(esqueceu?)

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Agosto 04, 2009

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Só, no meio de tudo;

Insular, sucumbindo ao meio de nada.

Evagina-se como um escudo;

Como a inadimplância de uma saga.

*

Amar ilha;

Ser ilha amada.

Que na tristesa brilha;

Como um conto de fadas.

*

Tudo ou nada;

Escudo de saga.

Ilha amada;

Brilha como fada.

 

Leonardo Nunes Zerbone; 02/08/2009.

Palavras-chave: FFLCH; Letras; filosofia; poema; EACH; USP; amor; amizade; liberdade; comunismo; socialismo; anrquismo; capitalismo.

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Abril 02, 2009

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Há, entre leigos e especialistas, grande dúvida em relação à questão do aborto. Isso porque à análise mais crítica que se pode ter acerca de tal problemática é persistente e nunca parece ter um fundo objetivo, uma verdade absoluta ou um fim que beneficie a todos. Mas, a final, legalizar é legal à óptica humana?

A bioética mais convincente induz-me a pensar que abortar é um ato errôneo desde que o feto não tenha um sistema nervoso formado (ou seja, em geral a partir da décima segunda semana de gestação). Com o sistema nervoso formado, o “pré-ser” é capaz de sentir estímulos internos e externos. Com as técnicas mais rudes e sumárias de aborto (aquela na qual uma espécie de sugador retira as partes do embrião) o feto tenta repulsar o ato cirúrgico com estímulos musculares e puramente mentais. Talvez não seja uma reação consciente, mas a favor da sua natureza de vida. Se dispusesse de cordas vocais e capacidade para pronunciar-se, provavelmente diria: “Saia daqui seu parelho, não tire a minha vida.”

Nos estudos sociológicos que fiz acerca de tal fato pude perceber o quão anômalo poder-se-rá tornar o convívio social se tal prática for considerada legal. Isso se agrava na relação mãe-filho. A vida intra-uterina passará a ter um sentido sub-natural, esses seres passarão a ser considerados peças em formação. Uma sociedade onde o aborto pode ser considerado um ato lícito está condenada à desvalorização da vida humana. Não terá mais sentido ter vida. Tirar a vida em desenvolvimento será tão comensal quanto matar uma mosca que insiste em ficar sobrevoando a sua sopa. Já pensou que banal?

À óptica legal penso que por sermos seres humanos e pensantes e, por conviver em sociedade, temos de seguir um código de leis. Na sociedade brasileira não é diferente pois para uma idéia virar lei ela precisa ser discutida por parlamentares e população. Para tornarmos uma prática algo realizável precisamos estar a par de proes e contras. No caso do abordo, parece-me que as variantes de degradação superam (e muito!) os benefícios de tal prática. Como os benefícios sociais são tão ínfimos em relação aos prejuízos, diga não à legalização do ABORTO.

Governo, sociedade e grávidas devem entrar em comum consenso quanto à temática. Ao Estado cabe assegurar às mães em vulnerabilidade social um o bom sustento de sua prole, sobre a sociedade (penso eu) deve imperar o bom senso e a criticidade necessária à reprovação da morte consentida por aborto legal e às grávidas é imprescindível saber desde outrora que a partir do momento em que se carrega uma vida na barriga, seu corpo não é só seu e sim pertencente à um conjunto denominado MÃE.

Leonardo Nunes Zerbone.

Palavras-chave: Aborto, Capitalismo, EACH-USP, Estado., FMUSP, Governo, Leis, Socialismo, Sociedade, USP

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Fevereiro 10, 2009

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Esta é uma conversa entre o “eu”e o “eu mesmo”. Seu intuito é enaltecer o que de mais importante existe no ser humano, a ambição em ser sublime e superior a uma outra fração de humanos.

 

À moral revolucionária egocêntrica ...

 

Eu: Nossa, tive um plano para transformar e dominar o mundo.

 

Eu mesmo: Sério, qual é?

 

Eu: Pretendo fazer com que minhas idéias revolucionárias se transformem em verdades.

 

Eu mesmo: Em verdades?

