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Março 28, 2008

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Postado por Maurício Kanno

Não sei bem o que seria este "pensamento abstrato" da pesquisa, mas lá vai:

27/03/2008 - 15h12 - Folha Online

da France Presse, em Chicago

Ratos também têm a capacidade de aprender novas regras e aplicá-las em diferentes situações, uma habilidade considerada, até então, uma prerrogativa da mente humana, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27).

E esses animais podem ir além: em artigo publicado em jornal científico britânico, pesquisadores da Universidade College London e a Universidade de Oxford afirmaram que os ratos também possuem a capacidade do pensamento abstrato.

Os cientistas fizeram três testes expondo os roedores a provas visuais, auditivas e combinaram os experimentos com comida --oferecida no final como recompensa.

Durante o primeiro teste, os ratos foram condicionados a terem uma reação de defesa, com o estímulo da luz e da escuridão, seguindo a lógica ABA, AAB ou BAA -- "A" representando a luz e "B" a escuridão.

O primeiro grupo de ratos sempre recebeu comida com a seqüência ABA, o segundo foi recompensado com a AAB, e o terceiro com a série BAA. Os ratos foram também testados com todas as seqüências, mas desta vez sem receberem comida no final. A experiência foi repetida e, depois de alguns dias, foram capazes de distinguir as séries e associaram qual era a lógica para receber a comida no final.

Na segunda experiência, os pesquisadores treinaram as cobaias a esperarem por comida usando sinais auditivos que seguiam a seqüência ABA. Depois, alteraram o sinal ao mudar a freqüência dos tons, mas mantiveram a mesma seqüência.

Mesmo com sinais desconhecidos, os ratos aparentaram esperar por comida quando ouviam tons baixos e altos seguidos da série ABA, devido à rápida maneira como os roedores iam checar seus comedouros.

Isso mostrou que os animais aparentemente distinguiram as seqüências que ouviam de acordo com o que haviam aprendido anteriormente.

Esperteza

"Baseados nas seqüências, eles sabiam quando receberiam a comida", disse Robin Murphy, professor de psicologia da Universidade College London e um dos autores da pesquisa. "As experiências mostram como os ratos conseguem abstrair informações complexas", diz.

Os pesquisadores repetiram o último teste com os sinais visuais, mas desta vez sem oferecer a comida. Os ratos, ainda assim, tiveram a mesma reação e responderam à seqüência que eles haviam anteriormente associado à comida.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u386416.shtml

Palavras-chave: animais, ciência, inteligência, pensamento, psicologia, ratos

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Maurício Kanno | 6 comentários

Janeiro 23, 2008

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Postado por Maurício Kanno

Escrevo para divulgar alguns textos que acabei de descobrir, via Andressa Pimentel, estudante de Biologia, que está fazendo seu TCC anti-vivissecção de animais.

Documento em inglês de 300 páginas anti-vivissecção: http://www.health.org.nz/cover.html

ANIMAL RESEARCH T A K E S LIVES
- Humans and Animals BOTH Suffer

is produced for

THE NEW ZEALAND ANTI-VIVISECTION SOCIETY (INC)
PO BOX 9387
ADDINGTON
CHRISTCHURCH 8243
NEW ZEALAND
http://www.nzavs.org.nz

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Luciano Cunha: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9999919545396556098

"Artigo que escrevi explicando porque defendemos a abolição da escravidão animal. Se quer entender, acesse:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_0006_top.html

Outro artigo meu, sobre o conceito de ética:

parte 1 de 6:

http://www.sentiens.net/pensata/PA_ACD_lucianocunha_03_p1.html

parte 2 de 6:

http://www.sentiens.net/pensata/PA_ACD_lucianocunha_03_p2.html

parte 3 de 6

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_04_p3_top.html

parte 4 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_04_p4_top.html

parte 5 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_05_p5_top.html

parte 6 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_05_p6_top.html

Outros artigos meus:

http://www.sentiens.net/top/PA_ENS_lucianocunha_06_top.html

http://www.sentiens.net/top/PA_ENS_eticaglobal_luciano_05_top.html "

===============

Retorno ao Linux

Meu Window$ XP foi pro brejo, não abre mais, e um carinha de uma loja de informática aqui perto nem conseguiu arrumar. Parece que vai ter que formatar. Se não tivesse Linux em dual boot, teria perdido todos os meus arquivos. Graças ao dual boot, pude entrar no meu Ubuntu Linux e fazer backup de tudo.

