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outubro 07, 2012

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A hora H para São Paulo está próxima.

"Importantes intelectuais e artistas brasileiros receberam Fernando Haddad (PT) no dia 2 de outubro, para mostrar seu apoio ao candidato do PT na reta final do primeiro turno."

Palavras-chave: eleição, haddad, prefeitura

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 1 comentário

setembro 24, 2012

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Gostaria de declarar o meu voto (e indicar essa possibilidade para quem ainda não tem candidato) para vereador no Nabil Bonduki. Ele é professor da FAU-USP e tem uma história de serviço público para mostrar. Confira:


http://www.nabil.org.br/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/vereadores/sp-sao_paulo-13633-3.shtml 

http://politica.estadao.com.br/eleicoes/candidatos/vereador-2012,sao-paulo,sp,nabil-bonduki,13633 

http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/08/24/voce-conhece-nabil-bonduki-candidato-a-vereador-em-sao-paulo/ 

 

 

Palavras-chave: eleição, Nabil Bonduki, vereador

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

setembro 13, 2012

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agosto 23, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

JOSÉ REIS SEMPRE ATUAL

 

 A Revista Ciência Hoje publicou dia 21 de agosto artigo que mostra a atualidade de José Reis. Tomamos a liberdade de divulgá-o na íntegra, mostrando sua atualidade.

"Conselhos de José Reis

 A Revista Ciência Hoje publicou dia 21 de agosto artigo que mostra a atualidade de José Reis. Tomamos a liberdade de divulgá-o na íntegra, mostrando sua atualidade.Um dos homens que mais ajudaram a consolidar a divulgação científica no país deixou conselhos valiosos para o educador. A bióloga e professora Vera Rita da Costa, colaboradora da CH há anos, escreve texto para o Alô, Professor que desenterra livro raro com recomendações valiosas do cientista e jornalista.

Por: Vera Rita da Costa

Publicado em 21/08/2012 | Atualizado em 21/08/2012

Conselhos de José Reis

À esquerda, o biólogo e divulgador da ciencia José Reis trabalha em laboratório. (foto: reprodução)

Faz 50 anos que o cientista e divulgador de ciência José Reis (1907-2002), um dos fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, escreveu os conselhos a seguir. Ele não o fez na forma de conselhos propriamente ditos, mas como críticas e recomendações contidas no prefácio do livro didático Iniciação à ciência, de E.N da C. Andrade e Julian Huxley, do qual foi o tradutor. 

Publicada no país em 1962 pelo então Ministério da Educação e Cultura, a obra foi uma importante iniciativa para melhorar o ensino de ciência no país. Surpreende ainda hoje por sua “linguagem simples, desprovida de terminologia especializada”, como disse José Reis, e por sua concepção de ensino de ciência baseada no “experimentar para aprender”. 

Para quem se propõe a ensinar e divulgar ciência e tem o livro – uma raridade – à mão, vale a pena ler o texto de José Reis. Vale também sempre ter em mente as suas recomendações preciosas para o dia a dia em sala de aula. 

Conheça abaixo algumas delas: 

  • Incentivar a dúvida e a curiosidade
"Ciência é, no fundo, originalidade, é iniciativa de investigar.”
  • Incutir a ideia de que ciência é processo
“Menos que o simples propagar de um corpo estático de conhecimento – que é o que entre nós se costuma fazer, e ainda assim mal – interessa incutir no aluno, pela experiência, a ideia de ciência como ‘processo’.”
  • Permitir a aproximação com a natureza
“[...] O que na verdade importa não é conhecer exemplos – não é citar a sapucaia, em vez do carvalho, que é europeu; ou a onça em lugar do tigre; ou um minério brasileiro em lugar do alemão –, mas aproximar o estudante da natureza e fazer com que ele aprenda, naturalmente, a usar o método científico na solução dos problemas...”
  • Tornar natural o uso do método científico na solução de problemas
"[...] Aprender a usar o método científico é aplicá-lo. Não apenas ouvir o mestre explicar em que ele consiste.”
  • Apresentar a ciência que interessa à formação do homem, à estrutura de seu pensamento
"Muito mais sentido tem em sua execução familiarizar com o hábito de pensar cientificamente do que sobrecarregar com ‘ideias inertes’, isto é, com fatos cujo sentido geral ele [o ensino] não penetrou.”
  • Partir da experiência diária, do fato, do concreto, dos fenômenos locais
“Não adiantar [ensinar] nenhum conceito sem antes haver chegado a ele pela experiência.”
  • Usar linguagem despida de termos técnicos, despojada de solenidades
“O uso de terminologia rigorosamente específica e técnica é para especialista. Insistir nela, no ensino elementar, é favorecer a tendência para confundir o nome com o conhecimento da coisa.”

 “O que verdadeiramente importa é conhecer as coisas e não as palavras com que tantas vezes douramos a própria ignorância.”

"Não se deve permitir que o excesso de precisão prejudique a naturalidade do ensino."

“A linguagem pode parecer até imprecisa, mas precisa ser viva.” 
  • Não pecar por excesso de pormenores
“[...] O professor precisa ter a coragem de ser simples, de suprimir a matéria que não lhe pareça fundamental.”

“[...] Ensinar pouco não é ensinar mal, e nem ensinar muito é ensinar bem. O que importa é ensinar bem; e ensinar bem, num determinado momento do aprendizado, é ensinar precisamente aquele quantum que o aluno não se sente disposto a esquecer  passado o exame.” 
  • Ensinar a admirar-se diante das coisas
"Quanta coisa se pode observar diretamente com os olhos.”

 

Vera Rita da Costa "
Ciência Hoje/ SP

Divulgação científica Educação

Palavras-chave: ATUAL, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, JOSÉ REIS

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

julho 28, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando José Freire, recebeu do ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, do MCTI, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica - 2012, na abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luis-MA, domingo 22.

:: Por Marcus Andrey
Enviado Especial

(De SÃO LUÍS - MA) - A Fundação Joaquim Nabuco obteve reconhecimento público de toda a comunidade acadêmica presente na 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ao receber, pelas mãos do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, a mais importante comenda de divulgação científica do país, concedida, anualmente, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O prêmio é atribuído a personalidades e instituições que contribuem para a formação de uma cultura científica e por tornar conhecidas do grande público a Ciência, a Tecnologia e a Inovação.

O reconhecimento vem coroar o desempenho da Fundaj em ações de divulgação científica consideradas exemplares pela comissão julgadora: o case do site Pesquisa Escolar - campeão de acessos, com mais de 2,5 milhões de visitas; a revista eletrônica "Coletiva", com edições trimestrais cuidadosamente elaboradas; os equipamentos culturais do Engenho Massangana, Massangana Multimídia Produções e Museu do Homem do Nordeste; e a promoção da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece anualmente desde 2004.

A instituição estava concorrendo com outras 190 ações de divulgação científica em todo o Brasil, distribuídas da seguinte forma: 112 na Região Sudeste, 41 no Sul, 26 no Nordeste, 5 no Centro-Oeste e 6 na Região Norte. Dessa forma, desbancou inclusive os maiores espaços de divulgação científica nacional, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O presidente da Fundaj, Prof. Dr. Fernando José Freire, detalhou o projeto de divulgação que foi apresentado ao CNPq para concorrer ao Prêmio José Reis, na conferência “A Divulgação Científica na Região Nordeste e o papel da Fundação Joaquim Nabuco”, proferida na terça-feira (24), para uma platéia especial de acadêmicos que incluía o reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho; e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião, Fundaj e UFMA assinaram convênios de cooperação técnica.

