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fevereiro 17, 2009

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Postado por USP Notícias

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física
Novo INCT visa ampliar pesquisas com fluidos complexos
Por mais complicado que seja explicá-los, os fluidos complexos estão presentes em nosso cotidiano. “Esses fluidos são compostos que se apresentam no estado líquido e mas têm propriedades físico-químicas mais complexas do que aquelas usuais dos fluidos simples, como a água ou o álcool”, explica o professor Antonio Martins Figueiredo Neto, do Instituto de Física (IF) da USP, e coordenador no recém-criado Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Fluidos Complexos.

Os exemplos mais conhecidos de fluidos complexos estão presentes não apenas em nosso dia-a-dia, mas até mesmo no nosso corpo. O cristal líquido das telas de celulares e dos monitores LCD, os colóides, substâncias de textura “menos líquida” como o xampu, a maionese e a cola, e os fluídos biológicos, o sangue e os vários tipos de colesterol (LDL e HDL, por exemplo), são alguns dos fluidos complexos mais comuns.

Para as atividades do Instituto, comenta o professor Figueiredo, foram escolhidas três linhas principais: os cristais líquidos, as lipoproteínas que transportam o colesterol e o ferrofluido ou colóide magnético, “fluido que tem todas as características físicas do ferro sólido, porém com a fluidez da água”, explica.

Ainda segundo o professor, os trabalhos com cristais líquidos vão se concentrar mais nas pesquisas básicas, de entender os mecanismos do fluido. Dependendo do tipo de pesquisa desenvolvido, poderemos mesmo chegar a protótipos de novos dispositivos tecnológicos.

Multidisciplinaridade
Uma das características do INCT de Fluidos Complexos é a multidisciplinaridade. “Nós temos nesse Instituto físicos, químicos, biólogos, matemáticos, imunologistas, médicos e dentistas. Todo esse arsenal de pessoas observa um particular fluido de forma multidisciplinar,” comenta. Essa diversidade de visões é bastante perceptível nas pesquisas com colesterol e ferrofluido.

No caso do ferrofluido, sua aplicação principal é como vetor de medicamento, levando a droga até o órgão exato por intermédio de imãs.

Já no caso das lipoproteínas, a LDL (lipoproteína de baixa densidade) e a HDL (lipoproteína de alta densidade) os estudos estão voltados pra compreensão dos processos de oxidação dessas lipoproteínas que formam as placas que obstruem as artérias ocasionando diversas doenças cardiovasculares como a aterosclerose e o acidente vascular cerebral (AVC). O professor ressalta a importância desse tipo de pesquisa, uma vez que as doenças cardiovasculares são a maior de causa de morte no mundo atual.

Estrutura e difusão
Boa parte dos pesquisadores do Instituto já fazia parte do Instituto do Milênio de Fluídos Complexos (IMFCx), predecessor dos INCTs. Além do IF, outras unidades da USP também participam das pesquisas: Instituto de Química (IQ); Instituto de Ciências Biomédicas (ICB); Instituto de Matemática e Estatística (IME); Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP); Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH).

Mais 15 universidades de São Paulo e 8 estados, além da Fundação Pró-Sangue e do Instituto Butantan, completam o corpo de 51 pesquisadores.

Além das pesquisas, o INCT de Fluidos Complexos pretende ampliar um trabalho na área de formação de professores de ensino médio, iniciado com o IMFCx. Nos cursos de especialização os professores são treinados para aplicar a temática dos fluidos complexos presentes no cotidiano dentro da sala de aula. O objetivo é ministrar o curso na capital e no interior do estado de São Paulo além de outras capitais brasileiras.

Mais informações: (11) 3091-6830 ou email afigueiredo@if.usp.br, com o professor Antonio Martins Figueiredo Neto

Palavras-chave: nnpp

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