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Janeiro 14, 2008

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Postado por Maurício Kanno
Oi, gente! Tudo bem?

Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência muito importante minha. Fui hoje em uma nutrionista (não vegetariana) em um posto público de saúde. E nem demorou muito pra marcar, foi coisa de uma semana ou duas, e isso porque estávamos na virada do ano. Procuro me informar bem sobre o vegetarianismo também em termos nutricionais, mas faço isso principalmente pela internet e com amigos, e achei que seria uma boa também consultar pessoalmente um profissional de saúde.

Foi bacana, ela me orientou em relação aos alimentos interessantes para cada nutriente e disse que realmente não há problema algum em ser vegetariano. Fiquei feliz pela confirmação dela, uma profissional neutra, sem qualquer vínculo com a "causa". Afinal, sempre ouço falar de profissionais de saúde que criticam o vegetarianismo, já ficam cheios de temores e contra-indicações... Nem ficou falando dos mitos da falta de proteína, cálcio, ferro, etc... Pelo visto era uma profissional de verdade!

A única questão é para aqueles vegetarianos que desejam se tornarem também veganos, como eu também estou pretendendo. Ou seja, excluir também leite, ovos, queijo... Aí precisa fazer uma suplementação nutricional de B12, como ela disse. Mas só isso. Agora, e pra achar o quanto precisava fazer, e qual produto usar? Ela ficou um tempão procurando num livrão enorme lá da Farmácia do posto de saúde, pra me indicar o produto de suplementação nutricional, mas não achou a tal B12.

Nutricionista consultando Guia Vegano e SVB

O jeito foi ela procurar na internet. E o que ela me trouxe impressas? Páginas do site Guia Vegano, mais do site da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), ambas com informações do renomado médico nutrólogo e vegano Eric Slywitch, vejam só! Ou seja, ela, uma profissional de saúde totalmente imparcial, sem qualquer ligação com o vegetarianismo, referendou, apoiou as informações destes sites. Inclusive de folhetos vegetarianos/veganos que mostrei...

Agora, o que me preocupa é que ela disse (confirmado pelas informações do Eric) de que precisa fazer suplementação diária! Nossa! Nunca ouvi falar de veganos que tomam essa suplementação diária. No máximo, como no caso dos veganos David e Leonel, com quem conversei esses dias, de ano em ano, ou de uns 3 em 3 anos. O que ela me disse é que podem existir pessoas que podem se manter saudáveis assim; mas não é o recomendável para todos.

Seria importante fazer exames para verificar e seguir essa suplementação diária principalmente no começo. Isso porque a B12 não é um nutriente cumulativo; mas é lábil, ele vai com a excreção. E também não seria recomendável tomar doses altas de B12 de uma vez, digamos 500 microgramas por ano, de uma vez só, pois o organismo não suportaria e absorveria adequadamente.

A quantidade diária necessária é de 5 microgramas por dia, conforme ela verificou nas informações do Eric. De cabeça, ela achava que eram 50 microgramas. Mas, checando, ela cedeu a esta informação.

Atitude

Ah! E o melhor de tudo é que, apesar de ela ter no meio da conversa questionado alguns pontos básicos e simples da filosofia vegetariana/vegana (mas paramos logo, pois não estávamos lá pra discutir isso), no fim da conversa ela até aceitou um jornal Salva-Vidas, que lancei com Laura Kim, Luciene e outras pessoas, para divulgar o veganismo/direitos animais; e um folheto da campanha Um dia sem carne, com os motivos para não ser vegetariano; para conhecer melhor nossos motivos; apesar de dizer que já os conhecia. Também ficou com uma impressão extra das info do Eric para ela.

Admitiu inclusive, sem eu falar nada: "Essa exploração dos animais não é nem exploração em si, é tortura."

E o grand finale: "Espero que todos sejam como você. É que precisa de força de vontade também, né?"

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Que tal?

Palavras-chave: atitude, nutrição, posto de saúde, saúde, saúde pública, vegetarianismo, vegetariano

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Postado por Maurício Kanno | 2 usuários votaram. 2 votos | 5 comentários

Novembro 06, 2007

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Postado por Maurício Kanno

Nesta quinta-feira, 1o de novembro, foi o Dia Mundial Vegano, que busca promover em todo o mundo o respeito aos animais. Neste dia, a partir das 12 horas, foi lançada por grupos de defesa dos animais a campanha "São Paulo: Um dia sem carne", com um ato público na Praça Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá, em frente à prefeitura.


