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agosto 10, 2009

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Postado por USP Notícias

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cooperação
Química verde possibilita parcerias internacionais para o IQ
As pesquisadoras Constance Ißbrücker e Ludmila Fidale
Um estudo conjunto de pesquisadores brasileiros e alemães sobre o emprego de química verde na síntese de derivados de celulose é uma das iniciativas que contribui para a internacionalização da pesquisa da USP. O projeto de colaboração internacional envolve o grupo de Tensoativos e Polímeros do Instituto de Química (IQ), chefiado pelo professor Omar A. El Seoud, e o Centro de Excelência em Pesquisas sobre Carboidratos do Instituto de Química Orgânica e Macromolecular da Universidade Friedrich Schiller Jena (Alemanha). Durante três meses, a doutoranda Constance Ißbrücker, da instituição alemã, pesquisou as propriedades de derivados de celulose nos laboratórios do grupo do IQ.

“A infra-estrutura do laboratório era adequada”, relata a pesquisadora. “Tive a possibilidade de aprender novos métodos e obter resultados importantes para minha tese de doutorado, que deve ser defendida no início de 2010”. A iniciativa conta com o apoio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do DAAD, órgão alemão de intercâmbio.

Constance faz um balanço positivo de sua estadia no Brasil. “Esses três meses foram uma experiência valiosa para mim, a qual jamais esquecerei”, conclui. Agora, a doutoranda brasileira Ludmila Fidale está realizando um estágio de três meses nos laboratórios Alemães. O objetivo da estadia é a síntese de novos produtos de celulose, utilizando química verde. “Os resultados serão trazidos para o Brasil, onde os estudos terão continuidade”, planeja Omar El Seoud.

Química verde
A síntese dos derivados de celulose é feita por um processo homogêneo, que permite maior controle sobre o produto e suas propriedades de que no processo heterogêneo convencional. A partir da celulose, que pode ser obtida de fontes diversas, como sisal e bagaço de cana-de-açúcar, são sintetizados ésteres empregados em membranas para hemodiálise, e éteres utilizados como aditivos nas indústrias farmacêutica e alimentícia.

O professor Omar explica que a química verde utiliza substâncias de fontes renováveis para obter produtos biodegradáveis de forma mais econômica e segura. “O solvente que utilizamos é um dos poucos com capacidade de dissolver a celulose”, aponta. “O líquido iônico a base de imidazol é estável, não inflamável e pode ser reciclado no processo”.

Intercâmbio
Para dar seqüência ao processo de intercâmbio, iniciado com as alunas de doutorado, um estudante de graduação deverá vir ao Brasil. “No sistema de ensino Alemão, os cursos de química tem cinco anos de duração, e terminam com a elaboração de um projeto de pesquisa”, conta o professor Omar. “A idéia é trazer um aluno para realizar parte de seu projeto no IQ”.

A vinda do estudante da Alemanha depende da obtenção de recursos. “Ainda não existem mecanismos que facilitem a troca de alunos de graduação com instituições estrangeiras”, aponta o professor.

Foto: Divulgação

Palavras-chave: nnpp

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