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novembro 05, 2008

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“Em entrevista sobre o lançamento da mais recente versão do Ubuntu, o gerente de negócios da Canonical para a América Latina, Fabio Filho, afirmou à Linux Magazine que o Brasil é um dos países em que a empresa tem foco na atuação.

Recomendo a leitura do texto integral. Trechos selecionados:

LMO» Que novidades veremos em breve quanto ao Ubuntu pré-instalado em PCs, laptops e netbooks?

FF» No Brasil, empresas como Login e Preview já embarcam seus computadores com o Ubuntu pré-instalado. Entre os dez maiores fabricantes de computadores do Brasil, sua grande maioria já está avaliando o Ubuntu como uma opção efetiva.

A Dell iniciará suas ofertas de máquinas com Ubuntu ainda em novembro, e em breve novos anúncios serão feitos pela Canonical.

A Toshiba anunciou no início de outubro a disponibilidade de seus modelos de netbooks com o Ubuntu Netbook Remix, nossa versão para netbooks.

LMO» O Ubuntu Server é considerado ainda imaturo por alguns profissionais, apesar de iniciativas como a da Wikipédia, anunciada recentemente. Quais as principais novidades do Ubuntu Server 8.10 e o que a Canonical está fazendo para melhorar essa percepção?

FF» As novidades na versão Server são das áreas de virtualização, Java, servidores de email, RAID, criptografia de dados em disco, uso de novos recursos de segurança da glibc, firewall e monitoramento.

LMO» O Ubuntu surgiu como um derivado do Debian mais fácil e prático e agora já surgem diversas outras distribuições baseadas no Ubuntu com o objetivo de “consertar” alguns comportamentos desta. Qual a opinião da Canonical sobre essas derivações? Elas dividem esforços? São benéficas ao Ubuntu?

FF» Vamos lembrar que o grande desafio de manutenção de uma plataforma como o Ubuntu, assim como a razão do crescimento da Canonical, é garantir todo apoio e investimento realizados, objetivando perpetuar características como maior compatibilidade de hardware, suporte e serviços em torno da plataforma.

Dito isso, é comum a adoção para derivações distintas do produto, porém sabemos que o desafio de contínuo suporte, desenvolvimento e oferta de serviços em torno do produto, diretamente pela Canonical e seu pool de parceiros, é um dos nossos grandes diferenciais e razão do contínuo crescimento da empresa.

Lembrando também que o Ubuntu traz o melhor do Código Aberto para a plataforma, que utiliza de engenharia de qualidade e de seus repositórios de atualização mantidos pela Canonical.

LMO» Qual é o sentimento da Canonical quanto às críticas feitas à política de contribuição de código da empresa durante a Linux Plumbers Conference? Tratava-se apenas de falta de divulgação das iniciativas já existentes nesse sentido? Que medidas foram tomadas para remediar a percepção negativa de alguns membros da comunidade desenvolvedora?

FF» A Canonical sem dúvida é uma das maiores contribuintes da comunidade e tem atuado junto a ela desde seu início.

O Ubuntu nasceu com parte dessa interação e se tornou a distribuição mais utilizada no mundo como conseqüência dos avanços e desenvolvimentos da interação entre a Canonical com o mundo do Código Aberto.

A questão discutida na conferência seria quanto ao volume de contribuição por parte da empresa a diferentes stacks do kernel, o que foi corretamente reportado pelo CTO da Empresa, Matt Zimmerman. Somos o maior contribuinte de avanços ao desktop linux e, sem dúvida, estabelecemos internamente e externamente diretrizes para que isso sempre aconteça.

Em razão de nossa posição de mercado e aos altos níveis de adoção do Ubuntu – conseqüências dos inúmeros investimentos da empresa no Código Aberto –, certamente estamos cientes de que se criam altas expectativas em torno do produto e questionamentos sobre esse tópico, sempre polêmico.

A empresa, assim como seu CTO, sempre esteve e sempre estará interagindo com a comunidade e com os formadores de opinião para maior reconhecimento do que tem sido alcançado, especialmente no desktop, em que somos líderes em contribuição.

LMO» Como é a divisão de esforços dentro da Canonical para manter uma versão LTS (a 8.04) de forma concomitante a outra LTS (a 6.06, no caso) e várias versões “regulares” (7.04, 7.10, 8.10,…)?

FF» A Canonical possui times separados, cada um com sua funções específicas e designadas especialmente para atender a um ambiente completo de desenvolvimento, atendendo assim às inovações e tendências específicas a serem adotadas na plataforma.

Um gerente de versões, assim como os distintos gerentes de projetos, além da contínua interação com a comunidade e com parceiros, junto a eventos como o UDF (Ubuntu Developer Forum), permitem à Canonical adotar as diretrizes a serem escolhidas e, por conseqüência, manter um contínuo fluxo de desenvolvimento de lançamento das versões do Ubuntu.

Enviado por Helge Panzer Kampfwagen - referência (linuxnewmedia.com.br).

Postado por Software Livre - Sociedade Livre

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