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Stoa :: Maurício Kanno :: Blog :: Provocações libertárias, ecológicas, vegetarianas, sustentáveis

maio 15, 2007

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Postado por Maurício Kanno

http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/05/provocaes-libertrias-ecolgicas.



Enviei um e-mail para a equipe do Jornal do Campus da USP, comentando alguns assuntos libertários/anti-libertários da última edição, que saiu hoje. Segue meu texto.

"Olá, cara equipe do Jornal do Campus.

Parabéns pelo trabalho no jornal, sei que dá muito trabalho... Já passei por isso um dia... Lá por volta de 2004. [Desde então fiz outras reflexões, que compartilho aqui.]-> (escrito somente aqui)

Bom, gostaria de dizer que amei a matéria sobre os estrangeiros na USP, típica matéria que um carinha sugere, mas o pessoal acaba falando, pô, que matéria mais boba, fria, etc... Mas é bem interessante e gostosa de ler, conhecer mais sobre no que dá essas diferenças culturais. Tenho um filme que não lancei ainda que trata sobre essas questões também.

Também, claro, não podia faltar uma matéria sobre a ocupação na Reitoria, são assuntos que chamam a atenção; é um marco histórico de ousadia e organização.

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Bicletada; visite o blog Apocalipse Motorizado

Bom, gostaria de comentar outras três matérias que me chamaram a atenção. Preciso fazer algumas provocações para vocês (e quem sabe também para os leitores, se vocês julgarem válido publicar algo deste meu texto, que acabou ficando longo).

Uma delas é sobre o ciclista agredido. É triste ver como ainda se atacam esses defensores do meio de transporte mais sustentável do planeta. Nem preciso falar como nossa sociedade que se atulha mais e mais de automóveis está nos levando a cidades caóticas, poluídas e engarrafadas. Ver o vídeo A Sociedade do Automóvel, exibido durante o evento FEAmbiental (sim, é um assunto em discussão na USP).

Este é o link para o site do filme: http://paginas.terra.com.br/arte/sociedadedoautomovel/
Este, para meu comentário no meu blog sobre o FEAmbiental, com a cópia da programação do evento (alguém por acaso cobriu este evento? Se sim, seria ótimo... Porque eu não consegui participar, devido ao trabalho. Mas os palestrantes na programação do evento ainda podem ser buscados, são acessíveis.): http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/05/fea-ambiental-debates-na-usp-sobre-meio.html

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Outra matéria (ou dupla delas) que me chamou a atenção foi sobre "Quebra de Patente" - "Decisão de Lula estava prevista em tratados" e "Agência USP acelera processo de patentes". Aliás, apesar de falarem sobre o mesmo assunto, acho que a solução gráfica para isso não foi boa. Quem passa os olhos, não percebe que as duas matérias tratam do mesmo assunto. Mas não é esse o ponto. Falta contextualizar com uma tendência oposta a essa idéia de propriedade intelectual. Transcrevo abaixo um texto sobre o módulo 3 da capacitação do Programa Acessa São Paulo, do governo estadual (de inclusão digital). Foi escrito por mim com uma das capacitadoras, a Érica Franco Teixeira.


"Módulo 3 - Produção Colaborativa

O aprimoramento das técnicas e as grandes descobertas humanas só foram possíveis quando os homens conseguiram conviver em grupo. Com a escrita, tornou-se viável transmitir e compartilhar conhecimentos. Até chegarmos hoje às técnicas de reprodução de obras, quando aparece a propriedade intelectual, que dificulta o processo de compartilhar conhecimento.

Buscando evitar essas barreiras, surgiram movimentos de cultura livre, como o de software livre, distribuído gratuitamente e de códigos transparentes. Além de apoiar e estar incluso nesse movimento, o AcessaSP criou a Rede de Projetos, em que monitores ou usuários podem montar projetos nos seus postos colaborativamente, trocando idéias para melhorar suas ações."

Bem, e o que o AcessaSP tem a ver com a USP? A Escola do Futuro da USP, onde trabalho, é quem realiza essas capacitações de monitores desse programa de inclusão social e digital.