Duas reportagens produzidas pela Rede Globo Nordeste, veiculadas em Pernambuco, foram mostradas durante a conferência do Prof. Dr. Fernando Freire, provando que a Fundaj tem grande potencialidade para a divulgação de suas ações na grande mídia: uma sobre o Engenho Massangana e outra detalhando o Museu do Homem do Nordeste. O forte apelo midiático que a instituição desperta foi demonstrado também durante esta 64ª SBPC, com inserções conseguidas para a TV Mirante (afiliada Globo), TV Cidade (afiliada Record) e o jornal impresso O Estado do Maranhão.

“Muito nos orgulha poder externar para o grande público as ações de divulgação científica da Fundação Joaquim Nabuco, que é de todos”, disse o Prof.Dr. Fernando José Freire, finalizando sua conferência.

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

maio 23, 2012

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Ni!

Há duas décadas atrás, um ainda jovem Movimento Software Livre alertava o mundo de que o grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade era o controle sobre o código fonte executado pela imensa maioria dos computadores, praticamente dominados por uma só empresa.

Através do avanço da Internet, impulsionado por tecnologias desenvolvidas pelo movimento, esse domínio caiu e ainda hoje estamos a assimilar mudanças de paradigma muito além do prometido.

Hoje, e de fato já há alguns anos, parte do Movimento Software Livre começou um novo alerta. O grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade ganhou um outro aspecto, o controle dos dados e da interoperabilidade dos aplicativos que os manipulam. Praticamente dominados por três empresas: Google, Facebook e Apple.

Enquanto a resposta anterior foi criar um sistma operacional livre, hoje conhecido por GNU/Linux, a resposta atual iniciou-se com a conceituação de serviço federado e autônomo, o desenvolvimento da licença AGPL, e uma chamada à produção de plataformas que substituam os atuais monopólios.

Explico:

Federado é o serviço que funciona como o email, onde eu posso escolher meu provedor e interoperar com quem escolheu outro naturalmente, através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

Pense num usuário do Facebook adicionando um usuário do Google+, ou alguém usando o Google Apps para colaborar com um usuário do Office 360, alguém usando o Twitter para seguir um Tumblr, ou postando uma vídeo resposta no Vimeo para um vídeo no Youtube. Nada disso é possível hoje, pois na ausência desses protocolos, cada serviço origina um grande monopólio para o qual é vantagem manter os usuários dependentes de si, evitando inovações maiores do que a altura dos seus muros, mesmo que elas sejam de interesse dos usuários.

Autônomo, um conceito mais novo, é o serviço onde o provedor não tem controle sobre os seus dados, nem legalmente, nem tecnicamente, podendo os dados inclusive estar hospedados em um outro provedor, com o qual o primeiro interopera através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

O email ainda serve de exemplo, pois você pode fazer o download de todas as suas mensagens e carregá-las em outro provedor, como também pode encriptar suas mensagens ao armazená-las, de forma a dificultar o acesso do provedor ao conteúdo delas. Serviços autônomos, contudo, consideram a separação entre serviço e dados de forma ainda mais implícita. Na sua forma mais avançada, você escolhe dois provedores: um que hospedará seus dados e outro que oferece os aplicativos. Você pode, a qualquer momento, trocar seu provedor de aplicativos mantendo os seus dados no mesmo lugar, ou vice-versa. Além dos ganhos evidentes em privacidade, isso promove a concorrência entre ofertas de dados e aplicativos, como também a interoperabilidade dos dados, libertando o usuário da necessidade, e até mesmo da conveniência, de usar um único provedor para todos os serviços.

Mas, mais do que isso, serviços federados e autônomos desbloqueiam uma mágica que ainda hoje a Internet não nos permite usufruir: a possibilidade de processar esses dados para nossas necessidades específicas, ignoradas pela abordagem "uma interface, um algoritmo" dos mega provedores, e todo um mercado de personalização da informação que permanece subdesenvolvido. A princípio isso terá imenso significado para a capacidade de empresas estudarem e transformarem seus processos e produtividade, hoje sequestrados pelas grandes plataformas para qualquer coisa mais moderna do que email.

Essa personalização estende-se da escolha da interface e organização dos dados até os algoritmos que os processam, e mais além com o uso de inferência estatística e inteligência artificial para enriquecer as informações. E assim, aos poucos, essas práticas entrarão também no cotidiano das pessoas, permitindo que o usuário organize as suas informações pessoais da forma como organiza seu pensamento e sua vida, refletindo a individualidade das suas relações e tornando sua experiência mais natural e prazeirosa, reduzindo o stress informacional.

Uma boa metáfora aqui é a moda. Hoje convivemos com apenas três grifes de informação, mas que estão funcionalmente divididas: uma orientada para o trabalho, outra para a vida pessoal e consumo, e por fim uma para o deleite focado na elite. Ou seja, cada domínio da vida só nos dá uma única opção de vestimenta! Estamos, aqui, presos num espaço de extrema subutilização da criatividade humana.

Bem, por uma provocação do Paulo Meirelles a indicar nomes internacionais para convidados do Fórum Internacional de Software Livre deste ano, acabei compilando num email para a lista de discussão do Centro de Competência em Software Livre da USP uma conjunto de projetos que inovaram substancialmente na direção discutida acima, e então o Luciano Ramalho convenceu-me a transformar a lista neste post.

Há um número crescente de projetos inovadores acontecendo no movimento Software Livre relacionados a web, federação, autonomia e mobile. Cada um deles tem potencial real de revolucionar a Internet ou, mais precisamente, as nossas vidas pessoais, profissionais e as empresas.

Se o movimento conseguir aproveitar a vantagem com que já está partindo para quebrar o velho modelo, essa área pode explodir e projetar o software livre como nunca antes. As iniciativas abaixo já estão gerando novos modelos de desenvolvimento e de negócio, simultâneamente ao que revelam sentidos mais profundos de liberdade para o software.

Parece-me fundamental, neste momento, trazer isso para conhecimento do público e dos desenvolvedores brasileiros, que às vezes sinto estarem comendo bola nessa direção, especialmente por ser uma área que está nessa transição para abrir-se como negócio lucrativo ao mesmo tempo em que tem aspectos técnicos extremamente inovadores e finalmente resolve questões éticas com as quais estamos nos debatendo há alguns anos.

Eis a lista de convidados sugeridos, trocado o destaque do nome para os projetos....

StatusNet

http://status.net/

Evan Prodromou

Desenvolvedor do StatusNet - plataforma microblog federada AGPL - e da empresa homônima que vende redes federadas como serviço autônomo.

http://evan.prodromou.name/

Se não puder vir o Evan, peçam pra ele indicar alguém - o statusnet é talvez a rede federada de maior sucesso e relevância depois de email e XMPP.

XMPP/Jingle

http://xmpp.org/

Peter Saint-Andre

Falando em XMPP, que tal convidar o Pierre da XMPP Strandards Foundation e administrador do Jabber.org?

https://stpeter.im/

Media Goblin

http://mediagoblin.org/

Christopher Allan Webber

Desenvolvedor do MediaGoblin - plataforma multimídia federada AGPL - e engenheiro de software da Creative Commons.

http://dustycloud.org/

Se não puder vir o Chris, peçam pra ele indicar algum outro desenvolvedor, tem uma galera forte no MG.