O Ubuntu tava ainda com vários paus... Mas graças a Deus, depois de muita aflição tentando resolver problemas de permissão, de paus para desligar (não desligava, tinha que apertar o botão), para fazer atualização, instalações de coisas... Enfim, deu certo a atualização para o Ubuntu 7.10 - Gutsy e isso aparentemente resolveu praticamente todos meus problemas! Agora sou um linuxeiro feliz!

Tanto que enviei a seguinte mensagem para a nova amiga ativista pelos direitos animais (havia relatado problemas com o pacote Office e havia acabado de formatar a máquina):

"mas larga essa de pacote office e Windows!

instala o BrOffice, que é totalmente livre e sem pirataria!
http://www.broffice.org/download

e instala Ubuntu Linux, que dá muito menos pau que Window$ e não tem vírus! (aproveita que já formatou a máquina mesmo...)
http://www.ubuntu-br.org/download"

Agora só falta eu aprender a editar vídeos e arrumar todos os codec necessários para assistir meus animes pelo meu Linux Ubuntu... além de usar internet wireless!

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Postado por Maurício Kanno | 2 usuários votaram. 2 votos | 16 comentários

Dezembro 08, 2007

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Postado por Maurício Kanno

Não sei bem o que pensar a respeito, o que acham deste artigo?

"A experimentação animal é necessária para o bem-estar e a saúde humana? A resposta para essa pergunta é não. Para explicar de uma maneira bem simples, se assim o fosse, não seria necessária a existência de medicamentos de uso veterinário e medicamentos de uso humano, e poderíamos escolher entre nos operarmos em um médico ou um veterinário. Com efeito, não haveriam diferenças entre ambas as profissões.

Qualquer pessoa que tenha estudado biologia aprende que organismos evoluem. Evoluir significa diferenciar, derivar. Ratos e camundongos são animais parecidos, mas não idênticos; eles derivaram de um mesmo ancestral comum, cada qual com suas características. Mas uma vez que as diferenças se acumularam, duas espécies surgiram, próximas, mas diferentes. Fato é que ambos os organismos reagem de maneiras diferentes a determinadas drogas, a determinados tratamentos. Não basta sabermos que ratos pesam mais do que camundongos para corrigirmos a dose de uma droga, pois não existe qualquer linearidade que confira cientificidade a essa extrapolação. As diferenças entre espécies são qualitativas e não quantitativas.

Da mesma forma acontece com o rato em em relação ao hamsters, o hamster em relação ao porquinho-da-índia, esse em relação ao coelhos, os sapos, os pombos, cães, gatos, porcos, macacos e, é claro, o homem. Nenhum resultado que se obtenha desses animais poderá ser aplicado ao homem, porque ao contrário do que querem nos fazer acreditar, o rato não é um ser humano que pesa quinhentas vezes menos. Também, a diferença de 0,4% entre os genes do chimpanzé e do homem não tornam esse um modelo recomendável para a pesquisa de doenças humanas em 99,6% dos casos.

Animais utilizados em experimentação, para serem considerados "bons", precisam pertencer a linhagens específicas. Eles precisam ser o mais homogêneos possível, com o mínimo de variação genética. Dessa forma, os resultados que se obtém desses experimentos são bem agrupados. Se ao invés de utilizarem animais de mesma linhagem fossem utilizados animais com diferentes procedências, ainda que pertencentes à mesma espécie, os resultados obtidos seriam inconclusivos, pois mesmo dentro de uma mesma espécie as diferenças tornam as reações aos tratamentos muito variadas. Daí pode-se entender a inconsistência da defesa da utilização de animais.

A alegação mais comum para defender essas práticas é a de que seres humanos e animais domésticos são diretamente beneficiados por esses experimentos. Defende-se que, sem as pesquisas em animais, o ser humano não disporia de vacinas, transplantes, anestesias, nem das drogas que pretensamente tratam as diferentes doenças. Alarma-se para a idéia de que o fim da experimentação animal representaria o fim da humanidade. O declínio em nossa qualidade de vida, em nossa longevidade. Estas alegações são, para dizer o mínimo, enganosas.

Embora todos esses tratamentos tenham sido exaustivamente testados e aprovados em animais, todos eles se mostraram falhos em produzir efeitos promissores em seres humanos, pelo menos em um primeiro momento. Muitos deles, apesar da segurança comprovada em animais, mostraram-se prejudiciais a seres humanos, produzindo severos efeitos colaterais. E se a intenção desses experimentos era impedir que seres humanos fossem utilizados como cobaia, isso não aconteceu.