Foi apresentado durante o evento um projeto para que o dia 20 de março seja instituído no município como "Um dia sem carne". A proposta é educativa, ao fazer com que este dia estimule respeito por todos os seres, promovendo uma sociedade pacífica, sustentável e saudável.



O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, recebeu e apoiou publicamente proposta para que o projeto seja encaminhado para a Câmara dos Vereadores. Fez parte do ato a distribuição de frutas, como símbolo da alimentação pacífica, além de uma feijoada vegetariana. Foram também realizadas impressões gratuitas de estampas de camisetas.



Os organizadores do evento são: grupo Orientação para Conscientização Ambiental da Sociedade Vegetariana Brasileira (OCA*SVB), grupo Ativismo, advogado Laércio Benko, grupo Libertar, Partido Verde, grupo Veganos e veterinário Wilson Grassi. Há também apoio de outras entidades, listadas na página do evento: http://www.svb.org.br/oca/umdiasemcarne.htm



Esta iniciativa propõe o incentivo ao estudo e reflexão sobre os benefícios do vegetarianismo para as pessoas, animais e o planeta como um todo. Entre os temas envolvidos estão: a alimentação e sua ligação com o meio ambiente, cidadania e paz; direitos dos animais, produtos em geral de origem animal e alimentos orgânicos.

Obtenha o folheto do evento, com os motivos principais do vegetarianismo, aqui: http://www.svb.org.br/oca/sem_carne_sp.pdf

Veja mais fotos aqui: http://picasaweb.google.com.br/mpkjor/AtoUmDiaSemCarne

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Postado por Maurício Kanno | 14 comentários

Setembro 26, 2007

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Postado por Maurício Kanno
Só uma breve reflexão. Hoje conversei com meu amigo e ex-colega de trabalho Robson, que acompanha meu blog por RSS. Pedi sua opinião sobre vegetarianismo, meu tema principal. Ele disse que não concorda, e apesar disso gosta de ler o que escrevo.

Perguntei-lhe por que não concorda com o vegetarianismo. Ele disse ser algo radical, tirar a carne do prato. Mas concorda que é negativo o sofrimento desnecessário dos animais, além do impacto ambiental da pecuária, e os efeitos na saúde. Bem, se é assim, parece que meu amigo concorda com os motivos do vegetarianismo.

E talvez você também, caro leitor. Talvez você só não concorde com o "radicalismo" de tirar toda a carne do prato. Se isso é complicado, não precisa tirar tudo. O mínimo que você tirar, o pouquinho que você reduzir seu consumo de carne, os animais, o planeta, seu corpo e nossos descendentes agradecem muito!

Palavras-chave: alimentação, carne, concordar, desnecessário, ecologia, impactos, mínimo, parcial, radical, redução, reflexão, relativo, saúde, sofrimento, total, vegetarianismo, vegetariano

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Postado por Maurício Kanno | 26 comentários

Setembro 15, 2007

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Postado por Maurício Kanno

Minha amiga e ex-colega da faculdade de Jornalismo, a Érica Watanabe, falou sobre sua experiência na Índia, onde passou algum tempo fazendo uma pesquisa; e fez a gentileza de comentar detalhadamente um post meu sobre crianças vegetarianas, além de questionar meu uso de fontes.

O post com seu comentário está aqui: http://blog.kanno.com.br/2007/09/crianas-podem-ser-vegetarianas-mdico.html


Agradeço a ela o trabalho. Praticamente, concordo com todos os fundamentos do que ela disse. São informações interessantes. Mas vou comentar sobre, detalhando o que penso.

Proteínas animais

1) Quanto a este assunto das "proteínas animais", eu concordo que elas sejam diferentes das proteínas vegetais. O que eu quero dizer, baseado no que pesquisei (afinal, também sou leigo então necessito pesquisar bastante), é que é ambos os tipos de proteínas podem satisfazer nossas necessidades.