 

Eu: Isso, em verdades soberanas, absolutas e imutáveis.

 

Eu mesmo: Mas como fazer isto?

 

Eu: Oras, caro “eu mesmo”, farei as pessoas acreditarem que sou o único capaz de fazer uma revolução.

 

Eu mesmo: Mas você quer transformar algo?

 

Eu: Que nada, eu só quero é ter todos sob o meu domínio.

 

Eu mesmo: Hum! Uma ditadura?

 

Eu: Sim, uma ditadura de caráter social e super direcionada de acordo com minhas vontades. Quero mobilizar minhas peças para me beneficiar. Quero o poder.

 

Eu mesmo: Ah! Isso me faz lembrar (...)

 

“Eu” interrompe subitamente a fala do “eu mesmo” e diz:

 

Eu: Não, não complete esta afirmação, pois o que aconteceu em outubro deve permanecer em segredo.

 

Eu mesmo: Nossa, é verdade. Eu já ia me esquecendo.

 

Eu: Então paremo-nos de conversar sobre isso, pois alguma organização partidária oportunista pode se aproveitar dessa minha idéia, mobilizar suas peças humanas e fazê-los acreditar no improvável a partir do provável inimaginável. Só eu posso dominar, só eu irei dominar tudo e a todos ...

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          Inicialmente, preciso informar que a base inicial desta minha dissertação foi uma reportagem do Jornal da USP (edição 831), no qual fala acerca da criação da União das Nações Sul-Americanas. A Unasul, criada no dia 23 de maio, é uma importante aliança comercial que vem para confirmar uma tendência que há tempos já deveria ser posta em prática, que é a união entre os “hermanos”. Sabiamente, o título da reportagem é: Mais um passo para a integração.

          Sabe-se, por consenso, que a América do Sul foi explorada de forma muito intensa durante seus longos anos de colonização. O processo de abolição de seus países se deu de forma bem parecida. As particularidades são que, enquanto o bloco luso se manteve integrado, o grupo de países pertencente à metrópole castelhana de desintegrou.

          Historicamente, a “América Pobre” fora alvo da exploração européia e, atualmente, é berço dos ataques do imperialismo norte-americano. Sendo assim, de acordo com a atual conjuntura das uniões comerciais pelo mundo, os países sul-americanos seguem essa sadia tendência de união.

          A mais importante união comercial existente no cone sul do continente é o Mercosul. Dede a sua criação as relações entre os países pertencentes ao grupo cresceram 500%, o que é um dado muito importante. A Unasul é um novo organismo que vem complementar o Mercosul, podendo, um dia substituí-lo. Segundo o geógrafo Wanderley Messias da Costa, professor da USP, “um dia, a Unasul será a nossa União Européia”.

          Não contrariando o conhecido geógrafo, mas dando uma refinada no dito, creio que é muito cedo para fazer previsões tão concretas sobre o futuro desta união. Entretanto, é algo factual concordar com o pensamento de que o acordo é um passo rumo a tão sonhada unidade das ex-colônias ibéricas.

          Os países do grupo possuem juntos 360 milhões de habitantes e um PIB de US$ 2,5 trilhões em 2006*. Só o Brasil tem um PIB de US$ 1,3 trilhão. A Unasul pode fazer com que a circulação comercial cresça em um ritmo muito grande, fazendo, inclusive, da América do Sul uma força conjunta no cenário do comércio mundial.

          A União das Nações Sul-Americanas tem um outro fator fundamental, que é o de fazer com que as alianças culturais, educacionais, infra-estruturais e políticas sejam aguçadas. Seria muito prematuro falar-se em uma unidade monetária, pois o acordo está sendo colocado em prática agora. Gostaria muito de ver uma América do Sul tão unida a ponto de não se terem fronteiras entre os seus países. Aliás, as linhas de demarcação são uma prática do capital, que todo anarco-comunista, assim como eu, abomina. Por isso, à minha óptica, a Unasul poderá ser o ponto de partida para algo maior, como uma revolução e o conseqüente comunismo. Já pensou? Seria muito bom!

