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outubro 07, 2012

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A hora H para São Paulo está próxima.

"Importantes intelectuais e artistas brasileiros receberam Fernando Haddad (PT) no dia 2 de outubro, para mostrar seu apoio ao candidato do PT na reta final do primeiro turno."

Palavras-chave: eleição, haddad, prefeitura

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 1 comentário

setembro 30, 2012

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Postado por BADI

Uma ética social ameaçada por uma moral individualista.
Os setores dominantes e a mídia a seu serviço tratam, pelas denúncias moralistas, de evitar que resultados eleitorais revejam a representatividade da força hegemônica do capital. O teste eleitoral
próximo poderia servir para ver se o teatro montado em torno ao mensalão será ou não levado em conta por uma parte importante da popul

ação.
Luiz Alberto Gómez de Sousa


Há uma enorme polissemia quando se trata de definir ética e política, variando dos gregos ao pensamento medieval, de Espinosa e Kant aos existencialistas; também nas diferentes crenças ao largo da história têm leituras próprias. Por isso, por rigor argumentativo, é preciso começar por explicitar o que se entende por cada uma delas. Constroem-se definições operacionais práticas, que não impedem outras definições possíveis.
Por moral, entendo aqui as normas que regulam o comportamento dos seres humanos em sociedade. Ela sempre existiu, de diferentes maneiras, nas diversas culturas pelo mundo afora e normalmente expressa, nem sempre coerentemente, um imperativo de procurar fazer
o bem e evitar o mal. Tem uma forte conotação individual. 

Por ética, temos o conjunto de valores (ou contravalores) que orienta, numa determinada realidade, o comportamento social em relação à vida em sociedade, para a manutenção ou para a
transformação desta. Ela vai moldar a presença na polis. Por isso a ética está intimamente ligada à política, como foi indicado desde os gregos. Num texto de 1992, Betinho escreveu: “política e ética andam sempre juntas. A questão sempre é de saber para onde e para o bem de quem”. Traz uma direção teleológica, isto é, orientada aos fins. 

Sendo a política o exercício visando a coletividade – repito, para mantê-la ou transformá-la –, ela concretiza os valores (ou contravalores) da ética num processo histórico e espacial determinado. Se a ética não se encarnasse numa política, permaneceria como princípios abstratos socialmente irrelevantes. Ora, a política é a arte de gerir a sociedade num processo normalmente longo, complexo e contraditório. Então, a ética vive essa contradição e essa imersão no real, na tensão existencialmente dramática entre o possível e o desejável. Rompendo-se a tensão numa
decisão unilateral que opta pelo possível, temos a redução conservadora da direita (ou de um certo pós-modernismo), onde a ética se dissolve. Do outro lado, expressar apenas o desejável, fora do processo contingente, seria cair num mundo dos ideais sem corpo. 

Há uma esquerda radical que, em nome de um projeto ideal, nega valor ao processo político concreto, inevitavelmente complexo e contraditório, refugiando-se numa proposta ético-política sem raízes. Mesmo dizendo-se muitas vezes marxista, não segue as lições do mestre, que indicava a necessidade de subir do abstrato das intenções para o concreto das opções e das ações. Esses dois extremos da cadeia simplificadora se tocam, uns petrificados num real avesso às mudanças, outros refugiados num idealismo que não consegue questionar a realidade contingente.

A ética, num comportamento social, deveria estar dirigida para o que o tradicional pensamento social cristão chama de bem comum que, no dizer de Jacques Maritain, não é uma simples coleção ou somatória justaposta de bens individuais, porém tem uma consistência essencialmente societária. Mas frequentemente esta ideia de bem comum, quando desligada dos mecanismos reais de dominação e de desigualdade das estruturas, na verdade se encolhe num bem parcial
de uns poucos privilegiados. A única maneira de universalizar de fato o chamado bem comum será de colocá-lo no embate concreto na sociedade onde, para usar expressões de Gramsci, as necessidades dos setores subalternos se contrapõem aos privilégios dos setores
dominantes. E aí a ética terá muito a dizer, para desocultar, denunciar e propor.

A moral, tal como definida acima, vai julgar os comportamentos individuais neles mesmos. Ela se aproxima da ética social reduzida ao possível e com ela pode se confundir. Nem uma nem outra
questionam a sociedade em sua heterogeneidade estrutural das desigualdades. Um bom exemplo disso é a luta contra a corrupção. Não se nega sua importância – nem da chamada lei da ficha limpa – desde que integrada num contexto ético de opções políticas. Isolada, pode ser um sutil álibi para evitar entrar no debate político da crítica à realidade tal qual existe. Bastaria penalizar alguns corruptores, ativos ou passivos, e muitos setores ficariam em paz com sua consciência, sem questionar os fundamentos básicos da sociedade em que vivem. Temos aí o moralismo, que é a redução da ação política a essa moral individualista, que mascara e oculta a trama desigual da
realidade social.

Vejamos como o moralismo foi se manifestando no Brasil, expressado basicamente pelos mesmos setores em diferentes momentos da história contemporânea. No começo dos anos 50, governo Vargas, num processo de construção da nação (do qual o “nosso petróleo é nosso” foi um
símbolo), Carlos Lacerda e a chamada banda-de-música da UDN (constituída por parlamentares bacharéis de boa oratória), destilavam sua raiva azeda. Denunciavam desde um empréstimo menor do Banco do Brasil ao periódico Última Hora (que cometera o crime de não se alinhar com a mídia dominante), passando pelo balcão de favores miúdos de humildes e obtusos seguranças do presidente, para chegar à denúncia estrepitosa de “um mar de lama” nos porões do
regime. Tudo isso encaminharia lideranças militares a propor o afastamento de Vargas, levando este ao gesto último de um suicídio denunciador. Lembremos como isso abalou os setores populares do país, levando Lacerda, apodado de “o corvo do Lavradio”, a esconder-se para fugir da ira popular.  Depois tivemos o histriônico Jânio, com sua vassoura, eleito presidente com o apoio dos mesmos setores lacerdistas, mais interessado numa moral caricata de proibir os biquínis e as rinhas de galos do que de enfrentar os problemas éticos reais do país.
Nesse caso, um provável estado etílico o levou a renunciar. Anos depois, tivemos o apoio desses mesmos setores ao golpe militar de 64, insistindo no tema da corrupção, agora somado ao da subversão, para evitar projetos de “reformas de base”, ameaçadores de privilégios fundiários ou exigindo acesso ao trabalho e uma tributação menos injusta. Mais tarde veio o Collor da luta contra os marajás, os quais não eram vistos como um setor dominante, mas como pessoas que se enriqueciam indevidamente. Descoberto ele mesmo como sendo um deles, desta vez veio o impeachment. Boa parte do eleitorado que apoiou esses políticos e apoiou o golpe, era
constituída por setores das classes médias urbanas pouco sensíveis às injustiças estruturais, guiada pela grande imprensa sua aliada e mentora.

Vamos descobrindo assim uma opção de priorizar a denúncia dos deslizes morais individuais, a fim de ocultar o grande escândalo ético de um país das desigualdades. Uma elite atrasada e voraz, com seus meios de comunicação, envolve esses setores médios – transformando-se em seu “intelectual orgânico” -, para evitar a indignação diante dos crimes dirigidos contra os pobres,
marginalizados do bem comum. Ao tocar nesse último ponto vem logo, por parte de seus teóricos, a denúncia de populismo de quem os assinala, Getúlio, Jango, Brizola, Lula e agora Dilma. 

No caso concreto do Brasil, soma-se a isso um preconceito dos que não conseguem suportar a liderança de um operário que não surgiu dos círculos habituais do poder. Como disse Luís Fernando Veríssimo, um simples da Silva ocupou o lugar destinado aos Bragança.

Chegando aos dias de hoje, há uma coincidência pelo menos suspeita entre os prazos do julgamento do chamado mensalão e o final do período eleitoral. Merval Pereira, epígono menor do velho lacerdismo, já abriu o jogo e assinalou com avidez incontida, a simultaneidade da possível condenação de políticos do PT, com os dias que antecederão às eleições. As punições, para ele, deveriam ter um impacto imediato nos resultados eleitorais. Mais do que isso, a sociedade seria levada a crer que, resolvendo essas tensões morais individuais, esqueceria e passava ao largo das exigências de uma ética social já aplicada nas políticas sociais do governo, hoje integrando milhões de brasileiros à produção, ao consumo e à participação cidadã. A mídia, deformando o processo no STF, foi desenhando a caricatura teatral do que seria para ela “o maior acontecimento da história do país”! E vai se fazendo de um relator- aliás nomeado por Lula, como vários outros ministros, com critérios jurídicos e não de clientela -, uma espécie de anjo exterminador,
ainda que provavelmente não seja essa sua intencionalidade pessoal.
Mas, já com um futuro político garantido, o elevam como herói da classe media moralista e, de forma bastante compreensível, também de uma ultra-esquerda principista. Duas vertentes que, no Rio, se unem no apoio a Freixo do PSOL, embaçando um itinerário pessoal anterior
de coragem moral e de denúncia ética.

