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dezembro 08, 2008

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Postado por USP Notícias

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pesquisa
INCT reunirá especialistas em células-tronco de todo o país
Em aproximadamente um ano deverá entrar em operação o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Células-Tronco e Terapia Celular, que terá sua sede na USP. A iniciativa é parte do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, implantado recentemente pelo Governo Federal. Trata-se do maior investimento em redes de pesquisa no País, com incentivos de mais de R$ 500 milhões. Para o INCT em Células-Tronco, segundo a professora Mayana Zatz que é a coordenadora do centro, serão investidos cerca de R$ 9 milhões, provenientes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ambos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O projeto estará intimamente ligado ao Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH), também coordenado por Mayana e pela professora Maria Rita Passos-Bueno, e focará seus estudos e pesquisas em células-tronco obtidas de pacientes com doenças genéticas. “Poderemos derivar diferentes linhagens celulares de cada pessoa. Vamos trabalhar na compreensão dos genes causadores de doenças e tentar entender porque pessoas, portadores da mesma mutação, podem ficar gravemente afetadas enquanto outros permanecem sem sintomas a vida toda ”, explica. “Além disso, haverá pesquisas no sentido de se testar drogas em linhagens de células-tronco obtidas de pacientes com doenças genéticas, o que permitirá ver o efeito diretamente nas células antes de testá-las em seres humanos.” Outro objetivo é o desenvolvimento de terapias celulares para esses pacientes.

Haverá também a criação de um banco de DNA de pessoas idosas saudáveis, a partir dos 70 anos. “No futuro, estes genomas servirão para entender o significado de mutações encontradas em pessoas mais jovens, isto é, se causam ou não doenças”, descreve a docente. Segundo Mayana, o desenvolvimento de novas tecnologias de seqüenciamento do DNA proporcionará uma grande quantidade de informações mas com um conhecimento ainda insuficiente. E é justamente nestes casos que o Banco de DNA será uma importante fonte de consulta. “Para se ter uma idéia, quando o genoma humano foi seqüenciado pela primeira vez, em 2003, o custo foi de US$ 3 bilhões. Já foi anunciado que em 2009 esse custo cairá para US$ 5mil e nos próximos dez anos, este custo deverá chegar a mil dólares. Inúmeras pessoas vão querer sequenciar seu genoma e o nosso banco de DNA de idosos saudáveis será precioso para avaliar o significado de alterações genéticas encontradas em pessoas mais jovens.

Pesquisas nacionais
Mayana ressalta que o INCT em Células-Tronco e Terapia Celular reunirá vários grupos de pesquisas de todo o País. As instalações do instituto serão no campus da Cidade Universitária. “Os pesquisadores são de instituições como a Unifesp, de São Paulo, e de outras do restante do País, como Vitória, no Espírito Santo, Fortaleza e Salvador ressalta Mayana, lembrando que outro objetivo do INCT é aumentar o número de pesquisadores e especialistas no tema.

Otimista em relação às pesquisas genéticas no Brasil, Mayana destaca que assim como o CEGH, o INCT em Células-Tronco será uma referência na América Latina, despertando a atenção de cientistas do mundo todo.

Além disso, a iniciativa do Governo Federal vem, segundo ela, num momento feliz. Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou definitivamente as pesquisas com células extraídas de embriões no Brasil, uma conquista da qual participou ativamente. Mais recentemente, no final de setembro, uma equipe liderada pela pesquisadora Lygia Pereira da Veiga, do Instituto de Biociências (IB) da USP conseguiu produzir a primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias. “São resultados muito importantes para as pesquisas”, destaca a pesquisadora, ressaltando que outro fruto destas ações será um curso sobre células-tronco que acontecerá em fevereiro de 2009, no Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP. “O programa terá 80% do financiamento proveniente do Reino Unido, país que congrega os maiores especialistas no assunto.”

Mais informações: (11) 3091-7581, com a professora Mayana Zatz, na Pró-Reitoria de Pesquisa da USP


Palavras-chave: nnpp

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