Se hoje transplantes de órgãos podem ser realizados com maior sucesso e existem vacinas um pouco mais seguras, foi porque ao longo dessas últimas décadas esses tratamentos foram testados em seres humanos, muitas vezes às custas de suas vidas e saúde. O pretenso sucesso desses tratamentos em tempos mais recentes, embora possa vir a ser contestado em outras instâncias, não pode ser atribuído ao uso de cobaias animais, mas sim ao uso de cobaias humanas.

Seres humanos morreram nos primeiros transplantes de órgãos, seres humanos sofreram severos efeitos adversos de vacinas do passado, e com base nessas tentativas e erros, a atual medicina foi construída. Não com base na experimentação animal.

Mas, se a experimentação animal não beneficia aos humanos, por que a maioria das pessoas acredita que ela é essencial? Podemos dizer que em certo sentido a ciência funciona como uma religião, onde a autoridade do alto clero jamais é contestada; assim, um doutor jamais pode ser questionado, mesmo que seja um mero reprodutor de uma idéia que ouviu. O próprio cientista muitas vezes não se questiona, o que parece um contra-senso, mas ele assume que determinados pressupostos são verdadeiros e os defende cegamente.

Em outra abordagem, a ciência é mercantilista. Ela funciona por interesses comerciais, e a experimentação animal é interessante nesse aspecto. Além de todos os equipamentos e insumos necessários para a manutenção de animais de laboratório (gaiolas, equipamentos de contenção, rações, etc) a indústria lucra com a experimentação animal.

Indústrias, como a farmacêutica, obtêm seus lucros da venda de seus produtos, no caso, medicamentos. Por isso, elas necessitam convencer a população de que seus produtos são vitais para sua qualidade de vida. Esforços são feitos para convencer as pessoas de que o aumento em nossa expectativa de vida tem relação direta com a enorme disponibilidade de drogas e tratamentos atuais. Poucos atribuem essas melhorias às nossas atuais condições de moradia, de higiene, abastecimento de água limpa, saneamento, segurança alimentar, etc, fatores estes que também passaram a preponderar nas últimas décadas.

O papel da experimentação animal

Nossa vida e bem-estar não dependem da experimentação animal. As experiências com animais apenas resguardam os interesses da indústria farmacêutica e associadas, possibilitando colocar no mercado drogas nem sempre seguras às pessoas. Experimentos em animais são conduzidos para amenizar as responsabilidades de laboratórios que lançam no mercado produtos que mais tarde poderão vir a prejudicar seres humanos.

Por exemplo, se o xampu que não deveria arder nos olhos queimou os olhos de uma menina, isso é visto como uma fatalidade; testes realizados em olhos de coelhinhos mostram que o produto é seguro. E quem pode provar que o cigarro está associado a alguma doença, quando experimentos com animais mostram resultados inconclusivos?

Após passarem por todos os testes 'necessários', em animais, e serem colocadas no mercado, muitas drogas precisam ser recolhidas. Isso porque seus efeitos adversos começam a se manifestar na população, muitas vezes de forma grave. Os testes em animais não podem prever esses efeitos, e isso é de conhecimento da indústria, mas há uma necessidade de que eles sejam conduzidos para prevenir a indústria de futuros processos.

Se todos os testes considerados necessários pela legislação forem realizados em animais a indústria se isenta de sua responsabilidade. As pessoas que vierem a falecer em decorrência do uso de um medicamento tornam-se fatalidades. Números aceitáveis frente aos possíveis benefícios do medicamento.

A ciência que utiliza animais de laboratório não é uma ciência boa, não apenas porque vitima animais inocentes, mas porque os resultados que produz prejudicam também ao ser humano. Esta metodologia conduz ao erro, ao atraso, a dados errôneos, à má-interpretação, à incoerência e ao desperdício de vidas. A abolição da vivissecção não é algo para ser pensado para o futuro, ela deveria ser algo do passado, é urgente. A utilização de animais em experimentos é um erro que se propagou na ciência e que ainda não foi suficientemente questionado. Cabe à sociedade como um todo se mobilizar no sentido de extingui-la.

--

Sérgio Greif é biólogo do grupo Veddas, em São Paulo/SP, mestre em Alimentos e Nutrição, co-autor dos livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo" e "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável". E-mail: sergio_greif@yahoo.com.

Texto inédito."

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Postado por Maurício Kanno | 1 usuário votou. 1 voto | 51 comentários

Outubro 05, 2007

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Postado por Maurício Kanno
Independente da discussão contra ou favor de usar ratos (ou outros animais) em experimentos, achei a comunidade no orkut "Heróis da ciência", e quero dizer que este nome é incoerente e errado. Heróis se sacrificam ou lutam por algum ideal por iniciativa própria. Ratos não fazem isso. Eles são usados contra sua vontade. Como a maior parte dos outros animais, aliás...

