Juro que me esforcei pra assistir à Copa do Mundo. Bem, ao menos à
estreia do Brasil. À fraca estreia do Brasil. Contra um time café com
leite em Copas (2a participação, após 1966), um país de miseráveis com um ditador excêntrico como governante.
Assisti
ao vagaroso primeiro tempo, pelo menos (azar), inteiramente. Bom,
cultura geral durante o almoço. "Bom que faz companhia pro seu pai",
diz minha mãe, liberada do serviço no banco apesar de ter horror a
futebol. A mana caçula diz que torceu pros norte-coreanos.
Vuvuzuela
Minha
mãe mostrou horror principalmente dos barulhos das cornetas
"vuvuzuelas" e coisa que tal, que a TV britânica BBC pensa até em cortar das transmissões.
É realmente engraçado ficar ouvindo o barulho desse negócio o tempo
todo durante o jogo, um som transmitido como se fosse trilha sonora da
partida, huahua.
Parece que a versão para iPod e iPhone está fazendo sucesso
também, eheh. (Eu também testei e brinquei com o aplicativo umas vezes
durante o jogo, rs, mas seu barulho não chega perto do original, o que
fez minha mãe até ficar feliz com o meu.) E eu soube só hoje que isso é
um negócio típico da África do Sul.
África
Aliás,
se eu vejo algo bom nessa história de Copa do Mundo 2010, é exatamente
o lugar: pela primeira vez, na África! Claro, na África do Sul, que é o
país com maior chance de alguma estrutura decente no continente. Mas é
mesmo ótimo, porque assim o mundo pode ver a África com outros olhos
(aliás, até prestar atenção um pouco nela, porque geralmente esse
continente é simplesmente um ilustre desconhecido para todos nós, não?
ou vc vai dizer que sabe onde fica Gana? Zâmbia? Ruanda?).
Sim,
olhar a África com outros olhos. Porque nas raras vezes em que se pensa
na África, só lembramos de pobreza, fome, Aids, etc. Aliás, fui buscar
uns dias atrás na locadora algum filme pra assistir que não fosse
norte-americano, estadunidense. To de saco cheio dessa dominação
cultural, e tenho até um projeto pessoal a respeito que vou apresentar
em detalhes em breve.
Hotel Ruanda
Bem,
o fato é que, buscando algo o mais exótico possível, o melhor que pude
encontrar na locadora do bairro foi "Hotel Ruanda", sobre o massacre
hutus sobre tutsis no país, e a história dramática de um hotel grã-fino
que buscava abrigar perseguidos, já que até os países ricos e ONU
largaram mão do lugar (por mais que indivíduos isolados não africanos
fizessem o máximo pra ajudar, como da Crz Vermelha e ONU; um jornalista
gringo,, que recebeu ordem pra voltar, afirmava-se "envergonhado").
Foi
horrível, pesado demais assistir a esse filme (mais duro que mtos
filmes de terror). Mas ao menos deu pra sentir um gostinho da África,
incluindo nomes de pessoas e umas dancinhas das crianças. E, claro, sua
dura realidade. Mas espero achar algum filme mais divertido do lugar
ainda. Afinal, o Brasil também não é só dureza, apesar dos filmes daqui
que ficam famosos lá fora.
Aliás, parabéns à Folha
pela nova seção na primeira página "Boa Notícia", uma ideia que eu já
tinha antes desde 2005, mas não coloquei em prática nem por blog.
Sobre o jogo enfim
Pra
não dizer que não acabei de falar sobre o jogo de estreia do Brasil,
realmente fui azarado em assistir todo o lerdo primeiro tempo e perder
boa parte do segundo. Foi divertido o gol "sem querer" que abriu o
placar, do Máicon.
O gol do Elano foi bonito, e foi mesmo
irônico ele ter sido substituído logo em seguida. Mas meu pai disse que
o gol de contra-ataque dos norte-coreanos, que completou 2 a 1 pro
Brasil, foi o mais bonito de todos. Pena que perdi justamente esse...
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