Own Cloud

Algum desenvolvedor do Owncloud - plataforma AGPL para dados pessoais e aplicativos autônomos - que já está sendo vendido como serviço autônomo.

http://owncloud.org/

remoteStorage (Unhosted)

Se rolar também tragam alguém do Unhosted, projeto que está criando protocolos e bibliotecas (remoteStorage) para aplicativos web usarem dados remotos, viabilizando autonomia dos dados.

http://unhosted.org/

Diaspora ou Friendica

Também acho que vale a pena chamar alguém desses projetos, especialmente se o Evan, o Peter ou o Christopher não puderem vir.

http://diasporafoundation.org/

http://friendica.com/

Mobile

Como não dá pra falar de computação sem considerar dispositivos móveis, vale notar também o progresso das plataformas móveis que buscam internalizar os princípios do software livre, federado e autônomo, em sua constituição - ainda que a maioria das demais já tenha na web um ponto de compatibilidade.

O mercado mobile nasceu já em forma de cartel e é violentamente controlado pelas operadoras, e as empreitadas do software livre até então não lograram sucesso, porém falharam gloriosamente indo sempre um passo adiante. Com o amadurecimento dessas e o sucesso do Andoid, empurrado pelo gigante que o desenvolve, há sinais de que esse mercado está mais preparado para receber software livre.

Atualmente a Mozilla vem trabalhando no desenvolvimento do Boot2Gecko, e a Intel com a Linux Foundation no Tizen - herdeiro do Meego e, através deste, do Maemo e do Moblin. Também a Canonical vem aprontando algo nessa direção.

https://www.mozilla.org/en-US/b2g/

http://www.ubuntu.com/devices/android

https://www.tizen.org/

Infraestrutura

Antes de encerrar esta lista, há uma última direção importante de mencionar, que é a infraestrutura livre de computação distribuída para garantir que os provedores federados e autônomos possam dar escala a seus serviços de forma eficiente e confiável.

Dois projetos que merecem atenção aí são o OpenStack e o OpenCompute, ambos relacionados a padronizar hardware e software abertos para esse fim.

http://openstack.org/

http://opencompute.org/

Bem, é isso aí! Evidentemente não estou aqui pra dizer que esses projetos são mais importantes que outros similares, ou que eles abordam um problema mais importante do que, por exemplo, edição de vídeo não linear ou desenho para engenharia, mas eles focam uma área pervasiva que se aproxima de um ponto crítico onde a direção tomada terá grande significado social, político e econômico.

Abraços,

ale

.~´

 

Palavras-chave: autônomo, federado, fisl, livre, software livre

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

abril 27, 2012

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Que todas as atividades físicas fazem bem ao corpo e à mente, ninguém duvida. Mas um deles, além desses benefícios, combina exatamente com o seu perfil

Por Rita Trevisan

 
 
Os especialistas são unânimes em afirmar: abandonar a vida sedentária é fundamental para prevenir doenças, garantir mais disposição e bem-estar. Em geral, a prática de um esporte conduz a uma melhora na capacidade cardiorrespiratória e na circulação, fortalece a musculatura, os tendões e até os ossos, deixando o corpo mais protegido contra lesões, torções e fraturas. “A prática regular de um esporte recreativo — aquele não-competitivo — diminui o risco de doenças como a hipertensão, o acidente vascular cerebral (AVC) e o diabetes”, complementa o educador físico Luis Carlos de Oliveira, instrutor de pesquisa do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
Tudo isso sem falar nos ganhos estéticos, como o controle do peso, o enrijecimento e a definição da musculatura. “Quem faz algum exercício regularmente garante mais quantidade e qualidade de vida”, resume Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).
Os benefícios de uma atividade física regular se estendem à saúde mental. “O esporte funciona, muitas vezes, como um treino para a vida prática e propicia situações que permitem o conhecimento do próprio corpo e uma consequente melhora da autoimagem e da autoconfiança”, explica Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), da USP.
Mas, se são capazes de trazer inúmeros ganhos para a saúde do corpo e da mente, é importante saber que os exercícios se diferenciam entre si no que diz respeito a resultados específicos. Por isso, é tão importante fazer uma escolha acertada entre as várias modalidades disponíveis, antes mesmo de começar a treinar. Para cada objetivo, existem atividades que são mais indicadas, pelo tipo de trabalho físico que proporcionam. De acordo com a sua meta, é possível estabelecer uma rotina de treinos personalizada, que vai garantir resultados mais rápidos e eficazes.
SE O SEU OBJETIVO É...
...EMAGRECER
A melhor pedida: CICLISMO. A atividade permite um gasto energético alto — de até 600 kcal/hora — mas, ao contrário da corrida, não oferece tanto impacto, o que poderia causar a sobrecarga das articulações, especialmente no caso de pessoas que estão acima do peso. Também proporciona um ganho considerável de condicionamento físico, resultado que pode ser percebido logo nas primeiras semanas de prática. Pernas, glúteo, abdome e os músculos da região lombar são os mais trabalhados durante o exercício.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência. Durante a prática, é importante respeitar os limites do seu condicionamento físico: dores, desconfortos e cansaço excessivo devem servir como alerta. Se não está acostumado a pedalar, evite subidas e maneire na intensidade do exercício, pelo menos nas primeiras semanas de treino.
Cuidados: para andar na rua, os equipamentos de proteção — como capacete, cotoveleiras, joelheiras, faróis e roupas apropriadas — são indispensáveis. O principal risco da atividade está relacionado à queda, que não raro provoca cortes, torções e fraturas. Quem tem labirintite, portanto, deve evitar a prática, já que a falta de equilíbrio pode precipitar um acidente desse tipo. A atividade também é contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões sérias na coluna ou nas articulações, especialmente nos joelhos.

...AUMENTAR A RESISTÊNCIA
A melhor pedida é: CORRIDA. “A atividade possibilita que o condicionamento físico seja muito facilmente adquirido”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. Quem pratica regularmente conta, além dos benefícios cardiovasculares, com uma significativa queima calórica — que pode se traduzir na manutenção do peso ideal — e com uma melhora no tônus muscular, especialmente dos membros inferiores.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência e condicionamento físico.
Cuidados: é importante trabalhar dentro da frequência cardíaca adequada, determinada na avaliação física. O acompanhamento pode ser feito por meio de um frequencímetro — instrumento eletrônico utilizado para medição dos batimentos — ou mesmo valendo-se da velha regra de contar as pulsações, encostando os dedos no pulso ou no pescoço, logo abaixo do maxilar. Pessoas com cardiopatias ou problemas respiratórios graves só podem se submeter à atividade após uma cuidadosa avaliação médica. Lesões articulares poderão ser agravadas pela corrida, já que o exercício oferece bastante impacto.

