sempre diante de um início, novo como cada novo dia.


A proposta de Deus nasce de amor, explicita-se na encarnação e morte de Jesus, e tem por finalidade dar a todos a vida eterna. O homem e a mulher, em resposta ao chamado de Deus, consiste em aceitar ou não aceitar a missão de Jesus, o Filho. Aceitar ou não exige uma decisão pessoal, de adesão ao Evangelho da libertação e da vida nova. Jesus garantiu que o Espírito Santo nos ajudaria a conhecer a Verdade e a discernir as coisas. A decisão passa pela adesão ao Cristo Ressuscitado, o Redentor e Salvador, através de uma adesão misteriosa e amorosa de docilidade ao Reino e ao Seguimento do Cristo.
Deus uno e trino que é indivisível. Indivisível, mas amoroso e generoso na comunhão amorosa e eterna com a Trindade, devemos construir uma vida do amor, com amor e para amar, como Cristo nos amou e amou a sua Igreja. Sim, a solenidade da Santíssima Trindade, nos convida a buscar e viver a integração da unidade na pluralidade em todos os sentidos.
Que a Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo acompanhe sempre as nossas vidas e nos ajude a fazer a experiência amorosa de Deus. Vem Trindade Santa, caminha conosco e nos dê a sua paz! Amém!"

Palavras-chave: Amor, mistério, Santíssima Trindade

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junho 05, 2011

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Farei uma apresentação no Céu-Butantã amanhã!
Sou tenor do  Coral Cidade de  São Paulo e nos apresentaremos com  a Orquestra Acadêmica apresentando Claudio Santoro (Sinfonia da Paz) e Vila-Lobos (Choros 10) - amanhã, 5/06/11, às 16:00h!
É gratuito! Peguem o ingresso  uma   hora  antes!

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maio 23, 2011

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Livro do Genismo em formato PDF:

http://stoa.usp.br/jocax/files/3338

 

Alguns documentos Jocaxianos no SCRIBD :

http://pt.scribd.com/joao_barcellos_2/documents

 

 

 

Palavras-chave: Documentos, Jocax, Jocaxianos, Scribd

Postado por João Carlos Holland de Barcellos | 0 comentário

maio 13, 2011

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FAU EM CONCERTO DE MAIO

Dia 14 de maio sábado 20h00  - grupo Horizontes- a pianista Regina Schlochauer e o clarinetista Mario Marques apresentam um programa com peças de Saint Saens, Finzi, Milhaud e outros autores mais.

Dia 21 de maio sábado 20h00  - Insalata Musicale- com os cantores Desirée Brueckheimer – soprano, Camila Lopes – soprano, Bruno Lunardi - tenor, André Heryson  - barítono,  pianista convidado: Leonardo Fernandes. No programa peças de Mozart, Gounod, Donizetti, Leahr dentre outros

Dia 29 de maio 20h00 – Sarau – espetáculo  apresentando jovens cantores interpretando áreas e canções de Bach, Vivaldi, Mozart e outros coordenação Paulo Menegon

Rua Maranhão 88, entrada e estacionamento grátis

Informações eventfau@usp.br ou 30914801

Palavras-chave: FAU EM CONCERTO

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maio 10, 2011

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No turbilhão das ideias que me inspiraram a elaborar este texto após muito tempo sem escrever para o blog1, talvez uma das maiores intenções seja enfatizar a importância da oração. Dito dessa maneira, o assunto parece algo muito pouco atrativo e até maçante, principalmente a nós, jovens inquietos e ávidos de ação, de vivência intensa. Digo isso porque eu mesmo me sinto assim, e admito que não acho fácil parar para rezar e meditar diante de tantos estímulos contínuos que nos circundam dia a dia. No entanto, tendo ultimamente pensado um pouco a esse respeito, creio que cheguei a uma reflexão interessante a ser partilhada, especialmente com aqueles que encontram essa mesma dificuldade que eu.

Entre nossas vontades cotidianas, tenho a impressão de que uma das mais fortes, que nos move a continuar seguindo nossos caminhos, é a de fazer alguma diferença para o mundo, de alguma maneira. Nessa busca de causar alguma mudança à nossa volta, todavia, é natural que encontremos obstáculos os mais diversos, com intensidades variadas, que podem tanto nos dar ânimo para superá-los quanto nos desanimar e deixar-nos desesperançosos diante da constatação da resistência do mundo em ser mudado, ou de nossa pequenez perante forças contrárias aparentemente tão inertes.

