(esqueceu?)

www.flickr.com
Este é um módulo do Flickr que mostra as fotos públicas de Mauricio Kanno. Faça o seu próprio módulo aqui.

Stoa :: Maurício Kanno :: Blog :: Maurício Kanno tem data para se tornar vegano! Refletindo sobre respeito, paz e cultura...

março 09, 2008

default user icon
Postado por Maurício Kanno

Depois de 1 ano bastante esclarecedor, o mais pacífico de toda minha vida, sem me alimentar da morte de outros animais sensíveis...

resolvi marcar a data para me tornar vegano: segundo domingo de abril.

a partir desse dia, nao vou consumir mais nada de origem animal, como leite de vaca ou de outros animais, incluindo seus derivados, como queijo, iogurtes e chocolate com leite, mel, etc....

eu já estava até me sentindo mal por consumir essas coisas, com um peso na consciência; além de já sentir na minha boca uma coisa meio pastosa desagradável...

mas vou chegar lá gradualmente: a partir de hoje já vou consumir apenas 3 dias por semana derivados. passando por 2 dias, e 1 dias por semana. ao menos ovo já não consumo há cerca de um mês e pouco.

==================

me dei conta de que nao dá pra falar em direitos animais, em animais com direito a nao ser simples objetos, reles propriedades, assim como foram os negros escravos há tempos atrás, sem ser vegano. é claro que isso exige força de vontade para vencer o costume arraigado e capitalista nesta nossa sociedade... que, por meio de uma coisa chamada "cultura", nos faz esquecer do desrespeito a tantos...

nao só animais não humanos são desrespeitados com este nosso olhar para o próprio umbigo. mas também vários outros humanos, pobres, miseráveis, discriminados, rejeitados...

a consciência de libertação animal inclui a da libertação humana. claro, já que os humanos são uma espécie animal. quando as pessoas passam a reconhecer o preconceito orgulhoso de nao respeitar um animal só porque ele nao é da mesma espécie que a sua, de se importar com seu sofrimento e seus interesses, muito mais fácil acaba sendo reconhecer a necessidade de respeito aos da mesma espécie.

mas por que então se preocupar com os outros animais? porque eles passam pela pior falta de respeito que um ser consciente hoje em dia passa.

================

saiba mais:

http://www.direitosanimais.org/conteudo/a-pratica-dos-direitos-animais

http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo

http://www.institutoninarosa.org.br/ali_veganismo.html

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Maurício Kanno | 1 usuário votou. 1 voto

Comentários

  1. Francisco M Neto escreveu:

    Bom... a decisão é toda sua. It's your loss.

    default user iconFrancisco M Neto ‒ domingo, 09 março 2008, 11:54 BRT # Link |

  2. Vitor Eiji Justus Sakaguti escreveu:

    Que mal lhe pergunte, o que é que o capitalismo tem a ver com isso?

    Vitor Eiji Justus SakagutiVitor Eiji Justus Sakaguti ‒ domingo, 09 março 2008, 13:13 BRT # Link |

  3. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Para Francisco e Vitor: 

    Oi, Francisco! É uma decisão mesmo difícil de se tomar, como falei, pois contraria toda uma cultura arraigada, hábitos muito fortes em nosso dia-a-dia. Quanto ao seu comentário, minha resposta será um trecho do site do Instituto Nina Rosa (com adaptações), cujo link está acima:

    Muitas pessoas vêm o veganismo simplesmente como uma dieta restritiva, uma lista de produtos e ingredientes a serem evitados, mas na verdade, isso é apenas parte da filosofia de vida positiva e de compaixão. O veganismo é um caminho para deixar de ser cúmplice das crueldades inerentes à criação animal. Cada um de nós pode fazer escolhas por um mundo melhor a cada dia.

    Há quem ache um direito natural do ser humano submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou credo religioso.

    Foi preciso que grupos abolicionistas e humanitaristas trabalhassem (mesmo sendo ridicularizados e discriminados - no início), para que se enxergasse o absurdo na forma como se tratavam outros seres humanos (mulheres e negros escravos). A mudança de consciência já está acontecendo e cada vez mais humanos auxiliados por um novo tipo de abolicionistas – que falam por seres que não podem falar por si – saberão que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida digna.

     E do DireitosAnimais.org, também com link acima:

    Ser vegano(a) significa respeitar os animais, isto é, buscar não incentivar sua escravidão. Pouco importa se você gosta ou deixa de gostar de animais não-humanos. O mínimo que lhes devemos (assim como aos humanos) não é o nosso amor, mas o nosso respeito.

    Veganismo não tem nada a ver com santidade ou pureza, apenas com ética e respeito. E não é apenas a única maneira de levarmos os animais a sério, é também a única maneira de levarmos nossos próprios princípios morais a sério.

     ===================================

    Oi, Vítor, para responder a respeito do capitalismo, passo um trecho de um artigo do geógrafo Dennis Zagha Bluwol, disponível em http://www.guiavegano.com/ecologia/reflexoes4.htm :

    Toda a natureza é explorada do modo como é hoje por um certo objetivo: a acumulação de capital, que é o objetivo do capitalismo.

    O que é uma vaca para um burguês? É uma máquina onde se coloca grãos e cereais baratos e abundantes (que poderiam alimentar um enorme número de pessoas a baixos custos) e se retira, ao final do processo (que é cada vez menor dado ao uso de hormônios e antibióticos), carne com um valor comercial bem maior do que o dos grãos e cereais, que será vendida para uma parcela da população mundial que possui dinheiro para isto e está disposta a trocá-lo por este pequeno e injustificável prazer degustativo momentâneo.

    A vaca, a galinha, os porcos, enfim, todos os animais são apenas matéria-prima para indústrias altamente lucrativas para seus donos.

    Grande abraço! Piscar

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ domingo, 09 março 2008, 15:46 BRT # Link |

  4. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Mais um trecho interessante para o Vitor, do fim do artigo sobre capitalismo e veganismo (a despeito do tom um tanto forte que discordo, em palavras como "carrascos" e "execráveis armas", mas vale como reflexão):

    Temos então o Capitalismo, com seu conceito alienante de natureza, explorando a tudo e a todos em nome da acumulação de capital. A exploração de animais não humanos é um destes tipos de exploração. Como qualquer tipo de exploração, principalmente de seres sensíveis, é injustificável e imoral, assim como a exploração do ser humano transformado em força de trabalho nas mãos destes mesmos carrascos.

    Libertar os animais desta terrível situação só pode ocorrer simultaneamente à libertação do homem desta mesma situação exploratória, assim como a libertação de todo o planeta. Uma das mudanças essenciais para se chegar a isto é alterarmos o que consideramos ser nossa natureza e nos vermos novamente integrados ao resto do mundo, agindo em prol do bem comum e da melhoria da qualidade de vida de todos.

    A burguesia, com o auxílio de uma de suas mais execráveis armas, o marketing, embute nas pessoas cada vez mais necessidades superficiais que se tornam centrais na vida de um número altíssimo de pessoas, mesmo naqueles que não podem pagar por elas, mas que não por isso não possuirão o desejo de um dia possuir algo daquilo que o protagonista acéfalo da novela adquiriu, ou do que o comercial que associa mulheres semi-nuas e juventude desmiolada ao sucesso e bem estar nada sutilmente lhe ordena comprar. Tais necessidades fazem a produção de mercadorias crescer vertiginosamente e continuamente, a acumulação de capital ser cada vez maior e, portanto, a exploração da natureza alcançar patamares cada vez mais insustentáveis: mais exploração de matéria-prima, de trabalhadores ou de animais usados como ingredientes ou como cobaias em inúmeros e sofridos testes em seus organismos a cada novo ingrediente ou fórmula desenvolvida. Cada novo produto lançado é uma nova facada contra nós mesmos. É um atentado contra a natureza.