...SAIR DA FAIXA DE SEDENTARISMO
A melhor pedida é: CAMINHADA. O exercício envolve movimentos básicos e não exige condicionamento prévio.
Além disso, proporciona menos impacto, o que diminui os riscos de lesões. “É a atividade com o menor número de contraindicações. Ela é recomendada até para pacientes em fase de reabilitação de doenças cardiovasculares”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. A caminhada possibilita um ganho de condicionamento gradual e auxilia no controle de diversas doenças, como o diabetes e o colesterol. Dependendo da frequência e da intensidade da prática, o exercício também ajuda a perder peso e a tonificar a musculatura, especialmente dos membros inferiores.
Frequência e duração mínima: 30 minutos de atividade física, todos os dias, são suficientes para garantir mais qualidade de vida e ajudar a proteger a saúde. O tempo de atividade pode ser fracionado em três períodos de dez minutos, sem prejuízo nenhum para a melhora da capacidade cardiorrespiratória. Porém, para usufruir dos benefícios desse esporte, é necessário que os passos sejam ritmados e constantes. “Se a pessoa estiver conseguindo pronunciar frases inteiras sem dar uma paradinha para tomar fôlego entre uma palavra e outra, é porque ainda está caminhando devagar demais”, explica o educador físico Sandro Veríssimo.
Cuidados: a avaliação médica, antes do início da atividade, é fundamental. “Mesmo a caminhada pode ser um exercício bem intenso e, caso a pessoa tenha alguma patologia desconhecida, há o risco de desenvolver um problema mais sério”, alerta Sandro.
Cardiopatias graves ou problemas respiratórios já detectados, bem como lesões de articulações e problemas de locomoção podem dificultar a prática do exercício e, nesses casos, o acompanhamento individualizado é recomendado.

...GANHAR MASSA MUSCULAR
A melhor pedida é: MUSCULAÇÃO. A atividade resistida, feita com o auxílio de pesos, é fundamental para garantir o aumento do volume do músculo. O treinamento, em geral, prevê cargas maiores e menos repetições. Mas, além do resultado óbvio, o exercício oferece inúmeros outros benefícios. A postura melhora e diminuem muito os riscos de sofrer de problemas de coluna, torções e lesões nas articulações, uma vez que os músculos fortalecidos acabam servindo de apoio para essas estruturas mais delicadas. Além disso, a prática prepara o coração para esforços intensos.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, intercalando os grupos musculares de modo que haja um intervalo mínimo de 48 horas para cada músculo trabalhado. “O intervalo é tão importante quanto a atividade, porque é preciso que as fibras musculares rompidas se refaçam, justamente o que proporciona o aumento do volume do músculo”, explica o educador físico e personal trainer Sandro Veríssimo. A duração e a intensidade do treino variam de acordo com o nível de condicionamento e a idade, entre outros fatores. Por isso, cada praticante deverá ser orientado de forma individualizada.
Cuidados: para evitar lesões, é imprescindível o acompanhamento de um educador físico, que vai observar se as posturas para os exercícios estão corretas, além de indicar a carga e o número de repetições mais adequados. E atenção: é importante que todos os grupos musculares sejam trabalhados no treino, para que não haja nenhum tipo de descompensação das articulações ou mesmo da coluna.
O aquecimento da musculatura, minutos antes de utilizar os aparelhos, também é fundamental. Assim como o ciclismo, ela só está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos.




...TER MAIS DISPOSIÇÃO
A melhor pedida é: NATAÇÃO. O esporte melhora o condicionamento físico, a flexibilidade e até a coordenação motora. Além disso, a natação é uma das poucas atividades que promovem um trabalho muscular mais generalizado: ombros, costas, braços, peitoral, glúteo, pernas e abdome são bastante solicitados durante o exercício. A pressão naturalmente exercida pela água ainda dá uma mãozinha à circulação. E o melhor: tudo isso sem sobrecarregar as articulações e provocar dores no pós-treino, já que o impacto é muito pequeno.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, com aulas de 50 a 60 minutos.
Cuidados: além da consulta com um clínico geral, será necessário passar também por uma avaliação com um dermatologista antes de começar a treinar. Maiôs confortáveis, meias com sola antiderrapante e óculos de natação podem facilitar a prática. A touca protetora é item obrigatório.
A atividade está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões articulares sérias, pois o impacto é muito pequeno na água, mas ainda assim existe. Quem sofre de crises de labirintite também corre o risco de apresentar certo desconforto durante as aulas, já que os exercícios na piscina exigem mais equilíbrio.

...AUMENTAR A FLEXIBILIDADE E A CONSCIÊNCIA CORPORAL
A melhor pedida é: ALONGAMENTO. Ao contrário do que se imagina, esse tipo de atividade, além dos ganhos óbvios para a flexibilidade e a amplitude dos movimentos, trabalha a resistência muscular e envolve um gasto energético significativo — até 300 kcal podem ser perdidas em uma hora de atividade! “O alongamento também ajuda a proteger articulações e até a própria musculatura de lesões e torções”, complementa o educador Sandro Veríssimo. Com o aumento da consciência corporal proporcionada pelo exercício, a postura tende a melhorar, assim como a coordenação motora, e os movimentos tornam-se mais ágeis.
Quando combinado ao relaxamento, o alongamento potencializa sua ação redutora da ansiedade, do estresse e da fadiga.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, 60 minutos por dia.
Cuidados: durante a prática, é importante respeitar os limites do seu corpo e parar de forçar o movimento ao perceber qualquer tipo de dor ou desconforto. O ganho de flexibilidade é lento e gradual. Quem tem desvios sérios na coluna ou sofre de labirintite poderá ter dificuldades no momento de experimentar algumas posições e precisará de uma atenção especial durante a prática.

...FAZER AMIGOS
A melhor pedida é: ESPORTES COLETIVOS, como o basquete, o vôlei e o futebol, que ajudam a trabalhar as noções de cooperação e de trabalho em grupo, favorecendo a aproximação espontânea com outros participantes. A prática regular também favorece o aumento do condicionamento físico, da força e da coordenação motora, o controle do peso e o fortalecimento da musculatura de regiões específicas, que variam de acordo com os movimentos mais exigidos em cada modalidade.
Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de condicionamento.
Cuidados: como o contato é maior entre os praticantes e o nível de impacto não é desprezível, há um risco proporcional de sofrer traumas e quedas. Por isso mesmo, o ideal é optar por esse tipo de exercício depois de se submeter a treinamentos específicos para aumentar a resistência cardiorrespiratória e o tônus muscular. “Dessa forma, o corpo estará mais protegido de lesões e mesmo de fraturas de ossos, ligamentos e tendões”, explica Sandro. Pessoas com cardiopatias avançadas, problemas de pressão alta, quadros de labirintite ou lesões de coluna e articulares mais graves devem evitar esse tipo de atividade.

Palavras-chave: Atividades Físicas recomendadas

Este post é Domínio Público.

Postado por Eliane Jany Barbanti | 0 comentário

março 17, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

 

MESTRE, QUANDO ALGUNS NEGARAM OS IDEAIS DE PAVAN E JOSÉ REIS O SR PERMANECEU CONOSCO...PERMANECEREMOS COM O SR., ESTRELA E INCENTIVO...

ONTEM, SEGUNDO RUTE ANDRADE, O SR. ESTAVA NA SBPC. HOJE VIROU ESTRELA, VENTO NOS SEUS CAMPOS AMADOS...ESTAMOS COM O SR.

