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dezembro 16, 2008

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Postado por USP Notícias

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profissionalização
Ensino do Colégio Técnico de Lorena prepara para o mercado e para a academia
 No último dia 7, um vestibulinho reuniu uma nova leva de estudantes, a maioria da oitava série do ensino fundamental, para disputar uma das 40 vagas do Colégo Técnico de Lorena (Cotel), vinculado à Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP. E eles têm motivos de sobra para se esforçarem para ter a opoturnidade de cursar o ensino médio e técnico no colégio.

O profissional de química é bastante requisitado nas indústrias farmacêutica, alimentícia, de cosméticos, limpeza, higiene e combustíveis. E não são necessários apenas profissionais com nível superior: a procura por pessoas com formação técnica é grande, permitindo que jovens com uma boa base ingressem mais cedo no mercado de trabalho.

O Vale do Paraíba, onde se localiza a cidade de Lorena, é uma das regiões mais prósperas do país, atraindo a instalação de importantes multinacionais que movimentam diretamente a economia local com a geração de empregos. A exigência de mão-de-obra qualificada para estas empresas estimulou ali a criação de instituições de ensino, entre elas a Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), extinta em 2006 para dar lugar a um projeto maior e com respaldo da USP: a EEL.

Profesor José Mário Pinto de Oliveira
Profesor José Mário Pinto de Oliveira
A fundação, em 1993, por professores da Faenquil, do Colégio Técnico de Lorena (Cotel) foi uma iniciativa de sucesso neste contexto. “A procura das empresas por estagiários do Cotel é enorme. Não é raro serem solicitadas indicações e nossos alunos já estarem todos empregados. E a maior parte destes estudantes, após o estágio obrigatório, acaba sendo efetivada”, conta o profesor José Mário Pinto de Oliveira, diretor do Cotel.

De fato, a qualidade de um estagiário proveniente de uma escola pública vinculada à Universidade chama a atenção das empresas – 90% dos professores do Cotel são também docentes na graduação da EEL, que além disso fornece sua estrutura de laboratórios para o colégio. Mas esta não é a única vantagem da ligação com a USP. “Os alunos, por estarem estudando dentro da faculdade, já se acostumam ao clima universitário, e vão desde cedo se interessando pela área de pesquisa”, afirma José Mário.

O biólogo Mateus Afonso Gomes é um exemplo da efetividade deste estímulo, tendo passado de aluno, até o ano 2000, para docente do colégio, em 2004. Atualmente ele cursa o mestrado em engenharia química na EEL e leciona as disciplinas de química geral e experimental, biologia e análise química no ensino técnico, além de ser responsável pelos alunos de pré-iniciação científica da unidade. "O Cotel foi e continua sendo a minha escola de vida. Aqui me criei e amadureci profissionalmente, tornei-me um profissional capacitado e um ser humano melhor, pois o colégio não me ensinou apenas fórmulas e números, mas me deu base para ser um cidadão com ética", conta.

Laboratório do COTEL
 Aula prática do Cotel em laboratório
Em adição à a formação profissional, o ensino de qualidade do Cotel representa outra instância onde a USP tem mostrado interesse em “emprestar” sua excelência: o ensino médio. De alto nível, e que propicie um acesso mais democrático às universidades públicas, inclusive à própria USP, como explica o diretor. “É uma contribuição da Universidade no processo de inclusão social. O aluno que entra aqui tem benefícios como alimentação, auxílio-transporte, e a garantia de um ótimo ensino público, que lhe permita concorrer no vestibular em igualdade de condições com alunos provenientes das melhores escolas particulares”. Gomes concorda: "A motivação do aluno por estar em uma instituição superior de qualidade irá incentivá-lo a ingressar nessa instituição que ajudou a formá-lo. Estes são frutos colhidos pela Universidade a partir da semente plantada e cultivada por ela própria".

Os números confirmam a realização deste ideal: em 2007, dos 40 alunos formados pelo Cotel, 20 passaram nas provas da Fuvest, sendo hoje calouros nos cursos da EEL. “O mais comum entre os egressos do Cotel é ir para o mercado de trabalho e continuar os estudos no período noturno. E nós incentivamos que façam um curso superior para evoluirem, mesmo que o técnico somente já assegure um emprego”, completa José Mário.
 
O que faz um técnico em química?
De acordo com o Conselho Regional de Química (CRQ), o técnico em química pode exercer as seguintes atividades:

- Análise química e físico-química, químico-biológica, bromatológica, toxicológica e legal, padronização e controle de qualidade.
- Produção, tratamentos prévios e complementares de produtos e resíduos.
- Operação e manutenção de equipamentos e instalações, execução de trabalhos técnicos.
- Condução e controle de operações e processos industriais, de trabalhos técnicos, reparos e manutenção.
- Desempenho de cargos e funções técnicas no âmbito das atribuições respectivas.
- Direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica no âmbito das atribuições respectivas.
- Ensaios e pesquisas em geral. Pesquisa e desenvolvimento de métodos e produtos.

Para os dois últimos itens, o profissional pode ser considerado responsável técnico somente “a critério do Conselho Regional de Química da jurisdição, de fábrica de pequena capacidade que se enquadre dentro da respectiva competência e especialização.”

Palavras-chave: nnpp

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