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fevereiro 18, 2009

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Postado por USP Notícias

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medicina
HC recebe equipamento que diagnostica rapidamente o câncer
Foi realizada nesta terça (17), na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a cerimônia de doação do aparelho Ciclotron, fornecido pelo Hospital Sírio Libanês. O equipamento produzirá substâncias radioativas com capacidade de diagnosticar câncer em estágio primário nos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e ficará sob a responsabilidade do Instituto de Radiologia, no prédio da Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP.

O Ciclotron poderá produzir pelo menos 10 diferentes radioisótopos — elementos químicos usados em exames de diagnóstico por imagem. Trata-se de um acelerador de partículas cujas substâncias serão usadas em exames, terapias e pesquisas em diversas áreas da medicina, especialmente em Oncologia. A máquina suprirá a demanda de flúor 2 — desoxiglicose —, também conhecido como FDG marcado, radioisótopo muito utilizado em exames para detecção de tumores.

Uma vez injetado na corrente sanguínea, o FDG produzido pelo Ciclotron desloca-se rapidamente aos locais onde há maior consumo de glicose, o principal alimento do tumor. Com isso, mostra a presença de células tumorais em estágios ainda iniciais da doença, e permite aos médicos planejar com mais precisão o melhor tratamento para cada tipo de tumor.

As obras para instalação da máquina já estão em andamento e até meados do segundo semestre de 2009 a produção terá início. Em uma segunda etapa, a nova Unidade, que será instalada, fará estudos para testar o emprego de novos compostos em diferentes tipos de câncer. "Como nem todos os tumores se alimentam de glicose, queremos testar outras substâncias que ajudem a detectar e estabelecer em que estágio eles se encontram", explica o radiologista Carlos Alberto Buchpiguel, diretor do serviço de Medicina Nuclear do InRad. Ele destaca que, futuramente, a unidade desenvolverá, ainda, moléculas para diagnosticar fenômenos no cérebro, como, por exemplo, doenças senis.

O aparelho funcionará dentro de uma casamata de 520 metros quadrados (m2), protegida por paredes de concreto com 1,90m de espessura. A função desse verdadeiro "bunker" é evitar que a radioatividade produzida durante o funcionamento do aparelho ganhe o ambiente externo.

Com informações da Assessoria de Imprensa do HC-FMUSP


Mais informações: (11) 3069-7053 / 6694

Palavras-chave: nnpp

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