Stoa :: Gisele Leite :: Blog

outubro 29, 2012

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Um Vírus Chamado Medo [vídeo]

Nota: O vídeo foi gentilmente transcrito em português por Juliane Reali, da On Demand Traduções a pedido do HypeScience. O cineasta Ben Fama Jr., criador do documentário, incluiu as legendas a nosso pedido.

“O medo corta mais profundamente do que a espada”

Syrio Forel, personagem em A Guerra dos Tronos de George R. R. Martin

Quando viviam em cavernas e tinham que caçar os próprios alimentos, nossos ancestrais temiam ser atacados por animais selvagens, ou por tribos rivais, ou serem atingidos por raios. Este medo foi evolutivamente útil para mantê-los vivos. Hoje, apesar do amparo de tecnologias, ainda temos medo: da morte, da dor, da solidão, do sofrimento emocional, da rejeição e daquilo que desconhecemos.

Neste curto (mas impactante) documentário, o cineasta Ben Fama Jr. reúne especialistas – entre eles o célebre biólogo Richard Dawkins – para falar sobre como o medo acompanhou a humanidade desde os seus primórdios. Além das possíveis origens do medo, eles falam sobre como esse sentimento foi (e é) usado como ferramenta para manter pessoas sob domínio –- seja por parte de líderes políticos, religiosos ou midiáticos.

Uma trilha sonora envolvente, somada a uma bela direção de arte e a depoimentos com linguagem clara “prendem” o espectador ao longo do vídeo. [Ben Fama Jr., YouTube]

 

http://hypescience.com/video-um-virus-chamado-medo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29


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outubro 25, 2012

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Frans de Waal: Comportamento moral em animais

http://www.ted.com/talks/frans_de_waal_do_animals_have_mor


Palavras-chave: Animais, Darwinismo, Empatia, Etica, Etologia, Moral, Reciprocidade

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 2 comentários

julho 18, 2012

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A CONSCIÊNCIA DOS ANIMAIS



"Não é mais possível dizer que não sabíamos", 

diz Philip Low

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade

Marco Túlio Pires
especialistas estimam que 2% da população brasileira tenha a doença

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas (Thinkstock)
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos.

 Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Divulgação
Philip Low
Philip Low: "Todos os mamíferos e pássaros têm consciência"

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.


        PazBem      
  
Radeir
RADEIR  http://radeir.blogspot.com/
RADEISIS http://radeisis.blogspot.com
AD-ARTE http://ad-arte.blogspot.com/
ADE-BERGSON http://ade-bergson.blogspot.com

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 1 comentário

junho 21, 2012

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JC e-mail 4522, de 20 de Junho de 2012.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82918
     
15. Do antropocentrismo ao mundo ecocêntrico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
     
José Eustáquio Diniz Alves é doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE). Artigo enviado ao JC Email pelo autor.

O antropocentrismo é uma concepção que coloca o ser humano no centro das atenções e as pessoas como as únicas detentoras plenas de direito. Poderia parecer uma manifestação natural, mas, evidentemente, é uma construção cultural que separa artificialmente o ser humano da natureza e opõe a humanidade às demais espécies do Planeta. O ser humano se tornou a medida autorreferente para todas as coisas.

A demografia, assim como a economia e as demais ciências humanas, foi fortemente marcada pelo antropocentrismo, desde suas origens. Aliás, o antropocentrismo tem suas raízes mais profundas em antigos registros religiosos. O livro do Gênesis, do Velho Testamento, descreve que Deus criou o mundo em sete dias, sendo que no sexto dia, no cume da criação e antes do descanso do sétimo dia, Ele criou o ser humano (primeiro o homem e depois a mulher) à sua própria imagem e semelhança, ordenando: "Frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra". Esta concepção teo-antropocêntrica de superioridade e dominação humana reinou na mente das pessoas e nas diversas instituições durante milênios, especialmente no hemisfério Ocidental, e ainda está presente no mundo contemporâneo. Mesmo nos dias atuais, o "crescei e multiplicai-vos" orienta, por exemplo, as reações religiosas e conservadoras contra o processo de universalização dos métodos contraceptivos modernos.

