
Dança
Sob luzes invisíveis,
flutuam os corpos devagar;
para além do tempo,
do espaço,
e dos sonhos ...
Marcelo Roque
Dançando
Dança você,
dançamos nós,
e danço eu...
Sonhos visíveis,
pefumes e rosas,
corpos no espaço,
música de um Deus...
Glória kreinz
Breve história do ballet no Brasil
http://www.raquelballet.com.brRAQUEL NUNES
Pode-se
dizer que a história do balé no Brasil começou em 1927, com a vinda da
bailarina russa Maria Oleneva para o Rio de Janeiro. Ela fundou a
Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal, que se tornou o
principal centro de formação de bailarinos no país.
Depois de
Oleneva, vieram outros europeus, como o tcheco Vaslav Veltchek, que a
partir de 1939 deu novo impulso ao balé no Brasil, como coreógrafo do
Teatro Municipal do Rio de Janeiro e organizador da escola de bailados
da prefeitura paulistana. Mais tarde participou da fundação do Ballet
do IV Centenário de São Paulo e no Rio de Janeiro fundou o Conjunto
Coreográfico Brasileiro. Veltchek elaborou várias coreografias baseadas
no folclore brasileiro, como Uirapuru, de Villa-Lobos, e Festa da roça,
com música de José Siqueira.
Outro nome importante é o de Tatiana
Leskova, que a partir de 1945 atuou no Teatro Municipal do Rio de
Janeiro, primeiro como bailarina e depois como mestre de balé e
coreógrafa. Juntamente com Igor Schwezoff, participou em 1946 da
formação do Balé da Juventude. As inovações do balé moderno foram
trazidas ao Brasil em 1949 pelos Ballets des Champs-Elysées. Aqui ficou
como mestre um de seus integrantes, Pierre Klimov. Eugênia Feodorova
chegou ao Brasil em 1955, atuando como mestre de balé e coreógrafa do
corpo de baile do Teatro Municipal. E em 1962 foi chamado para
trabalhar no Rio de Janeiro o coreógrafo e maître-de-ballet William
Dollar.
O balé contemporâneo desenvolveu-se com Nina Verchinina,
ex-integrante do Ballet Russe du Colonel de Basil, que deu uma das mais
decisivas contribuições à dança brasileira, com sua companhia
particular. Outros nomes que sobressaíram foram os de Berta Rosanova,
Sandra Diecken, David Dupré, Dennis Gray, Artur Ferreira e vários
outros, como bailarinos ou como coreógrafos e divulgadores. Bailarinas
brasileiras que se destacaram no exterior foram Márcia Haydée, Beatriz
Consuelo, Ivonne Weyer e Eleonora Oliosi.
O Teatro Municipal de São
Paulo possui uma grande escola, fundada em 1940 e oficializada em 1947.
A Universidade Federal da Bahia, em Salvador, tem um curso de dança,
agregado a sua Escola de Teatro. E são milhares os cursos independentes
em todo o Brasil, sobretudo em São Paulo e no Rio Grande do Sul.
A
técnica acadêmica do balé, como concebida hoje, é russa e resultou da
fusão dos estilos italiano e francês. O estilo italiano desenvolveu-se
acrobaticamente, caracterizando-se pelo allegro, movimentos vivos,
angulosos, com certa rigidez. Os braços estendidos vigorosamente, a
velocidade, a técnica, o virtuosismo são suas marcas. No estilo francês
destacam-se a graça, a leveza, os movimentos arredondados, braços
leves, o adagio.
Dessas duas escolas resultou uma fusão ideal no
estilo russo do século XIX: a graça de uma e o virtuosismo da outra,
aliados ao temperamento emotivo do povo russo. Os bailarinos russos
fizeram uma síntese, tirando de cada uma o que tinha de melhor.
Entre
as obras brasileiras de ballet que mais se destacaram, temos: Uirapuru,
O Garatuja, O Descobrimento do Brasil, Maracatu de Chico Rei e
Salamanca do Jarau.
Fonte: www.emdiv.com.br