É um grande sofisma cultural essa história de os animais fazerem as coisas pelo nosso bem, por sua própria vontade... Que nem nos livrinhos didáticos do primário: "a vaca nos dá seu leite e sua carne"...

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Postado por Maurício Kanno | 8 comentários

Setembro 03, 2007

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Postado por Maurício Kanno

Filósofo catedrático Peter Singer:

"Entre dezenas de milhões de experimentos realizados, pode-se considerar que apenas alguns contribuem para pesquisas médicas importantes. (...) Muitos outros animais são utilizados com fins comerciais, para testar novos cosméticos, xampus, corantes alimentícios e outros produtos não essenciais. Tudo isso só é possível graças ao nosso preconceito de não levar a sério o sofrimento de um ser que não é membro de nossa própria espécie. (...)

[Os que defendem o experimentos] não podem negar o sofrimento dos animais, pois precisam ressaltar as semelhanças entre humanos e outros animais para alegar que seus experimentos podem ter alguma relevância para fins humanos." (p. 44 do livro Libertação Animal, de Peter Singer, catedrático de Bioética em Melbourne)

O professor Singer diz também: "(...) para se opor ao que acontece hoje, não é preciso insistir em que cessem imediatamente todos os experimentos em animais. Tudo o que precisamos dizer é que os experimentos que não servem a objetivos diretos e urgentes devem cessar imediatamente e, nos demais campos de pesquisa devemos buscar, sempre que possível, a substituição dos experimentos que envolvam animais por métodos alternativos, que não os utilizem." (p. 45)

Já seria um bom passo.
o que você acha?

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Originalmente, isto era para responder minha querida amiga déa, que se mostrou interessada em discutir os direitos animais (ver seu comentário em meu post anterior, em Animao: http://blog.kanno.com.br/2007/08/respostas-gerais-opinies-da-tur):


quanto à questão da experimentação com animais, com certeza eu me sinto mal com isso, como quando minha mãe contou sobre cãezinhos que minha irmã, que faz Medicina, acabou matando, fazendo cirurgias de teste, que eles não precisavam.

eu estou nessa pelo que for possível, lógico; por exemplo, com certeza, é possível ser vegetariano e evitar outros produtos que vieram de animais, principalmente de sua morte, como couro e lã.

mas quanto à essa questão de experiências científicas, eu não sou especialista no assunto, mas posso falar pelo que estudei até agora:

a maioria dos estudos que têm sido feitos com animais normalmente não são publicados, nem são inovadores, e nem trazem de fato benefícios para o ser humano. experimente pesquisar isso. será que conseguimos encontrar pesquisas realmente sérias que contribuem mesmo pela vida dos humanos? provavelmente, mas não são todas.

lembrar que cada vez mais há alternativas tecnológicas, e há muitas pesquisas fúteis (fins apenas comerciais, não essenciais), como para cosméticos e bebidas; como a vida dos animais não humanos é totalmente desprezada, os cientistas acabam com eles à vontade, aos milhares; falta senso de humanidade, isso é fato.

de todo modo, tudo o que estou encontrando e apontando é uma direção; se não puder 100%, que tentemos 90%, ou até 50% de atitudes que possam minimizar o sofrimento dos animais. eu mesmo não sou vegano; sou simplesmente vegetariano, por exemplo.

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Dois posts já publicados sobre o assunto

bem, veja estes dois posts que já publiquei sobre o assunto e seus comentários...

Não ao uso de animais no ensino: http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/4811.html
(neste post muita gente comentou, e eu comecei a experimentar esse debate; o fato é que eu coloquei a cara pra bater aqui, novatão na área, defendendo algo mais radical, mas que me pareceu interessante.)

Faculdade de Medicina do ABC é a primeira a proibir experimentação com animais vivos na graduação: http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/5916.html (e aqui a coisa começa a ficar mais concreta, prática; uma das professoras envolvidas na proibição de uso de animais no ensino até comentou no meu post, esclarecendo melhor)

Palavras-chave: animais, caminho do meio, ciência, direitos animais, experimentação animal, experimentações, futilidade, humanidade, medicina, sempre que possível, sofrimento

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Postado por Maurício Kanno | 0 comentário

Agosto 19, 2007

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Postado por Maurício Kanno
Nossa, não sabia dessa... O gênio da Renascença italiana Leonardo da Vinci, foi vegetariano desde a infância (apesar de nunca se falar nisso em obras dele), descobri esta semana lendo o livro do Tom Regan, o Jaulas Vazias... E por isso Regan chama às crianças que desenvolvem desde cedo a consciência animal de "vincianas".

