(esqueceu?)

Stoa :: Marcos Camara de Castro :: Blog :: Terças Musicais, 30/11/10, 13h, Tulha: Classe de Regência e Coral do Departamento de Música da USP-RP

novembro 28, 2010

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Programa:

Breno Blauth — Desafio (Eber Bittencourt)

Breno Blauth — Memória prévia (André Araújo)

Ernst Mahle — Engenho Novo (Bruno Moreira)

Ernst Mahle — Sereia do mar (Marcos Câmara)

Damiano Cozzella — Pistão de gafieira (Gabriela Heck)

Pedro Veneziani — Asa Branca (Gildo Legure)

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"As vozes da memória"[1]

 

Minha matéria é o ser humano;

Não escondido atrás de seu violino,

Mas aquele nu, com sua taquara-rachada

E cheio de esperanças

(MCC)

            Considerando a qualidade das cópias e das edições manuais das partituras a que se tem acesso no dia a dia do canto coletivo amador, em escolas ou igrejas, logo que surgiu a oportunidade na PRCEU/USP, postei o projeto do Cancioneiro Coral Brasileiro, dentro de minha linha de pesquisa "Literatura Coral: bibliografia e cancioneiro", que visa uma permanente compilação de livros, teses e artigos sobre canto coral, e a criação de um cancioneiro brasileiro atualizado periodicamente e publicado em vários volumes (em papel e online). Os gêneros são: 4, 3 e 2 vozes,  cânones, infantis e natalinas.

            Este material é para uso didático, seja em escolas, corais amadores e igrejas, onde a prática coral é mais difundida. Talvez o maior impedimento para que os arranjos corais conquistem o status de obra autoral seja a questão que envolve os direitos autorais. O atual modelo preconizado pelo ECAD, e que é o padrão internacional de "proteção" dos direitos autorais, privilegia claramente o Capital, cabendo aos autores de letra, canção original e arranjo, parcelas ínfimas dos eventuais dividendos.

            A julgar pela ideologia da novidade e da produção em série, típica dos tempos atuais, é inimaginável uma publicação comercial deste CCB se pensarmos nas redes de  contato com todos os detentores dos direitos presentes nesta coleção. Por isso, o uso deste CCB é doméstico, para estudo e fins didáticos, e serve como preservação de um patrimônio que, de outra maneira, estaria esquecido. Seja pelo desinteresse dos editores em republicar obras esgotadas, ou pela inviabilidade atual das editoras de música — problema que atinge as casas de todo o planeta e colocam um problema cuja solução sequer vislumbramos.

            Nossa opinião é a de que o patrimônio musical deve ser preservado através de coletâneas como essa. Continuaremos a editar os próximos volumes do CCB, mostrando o que é feito pela alegria de cantar. Este volume I do CCB foi revisado e editado por mim e pelo bolsista Vitor Francisco dos Santos (CMU-RP).

Marcos Câmara de Castro

Professor responsável

Departamento de Música da ECA/USP,

campus de Ribeirão Preto, 30 de novembro de 2010



[1] Título de matéria sobre o projeto, publicada na Gazeta de Ribeirão, em 8 de agosto de 2010, por Renato Vital.

 

Postado por Marcos Camara de Castro

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