    Ai das indústrias se as pessoas tivessem o discernimento de que elas são também natureza e de que não podem ser vistas como matéria-prima. Sim, as pessoas são vistas no mesmo nível de importância que um pedaço de bauxita pelos burgueses. Apenas têm nomes diferentes no processo exploratório: um é matéria-prima, o outro é força-de-trabalho. A única diferença é que este último precisa comer, e portanto precisa de seu ínfimo salário, não que isso seja um grande problema, já que o salário é uma pequenina parte valor do que essa força-de-trabalho cria com aquela matéria-prima. O resto é lucro. E se há lucro, é com a natureza que o burguês vai se preocupar? Que se explore mineral, vegetal, animal não humano ou animal humano. É assim que o modo de produção que estamos inclusos opera.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ domingo, 09 março 2008, 16:15 BRT # Link |

  5. Tom escreveu:

    Pessoal, apenas uma ressalva. Vamos respeitar as religiões dos outros, pois mais falaciosas que elas possam parecer. A Luciana destacou aqui no Stoa um bom exemplo sobre intolerância religiosa, recentemente.

    Fico me perguntando. Se tivermos pregadores de algum outro tipo de religião, seita, ritual crença aqui no Stoa, será que isso seria algo ruim para o site como um todo? Afinal, o Stoa é um espaço para as idéias das pessoas que compõe a USP. Por mais bizarras que algumas idéias possam parecer, devemos nos incomodar com elas, ao ponto de considerar todo o site como ruim? Se nos incomodamos, tomara que elas sejam dialogadas (quando vale a pena, claro).

    default user iconTom ‒ domingo, 09 março 2008, 16:33 BRT # Link |

  6. Walrus escreveu:

    E o que este post tem a ver com religião?

    default user iconWalrus ‒ domingo, 09 março 2008, 20:11 BRT # Link |

  7. Tom escreveu:

    Pelo que leio de muitos vegetarianos, as motivações para não comerem carne é simplesmente uma questão de fé. Na minha opinião, o Maurício é um exemplo. Qual a diferença com uma crença religiosa qualquer? (por favor, não entendam que estou menosprezando as crenças de outras pessoas)

    default user iconTom ‒ domingo, 09 março 2008, 20:29 BRT # Link |

  8. Walrus escreveu:

    Bom, pelo que eu leio dos posts do Maurício é baseado em um sistema moral/ético. Se você quer dizer que argumentos baseados em alguma moral/ética são necessariamente religiosos, então todo ser humano possui alguma religião... Mas se você aderir à definições usuais do que significa religião (dicionário, britannica, wikipedia, etc.) verá que é uma conclusão falaciosa de sua parte.

    default user iconWalrus ‒ domingo, 09 março 2008, 20:36 BRT # Link |

  9. Walrus escreveu:

    (Por quê quase sempre que eu discuto com o Everton no Stoa eu lembro disso?)

    default user iconWalrus ‒ domingo, 09 março 2008, 20:41 BRT # Link |

  10. Walrus escreveu:

    Ah sim, como usual nas tirinhas do Xkcd vale a pena ler o alt da imagem, deixando o curso sobre ela por dois segundos.

    default user iconWalrus ‒ domingo, 09 março 2008, 20:43 BRT # Link |

  11. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    A Religião pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.

    Eu e outros vegetarianos éticos (quando não forem religiosos de fato falando sobre sua religião, como hare krishna, adventistas do sétimo dia, etc.) falamos algo sobre o sobrenatural? Não. Falamos apenas do concreto, visível, material. Sem dogmas e rituais. Apresento-lhes então...

    A ética (palavra originada do grego ethos, através do latim ethica) é um campo de reflexões filosóficas que busca conhecer as relações entre os seres humanos e seu modo de ser e pensar. (...) a ética é o indicativo do que é mais justo ou menos injusto diante de possíveis escolhas que afetam terceiros. (...) O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”.

    Ou seja, vem da Filosofia:

    Filosofia (do grego Φιλοσοφία: philos - amor, amizade + sophia - sabedoria) modernamente é uma disciplina, ou uma área de estudos, que envolve a investigação, análise, discussão, formação e reflexão de idéias (ou visões de mundo) em uma situação geral, abstrata ou fundamental. (...) Assim a partir da inquietação, o homem através de instrumentos e procedimentos equaciona o campo das hipóteses e exercita a razão. São organizados os padrões de pensamentos que formulam as diversas teorias agregadas ao conhecimento humano.

    Que trabalha com a Lógica:

    A lógica é uma ciência de índole matemática e fortemente ligada à Filosofia. Já que o pensamento é a manifestação do conhecimento, e que o conhecimento busca a verdade, é preciso estabelecer algumas regras para que essa meta possa ser atingida. Assim, a lógica é o ramo da filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar correcto, sendo, portanto, um instrumento do pensar. A aprendizagem da lógica não constitui um fim em si. Ela só tem sentido enquanto meio de garantir que nosso pensamento proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos verdadeiros. Podemos, então, dizer que a lógica trata dos argumentos, isto é, das conclusões a que chegamos através da apresentação de evidências que a sustentam.

    Há filósofos éticos consagrados no mundo trabalhando esta corrente filosófica, apoiada também em conhecimentos de outras ciências, como da

    Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos", que significa casa, e "logos", estudo, reflexão. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. Foi o cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, quem primeiro usou este termo para designar a parte da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, além da distribuição e abundância dos seres vivos no planeta.

    e de Nutrição:

    Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

    É possível ver uma amostra destes pesquisadores neste link do Grupo de Estudos de Direitos Animais que montei com outros interessados, inclusive professores: http://groups.google.com/group/geda-sp/web/apresentao-grupo-de-e

    =================================

    Apesar disso, Tom jamais discute, provavelmente nem lê com atenção os argumentos. Apenas condena. Manifestando de maneira inequívoca seu...

    Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas ou lugares diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.

    Particularmente:

    O especismo é uma discriminação muito arraigada culturalmente e não tão reconhecida socialmente. Baseia-se na diferença de espécie. De modo similar ao sexismo ou ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero feito de se pertencer a uma determinada espécie. De acordo com a igual consideração de interesses [1], qualquer que seja a espécie, os interesses semelhantes devem ser respeitados. Inferir dor num animal sem se preocupar com isso, é ignorar o princípio básico da igualdade, que parte da premissa da igual consideração de interesses.

    Demonstrando por fim, neste assunto:

    Irracionalidade é a antítese da racionalidade;da razão;do racíocinio; é usado para designar uma ação desprovida de raciocínio e,também o conhecimento desprovido de qualquer racionalismo analitico-indutivo (...)

    Aliado ao

    O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antônimo de altruísmo.

    O que é algo comum e aceitável socialmente neste assunto, claro. Assim como se vivêssemos no século XVIII ou XIX seria comum e aceitável se defender a escravidão de negros, apoiado "racionalmente". E se poderia dizer que abolicionistas de negros são "religiosos". Caso eu esteja incorreto, por favor, discuta e argumente de maneira decente, por favor, sem fugas ou ofensas.

    Sugiro também que leia um livro como do Tom Regan (disponível na biblioteca da Psico-USP) ou algum artigo do Gary Francione ( http://www.gato-negro.org/content/blogsection/7/48/ ) e a biografia destes pesquisadores para identificar os seus vários aspectos "religiosos" e "irracionais".  

    Tom Regan (nascido em 28 de Novembro de 1938 em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos) é Professor Emérito de Filosofia da Universidade da Carolina do Norte. Ativista dos direitos dos animais, publicou, entre outros The Case for Animal Rights e Animal Rights and Human Obligations (organizado juntamente com Peter Singer). Jaulas Vazias é seu primeiro livro publicado no Brasil.

