Stoa :: USP Notícias :: Blog :: PCAB recupera setor esportivo do campus de Bauru e planeja melhorias com recursos federais

dezembro 02, 2008

default user icon
Postado por USP Notícias

http://www4.usp.br:80/index.php/noticias/41-esportes-e-lazer/

Esportes
Campus de Bauru reformula complexo esportivo e aguarda investimento federal
 Para o prefeito do campus admnistrativo da USP em Bauru, José Roberto de Magalhães Bastos, as universidades brasileiras não têm enraizado em sua cultura o prestígio aos esportes. “Isso tem se mostrado, ao longo do tempo, um erro. As universidades de nações que prestigiam os esportes acabam se tornando grandes universidades também por causa disso”, afirma. Mas, a depender da iniciativa do campus de Bauru e de um possível apoio federal, esta realidade deve mudar.

Recentemente, a prefeitura reformulou o complexo esportivo local, que inclui um campo de futebol com espaço para raia olímpica e um ginásio poliesportivo com uma mini-academia. E, segundo o prefeito, o ministro Orlando Silva, dos Esportes, anunciou uma verba de R$ 3,6 milhões para ser aplicada neste setor – dinheiro que pode propiciar a construção de uma piscina semi-olímpica, a implantação da raia e dos quadros de iluminação do campo.

“A parte esportiva do campus de Bauru está tendo uma atenção especial na atual gestão, e é uma área que realmente merece destaque, já que além da sua valorização por parte comunidade interna – alunos, funcionários, professores, – pode propiciar uma integração muito forte com a sociedade”, afirma o chefe da Seção de Eventos Culturais e Esportivos do campus, Luis Fernando Bernardi. Para o admnistrador, a prática esportiva hoje no Brasil ainda fica por conta da iniciativa de alguma “ilhas” e centros específicos, e é preciso ampliar o acesso a ela.

Entusiasta dos esportes, tendo inclusive sido praticante de marcha atlética, o prefeito Bastos concorda. E acrescenta: “como professor titular da área de saúde pública, posso afirmar que esportes estão profundamente ligados à promoção de saúde. Quem está desde cedo relacionado ao esporte será mais tarde um adulto saudável, e isso vai onerar muito menos os cofres públicos, além de melhorar nosso desempenho nas competições internacionais como as olimpíadas, pouco condizente com a expressividade econômica do país”.

Investimento
O custo de investimentos em esporte é elevado, e em Bauru tem sido feito gradualmente. “Tudo que se aplica na USP precisa ser considerado do ponto de vista do custo-benefício e, em relação ao investimento em esporte, ele é muito alto”, afirma o professor. Mas para se fazer investimentos maiores são necessários recursos externos à Universidade: “tenho defendido a idéia de um 'pró-esporte' no Brasil, com investimentos federais na estutura esportiva da USP e possivelmente de outras universidades públicas. O Governo Federal, por meio do Ministério dos Esportes, aplicaria recursos nos centros de excelência de esportes – que seriam os campi da USP com alguma história nisso – ; as prefeituras dos campi manteriam estes centros; e parte dos recursos também seria repassada a cada município. Então, Bauru, por exemplo, seria um grande centro de excelência”, prevê o prefeito.

Há ainda o lado social do empreendimento. “A periferia, aqueles desassistidos e que estão excluídos da sociedade passariam a frequentar estes centros, sabendo que, se eles se esforçarem, terão futuro dentro dos esportes”.

Mas seria esta uma realidade factível em médio prazo? Para Bastos, sim. “Estive em Brasília com o ministro Orlando Silva e ele ficou muito entusiasmado com as idéias que levamos. Já estamos negociando com o ministério uma verba para aplicar nos esportes no campus de Bauru. Porém, o que não pode, no meu entender, é que isso seja uma coisa pontual, e sim parte de um grande planejamento para o país.” O professor conversou ainda com o prefeito eleito da cidade de Bauru, Rodrigo Agostinho, que também se animou com a possiblidade e confirmou que o ministro vai colocar verbas federais na USP.

Além do ministério, o prefeito acredita que grandes conglomerados empresariais no país como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – historicamente ligados ao setor – podem se envolver neste projeto. “Temos que pensar grande no Brasil, lembrando que temos um pré-sal [reservas de petóleo] pela frente e que vai movimentar a economia.”

Ontem, hoje e amanhã
Segundo Bastos, o complexo esportivo do campus de Bauru, com cerca de 25 anos, não recebeu grandes melhorias desde que foi criado, e estava precisando de reformas. “Fizemos recentemente várias obras com uma verba relativamente pequena. Temos, por exemplo, um campo de futebol com dimensões oficiais, mas que nunca havia recebido nutrientes para o gramado, que era todo contaminado por ervas daninhas. Contratamos então uma empresa para fazer a recuperação deste gramado e implantamos um sistema de irrigação – que antes era feita com uma mangueira. Ele funcionará com a mesma água da área acadêmica, proveniente de poço artesiano regulamentado, e independente da rede de abastecimento municipal.”

A parte elétrica do campo foi regularizada, sendo abertas tubulações na raia olímpica, área que, segundo o prefeito, ainda precisa passar por uma reformulação para poder ser utilizada em eventos de atletismo. Para a atividade noturna, os quadros novos de iluminação do campo também precisam ser implantados, e estes seriam alguns dos direcionamentos dados aos recursos que se espera chegar do ministério.

No ginásio de esportes havia um piso bem deteriorado, que inclusive causou alguns acidentes, tendo que ser trocado. “Conseguimos uma verba junto à Coesf [Coordenadoria do Espaço Físico da USP] e colocamos um piso de madeira flutuante, do mesmo nível dos utilizados em competições internacionais”.

Também foram trocadas as tabelas de basquete, que eram muito perigosas, com suportes metálicos muito pesados. Foram adquiridas tabelas mais modernas, eletrônicas, e bem mais seguras. O ginásio passou a ter estrutura para vôlei, basquetebol e futebol de salão, e tem havido solicitações de times profissionais para treinamento e jogos. Também foi montada uma mini-academia, onde é oferecido treinamento aeróbico e musculação. A organização da utilização do espaço é feita pela Seção de Eventos Culturais e Esportivos e pela Comissão de Esportes.


Os planos futuros são mais ousados, até porque, segundo o professor, uma universidade do tamanho da USP não deve pensar pequeno. “Pretendemos construir uma piscina – semi-olímpica, já que o espaço físico não comporta uma olímpica – e seus acessórios, como vestiários e salas para salva-vidas e professores de educação física. Isso não somente com recursos da USP: podemos fazer convênios com clubes de Bauru, tanto para a piscina como para a raia olimpíca, que é um projeto mais caro”, sugere.

Fotos: Marcos Santos

Palavras-chave: nnpp

Postado por USP Notícias

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.