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outubro 16, 2009

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Postado por USP Notícias

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Arte
Maria Antonia apresenta cinco exposições sobre questões pictóricas e arquitetônicasA partir desta quinta-feira (22), às 20 horas, o Centro Universitário Maria Antonia (Maria Antonia) da USP apresenta cinco exposições individuais que lidam com questões pictóricas e arquitetônicas.

Na sala principal do Maria Antonia, o escritório Brasil Arquitetura, dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, apresenta A tradição do novo: o trabalho de Brasil Arquitetura, mostra que traz fotografias, plantas e maquetes de projetos executados, e alguns não-executados, ao longo dos últimos 30 anos, além de peças de mobiliário que mostram a principal característica do escritório, a de trabalhar a complexidade de contextos históricos em diálogo com a contemporaneidade.

Na instalação A fachada invertida, Emmanuel Nassar desenvolve de novas maneiras sua característica poética do precário. Um cubo de grandes proporções ocupa boa parte do espaço expositivo, com paredes feitas de placas de metal estruturadas com madeira. Originalmente essas placas foram suporte de pinturas do artista, que, em conjunto, simulavam a fachada de uma construção. Na instalação atual, pode-se ver ainda algo daquelas pinturas ao lado de elementos arquitetônicos dispostos no interior dessa nova construção, graças ao jogo de iluminação que destaca áreas determinadas e, assim, coloca em causa certos parâmetros de visibilidade plena valorizados no mundo contemporâneo. A fachada invertida constitui-se como uma espécie de duplo movimento de apropriação, envolvendo um trabalho anterior do próprio artista e uma certa iconografia do imaginário popular que há tempos vem caracterizando sua obra.

Em 2 x 2, trabalho criado especialmente para o Maria Antonia, Fábio Miguez levou em conta a arquitetura de um de seus espaços expositivos, que possui forte incidência de luz natural. Misto de pintura e instalação, o trabalho se realiza em placas de vidro temperado de grande formato dispostas paralelamente no meio da sala e tornadas suporte para a pintura, de tal forma que não existe um ponto de vista ideal para a observação do trabalho. Tudo depende do deslocamento do observador pelo espaço expositivo, num sempre renovado jogo de volumes, áreas de cor, transparências, reflexos. Cada posição tanto revela como esconde, todo movimento implica perdas e ganhos. A obra marca outro lance nas aproximações que o artista, nos últimos tempos, vem explorando entre o espaço da pintura e o espaço da arquitetura, dessa vez procurando equilibrar mais ainda o cálculo e a indeterminação.

Integrante de uma nova geração de artistas brasileiros que vem retomando a pintura a óleo, Ana Prata expõe no Maria Antonia cinco telas inéditas, de grandes proporções. As pinturas, em traços fluidos e paleta de cores rebaixadas, mostram  cenas do cotidiano que, em primeira instância, não constituiriam relações mais fortes. Colocadas lado a lado, entretanto, as pinturas criam um tipo de narrativa não linear, numa poética em que os espaços do cotidiano e imagens familiares, compondo cenas a princípio banais, ganham uma dimensão algo misteriosa, oferecendo ao olhar uma espécie de aparição de máxima visibilidade que, para a artista, é característica da própria pintura.

Ocupando quase todo o espaço expositivo de uma das salas do Maria Antonia, Marcia de Moraes cria uma paisagem abstrata formada por uma sucessão de grandes desenhos a grafite e lápis de cor sobre papel, tomando quase todo o campo de visão do observador. Nesses desenhos, utilizando a cor como um elemento de sustentação do traço feito em grafite, que aparece sempre escorrendo, como se em queda, a artista trata os espaços coloridos como se fossem manchas de tinta e cria formas que remetem a horizontes e paisagens derretidos ou a um tipo de vegetação inventada. As composições fundem desenho e pintura, explorando a tênue fronteira que existe entre as duas linguagens, de tal modo que as texturas fortes e variadas que o lápis de cor permite criar conferem materialidade aos desenhos e afirmam a referência pictórica que se verifica no trabalho.

As exposições podem ser vistas de terça à sexta, das 10 às 21 horas, e sábados, domingos e feriados, das 10 às 18 horas. O período de visitação vai até 17 de janeiro de 2010. A entrada é franca.

O Centro Universitário Maria Antonia fica na Rua Maria Antonia, 294, Vila Buarque, São Paulo.

Com informações da assessoria de imprensa do Maria Antonia


Mai informações: (11) 3255-7182 ramal 46, site www.usp.br/mariantonia

Palavras-chave: nnpp

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