    Gary Lawrence Francione (1954) é Distinto Professor de Direito de Lei e Filosofia da faculdade estatual de New Jersey. Seu trabalho acadêmico é conhecido pela teoria abolicionista de Direitos Animais.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ segunda, 10 março 2008, 03:19 BRT # Link |

  12. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pax = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações, e dentro delas, é o objectivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.

    No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida. A paz é mundialmente representada pelo pombo e Pela bandeira branca

    Ah, claro. Faltou este verbete da Wiki pra ilustrar outra coisa que o Tom parece ir contra em seus pressupostos... Piscar Mas este me parece um princípio fundamental para uma sociedade melhor. (Desculpem pelo exagero de reproduções da Wiki, foi apenas um recurso ilustrativo.)

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ segunda, 10 março 2008, 03:31 BRT # Link |

  13. Andréa escreveu:

    Parabéns, Maurício! Você vai ver que é bem fácil em termos nutricionais e divertido descobrir comidinhas gostosas sem carne, leite e ovos. Difícil vai ser lidar com a ignorância das pessoas e ter que responder as perguntas idiotas, hehe. Não desista. Boa sorte, querido! Um dia, num futuro não muito distante, espero, não seremos mais minoria.  Beijão.

    default user iconAndréa ‒ segunda, 10 março 2008, 09:09 BRT # Link |

  14. Fernanda (www.fernandafranca.com) escreveu:

    Maurício, você é muito educado e inteligente. Força, garoto, te dou o maior apoio (embora ainda não seja vegetariana, apenas parei de consumir carne vermelha há alguns meses). O que importa é que te entendo (e mesmo que não entendesse, te respeitaria). Conheci teu blog pelo da Andréa.

    Beijos,

    Fernanda.

    www.fernandafranca.com

    default user iconFernanda (www.fernandafranca.com) ‒ segunda, 10 março 2008, 10:18 BRT # Link |

  15. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Obrigado, Fernanda e Andréa. Mas talvez eu não tenha sido educado o suficiente, porém um pouco sarcástico. Mas também, caramba, só porque o cara não consegue compreender certos argumentos, dizer que é uma religião... É muito pra minha cabeça, ainda mais vindo de um universitário de uma universidade conceituada.

    Parece que o cara não consegue reparar que também segue uma corrente filosófica, no caso o Antropocentrismo radical. 

    O antropocentrismo (do grego άνθρωπος, anthropos, "humano"; e κέντρον, kentron, "centro") é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.

    Simplesmente estamos mostrando que esta corrente filosófica tradicional está sendo duramente questionada, de maneira bem fundamentada, e isso implicando na mudança de condutas. Isto se trata de idéias sérias e fundamentadas, Tom, e você dizer que é religião é semelhante a alguém chamar sua querida Física de religião. Apesar de Física ser uma das tais ciências duras, quantificáveis, etc., Ética também deve ter fundamentações lógicas e seguir princípios científicos, como todas as ciências humanas e as demais. E as ciências humanas são as mais desafiadoras, já que estão no nosso dia-a-dia; todas as pessoas seguem uma Ética, apenas algumas vezes não parecem saber fundamentá-la, como você, apenas seguir com preconceitos.

    Ninguém pode dizer que é o dono da verdade, e que está certo ou errado, mas meu objetivo é mostrar os princípios pelos quais se pode justificar certas condutas diferentes das tradicionais, inovando um plano de conhecimentos e ações humanas. Isso se chama pensamento de esquerda (inovador, que deseja mudanças sociais, mais justas), ao contrário de pensamento de direita (conservador, que busca manter privilegiados).

    Caso não queira participar do debate e continuar em seu Antropocentrismo radical, fique à vontade. Divulgo idéias para quem quer conhecer e interagir de maneira civilizada. Só não me venha chamar um movimento social e acadêmico de religião. Sou agnóstico e não gosto nem um pouco disso; inclusive com muitos amigos ateus neste meio também.

    Logo, logo, você vai passar a chamar o comunismo, anarquismo e movimento do software livre de religião também, só por serem libertários. Aliás, o movimento do software livre você não chamaria de religião, claro, porque você está nele.

    Olha, quer um exemplo de argumentações bem interessantes e fundamentadas? O bacharel em Direito e tradutor Cláudio Godoy se dedicou um tanto a escrever lá no post do Greif, inclusive respondendo dúvidas do Oda. Se interessar dê uma estudada (os comentários estão nas partes finais do post):

    http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/11677.html.1

    http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/11677.html.2 

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ segunda, 10 março 2008, 13:34 BRT # Link |

  16. Francisco M Neto escreveu:

    Sem querer ser polêmico, mas já sendo, antes de mais nada quero dizer que acho o veganismo uma idiotice. Não quero e não vou discutir meus motivos aqui, porque apesar de tudo acho que todos têm direito a ter uma opinião e a guiar a própria vida do jeito que acha melhor.

    Mas o que eu sou incapaz de aceitar é que pessoas que pregam o "respeito" e a "ética" esfreguem isso na cara de quem não é vegetariano. Como se quem não come carne fosse melhor que os outros.  Esta mesma discussão está cheia de exemplos disso. Em particular, Maurício, o seu tom presunçoso e condescendente. 

    Além disso, comparar os movimentos abolicionistas do passado com os movimentos de direitos animais de hoje é sinal de ignorância e desrespeito histórico. Os movimentos abolicionistas faziam sentido antes de mais nada porque se tratava de seres humanos lidando com seres humanos - seres da mesma espécie escravizando uns aos outros. Eu posso não gostar muito de biologia, mas eu acho que tem uma certa falácia em dizer que os movimentos de direitos animais hoje em dia são equivalentes ao abolicionismo.

    Além disso, ficar citando a Wikipédia não ajuda. Não digo que ela não seja válida. Mas a susceptibilidade dela a alterações a desclassifica como critério de decisão. As outras fontes citadas são ainda piores, porque são ridiculamente parciais. 

    Seguir esse caminho não ajuda. Sob um ponto de vista puramente científico, não há razões para não se consumir proteína animal - muito pelo contrário. Evolutivamente, o ser humano cresceu se alimentando de plantas e de animais. O organismo tem necessidades que só são supridas por proteína animal. Negar isso é negar a própria evolução. 

    E, antes que alguém venha com a bobagem de que "veganismo é o próximo passo evolutivo", queria dizer que isso não cola. Esse reducionismo alimentar não ajuda em nada, e só leva a uma espiral extremamente perigosa. Qual seria o próximo passo? Comer só frutas que caem sozinhas do pé? 

    default user iconFrancisco M Neto ‒ segunda, 10 março 2008, 14:56 BRT # Link |

  17. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Ok, caro Francisco.

    Desculpe se pareci "presunçoso", não é o objetivo. De fato, como disse acima, posso ter cometido excessos desta vez, pois o que Tom disse chamando o movimento de religião foi demais. Apesar de que sua outra palavra, Francisco, "condescendente" (ou "transigente", "tolerante", "que cede") parece ser o oposto do que critica. Então sua crítica parece contraditória. Mas eu jamais chamei algo de idiotice, como você fez. É curioso, a todo momento aqui no Stoa as pessoas me dirigem ou àquilo com que trabalho palavras ofensivas.

    Agora, Francisco, seu discurso deslegitimando o movimento dos direitos animais apenas porque não se refere a seres humanos é apenas sinal de especismo/antropocentrismo radical, como usual. Você não discute o ponto central: o motivo de não se incluírem os outros animais sencientes/conscientes na comunidade moral a se respeitar. 