Veja mais, escrevi na Wikipédia no verbete Leonardo da Vinci: "Da Vinci tinha um amor natural pelos animais. O historiador Edward McCurdy, citado no livro Jaulas Vazias, do filósofo e professor emérito Tom Regan, menciona: "a mera idéia de permitir o sofrimento desnecessário e, mais ainda, de matar, era abominável para ele". Segundo os relatos verificados por Regan, o inventor adotou uma dieta vegetariana na infância, por razões éticas. Leonardo teria atacado a vaidade humana com as seguintes palavras: "Rei dos animais - é como o humano descreve a si mesmo - eu te chamaria Rei das Bestas, sendo tu a maior de todas - porque as ajudas só para que elas te dêem seus filhos, para o bem da tua goela, a qual transformaste num túmulo para todos os animais.""

André Matos
Também o cantor André Matos, desde os 14 anos é vegetariano. Ele já foi vocalista da banda Angra e Shaman, além da Viper... Agora segue carreira solo. (Bem, eu o conheci mais pela Angra, mesmo, até já fui a um show deles...) Esse eu soube pela Revista dos Vegetarianos número 11, nas bancas. Numa matéria sobre música e vegetarianismo.

(Imagens: Da Vinci da Wikipédia, autoria desconhecida; André Matos do site Mundo do Rock.)

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Julho 16, 2007

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Postado por Maurício Kanno

Isto realmente surpreende, chama muita atenção mesmo, ainda mais para quem acreditava que os vegetarianos seriam pessoas mais fraquinhas, e precisariam de proteína animal... Realmente parece duvidoso à primeira vista, mas o pesquisador concluiu que atletas onívoros (que também comem carne) são menos fortes até mesmo que vegetarianos sedentários! E a conclusão foi publicada no Yale Medical Journal, o que dá a ela muita credibilidade! (Foto da Yale University, de seu site.)

Bem, mesmo se não for totalmente correto isto, de todo modo, é um forte indicativo de uma tendência positiva do modo de vida vegetariano. Um grande problema: o livro que relata a pesquisa (Diet for a New America) é de 1987, ou seja, de 20 anos atrás. Vou ver se encontro referências mais atuais depois.

"Na Universidade de Yale, o professor Irving Fisher projetou uma série de testes que comparavam a resistência e força dos onívoros e os vegetarianos. Ele selecionou homens de 3 grupos: atletas que comiam carne, atletas vegetarianos e vegetarianos sedentários. Fisher relatou os resultados no Yale Medical Journal. Esses resultados não parecem dar credibilidade ao preconceito popular de que a carne dá força.

'Dos 3 grupos comparados, os ... que comiam carne demonstraram bem menor resistência do que os abstêmios (vegetarianos), menor até mesmo daqueles que levavam uma vida sedentária.' A média de pontuação dos vegetarianos foi mais do que o dobro dos que comiam carne, mesmo a metade dos vegetarianos sendo sedentários, enquanto todos os onívoros eram atletas.

Um estudo similar foi conduzido pelo Dr. J. Ioteyko da Academia de Medicina de Paris. O Dr. Ioteyko comparou a resistência dos vegetarianos e onívoros com todos os estilos de vida em uma variedade de testes. Os vegetarianos atingiram uma média de resistência 2 a 3 vezes maior do que os que comiam carne. E ainda mais surpreendentemente, eles levaram 1/5 do tempo para se recuperar da exaustão, comparados aos que comiam carne.

Em todos os testes dessa natureza que já foram realizados nos últimos anos, os resultados têm sido similares. Um grupo de médicos na Bélgica compararam sistematicamente o número de vezes que vegetarianos e onívoros eram capazes de comprimir um medidor de força manual. Os vegetarianos foram vitoriosos com uma média de 69 vezes, enquanto os que comiam carne atingiram a média de apenas 38. E como em todos os outros estudos que mediram o tempo de recuperação dos músculos, os vegetarianos aqui se livraram da fadiga bem mais rapidamente do que os que comiam carne."

Fonte e leia mais -> Sítio Vegetariano: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=547&Itemid=122

Ou em inglês, sobre o livro Diet for a New America (1987): http://www.michaelbluejay.com/veg/books/dietamerica.html

Também em inglês, dividido pelos países que fizeram pesquisas: http://www.rawfoodlife.com/Articles___Research/Raw_food_for_Athletes/Vegetarians_have_more_Stamina_/vegetarians_have_more_stamina_.htm

Palavras-chave: atletas, ciência, esporte, força, journal, medical, pesquisa, vegetarianismo, vegetariano, yale

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