EQUIPE ABRADIC/NJR

HOMENAGEM EMOCIONADA DE INTEGRANTE DA EQUIPE NJR/ABRADIC AO SABER DA MORTE DO MESTRE AZIZ


Geografia de um Vencedor

Na sinuosa geografia da vida
fostes um incansável
Como poucos,
atravessou os mais irregulares relevos
superando declives
e fazendo-se ainda mais forte nos elevados

Razão da qual, latitude
e longitudinalmente falando,
de tão grandiosas tuas conquistas,
escapam a quaisquer tipos de medições

E assim fostes, professor,
até o último dos teus dias
quando finalmente partistes
para fazer tua tão justa morada
na verdejante planície de nossa memória

Marcelo Roque





Homenagem da equipe do Núcleo José Reis de Divulgação
Científica e ABRADIC, ao geógrafo e amigo Aziz Ab'Saber,
falecido no dia 16 de março

Com todo o nosso respeito, professor


 

 

 

O Jardineiro de biomas

Aziz Ab’Saber costumava contar, nas palestras de abertura do Curso de Especialização de Divulgação Científica do NJR/USP, uma das suas inúmeras histórias de vida pessoal, que se misturavam com as suas atividades científicas. Dizia, que quando foi contratado para trabalhar na USP começou sua carreira recebendo salário de jardineiro. Mesmo a sisudez de Crodowaldo Pavan jamais reagia quanto à verdade de poética história. Aliás, no Núcleo José Reis de Divulgação Científica, os dois grandes cientistas faziam questão de, semestralmente, realizarem suas aulas magnas de divulgação científica. Faziam questão nessas aulas/debate da presença da amiga Glória Kreinz, que contribuía com mais intensidade nos debates, que eram uma aula à parte.

Aziz, geógrafo de fama internacional, foi mais um dos grandes cientistas da geração pós  fundação da SBPC que traziam na veia o prazer da divulgação científica. Não bastava ficar na instituição, no caso a USP, ministrando aulas, pesquisando no campo, era necessário ir mais longe, partir para a ação. Nesse caso esse amigo de José Reis pegou gosto cedo em editar livros, escrever para publicações populares, fazer política e falar diretamente com a sociedade. A sociedade, no caso de Aziz, eram os catadores de lixo, índios, enfim toda população expropriada de bens e direitos.

As populações periféricas sempre mereceram atenção do professor. Em outubro de 2004, por ocasião da 1ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Reuniram-se Aziz Ab’Saber, Pavan e Glória Kreinz para fazer uma palestra para alunos do CEU Butantã. Os alunos aproveitaram e convidaram os pais e estes trouxeram vizinhos, conhecidos e de repente o espaço era pequeno demais para ouvir aqueles cientistas que falavam numa linguagem que eles entendiam.

A divulgação científica está de luto. A história de Aziz e as suas histórias permanecem.

 

Mais sobre o falecimento de Aziz nos links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062853-morre-aziz-absaber-decano-da-geografia-fisica-no-brasil.shtml

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/geografo-aziz-absaber-morre-aos-87-anos-em-sp.html

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,morre-o-geografo-aziz-absaber,849376,0.htm

http://www.youtube.com/watch?v=RyZllwll79E

 

 

 

 

Palavras-chave: ABRADIC/NJR, AZIZ AB' SABER, DIVULGAÇÃO CIENTFICA, EXEMPLO, FALECIMENTO

Postado por Gloria Kreinz | 1 comentário

março 09, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

JOSÉ REIS
Memorial Kalinga:
UNESCO

 

NOTíCIAS - Nº 128 - Fevereiro de 2012

Nesta edição:

Divulgação Científica no Séc. XXI:
Poeta do Orkut - Marcelo Roque - "ESPELHO"

PODER, POLÊMICA E POESIA NO ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC/NJR
Glória Kreinz

Paisagem doméstica
Carlos Vogt

Teoria da Conspiração
Marcelo Roque


O uso da imagem na divulgação científica: Os Cientistas
João Garcia


Jornalismo Científico e Divulgação Científica
Osmir Nunes

SARAU PARA TODOS -(Série Pavan de Vídeos/Poemas de Divulgação Científica)

CONHEÇA O BLOG DE JOSÉ REIS, COM TEXTOS E NOVIDADES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

http://esportencia.blogspot.com/

CONHEÇA TAMBÉM A COMUNIDADE CIÊNCIA E POESIA, COMO JOSÉ REIS GOSTAVA, AINDA EM REESTRUTURAÇÃO

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

Século XXI
POETA DO ORKUT: "ESPELHO"
Marcelo Roque

Leia mais no Clipe Ciência


Espelho

Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"

Marcelo Roque


SOLIDARIEDADE AO ARTIGO DE ALFREDO BOSI NO BLOG
"NÁUFRAGOS DA UTOPIA" DE CELSO LUNGARETTI
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/


Leia mais no Clipe Ciência

http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

http://www.blogdonjr.wordpress.com


http://abradicusp.blogspot.com

http://pensarepossivel.blogspot.com/

COMUNIDADE:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

PODER, POLÊMICA E POESIA NO ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC/NJR

Glória Kreinz

Lançamos, eu e o poeta Marcelo Roque, no final de 2011, o livro "Poder, Polêmica e Poesia", em homenagem a Crodowaldo Pavan, fundador da ABRADIC. O livro é o quarto volume da coleção Temas da Ciência Contemporânea.

Depois de vários anos pesquisando qual a melhor forma de enfrentar os desafios da comunicação nos dias atuais, achamos que uma boa opção seria discutir elementos ligados ao Poder, à Polêmica e à Poesia. Jacques Derrida nos auxilia nisso.

Indagamos o poder em um ano próprio, quando o mundo passou a discuti-lo, em forma de ação, com o movimento Ocupy Wall Street, que teve ressonâncias mundiais.2011 foi um ano de indagações.

Com tantas transformações em nosso cotidiano, tantos apelos das inovações tecnológicas, vivemos cercados por um momento de instabilidade e contradições. “Mas sem essa tensão ou sem essa contradição aparente, faz-se alguma coisa alguma vez? Muda-se alguma coisa alguma vez?” (Derrida, 1991,208).

O que nos interessa é a mudança, não uma fala imposta, isto seria autoritarismo, mas a indagação de fatos para esclarecermos nossas dúvidas. Falas autoritárias, com um único enfoque, merecem ser descontruídas, pelo seu próprio caráter. Em seu lugar propõe-se o diálogo com o Outro.

Procurar sempre é a única forma de se opor ao poder de uma comunicação impositiva. Indagar é a postura prioritária. O logos, palavra grega que significa palavra, razão, Deus, verdade, é o centro das indagações.
As noções de autoridade e razão absolutas, típicas do pensamento positivista, foram questionadas na cultura ocidental.

Se o Holocausto não colocou o logocentrismo em xeque, a morte recente de Steve Jobs, um dos nomes marcantes da revolução tecnológica do século 21, com todos os avanços da ciência e tecnologia ao seu dispor, nos obrigou a pensar a relatividade do conhecimento científico, diante da vida.

Foi uma morte anunciada, e nada pudemos contra ela. Mais uma vez o poder do próprio conhecimento foi questionado. E questionamos tudo que podemos, até os Hitlers da nova era, com suas metralhadoras no ciberespaço, disfarçados de inocentes mauricinhos. Mas José Reis e Crodowaldo Pavan já tinham textos sobre isso.Por isso o ACERVO ABRADIC/NJR é tão importante.

Paisagem doméstica

Carlos Vogt

Etiqueta

A sociedade distribui papéis
os homens também à sociedade
ciosa a natureza
(muda às vezes outras não)
sufoca primaveras
em cios secos de verão

Teoria da Conspiração

Marcelo Roque

Quando o site Wikileakes lança na web informações tidas como sigilosas, cria-se um certo alvoroço, como se segredos bombásticos estivessem próximos de serem revelados

Mas até o presente momento, o que de tão importante foi revelado, a não ser fofoquinhas entre diplomatas, e outras coisas que, informalmente, já estávamos cansados da saber ?
E mais, sabedores que somos, que a grande imprensa mundial, aliada dos donos do poder, sempre lança uma cortina de fumaça quando vem à público, fatos ou pessoas que possam, de fato, prejudicar o interesse dos poderosos, por que esta mesma imprensa cede tanto espaço a um site que, supostamente, é um perigo para o sistema ?