    ====================== 

    Minhas citações à Wikipédia foram apenas ilustrativas, como falei antes, acessórias para dar um pano de fundo aos conceitos que usei; para isso, definições gerais seriam suficientes. Eu poderia simplesmente não ter feito referências à ela. A única definição de fato essencial na resposta ao Tom foi a primeira, sobre religião. Tomarei uma do dicionário Aurélio, se não gosta da Wikipédia: "sf. 1- Crença na existência de força ou forças sobrenaturais. 2- Manifestação de tal crença pela doutrina e rituais próprios. 3- Devoção (2)".

    O que você chama de "fontes parciais" são estudiosos, pesquisadores, que decidiram que uma idéia é mais adequada e assim a defendem em seu texto. Deslegitimar algo apenas por não ser neutro e não chegar a lugar algum não é válido. Seria como você dizer que qualquer pessoa que defendesse uma idéia qualquer não pode ser considerada. Além disso, tem que ver os argumentos, não as pessoas. Isso é falácia Argumentum ad hominem (Ataque ao argumentador). 

    ====================== 

    Agora, quanto ao que você chama alega de ponto de vista puramente científico, é falta de conhecimento mesmo, que eu também tinha, isso não posso transigir. Pesquise mais, por favor. Até mesmo uma nutricionista de um posto público em que fui para fazer uma consulta, não vegetariana e que não concorda com o vegetarianismo, afirmou que todas as proteínas necessárias são tranquilamente supridas por vegetais. E que não há qualquer carência nutricional em uma alimentação vegetariana, apenas em uma vegana, que seria a vitamina B12, a ser complementada. E você acha mesmo que eu seria louco de adotar uma nova dieta sem bastante estudo anterior? Eu sempre fui tão cético como você, exijo provas e combato charlatães.

    ======================

    Por último, Francisco, seu argumento clássico de "espiral" foi denominado pelo filósofo doutorado em Cambridge e na PUC/RS Carlos Naconecy, em seu livro "Ética & Animais - Um guia de argumentação filosófica", de "O Argumento da Expansão". Ou seja: "Se tivermos que respeitar animais, então teremos de respeitar igualmente qualquer coisa na natureza - fungos e alfaces, gramados e montanhas, e tudo o mais. Isso tornaria a vida humana impossível."

    Não tenho como aqui reproduzir a argumentação de Naconecy, é um capítulo inteiro. Mas ninguém vai falar aqui em respeito a "quem" não tem psicologia, consciência e sistema nervoso, como pedras, montanhas e plantas. Apenas a quem de fato sinta dor, tenha consciência, os animais em geral. Como o professor Naconecy diz: "Uma cenoura não grita quando é arrancada do solo. (...) Animais fogem e lutam para não serem presos e para não serem mortos. Plantas e montanhas não. E isso faz uma grande diferença em termos morais."

    Grande abraço e desculpe qualquer mal-entendido e/ou mal-tratamento. Espero que possamos bater um papo pessoalmente um dia destes, texto puro é muito chato.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ segunda, 10 março 2008, 16:45 BRT # Link |

  18. Francisco M Neto escreveu:

    Antes de mais nada, releia o que escrevi. Não procurei deslegitimar os movimentos pelos direitos animais. Só disse que não aceito a comparação deles com os movimentos abolicionistas. Por favor, não insulte minha inteligência entortando meus argumentos.

    Quanto a citações, você poderia citar o que quisesse, até mesmo o Guia do Mochileiro das Galáxias. Meu comentário a respeito de citações da Wikipedia continua valendo.

    E "fontes parciais" são exatamente o que você usou: sejam estudiosos, pesquisadores ou catadores de lixo, eles assumiram uma posição e por isso não têm um ponto de vista neutro sobre a questão: não existe discussão se todo mundo tem opiniões parecidas.

    Perdoe-me por não acreditar na palavra de uma nutricionista de um posto público. Isso simplesmente não é suficiente.

    Quanto ao meu argumento "clássico", bom, não sei se ele realmente é. Mas pensei nele sozinho, e pouco me importa se existem 42 teses de doutorado em filosofia dizendo que ela não é correta, porque a filosofia é dúbia. Argumentos filosóficos podem ser usados para defender qualquer ponto de vista.

    Finalmente, e não sei como poderia salientar isso o suficiente, pouco me importam os motivos pelos quais você resolveu virar vegano. Não me interessa. Como eu disse da primeira vez, a escolha é toda sua. Não me meti nesta discussão para te dissuadir, nem para argumentar contra o veganismo. Cada um tem o direito de cuidar da própria vida, e os critérios que as pessoas usam para tomar decisões em suas vidas pessoais não são da minha conta - assim como os meus critérios não são da conta de ninguém. Me meti nessa discussão porque não considero os argumentos veganistas em geral válidos, porque nunca vi comprovações a respeito de nenhum deles.

    default user iconFrancisco M Neto ‒ segunda, 10 março 2008, 20:04 BRT # Link |

  19. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Olá, prezado Francisco.

    1) Você continua sem responder o motivo de não se incluírem os outros animais sencientes/conscientes na comunidade moral a se respeitar. 

    2) A Wikipédia não está em discussão para mim aqui neste tópico, como disse ela jamais foi essencial neste post e suas informações essenciais que usei também encontrei no dicionário Aurélio. Depois a discutamos.

    3) Quer dizer que pelo simples fato de uma pessoa ter chegado a uma conclusão, ela perde toda a credibilidade, apesar de todo o estudo realizado? Quer dizer que precisamos ficar sempre em cima do muro?

    4) É claro que apenas a opinião de uma nutricionista de um posto público não é suficiente. Foi apenas uma que consultei pessoalmente. Antes de eu me tornar vegetariano, consultei informações de especialistas em nutrição vegetariana, como o médico nutrólogo Eric Slywitch, os nutricionistas George Guimarães e Madalena van Zeller Muñoz (membro da American Dietetic Association). Mesma informação passa a conceituadíssima professora titular de Nutrição da Esalq-USP Jocelem Salgado, nesta reportagem no site Espaço Aberto da USP: http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2008/espaco87jan/p .

    Todos eles dizem que ser vegetariano traz diversos benefícios à saúde, apesar da necessidade de alguns cuidados, e que para ser vegano apenas exige-se suplemento da vitamina B12.

    5) É claro que não importa o número de pessoas ou cientistas que afirmam alguma coisa que vai dizer se algo está ou não correto ou válido. Acho que há uma frase (talvez mítica) do Galileu a este respeito. Cabe a você analisar o argumento para verificar sua procedência. Vou à USP amanhã e também talvez sexta-feira, caso queira posso lhe levar o capítulo para sua análise. 

    6) Bem, parto do pressuposto de que pelo menos minimamente interessado na discussão você está, já que comentou meu post. Senão eu também não me daria ao trabalho de respondê-lo.

    Também parto do pressuposto de que cada um tem o direito de cuidar da própria vida. Com a ressalva de ações que afetem terceiros. Mas a questão é: que "outros" estão sendo considerados?

    Grande abraço.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ terça, 11 março 2008, 15:20 BRT # Link |

  20. Francisco M Neto escreveu:

    Caro Maurício,

    você se recusa a entender o sentido do que eu escrevo, então nem adianta eu falar nada. Eu não "respondi" o motivo de não se incluir os animais yada yada yada porque não é esse meu ponto. Não sei mais como deixar isso claro o suficiente.

    A validade da Wikipédia não está em discussão. E nem é algo que me interessa discutir.

    Não me importo com o fato de uma pessoa chegar a uma conclusão. Mas ao assumir um ponto de vista e ao defendê-lo, não é mais possível ter neutralidade ao analisar o assunto. Discutir != analisar. Se você quer ser levado a sério, você deve se manter neutro. Isso é uma postura científica. Quanto ao link que você passou, reproduzo outro trecho, segundo a conceituadérrima Maritsa Carla de Bortoli, doutoranda em Ciências dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas:

    Os adeptos da dieta vegetariana, seja ela qual for, devem tomar alguns cuidados. Isso porque, de acordo com Maritsa Carla de Bortoli, doutoranda em Ciências dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas, "as dietas vegetarianas restritivas ou mal balanceadas podem levar a deficiências nutricionais, particularmente em situações de grande demanda metabólica como na infância, gestação, lactação ou doenças".

