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outubro 11, 2012

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Postado por Wagner Kimura

Universidade de São Paulo – Escola de Artes, Ciências e Humanidades – EACH-USP

 

A CIDADE CONSTITUCIONAL E A CAPITAL DA REPÚBLICA - 2012 (Ano VI)

 

Disciplina - ACH 3666

 

 

Docentes: Prof. Dr. Marcelo Arno Nerling e Prof. Dr. Douglas Roque Andrade

 

Discente: Wagner Kimura   nº USP -  6891465

 

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – UMA VISÃO CRÍTICA - Setembro de 2012

 

Uma Breve Introdução

 

            Sem uma precisão histórica, dizem que Brasilia foi sugerida ou pelo Marquês de Pombal, ou pelo cartógrafo italiano Francesco Tosi Colombina, que prestava serviços ao Marquês em meados do século XVIII. Fortalecida a idéia, ainda nos tempos de império, seu nome figurou em folhetos publicados em 1822.

            Em seu artigo 3º, a primeira Constituição da República, estabeleceu a região e oficializou o posicionamento geográfico da futura capital federal.

 

“Art. 3º - Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital federal.

Parágrafo Único – Efetuada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal passará a constituir um Estado.”

 

            O oportunamente começou a acontecer somente em 1956, com a eleição do presidente Juscelino Kubitschek. Em 21 de Abril de 1960, seguindo um plano urbanístico de Lúcio Costa e orientação arquitetônica de Oscar Niemeyer, criativo e visionário.

            Brasília foi construída por operários arregimentados de outros estados, com baixa escolaridade, fato corriqueiro no universo da construção civil. Muitos deles, após o término das obras acabaram se assentando em cidades satélites e a grande maioria de seus descendentes trabalha em atividades que exigem baixa qualificação. Pude comprovar esse fato em arguições que fiz sobre a origem dos atendentes do comércio local.

            Inicialmente projetada para abrigar cerca de 400 mil habitantes, hoje o Distrito Federal conta com mais de 3 milhões, dados informados informalmente em uma palestra.    Após uma descrição sucinta sobre o transcorrer da disciplina e da programação realizada, tomarei a liberdade de fazer uma analogia sobre o nosso país, mas de antemão  peço que me perdoem os profissionais e acadêmicos de medicina e biologia por algum impropério que eu venha a tratar.

           

 

 

Programação e acolhida

 

            Em todos os órgãos públicos fomos muito bem recebidos, com exceção do Ministério da Justiça, que em ato desrespeitoso, descumpriu com o programado e inviabilizou a palestra que seria proferida, um fato lastimável.

            Hospedados e inicialmente acolhidos na ESAF – Escola de Administração Fazendária, órgão parceiro que segundo o professor Nerling, irá ampliar a disciplina assumindo como um projeto de nível nacional (fato que nos deixou orgulhosos), fomos calorosamente recebidos , muito bem tratados e acomodados nas instalações da entidade.

            Chegamos à capital brasileira no domingo, dia 02 de setembro, e antes de irmos para a ESAF, visitamos o Palácio do Planalto, aos cuidados de dois monitores, que nos apresentaram as obras artísticas e as instalações onde a chefe de estado trabalha e como se dá a diplomacia na recepção de governantes de outros países e como é o ritual de trabalho.  Foi curioso saber que há uma ordenação por antiguidade, representantes dos estados sentam-se ao lado do presidente da República por ordem de fundação, sendo o primeiro à direita e o segundo à esquerda e assim sucessivamente.

            Um fato curioso: ao questionarmos se a monitora da visita já havia trocado algumas palavras com a atual presidente, esta nos respondeu que não, pois não existe esta possibilidade devido ao forte esquema de segurança. Veio-me à mente a estrutura de uma grande empresa, onde dificilmente o patrão conversa com funcionários da base (que alguns denominam como pessoal de chão de fábrica).

            Em seguida fomos recepcionados na ESAF, criada em novembro de 1973 e que conta com sede própria desde junho de 1975, num ambiente bucólico e bem aprazível.

            Na segunda-feira pela manhã, dia 03 de setembro, participamos do II Seminário USP-ESAF - A Escola de Administração Fazendária, com a Dra. Valéria Duque que ressaltou com grande primazia a evolução tecnológica e o consequente aceleramento da transmissão de informações, não só no Brasil, mas no mundo em geral.

            Na sequência, a profissional Fabiana Batistucci, explanou sobre a ESAF e seu papel no desenvolvimento qualitativo dos servidores públicos com seus diversos cursos de aperfeiçoamento, pós-graduação e mestrado, e abriu espaço para o grupo teatral “Ciranda da Arte” que nos brindou com uma apresentação bem animada, mas ao mesmo tempo contundente sobre corrupção e o exercício da cidadania.

            O Diretor de Cooperação Técnica, Paulo Mauge, falou sobre o modelo de educação fiscal brasileiro e como está servindo de paradigma para outros países em desenvolvimento. Em sua fala um ponto que me chamou a atenção foi a crítica quanto aos cortes orçamentários, comumente aplicados, em capacitação de pessoal (corroboro com tal indignação). Contou-nos que com objetivo inicial de aperfeiçoar profissionais voltados à gestão das finanças públicas e de promover a cidadania, a ESAF hoje, está deixando de ser tão tecnocrática e passando a ser mais holística, primando pelo desenvolvimento do ser humano. Apresentou-nos a Missão e a Visão da ESAF, bem como o Mapa Estratégico para consecução de visão e missão:

a)      Visão: “Ser referência na geração e disseminação do conhecimento em gestão das finanças públicas e no desenvolvimento de pessoas”;

b)      Missão: “desenvolver pessoas para aperfeiçoamento da gestão das finanças publicas e promoção da cidadania”.