Apesar de os alimentos vegetais serem menos ricos em proteínas. Concordo também com isso que você disse: do ponto de vista protéico, as proteínas animais são muito mais nutritivas que as vegetais. E, de fato, é necessário diversificar a alimentação vegetariana. Isso é o que os vegetarianos e veganos que estou conhecendo recomendam mesmo.

Nas próprias palavras do médico Eric, que coloquei no post, ele diz que os vegetarianos precisam ter cuidados em relação à proteína.

Mas é necessário lembrar que não é só de proteína que vive o ser humano; mas também de fibras, ferro e ácido fólico, por exemplo, que são nutrientes que faltam na dieta onívora (incluindo carne), ainda de acordo com esse médico. Desta maneira, há o que se preocupar em termos de falta de nutrientes, nas duas dietas. Os onívoros também precisam diversificar sua alimentação (eu inclusive me lembro de minha mãe falando: come isto, tem fibras! e eu nem dando bola... eheh).

E pelo visto não há só problemas de falta; também há problemas de excesso, como tudo na natureza... O médico também fala no excesso que os onívoros normalmente fazem de proteínas e gorduras. Me parece que a população em geral está bem consciente do problema das gorduras, colesterol alto... Mas não em relação ao problema do excesso de proteínas.

Em dezembro de 2006, saiu no periódico científico Americal Journal of Clinical Nutrition, o trabalho dos pesquisadores Luigi Fontana, entre outros, da Universidade de Washington, alertando para os riscos do excesso de proteína na alimentação. Segundo eles, uma dieta hiperprotéica pode contribuir para o aumento de hormônios como IGF-I, ligado ao desenvolvimento de câncer, principalmente de mama, próstata e cólon. Leia detalhes aqui: http://www.ajcn.org/

De todo modo, me parece que o vegetarianismo é difícil principalmente por ser uma mudança de hábitos, e por ser uma dieta à qual as pessoas em geral não estão muito acostumadas. Eu mesmo preciso estudar mais, afinal, por toda a vida fui onívoro, então meus parâmetros são outros. Só há uns 6 meses sou vegetariano.

Desta maneira, me parece que pais vegetarianos que já conheçam bem o que é necessário numa dieta vegetariana também vão poder alimentar e nutrir adequadamente seus filhos, assim como aconteceu com minha ex-aluna vegana. O importante é buscar informações, assim como pais onívoros também vão buscar se informar para que seus filhos cresçam saudáveis.

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Fontes: "comunidade vegetariana" e veracidade de fontes

2) Em relação a eu respaldar argumentos com artigos ou textos em geral da "comunidade vegetariana"... Bem, simplesmente busco informações de quem parece ter estudado melhor o assunto (e também o que está mais à mão!)... Neste último exemplo, utilizei as informações fornecidas por um médico especialista em nutrição, e nutrição vegetariana. Foi na Revista dos Vegetarianos em que ele falou, de fato, mas busquei a revista para me informar sobre o assunto. Dificilmente esse tema é pauta em outros lugares.

Realmente é mais fácil encontrar fontes na tal "comunidade vegetariana". Mas também utilizei outras fontes neutras em meu blog, como a revista Época. Ver no meu post http://blog.kanno.com.br/2007/08/respostas-gerais-opinies-da-turma.html, em que falei pra turma na lista; o link pra reportagem da revista é: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856,00.html .

E mesmo quando eu encontro informações de vegetarianos, confiro suas fontes, como o estudo Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz. Desvinculado, também. E hoje, acabei de me utilizar de uma pesquisa da Universidade de Washington, publicado em uma revista científica, também desvinculada dos vegetarianos.

Concordo com a Érica que é importante buscar fontes não vinculadas. E, mesmo quando falam fontes da "comunidade vegetariana", verificar quais foram suas fontes primárias. Afinal, não vamos acreditar em ninguém, seja veg ou não, sem saber seus fundamentos, em que estão se baseando, certo?

Independente disso tudo, uma pergunta me ocorre: quais são os interesses de cada um no assunto? Que benefícios cada um pode colher?

Índia: vegetarianismo por religião

3) Sobre a Índia, de fato ela aparece com frequência como exemplo em discussões vegetarianas. Outra moça que me respondeu, a Eliane, falou dela, por exemplo. Mas estou consciente de que lá o povo não é assim preocupado com "direitos animais"; está é preocupado em seguir sua religião, creio que em geral cegamente.