    Em outras palavras, deixar de absorver certos nutrientes pode causar prejuízos à saúde.

    E, pessoalmente, tenho como critério que se você precisa de um complemento alimentar porque a sua dieta não contém todos os nutrientes necessários, então a sua dieta é, no mínimo, insuficiente.

    Seria interessante, também, prestar atenção no que se lê. O que é dito nessa reportagem, por toda essa gente importante, é que

    O consumo de vegetais pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, Alzheimer, câncer, entre outras. Verduras escuras, soja, frutas em geral, tomate, estão entre os alimentos mais benéficos. Os nutricionistas recomendam que, sejam vegetarianas ou não, as pessoas comam vegetais abundantemente.

    O negrito é meu, só pra esclarecer. Tenho certeza que essa minúscula observação escapou-lhe ao olhar.

    Finalmente, eu estou minimamente interessado, sim. Mas, até agora, o interesse não foi justificado, porque ainda não vi argumento realmente contundente a favor do veganismo/vegetarianismo.

    default user iconFrancisco M Neto ‒ terça, 11 março 2008, 16:00 BRT # Link |

  21. Vitor Eiji Justus Sakaguti escreveu:

    Alguns pontos:

    Definição da Wikipédia, do Aurélio ou de qualquer enciclopédia ou dicionário não são suficientes para se ter bem delimitado o conceito "religião". Convido os participantes dessa discussão a encontrar uma fonte séria com extensa análise e argumentação sobre o assunto.

    Ainda sobre religião, a revolta e indignação do Maurício deixaram implícito que ele considera religião algo indigno de respeito, o que pode ser ofensivo a quem crê e segue alguma.

    Espero que se a discussão continue, não se fale mais na Wikipédia, nem se a cite.

     Isso se chama pensamento de esquerda (inovador, que deseja mudanças sociais, mais justas), ao contrário de pensamento de direita (conservador, que busca manter privilegiados).

    Maurício, você pode dizer de onde tirou essas definições? Não que eu queria começar uma discussão de política aqui, mas acho que essa questão não é tão simples.

    Francisco, geralmente quem é vegetariano o é por alguma razão. Alguns vegetarianos tem como base princípios morais e éticos, como é o caso do Maurício e também o meu. Perceba que se nos damos ao trabalho de mudar a nossa dieta por causa desses princípios, então é razoável assumir que temos firme convicção de que esses princípios estão corretos, seja por que estudamos exaustivamente o assunto ou por simples crença. Note agora que é uma questão de consistência acharmos que nós, que seguimos esses princípios, somos em algum aspecto superiores a quem não os segue. Por favor note a ressalva ("em algum aspecto"), não estou dizendo que por sermos vegetarianos somos integralmente superiores a quem não é.

    Sob um ponto de vista puramente científico, não há razões para não se consumir proteína animal - muito pelo contrário. Evolutivamente, o ser humano cresceu se alimentando de plantas e de animais. O organismo tem necessidades que só são supridas por proteína animal. Negar isso é negar a própria evolução.

    Com o mesmo argumento é possível afirmar que o melhor para os seres humanos é comer carne humana.

     Sobre o papel do capitalismo na exploração dos animais eu vou comentar mais tarde.

    Vitor Eiji Justus SakagutiVitor Eiji Justus Sakaguti ‒ quarta, 12 março 2008, 16:44 BRT # Link |

  22. escreveu:

    Maurício, dou a maior força pela resolução. Conheço muitos que fizeram o mesmo, inclusive eu. Só não cheguei ao ponto - ainda - dos "derivados", como leito, ovos, etc.

    Declev

    http://diariodoprofessor.com

    default user icon ‒ quarta, 12 março 2008, 18:33 BRT # Link |

  23. Francisco M Neto escreveu:

    Prezado Cláudio Godoy.

    Você certamente não sabe ler direito, ou tem algum problema. Quem comparou veganismo com religião foi o Tom.

    Além disso, considerei esta discussão terminada antes mesmo do post do Vitor. Considero o seu texto verborrágico, mal-escrito e no geral muito desagradável de ler, porque você obviamente não é familiar com o conceito de parágrafo. Tudo isso faz dele uma leitura totalmente desnecessária e ignorável. 

    default user iconFrancisco M Neto ‒ quarta, 12 março 2008, 22:52 BRT # Link |

  24. Cláudio Godoy escreveu:

    Prezado Francisco,

     

    Você tem razão: confundi você com o Tom. Errar é humano. Desculpe a confusão, mas mesmo assim o argumento ainda continua de pé. O veganismo definitivamente não é nenhuma religião.

    Também está certo quanto à ausência de parágrafos, que acabou comprometendo o conteúdo do texto. Na verdade, o texto foi copiado de um arquivo, colado na caixa de mensagem e simplesmente acabou viajando mal. Já pedi para o Maurício postar o original, onde o uso do conceito de parágrafo é plenamente observado. 

    Quanto à minha suposta verborragia, você tem todo o direito de dar a sua opinião sobre a forma do texto. Talvez eu deveria ter sido um pouco mais conciso e acessível. E talvez você não esteja familiarizado com o jargão filosófico.

    Mas vamos ao que realmente interessa. Na sua última mensagem, você escreveu: Finalmente, eu estou minimamente interessado, sim. Mas, até agora, o interesse não foi justificado, porque ainda não vi argumento realmente contundente a favor do veganismo/vegetarianismo.

    Foi exatamente isso o que procurei fazer. Recorri ao único argumento realmente contundente em favor da abolição do uso como recurso de qualquer indíviduo que preze a sua vida, sua integridade física e sua liberdade. Independentemente de sua espécie. Talvez o texto esteja tão mal escrito que isso tenha passado despercebido. Só espero que a sua versão original com os respectivos parágrafos faça com que sua leitura seja menos desnecessária e digna de ser ignorada. Aí quem sabe você volte a se interessar por esta discussão e apresente argumentos contrários a todos os que eu apresentei.

     

    Atenciosamente,

     

    Cláudio Godoy

     

     

       

     

     

    default user iconCláudio Godoy ‒ quinta, 13 março 2008, 01:20 BRT # Link |

  25. Tom escreveu:

    Aprenderam a palavra 'verborragia' recentemente? Daqui a pouco o Abdo vai poder fazer os gráficos dele com essa palavra. :-D

    default user iconTom ‒ quinta, 13 março 2008, 01:42 BRT # Link |

  26. Cláudio Godoy escreveu:

    Prezados Francisco e Tom,

    Considerar o veganismo como uma religião é o mesmo que considerar qualquer defensor dos direitos humanos como defensor de uma crença religiosa, como se ambos os conceitos fossem uma questão de mera preferência pessoal.

    ======================== Princípio de igualdade de consideração

    Na verdade, o reconhecimento da extensão de direitos básicos aos animais não humanos é uma conseqüência lógica da aplicação do princípio fundamental da igualdade de consideração.

    O conceito universal de direitos humanos não comporta nenhum tipo de relativismo moral nem admite a menor concessão em nome da tradição, dos costumes e da emoção. Os direitos básicos à vida, à integridade física e à liberdade se aplicam igualmente a todos os seres humanos, independentemente de suas características individuais.

    ========================= Exceções

    No entanto, a observância destes direitos admite algumas exceções, como no caso em que uma pessoa ameaça violar qualquer um desses direitos e é devidamente impedida de consumar o seu intento pelos meios estritamente necessários, que podem inclusive resultar em sua morte, em ferimentos ou na perda de sua liberdade.