Em reação ao mundo teocêntrico, o Empirismo e o Iluminismo - movimentos que surgiram depois da Renascença - buscaram combater os preconceitos, as superstições e a ordem social do antigo regime. Em vez de uma natureza incontrolável e caótica, passaram a estudar suas leis e entender seu funcionamento. Associavam o ideal do conhecimento científico com as mudanças sociais e políticas que poderiam propiciar o progresso da humanidade e construir o "paraíso na terra". Os pensadores iluministas procuraram substituir o Deus onipresente e onipotente da religião e das superstições populares pela Deusa Razão. Em certo sentido, combateram o teocentrismo, mas não conseguiram superar o antropocentrismo, mantendo de forma artificial a oposição entre cultura e natureza, entre o cru e o cozido, a racionalidade e a irracionalidade.

Dois expoentes do Iluminismo foram fundamentais para lançar as bases da demografia. No bojo da Revolução Francesa e no espírito da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (aprovada em 26/08/1789 pela Assembleia Constituinte), o marquês de Condorcet escreveu o livro Esquisse d'un tableau historique des progrès de l'esprit humain (1794) e William Godwin escreveu Enquiry concerning political justice, and its influence on general virtue and happiness (1793). Eles combateram o teocentrismo, mas não chegaram a questionar o antropocentrismo, pois estavam mais preocupados com o progresso material e cultural dos seres humanos, sem prestar a devida atenção aos direitos da natureza e das outras espécies.

Estes autores defendiam as ideias de justiça, progresso, mudanças nas relações sociais (inclusive nas relações de gênero) e perfectibilidade humana, de certa forma antecipando, teoricamente, o fenômeno da Transição Demográfica. Ambos acreditavam que os avanços da educação e da ciência e os progressos tecnológicos iriam reduzir a pobreza e as taxas de mortalidade e aumentar a esperança de vida da população. As mesmas forças racionais que ajudariam a diminuir as taxas de mortalidade também possibilitariam o decréscimo das taxas de natalidade. Como disse Condorcet: o perigo de uma superpopulação estaria afastado, pois os casais humanos não iriam racionalmente "sobrecarregar a terra com seres inúteis e infelizes". Godwin chegou a calcular a "capacidade de carga" do Planeta e era (assim com Adam Smith) muito otimista quanto aos efeitos positivos do crescimento populacional humano (eles não estavam muito preocupados com as outras espécies e com a biodiversidade).

Foi para rebater estas concepções progressistas (e no seio da reação conservadora à Revolução Francesa) que Thomas Malthus publicou o seu panfleto anônimo, de 1798: An essay on the principle of population, as it affects the future improvement of society with remarks on the speculations of Mr. Godwin, Mr. Condorcet, and other writers. Nota-se, pelo próprio título do ensaio, que Malthus não pode ser considerado o pioneiro da demografia moderna, pois ele estava apenas rebatendo as ideias, estas sim pioneiras, de Condorcet e Godwin. E Malthus rebateu da pior maneira possível.

O princípio de população malthusiano - "A população, quando não controlada, cresce numa progressão geométrica, e os meios de subsistência numa progressão aritmética" - não tem base histórica e nem estatística. Para fundamentar a sua "lei", Malthus utilizou as taxas de crescimento da população dos Estados Unidos e as taxas de crescimento da produção de alimentos da Inglaterra. Este procedimento, elementarmente incorreto, não questionava os limites do Planeta e nem os direitos da biodiversidade, mas apenas dizia que, quaisquer que fossem os limites da natureza, o crescimento exponencial da população, mais cedo ou mais tarde, ultrapassaria a capacidade de produzir meios de subsistência. O objetivo era mostrar que o progresso do bem-estar humano e a redução da pobreza, objetivos básicos do iluminismo, seriam impossíveis diante da "miséria que permeia toda a lei da natureza". Portanto, Malthus defendia que o controle da população fosse realizado via aumento das taxas de mortalidade, o que ele chamava de "freios positivos", isto é, miséria, doenças e guerras. Se fosse hoje em dia, Malthus teria colocado as mudanças climáticas na sua lista de freios positivos e como um meio de aumentar a mortalidade dos pobres, pois o seu antropocentrismo era apenas para os ricos.

