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dezembro 16, 2008

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Postado por USP Notícias

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ifsc
Pesquisas em óptica e fotônica terão novo impulso com INCT

Com a instalação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Óptica e Fotônica, novas áreas de estudos poderão ser iniciadas. A Plasmônica, que combina óptica e nanotecnologia, é uma delas. O professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, e coordenador do INCT, explica que “a formação de uma rede neste tema envolvendo centros diversos do Brasil nos permitirá uma distribuição de qualidade e de modernização nos trabalhos científicos.” Para Bagnato, tanto a USP quanto a Unicamp têm feito esforços para tornar esta área de pesquisa algo de “expressão nacional”. “Ainda temos muito a realizar, mas nossos laboratórios não devem nada aos demais do mundo”, avalia o pesquisador.

Bagnato destaca que ótica e a fotônica têm sido motivo de grande desenvolvimento no IFSC. “Realizamos ciência básica de relevância”, destaca, citando o Relógio Atômico Brasileiro e o condensado de Bose-Einstein. A necessidade de medir o tempo com maior precisão na área cientifica e em multas atividades humanas, levou à criação de relógios baseados em certas propriedades dos átomos. No Brasil, o IFSC construiu o primeiro relógio atômico brasileiro. “Já há estudos para a construção de um modelo mais avançado, em que a margem de erro é de apenas um segundo a cada três bilhões de anos”, diz Bagnato.

No IFSC os cientistas também produziram uma nova versão do condensado de Bose-Einstein, utilizando átomos de rubídio. Trata-se da única amostra em operação na América Latina de um estado bastante peculiar da matéria, previsto na década de 1920 pelos físicos Albert Einstein e Satyendra Bose, da Índia. O condensado é, basicamente, um novo estado da matéria, atingido quando um conjunto de átomos está com um grau de energia baixíssimo, de maneira que eles se comportam, e agem, como se fossem um único átomo gigante. Para tanto, é preciso resfriá-los a temperaturas excepcionalmente baixas.

Plasmônica
Segundo Bagnato, a Plasmônica é uma área que apresenta novas possibilidades de aplicação a cada dia. “Quando a luz interage com metais, a constituição de seus campos elétricos produz um 'chaqualhamento' total das cargas do metal (plasma), cujo campo produzido depende de como este plasma esta distribuído. Quando o metal é uma micro ou nano-estrutura, o campo produzido pelo plasma juntamente com o campo incidente produz configurações especiais de luz”, descreve o professor.

Segundo ele, esta é uma forma excelente de manipular a distribuição do campo de luz bem como de suas propriedades e esse fato cria enormes possibilidades de aplicações. O professor avisa que, com este projeto, deverá ser construída a primeira planta de produção destas estruturas e seu estudo em interação com a luz. “É uma combinação de não-tecnologia com óptica. É o melhor dos dois mundos”, define o pesquisador.

Parceiros
O INCT de Óptica e Fotônica terá a maioria de seus projetos centrados em São Carlos, envolvendo o IFSC e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Além deles, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o Instituto de Física da Unicamp, a Odontologia da UNESP de Araraquara, Universidade Federal de São Carlos (UFSC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPe), o Centro de Educação Tecnológica do Ceará (CEFET/Ceará), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).

De acordo com Bagnato, a maioria das instituições tem um número pequeno de pesquisadores envolvidos. “No total são cerca de 30, divididos em equipes nas varias localidades, todos trabalhando em temas relacionados”, explica. Em três anos, segundo o professor, serão investidos cerca de R$ 7 milhões de reais em recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O INCT terá atividades em diversas localidades. A perspectiva, de acordo com Bagnato é que o projeto evolua para a criação de um novo instituto de pesquisa em óptica basica e aplicada dentro da USP. “Queremos com este projeto expandir nossos trabalhos e qualidade numa rede de colaboraçoes que envolva diversos lugares”, diz o pesquisador. Ele considera que as atividades do INCT já tiveram início, “mas a partir de 2009 é que estaremos a todo vapor.”

Outro aspecto importante da proposta é que haverá um regime de colaborações internacionais permanente, com os maiores e melhores centros do mundo. “Deveremos ter permanentemente trabalhando no projeto pesquisadores de diversos países. Este regime de colaboração deverá promover ainda mais nossos trabalhos e permitir um melhor empricamento em termos de internacionalização de nossas atividades em Ciência e Tecnologia”, avalia o professor.

Mais informações: (16) 3373-9829, com o professor Vanderlei Bagnato; email vander@ifsc.usp.br

Palavras-chave: nnpp

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