    ========================= Direito fundamental de não-instrumento

    Na verdade, o direito mais fundamental que possuímos e que não admite nenhuma exceção é o de não sermos usados instrumentalmente sem o nosso devido consentimento para satisfazer às necessidades alheias, mesmo se em alguns casos estas necessidades forem legítimas e se muitas pessoas se beneficiarem com o nosso uso instrumental. É por esta razão que a escravidão, o estupro, a pedofilia, a doação de órgãos não consentida e a vivissecção estão entre o que há de mais odioso.

    E por que este direito básico se aplica a todos os seres humanos, sem nenhuma exceção? De acordo com o atual paradigma antropocentrista, este direito se aplicaria exclusivamente aos animais humanos devido ao fato de que somos os únicos a possuir agência moral, ou seja, podemos conceber, compreender e aplicar conceitos abstratos como os de direito e de justiça e somos plenamente responsáveis pelas conseqüências de nossos atos.

    ========================== Casos marginais humanos

    No entanto, muitos seres humanos não são agentes morais, e nem por isso são menos merecedores do direito de não serem tratados como recursos pelos outros. Em alguns casos, a ausência de agência moral é temporária, como no caso de bebês e dos comatosos, mas existem vários exemplos de seres humanos que carecem permanentemente deste atributo.

    Para justificar o motivo pelo qual estes chamados casos marginais também teriam os mesmos direitos básicos que os seres humanos normais, costuma-se recorrer a um sofisma artificioso denominado argumento da normalidade da espécie. De acordo com este argumento, os casos marginais entre os seres humanos teriam direitos básicos porque pertenceriam a uma espécie cujos membros normalmente são agentes morais. Na verdade, o argumento da normalidade da espécie nada mais é do que um nome pomposo para discriminação, pois trata os indivíduos de acordo com o grupo ao qual eles pertencem ao invés de tratá-los de acordo com as suas características individuais.

    E podemos aplicar este mesmo argumento tanto para o bem como para o mal. Com certeza, todos nós somos favoráveis a instalações para deficientes físicos em locais públicos, mas de acordo com o argumento da normalidade da espécie, estas instalações deveriam ser abolidas, pois normalmente os seres humanos são capazes de andar sem ajuda. Também seria um absurdo considerar penalmente imputáveis doentes mentais que cometeram algum crime, mas de acordo com o princípio da normalidade da espécie, eles deveriam ser julgados como se tivessem plena posse da razão, pois normalmente os seres humanos são plenamente responsáveis pelos seus atos.

    Na verdade, o chamado argumento dos casos marginais por mim utilizado anteriormente é irrelevante para se determinar a razão pela qual todos os seres humanos possuem direitos básicos, pois mesmo se todos os seres humanos fossem agentes morais, não seria esta a razão pela qual eles teriam estes direitos.

    ========================= Interesses próprios de cada um

    Temos o direito à vida, à integridade física e à liberdade pela simples razão de que temos o interesse em continuarmos a viver, em não sermos feridos e em não sermos mantidos em cativeiro, mesmo se alguns de nós fossem momentânea ou permanentemente incapazes de conceber os conceitos abstratos de “vida”, “integridade física” e “liberdade”.

    E de acordo com o princípio da igualdade de consideração, fundamental no combate ao racismo e à discriminação sexual, estes direitos básicos não poderiam ser negados a nenhum ser humano e a nenhuma outra criatura capaz de ter os mesmos interesses, exceto em um contexto de legítima defesa. Do mesmo modo que os racistas e os machistas discriminam com base em características biológicas em questões onde estas características são completamente irrelevantes para defender privilégios inaceitáveis, o mesmo fazem os especistas ao desdenhar dos interesses básicos dos animais não humanos

    ======================== Tradição de relação entre o humano e os outros animais

    O atual paradigma que rege as relações entre os seres humanos e os outros animais se baseia em uma construção social que deixou de ter qualquer respaldo científico desde a publicação da Origem das Espécies. Sua premissa fundamental é a da superioridade dos seres humanos sobre todos os outros animais.

    É claro que o termo “superioridade” pode ser empregado em um sentido mais específico, quando diz respeito a uma maior complexidade morfológica, habilidade, capacidade de empatia ou a um grau de adaptação a um determinado ambiente. Mas não existe superioridade alguma no sentido lato e todas as afirmações em contrário não pertencem à esfera científica. Fundamentalmente, esta “superioridade” se baseia no nosso poderio esmagador sobre todas as outras espécies. Mas o poder nem sempre caminha de mãos dadas com aquilo que é justo.

    ====================== Autodefesa e autonomia

    As nossas obrigações morais para com os outros animais são de ordem eminentemente negativa, ou seja, não deveríamos tratá-los como recursos à nossa disposição. Isso não significa abrir mão do nosso direito de existir como espécie. Ao exercer legitimamente o nosso direito à autodefesa, podemos matar tanto gafanhotos, mosquitos e leões quanto outros seres humanos. Neste caso, não os estaríamos tratando como recursos à nossa disposição, mas simplesmente nos defendendo.

    O que é bem diferente da utilização de ratos para a cura do câncer em humanos, pois estes ratos não são os agentes causadores desta doença. O seu único “crime” é o de pertencer a uma espécie diferente, considerada “inferior” e descartável. Mas se estes ratos estivessem atacando as nossas lavouras, seria perfeitamente legítimo nos defendermos, procurando fazer isso do modo mais humanitário possível.

    Atualmente, podemos viver perfeitamente sem consumir qualquer produto de origem animal e a abolição destes produtos também resultaria em benefícios adicionais à nossa saúde e à preservação do planeta. E mesmo se pudéssemos auferir imensos benefícios com o uso de animais não humanos em experimentos biomédicos, devemos ter em mente que já abrimos mão de benefícios ainda maiores por razões exclusivamente morais (que seriam advindos da vivisseção humana, muito mais eficiente em termos estritamente científicos), sem contar que o seu uso seria contrário à aplicação do princípio da igualdade de consideração, pois as outras espécies sencientes também são capazes de desfrutar da vida e de sofrer.

    Até mesmo em casos de extrema necessidade, como é o das pessoas que estão prestes a morrer na fila de espera dos transplantes de órgãos, jamais passaria pela nossa cabeça matar uma pessoa órfã com deficiência mental profunda para doar os seus órgãos a outra pessoa cuja vida supostamente teria “muito mais significado”.

    =============================== Bem estar e direitos animais

    Para finalizar, gostaria de desfazer um equívoco muito comum entre aqueles que não estão familiarizados com o conceito de direito dos animais. O chamado movimento para o bem estar dos animais não questiona o uso instrumental de animais não humanos pelos seres humanos e se preocupa exclusivamente em minimizar o sofrimento destes últimos decorrente deste uso não apenas por se preocupar com o seu interesse em não sofrer, mas também para tornar sua exploração mais eficiente.

    Seria mais ou menos o equivalente a um movimento do século XIX que procurasse tornar a escravidão mais “humanitária” sem questionar a essência fundamentalmente imoral desta instituição. Ou a um movimento de vivisseccionistas nazistas favorável ao emprego de anestesia em suas experiências com deficientes mentais. Já o movimento dos direitos dos animais pretende abolir completamente qualquer uso instrumental de animais não humanos por seres humanos do mesmo modo que o uso de humanos foi totalmente abolido em observância ao princípio da igualdade de consideração, independentemente do tratamento ao qual os animais são submetidos.  

    ========================== Bases racionais, além das emotivas 

    Infelizmente, boa parcela das pessoas que corretamente se horroriza com a vivissecção ignora completamente as bases racionais do movimento abolicionista, age à base da mais pura emoção, o que não ajuda em nada à nossa causa. Mas, em essência, a sua atitude não deixa de ser louvável, pois é sinal de que o seu núcleo de empatia não foi completamente obscurecido pelo condicionamento cultural e por racionalizações sofismáticas.