            O Diretor Geral da ESAF, Prof. Alexandre Mota, ex-secretário de finanças de Piracicaba, apresentou-nos de forma bem pitoresca suas experiências e sua vivência num discurso que enfatizou o gasto assertivo, honesto, eficiente e eficaz dos recursos públicos. Defendeu a qualidade no gasto do dinheiro público com foco não só na economicidade, mas na sustentabilidade. Houve uma crítica recorrente, que tenho me deparado em outras palestras, a morosidade nas licitações e o emprego de regras que visam, invariavelmente (salvo exceções), somente o preço, que por vezes é assumido em detrimento da qualidade.

            À tarde fomos recebidos na ENAP, onde o Assessor do Diretor, Sr. Marcelo, juntamente com a profissional Srta Andreia, ministrou palestra sobre o PNEF – Programa Nacional de Educação Fiscal; abordou sobre o PPA, sobre a questão da transparência (lei regulamentada em 2012) e ao discorrer sobre a educação como ferramental de desenvolvimento, citou uma fala de Paulo Freire que destaco abaixo:

 

“A educação tem caráter permanente. Não existem seres educados e não educados, na verdade, estamos todos nos educando. Existem graus de educação, mas estes não são absolutos”.  Paulo Freire

 

            À noite na ESAF, com a professora Fabiana Batistucci, participamos de uma palestra muito interessante sobre educação fiscal, onde impostos, taxas e contribuições de melhoria foram abordados sob as óticas do gestor e do cidadão.

            Na terça-feira, pela manhã, dia 4 de setembro, fomos ao Ministério dos Esportes, onde foi realizada uma palestra sobre o Programa Segundo Tempo na Escola, pela profissional Sra. Claudia Bernardo, que ainda não atinge patamares consideráveis de abrangência. O grande volume de recursos tanto federal e aqueles oriundos do mecenato acabam sendo aplicados em esportes de rendimento (comentário particular meu). Falou-nos a palestrante sobre os programas e estratégias que o governo vem empreendendo para que escolas façam a adesão aos programas, porém deixou-me bem claro a falta de articulação do governo e que outros temas ocupam destaque maior nas agendas de governo.

            À tarde fomos à CGU – Controladoria Geral da União, onde o Secretário de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas, Sr. Mario Vinicius Spinelli, apresentou-nos as ações da controladoria na prevenção e combate à corrupção. Ficou evidente o esforço e a lisura de todos os profissionais envolvidos, mas ficou evidente também que a estrutura da CGU, bem como suas atribuições instituídas, acabam limitando e sendo insuficientes para extirpar esse mal da gestão pública. É melancólico sabermos que a corrupção prolifera por insuficiência ou até omissão do estado quanto ao controle e a fiscalização efetiva dos órgãos públicos e de seus atores.

            No início da noite retornamos à ESAF, onde o profissional, Sr. Antonio Henrique proferiu uma palestra, dentro da temática de educação fiscal, sobre a formação e composição da receita do Estado. Discorreu sobre a evolução da educação fiscal no mundo e de sua aproximação com o direito e com a ética. Falou-nos sobre a educação como forma de legitimação e a corrupção como uma das formas de se perder recursos, a outra seriam os tributos pagos nas negociações internacionais.

            Na quarta-feira, pela manhã, dia 5 de setembro, fomos à Câmara dos Deputados, no CEFOR – Centro de Formação da Câmara dos Deputados, onde o assessor do Partido dos Trabalhadores, Sr. Titan de Lima nos recebeu e discorreu sobre os trabalhos do Legislativo e de suas inúmeras comissões (permanentes e temporárias). De certa forma ele puxou um pouco de sardinha para sua brasa defendendo a Câmara de Deputados e criticando o Senado. Logo após tivemos a fala da Assessora Legislativa, Sra. Sueli Araújo, que atua nas áreas de reforma urbana e meio ambiente, que discorreu sobre o trâmite das leis e como estas são formuladas, além de citar outros dispositivos legais utilizados e apreciados no legislativo.

            Na sequência, o Deputado Francisco Franciano (Partido dos Trabalhadores do Amazonas), discorreu sobre a impotência do estado no combate à corrupção e a política que se move em torno da chamada governabilidade, onde coalisões, acordos e conchavos são realizados. (Uma fala bem peculiar em tempos de julgamento do mensalão).

            Na sequência tivemos a maravilhosa palestra com a Sra. Sonia Hipolito, que contou com auxílio do funcionário Aldo Moreno, ambos da Comissão Permanente de Legislação Participativa. Uma pessoa espetacular, que exerce a função de servidora pública com paixão, mas que também demonstrou a pouca importância nas agendas de governo da participação popular. Segundo informações de cerca de 3 mil propostas originadas na sociedade civil, somente duas entraram na pauta de votação dos parlamentares. Outro fato que nos entristece é o loteamento de cargos entre partidos que irão compor a base aliada do governo e o corporativismo no legislativo, onde políticos sem a menor capacitação assumem a presidência e coordenação das comissões.

            O Advogado Dr. Alberto Moreira Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores, que acompanha a CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira, continuou no período da manhã, discorrendo sobre o papel da CPI e como difere das ações de polícia. Discorreu sobre as comissões permanentes e temporárias e como se estruturam no Congresso (Senado e Câmara), quais são suas atribuições e finalidades.

            Finalizando o período da manhã (adentrando no período da tarde), o Assessor do PPS, Sr. Ziraldo, da Comissão do Meio Ambiente, discorreu sobre a tramitação do Código Florestal e como atuam os lobistas junto às comissões e junto aos parlamentares.

            À tarde após visita aos plenários da Câmara de Deputados e do Senado, onde graciosamente, o presidente da mesa interrompeu o pronunciamento do Senador Paulo Paim para nos dar as boas vindas, fomos ao encontro do próprio Senador, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, onde este nos brindou com uma apresentação sobre os trabalhos da comissão que preside com relação às questões sociais de integração e defesa dos direitos humanos de índios, negros, estudantes de escola pública, e etc, e apresentou seu posicionamento com relação às questões levantadas pelos alunos com coerência e inteligência.