Não estou aqui afirmando que o Wikileakes é uma farsa montada pelos poderosos como uma forma de, futuramente, terem um pretexto para apertarem o cerco à internet, alegando que determinadas informações divulgadas por certos sites, poderiam colocar em risco a segurança nacional Mas é no mínimo estranha a popularidade conquistada por Julian Assange, fundador do site( popularidade dada em parte, pela grande mídia), quando muitos outros que se levantam contra este mesmo sistema são sumariamente condenados a obscuridade ... Vale pensar ...

http://pensarepossivel.blogspot.com/

Jornalismo Científico e Divulgação Científica

Osmir Nunes

Uma questão sempre é colocada à ABRADIC: qual é a diferença entre jornalismo científico e divulgação científica?
Ressaltamos que não temos interesse em formular definição sobre esses dois termos. De maneira superficial pode-se dizer que são dois tipos de atividades. Uma complementar à outra. Um divulgador científico pode ser um jornalista científico e vice versa. José Reis em alguns momentos de sua vida teve a oportunidade de estar nos dois campos de atividade, sobretudo quando dirigiu a Folha de S.Paulo, entre 1962 a 1967.
Podemos dizer que o termo divulgação científica, no seu sentido amplo, tem o caráter de popularizar o conhecimento científico. Por sinal há um texto teórico sobre esse assunto, escrito por Glória Kreinz, publicado no 3º volume da Coleção Divulgação Científica.
Quanto ao jornalismo científico é o texto produzido para dar uma notícia inédita sobre as últimas novidades das descobertas ou inovações na ciência e na tecnologia. É uma especialidade do jornalismo. O noticiário com jornalismo científico está presente em todos os meios de comunicação, comumente vem no formato de notícia ou de reportagem mais extensa. Hoje em dia a maioria dos órgãos de comunicação tem uma área apropriada para falar de ciência, tecnologia e inovação, por esse motivo o texto jornalístico pode aparecer nas revistas, nos jornais, nos sites, na rádio, na TV e até nas redes sociais.
O profissional que se dedica a esse setor do jornalismo, o jornalista científico, nessas últimas décadas, muitos deles, tomou a iniciativa em desenvolver algum projeto de formação universitária que vai além do curso de comunicação. Pelo menos um curso de especialização faz parte do rol desse investimento. Uma quantidade significativa de jornalistas que ocupam as mais importantes editorias de jornalismo científico do país completou o doutorado em alguma área do conhecimento, com ênfase em disciplinas distantes da comunicação, tais como história da ciência, filosofia da ciência, biologia, etc.
Como exemplo de jornalistas científicos vamos encontrar Marcelo Leite, Mariluce Moura, Cláudio Angelo, hoje com cursos no exterior e doutorados longe da área de jornalismo.
A divulgação científica congrega interessados em promover a ciência como forma de educação e integração social com o conhecimento. Originam-se das mais diversas áreas de formação e conhecimento, inclusive do jornalismo. Tanto é que podemos considerar muitos dos jornalistas científicos também divulgadores científicos. O divulgador científico se envolve nas atividades mais por opção. Em muito dos casos, lembram uma ação de militância pela causa da divulgação científica.
O divulgador científico não é um profissional específico, como é o jornalista científico, provém de todas e qualquer área do conhecimento. É o indivíduo que tem um objetivo: promover o conhecimento, usando a comunicação como ferramenta, para promover a educação e o desenvolvimento da sociedade por meio da ciência.
O divulgador científico também tem produção. Além de ser um agente social que promove a ciência eles produzem livros, programas de TV, rádio, internet, vídeo, eventos, encontros, entre algumas das manifestações mais comuns. Há alguns que vão além, usam a arte para divulgar ciência, fazem teatro, cinema, ficção e poesia.
O divulgador científico, em muito dos casos, é mais personalista, traz uma grife, sobretudo quando direciona suas atividades criando características marcantes. Por exemplo os diretores de museus de ciência, aliás, uma área de grande atividade de divulgação científica, exercem suas atividades com um estilo próprio. Em São Paulo a recém-história da Estação Ciência ficou claro esse tipo de envolvimento. Na gestação da fundação da Estação Ciência nos anos de 1980, Crodowaldo Pavan e José Reis discutiram muito o caráter e o formato que um centro de ciência para jovens deveria possuir. Nos anos 1990 Ernst Hamburger, físico de tradição, nos anos em que dirigiu o museu, também imprimiu seu caráter, que apesar de diferente manteve a divulgação científica como objetivo maior.
Divulgação científica e jornalismo científico é um encontro que contribui de forma importante para que a sociedade acompanhe, critique e ajude a dar os rumos para a discussão da ciência.

O USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

OS CIENTISTAS - João Garcia

Expediente Diretoria:
Presidente de Honra: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Presidente: Prof. Osmir Nunes
Secretaria Geral: Profª Dra. Glória Kreinz
Tesoureiro: Profª. Drª. Márcia M. Rebouças

Conselho editorial:
José Arbex Jr. (ABRADIC)
Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC)
Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico)

Notícias ABRADIC:
Supervisão Editorial:
Profª Dra. Glória Kreinz
Supervisão Técnica:
Osmir J. Nunes e George Barbosa
Editor: Everton Magalhães
Editora Assistente: Claudete Aparecida B. Mira
Edição Final: Everton Magalhães e Raquel Nunes
Comissão Editorial: Mauro Celso Destácio, Marcelo Afonso, Renato Pignatari e Yuri Gonzaga
Recursos Audiovisuais: Everton Magalhães V. Santos e Marcelo Afonso
Nadia Gal Stabile ( Blog Sarau Para Todos)
Colaboração: (nacional) João Garcia; (internacional) Manuel Calvo Hernando e Etienne Delacroix
Layout original: Marcelo Afonso

Conselho Científico: Prof. Dr. Célio da Cunha (UNESCO) e Dr. Julio Abramczyk (AIPC)

E-mail para contatos:
abradic@abradic.com

Telefone: (11) 9185-8655 ou (11) 4508-8589

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março 04, 2012

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."  (Madre Teresa de Calcutá )

Palavras-chave: Citações

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

fevereiro 27, 2012

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Ni!

Florian Cramer (DE/NL) The German WikiWars and the limits of objectivism from network cultures on Vimeo.

Acabei trombando com este vídeo por uma mensagem do Roberto Winter na lista do curso Futuro da Informação. Nele o palestrante argumenta que a Wikipédia é uma construção de inspiração neoliberal baseada no objetivismo filosófico de Ayn Rand, justificando-se num raciocínio sobre a forma de funcionamento da Wikipédia - e do Software Livre - e nas inclinações filosóficas de seus dois fundadores, em particular de Jimmy Wales.

Há alguns problemas sérios na argumentação do sujeito, que destaco abaixo, numa revisão ponto a ponto dos argumentos levantados no vídeo...

O vídeo começa com o palestrante contrastando um suposto potencial transformador da Internet com o que seria a realidade. Há já aí alguns enganos.

Confundir autores de filosofia inspiracional, como pierre levi, com análises rigorosas e realistas da questão da colaboração. -- Sem nenhum demérito para o que esses autores fazem, as obras deles não tem como objetivo entender o presente a partir dos fatos da realidade, mas apontar destinos potenciais, para serem perseguidos ao avançarmos e que, sem prejuízo, acabarão em outra forma que não a imaginada.

