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outubro 15, 2009

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Postado por USP Notícias

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geociências
Pesquisas do IGc colaboram para políticas públicas na Bacia do Ribeira
  A despeito da escassez de água típica de algumas regiões do país, a bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul, nos estados de São Paulo e Paraná, destaca-se por sua abundância. Sua disponibilidade é de cinco mil metros cúbicos de água para cada habitante da região, anualmente. Apesar disso, a bacia ainda é pouco estudada no meio acadêmico. Os trabalhos pioneiros na área são do Instituto de Geociências (IGc) da USP, que tem uma tradicional linha de pesquisa voltada ao estudo da bacia do Ribeira.
 

Os estudos são coordenados pelo professor Arlei Macedo, que também participa do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB). Um dos projetos realizados no IGc, em parceria com o Instituto Geográfico e Cartográfico, foi a confecção de uma carta-imagem da bacia. O trabalho consistiu em um mapeamento completo da região, por meio de geoprocessamento (combinação e análise de mapas e bancos de dados).

A atuação do IGc junto ao comitê da bacia garante apoio técnico e científico para a elaboração de políticas públicas por parte das prefeituras, por meio da identificação de questões prioritárias. “Atualmente, nossas prioridades na região consistem em questões técnicas, como a própria organização do comitê e, principalmente, em pontos críticos como enchentes, desabamentos, poluição por esgoto, saneamento em áreas rurais e desmatamento”, enumera o professor Macedo. Alguns desses dados foram compilados e apresentados no Relatório de Situação dos Recursos Hídricos e aplicados no Plano Diretor de Recursos Hídricos da bacia para o período entre 2008 e 2011 - ambos os projetos foram organizados pelo CBH-RB. O segundo propõe diretrizes e propostas a serem adotadas no âmbito da qualidade e disponibilidade da água, do desenvolvimento sustentável, da conservação ambiental, entre outros.


O rio da Ribeira do Iguape nasce na Serra do Paranapiacaba, no Paraná, e deságua no Oceano Atlântico, litoral sul paulista, percorrendo uma extensão total de 470 quilômetros
Esses dados também possibilitaram o desenvolvimento de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) sobre a bacia, que disponibiliza, em formato de mapas, dados físicos, biológicos e socioeconômicos da região, atualizados periodicamente. Financiado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas (Fundespa) e pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o SIG nasceu de um convênio entre a USP e a Secretaria Estadual de Planejamento. Foi desenvolvido no Laboratório de Informática Geológica (LIG) do IGc e, hoje, está à disposição de pesquisadores, prefeituras, órgãos do Estado e membros da sociedade civil. Conforme explica o professor do IGc, os trabalhos não se limitam a mapas e levantamento de dados.

O Laboratório de Informática Geológica (LIG) existe desde 1995 no Instituto de Geociências (IGc) da USP e oferece estrutura de última geração para pesquisas e disciplinas em cinco áreas de aplicação da geologia: geoestatística, geoprocessamento, sensoreamento remoto, geofísica e hidrogeologia aplicada. O LIG surgiu com o objetivo de viabilizar o desenvolvimento de pesquisas, já que os softwares utilizados têm altos custos, conforme explica o professor Marcelo Monteiro da Rocha, coordenador do laboratório. Mais informações podem ser consultadas no site do laboratório.
“A partir desse material, são verificadas as urgências de cada município e, assim, podemos desenvolver um trabalho social junto às comunidades”. Todas essas urgências compõem programas de educação ambiental com ênfase em recursos hídricos. Um deles é o projeto “Observando o Ribeira”, que trabalha principalmente com as causas da poluição e a conscientização em escolas da região. O projeto esteve em atividade por duas vezes, promovido respectivamente pela SOS Mata Atlântica e pela Vidágua. “O lado social das pesquisas acadêmicas faz toda a diferença, porque transforma para melhor a vida das pessoas que moram lá”, comenta o professor Macedo.


A Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul abrange uma área total de 24.980 quilômetros quadrados, sendo 62% no estado de São Paulo e 38% no Paraná. O rio da Ribeira do Iguape nasce na Serra do Paranapiacaba, no Paraná, e deságua no Oceano Atlântico, litoral sul paulista, percorrendo uma extensão total de 470 quilômetros.
 

A bacia do Ribeira inclui 23 municípios paulistas (entre eles, Registro, Cananeia e Ilha Comprida) e cinco paranaenses. Abrange, no total, cerca de 350 mil habitantes, incluindo aldeias indígenas e comunidades rurais.

Fonte: Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo

Palavras-chave: nnpp

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