É claro que o hinduísmo tem seu fundamento na filosofia de não-violência, mas aí já são outros quinhentos... Senão também iríamos dizer que no Brasil o pessoal cristão sabe quais são os fundamentos de suas práticas religiosas.

O Tom Regan, em seu livro, sobre o qual comento em http://blog.kanno.com.br/2007/08/imagem-dos-defensores-dos-direitos.html , também critica os indianos pelo maltrato aos animais.

Creio que o exemplo da Índia é frequentemente tomado com a finalidade mais para se verificar o que acontece com pessoas vegetarianas desde o nascimento, independentemente de qual é a razão dessa dieta. Ou pelo menos predominantemente, já que há animais que eles consomem, como disse a Érica, que já morou lá.

Mesmo na própria estatística da European Vegetarian Union, uma fonte que seria interessada em aumentar a porcentagem, registra-se que somente 40% dos indianos são vegetarianos, contrariando a crença geral de que são todos vegetarianos. A informação da Érica explica que animais os 60% restantes comem. Leia detalhes de estatísticas de vegetarianismo pelos países em: http://www.european-vegetarian.org/lang/pt/info/howmany.php

Abraço!
Maurício Kanno

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Julho 18, 2007

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Postado por Maurício Kanno

(Foto de Daniel Groppo, no Flickr)

Sou contra o uso de animais em experimentos e práticas educacionais, como na Medicina. É bom ressaltar que há argumentos jurídicos ambientais para se parar com isso, e a Inglaterra proibiu especificamente essa prática desde o século XIX.

Minha irmã, que estuda Medicina na USP, já relatou diversas vezes em que precisou fazer "operações" em cãezinhos de rua (e olha que já tivemos uma cachorrinha boxer, a Xuxa, por muitos anos! como ela consegue fazer isso? só porque são de rua? eu sei; ela precisa fazer isso, porque senão não poderá prosseguir seu curso e se formar médica; leia as considerações no texto abaixo sobre essa tortura ética aos estudantes!).

Estas são operações que, no fim das contas, acabam por matar os cãezinhos e outros animais "utilizados", pois eram operações desnecessárias a eles, e por vezes, eles eram deixados com o corpo aberto. Encaminho importantes informações e petição sobre o assunto a quem entender mais sobre o assunto e, quem sabe, assinar a petição e apoiar a causa.

Para Assinar:
http://www.petitiononline.com/ensetico/petition-sign.html

"O uso de animais no Ensino está a cada dia sendo mais questionado em todo o mundo, tanto pela sociedade civil, quanto por cientistas, profissionais, educadores e estudantes.

Um exemplo desse questionamento é que em 2003, 84% dos alunos do curso de Medicina Veterinária da FMVZ da USP, responderam que deveria constar como obrigatória a cadeira de "Ética e Bem-Estar Animal", enquanto que, em 2001, apenas 65% dos alunos eram favoráveis (SILVA, 2003, p. 74).

O uso prejudicial de animais na educação ainda é obrigatório na maioria das universidades brasileiras e não possuímos dados para computar a quantidade de vidas de animais desperdiçadas.

É importante salientar que essa prática não vitima apenas os animais. Muitos alunos também são vítimas morais da imposição dessas práticas, quando são colocados no dilema "matar para salvar" (GREIF, 2003. p. 15 – 22). O dilema "matar para salvar" está presente no conhecimento oculto transmitido para os alunos.

Devido a pressões sociais, na Inglaterra é proibido o uso de animais no ensino desde 1876, pela lei "Cruelty to Animals Act" (Ato de crueldade com Animais).

Em 1886 Áustria e Alemanha também aboliram o uso de animais no ensino.

Nos Estados Unidos, 75% das universidades não usam animais de forma didática, incluindo Columbia, Harvard, John Hopkins, Stanford e Yale, consideradas excelências no ensino.

No Brasil a Lei de Crimes Ambientais, 9.605 de 1998, no parágrafo 32 diz:

"Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º - A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal"

Se todas as universidades da Inglaterra, Alemanha e Áustria, mais 3/4 das universidades dos Estados Unidos não usam animais no ensino, significa que há alternativas. Devemos pressionar os professores a procurarem e utilizarem esses métodos.