          Entre a coerente e concreta “utopia” que me faz lutar e o sonho de ver nossa periférica América prosperar, imagino que a Unasul poderá trazer benefícios inimagináveis à região. Das poucas medidas tomadas entre o Governo Lula e suas adjacentes apêndices no continente regadas de brio, destaco esta que, talvez, seja a única que realmente me faz bater no peito e gritar: Não sou Brasileiro, sou latino. Latino-americano. Espera-se, enfim, que tais medidas abranjam todos os países explorados do continente.

 

 

 

Leonardo Nunes Zerbone.

 

 

 

* Dados da Cepal (Comissão Econômica da América Latina e Caribe).

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Fevereiro 06, 2009

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Não é mera depressão achar que o marxismo e a loucura hitleriana têm simetria.

A final de contas em ambas as tendências ideológicas o multiculturalismo existente e notório é reduzido a pó pela idéia de que devemos ter, num mesmo espaço (onde hoje se encontra nosso planeta), apenas uma cultura simplista.

Para tal, toda objetiva reacionária deve ser igualmente aniquilada.

Para Hitler a primeira barreira era o povo judeu (povo que lotava a germânia, causando caos). Para os seguidores do marxismo quem deve pagar o preço da revolução são os burgueses ou os governantes totalitários (e pagar até com a vida).

 

TOTALITARISMO POR TOTALITARISMO (...) PRA QUE?

 

 

 

Leonardo Nunes Zerbone.

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Outubro 15, 2008

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Durkhein, em suas abstrações filosóficas e nas entrelinhas dos seus estudos sociológicos, transmitiu de forma excitante a definição do suicídio como um mal social. O individual ato de tirar a própria vida, na verdade, é uma inverdade. O suicida é um produto inacabado do meio, ele é um excomungado, expulso de sua própria vida.

Um exemplo polêmico do autêntico suicida foi, sem penumbras de dúvida, Jesus Cristo. O falso profeta, conscientemente, tirou a sua vida, cometeu um suicídio. Isso porque previa a sua morte, pois dava continuidade a suas atitudes -tidas como conspirativas por governantes. Estas conduziram-no à morte consentida. Enquanto alguns suicidas preparam diretamente a morte confeccionando suas forcas ou engatilhando suas armas, Cristo preparou sua morte ao continuar promovendo o ilegal ciente da pena que tomaria. Tudo em prol do status pela sociedade imposto à suposta santidade.

Uma outra linha deste pensamento da auto-morte se torna presente na vida dos apáticos à sociedade. Eles são seres universalistas por essência, completos e equilibrados. Pessoas assim são vulneráveis ao suicídio, pois são extremamente sábias e conhecem levianamente todas as faculdades do conhecimento humano. Compreendem desde filosofia e os saberes matemáticos às questões relacionadas às ciências humanas e biológicas. Indivíduos com esta configuração são materialistas, evolucionistas, têm auto-controle e se mostram em aparente equilíbrio com o meio.

Quando falo em aparente equilíbrio, estou sendo cético, crítico e dou duplo sentido à questão. Isso se faz justo porque os equilibrados em suas ilhas filosóficas e introspectivas caminham rumo ao suicídio. Há, nisto, um equilíbrio? Bem, penso que não!

A apatia dessas pessoas perante a uma sociedade tida como inferior, sob a "negação homeostática" e em desequilíbrio intelectual os expulsam deste local "indiferente à sua presença física". A única saída para a paradoxal monotonia é a morte conseguinte da própria ação.

Ao passo que caminho no sentido de uma definição psico-filosófica do ser universalista, encaro, agora, o desafio de estuda-los neurofisiologicamente. Quero compreender a distribuição neural, os complexos da sinapse nervosa, bem como o cognitivo cortical dessa configuração humana excêntrica à sociedade vigente.

Seria, este humano, um louco? Não sei ao certo! A única certeza que tenho é a de que não me sinto bem fazendo auto-descrições. Por isso, encerro este escrito por aqui. Largo lápis e papel na mesa, vou beber um café, pois sinto dor na cabeça.

Normais, até mais um texto!

Leonardo Nunes Zerbone.

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