            À noite houve uma integração esportiva entre alunos e professores, nas modalidades de voleibol e futebol.

            Quanto ao Ministério da Justiça, não há o que comentar. Os professores e alunos foram desrespeitados.

            Quinta-feira pela manhã, dia 6 de setembro, fomos recebidos por um dos diretores da Caixa Econômica Federal – CEF, onde realizamos uma visita monitorada ao prédio central para conhecermos os vitrais que representam cada unidade da federação.

            Na sequência, fomos ao Museu de Valores do Banco Central, também em visita monitorada, onde fica a coleção mais valiosa de numismática do Brasil. O Museu mantém peças desde o tempo da colônia e de diversos padrões monetários. Não há como não se maravilhar com a moeda comemorativa da coroação de D. Pedro I, cunhada em ouro, peça mais valiosa (cerca de R$ 500 mil reais).

            Logo após, ainda no Banco Central, assistimos uma palestra com o Sr. Marcio Antonio Estrela, chefe da Consultoria de Relações com Organismos Internacionais, sobre o BACEN e seu papel no cenário econômico do país.

            À tarde, estivemos na Secretaria Nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, onde o Sr. Pedro Pontual, discorreu sobre cidadania, educação, democracia, direitos humanos, movimentos sociais e sobre a estrutura de governo (comissões e conselhos)

            Na sequência, estivemos na Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – SEPIR, onde foi composta uma mesa que discorreu sobre as questões de inclusão e igualdade racial em cima de dados estatísticos estarrecedores e contundentes, que nos trouxeram uma dimensão do problema que não tínhamos conhecimento.

            Na Sexta-feira, dia 7 de setembro, assistimos ao desfile cívico e militar. O comportamento dos alunos foi exemplar. O nome da Universidade de São Paulo foi reverenciado até pela alta cúpula das forças armadas, que enviou a Relações Públicas da Aeronáutica, trazendo toda a admiração pelo comportamento alegre e carismático da turma. Além disso, a TV Oliva (do exército) colheu material em vídeo e entrevistas que está disponível no próprio site da TV.

            No sábado, para brindar uma disciplina cansativa, extenuante, mas prazerosa, fomos conhecer a Torre de TV, onde podemos ver todo o gigantismo da capital, sua explanada dos Ministérios, Congresso, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Catedral, Museu, e etc.

 

Um Corpo Humano Doente

 

            Após cumprir a programação da disciplina, de modo crítico e sem qualquer pretensão de esmiuçar um universo médico, vou tecer alguns comentários de forma análoga ao funcionamento de um corpo humano com problemas.

            A corrupção são nódulos cancerígenos espalhados por todo o corpo.

            O Cérebro (Brasília) sabe da existência desses nódulos, mas como combatê-los? Uma pequena parte é combatida, são poucos recursos destinados, e os nódulos continuam proliferando. Em alguns casos os nódulos são isolados, em outros o remédio não extirpa totalmente, aí eles retornam, se subdividem ou mudam de área. O cérebro não combate preventivamente, somente quando sequelas já ocorreram. A ida à CGU mostrou toda a inoperância e insuficiência das ações de combate.

            As doenças virais (problemas sociais) são combatidas, mas nem sempre com a eficiência e eficácia devida. O problema é que em certos casos, o combate a uma doença provoca o surgimento de um nódulo cancerígeno.

            O sangue é a força motriz que move e sustenta esse corpo, mas também alimenta os nódulos cancerígenos. O sangue é composto por glóbulos vermelhos (cidadãos), uma boa parte dos glóbulos vermelhos não circula pelo cérebro, somente os glóbulos mais poderosos. Os glóbulos mais poderosos acabam comandando os demais, que se submetem aos desígnios desse grupo mais poderoso. Os glóbulos vermelhos, porém divergem entre si. Alguns são preteridos, outros adotam posturas indevidas. Uns detém o poder, outros a submissão.

            Os Estados são os membros do corpo, uns mais desenvolvidos que outros, uns funcionam razoavelmente, outros estão atrofiados, quando não mutilados. O certo é que os nutrientes necessários para a vida não são administrados igualitariamente por todo o corpo, com isto, alguns membros padecem de desnutrição, enquanto outros são bem nutridos ou excessivamente nutridos, o que leva ao colesterol e às doenças vasculares. Os membros também possuem problemas de circulação sanguínea, mas no caso estamos analisando o comportamento do cérebro.

            Como tenho efetuado muitos estudos sobre o terceiro setor, acredito que as instituições filantrópicas são uma espécie de glóbulos brancos, que auxiliam no combate de certas doenças, porém não conseguem atacar todas e também convivem com nódulos cancerígenos. Porém, glóbulos brancos em demasia levam à falência do corpo.

            Não existe no mundo um corpo totalmente sadio, mas existem corpos com menos problemas, doenças virais e nódulos cancerígenos. Tudo depende do bom funcionamento do cérebro.

            Agora, talvez o maior de todos os problemas seja a proliferação de nódulos cancerígenos pelo próprio cérebro. As consequências são sempre mais desastrosas e as sequelas sempre maiores, pois atinge todo o corpo a cura é sempre mais trabalhosa.

            Hoje vemos um câncer sendo tratado (mensalão), mas fica a dúvida, será totalmente extirpado?

           

Postado por Wagner Kimura | 0 comentário

agosto 19, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

junho 10, 2012

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BeBook 7" Live

Pt-Br - Eu uso e recomendo o BeBook, por ser ágil, leve, posso usar em qualquer lugar. Na escola é prático e rápido para pesquisar e acompanhar as aulas. Carrego todas as minhas anotações de aula permitindo estar sempre atualizado.

US-In - I use and recommend the BeBook, being agile, lightweight, I can use anywhere. At school a practical and fast to search and follow the lessons. I carry all my lecture notes allowing to be always updated.

http://mybebook.com/tablets/c22/p68/bebook-live-android-tab

Palavras-chave: bebook, eletronic reader

Este post é Domínio Público.