A partir disso, dizer que a wikipédia e software livre são as únicas formas de coautoria em larga escala efetivas na Internet, desconsiderando os vastos repositórios de cultura e tecnologia gerados por redes par-a-par, apenas porque estes não se enquadram em uma definição extremada e inspiracional que nunca teve como objetivo descrever a realidade - ou por desconhecimento mesmo.

Em particular, parece que ele nunca escutou hiphop, nem visitou um hackerspace, ou acessou uma imageboard, e abre o youtube só para canais de grandes produtoras. Não entendeu que a produção par-a-par na troca de arquivos é precisamente o mesmo processo operando numa outra categoria, nem nunca recebeu um demotivator, nem percebeu que expressões concretas não são o único objeto passível de remix, internet memes e tais.

Por fim, chegando ao assunto, ele trata a Wikipédia como uma criação intencional e exclusiva de um ou dois indivíduos, e salta a sugerir que a ideologia desses membros fundadores contamina de tal maneira sua natureza que todo resultado do processo é uma manifestação dessa ideologia.

Bem, basta investigar para ver que a primeira afirmação é falsa e que a segunda é ilógica. A Wikipédia não foi a criação programada e intencional de dois indivíduos obcecados por uma ideologia única e, mesmo que fôsse, isso não implicaria que seu resultado será uma manifestação inescapável e exclusiva dessa ideologia.

Ele então afirma que o conceito de Ponto de Vista Neutro da Wikipédia é um produto do consenso atingível pelo diálogo entre visões supostas objetivas da realidade, em busca de uma objetividade extremada; quando, muito pelo contrário, ele é um consenso a respeito da soma das visões dessa realidade consideradas relevantes pelos mecanismos que a própria sociedade já desenvolveu e mantém com o fim de atribuir relevância e confiança às informações, como a academia e a imprensa.

Acho difícil alguém argumentar que a academia e a imprensa são construções neoliberais do objetivismo randiano ;-)

Depois ele vai dizer que o Software Livre tem por natureza ser genérico. Mas isso não é uma particularidade do Software Livre, e sim uma ideia básica da engenharia de software ou, mais geralmente, da engenharia. Os sistemas UNIX tem tanto sucesso justamente por serem feitos de componentes reutilizáveis, minimizando o esforço repetitivo de produção e depuração, independente de serem UNIXes livres ou proprietários. Um tijolo é algo genérico, assim como as pedras das pirâmides.

Após isso, faz alguma alusão sobre a wikipédia ser genérica e sugere que a Wikipédia é crucial para o Pagerank do Google. Bem, ou ele não sabe como funciona o Pagerank, ou ele não se expressou claramente. O Google usa dados da Wikipédia, mas não é algo crucial.

Depois ele identifica, sem nenhuma explicação, a opção por modularidade e interfaces genéricas no software - e portanto nas pirâmides - com o objetivismo filosófico, ao invés de reconhecer que trata-se de uma mera questão de bom senso no emprego do trabalho, perdendo-se na sopa de palavras.

Só resta concluirmos que Ayn Rand era uma viajante do tempo! :D

Por fim, ele passa o resto do vídeo viajando nessa sopa que ele preparou, onde objetivismo randiano neoliberal está equacionado com escolhas de bom senso em engenharia e onde ponto de vista neutro é entendido como consenso objetivista e não como a coleção dos pontos de vista considerados válidos pela sociedade através de instituições que predatam o objetivismo séculos, se não milênios.

E para justificar esse raciocínio, ele aponta muito brevemente a existência de alguns casos na Wikipédia alemã onde, segundo ele, há problemas profundos de escala no processo, mas não oferece nenhum exemplo concreto de como ele descreveria esse objetivismo afetando a tomada de decisões. À parte, ignora que a Wikipédia em língua inglesa mesmo sendo muito maior não sofreu da mesma forma, ignora que há diferenças profundas em como a wikipédia em diferentes línguas organiza-se e que, dentre todas, a alemã é muito particular - e não numa direção objetivista randiana, até porque qual alemão vai dar bola pra uma pop-filósofa norte-americana? - e ignora, por fim, que a tal "guerra" na wikipédia alemã teve fim.

Pra encerrar a palestra, ele ainda categoriza como "bizarro" o conhecimento que não cabe numa enciclopédia britânica e o software que uma microsoft não desenolve. Bem, com isso, se não demonstra que a wikipédia é randiana, ao menos revela-se um novo tipo de fundamentalista estético ;)

E aí entra a aluna dele, faz uma alusão sem grandes méritos a Brecht, e aponta que as pessoas devem ter uma olhar crítico para a informação da wikipédia, como se isso fôsse uma novidade! Era um bom momento para sugerirem também um olhar crítico sobre eles mesmos, pelo menos salvaria o Brecht.

Ela passa daí a mostrar um trabalho focado no "quem escreveu", onde ignora-se todo o contexto do processo de revisão par-a-par a posteriori em ação na enciclopédia, que constringe a atuação individual e frequentemente tem mais protagonismo que o autor em si.

A ideia da teatro é muito chamativa, mas uma sequência de edições não é uma expressão dialética, os atores não são apenas quem editou, e o produto final não é um diálogo, mas uma enciclopédia. Que é escrita nessa voz, mais uma vez, desde séculos antes do neoliberalismo ou randianismo serem concebidos.

.~´

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

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Postado por Carla Neves Costa

O incêndio na Estação Comandante Ferraz na Antártida neste sábado, 25.02.2012, deixa dois mortos e, pelo menos, um ferido.

A Estação é uma base militar da Marinha do Brasil usada para desenvolver pesquisas. Não se sabe ao certo as causas do incêndio, mas os pesquisadores sobreviventes relataram que houve uma explosão de nitrogênio, os alarmes de segurança contra incêndio não funcionaram e as pessoas tiveram que abandonar o local às pressas, sem tempo para salvar os documentos e pertences.

Os sobreviventes, 45 pessoas ao todo, foram resgatados e já estão de volta ao Brasil.

Assista o vídeo GloboNews®

O acidente causou a perda total do espaço físico ocupado pela base na área continental. A expectativa é de que a reconstrução da base e a retomada de pelo menos 50% das pesquisas demore no mínimo dois anos.

Leia:

Incêndio destrói 40% da pesquisa brasileira na Antártida

Fonte: Veja Online

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Carla Neves Costa | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

fevereiro 20, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

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Espelho
Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"
Marcelo Roque Espelho
Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"
Marcelo Roque

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

janeiro 28, 2012

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Postado por macassis

Na minha opinião, trata-se de uma sequência bem simples de procedimentos. Primeiro, faça isto:

Estude com antecedência! Nada de deixar para a última hora ou esperar a prova ser marcada: estude para aprender, todos os dias em casa. Nesta foto está a lista de exercícios que resolvi durante uma disciplina: imagine ter que fazer isso as vésperas de uma prova? 
Claro que estudar cansa, mas para isso existem as bebidas a base de cafeína...


Que sempre te ajudam a manter o foco. Agora, se você não estuda durante as aulas e espera chegar a hora da prova para se preparar... bem, ainda resta uma última opção:

Postado por macassis | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

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Postado por macassis

É um assunto pouco estudado, mas bastante falado.  O uso das novas tecnologias em sala de aula é realmente motivador: veja por exemplo, essa foto que tirei durante uma aula do curso de Mecânica 1 quando ainda estava na graduação...