E é bom lembrar de que não e só de software livre que vive essa tendência renovadora dos hábitos coletivos de partilha do conhecimento (idéia contra a de patentes). Há diversas licenças regulamentadas que prevêem a liberação de certos direitos. Ver Creative Commons e Wikimedia. E também ver o Stoa, o site de redes sociais da USP (uma espécie de Orkut da USP), desenvolvido pela USP, que já reconhece essas diferentes licenças.

Ver então, por exemplo: http://www.creativecommons.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikimedia
http://www.dominiopublico.gov.br/
http://stoa.usp.br

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Por último, o mais delicado e polêmico (lembrem-se, são provocações, reflexões, não necessariamente críticas):

Senti ojeriza ao ver estampado na seção Retrato do Campus um cadáver, aparentemente de boi ou outro animal. A troco de que se mostra um lugar tão repugnante, um açougue, dentro do Grêmio da Prefeitura do Campus? E se fosse um cachorro ou gato pendurado, qual a diferença? Porque alguns animais são mutilados, massacrados e despelados, além de devorados em nosso dia-a-dia, e outros são adotados como companheiros?

Me parece ser uma reflexão que tem paralelos na divisão de classes sociais entre seres humanos, e também lembrando do tempo da escravidão, em que alguns seres humanos eram realmente considerados "não-humanos". Ou não-merecedores-de-respeito.

É importante ressaltar que, além da questão ética envolvida aqui, também há a ecológica, de sustentabilidade do planeta. Afinal, há uma perda de recursos enorme quando se consome animais, pois eles, por sua vez, consumiram muitos e muitos vegetais. Esses vegetais poderiam ter sido consumidos diretamente por nós humanos, de maneira a nutrir muito mais pessoas, e evitando o desperdício de energia e nutrientes que foram utilizados pelo animal morto; além de evitar também o sofrimento desses animais.

Para mais informações sobre essas implicações, consultar o documentário A Carne é Fraca: http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/03/vdeo-realista-e-vegetariano-carne-fraca.html

Eu sei, parece algo revolucionário e estranho; mas é a realidade. Aliás, também existem vegetarianos na USP. Há uma comunidade no Orkut chamada Veganos e Vegetarianos na USP , com 208 membros. Começo a conhecer aos poucos esse povo. Até começando a montar um "Dia do Bandejão Vegetariano", na primeira quarta-feira de cada mês...

Abraço e bom trabalho,
Maurício Kanno
http://mauricio-kanno.blogspot.com/
(11) 9564-4568/ 3091-6366/9107

Formado na ECA em Jornalismo em 2006,
Trabalhando na Escola do Futuro da USP desde 2005."

Ah, aproveitando, veja atletas vegetarianos: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=545&Itemid=122

Este post é Domínio Público.

Postado por Maurício Kanno

Comentários

  1. Marcos Jose Souza Lima escreveu:

    "sustentabilidade do planeta"

    Acho que fazendo as contas, muito mais carbono é aprisionado comendo-se um boi. Um pedaço de carne no prato só seria equiparado à quilos de salada, sem contar que não digerimos celulose, enquanto que os "verdadeiros vegetarianos" digerem.

     

    Marcos Jose Souza LimaMarcos Jose Souza Lima ‒ quarta, 16 maio 2007, 11:51 -03 # Link |

  2. Marcos Jose Souza Lima escreveu:

    Lembrei de uma coisa que pode complicar muito essas contas: o boi pode aprisionar muito carbono comendo todo aquele pasto, mas também solta muito metano em flátulos Rindo

    Mas acabei caindo nessa maldita dicotomia onde ficam uns querendo converter os outros... Por que os vegetarianos não se satisfazem em comer seus vegetais deixando os outros comerem carne em paz, bem como os que comem carne não se satisfazem (quando confrontados principalmente) com seu churrasco deixando os vegetarianos comerem vegetais em paz?

    Por que um tem que converter o outro para seu próprio estilo? 

    Vou assistir o video e depois comento mais.