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março 09, 2012

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Vejam em vermelho as minha observações.


PROJETO DE LEI Nº , DE 2012

(Do Sr. Walter Feldman)

 

Só de curiosidade vejam outra proposta deste nobre representante brasileiro :

http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2011/02/20/walter-feldman-secretario-municipal-de-esportes-e-lazer-de-sao-paulo-propoe-que-alunos-aprendam-poquer-nas-escolas/#comments

 

 

Dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet.

 

O Congresso Nacional decreta:

 

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei entende-se por:

I – Autoridade de Registro: entidade responsável pelo registro de nomes de domínio e pela alocação de endereços IP no Brasil;

II – Endereço IP: rótulo numérico associado a todo dispositivo que participa de uma rede de computadores que usa o Protocolo de Internet para sua comunicação;

III – Endereço IP doméstico: endereço IP pertencente à alocação de endereços sob a responsabilidade da Autoridade de Registro;

IV – Endereço IP estrangeiro: Endereço IP que não é um endereço IP doméstico;

V – Mecanismo de busca da Internet: serviço disponível através da Internet que pesquisa, rastreia, classifica e indexa informações ou sítios de Internet em um conjunto de termos, conceitos, categorias ou outros dados, os quais são retornados ao usuário do serviço na forma de uma lista organizada e hierarquizada de referências, relacionada com os termos de pesquisa por ele selecionados;

VI – Nome de domínio: qualquer designação alfabética que é registrada em uma entidade de registro de nomes da Internet, sendo parte de um endereço de sítio de Internet;

VII – Nome de domínio doméstico: nome de domínio registrado pela autoridade brasileira de domínios de Internet;

VIII – Nome de domínio estrangeiro: um domínio de Internet que não é um nome de domínio doméstico;

IX – Proprietário ou operador: pessoa física ou jurídica que detenha a titularidade do nome de domínio de um sítio de Internet ou autoridade para operar tal sítio;

X – Protocolo de Internet (IP): protocolo de comunicação eletrônica usado para enviar e receber dados através de uma rede de computadores, organizados como pacotes de informações, que incorpore regras de montagem, transmissão, endereçamento e roteamento destes, incluindo qualquer predecessor ou sucessor de tal protocolo;

XI – Serviço de propaganda de Internet: serviço que vende, compra, negocia, insere, verifica ou facilita a colocação de propaganda, que inclui links patrocinados em resultados de busca, e que é visto ou acessível em qualquer período em um sítio de Internet;

XII – Servidor de nomes de domínio: serviço da Internet dedicado a fornecer o endereço IP associado com um nome de domínio;

XIII – Sistema de pagamento da Internet: entidade que direta ou indiretamente forneça infraestrutura e software para efetuar ou facilitar um crédito, um débito ou outra transação de pagamento por meio da Internet;

XIV – Sítio de Internet: coleção de ativos digitais, incluindo links indexados através da Internet que direcionam a um nome de domínio comum, ou, se não existir um nome de domínio, a um endereço IP comum:

XV – Sítio de Internet doméstico: sítio de Internet cujo nome de domínio é um nome de domínio doméstico, ou, caso ele não exista, que seu endereço IP seja um endereço IP doméstico;

XVI – Sítio de Internet direcionado ao Brasil: sítio de Internet doméstico ou estrangeiro, ou parte de tal sítio de Internet, que seja usado para realizar negócios com residentes no Brasil, ou que especifique um nome de contato no Brasil que permita sua responsabilização;

XVII – Sítio de Internet estrangeiro: um sítio de Internet que não é um sítio de Internet doméstico;

XVIII – Sítio de Internet infrator: sítio de Internet direcionado ao Brasil cujo operador ou proprietário esteja cometendo ou facilitando o cometimento de infrações previstas no artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e nas disposições da Lei nº 9.610, de 1998, ou que, por outra razão ou ato, esteja em desacordo com a legislação brasileira.

 

Art. 3º A Autoridade de Registro estabelecerá em seu sítio da Internet sistema que permitirá a notificação de outros sítios de Internet que cometam ou facilitem o cometimento de infrações previstas no artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e nas disposições da Lei nº 9.610, de 1998.

§1º A notificação de que trata o caput somente será analisada pela Autoridade de Registro se incluir os seguintes requisitos:

I – assinatura física ou eletrônica de pessoa autorizada para agir em nome do detentor de direito de propriedade intelectual violado;

II – identificação do sítio de Internet doméstico ou estrangeiro que esteja violando direito de propriedade intelectual;

III – nome de domínio ou endereço IP, ou ambos, do sítio de Internet que esteja violando direito de propriedade intelectual;

IV – afirmação de que o detentor de propriedade intelectual está agindo de boa fé e de que a declaração é precisa e acurada.

 

Art. 4º A Autoridade de Registro de Internet poderá, de ofício, com fundamento na notificação de que trata o artigo anterior, ou mediante determinação judicial, declarar um sítio de Internet doméstico ou estrangeiro como “Sítio de Internet Infrator”.

 

Analisando estes dois artigos propostos.

Art.3º

Analise 1ª – Basta uma notificação com algum critério.

Analise 2ª – Declaração precisa e acurada ?? O que ele pretende com isso ???

Art.4º

Analise 1ª – Não requer investigação, não requer um processo acusatório com direito à ampla defesa como defende nossa constituição federal. Finalmente pode punir, bloqueando o site.

Analise 2ª – Transformou o RegistroBr em um órgão mais competente que todo o Poder Judiciário Brasileiro. Ou teremos um Supremo Tribunal Registral de Internet ????

Analise 3ª – Se a polícia receber uma denuncia de que em um cofre particular de banco existe uma arma. A polícia simplesmente fecha o banco ???? (por analogia)

Analise 4ª - “de ofício” em juridiquês quer dizer em uma canetada. Traduzindo, Poder Total.

