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outubro 13, 2009

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Postado por USP Notícias

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saúde pública
Estudo aponta que jovens têm insuficiência de vitamina D

Apesar de o Brasil ser um país com grande incidência de luz solar, os adolescentes podem não estar se expondo o suficiente para sintetizar a vitamina D na quantidade necessária para o organismo. É o que aponta estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP no município de Indaiatuba, São Paulo.

A pesquisa avaliou a quantidade de vitamina D em 136 adolescentes da cidade e constatou que 62% deles tinham insuficiência da vitamina. “Foi uma grande surpresa esse resultado, mas ele diz respeito àquele grupo de adolescentes, não pode ser extrapolado para todos”, explica a nutricionista responsável pela tese de doutorado Prevalência de insuficiência de Vitamina D em adolescentes saudáveis, Bárbara Santarosa Emo Peters.

Até pouco tempo atrás, a vitamina D era reconhecida pela sua importância na absorção de cálcio do corpo. Bárbara afirma que hoje em dia já se sabe que além dessa função, a vitamina exerce outras, atua na modulação do sistema imune, na diferenciação celular, na regulação do metabolismo lipídico (de gorduras) e na secreção de insulina, dessa forma, ajuda a prevenção de doenças crônicas adquiridas, como diabetes, prevenção da hipertensão, de obesidade e de alguns tipos de câncer.

Cerca de 90% da absorção da vitamina D se dá pela exposição ao sol e os outros 10% se dão pela ingestão de alimentos. A pesquisadora conta que nenhum dos jovens que participaram da pesquisa ingeria a quantidade recomendada de vitamina D. Alimentos como salmão, sardinha, leite e derivados (somente os integrais) possuem a vitamina. Bárbara percebeu, nas entrevistas com os adolescentes, que muitos deles não tomavam café da manhã para poderem dormir um pouco mais antes de irem à escola. “Quem tomava café da manhã todo dia ingeria quase o dobro de vitamina D do que quem não tomava. É preciso estimular os jovens a não pularem essa refeição”, diz a nutricionista.

Esportes
Bárbara notou também que os adolescentes que praticavam esportes à luz do sol tinham melhores níveis da vitamina. “Uma das formas de combater essa insuficiência que eles apresentaram seria estimular a prática de esportes ao ar livre”, opina a pesquisadora.

Com apenas dez minutos de exposição diária ao sol, já se atinge o nível necessário de vitamina D. Bárbara ressalta que a exposição deve ser feita no começo da manhã e no fim da tarde. Além disso, ela considera que é importante serem produzidos mais alimentos fortificados com a vitamina. “Os poucos que existem hoje no Brasil são caros”, explica.

O estudo de Bárbara já ganhou dois prêmios: Melhor Tema Livre na área Clínica durante o oitavo Congreso Iberoamericano de Osteología y Metabolismo Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; e o Yong Investigator Award, do The American Society for Bone and Mineral Research. Ela explica que “Nunca tinha sido feito um estudo medindo a vitamina D em adolescentes no Brasil antes” e opina que deve ser feito um estudo mais abrangente com jovens. “Também nunca foi medida a vitamina D em crianças no Brasil. Seria importante estudar mais essa área”, diz Bárbara.

Mais informações: email bpeters@usp.br

Palavras-chave: nnpp

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