E esta outra, de um trabalho em grupo na biblioteca, tirada na mesma época:

moral da história: se o professor dá uma aula ruim e não consegue motivar os alunos, o princípio do "gibi-dentro-do-livro"será sempre aplicável. Acontecia com os livros, acontece com o notebook, acontecerá com o tablet...

Postado por macassis | 0 comentário

janeiro 21, 2012

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A capacidade de testar ideias sobre o mundo e recombiná-las inteligentemente forma a base da ciência, observou Thomas Kuhn em meio ao século passado. Muito antes, Darwin descreveu a capacidade de organismos competirem no ambiente e recombinarem-se adaptativamente como a base generativa da vida. Ambos os processos, eles próprios resultantes de longa evolução, dependem fundamentalmente da recombinação de padrões, expressos em linguagem científica ou genética.

Quando Turing concebeu o computador moderno, originou-se ali um outro sistema onde novos padrões, os softwares, comportavam-se com características similares. Dessa vida primitiva nos mainframes acadêmicos e militares à sua presença abundante permeando as interações entre quase todos os seres humanos, o software sofreu diversas transformações na sua forma de produção, derivadas de dois conflitos particulares à sua natureza:

Primeiro, porque o software tem a peculiaridade de ser tecnologia e informação ao mesmo tempo, o que transfere à informação a característica alienante da tecnologia: aquilo que você pode utilizar sem compreender.

Segundo, porque por ser uma manifestação codificada, acabou circunscrito por uma legislação concebida para outros fins, aplicada levianamente para restringir ainda mais seu ciclo de vida informacional.

Nesse contexto, a propriedade de livre recombinação, fundamental para a evolução dos ecossistemas, foi gravemente ameaçada.

Mais grave do que isso, aos poucos ficou evidente que a primeira forma de restrição à recombinação tinha um efeito secundário, de inibir a própria competição em si, eliminando de uma vez os dois pés do processo evolutivo.

Na década de 80, quando essas contradições começavam a atingir amplamente a sociedade, Richard Stallman concebeu o que chamou de Software Livre, referindo-se a um método para preservar o ecossistema de código recombinante que existia.

Formaram-se assim dois ecossitemas contraditórios regulando cada vez mais o fluxo e processamento da informação mundial, informação que, nesse mesmo período tornou-se o bem mais valioso da economia global.

Nessas condições, esses ecossistemas, o do Software Livre em oposição ao do software proprietário, impõem crescentemente à sociedade desenvolvida em seu meio as próprias características que os organizam.

Assim, mais do que uma estratégia evolucionária de sobrevivência, essa questão ética foi uma das principais motivações dos pioneiros do Software Livre.

Em 2002, cerca de vinte anos após dar início ao movimento, o próprio Stallman publica uma coletânea de ensaios seus entitulada, assertivamente, "Software Livre, Sociedade Livre".

Nessa mesma época, um advogado chamado Lawrence Lessig publica um livro chamado "Código" explicando, se não pela primeira vez, ao menos com uma clareza sem precedentes, como o software gradativamente substituirá o papel do direito em muitos aspectos da sociedade.

A questão do ecossistema do software torna-se, então, uma questão ética e política, que interessa não apenas a programadores - ou /hackers/ - mas a todos os seres humanos.

A computação partiu o mundo em dois e criou um novo espaço, onde convivemos entre nós e com as máquinas. Como nas grandes navegações, esse novo mundo acabará por fundir-se com seu genitor e, quem sabe, até suplantá-lo.

Se falharmos em garantir ali os mesmos mecanismos contra a elitização do conhecimento e do controle dos recursos e das leis, promovendo sua recombinação e experimentação aberta e participativa, estaremos condenando junto todas as lutas por justiça e solidariedade neste mundo.

Ni!

Texto usado como guia para uma aula no Curso de administração de redes GNU/Linux do LabMap, no IME-USP, em 20 de janeiro de 2012.

Palavras-chave: aula, ciencia, darwin, ecossistema, ime, kuhn, labmap, lessig, livre, software, software livre, stallman, usp

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 2 comentários

janeiro 12, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

1-JOSÉ REIS

"A ciência é bonita e profundamente estética; portanto devemos exibi-la  à sociedade". [placa homenagem do NJR ao seu Patrono]- Comemoração dos 90 anos de José Reis - presidente - Crodowaldo Pavan e Glória Kreinz

2-CRODOWALDO PAVAN

"PODER, POLÊMICA E POESIA", livro de Glória Kreinz e Marcelo Roque em homenagem a Crodowaldo Pavan, edições ABRADIC, v.4,2011.


1.1.LEMBRANDO JOSÉ REIS...

"Esse aspecto configura uma fase interessante da divulgação científica, que continua muitas vezes em correspondência particular, uma vez que nem todos os assuntos podem transformar-se em artigo de jornal, tão limitado o seu interesse.

"Minha conclusão é a de ser a divulgação científica uma atividade útil e necessária, que mereceria apoio ainda maior do que já tem, que justificaria muito maior empenho a fim de tornar cada vez menor o desperdício de informação científica, que hoje é muito grande.

Veja e participe do blog JOSÉ REIS E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

http://esportencia.blogspot.com/

TUDO sobre o Acervo deixado em 2011 por Fernando Reis para a ABRADIC sobre José Reis - ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC

3- NÚCLEO JOSÉ REIS/ ABRADIC

www.abradic.com/njr

4-NOTÍCIAS USP, no meu perfil, ao lado, sempre atualizadas... 

5-MARCELO ROQUE

O NOVO ENDEREÇO DO BLOG DE MARCELO ROQUE

http://abradicusp.blogspot.com/

 

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

janeiro 03, 2012

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Postado por Carla Neves Costa

Parte do prédio fica em pé, após as operações de implosão realizadas no primeiro dia do ano de 2012.

Quatro últimos andares do edifício não foram derrubados. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5539767-EI8139,00-SP+predio+tem+implosao+parcial+quatro+andares+ficam+em+pe.html. Acesso em: 03.01.2012.

O prédio, abandonado cerca de 30 anos, foi atingido pelo incêndio que destruiu a Favela do Moinho, no bairro Campos Elísios, região central de São Paulo, no dia 22 de dezembro. Os riscos de desabamento foram imediatamente notados pela equipe do Corpo de Bombeiros ainda durante as operações de resgate e combate ao sinistro.

A Prefeitura Municipal de São Paulo decidiu pela implosão do edifício, programada para a mesma semana do incidente, para evitar danos maiores às construções vizinhas e às operações de tráfego, em especial, as linhas de trens 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que encontravam-se interrompidas por conta do risco de desabamento.

Outras fotos da implosão estão disponívens em: http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/veja-fotos-da-implosao-de-edificio-atingido-por-incendio-20120101-3.html#fotos. Acesso em: 03 jan. 2012.

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Postado por Carla Neves Costa | 0 comentário

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Postado por Carla Neves Costa

Incêndio destruiu grande parte de favela na região central de São Paulo, atingiu prédio antigo. Ameaçando desabar, o prédio deve ser demolido. Assista:

Video disponível em: http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4ef34d38b51af6e7ed95ba9b&id. Acesso em 03 jan. 2012.

 

Leia:

Prédio incendiado no centro pode desabar, diz coronel dos bombeiros

Fonte: R7 Notícias.

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Postado por Carla Neves Costa | 0 comentário

dezembro 21, 2011

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