 

Art. 5º Os provedores de acesso à Internet e servidores de nome de domínio em operação no Brasil adotarão todas as medidas técnicas necessárias para:

I – bloquear o acesso dos usuários de seus serviços ao Sítio de Internet Infrator;

II – bloquear a resolução do Nome de Domínio em Endereço IP do Sítio de Internet Infrator;

III – suspender o funcionamento dos sítios de Internet domésticos que forem classificados como Sítio de Internet Infrator;

IV – bloquear o acesso aos nomes de domínio e endereços IP dos sítios de Internet domésticos ou estrangeiros classificados como Sítio de Internet Infrator;

 

Analisando este artigo propostos.

Art.5º

Analise 1ª – O poder é tão forte que poderá bloquear só por uma mera denuncia um sitio no exterior. Alguém perguntou se o exterior aceitará ???

 

 

Art. 6º Os provedores de mecanismo de busca da Internet tomarão as medidas técnicas adequadas para excluir de seus resultados de pesquisa quaisquer referências ou qualquer outro meio de direcionamento ou conexão com o sítio de Internet, ou parte do sítio de Internet, doméstico ou estrangeiro, classificado como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Art. 7º Os provedores de sistema de pagamento da Internet adotarão as medidas adequadas e suficientes para proibir ou suspender a realização de transações de pagamento envolvendo consumidores localizados no Brasil ou sujeitos à legislação brasileira e a conta que for usada por sítios de Internet, ou parte de sítios de Internet, classificados como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Analisando estes dois artigos propostos.

Art.7º

Analise 1ª – Novamente não é necessário investigação, julgamento, condenação e direito de defesa. Sorry o Nobre Deputado acabou de destruir a base da Constituição Federal “de ofício”.

 

Art. 8º Os provedores de serviço de propaganda de Internet que estejam fornecendo serviços de publicidade para sítios de Internet, ou parte de sítios de Internet, classificados como Sítio de Internet Infrator adotarão as medidas necessárias para bloquear a exibição de publicidade ou de anúncios relacionados, bem como resultados de pesquisa patrocinados, links ou qualquer outro recurso técnico que forneça acesso ou seja exibido no sítio de Internet, ou parte de sítio de Internet, classificado como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Art. 9º A Autoridade de Registro da Internet brasileira adotará todas as ações técnicas para:

I – bloquear e impedir o funcionamento de sítios de Internet domésticos ou direcionados ao Brasil cujas atividades ou condutas constituam infração ao art.184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e às disposições da Lei nº 9.610, de 1998.

II – bloquear e impedir o acesso em território nacional de sítios de Internet estrangeiros que tenham sido notificados por autoridades de outros países por violação de propriedade intelectual, sempre que tal decisão seja formalmente comunicada à Autoridade de Registro brasileira e exista acordo de reciprocidade entre as entidades envolvidas;

III – dar publicidade da declaração de que trata o art. 4º aos provedores de serviços de que tratam os artigos 5º a 8º e às autoridades de registro de outros países com as quais mantenha acordo de reciprocidade.

 

Art. 10 As ações necessárias para os bloqueios de que tratam os artigos 5º a 8º deverão ser executadas em prazo não superior a cinco dias, transcorridos da publicação da declaração de que trata o art. 4º pela Autoridade de Registro.

 

Art. 11 Os provedores de serviços de que tratam os artigos 5º a 8º poderão ser obrigados a exibir, a critério da Autoridade de Registro, mensagem informativa aos usuários, comunicando que o sítio em questão teve seu acesso bloqueado ou está com funcionamento suspenso por violação das disposições do artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, ou das disposições da Lei nº 9.610, de 1998, conforme o caso.

 

Art. 12 Constituem infrações a esta lei:

I – Deixar o provedor de adotar as medidas necessárias aos bloqueios de que tratam os artigos 5º a 8º desta lei.

Pena – advertência, multa e, na reincidência, enquadramento do provedor como Sítio de Internet Infrator.

II – Deixar o provedor de atender ao prazo previsto no artigo 10 desta lei.

Pena – advertência e multa.

III – Deixar o provedor de exibir mensagem informativa de que trata o art. 12 desta lei.

Pena – advertência e multa.

 

Art. 13 Aquele que notificar falsamente sítio de Internet pelo cometimento de infração incorre em crime contra a honra, previsto no artigo 138 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

 

Art. 14. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

JUSTIFICAÇÃO

O crescimento econômico sustentável em todos os segmentos industriais e de serviços da economia brasileira depende da aplicação efetiva dos direitos de propriedade intelectual.

 

Em um contexto econômico onde o principal bem é a informação, as empresas, indivíduos, governos e sociedades contemporâneas dependem da proteção dos direitos de propriedade intelectual e imaterial para a geração de riquezas, renda e emprego a fim de produzir o desenvolvimento econômico, social e tecnológico da nação.

 

Esses princípios já estão há muito tempo consubstanciados não só na Constituição Federal como em diversos diplomas legais e tratados internacionais subscritos pelo Brasil que se propõem a proteger e garantir os direitos de propriedade intelectual.

 

Apesar disso, o que se observa na Internet brasileira são violações sistemáticas e evidentes desses direitos, perpetradas por intermédio de sítios domésticos e estrangeiros dedicados a distribuir em território brasileiro bens e serviços que violam as normas mais básicas de propriedade intelectual.

 

Esse tipo de prática contribuiu para ceifar riquezas, empregos e desenvolvimento econômico e social da sociedade brasileira, pois um ambiente onde o que a proliferação de mercadorias de provenientes de processos de contrafação e de violação de propriedade intelectual prejudica o comércio legítimo e, portanto, o investimento, condenado o desenvolvimento futuro, a geração de riquezas e de empregos.

 

Além disso, essa prática provoca perdas financeiras significativas aos titulares de direitos e às empresas legítimas, constituindo em muitos casos fonte de rendimento do crime organizado, representando um perigo para os cidadãos.

