Stoa :: Software Livre - Sociedade Livre :: Blog :: Mercado Linux vive aquecimento: Cresce 30% ao ano e já está em 64% das empresas

outubro 08, 2007

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A demanda de profissionais Linux pelas empresas e de interessados em cursos pelos centros de treinamentos é promissora. Dados do IDC de 2006 revelam que a base instalada Linux no Brasil, cresce 30% ao ano e já está em 64% das empresas brasileiras, um crescimento superior a 50% em relação a 2004.


Este instituto de pesquisas prevê ainda que o segmento continue em expansão a uma taxa média de 30% da base instalada ao ano, superior à área de TI como um todo, que deve crescer de 13% a 14%. Serviços ligados a Linux representam 49% do total de mercado. Até 2009 serão abertas 630 mil novas vagas em TI na América Latina, 466 mil em softwares, sendo 210 mil no Brasil. Atualmente são 892 mil empregos no país, sendo 657 mil em programas de computador.

De acordo com Célio Antunes, presidente do Grupo Impacta Tecnologia, maior centro de treinamento e certificação em TI da América Latina, o mercado mundial de Linux movimentará US$ 35 bilhões em 2008. “Nossa linha de treinamentos em software livre tem crescido mais de 20% ao ano. Treinamos uma média de 400 alunos por mês nestas plataformas”, revela.

O Fórum Internacional de Software Livre (FISL), realizado em abril deste ano, em Porto Alegre, e alguns outros movimentos no mercado, alertaram para a quantidade de oportunidades que o mercado de Linux e software livre trazem para profissionais e empresas. Esta tendência tem se mostrado forte no mercado de trabalho: há vagas abertas, o salário é alto, os cargos têm prestígio e sempre há a chance de aprimorar a carreira no exterior.

A fabricante de computadores Dell, que recentemente anunciou que vai produzir notebooks com Linux, também teve de sair à caça de profissionais. Em março último, a companhia precisava reforçar o time de desenvolvedores de software com 70 contratações - entre as vagas em aberto existiam muitas para os sistemas operacionais Linux.

Em Goiás, a prova do Tribunal de Justiça do Estado, teve em seu conteúdo 10% de perguntas sobre o Linux. Nos concursos públicos deste estado o índice de procura por profissionais em Linux está aumentando.

As certificações nesse segmento são fundamentais. A profissão não é regulamentada, não tem conselho e desta forma seu exercício é livre. Ela independe de diploma ou comprovação de educação formal, resultando em auto-regulação da área. A certificação garante, para os gestores e empresários, que aquele profissional contratado é qualificado. Quando um treinamento é “top de linha”, a garantia de qualificação do profissional é maior ainda. No Brasil, já foram aplicadas cerca de quatro mil provas para certificação Linux Professional Institute (LPI) desde 2002.

Empresas como Globo, Ecovias, Correios, Banco do Brasil, Accenture, Siemens, Unimed, Merk Sharp & Dohme, Bradesco, Telefônica, Sabesp, Itaú, USP, Epson, Ericsson, NEC e Serasa são algumas das que capacitaram seus colaboradores nos mais de 20 cursos Linux, Java, J2EE e PHP da Impacta.

(fonte: http://gnusp.cjb.net/portal/index.php?option=com_content&)

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Postado por Priscila Frohmut Fonseca em Software Livre - Sociedade Livre

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