     

    Marcos Jose Souza LimaMarcos Jose Souza Lima ‒ quarta, 16 maio 2007, 12:16 -03 # Link |

  3. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    quanto a esse aspecto do meu texto que você comentou - vegetarianismo, vamos ver:

    fazendo que contas? consulte o vídeo A Carne é Fraca, lá tem várias contas feitas (que você pode refutar, se justificar:

     

    como assim, "um pedaço de carne no prato só seria equiparado a quilos de salada"? em termos de quais nutrientes? de todo modo, é um erro dizer que vegetarianos só comem salada, pois existem vários outros tipos de alimentos vegetarianos, como legumes e grãos...

    quanto à celulose, eu pesquisei a seguinte explicação: 

    "Não podemos nos alimentar da celulose como outros animais, por isso existe uma limitação organica que nos impede de sermos vegetarianos."
    Essa frase eu lí a anos atraz num fórum. Foi dita por alguém que se dizia médico... Afff... Naturalmente, levou um pau de outros participantes do fórum, aguns inclusive eram nutricionistas. Mas se fosse só essa pessoa tudo bem... o caso é que vez em quando alguém me vem com essa. O caso é que celulose é açucar (falando de forma mais simples). E pra que eu quero assimilar ainda mais açucar? Nossa cultura alimentar já nos empurra muito mais açucar e sal do que o nosso corpo precisa."

    Encontrei neste blog: http://www.colivre.coop.br/bin/view/Aurium/Vegetarianismo 

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ quarta, 16 maio 2007, 12:22 -03 # Link |

  4. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    bom, marcos, enquanto eu redigia minha resposta para seu comentário, você acabou postando outro...

    sobre as "conversões", penso o seguinte: quando se adquire essa consciência sobre o impacto ambiental causado pela indústria da carne, e quando se também começa a reconhecer os animais como seus iguais, você sente uma certa necessidade em divulgar essas informações. Imagina só, é como se estivesse acontecendo uma chacina em massa de uma população humana ou de cachorros, e você não quisesse denunciar isso. é esse o sentimento. 

    é claro, no dia-a-dia procuro simplesmente ficar na minha, se as pessoas perguntam eu explico meus motivos (assim como o vegetariano amigo meu por quem me inspirei fez, ele nunca ficava propagandeando a torto e a direito, mas pelo seu exemplo despertou minha curiosidade). o que acontece é que, como somos minoria, e a cultura de comer carne é muito mais forte, em geral ficam tirando sarrinho... mas tudo bem. 

    mas o fato é que o stoa é um fórum, e por isso este é o lugar para debater idéias, inclusive as mais polêmicas. fique tranquilo, se você me encontrar por aí, não ficarei tentando te "evangelizar". que nem aqueles cristãos evangélicos chatos que pra qualquer coisa que ocorre na vida é por causa de Deus. 

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ quarta, 16 maio 2007, 12:31 -03 # Link |

  5. Marcos Jose Souza Lima escreveu:

    Acabei de ver o video...

    Agora só falta uma comunidade, daquelas pessoas que conversam com plantas, defender que os pobres vegetais que, ao contrário dos animais, nem podem se mecher para se defender, devem ser defendidos e juntar com a outra comunidade que se alimenta de luz para que todos paremos de comer e, quem sabe, deixemos de viver. Assim a natureza deixará de ter o homem à depredá-la, e poderá então esperar em paz pela expansão do sol.Mostrar a lingua Mostrar a lingua

    A crueldade praticada contra os animais é realmente desnecessária, mas que perdurará enquanto não causar impacto econômico. Dependendo muito de quão mais cara seria a carne de origem "não cruel" (existe uma indústria dessas, acho que para judeus se não me engano) eu escolheria a não cruel... mas não havendo essa opção, mesmo sabendo do processo, continuo fazendo uso dos meus caninos Rindo

     

    Marcos Jose Souza LimaMarcos Jose Souza Lima ‒ quarta, 16 maio 2007, 14:05 -03 # Link |

  6. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    bom... se vc viu o vídeo, e não se interessou, ok... mas eu tb nao tinha interessado a princípio.

    mas lógico, deu pra ver q vc tava brincando nesses seus comentários: "Agora só falta uma comunidade, daquelas pessoas que conversam com plantas, defender que os pobres vegetais que, ao contrário dos animais, nem podem se mecher para se defender, devem ser defendidos e juntar com a outra comunidade que se alimenta de luz para que todos paremos de comer e, quem sabe, deixemos de viver. Assim a natureza deixará de ter o homem à depredá-la, e poderá então esperar em paz pela expansão do sol." 