 

Sendo assim, consideramos urgente a adoção de medidas legislativas efetivas que tenham o objetivo de impedir a operação desse tipo de sítio de Internet no Brasil.

 

Este Projeto de Lei que apresento, portanto, tem o objetivo de estabelecer a obrigatoriedade de a autoridade de Internet no Brasil adotar medidas para impedir o funcionamento e bloquear o acesso a sítios cuja atividade incorra na violação dos direitos de propriedade intelectual e autoral.

 

Diante do exposto, peço o apoio dos nobres Parlamentares desta Casa para a aprovação deste Projeto de Lei.

 

Sala das Sessões, em de de 2012.

 

Deputado Walter Feldman

 

 

Palavras-chave: lei internet, registro br, segurança internete, sopa-br, Wlater Feldman

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março 01, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

Palavras-chave: pró-aluno, stoa, uspnet

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janeiro 26, 2012

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Postado por Richard Romancini

Como alguém disse, se ela não conseguiu um artigo na Cell, conseguiu um hit no YouTube, são mais de 3 milhões de pessoas que viram!

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dezembro 01, 2011

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Gostaria de convidar a todos os usuários do Stoa para a palestra intitulada “Emissão de gases do efeito estufa e a contribuição da agropecuária no Brasil”, a ser proferida pelo Prof. Dr. Adibe Luiz Abdalla (CENA/USP), às 14:30 horas do dia 9 de dezembro de 2011, no Anfiteatro “Altino Antunes", na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia no Campus de São Paulo, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87.

Palavras-chave: meio ambienteagropecuária

Postado por Francisco Javier Hernandez Blazquez | 0 comentário

outubro 26, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Era mesmo um absurdo (veja aqui e aqui). Agora o Royal Society faz a única coisa que faz sentido: liberar tudo mais antigo que 70 anos. O Oldenburg pode descansar em paz...

Aaron Swartz FTW!

Palavras-chave: acesso aberto, oldenburg, open access, rea, royal society

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outubro 21, 2011

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CUIDADO, foto em fotolog

Reaviso duplicado, sim, não é a primeira vês que falo deste tema e vejo que ainda terei que falar muitas vezes.

Recebi um convite para nova amiga que entre suas fotos, em frente à uma janela de sala, lia-se ao fundo o nome de um estabelecimento comercial. Bastou para em rápida consulta ao google-maps, localizar seu endereço completo.

Não aprofundei a busca, mas certamente localizaria um vasto material informativo sobre esta pessoa.

Da mesma forma que eu localizei, pessoas inescrupulosas podem fazê-lo e transformar esta pessoa em refém de inúmeras ameaças virtuais ou não.


Mais informações me contactem. Repassem principalmente aos jovens que sentem-se poderosos e escondidos atrás de um telhado e vídeo.  

Palavras-chave: defense, fotolog, ISS, security, Segurança da Informação

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outubro 02, 2011

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Postado por Richard Romancini

Triângulo das Bermudas

Via ilovecharts

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Postado por Richard Romancini

How people in science see each other (created by @biomatushiq)

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agosto 15, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

O jornalista Ricardo Bomfim do Jornal do Campos me procurou para fazer uma matéria sobre o Stoa (e, espero, o novo Stoa). Veja algumas perguntas que ele fez depois via email e as minhas respostas.


2011/8/13 Ricardo Bomfim <xxxxxx@gmail.com>

Existe alhum balanço de quantas pessoas entraram no Stoa por ano desde que ele foi criado em 2006? Se ele existe o senhor poderia me fornecer este balanço?

Fiz um gráfico rapido. O gráfico começa em maio de 2008 quando tivemos aprox. 5000 usuários. Depois que começamos oferecer o moodle do stoa, o número de usuários cresceu rapidamente, como está vendo, com aprox. 5000 usuários novos por semestre.

stoa cadastros 2008-2011

2011/8/15 Ricardo Bomfim <xxxxx@gmail.com>

[...] se possível o senhor poderia explicar exatamente quais seriam as vantagens de incluir no Stoa a possibilidade de trazer usuários de fora da comunidade?
 

Há uma demanda por parte dos usuários do Stoa e o Moodle do Stoa para incluir "visitantes" nestes sistemas.

No Moodle do Stoa (o ambiente virtual de aprendizagem) a demanda é sobretudo de professores, querendo oferecer cursos para pessoas de fora da comunidade USP. É o caso por exemplo da Faculdade de Educação e ajudamos eles criar ambientes em apoio do cursos para professores da rede pública: http://moodle.stoa.usp.br/course/category.php?id=131

No Stoa (a rede social) as razões devem ser parecidas: criando a possibilidade de interagir online com pessoas que não são da comunidade USP.

Vamos resolver isto por meio de várias estratégias:
 1. Já é possível, agora mesmo, para qualquer ex-membro da comunidade USP (qualquer um com número USP) se cadastrrar

 2. Já é possível, agora mesmo, cadastrar pessoas de fora, mas é um processo manual. Vamos implementar software que permite qualquer membro da comunidade USP "convidar" (e assim, se responsabilizar) pessoas de fora.

3. Mas no médio prazo, avaliamos que a solução é "Federação" de redes sociais. Os sistemas da USP e, digamos, UNICAMP, o PUC ou o Mackenzie deveriam falar uma língua comum, que permite membros do sistema da USP interagir com membros do sistema da Unicamp. Com a sua "identidade digital" da USP poderia participar de eventos na Unicamp.

Num sistema federada uma pessoa pode usar a sua identidade "acadêmica" em determinados contextos e ao mesmo tempo manter outras identidades ou "personagens" em outras redes sociais com Facebook ou Orkut. Assim asseguramos que a nossa vida online não fica somente determinado pelas condições de contorno dado por empresas e corporações com interesses diferentes do que instituições de ensino, por exemplo.