Não podemos esquecer que o chamado valerioduto foi construído a partir de 1998 com o PSDB de Minas Gerais, na campanha de Eduardo Azeredo, assim como antes tivéramos a privataria escandalosa dos tempos de FHC. Mas as denúncias de agora, com a revista Veja à
frente de um cartel na mídia, são seletivas e tantas vezes irresponsáveis e falsas. Elas mais escondem do que desocultam. Como lembrou numa brilhante intervenção no parlamento o senador Jorge Viana, os dois últimos governos deram um crédito de confiança à
Polícia Federal como órgão investigador e colaboraram para que o Supremo e o STJ ficassem cada vez mais independentes. Se hoje aparecem à luz do dia os malfeitos, é porque o aparelho do estado tem mais liberdade e independência, o que fortalece o processo democrático. Mas o mesmo senador alerta que, como anos atrás, também num momento pré-eleitoral das primeiras denúncias, há no ar uma intenção anti-democrática oculta de sonhar com um golpe branco, para
sustar o processo de avanços sociais e para destruir um Lula intolerável por sua grande aceitação popular. 

Em 2005, no começo da apresentação em conta-gotas dos escândalos pela mídia, numa tática de desgaste gradual, o PT não soube reconhecer com coragem seus erros e deformações internas. Foi quando seu presidente interino, Tarso Genro, lançou a ideia certeira e lúcida de “refundar o partido” e rever a fundo costumes e ações. Não se elegeu como presidente nas eleições internas seguintes. O PT perdeu ali uma grande oportunidade histórica, pela resistência de um núcleo duro que fora entrando na lógica costumeira dos outros partidos. Não esqueçamos que membros do PT resvalaram para velhos hábitos das forças políticas, alguns como aprendizes amadores mirins, como o secretário-geral acusado de receber um mísero Land Rover. Outros possivelmente não se desvencilharam de um passado aparelhista, de uma velha esquerda que quer permanecer no poder a todo custo.

Porém as velhas raposas, profissionais nessa área, chamem-se Sarney ou ontem ACM, faziam pior mas não deixavam rastos. Já Maluf, com total cinismo, nem se dá o trabalho de ocultar seus atos. Há uma indicação inquietante que vem do Maranhão. Jackson Lago, que conquistou o título de melhor prefeito do país, foi eleito governador em 2006, numa virada surpreendente, terminando com quarenta anos de coronelismo dos Sarney.  Com apenas cinco meses de governo, foi acusado de corrupção envolvendo familiares. Em 2009, o TSE anulou os votos de Jackson, o que permitiu a posse de Roseana Sarney, segunda colocada, que sempre conseguiu habilmente esquivar-se de acusações que pairavam sobre ela, a não ser no momento de um vale-tudo dentro da própria
oposição, na luta por uma candidatura à presidência que poderia fechar o caminho para Serra.

Isso leva à necessidade de rever as políticas de alianças aéticas e esdrúxulas que, em nome de uma possível governabilidade e a alto preço, apenas servem para reforçar o clamor moralista. Melhor seria o governo dirigir-se às forças vivas do tecido social, especialmente movimentos sociais, como verdadeiros aliados e grupos de pressão da sociedade.

Aqui vemos, como em tantos países, a crise de legitimidade de boa parte dos partidos, que não se pode confundir com crise da democracia. Saindo de vinte anos de governo militar temos de ser
muito cautelosos a respeito. 

Há que apelar para a sociedade, como sujeito primeiro da participação política. Com ela se poderia superar a pouca confiabilidade de uma representação nas mãos de bancadas  conservadoras, como a dos ruralistas, que se elegem pelo poder do dinheiro. Ainda que pareça difícil, as eleições vindouras deveriam ser o momento de uma profilaxia da política. Por isso, os setores dominantes e a mídia a seu serviço tratam, pelas denúncias moralistas, de evitar que resultados eleitorais revejam a representatividade da força hegemônica do capital. O teste eleitoral
próximo poderia servir para ver se o teatro montado em torno ao mensalão será ou não levado em conta por uma parte importante da população. Esta sente claramente no seu cotidiano um processo de mudanças, talvez não com a celeridade desejável, mas que vem enfrentando, aos poucos, os marcos estruturais da dominação secular das elites. Aqui a política, a partir de uma ética social transformadora, poderia superar as resistências poderosas de uma moral individualista e farisaica dos donos do poder real na sociedade. 
Luiz Alberto Gómez de Sousa, sociólogo e ex-funcionário das Nações Unidas, é diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Cândido Mendes

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setembro 24, 2012

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Gostaria de declarar o meu voto (e indicar essa possibilidade para quem ainda não tem candidato) para vereador no Nabil Bonduki. Ele é professor da FAU-USP e tem uma história de serviço público para mostrar. Confira:


http://www.nabil.org.br/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/vereadores/sp-sao_paulo-13633-3.shtml 

http://politica.estadao.com.br/eleicoes/candidatos/vereador-2012,sao-paulo,sp,nabil-bonduki,13633 

http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/08/24/voce-conhece-nabil-bonduki-candidato-a-vereador-em-sao-paulo/ 

 

 

Palavras-chave: eleição, Nabil Bonduki, vereador

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

setembro 13, 2012

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agosto 26, 2012

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“Voltei aos AUTOS e agora convencido de forma mais FIRME e mais FORTE (…) que (…) este ato final [o saque feito pela mulher de João Paulo] nada mais é do que o último passo que um sofisticado mecanismo de, aparentemente, numa primeira impressão, branqueamento de dinheiro de capital”. Lewandowski, em 2007, no recebimento da denúncia do mensalão. [deviniência jurídica?]

 

Em 2007, ocasião em que a denúncia do mensalão foi recepcionada pelo STF, existia a hipótese, hoje completamente descartada, de que a mulher de João Paulo Cunha, Márcia Regina Milanésio Cunha, havia sacado dinheiro em seu próprio nome. Há provas documentais, incontestáveis, de que essa informação é INVERÍDICA.

 

Quando julgaram o recebimento da denúncia, os ministros Ayres Britto, Gilmar Mendes e Eros Grau não sabiam de tal falsidade. Votaram contra a recepção da denúncia, especificamente nesse ponto, por imaginarem ausente a configuração da tentativa de “branqueamento”, de lavagem de dinheiro, uma vez que o saque tinha sido feito sem escamoteamentos.

 

Atualmente, porém, essa camuflagem foi desbarata.

 

A informação de que a quantia foi liberada em nome da esposa de João Paulo Cunha é falsa. Falsa! Repito: FALSA!

 

Pela leitura do voto do ministro Joaquim Barbosa, nota-se o seguinte [fls. 56 e seguintes]:

 

O modus operandi utilizado para a consecução das operações de lavagem de dinheiro pode ser assim resumido:

 

1) a SMP&B emitiu cheque oriundo de conta mantida no banco Rural em Belo Horizonte, nominal a ela própria (SMP&B), com o respectivo endosso, sem qualquer identificação de outro beneficiário além da própria SMP&B;

2) a agência do banco Rural em Belo Horizonte, onde o cheque foi emitido, enviou fax à agência do banco Rural onde o saque seria efetuado (no caso, Brasília), confirmando a posse do cheque e autorizando o levantamento dos valores pela pessoa indicada informalmente pela SMP&B, no caso, a esposa do acusado, Sra. Márcia Regina Milanésio Cunha;

3) Conforme detalhado no Item IV, nessas operações de lavagem de dinheiro, o Banco Rural, apesar de saber quem era o verdadeiro sacador, tanto é que enviava um fax com a autorização em nome da pessoa, não registrava o saque em nome do verdadeiro sacador/beneficiário. A própria SMP&B aparecia como sacadora, com a falsa alegação de que os valores se destinavam ao pagamento de fornecedores. Essa informação falsa alimentava a base de dados do Bacen e do Coaf;

4) a Sra. Márcia Regina Milanésio Cunha recebeu pessoalmente o dinheiro, que já estava separado na agência, baseando-se, apenas, na identificação e na autorização informalizada enviada por fax para a agência de Brasília.

