Stoa :: USP Notícias :: Blog :: Cema pesquisa história e arqueologia dos povos indígenas da América Central e dos Andes

agosto 17, 2009

default user icon
Postado por USP Notícias

http://www4.usp.br:80/index.php/ciencias/17204-cema-pesquisa-

História
Incas, Maias e Astecas são alguns dos povos pesquisados pelo Cema
 
 Vasos andinos do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP
Na América Central e nos Andes surgiram as mais grandiosas civilizações da América Pré-Colombiana. Incas, Maias e Astecas são apenas alguns dos povos que habitaram esses locais, que até hoje possuem uma forte herança cultural indígena.

A academia brasileira nunca foi das mais atentas em relação ao tema. A USP não era exceção - a realidade na Universidade começou a mudar em 2002, com a criação do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (Cema).

O centro está alocado no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Mas seus membros fazem questão de enfatizar que não se trata de um centro de estudos históricos apenas, mas, principalmente, de característica multidisciplinar. “A nossa preocupação é a questão da América indígena, de forma a não traçar fronteiras, nem cronológicas e nem regionais. A gente trabalha com esse mundo indígena, no sentido mais amplo”, explica Marcia Maria Arcuri, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e uma das fundadoras do centro.

Outro objetivo do grupo é promover o diálogo dessas pesquisas com as que se dedicam a populações nativas de outras regiões do continente. Esse é o foco do trabalho de Cristiana Bertazoni Martins, um dos membros do Cema, que pesquisa a presença inca nas terras amazônicas. Atualmente, seu foco é a região dos rios Madre de Dios e Beni, dois afluentes do rio Madeira. “Os incas tinham, sim, relações com os povos dessas regiões, porém de forma indireta. Tinham uma relação de diplomacia, de troca de presentes e de reciprocidade.”

Para Cristiane, a USP é hoje, graças ao centro, a instituição brasileira mais preparada para conduzir pesquisas na área.

História
Em 2000, um grupo de estudantes de mestrado e doutorado da USP que realizava pesquisas sobre a história e a arqueologia dos povos mesoamericanos e andinos começou a trabalhar para constituir o centro. Eduardo Natalino dos Santos, hoje professor da FFLCH, era um desses alunos. Ele diz que a principal preocupação dos pesquisadores era permitir a continuidade desses trabalhos.

Eduardo concentra sua pesquisa na América Central. Ele pesquisou inicialmente a visão dos missionários europeus sobre os deuses indígenas, e agora expandiu sua investigação para os textos que os próprios povos escreveram sobre sua religião. “A nossa visão sobre como esses povos encaram seu próprio passado está muito mais relacionada com o que os missionários disseram do que com o que eles próprios disseram”, afirma o pesquisador.

Outras atividades

O Cema realiza mensalmente, há cinco anos, o Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes. As apresentações, que são gratuitas e abertas a todos, têm o objetivo de levar as discussões dobre o assunto para os alunos de graduação da Universidade.

Outro evento que o centro promove periodicamente é o Colóquio de História e Arqueologia da América Indígena, que já teve 5 edições. Os colóquios são oportunidades para que pesquisadores de diversas instituições brasileiras e estrangeiras apresentem seus trabalhos. “É o momento em que a gente tenta abrir o diálogo para qualquer área de história e arqueologia da América indígena”, explica Eduardo.

E para facilitar a vida dos pesquisadores da área, os pesquisadores criaram grupos de estudo das línguas indígenas quéchua e nahuatl. Eduardo diz que “esses grupos respondem a uma demanda mais localizada, que é dominar minimamente a língua, para estudar as fontes coloniais”.

Mais informações sobre essas atividades encontram-se no site do Cema.

Palavras-chave: nnpp

Postado por USP Notícias

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.