Tanto no caso de que as dificuldades venham a animar ou desanimar, parece-me sensato aproveitar o momento em que as encontramos para uma ponderação: qual seria realmente o nosso papel nessa alteração do mundo que desejamos? E o que pretendo discutir, aqui, é a resposta cristã para essa indagação, que considero a melhor e mais completa possível: como nosso Mestre ensinou em tantos exemplos que vieram a culminar maximamente em Seu próprio sacrifício na Cruz, é nosso dever sempre colocar Deus e os outros em primeiro lugar, antes de nós mesmos. Por isso, a primeira resposta àquela pergunta colocada é: nosso papel é aquele que a vontade de Deus designar para que sirvamos aos outros da melhor maneira dentro de nossas capacidades. É essa a Sua lei primordial, resumível numa só palavra, simples e profunda, mas infelizmente já banalizada: o amor. É apenas o amor, entendido da maneira mais abrangente e universal possível, que pode ser capaz de mover o cristão a servir aos outros antes de si mesmo. Quaisquer práticas iniciadas com a intenção de redundar finalmente em benefício próprio, quaisquer ambições estritamente pessoais, quaisquer dessas atitudes individualistas de sucesso e auto-realização tão comumente proclamadas e advogadas, revelam cruamente ser originadas na fonte do egoísmo, isto é, a ação voltada ultimamente para si (ego) e, portanto, contrária ao altruísmo que caracteriza basilarmente o amor. Dizer “eu te amo”, assim, equivale a falar “quero teu bem antes mesmo do meu”2.

Para os cristãos, até aí, provavelmente não há nenhuma novidade. É difícil, porém, transpor isso para a prática: como ia dizendo, dada nossa limitação inerentemente humana, nossos esforços são tão pequenos e inexpressivos que frequentemente nos causam uma sensação de impotência para fazer a diferença no mundo; mesmo os que mais se entregam em prol desse ideal acabam por sentir-se explorados, humilhados, incapazes, perdidos. Entretanto, aí entra novamente aquele questionamento colocado no parágrafo anterior: se nosso papel é cumprir a vontade de Deus e fazer primeiro o bem ao outro, é necessário saber, portanto, o que é esse “bem” que Deus designa naquele momento específico para o outro e, a partir daí, qual é a nossa função na possibilitação desse bem.

Muito fácil, novamente, seria responder que o bem designado por Deus é a salvação de todos, e essa de fato é a verdade em última análise. Mas ocorre que, também pelo próprio fato de que as criaturas foram dotadas pela bondade divina com o precioso dom do livre arbítrio, os caminhos para esse objetivo final nem sempre são seguidos de modo certeiro pelos indivíduos, e nem sempre um consegue compreender como a trilha seguida por outro poderá levar a essa meta. A partir disso, a intervenção de um na vida do outro, pelo amor, deve necessariamente passar pela compreensão da vontade divina de permitir o livre arbítrio e deixar que cada um siga a via que decidir, porque nessa via, qualquer que seja ela, sempre Deus colocará a oportunidade de que a pessoa se volte a Ele, de maneiras muitas vezes impensáveis e até incompreensíveis.

Eis, pois, como chego ao conteúdo anunciado primeiramente para este texto: a nós, seres criados muito capazes, mas também muito limitados, é impossível sondar as maneiras como o Criador designa essas oportunidades de salvação para cada criatura a partir da vivência que cada uma experimenta no exercício de seu livre arbítrio. Resta, pois, se alguém quer fazer a diferença para o outro, conformar-se com o fato de que deve subordinar-se humildemente ao plano divino para si e para esse outro e, qualquer que seja o conteúdo desse plano divino, aceitar e executar da melhor maneira possível o papel que Ele lhe designar em seu cumprimento. A única solução para isso, portanto, é a oração, porque é ela que, por um lado, possibilita a cada um a abertura a entender qual o papel que o Senhor deseja que desempenhe e, por outro, dá força a cada um para desempenhar esse papel da maneira mais correta e competente.