    Atenciosamente,

    Cláudio Godoy [Texto reformatado e republicado com subtítulos por Maurício Kanno, adicionando ao remetente original também "Tom"]

    default user iconCláudio Godoy ‒ quinta, 13 março 2008, 08:13 BRT # Link |

  27. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Olá. Bem, creio que a responsabilidade de resolver este caso técnico de sumiço de parágrafos é da administração do Stoa, tirando as dúvidas do Cláudio (apesar de ele ser visitante do sistema). De todo modo, a pedido dele reformatei e republiquei seu texto. Não entendo o que está acontecendo com o que ele publica.

    Também acrescentei subtítulos ao texto do Cláudio, para facilitar a leitura.

    Aliás, acredito que o comentário dele, que está mais para um artigo, abre uma discussão paralela: o Stoa é um projeto da USP; como tal, deveria ou poderia prezar pela qualidade científica (lembrando que Filosofia é um dos campos de estudo da própria USP). Mas ao mesmo tempo é composto do formato de blogs.

    Fica em questão como equacionar a meticulosidade e consequente maior tamanho dos textos, que caracteriza uma abordagem mais aprofundada, acadêmica; e a brevidade e superficialidade de textos próprios da blogosfera em geral.

    De todo modo, espero que, apesar de longo, o texto do Cláudio possa ser aproveitado para obter argumentos suficientemente fortes a favor do veganismo e direitos animais, para quem tiver interesse em ler.

    ============================= 

    Quanto a mim, desculpem, mas infelizmente tive que me retirar da discussão por um tempo, apesar de feliz pela repercussão do tema, devido a uma prova no final de semana. Semana que vem respondo aos últimos comentários/questões do Francisco e Vitor, buscando ainda ser o mais conciso possível.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ quinta, 13 março 2008, 08:35 BRT # Link |

  28. Tom escreveu:

    Maurício, sobre textos longos, acho que em discussões através de blog algumas soluções são: 1. responder através de um outro post de blog e colocar o link para ele, fazendo um resumo e indicando que é um post resposta; 2. deixa o texto num arquivo num formato decete e acessível (PDF, por exemplo) e deixar o link para download, fazendo também um resumo sobre o ponto de vista. Quando o Stoa tiver trackback, pode-se simplesmente usar essa técnica que o link aparecerá como uma reação ao post de blog da pessoa. :-)

    default user iconTom ‒ quinta, 13 março 2008, 11:48 BRT # Link |

  29. Cláudio Godoy escreveu:

    Olá Francisco,

    Aqui vai um argumento a favor da dieta vegana baseado única e exclusivamente no atual paradigma que rege as nossas relações com os outros animais. Ou seja, sem necessidade de qualquer exposição mais verborrágica sobre princípios e demais filosofices.

    1. A maioria das pessoas é contra a morte e o sofrimento desnecessários de animais não humanos.

    2. De acordo com a Associação Dietética Americana, uma dieta bem planejada exclusivamente à base de vegetais (suplementada ocasionalmente com vitamina B12, de origem bacteriana) é comprovadamente viável em qualquer fase da vida.

    3. Logo, não é necessário fazer uso de produtos de origem animal (que necessariamente causam sofrimento e morte) como alimento. 

    Simples assim.

    default user iconCláudio Godoy ‒ quinta, 13 março 2008, 13:09 BRT # Link |

  30. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Vegans são X-Men?

     A grande pergunta é a seguinte:
    1) Se a carne é essencial para que um ser humano tenha uma vida saudável;
    2) Se não podemos viver sem a proteína animal;
    3) Como se explica a existência dos vegans?

    Há duas respostas possíveis. A primeira é admitir que não precisamos ingerir nada que seja de origem animal para sobreviver.

    Mas a segunda é a mais provável e é a que aguça os sentidos dos onívoros que dizem que a proteína animal e a carne são tão imprescindíveis para a vida saudável dos seres humanos. Se isso é a única e tão suprema verdade, conclui-se, sem possibilidade de erro, que os vegans não são seres humanos comuns; eles são diferentes; são especiais; são MUTANTES! O leitor já deve ter intuído a verdade, mas, para evitar qualquer erro de interpretação, aqui vai a resposta inexorável: Os vegans são X-Men!

    Se você é um X-Man, ou um simpatizante da causa, junte-se a esta comunidade.

    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12331103

    (ainda não é minha resposta de verdade q to devendo, mas um pouco de humor sempre faz bem...)

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ sexta, 14 março 2008, 01:31 BRT # Link |

  31. liquuid escreveu:

    Como administrador , ditador que sou, devo agir nessa hora como tal.

     

     Senhor Francisco (Xisco) M Neto , o senhor  foi advertido , favor imprimir

    e entregar a seguinte mensagem assinada pelos seus pais ou responsaveis até segunda-feira (17/03/08)

    na Sala 02 do prédio Van Der Graaf no ifusp :

    ---------------------------------------------------->8----- Corte aqui -------------------->8------------------------------------- 

    Caros pais ou responsaveis,

     

    O cidadão Francisco M Neto ,foi advertido por mal comportamento em fórum de blog público da rede social Stoa (Suas idéias em Rede ;-) ) . Dentre as atividades negativas exercidas nos comentários de fóruns estão: 

    • ofenças de cunho pessoal;
    • agir como troll (equivalente a apagar incêndio com gasolina em uma discussão acalorada);
    • flood de mensagens;
    • verborragia;

    Pedimos aos senhores responsaveis que deixem claro a ele as regras de netqueta e de convívio cybernético . Em caso de re-incidência tomaremos medidas disciplinares e administrativas sem garantias de vida ao filho de vocês.

     

    __________ dia __ de _______ de 2008, Eu __________________ responsavel por Francisco M Neto estou ciente

    dos atos da minha cria e tomei medidas socio-educativas.

     

    ass: ____________________

     

     ----------------------------------------8<-------------- Corte aqui --------------------8< ----------------------------------

     

    Sendo sério, Xisco, mantenha ofenças pessoais distantes de fóruns públicos, mande mensagens em PVT pra isso.

    Maurício, mantenha seu blog limpo, em seu lugar eu deletaria as mensagens OFF-Topic ou desnecessariamente ofencivas.

     A todos os outros, peço desculpas pelo Francisco.

     

    liquuidliquuid ‒ sexta, 14 março 2008, 15:08 BRT # Link |

  32. Maurício de Paula Kanno escreveu:

    Olá, nunca fiz isso antes, mas após pedir orientação do coordenador do Stoa, prof. Ewout, e do também administrador do sistema Everton, retirei os 2 últimos comentários de Francisco, pelas ofensas a Godoy (no penúltimo) e a mim mesmo (no último, insitindo em ofensas). Apesar de eu ter pedido a ele reformular o comentário, retirando as ofensas, ele optou por não o fazer.

    Ainda assim, enviei mais uma mensagem particular a Francisco, contendo todo o seu texto publicado originalmente, para que tenha a possibilidade de republicar ambos apenas retirando estes ataques pessoais.

    Maurício KannoMaurício de Paula Kanno ‒ sexta, 14 março 2008, 15:20 BRT # Link |

  33. Cláudio Godoy escreveu:

     Prezado Francisco,

    Seguem algumas observações sobre o seu segundo comentário nesta discussão.

    Sem querer ser polêmico, mas já sendo, antes de mais nada quero dizer que acho o veganismo uma idiotice. Não quero e não vou discutir meus motivos aqui, porque apesar de tudo acho que todos têm direito a ter uma opinião e a guiar a sua própria vida do jeito que acha melhor.