 

Com esses mecanismos, o verdadeiro portador dos recursos em espécie permaneceu oculto, bem como dissimularam-se a origem, natureza, localização, movimentação e propriedade do dinheiro recebido, que era fruto de crime contra a administração pública.

 

Por esse mecanismo, que, por sua eficácia, permitiu que os fatos permanecessem encobertos por quase dois anos, até mesmo se o próprio Sr. JOÃO PAULO CUNHA tivesse se dirigido pessoalmente à agência do Banco Rural em Brasília, teria praticado o crime de lavagem de dinheiro.

 

Márcia Regina Milanésio Cunha, esposa do ex-presidente da Câmara e deputado petista, não retirou dinheiro em seu próprio nome. Formalmente, não era a esposa de Cunha, mas a SMP&B sacando dinheiro da SMP&B.

 

Será que Britto, Mendes e Grau, munidos de tais informações, rejeitariam a denúncia nesse ponto específico?

 

Quando Lewandowski não tinha, cabalmente, provas concretas a revelar a lavagem, recebeu a denúncia. Agora, ante provas evidentes, inocenta João Paulo Cunha?!

 

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Postado por Osvaldo Alves de Castro Filho | 0 comentário

agosto 25, 2012

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MANUEL CALVO HERNANDO FALECEU, MAS SEU EXEMPLO DE DIVULGADOR CIENTÍFICO CONTINUA PARA NÓS.

 
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A morte do pioneiro do jornalismo científico da Espanha, Manuel Calvo Hernando, aos 88 anos, no dia 16, em Madri, lembra importante ciclo de incentivo à divulgação da ciência na imprensa da América Latina, com especial destaque para o Brasil.

Calvo Hernando ajudou a criar, em países da América Central e do Sul, associações de jornalismo científico, visando despertar o interesse das novas gerações para a divulgação da ciência.

Bacharel em direito, não exerceu a advocacia, preferindo a atividade de jornalista nas páginas do diário “Ya”.

Esteban Cobo – 13.set.98/Efe
O jornalista científico espanhol Manuel Calvo Hernando, que morreu aos 88 anos em Madri
O jornalista científico espanhol Manuel Calvo Hernando, que morreu aos 88 anos em Madri

Em 1955, ao cobrir a 1ª. Conferência Mundial de Usos Pacíficos da Energia Atômica, organizada pela ONU, em Genebra, descobriu a ciência e a importância de tornar acessível à maioria o conhecimento de uma minoria, como dizia em suas palestras.

Desde então, até mesmo quando assumiu o cargo de subdiretor do jornal, continuou a escrever sobre ciência.

Como pioneiro do jornalismo científico espanhol, dizia que o conhecimento dos avanços da ciência e da tecnologia pela população a ajudaria a decidir sobre seu futuro.

Em 1969, iniciou uma série de cursos e palestras na América Latina quando, em colaboração com o venezuelano Aristides Bastidas, fundou a Associação Ibero-Americana de Jornalismo Científico.

Em 1970, a convite do professor José Marques de Melo, ministrou curso na Escola de Comunicações Culturais da USP, cujas lições, destaca Marques de Melo, “foram basilares para a aprendizagem e o exercício crítico do jornalismo científico”.

Calvo Hernando incentivou a fundação da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, criada em 1978. Graças ao seu empenho, São Paulo foi sede, em 1982, do 4º. Congresso Ibero-Americano de Jornalismo Científico, realizado concomitantemente com o 1º. Congresso da ABJC.

A repercussão dos congressos resultou, na década de 80, no surgimento de editorias de ciência e tecnologia nos principais jornais do país.

Há dez anos, durante o 1º. Congresso Internacional de Divulgação Científica realizado na USP pelo Núcleo José Reis e pela Associação Brasileira de Divulgação Científica, proferiu sua
última conferência no Brasil, quando analisou os desafios ligados à ética na divulgação científica.

Em um dos cursos que ministrou na Espanha, um aluno perguntou sobre as qualidades necessárias para ser jornalista científico. Respondeu: “Em primeiro lugar, deve ser jornalista e conhecer o ofício. Depois, deve ter amor especial ao conhecimento e uma curiosidade universal, além de espírito pedagógico”.

Não houve sepultamento do corpo de Hernando. Ele doou seu corpo a uma faculdade de medicina.

Em www.manuelcalvohernando.es podem ser lidos alguns de seus artigos, como o “Decálogo do Divulgador da Ciência” por ele criado.

Julio Abramczyk

Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção ‘Saúde’.

 

Palavras-chave: DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, EXEMPLO, FALECIMENTO, HOMENAGEM, http://www1.folha.uol.com.br/colunas/julioabramczyk/1142804-a-importante-missao-de-um-divulgador-cientifico.shtmlA importante mi, MANUEL CALVO HERNANDO

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agosto 14, 2012

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Postado por Claudete Mira

Brilhante Ustra em foto de arquivo (Agência Estado)SÃO PAULO. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, na tarde desta terça-feira, a sentença que apontou o coronel da reserva Carlos Brilhante Ustra como responsável por torturas no período da ditadura militar.

Por 3 votos a 0, os desembargados negaram o recurso da defesa de Ustra, que evocava a Comissão da Verdade, a Lei de Anistia e a lei de 2002 que define reparações para anistiados para argumentar que não caberia à Justiça definir responsabilidade por acontecimentos do período da ditadura.

O processo movido pela família Teles começou a tramitar em 2005. A sentença de primeira instância, do juiz Gustavo Teodoro, da 23º Vara Cível, havia sido dada em 2008 e reconhecia a responsabilidade civil de Ustra por torturas praticadas na sede do Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo. Ustra comandou a unidade entre 1970 e 1974.

Palavras-chave: Ustra nunca mais; ditadura; direitos humanos;

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julho 28, 2012

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32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando José Freire, recebeu do ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, do MCTI, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica - 2012, na abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luis-MA, domingo 22.

:: Por Marcus Andrey
Enviado Especial

(De SÃO LUÍS - MA) - A Fundação Joaquim Nabuco obteve reconhecimento público de toda a comunidade acadêmica presente na 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ao receber, pelas mãos do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, a mais importante comenda de divulgação científica do país, concedida, anualmente, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O prêmio é atribuído a personalidades e instituições que contribuem para a formação de uma cultura científica e por tornar conhecidas do grande público a Ciência, a Tecnologia e a Inovação.

O reconhecimento vem coroar o desempenho da Fundaj em ações de divulgação científica consideradas exemplares pela comissão julgadora: o case do site Pesquisa Escolar - campeão de acessos, com mais de 2,5 milhões de visitas; a revista eletrônica "Coletiva", com edições trimestrais cuidadosamente elaboradas; os equipamentos culturais do Engenho Massangana, Massangana Multimídia Produções e Museu do Homem do Nordeste; e a promoção da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece anualmente desde 2004.

A instituição estava concorrendo com outras 190 ações de divulgação científica em todo o Brasil, distribuídas da seguinte forma: 112 na Região Sudeste, 41 no Sul, 26 no Nordeste, 5 no Centro-Oeste e 6 na Região Norte. Dessa forma, desbancou inclusive os maiores espaços de divulgação científica nacional, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O presidente da Fundaj, Prof. Dr. Fernando José Freire, detalhou o projeto de divulgação que foi apresentado ao CNPq para concorrer ao Prêmio José Reis, na conferência “A Divulgação Científica na Região Nordeste e o papel da Fundação Joaquim Nabuco”, proferida na terça-feira (24), para uma platéia especial de acadêmicos que incluía o reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho; e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião, Fundaj e UFMA assinaram convênios de cooperação técnica.

Duas reportagens produzidas pela Rede Globo Nordeste, veiculadas em Pernambuco, foram mostradas durante a conferência do Prof. Dr. Fernando Freire, provando que a Fundaj tem grande potencialidade para a divulgação de suas ações na grande mídia: uma sobre o Engenho Massangana e outra detalhando o Museu do Homem do Nordeste. O forte apelo midiático que a instituição desperta foi demonstrado também durante esta 64ª SBPC, com inserções conseguidas para a TV Mirante (afiliada Globo), TV Cidade (afiliada Record) e o jornal impresso O Estado do Maranhão.