NÓS NÃO APOIAMOS O USO DE ANIMAIS NO ENSINO SUPERIOR!
Mais informações no site www.gaepoa.org

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Enviado por e-mail por Róber Freitas Bachinski, quarta-feira, 18 de julho de 2007, e repassado a mim por Laura Kim Barbosa.

"Pessoal, por favor, assinem e divulguem essa petição. Ela é muito importante. Quanto mais pessoas assinarem, mais apoio teremos no processo de Objeção de Consciência contra a UFRGS ( http://www.gaepoa.org )"

Para Assinar:
http://www.petitiononline.com/ensetico/petition-sign.html

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Depois quero pesquisar o assunto com mais detalhes, verificando quais são os cursos, disciplinas e alterativas utilizadas em outros países e no Brasil.

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Postado por Maurício Kanno | 31 comentários

Junho 25, 2007

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Postado por Maurício Kanno

http://blog.kanno.com.br/2007/06/almoo-vegano-comunitrio.html

Laura Kim Barbosa, gentil vegetariana vegana, convida a todos os interessados para seu almoço vegano comunitário. O próximo será este domingo, às 14 horas, em sua própria casa. É na Vila Mariana, em São Paulo, perto do metrô Santa Cruz. Não sabe o que é "vegano"? Eu também não sabia há uns meses.



"Vegano" é quem não se alimenta de nada derivado de animais. Diferencia-se de "vegetariano", porque estes, como eu, também se alimentam de queijo e leite, entre outros derivados; simplesmente não comem carne. Ah, os veganos costumam usar também "vegan" (neste caso, "e" pronunciado como "i", por ser palavra oriunda do inglês), mas eu não gosto do estrangeirismo.

Eu já participei de um desses encontros, e na ocasião levei algumas frutas para colaborar, como ainda não sei cozinhar muito bem. Nem cozinhar comida em geral, nem especificamente vegana... além disso, sou vegetariano há apenas 3 meses. Devo dizer que me sinto bem mais leve, mais saudável, mais limpo.

Minha experiência no almoço

E realmente é muito interessante, o clima é bem bacana, livre e familiar. Essa Laura é uma pessoa cheia de felicidade e contagia as pessoas, alguém muito generosa. E pude conhecer várias pessoas legais, além de conhecer mais sobre o vegetarianismo vegano, experimentando na prática!

Inclusive foi a primeira vez em que comi estrogofe de soja... Muito bom! Havia vários salgados e doces, pude me fartar de delícias, sem nada de carne, leite ou queijo. Cada vez mais reconheço que esse é um mundo totalmente possível. Espero ir novamente.



As fotos deste post são do dia em que fui, mas não apareço nelas. São do blog da Miriam (Vida de Vegetariana), uma das pessoas que conheci lá. É claro, indico esse blog para quem quiser conhecer mais sobre o vegetarianismo de maneira bem dia-a-dia. A anfitriã Laura é a penúltima moça à direita, nesta segunda foto (bem, dá pra concluir algo por seu sobrenome "Kim", não?).

Detalhes, pela anfitriã

"Entrada: um prato vegan, frutas ou pães

- aos que quiserem mostrar os dotes culinários, podem levar um prato VEGAN doce ou salgado; quem não puder, pode levar pães ou frutas para fazermos suco.

- mas não precisam se preocupar: já deixarei algo pronto, tipo salgados vegetais, bolo de frutas etc.

- lembrando: o ambiente é familiar, portanto convidem aquele amigo/a, colega de trabalho, vizinho, parente, enfim, vamos difundir o vegetarianismo, trocar receitas e idéias sobre proteção/ação animal!

- nada de drogas/álcool/afins!

- todos são muito bem-vindos! aguardo confirmações! vegan hoje!!"

Mais informações: (11) 6839-1932 / 8195-4623 ou lauravegan@yahoo.com.br

[Este evento também está sendo divulgado no site da Revista dos Vegetarianos, publicação da Editora Europa.]

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Postado por Maurício Kanno | 1 comentário

Maio 23, 2007

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Postado por Maurício Kanno

http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/05/sono-um-aliado-e-um-inimigo-um-

Estou bastante irritado; estou dormindo umas 10 horas por dia, e isso é muito ruim, porque sei que as pessoas em geral dormem umas 8 a 6 horas por dia. E vejam só o que encontro, para piorar minha situação, no site Clínica do Sono, de acordo com o Dr. Denis Martinez:

"Pergunta: Quantas horas de sono é o ideal para uma pessoa?
Resposta: Para termos 100% do nosso desempenho, necessitaríamos dormir de 10 a 12 horas. A maioria das pessoas contenta-se com um desempenho de 90 a 95% e dorme 7 a 8 horas.