É pela oração que se pode compreender qual é o nosso papel entre o incentivo que Cristo nos dá a procurar fazer ativamente os outros apreenderem essa superior vontade divina, e a Sua ressalva de que, ao não sermos bem acolhidos nessa atividade, devemos deixar que os outros sigam seus próprios caminhos, até mesmo ao ponto de chegar ao extremo afirmado pelo grande apóstolo São Paulo, de deixá-los entregues a Satanás para que aprendam (Tm 1,20). Conformar-se com isso é uma das mais duras resignações que o cristão pode enfrentar, porque à vista limitada de cada um, principalmente na avidez por fazer a diferença ao outro pelo exercício do amor, é praticamente impossível compreender como deixar esse outro entregue às tentações e demais desvios pode lhe ser útil e, ao final, acabar conduzindo-o a Deus de alguma maneira. Eis aí, mais uma vez, a importância da oração, da confiança suprema nos desígnios divinos, em detrimento das próprias considerações e pensamentos individuais, de nossos impulsos e instintos imediatistas, e de nosso julgamento particular sobre o que seria melhor para os outros. A esse respeito, ressalte-se, é bem claro que, enquanto não somos capazes de presumir ou definir rigidamente o melhor caminho para eles, também não podemos assumir uma postura negligente de ignorar nosso papel potencial de auxiliá-los, donde sobrevém, reitere-se, a necessidade de buscar junto a Deus esses necessários discernimento e esclarecimento por meio da oração diligente.

Paralelamente, é também fundamental ter em conta que esse mesmo Satanás procura continuamente enfraquecer-nos e enganar-nos nessa resolução de seguir fielmente a vontade de Deus, fazendo-nos confundir, duvidar, temer e relutar. Cabe aí, entre tantos outros bons testemunhos, considerar o que sugere o Doutor Místico, São João da Cruz: contra os três principais inimigos (“demônio”, “carne” e “mundo”), a alma deve revestir-se da proteção das três virtudes teologais (fé, caridade e esperança): simplificando muito a belíssima riqueza desse ensinamento, é possível dizer que a fé auxilia a não permitir o demônio esmorecer nossa confiança na oração; a caridade (amor) auxilia a afastar todo egoísmo (prazer individual, “carne”); e a esperança auxilia a não desanimar perante os obstáculos e vaidades que constituem os elementos mundanos.

Finalizando, ainda, com o legado desse Santo, é complementar entender que todas essas dificuldades são permitidas por Deus como um obscurecimento que a princípio pode nos deixar muito desorientados, como que se tivéssemos nossas capacidades apagadas ou canceladas e, não à toa, podem ser chamadas “mortificações”, mas são elas mesmas que nos fortalecem no apego àquelas virtudes supracitadas, as quais nos ajudam a caminhar confiantes mesmo no decurso de uma Noite escura, conforme o título da obra de João da Cruz que inspirou os comentários aqui expostos. Afinal, o que ainda nos resta nessa “noite escura” é somente o amor inspirado por Deus e a consequente confiança perseverante n'Ele, consoante cantam os versos do santo espanhol: “sin otra luz y guía/ sino la que en el corazón ardía”.

1Foram vários os motivos que levaram a isso, e eu não seria capaz de me recordar de todos aqui, nem talvez seria útil enumerá-los para os eventuais leitores deste artigo. Seria muito fácil culpar a falta de tempo como tantas vezes se faz, mas isso já sabemos que é matéria de simples administração e priorização. Além das fraquezas que conduzem a essa má organização, um dos fatores que me desencorajou também foi a percepção sempre crescente de que minhas palavras são tão ínfimas perto dos ensinamentos dos grandes mestres da cristandade nestes dois milênios. Porém, acredito que valha insistir na possibilidade de que minha contribuição, por mais insignificante que seja, talvez acabe por ser uma oportunidade a mais de divulgar essas ideias milenares, uma maneira ocasionalmente mais acessível a alguns e, sempre, a abertura de uma janela de diálogo e complementação tanto das minhas ideias como das dos que vierem a lê-las.

2Alguns poderiam objetar que, para os cristãos, essa entrega de amor redunda ultimamente no benefício próprio, à medida em que, com tal atitude, eles esperam a salvação e a glória eterna. Dado, porém, ser este o desejo primário de Deus enquanto nosso criador, o de que suas criaturas enfim voltem a unir-se a Ele, o cumprimento da salvação é antes a aceitação da vontade de Deus que a realização de mera vontade pessoal. E, de uma maneira ou de outra, a assimilação da vontade pessoal à vontade superior de outrem não pode propriamente ser considerada egoísmo.

Palavras-chave: amor, confiança, esperança, , oração

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Reflexões Cristãs | 0 comentário

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