    Não basta dizer que uma idéia é idiota e ponto final. É preciso esclarecer porque ela é idiota. Se você se recusa logo de cara a expor os argumentos contrários a uma determinada idéia, por definição não deveria participar de um fórum de debates.

    Quanto ao direito de opinião, concordo inteiramente com você. Neste ponto, talvez eu seja muito mais flexível do que a maioria das pessoas. Pode me chamar do que quiser que isso não me afetará minimamente. Cabe aos futuros leitores julgar o comportamento dos debatedores e o que eles escreveram.

    Só não concordo com a idéia de que cada pessoa tenha o direito de agir como bem entender. Ninguém deveria ter o direito de matar, ferir e/ou aprisionar quem quer que seja fora de um contexto de legítima defesa ou de estado de necessidade.

    Mas o que eu sou incapaz de aceitar é que pessoas que pregam o "respeito" e a "ética" esfreguem isso na cara de quem não é vegetariano. Como se quem não come carne fosse melhor que os outros. Esta mesma discussão está cheia de exemplos disso. Em particular, Maurício, o seu tom presunçoso e condescendente.

    Concordo plenamente. Afinal, todos nós já fomos onívoros no passado. E com certeza não agíamos assim por alguma deficiência de caráter. Simplesmente nascemos em uma sociedade em que a exploração dos animais não humanios é tão natural quanto respirar. Nos tornamos veganos porque paramos para refletir a respeito e chegamos à conclusão de que a exploração dos outros animais é inaceitável. Exatamente pelos mesmos motivos pelos quais a exploração de seres humanos é injustificável.

    Como estamos discutindo direitos fundamentais e não uma simples questão de gosto, temos o dever de difundir as nossas idéias. Sempre fundamentando-as e utilizando um tom respeitoso, por maiores que sejam as provocações. Porque todos merecem respeito, independentemente de suas idéias. São as idéias que devem brigar, e não as pessoas.

    Além disso, comparar os movimentos abolicionistas com os movimentos de direitos animais de hoje é sinal de ignorância e desrespeito histórico. Os movimentos abolicionistas faziam sentido antes de mais nada porque se tratava de seres humanos lidando com seres humanos - seres da mesma espécie escravizando uns aos outros. Eu posso não gostar muito de biologia, mas acho que tem uma certa falácia em dizer que os movimentos de direitos animais hoje em dia são equivalentes ao abolicionismo.

    Se a exploração dos outros animais é tão inaceitável quanto a exploração de seres humanos, logo não há nada de errado com estas comparações. Como nos dias atuais a maioria esmagadora da população não vê mal algum na exploração dos animais não humanos, elas se sentem ultrajadas quando a comparamos com algum tipo de exploração humana. Só que opressão é opressão, independentemente da raça, do sexo e da espécie daqueles que são oprimidos. Desde quando os seres humanos são os únicos que se importam com a sua própria vida, integridade física e liberdade?

    O movimento dos direitos animais (que não exclui os animais humanos) é abolicionista porque pretende abolir qualquer tipo de exploração.

    Além disso, ficar citando a Wikipédia não ajuda. Não digo que ela não seja válida. Mas a suceptibilidade dela à alterações a desclassifica como critério de decisão. As outras fontes citadas são ainda piores, porque ridiculamente parciais.

    De acordo com parecer da Associação dietética Americana, secundado por centenas de estudos, a dieta vegana é totalmente viável em todas as idades.

    Seguir esse caminho não ajuda. Sob um ponto de vista puramente científico, não há razões para não se consumir proteína animal - muito pelo contrário. Evolutivamente, o ser humano cresceu se alimentando de plantas e de animais.O organismo tem necessidades que só são supridas por proteína animal. Negar isso é negar a própria evolução.

    Do ponto de vista puramente científico, com certeza podemos consumir proteína animal sem nenhum problema. Do mesmo modo que a escravidão humana não contraria nenhuma lei da física. E mesmo se as proteínas de origem animal tivessem sido imprescindíveis para a nossa evolução, o fato é que hoje, em 2008, podemos viver muito bem sem elas em termos de nutrição. Afinal, um homem que só existe hoje porque sua mãe foi vítima de estupro não está necessariamente condenado a ser um estuprador.

    E antes que alguém venha com a bobagem de que "veganismo é o próximo passo evolutivo", queria dizer que isso não cola. Esse reducionismo alimentar não ajuda em nada, e só leva a uma espiral extremamente perigosa. Qual seria o próximo passo? Comer só frutas que caem sozinhas do pé?

    O veganismo é o próximo passo evolutivo do ponto de vista moral. E não se restringe ao âmbito alimentar. Nenhum indivíduo consciente daquilo que acontece com ele deve ser explorado para quaisquer fins por agentes morais. Como integrantes do reino vegetal não se enquadram neste perfil, não há problema algum em usá-los como meios para satisfazer os nossos fins.

      

    default user iconCláudio Godoy ‒ sexta, 14 março 2008, 18:28 BRT # Link |

  34. Cláudio Godoy escreveu:

    Olá,

    O parecer da ADA pode ser encontrado em:

    http://www.eatright.org/cps/rde/xchg/ada/hs.xsl/advocacy_933_ENU_HTML.htm

     

     

     

    default user iconCláudio Godoy ‒ sexta, 14 março 2008, 19:22 BRT # Link |

  35. Juliana Pádua Silva Medeiros escreveu:

    Obrigado pelos comentários no meu blog.

    Muito interessante seus textos.

    Até mais...

    JU

    Juliana Pádua Silva MedeirosJuliana Pádua Silva Medeiros ‒ domingo, 23 março 2008, 17:35 BRT # Link |

  36. Lúcia Badia escreveu:

    You go vegan!!!

    Ser vegan é muito bom.

    Sou estudante de nutrição e estudo muito sobre o assunto. Estou cada vez mais convencida de que é a melhor dieta para os humanos.

    As pessoas acham que ter que se preocupar com alimentação é um problema. Não é problema, é solução de problemas (doenças)! TODOS devem cuidar a sua alimentação, seja ela vegetariana ou não.

    default user iconLúcia Badia ‒ terça, 09 dezembro 2008, 00:58 BRST # Link |

  37. leandro &gt; escreveu:

    Vou apenas dizer algo a todos vocês: o complemento vitamínico B12 é necessário porque o ser humano civilizado lava os alimentos que ingere, limpando-o das bactérias que produzem a B12. O futuro da civilização humana levará o Homem a se tornar totalmente vegetariano, diminuindo os fatores de risco à existência da sua vida saudável e produtiva. Gostaria ainda de abrir suas mentes para uma reflexão: numa mata fechada e perdidos da civilização, sem armas ou utensilios cortantes, sómente se sobrevive ingerindo frutas e alimentos vegetais similares. É interessante notar que os alimentos vegetais são mais faceis de se encontrar e de se digerir, sem a necessidade de manipulá-los ou cozinhar, além de não necessitarem de serem temperados para ficar agradáveis à ingestão.

    default user iconleandro &gt; ‒ quinta, 26 março 2009, 15:21 BRT # Link |

  38. Graziele - escreveu:

    Bom dia, Maurício!!! Eu me chamo Graziele, tenho 27 anos, e moro na cidade de Mafra/SC. Sou vegetariana a 2 anos ... decidi ser pelos animais, concordo contigo em tudo que vc fala. Mas Mauricio, a vida de um vegetariano não é fácil, o preconceito e no meu caso, sozinha neste ideal, só consigo encontrar pessoas que pensam iguais a  mim em sites ou blogs, as vezes me sinto cansada, mas como uma única certeza, nunca mais comerei carne novamente...

    Nos falamos ...

     

    default user iconGraziele - ‒ quinta, 06 agosto 2009, 10:45 BRT # Link |

Escreva um comentário

Seu comentário

Esconder editor

Por favor entre o código da imagem abaixo

Security Code

Nome (email)

 

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.