Pergunta: Vivo sempre muito atarefado; gostaria de conseguir dormir menos. Existe alguma forma de acostumar o organismo a dormir menos horas por dia?
Resposta: Infelizmente não. Pessoas muito motivadas conseguem passar algum tempo dormindo de 3 a 4 horas por dia durante algumas semanas ou meses. As conseqüências físicas e mentais podem ser graves e irreversíveis."

O pior é que, ao acordar, não me sinto realmente disposto... Sei lá. Antigamente, quando eu estudava na faculdade e fazia estágio, e/ou fazia Poli e morava longe, na Zona Leste, eu acabava dormindo só umas 5, 6 horas por dia...

Será que o jeito é me acostumar com isso, e me programar, dormindo mais cedo mesmo? O fato é que todo dia acordo tarde... E chego tarde ao trabalho... E chego tarde em casa e não consigo fazer outras coisas que gostaria/preciso fazer, alheias ao trabalho na Escola do Futuro...

Saco.

Mas neste outro site, o Cérebro & Mente (médica Regeane Trabulsi Cronfli) fala, conforme eu pensava, que o normal para adultos é dormir umas 8 horas por dia! Veja:

"Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração."

Pior que eles falam em característica individual! Será que realmente preciso dormir mais que a média? Saco! Tinha uma editora lá no Estadão, onde trabalhei, que dormia umas 4 horas por dia, fazia exercícios, ficava bem!

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Mas talvez eu possa me ajudar (e a quem mais esteja com problemas, lendo este texto) seguindo estas recomendações, também do site Clínica do Sono, e eliminando estes maus hábitos (devo ter pelo menos uns 5 destes maus hábitos):

"Higiene do sono inadequada
Esse distúrbio do sono surge devido a atividades da vida diária que são incompatíveis com a manutenção de sono de boa qualidade e alerta completo diurno. A queixa pode ser tanto de insônia como de sonolência excessiva. Alguns maus hábitos que justificam esse diagnóstico são:

* Horários variáveis de deitar e levantar;
* Permanecer períodos freqüentes e longos na cama;
* Uso rotineiro de produtos contendo álcool, tabaco ou cafeína antes de deitar;
* Exercícios próximos da hora de deitar;
* Envolver-se em atividades excitantes ou emocionalmente perturbadoras muito próximo da hora de deitar;
* Uso freqüente da cama para atividades como assistir televisão, ler, estudar, comer;
* Dormir em cama desconfortável, colchão de má qualidade, cobertas inadequadas, etc;
* Permitir que o quarto de dormir seja excessivamente iluminado, abafado, desordenado, quente, frio ou que, de alguma forma, não convide ao sono;
* Desempenhar atividades que exijam alto nível de concentração imediatamente antes de deitar;
* Permitir que ocorram na cama atividades mentais como pensar, planejar, relembrar, etc.

A solução desse distúrbio pode ser uma boa higiene do sono."

Esta outras dicas parecem importantes, ver aqui (chega de copiar texto dos caras): http://www.sono.com.br/site/portal/template.asp?secao_id=26&secao_principal=6

Também tem estas dicas da dra. Regeane, um tanto semelhantes:

"Conselhos para Dormir Melhor


* À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").
* Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
* Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
* Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
* Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
* Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
* Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
* Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
* Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono"

É... de todo modo, estou uma bagunça em termos de sono e organização... Mas putz, se eu conseguisse dormir menos, ajudava bastaaaante pra me organizar... Vamos tentar organizar melhor esses horários, de qualquer modo.

Outras referências estão aqui, no blog das Ostras, do Pedro Timóteo, em que o cara resume as indicações de outro blog para dormir menos e melhor, como só ir dormir quando realmente estiver com sono. Mas também se acostumar a dormir cedo! Pô! Como assim? Se for assim, para mim uma dica contradiz a outra!!! Caramba! Por que se eu for dormir realmente só quando estiver com sono, vou lá pelas 3 da manhã, 4... 5... ou mais! argh! Estou hiper-acostumado a dormir tarde pra burro! E o pior que eu sei que deve ser mais saudável mesmo ficar acordado de dia, e dormir à noite... Pq a luz do Sol é importante para o ser humano.