“Muito nos orgulha poder externar para o grande público as ações de divulgação científica da Fundação Joaquim Nabuco, que é de todos”, disse o Prof.Dr. Fernando José Freire, finalizando sua conferência.

Palavras-chave: CNPq, divulgação científica, José Reis, prêmio anual

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julho 03, 2012

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Postado por Claudete Mira

 

 

Carta Verde

Gabriel Bonis

Tocantins

02.07.2012 17:13

Justiça condena prefeito de Palmas por construção de praia artificial em APP

A costumeira violação da lei ambiental nos nove estados da região Amazônica resultou na sexta-feira 30 na condenação de uma autoridade pública. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) sentenciou Raul Filho, prefeito de Palmas, capital do Tocantins, a um ano de prisão por crime ambiental. Segundo o tribunal, Raul Filho (eleito pelo PT e hoje sem partido) construiu sem licença válida uma casa de mais de 114 metros quadrados, um rancho de 64 metros quadrados e uma praia artificial com área lavada de 8 metros de largura por 45 metros de comprimento. Tudo isso em uma área de preservação permanente (APP) no município de Iracema, às margens do lago da usina hidrelétrica de Lageado. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as obras – que também incluem um muro de arrimo de 32 metros – causaram danos ambientais irreversíveis à APP. Raul Filho terá, no entanto, 120 dias para recuperar a área sob risco de perder o terreno e será multado.

 

Segundo coordenadas do Ibama-TO, esta é a área afetada pela intervenção de Raul Filho. Foto: Google Earth/Reprodução

 

A conduta do prefeito durante o processo também é questionada. De acordo com a Justiça, a licença ambiental para a obra surgiu apenas durante a ação criminal. Expedida por órgão ambiental estadual, foi considerada inválida. O documento dizia não haver dano ambiental na área, uma observação contestada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). “O tribunal mandou o Ibama realizar outra perícia mais detalhada, que identificou uma invasão e deterioração do meio ambiente quase irreparável, apenas para lazer e uso privado. Não há possibilidade de regeneração de fauna e flora”, diz Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, procurador da Procuradoria Regional da República (PRR1) e autor da ação penal.

Para o procurador, o prefeito tentou “dar uma impressão de legalidade” à sua conduta utilizando “órgãos estatais em benefício pessoal”. “Isso pode, inclusive, agravar a pena neste sentido”, ressalta. Ele completa que o prefeito optou por construir na parte de seu terreno onde sequer seria possível conseguir um licenciamento, além de ignorar um embargo do Ibama.

O TRF1 aponta que Raul Filho desmatou a vegetação nativa – 87% do território do estado é coberto por cerrado e o restante por floresta de transição amazônica – para realizar o plantio de vegetação exótica. Isso causou compactação e impermeabilização do solo, provocando erosão das margens do lago e assoreamento.

Carvalho acredita que este é o primeiro precedente no TRF1, que abrange 13 estados, de uma condenação por crime ambiental a um prefeito com foro privilegiado. O que também pode torná-lo inelegível, segundo os critérios da Lei da Ficha Limpa. “Ainda dependemos do trânsito em julgado da condenação e dos recursos”, aponta o procurador.

O prefeito foi procurado pela reportagem, mas não quis conceder entrevista. Em nota, afirmou que recorrerá da decisão. Ele diz que “as benfeitorias” realizadas na área possuem licenciamento ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e aprovação da Marinha do Brasil. “Não realizamos obra de supressão de vegetação nativa, nem a substituímos por espécies de vegetais exóticos. Também não fizemos a compactação e impermeabilização de solo, provocando erosão, conforme afirma a decisão do Tribunal Regional Federal”, apontou. Segundo ele, a interferência na mata nativa ocorreu para replantio da vegetação degradada. O muro, alega, foi feito para evitar o assoreamento.

O processo tem como base uma ação civil pública ajuizada pela Procuradoria da República no Tocantins à Justiça Federal no Tocantins. Como o prefeito tem foro privilegiado, os autos foram encaminhados à Procuradoria Regional da República, que denunciou Raul Filho por crime ambiental ao TRF1. A ação civil pública para a demolição tramita na primeira instância e pode condenar Raul Filho a se desfazer das obras poluidoras às margens do lago, sob pena de multa diária.

Ligação com Cachoeira

Não bastassem os problemas de ordem ambiental, o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou no domingo 1º um vídeo no qual Raul Filho aparece negociando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira oportunidades de investimento para o contraventor em Palmas. À época, em 2004, o petista disputava a prefeitura da cidade. As imagens fazem parte da operação Monte Carlo da Polícia federal, que investiga os negócios de Cachoeira.

No vídeo, um suposto assessor de Raul Filho também aparece negociando um pagamento de 150 mil reais para ele e o prefeito.

Em Palmas, a Delta Construções, empresa apontada pela PF como uma das integrantes do esquema do bicheiro, possui contratos de limpeza urbana. Os acordos são de 72 milhões de reais e o Ministério Público suspeita de irregularidades na licitação.

Palavras-chave: meio ambiente; política; educação; políticas públicas; desigualdade social; ciência

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maio 25, 2012

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Muitas pessoas se cadastram no Stoa porque querem participar de um ambiente de apoio a uma disciplina no Moodle do Stoa. Para alguns, o "Stoa" é sinônimo do Moodle do Stoa. Mas na verdade o projeto Stoa consiste de 3 serviços diferente:  a rede social no endereço stoa.usp.br ("espaços para indivíduos"), o Moodle do Stoa no endereço disciplinas.stoa.usp.br e os documentos colaborativos em wiki.stoa.usp.br.

Para poder participar no Moodle do Stoa é preciso se cadastrar no Stoa. Mas algumas pessoas não querem um perfil no Stoa, a rede social. Talvez eles já tem uma presença na Web e não querem diluir esta presença com mais um perfil na Web.

Para estas pessoas temos (já desde 2009) uma funcionalidade de redirecionamento que permite apontar onde encaminhar pessoas que acessem o endereço http://stoa.usp.br/fulanodetal

Para configurar isto, basta entrar nas configurações da conta e clicar na aba "Moderação"

Lá, pode escolher de esconder o seu perfil completamente (para quem é "de fora" e não logado no Stoa) e além disto, pode escolher um outro endereço na Web:

O Stoa pretende oferecer um "espaço na Web" para criar parte da sua identidade institucional. Mas não seria apropriado forçar membros da nossa comunidade usar esta possibilidade, só porque precisam participar de outros serviços que o Stoa oferece. As iniciativas de TI na instituição sempre devem ir no sentido de um maior autonomia e controle sobre os seus dados para os seus membros.

Palavras-chave: autonomia, http 302, redirecionamento, stoa

Postado por Ewout ter Haar em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

maio 23, 2012

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Ni!

Há duas décadas atrás, um ainda jovem Movimento Software Livre alertava o mundo de que o grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade era o controle sobre o código fonte executado pela imensa maioria dos computadores, praticamente dominados por uma só empresa.

Através do avanço da Internet, impulsionado por tecnologias desenvolvidas pelo movimento, esse domínio caiu e ainda hoje estamos a assimilar mudanças de paradigma muito além do prometido.

Hoje, e de fato já há alguns anos, parte do Movimento Software Livre começou um novo alerta. O grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade ganhou um outro aspecto, o controle dos dados e da interoperabilidade dos aplicativos que os manipulam. Praticamente dominados por três empresas: Google, Facebook e Apple.

Enquanto a resposta anterior foi criar um sistma operacional livre, hoje conhecido por GNU/Linux, a resposta atual iniciou-se com a conceituação de serviço federado e autônomo, o desenvolvimento da licença AGPL, e uma chamada à produção de plataformas que substituam os atuais monopólios.

Explico:

Federado é o serviço que funciona como o email, onde eu posso escolher meu provedor e interoperar com quem escolheu outro naturalmente, através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

Pense num usuário do Facebook adicionando um usuário do Google+, ou alguém usando o Google Apps para colaborar com um usuário do Office 360, alguém usando o Twitter para seguir um Tumblr, ou postando uma vídeo resposta no Vimeo para um vídeo no Youtube. Nada disso é possível hoje, pois na ausência desses protocolos, cada serviço origina um grande monopólio para o qual é vantagem manter os usuários dependentes de si, evitando inovações maiores do que a altura dos seus muros, mesmo que elas sejam de interesse dos usuários.