Palavras-chave: stoa

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julho 21, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

(Atualizado no dia seguinte, veja embaixo)

Referente a este problema, agora tem uma solução. Estou baixando os 32GB de artigos do Philosophical Transactions, todos já no domínio público. Porém, o JSTOR afirma os seus direitos "autorais" pelo trabalho de digitalização (veja outra discussão sobre este assunto [1]).

Mas como a USP paga para ter acesso a estes material (termos), nada mais razoável do que ter acesso rápido no meu próprio computador. Claro que não pretendo publicar este material.

Tem várias complicações, uma delas é a dificuldade de usar software P2P na rede do IFUSP. Mas assinei o termo de responsabilidade e espero que o sistema de monitoração não bloqueia o meu IP.

Outra complicação é que aparentemente pode pegar até 35 anos de cadeia nos EUA para fazer download de arquivos automatizado do JSTOR, mesmo tendo direito a acesso a eles e mesmo se não publicou eles. Swartz, que com 23 anos de idade já fez muito mais para o bem comum do que a grande maioria de nós, merece nosso apoio.

[1] A questão é: apos escanear e digitalizar obras no domínio público, qual direitos posso cobrar por este esforço? A Brasiliana cobre uma licença bastante generoso (efetivamente CC-BY-NC), muito mais generoso que o JSTOR faz (todos os direitos reservados). Mesmo assim, pode se debater se a Brasiliana deve usar uma licença ainda mais generoso ou não.

Atualização dia 22:

Não consegui baixar os pdfs dos acervos. O IFUSP bloqueiou o meu IP. Agora tenho que justificar os meus atos e uso da rede do IFUSP com um pouco mais de cuidado. Vamos lá.

Para começar, dois pontos sobre o modelo de negócio do JSTOR.

1. Não nego a legalidade do JSTOR restringir o acesso aos scans deles, mesmo sendo scans de conteúdo em domínio público. As ideias são de todos nós e pertencem a humanidade, mas eles fizeram o trabalho de escanear tudo e coloclar na rede. Reconheço que a sociedade usa monopólios artificiais como direito autoral para incentivar a criação e disseminação de ideias.

2. Mas pode-se questionar a legitimidade (moral) de restringir o acesso aos scans da forma que o JSTOR faz. Sim, é razoável o JSTOR recuperar os custos do escaneamento. Mas com probabilidade grande isto foi feito com dinheiro público. O custo marginal de distribuir o conteúdo de forma livre é desprezível (via bittorrent, no WikiSource, etc.). No caso de conteúdo em domínio público e de valor histórico como os acervos do Philosophical Transaction simplesmente não é razoável restringir o acesso a um público tão pequeno.

Assim, vejo duas maneira de justificar o meu download dos scans:

1. Simplesmente como ter acesso mais fácil e conveniente a arquivos a qual já tinha acesso via a assinatura da USP no JSTOR. Ficaria muito mais fácil fazer data-mining e não dependo mais de acesso à rede (útil quando sua instituição bloqueia seu IP!).

2. Como ato de hacktivismo. É no interesse público ter os scans em mais servidores do que somente aqueles controlados por uma única entidade.

Finalmente, uma coisa que aprendi hoje é que já existia um projeto de disponibilizar os acervos da Philosophical Transactions no WikiSource. Não entendo onde eles obtêm, legalmente, os scans.

Palavras-chave: jstor

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julho 07, 2011

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Pessoal!

Curso de Aperfeiçoamento em Astronomia da EACH.

Aproveitem!!!!


Palavras-chave: curso, EACH, USP

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julho 03, 2011

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Há meses a Speedy Telefônica, me assedia para aquisição de um contrato de 4 megas, horas mais megas, horas menos depende do interesse dela e suas promoções de momento. Não devo ser o único que sofro com esse assédio.

Vamos ao ponto, Tenho um plano de 256 kbites, “en passant” me serve muito bem, mas a obrigação da empresa contratada é de entregar apenas 10%, sem justificativa aparente.

Filosofando um pouco, se eu adquiro o plano proposto de 4g, quais a empresa só precisa me entregar 10% 400 kb, fica a dúvida no ar. Se a empresa pode entregar 400 kb, por que tenta impelir um plano maior para eu receber o que eu já contrato ?

Veja bem se eu adquirir um plano de 2,5gb, pagando os novos preços e maiores, ela, a empresa só se compromete a entregar o que eu já pago !

ISSO MESMO, a telefônica quer que eu pague mais por algo que eu já tenho contratado !

 

Daí vem minha indagação, LEGAL É, pois assim a lei permite, MAS É MORAL, fazer eu pagar mais por algo que eu já tenho contratado ??? 

PENA QUE NESTE PAÍS AS MULTINACIONAIS COM SEUS LOBISTAS PARLAMENTARES FAZEM LEIS QUE SÓ FAVORECEM À ESTAS ENQUANTO O GOVERNO PROPAGANDEIA QUE QUER AMPLIAR O ACESSO A INTERNETE. ESTE É O BRASIL BRASILEIRO.

 

 

Palavras-chave: direito, internet, legal, moral

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junho 18, 2011

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Cartaz Pingo

 

 

 

 

 

 

Palavras-chave: Adoção, cachorro

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Postado por Patricia Andrea Borges | 0 comentário

junho 17, 2011

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Prezados,

Está publicado o resultado parcial da Pesquisa sobre o hábito dos brasileiros com relação à telenovelas e minisséries.

http://stoa.usp.br/pattyaborges/files/3016/16845/Respostas

Agradeço todas respostas enviadas por vocês.

Atenciosamente,

Patrícia Andréa Borges

Palavras-chave: Hábito, Minisséries, Telenovelas, Televisão

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junho 14, 2011

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Postado por Wagner Kimura

Cinema – O patrocínio lucrativo bem remunerado pelo Governo Federal.

 

Diante de uma legislação muito generosa, que transpassa governos, a indústria do cinema nacional poderia estar muito evoluída. Poderíamos estar vivendo numa Bollywood tupiniquim em efervescente produção.