Fora que é complicado o fato de minha esposa dormir bem mais cedo que eu. E ter vontade de dormir bem mais cedo. Enfim... Vamos pensar.

Pior que o cara do blog originalmente citado, em inglês, fala que:

"The most common wrong strategy is this: You assume that if you’re going to get up earlier, you’d better go to bed earlier. So you figure out how much sleep you’re getting now, and then just shift everything back a few hours. If you now sleep from midnight to 8am, you figure you’ll go to bed at 10pm and get up at 6am instead. Sounds very reasonable, but it will usually fail."

Ou seja, não dá pra simplesmente retardar o horário de ir dormir e de acordar...

Vamos ver. Não adianta eu ligar pra doutora (tem o telefone dela lá no site Cérebro & Mente, (11) 3862-9351) sem antes tentar seguir as tais recomendações.

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Agora, tem uma coisa que o Steve Pavlina, do blog em inglês fala de forte:

"If you sleep set hours, you’ll sometimes go to bed when you aren’t sleepy enough. If it’s taking you more than five minutes to fall asleep each night, you aren’t sleepy enough. You’re wasting time lying in bed awake and not being asleep. Another problem is that you’re assuming you need the same number of hours of sleep every night, which is a false assumption. Your sleep needs vary from day to day."

Ele fala que você também não pode estabelecer que vai dormir todo dia igualzinho... o mesmo número de horas. Não, vai variar de acordo com o que você precisa pelo dia.

e mais:

"My sleepiness test is that if I couldn’t read a book for more than a page or two without drifting off, I’m ready for bed. Most of the time when I go to bed, I’m asleep within three minutes. I lie down, get comfortable, and immediately I’m drifting off. Sometimes I go to bed at 9:30pm; other times I stay up until midnight. Most of the time I go to bed between 10-11pm."

Talvez ir dormir entre umas 10, 11 da noite seja mais saudável mesmo do que eu esteja dormindo, umas meia-noite, 2 da manhã... E ao chegar umas dez da noite já ficar pronto pra dormir mesmo, trocado e tomado banho e algum lanchinho leve. E então pegar algum livro tranquilo pra ler, que me traga prazer. O problema é que se for um livro que me traga prazer, eu acabo lendo mais e mais e mais e mais... Enfim. Não pode ser um livro tãaaao interessante tb então. Sei lá. E parar quando eu estiver com dificuldade de ler, vamos tentar.

Agora, isto parece ser o mais importante do que esse cara diz, para não dormir mais:

"When my alarm goes off every morning, I turn it off, stretch for a couple seconds, and sit up. I don’t think about it. I’ve learned that the longer it takes me to get up, the more likely I am to try to sleep in. So I don’t allow myself to have conversations in my head about the benefits of sleeping in once the alarm goes off. Even if I want to sleep in, I always get up right away."

Ao tocar o alarme, NÃO SE PERMITIR DORMIR MAIS, voltar pra cama, SEQUER PENSAR SOBRE O ASSUNTO! Apenas desligar o alarme, espreguiçar uns segundos, e sentar. Mesmo se quiser deitar novamente, sempre sentar e levantar. TAÍ A DIFICULDADE! ai...

Ele diz que o corpo precisa ser ensinado que A HORA DE ACORDAR NÃO É NEGOCIÁVEL! Então, ele vai ter que sentir sono mais cedo no dia seguinte.

Em resumo (o que o cara do blog em português que o citou, o Pedro Timóteo, não resumiu bem): "Go to bed only when you’re too sleepy to stay up, and get up at a fixed time every morning."

Ou seja, "Vá dormir apenas quando você estiver com muito sono, e acorde a uma hora fixa toda manhã!"


Enfim, se você quiser ler mais referências, procure na pesquisa no Google "como dormir menos".
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De todo modo, preciso me dedicar menos pra este blog, e me dedicar mais para trabalhar nas outras coisas que realmente preciso...

Este post é Domínio Público.

Postado por Maurício Kanno | 7 comentários