Autônomo, um conceito mais novo, é o serviço onde o provedor não tem controle sobre os seus dados, nem legalmente, nem tecnicamente, podendo os dados inclusive estar hospedados em um outro provedor, com o qual o primeiro interopera através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

O email ainda serve de exemplo, pois você pode fazer o download de todas as suas mensagens e carregá-las em outro provedor, como também pode encriptar suas mensagens ao armazená-las, de forma a dificultar o acesso do provedor ao conteúdo delas. Serviços autônomos, contudo, consideram a separação entre serviço e dados de forma ainda mais implícita. Na sua forma mais avançada, você escolhe dois provedores: um que hospedará seus dados e outro que oferece os aplicativos. Você pode, a qualquer momento, trocar seu provedor de aplicativos mantendo os seus dados no mesmo lugar, ou vice-versa. Além dos ganhos evidentes em privacidade, isso promove a concorrência entre ofertas de dados e aplicativos, como também a interoperabilidade dos dados, libertando o usuário da necessidade, e até mesmo da conveniência, de usar um único provedor para todos os serviços.

Mas, mais do que isso, serviços federados e autônomos desbloqueiam uma mágica que ainda hoje a Internet não nos permite usufruir: a possibilidade de processar esses dados para nossas necessidades específicas, ignoradas pela abordagem "uma interface, um algoritmo" dos mega provedores, e todo um mercado de personalização da informação que permanece subdesenvolvido. A princípio isso terá imenso significado para a capacidade de empresas estudarem e transformarem seus processos e produtividade, hoje sequestrados pelas grandes plataformas para qualquer coisa mais moderna do que email.

Essa personalização estende-se da escolha da interface e organização dos dados até os algoritmos que os processam, e mais além com o uso de inferência estatística e inteligência artificial para enriquecer as informações. E assim, aos poucos, essas práticas entrarão também no cotidiano das pessoas, permitindo que o usuário organize as suas informações pessoais da forma como organiza seu pensamento e sua vida, refletindo a individualidade das suas relações e tornando sua experiência mais natural e prazeirosa, reduzindo o stress informacional.

Uma boa metáfora aqui é a moda. Hoje convivemos com apenas três grifes de informação, mas que estão funcionalmente divididas: uma orientada para o trabalho, outra para a vida pessoal e consumo, e por fim uma para o deleite focado na elite. Ou seja, cada domínio da vida só nos dá uma única opção de vestimenta! Estamos, aqui, presos num espaço de extrema subutilização da criatividade humana.

Bem, por uma provocação do Paulo Meirelles a indicar nomes internacionais para convidados do Fórum Internacional de Software Livre deste ano, acabei compilando num email para a lista de discussão do Centro de Competência em Software Livre da USP uma conjunto de projetos que inovaram substancialmente na direção discutida acima, e então o Luciano Ramalho convenceu-me a transformar a lista neste post.

Há um número crescente de projetos inovadores acontecendo no movimento Software Livre relacionados a web, federação, autonomia e mobile. Cada um deles tem potencial real de revolucionar a Internet ou, mais precisamente, as nossas vidas pessoais, profissionais e as empresas.

Se o movimento conseguir aproveitar a vantagem com que já está partindo para quebrar o velho modelo, essa área pode explodir e projetar o software livre como nunca antes. As iniciativas abaixo já estão gerando novos modelos de desenvolvimento e de negócio, simultâneamente ao que revelam sentidos mais profundos de liberdade para o software.

Parece-me fundamental, neste momento, trazer isso para conhecimento do público e dos desenvolvedores brasileiros, que às vezes sinto estarem comendo bola nessa direção, especialmente por ser uma área que está nessa transição para abrir-se como negócio lucrativo ao mesmo tempo em que tem aspectos técnicos extremamente inovadores e finalmente resolve questões éticas com as quais estamos nos debatendo há alguns anos.

Eis a lista de convidados sugeridos, trocado o destaque do nome para os projetos....

StatusNet

http://status.net/

Evan Prodromou

Desenvolvedor do StatusNet - plataforma microblog federada AGPL - e da empresa homônima que vende redes federadas como serviço autônomo.

http://evan.prodromou.name/

Se não puder vir o Evan, peçam pra ele indicar alguém - o statusnet é talvez a rede federada de maior sucesso e relevância depois de email e XMPP.

XMPP/Jingle

http://xmpp.org/

Peter Saint-Andre

Falando em XMPP, que tal convidar o Pierre da XMPP Strandards Foundation e administrador do Jabber.org?

https://stpeter.im/

Media Goblin

http://mediagoblin.org/

Christopher Allan Webber

Desenvolvedor do MediaGoblin - plataforma multimídia federada AGPL - e engenheiro de software da Creative Commons.

http://dustycloud.org/

Se não puder vir o Chris, peçam pra ele indicar algum outro desenvolvedor, tem uma galera forte no MG.

Own Cloud

Algum desenvolvedor do Owncloud - plataforma AGPL para dados pessoais e aplicativos autônomos - que já está sendo vendido como serviço autônomo.

http://owncloud.org/

remoteStorage (Unhosted)

Se rolar também tragam alguém do Unhosted, projeto que está criando protocolos e bibliotecas (remoteStorage) para aplicativos web usarem dados remotos, viabilizando autonomia dos dados.

http://unhosted.org/

Diaspora ou Friendica

Também acho que vale a pena chamar alguém desses projetos, especialmente se o Evan, o Peter ou o Christopher não puderem vir.

http://diasporafoundation.org/

http://friendica.com/

Mobile

Como não dá pra falar de computação sem considerar dispositivos móveis, vale notar também o progresso das plataformas móveis que buscam internalizar os princípios do software livre, federado e autônomo, em sua constituição - ainda que a maioria das demais já tenha na web um ponto de compatibilidade.

O mercado mobile nasceu já em forma de cartel e é violentamente controlado pelas operadoras, e as empreitadas do software livre até então não lograram sucesso, porém falharam gloriosamente indo sempre um passo adiante. Com o amadurecimento dessas e o sucesso do Andoid, empurrado pelo gigante que o desenvolve, há sinais de que esse mercado está mais preparado para receber software livre.

Atualmente a Mozilla vem trabalhando no desenvolvimento do Boot2Gecko, e a Intel com a Linux Foundation no Tizen - herdeiro do Meego e, através deste, do Maemo e do Moblin. Também a Canonical vem aprontando algo nessa direção.

https://www.mozilla.org/en-US/b2g/

http://www.ubuntu.com/devices/android

https://www.tizen.org/

Infraestrutura

Antes de encerrar esta lista, há uma última direção importante de mencionar, que é a infraestrutura livre de computação distribuída para garantir que os provedores federados e autônomos possam dar escala a seus serviços de forma eficiente e confiável.

Dois projetos que merecem atenção aí são o OpenStack e o OpenCompute, ambos relacionados a padronizar hardware e software abertos para esse fim.

http://openstack.org/

http://opencompute.org/

Bem, é isso aí! Evidentemente não estou aqui pra dizer que esses projetos são mais importantes que outros similares, ou que eles abordam um problema mais importante do que, por exemplo, edição de vídeo não linear ou desenho para engenharia, mas eles focam uma área pervasiva que se aproxima de um ponto crítico onde a direção tomada terá grande significado social, político e econômico.

Abraços,

ale

.~´

 

Palavras-chave: autônomo, federado, fisl, livre, software livre

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

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maio 17, 2012

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A Petrobras formalizou na quarta-feira, 9 de maio, a adesão ao programa Ciência sem Fronteiras e o compromisso de aportar R$ 319 milhões com a finalidade de financiar oportunidades de formação no exterior para estudantes brasileiros. A Companhia participará com cinco mil bolsas do total de 101 mil bolsas de estudo previstas pelo programa.

 

O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, representou a Companhia no evento de assinatura do protocolo de cooperação. Também assinaram o documento o presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Glaucius Oliva; o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães, e o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Florival Rodrigues de Carvalho.

 

Para o diretor José Eduardo Dutra, a participação da Companhia no Programa representa “uma oportunidade para a ampliação do esforço no fomento à formação e qualificação de profissionais, beneficiando o segmento de petróleo, gás, energia e biocombustíveis”. E prosseguiu: “A Petrobras financiará cinco mil bolsas em instituições de excelência no exterior para formar profissionais que ajudem a cadeia de petróleo e gás”.

 

O Programa

 

O Programa Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional de estudantes brasileiros. O público-alvo são os alunos de universidades e instituições de Ciência e Tecnologia que atendam às condições estabelecidas no edital.

