Stoa :: USP Notícias :: Blog :: Congresso promovido pelo HCFMRP quer aprofundar formação do profissional de emergências

agosto 13, 2009

default user icon
Postado por USP Notícias

http://www4.usp.br:80/index.php/saude/17177-congresso-promovi

formação
HCFMRP promove congresso para discutir emergências em saúde
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP realiza, nos dias 28 e 29, a primeira edição do Congresso de Emergências em Saúde. Na avaliação dos seus organizadores, o evento tem como meta o aprofundamento do tema dentro do HCFMRP e, de maneira mais ambiciosa, a colaboração para a melhoria da formação dos profissionais que atuam na área de emergência no sistema de saúde nacional.

O Congresso não é destinado somente a médicos. A programação foi composta de maneira interdisciplinar de modo a estimular a presença de outros profissionais de saúde, e também de estudantes de graduação. No primeiro dia (28) do encontro, as discussões terão como tema as políticas públicas de saúde, e, no dia 29, a abordagem será mais técnica, focada em questões da ação do profissional de saúde diante de emergências.

Entre as conferências a serem apresentadas no dia 29, estão “’Golden Hour’ – Quando o tempo é o que importa!”, com o médico Antonio Pazin Filho, professor do Departamento de Clínica Média da FMRP e Coordenador da Unidade de Emergência do HCFMRP, e “O que eu não poderia ter deixado de ler sobre emergências no último ano e o impacto que isto poderá ter na prática médica!” que, entre os apresentadores, tem o médico Sandro Scarpelini, professor do Departamento de Cirurgia e Anatomia da FMRP.

Adequação
“Muitos médicos que hoje atuam em emergências não têm uma formação adequada para tal. Eles são levados atuar nesse setor por questões de mercado. Então é preciso que revertamos esse quadro, e por isso eventos como o Congresso têm grande importância”, diz o professor Scarpelini, que integra a comissão organizadora do evento.

Na avaliação do médico, o pensar no aprimoramento do profissional em emergências é algo relativamente novo no Brasil. E que, em termos acadêmicos, ainda é privilégio de instituições mais tradicionais – não fazendo parte, portanto, da formação de um número elevado de médicos.

“Essa realidade faz com que a emergência seja um dos piores pontos da saúde nacional”, explica o professor, citando que políticas de sucesso para a área são implantadas em países da Europa e da América do Norte – pautadas na boa especialização e remuneração dos profissionais envolvidos.

Scarpelini relata que, entre os estudantes, há entusiasmo para o aprofundamento no tema. “A FMRP está estruturando sua disciplina de emergência de modo a fazê-la cobrir o eixo horizontal do curso – com aulas para alunos de primeiro, quarto, quinto e sexto ano. Nosso objetivo é fazer com que o estudante, desde o início de sua formação, tenha contato com o tema”, conta o docente.

Um aspecto facilitador para a qualidade dessa formação é a boa infraestrutura que a FMRP tem para as emergências, como explica o professor. O hospital realiza atendimento no nível terciário – com casos de alta complexidade – e, de acordo com Scarpelini, segue desde a década de 1990 procedimentos que se tornariam regra no Brasil a partir da década atual, com a implementação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Além disso, a unidade conta com bons aparatos para o cotidiano didático, como laboratórios de simulação.

Serviço
O primeiro Congresso de Emergências em Saúde acontece nos dias 28 e 29 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até o término das vagas disponíveis. As taxas variam entre R$ 50 e R$ 100, e o interessado deve realizar sua inscrição no site do evento. Mais informações pelo telefone (16) 3602-1110.

Palavras-chave: nnpp

Postado por USP Notícias

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.