Qualidade cultural? Pouco importa, afinal com uma rentabilidade de 34% para cada centavo investido qual empresa insensata não investiria em cinema?

Esclarecendo o contundente e sarcástico comentário acima, em poucas linhas estarei mostrando como empresas estão aferindo lucro sobre valores investidos em produções cinematográficas.

A Lei do Audiovisual (Lei Federal nº 8.685/93) é um mecanismo de investimento, regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ela é uma lei temporária, reeditada de tempos em tempos e que atualmente está em vigor até 2016.

“Art. 1° - Até o exercício fiscal de 2016, inclusive, os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido as quantias referentes a investimentos feitos na produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de produção independente, mediante a aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização sobre as referidas obras, desde que esses investimentos sejam realizados no mercado de capitais, em ativos previstos em lei e autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM,...ANCINE” (Redação dada pela Lei nº 12.375, de 2010)

O “pulo do gato”, perdoem a expressão, dentro da Lei do Audiovisual acabou sendo o tal do CIAV - Certificado de Investimento Audiovisual, emitido pela CVM – Comissão de Valores Monetários. Um certificado que estabelece quotas representativas sobre direitos de comercialização de projetos específicos da área de cinema (HAUS, 2004). O CIAV é o documento que respalda o primeiro lançamento contábil, enquanto que o Recibo da Doação respalda o segundo lançamento. Na sequência transcrevo um trecho legal que vem deixando confusos os contadores e profissionais de direito:

Lei 8.685/93 –Art. 1o–(...)

§3º Os valores aplicados nos investimentos de que trata o artigo anterior serão:

a) deduzidos do imposto devido no mês a que se referirem os investimentos, para as pessoas jurídicas que apuram o lucro mensal; (...)

§4º A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá, também, abater o total dos investimentos efetuados na forma deste artigo como despesa operacional.”

Propositalmente frisei a palavra “também”, que acaba dando margens ao entendimento equivocado da possibilidade de duplo lançamento na contabilidade.

Exemplificando em um hipotético cálculo contábil temos:

Demonstração de Resultados

Com duplo lançamento

Sem duplo lançamento

 

Diferenças no IR e CSLL

Receita Líquida

R$ 10.000,00

R$ 10.000,00

 

 

(-) Custos e despesas

(R$ 6.000,00)

(R$ 6.000,00)

 

 

(-) Doação

(R$ 500,00)

-

 

 

(=) Lucro antes da Tributação

R$ 3.500,00

R$ 4.000,00

 

 

(-) IR – 25%

(R$ 875,00)

(R$ 1.000,00)

 

R$ 125,00

(-) CSLL – 9%

(R$ 315,00)

(R$ 360,00)

 

R$ 45,00

(-) Doação

R$ 500,00

R$ 500,00

 

 

(=) Lucro Líquido

R$ 2.810,00

R$ 3.140,00

Total

R$ 170,00

 A diferença no IR e CSLL (R$ 170,00), é o lucro que o investidor acaba aferindo e que equivale a 34% do valor investido (R$ 500,00).

Num país repleto de irregularidades, um dispositivo legal mal formulado acaba sendo utilizado como fonte de renda e quem padece é sempre o povo contribuinte, que paga a conta. 

 

Referência Bibliográfica

1. HAUS, Paulo, Fortalecer a sociedade civil para fortalecer a democracia: reflexões sobre a legislação para o Terceiro Setor, 2004, São Paulo. Disponível no site: http://www.socioambiental.org/inst/docs/download/paulo_haus.pdf, consultado em 11/06/2011.

2. FERMAN Consultoria, O que são benefícios fiscais para doadores?, extraído do site do Instituto Chamberlain, http://www.institutochamberlain.org, consultado em 11/06/2011.

3. GIRS – Guanandi Instituto Renovação Social, Incentivo Fiscal – Uma abordagem sobre a sua utilização em projetos sociais. Apresentação disponível no site: http://www.girs.org.br, consultado em 11/06/2011.

 

Wagner Kimura

5o Semestre de GPP - Noturno

EACH - USP 

 

 

 

Palavras-chave: investimento social, lucro, patrocínio

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junho 02, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Deixei um comentário no post do Cristiano, mas ele apagou. Repito no meu próprio espaço então.Tinha escrito mais ou menos o seguinte:

Oi Cristiano, foi vc que escreveu este texto ou o tal do Reinaldo Azevedo? Neste último caso, ele te deu permissão de re-distribuir o texto, e ainda sob as condições de uma licença CC-BY-SA?

Obviamente a resposta é não. Pessoalmente, não entendo porque reproduzir um texto de outra pessoa literalmente no seu blog. É para mostrar que concorda, para mostrar os seus amigos? Mas temos twitter e facebook para isto. E agora "Like" do Facebook e o "Mais-1" do Google.

Ainda entenderia se teria algum perigo do texto original sumir. Ou para fins de fazer algum comentário crítico e permitir o seu leitor fácil acesso ao texto em discussão. Mas geralmente não é o caso, as pessoas só copiam o texto. Que sentido tem?

Enfim, não sei...

 

Palavras-chave: copiar, creative commons

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maio 31, 2011

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Sabe aquelas coisas de anotar nas contas até a bala que compra? Pois é, às vezes (ou na maioria delas) o mês continua, mas a grana acaba no dia que chega. Para resolver este problema, podemos:

1) Encontrar um emprego que pague mais;

2) Começar a controlar a grana que gasta.

Foi o que fiz, procurei um programa na internet que possibilitasse administrar o dinheiro para além do caderninho de contas e achei um programa chamado "Grana Forte". De interface bem simples e com bastante recurso, o "Grana Forte" me ajudou administrar e a reorganizar as minhas contas domésticas.

Eu recomendo para quem quer dar um novo rumo às despesas domésticas!

Grana Forte, baixe aqui.

Palavras-chave: Administração, Contas Domésticas, Despesas, Organização

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