 

O Programa é resultado de iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

 

As linhas de interesse consideradas prioritárias para a Petrobras no escopo do Programa, e que serão desdobradas em áreas de conhecimento específicas com aderência ao segmento industrial da empresa, são:

 

· Engenharias e demais áreas tecnológicas;
· Ciências Exatas e da Terra;
· Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
· Computação e Tecnologias da Informação;
· Produção Agrícola Sustentável;
· Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
· Energias Renováveis;
· Tecnologia Mineral;
· Biotecnologia;
· Nanotecnologia e Novos Materiais
· Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
· Biodiversidade e Bioprospecção;
· Ciências do Mar, e
· Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva.

 

O Programa oferecerá bolsas em várias modalidades. A parceria com a Petrobras contempla as bolsas de graduação sanduíche (dirigida a alunos de graduação para estágios de seis meses a um ano em atividades acadêmicas e laboratórios de pesquisa, empresas ou centros de P&D, no exterior); doutorado sanduíche (para aluno de doutorado permanecer por até 12 meses no exterior), e doutorado pleno (para estudantes que pretendam fazer o curso em instituição de alto desempenho nas áreas prioritárias do Programa, com ênfase em tecnologia e inovação).

 

Para se candidatar, o estudante deverá, entre outros requisitos, ter concluído, no mínimo, 40% do curso de graduação e ter obtido pelo menos 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Deverão ser anexados à documentação o desempenho do candidato no curso superior no Brasil, eventuais prêmios obtidos na área de Ciência e Tecnologia (Jovem Cientista, Olimpíadas do Conhecimento etc.) e o nível de proficiência no idioma do país em que o curso pretendido será realizado. Quem desejar ou necessitar de aperfeiçoamento na língua poderá, ainda, fazer três meses de imersão no estudo do idioma.

 

Os estudantes devem atender aos requisitos definidos nos editais de seleção, disponíveis no sitewww.cienciasemfronteiras.gov.br, e formalizar a inscrição via internet. O critério de seleção dos alunos será por mérito.

 

A composição dos recursos destinados ao estudante contempla valor da mensalidade da bolsa, conforme tabela de valores publicada pelo CNPq, e outras despesas, como passagem aérea, seguro-saúde e taxas escolares. 

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maio 07, 2012

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Reinaldo Canto, Jornalista vEspecializado em Meio Ambiente

 

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

 

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Carta Verde

Reinaldo Canto

Reinaldo Canto

Guerra ambiental

03.05.2012 12:10

Código Florestal: Uma luta longe do seu final

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

Últimos artigos de Reinaldo Canto:
Pecuária certificada: a quebra de um paradigma
Tratamento de esgoto é a cura para todos os males

A rebelião das águas

Felizmente, manifestações de repulsa a toda essa truculência tem surgido de muitos setores e não só daqueles comprometidos diretamente com a defesa do meio ambiente. Entre elas, a da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) que divulgou nota oficial afirmando sua profunda preocupação com o projeto de lei recém aprovado e de senadores de várias correntes, participantes da negociação anterior, perplexos com o desfecho desse processo.

O governo também já se pronunciou e espera-se nos próximos dias o veto total ou parcial ao texto do novo Código. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sinalizou que a presidenta Dilma Rousseff deverá vetar “aquilo que representar a anistia (aos desmatadores), não terá respaldo do governo”.

Insegurança Jurídica

Toda a celeuma em torno do que vai valer ou não para a produção agrícola brasileira traz prejuízo e insegurança generalizada no campo. Muita gente encontra-se num limbo jurídico e deixa de investir ou regularizar suas propriedades por falta de clareza nas regras vigentes. Uma lei justa e equilibrada teria o mérito de esclarecer o proprietário rural sobre o que efetivamente ele deve ou não fazer para estar regular e poder assim se beneficiar da lei para produzir com todo apoio e tranquilidade.

Esse é caso do projeto “Agricultura Legal – Produzindo Sustentabilidade em Piedade”, desenvolvido em parceria entre a ONG Iniciativa Verde, o Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e a Prefeitura de Piedade, cidade localizada na região sudoeste do Estado de São Paulo detentora de 39% de seu território constituído por remanescentes da Mata Atlântica e 53% de sua população vivendo na zona rural.

O programa tem o objetivo de colaborar com os proprietários rurais para que eles consigam a regularização ambiental de suas terras e desse modo estejam aptos, entre outros, a receber créditos agrícolas para os processos de licenciamento ambiental; a facilitação na outorga do uso da água; além de obterem as condições para participar dos programas de PSA – Pagamentos por Serviços Ambientais – e de Servidão Florestal, o que poderá representar uma nova fonte de renda para esses agricultores.

Os custos do projeto estão totalmente cobertos pelo Funbio e parceiros. Isso quer dizer que os agricultores não precisam pagar nada para participar. Mesmo assim, a adesão tem sido baixa, em parte graças às indefinições relativas ao novo Código Florestal.

Este é apenas um caso, entre milhares, que aguardam a prevalência do bom senso para alcançarmos a paz no campo. O primeiro passo é garantir que a campanha “VETA DILMA” atinja seu objetivo de excluir os artigos polêmicos e assim retomar as bases para um diálogo construtivo.

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Gianni Carta

Revista Veja e Cachoeira

03.05.2012 12:28

Civita, o nosso Murdoch

Rupert Murdoch durante depoimento em Londres, nesta quinta-feira 26. Foto: Pool/AFP

Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita? Foto: Pool/AFP

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.

O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.

Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.

Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.

Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.

Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.

O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.

Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.

Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?

São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.

Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.

Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

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maio 06, 2012

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A OPOSIÇÃO SEM DISCURSO GRITA:

É UM REAL! É UM REAL! É UM REAL!

Atualmente a Tucanagem, teleguiada pela Midia, se apresenta como grande defensora do Trabalhador Brasileiro e se opõe às mudanças nas regras da Popupança. Como sempre, fazendo debate raso, inicia seus discursos a partir de uma Falácia; Tungaram o Dinheiro do Trabalhador!
Não! É mentira! E a mentira se dá porque aquele dinheiro investido na poupança até antes da mudança nas regras, continua... Seu rendimento permace intacto, crescendo como dantes. Portanto, nada se perdeu. Alguém só perde o que tem, assim como aconteceu no Plano Collor e Verão e na tungada da inflação no Plano Real. Aquilo sim foi um surrupio; quem tinha seu rico dinheirinho investido foi roubado, como se diz, na mão grande... E com aplausos da Midia. Isso é tungar, como já reconheceu a justiça.
Nesse caso atual, não... Havia um tipo de poupança e ele acabou. Inaugurou-se outro. Então, mudou sim a regra, contudo, somente para o dinheiro novo. Aquele que ainda será investido. E o trabalhador só investe nessa nova poupança se ele quiser... Se achar rentável. Sendo assim, nada se passou ao dinheiro de sua poupança e menos ainda quanto ao dinheiro, seguro, em seu bolso.
Claro, também faz parte do discurso tosco, analisar a medida fora do contexto, como se realmente ela estivesse somente ligada à poupança e, nesse aspecto, despreza-se o fato de que tal operação se estabelece dentro de um conjunto de ações visando a baixar os juros e equacionar a divida que estrangula o orçamento brasileiro. Aliás, tais indicadores estão evoluindo satisfatoriamente para a população e já apresentam resultados bastantes favoráveis. Não é a toa que houve aumento da capacidade investimento do País e também não se pode negar o sucesso, justamente pela sobra desse dinheiro no bolso do trabalhador para que ele possa colocá-lo na Poupança. Ou seja, sem estas decisões o Povo estaria sem emprego e pagando os juros estratosféricos para os Banqueiros, como acontecia na época demotucana com aval do PiG.
Por fim, há de se ver ainda a grande vocação desse pessoal em proteger a elite, pois que se apressam em apresentar como solução alternativa, o favorececimento do investimento dos ricos, retirando dos fundos os 20% de Imposto de Renda. Ou seja, ao invés de onerar a poupança, porque não desoneramos os Fundos? É o que se perguntam por ingenuidade ou por maldade ou por incompetência, já que os efeitos de desonerar um tipo de investimento nada tem a ver com os efeitos de onerar o outro, sendo a proposta completamente sem pé nem cabeça. Além do mais, os defensores dessa proposta, também não levam em consideração que muito mais do dinheiro que poderia transitar entre poupança e fundos, em função dessa medida, aconteceria a migração dos investimentos produtivos para a especulação financeira, destruindo todo o modelo que esta reestruturando o sistema produtivo do País.
O fato real é que os juros continuarão decrescendo e o povo ganhará muito mais além do que esse 0,5% que talvez venha não ganhar com essa mudança na poupança. A poupança rendeu em media 6,5% e nós temos um piso de 6%, portanto 0,5% de diferença. Sim. Porque é dessa diminuição de ganho que estamos falando! É por ele que a oposição está gritando! lembrem-se do 0,025% da CPMF! Aquele que resultaria em quedas de preços dos produtos! Consulte quantos cheques acima de Cinco mil reais, sobre os quais incidiria a CPMF, você passou nos últimos anos e faça conta do quanto, certamente você não economizou... Mas acredite: Nenhum preço baixou e a saúde perdeu Bilhões! A dita economia da CPMF transformou-se em lucro nas mãos dos mesmos.
Então, estamos falando do seguinte quadro; 65% dos poupadores, (aqueles que poupam até 500 reais) deixarão de ganhar por volta de Um real por ano. Imagine agora o que economizarão com uma queda de 5% na taxa de Juros?
A População Brasileira saberá avaliar quem está com a razão e a oposição ficará novamente falando sozinha.