Em termos morais, para Malthus, a privação e a necessidade eram uma escola de virtude e os trabalhadores somente sujeitar-se-iam às péssimas condições de trabalho se estivessem premidos pela falta de meios de subsistência. Evidentemente, Malthus subestimou de forma deliberada os progressos tecnológicos e os avanços da Revolução Industrial, quando previu o aumento linear dos meios de subsistência. Em relação ao crescimento exponencial da população e às altas taxas de fecundidade, Malthus, enquanto pastor da Igreja Anglicana, simplesmente era contra os métodos contraceptivos e o aborto. Após ser criticado por William Godwin, Malthus introduziu, na segunda versão do ensaio (desta vez assinada), de 1803, a noção de "freios preventivos", isto é, restrições morais ao casamento precoce e adiamento da nupcialidade como forma de redução da parturição (a fecundidade marital continuaria natural, ou seja, sem a regulação humana). Malthus era contra o sexo e os filhos fora do casamento, sendo que a união conjugal (unicamente heterossexual) tinha função prioritariamente procriativa. Por tudo isso, Malthus rebateu as considerações de Condorcet e Godwin sobre os progressos da ciência e da tecnologia e sobre a redução das taxas de mortalidade e natalidade, para argumentar que o desenvolvimento humano seria impossível e que os trabalhadores deveriam receber apenas um salário de subsistência suficiente para manter o equilíbrio homeostático entre população e economia.

Evidentemente, Malthus virou alvo das críticas dos pensadores progressistas e socialistas. Por exemplo, Karl Marx considerava que a sociedade capitalista é capaz de produzir meios de subsistência em progressão bem maior do que o crescimento demográfico. Para ele, o "excesso" de população não é fruto de leis naturais como afirmava Malthus, mas sim um subproduto da lógica do capital, que continuamente gera mudança qualitativa de sua composição orgânica, com o permanente acréscimo de sua parte constante (meios de produção) à custa da parte variável (força de trabalho). Este processo produz uma "superpopulação relativa" ou um "exército industrial de reserva", o qual regula a oferta e a demanda de trabalhadores de tal forma que, pela pressão dos desempregados sobre a massa de trabalhadores ocupados, o salário pode manter-se ao nível de subsistência. O exército de reserva também proporciona a manutenção de um estoque humano à disposição do capital.

Para Marx, bastava resolver o conflito final da luta de classes a favor do proletariado e todos os problemas do mundo seriam resolvidos, podendo haver desenvolvimento irrestrito das forças produtivas, sem restrições da natureza. Contra a "lei de população" de Malthus, Marx formulou uma prototeoria relativista e não falseável: "Todo modo histórico de produção tem suas leis próprias de população, válidas dentro de limites históricos". O fato é que Marx não tinha teorias nem demográfica e nem ecológica. Além disso, o lema romântico utópico do comunismo - "De cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades" - é fortemente antropocêntrico, como se as necessidades humanas pudessem ser satisfeitas sem restrições aos direitos da Terra e das demais espécies. Engels chegou a escrever um livro glorificando o domínio humano sobre a natureza. Por conta disso, as correntes ecossocialistas atuais tentam corrigir, ainda sem grande sucesso, o evolucionismo produtivista e a instrumentalização da natureza, ideias embutidas nos fundamentos das teorias marxistas. Porém, não é uma tarefa simples substituir o vermelho (do socialismo) pelo verde (da ecologia).