    Porque, óbvio, as pessoas não se alimentam de luz do Sol, no máximo podemos obter cálcio. E, é lógico, vegetarianos TAMBÉM defendem vegetais. E, nos alimentando de plantas, também os defendemos. Porque a indústria da carne, o consumo de carne, desperdiça muuitos vegetais para poder alimentar os animais que depois irão alimentar os humanos. Percebe porque não existiria tal comunidade, né?

    Quanto ao segundo comentário:

    "A crueldade praticada contra os animais é realmente desnecessária, mas que perdurará enquanto não causar impacto econômico. Dependendo muito de quão mais cara seria a carne de origem "não cruel" (existe uma indústria dessas, acho que para judeus se não me engano) eu escolheria a não cruel... mas não havendo essa opção, mesmo sabendo do processo, continuo fazendo uso dos meus caninos."

    Bem, é claro, para muitas coisas, não "parece ter um impacto econômico". Mas só a curto prazo, porque a longo... Simplesmente não vai ter mais nada. E depende também da consciência das pessoas em respeito a outras formas de vida. O problema é que os humanos são muito auto-centrados e pensam demais no presente. Dependemos de pessoas que tenham essa consciência para colaborar para acabar ou, ao menos diminuir, esse processo.

    Não tenho como criticar ninguém por isso, até porque eu também sempre comi carne o tempo todo... Mas não tinha consciência do processo. Bom, manda ver... Quem sabe você pesquise mais  sobre o assunto e acabe se interessando, quem sabe não... Sei lá. De todo modo, prazer em conhecer.

    Só sei que eu não consigo mais comer carne, conhecendo a história daquilo e de todo seu contexto.

    Abração,

    Maurício

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ quarta, 16 maio 2007, 15:32 -03 # Link |

  7. escreveu:

    O correto  é viver na luz,não se alimentar de luz.

    Isso é piada para boi dormir.

     

    default user icon ‒ terça, 06 novembro 2007, 13:16 -02 # Link |

  8. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    se vc nao sabe, o ser humano precisa de sol pra produzir vitamina D e cálcio...

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ terça, 06 novembro 2007, 13:45 -02 # Link |

  9. marcot. escreveu:

    Muito legal a iniciativa de reciclar em um momento de descontração! Conheci em Minas Gerais durante um evento no Expominas um trabalho desenvolvido em que todo lixo produzido durante a feira era tratado e separado os orgânicos dos recicláveis e era feito o descarte de maneira ambientalmente correta. Mas não é sempre assim, pra esses eventos são contratadas empresas de limpeza que alugam grandes caçambas e durante o evento vão descartando o lixo sem nenhuma preocupação, assim que ficam cheias essas caçambas são levadas para aterros sanitários (um absurdo) perde-se uma grande oportunidade de reduzir o impacto ambiental.

    Neste evento que participei em que o lixo era reciclado conversei com o coordenador da limpeza e ele disse que era uma iniciativa de sua empresa e uma política que já vinha sendo adotada, mas que faltava por parte dos organizadores de eventos se conscientizarem, uma vez que não são todas as empresas de limpeza que tem esta capacidade e por se tratar de concorrência para contratarem as empresas.

    A limpeza sustentável era executada pela empresa Conceito www.conceito-mg.com.br que segundo seu coordenador tem em sua equipe além dos agentes de limpeza treinados, tem também técnicos em gestão ambiental que dão todo suporte e direção no andar da limpeza.

    Muito bom esta iniciativa eu gostei

    Túlio

    BH - Minas Gerais

    default user iconmarcot. ‒ segunda, 18 maio 2009, 17:47 -03 # Link |

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