 

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abril 27, 2012

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Postado por Claudete Mira

Direitos Autorais 23 Abr 2012

 

Em relação ao ano passado, País passou de quarto para quinto lugar na pesquisa organizada pela Consumers International; queda, porém, não revela melhorias na legislação


 

A CI (Consumers International), federação que reúne mais de 220 entidades de defesa do consumidor em 115 países, divulgou nesta segunda-feira (23/4) a IP Watchlist 2012,  pesquisa que analisa a legislação autoral de vários países e suas possibilidades de concretização dos direitos dos consumidores, especialmente no que se refere ao acesso ao conhecimento. 
 
O Idec contribuiu com o levantamento e fez um relatório sobre a situação no Brasil levando em consideração as possibilidades trazidas pela legislação de propriedade intelectual, especialmente a lei de direitos autorais (LDA - Lei 9.610/98). Foram avaliados os quesitos como acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para uso educacionais de obras, efetiva proteção do autor, preservação cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
 
Em relação aos resultados de 2011, o Brasil - frequentemente entre as piores leis autorais avaliadas - passou de quarto para quinto lugar entre os piores regimes de direitos autorais do mundo. No total, 30 países foram avaliados.
 
A troca de posição não ocorreu devido às mudanças no País. O que se deu foi o ingresso da Jordânia, que não havia participado da pesquisa de 2011, entre os países avaliados. Além disso, o Chile concluiu sua reforma autoral, trazendo mais equilíbrio à relação entre autores e consumidores, por exemplo, na internet, deixando, assim, as piores posições. A Argentina também entrou no rol das piores leis autorais nesse ano. “Não foi o Brasil que subiu de posição no ranking, mas outros países que melhoraram ou pioraram. Na verdade, com a estagnação do processo de reforma da lei de direitos autorais, o Brasil não saiu do lugar”, revela o advogado do Idec, Guilherme Varella. 
 
No relatório de 2012, os cinco melhores regimes de direitos autorais avaliados foram Israel, Indonésia, Índia, Nova Zelândia e Estados Unidos. Os cinco piores foram Jordânia, Argentina, Reino Unido, Tailândia e Brasil. Confira aqui a íntegra da pesquisa (em inglês).
 
Reforma na Lei de Direitos Autorais
De acordo com Varella, a situação do Brasil é ruim comparada aos demais países da pesquisa. Apesar de ter apresentado um projeto de reforma da LDA, o texto do anteprojeto ficou aberto à consulta pública em 2010 e, até agora, ainda não saiu do papel.
 
“É essencial que a LDA seja reformada, de modo a equilibrar os direitos dos usuários e consumidores com os direitos dos autores. O acesso ao conhecimento, à cultura e à informação são direitos fundamentais não compatibilizados, na legislação brasileira, com os direitos dos criadores, que, de seu lado, não possuem efetiva proteção e garantia”, destaca o advogado. Segundo ele, a lei precisa ser atualizada para incorporar as novas demandas do mundo digital e tirar da marginalidade milhões de consumidores que utilizam a internet  para acessar cultura de forma legítima, através de condutas corriqueiras e socialmente aceitas, como baixar músicas e digitalizar conteúdos.
 
Novidade da IP Watchlist 2012
No ranking deste ano, uma nova questão analisada foi a presença de taxas cobradas das bibliotecas para o empréstimo de livros. “Isso não está previsto no Brasil, mas a situação das bibliotecas e das lojas de segunda mão, como os sebos, não está totalmente amparada pela legislação autoral, o que traz lacunas e deixa esse segmento sem a segurança jurídica necessária para atuar”, ressalta o advogado.
 
Boas e más práticas
Além do levantamento, a CI também elege as melhores e piores práticas em determinadas áreas da pesquisa. Entre as piores práticas estão a extensão do prazo de Direitos Autorais e as propostas que preveem o bloqueio de sites que compartilham conteúdos ou que supostamente ferem direitos autorais. No Brasil, o prazo é o mais extenso possível - 70 anos após a morte do autor -, o que diminui demasiadamente o acesso. Existem inúmeros projetos de lei que pretendem criminalizar o compartilhamento na internet, como o PL 84/99, fortemente contestado pelo Idec e outras organizações, que empreenderam uma grande campanha pela sua rejeição no Congresso.
 
Na IP Watchlist 2012, uma boa prática destacada foi o uso da legislação de defesa do consumidor contra abusos baseados em direitos de propriedade intelectual, como os direitos autorais. A Watchlist mostrou que alguns países possuem legislações consumeristas consistentes - como o CDC (Código de Defesa do Consumidor) brasileiro - que servem de ferramenta para ampliar a garantia dos consumidores de acesso aos bens, produtos e serviços culturais e evitar violações baseadas na proteção autoral.
 
Outra boa prática, presente em alguns países, é a criação de alternativas para evitar o DRM (Digital Rigths Management) nos produtos digitais como músicas, filmes e livros. Também chamadas de “restrições tecnológicas”, essas travas impedem a fruição integral dos conteúdos adquiridos pelos consumidores e, em grande parte das vezes, não são anunciadas pelas empresas. Geralmente as informações são criptografadas e impedem, por exemplo, que uma música comprada só toque em um ou dois aparelhos, restringem a utilização em determinadas plataformas, como softwares, e impedem a cópia para back-up.
 
“O problema das restrições tecnológicas é muito sério no Brasil e só ocorre porque a legislação autoral permite, ainda que o CDC tenha normas muito claras para evitar abusos como esses”, explica Varella. A reforma da LDA, além de evitar os abusos dos DRMs, permitiria a compatibilização da legislação autoral com o CDC.
 
Pesquisas recentes do Idec sobre compra de músicas e filmes online demonstraram isso.

 

 

Palavras-chave: direitos autorais; educação; políticas públicas, divulgação científica

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abril 13, 2012

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Postado por BADI

 

A Transpetro abriu nesta sexta-feira (13/04) processo seletivo público para a admissão imediata de 145 profissionais, sendo 93 de nível médio e 52 de nível superior. Os aprovados vão atuar na sede da Companhia, no Rio de Janeiro, ou em terminais localizados em vários Estados do País. A remuneração mínima varia de R$ 2.589,47 a R$ 3.120,30 para os cargos de nível médio e de R$ 6.883,02 a R$ 7.416,12 para as vagas de nível superior. O edital está disponível no site da Transpetro (www.transpetro.com.br)

 

As vagas de nível médio são para técnico ambiental, técnico de administração e controle, técnico de contabilidade, técnico de enfermagem do trabalho, técnico de faixa de dutos, técnico de manutenção (automação, elétrica, instrumentação e mecânica), técnico de operação, técnico de segurança, técnico de suprimento de bens e serviços e técnico químico. Para o nível superior, os cargos disponíveis são: administrador, analista de comercialização e logística, analista de sistemas (infraestrutura), bibliotecário, contador, engenheiro (automação, elétrica, geotécnica, mecânica, naval, processamento, segurança e telecomunicações), médico do trabalho, profissional de meio ambiente e químico de petróleo.

 

As inscrições deverão ser efetuadas no período de 18/04/2012 a 06/05/2012 no site da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). O valor é de R$ 40 para os cargos de nível médio e de R$ 55 para os de nível superior. A aplicação das provas objetivas para todos os cargos será no dia 10/06/2012 e a divulgação dos resultados finais, no dia 06/07/2012.

 

O processo seletivo será constituído de avaliação técnica por meio de aplicação de provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos. Os candidatos aprovados serão convocados para a etapa de qualificação biopsicossocial, composta por avaliação psicológica, exames médicos e levantamento sociofuncional, de caráter eliminatório. As provas serão realizadas em 17 cidades, conforme descrito no edital.

 

A empresa oferece diversos benefícios, como plano de saúde, seguro de vida em grupo, benefício-farmácia, benefício educacional para os dependentes (auxílio creche, ensino pré-escolar, fundamental, médio e programa jovem universitário), programa de assistência para portadores de necessidades especiais, plano de previdência complementar e participação nos lucros e/ou resultados.

 

Subsidiária de logística da Petrobras, a Transpetro é a maior armadora do País, com uma frota de 54 navios, e responsável por uma rede de mais de 14 mil quilômetros de dutos e 48 terminais de armazenamento de petróleo e derivados, biocombustíveis e gás natural.

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abril 03, 2012

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JOSÉ REIS
Memorial Kalinga:
UNESCO

 

NOTíCIAS - Nº 129 - Março de 2012

Nesta edição:

Divulgação Científica no Séc. XXI:
Poeta do Orkut - Marcelo Roque - "PAVAN"

MIGUEL NICOLELIS, SUBSTITUTO DE CRODOWALDO PAVAN NO VATICANO, RECEBE MAIS UM PRÊMIO
Glória Kreinz

Cantografia
O itinerário do carteiro cartógrafo

Carlos Vogt

Sai o resultados do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico
Osmir Nunes


O uso da imagem na divulgação científica: Os Cientistas
João Garcia



SARAU PARA TODOS -(Série Pavan de Vídeos/Poemas de Divulgação Científica)

Mestre Aziz Ab’Saber (1924-2012), cientista maior, amigo sempre.

Equipe da ABRADIC

http://www.youtube.com/watch?v=gdJqt04KEMA&context=C4a84c1eADvjVQa1PpcFN4hNxoXw3NrGPtgrVFZbZvPYh2x01P8pw=


CONHEÇA O BLOG DE JOSÉ REIS, COM TEXTOS E NOVIDADES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
http://esportencia.blogspot.com/
CONHEÇA TAMBÉM A COMUNIDADE CIÊNCIA E POESIA, COMO JOSÉ REIS GOSTAVA, AINDA EM REESTRUTURAÇÃO
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263
Século XXI
POETA DO ORKUT: "PAVAN"
Marcelo Roque

Leia mais no Clipe Ciência


Pavan

Já fazem quase três anos
mas ainda está tão vibrante como sempre
Seu olhar inquieto nos serve de guia,
seu generoso sorriso
nos mantêm mais unidos do que nunca
e em nossas reuniões sua voz se faz ouvida
Mas acima de tudo
só queremos que saiba, professor
que hoje, muito graças ao senhor,
todos nós da ABRADIC
e do Núcleo José Reis sabemos que,
bela, sempre foi a flor
antes mesmo do olhar
e do amor


Nossa homenagem ao sempre presente Crodowaldo Pavan

Marcelo Roque

SOLIDARIEDADE AO ARTIGO DE ALFREDO BOSI NO BLOG
"NÁUFRAGOS DA UTOPIA" DE CELSO LUNGARETTI
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/


Leia mais no Clipe Ciência

http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

http://www.blogdonjr.wordpress.com


http://abradicusp.blogspot.com

http://pensarepossivel.blogspot.com/

COMUNIDADE:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

MIGUEL NICOLELIS, SUBSTITUTO DE CRODOWALDO PAVAN NO VATICANO, RECEBE MAIS UM PRÊMIO
Glória Kreinz

Cumprimentamos o cientista neurocirurgião Miguel Nicolelis, brasileiro aceito pela ACADEMIA DE CIÊNCIAS DO VATICANO para ocupar o lugar deixado por Crodowaldo Pavan. Sabemos que a poderosa e milenar entidade é norteada por conceitos práticos, filosóficos e científicos.Tem ganho vários prêmios, laboratório aqui e no Estados Unidos, e do Globo dia 27 de março recebeu "Faz Diferença".É justo estar na Academia do Vaticano, como Pavan.

Parabéns, senhores do Vaticano, parabéns Miguel Nicolelis. Cada passo seu é uma vitória do Núcleo Jóse Reis, e da ABRADIC de Crodowaldo Pavan, e derrota daqueles que compararam Crodowaldo Pavan aos mediocres, pensando que o que ele deixou pudesse ser substituído por insignificâncias.

Agora entendemos a frase bíblica: "Pai, perdoai, porque não sabem o que fazem". O Pai nem deve ligar, todos iguais, em nada diferentes, e nós só agora percebemos que também não pertencíamos ao mesmo nível. Pavan nos reconhecia. Parabéns Dr. Nicolelis. Por ocasião do terceiro ano do falecimento de nosso mestre Crodowaldo Pavan, no dia 03/04 deste ano, estaremos lembrando o fato em ato solene, e mostrando que grandes cientistas divulgadores científicos permanecem.

Cantografia
O itinerário do carteiro cartógrafo

Carlos Vogt

Ideologia (Pequena peça dramática
em três atos)

Primeiro ato
De suas idéias
somos todos
conscientes

Segundo ato
De suas idéias somos todos
co-cientes


Terceiro ato
De suas idéias |somos todos
cociente

Sai o resultados do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico

Osmir Nunes


 
Com a participação da ABRADIC no júri da premiação, a FAPEAM divulgou a lista dos ganhadores do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico. A lista dos premiados pode ser vista no seguinte endereço: http://www.fapeam.am.gov.br/noticia.php?not=6308 . Essa premiação, na sua terceira edição, já se tornou uma referência no meio dos produtores da divulgação científica do Estado do Amazonas. Desde o início, há três anos, a ABRADIC faz parte da comissão julgadora. Neste ano representou a associação o Divulgador Científico e Prof. Dr. Leonardo Sioufi, da UNIFESP.

http://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/noticias/20120330181631pre770mio_jornalismo_cienti769fico.jpg
 

Estão abertas as inscrições para o 32º Prêmio José Reis - 2012


http://www.premiojosereis.cnpq.br/


O USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
OS CIENTISTAS - João Garcia

Expediente Diretoria:
Presidente de Honra: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Presidente: Prof. Osmir Nunes
Secretaria Geral: Profª Dra. Glória Kreinz
Tesoureiro: Profª. Drª. Márcia M. Rebouças

Conselho editorial:
Gildo Magalhães dos Santos Filho( HISTÓRIA/USP)
José Arbex Jr. (ABRADIC)
Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC)
Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico)

Notícias ABRADIC:
Supervisão Editorial:
Profª Dra. Glória Kreinz
Supervisão Técnica:
Osmir J. Nunes e George Barbosa
Editor: Everton Magalhães
Editora Assistente: Claudete Aparecida B. Mira
Edição Final: Everton Magalhães e Raquel Nunes
Comissão Editorial: Mauro Celso Destácio, Marcelo Afonso, Renato Pignatari e Yuri Gonzaga
Recursos Audiovisuais: Everton Magalhães V. Santos e Marcelo Afonso
Nadia Gal Stabile ( Blog Sarau Para Todos)
Colaboração: (nacional) João Garcia; (internacional) Manuel Calvo Hernando e Etienne Delacroix
Layout original: Marcelo Afonso

Conselho Científico: Prof. Dr. Célio da Cunha (UNESCO) e Dr. Julio Abramczyk (AIPC)

E-mail para contatos:
abradic@abradic.com

Telefone: (11) 9185-8655 ou (11) 4508-8589

Esta publicação é integrado aoPTDC - Projeto de Pesquisa e Treinamento em Divulgação
Científica, apoiado pelo CNPq, de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz e Crodowaldo Pavan.

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abril 01, 2012

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NESTA POSTAGEM LEMBRAMOS O GOLPE MILITAR DE 31 DE MARÇO DE 1964;

DIREITOS HUMANOS AFRONTADOS;

MIGUEL NICOLELIS SUBSTITUINDO CRODOWALDO PAVAN NA ACADEMIA DO VATICANO -

CRODOWALDO PAVAN, 3 ANOS DE SUA MORTE E RESULTADO DE  TENTATIVA DE GOLPE EM INSTITUÍÇÃO NORTEADA POR ELE. 03/04/2012

SAIBA MAIS-

www.abradic.com/njr

 

 

 

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