Historicamente, a demografia nasceu e cresceu em torno do debate sobre população humana e desenvolvimento econômico. Este debate foi sintetizado no livro de Ansley Coale e Edgar Hoover Population growth and economic development in low-income countries, de 1958. A ideia apresentada no livro é a de que o processo do desenvolvimento econômico acontece de forma sincrônica com a transição demográfica, sendo que o desenvolvimento reduz as taxas de mortalidade e fecundidade e a transição demográfica altera a estrutura etária, diminuindo o ônus da dependência de crianças e jovens, o que favorece ao desenvolvimento. Porém, o livro alerta para a possibilidade de uma redução exógena das taxas de mortalidade nos países de baixa renda, sem uma queda das taxas de fecundidade e sem modificação endógena do processo de desenvolvimento econômico. Nestes casos, haveria uma situação de "armadilha da pobreza", pois existiria a possibilidade de ocorrer uma aceleração do crescimento populacional juntamente com um aumento do ônus da dependência demográfica de crianças e jovens, o que poderia impedir a decolagem (take off) do desenvolvimento.

Foi para resolver este problema que se avolumaram as recomendações neomalthusianas. Nota-se que, ao contrário de Malthus, os neomalthusianos propunham o freio da população por meio da limitação da fecundidade e não do aumento da mortalidade. Malthus achava que era impossível acabar com a pobreza. Os neomalthusianos acreditavam que seria possível acabar com a pobreza e avançar com o desenvolvimento econômico promovendo a transição da fecundidade. Este debate, típico das décadas de 1960 e 1970, esteve no centro das discussões da Conferência sobre População de Bucareste, em 1974. Os países ricos queriam promover o controle da natalidade, enquanto os países pobres queriam impulsionar o desenvolvimento. Venceram os segundos, com a seguinte palavra de ordem: "O desenvolvimento é o melhor contraceptivo". Diversos países (e os fundamentalismos religiosos) aproveitaram o argumento para combater ou relaxar as políticas de acesso aos métodos de regulação da fecundidade. A China promoveu o desenvolvimento econômico juntamente com o controle da natalidade mais draconiano da história (a política de filho único), todavia, o resultado aparece em uma enorme degradação ambiental. Portanto, em qualquer cenário, o grande vencedor tem sido o antropocentrismo, pois o desenvolvimento das forças produtivas e o aumento do bem-estar da humanidade têm ocorrido em detrimento da natureza e das outras espécies.

Continua....

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maio 20, 2012

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Psicol. USP v. 8 n. 2 São Paulo  1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-65641997000200010 

A CONSCIÊNCIA COMO FRUTO DA EVOLUÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO

 

Alexandre de Campos, Andréa M. G. dos Santos e Gilberto F. Xavier
Departamento de Fisiologia
Instituto de Biociências – USP

 

 

Percepções, individualidade, linguagem, idéias, significado, cultura, escolha, moral e ética, todos existem em decorrência da evolução e do funcionamento do sistema nervoso. Teme-se, por vezes, que a concepção da consciência como resultado de um processo biológico corresponda a uma "profanação do espírito humano", com consequente abandono do comportamento moral e ético. Na verdade, ao se investigar a consciência como fenômeno natural e não místico, ampliam-se nossas possibilidades de entendê-la, com ganhos científicos, teóricos e sociais, além dos éticos e morais. Discute-se como a evolução por seleção natural e a organização biológica do sistema nervoso permitem explicar as bases da individualidade, da intencionalidade, de representações simbólicas e do significado. Fenômenos observados em pacientes com danos neurológicos reforçam a concepção de funcionamento modular do sistema nervoso; a consciência não seria uma propriedade exclusiva de um módulo único do sistema nervoso, mas fruto do funcionamento sincrônico de diferentes módulos.
Descritores: Consciência. Sistema nervoso. Memória. Distúrbios cerebrais. Percepção.

 

 

A consciência é fruto da evolução do sistema nervoso. Portanto, percepções, individualidade, linguagem, idéias, significado, cultura, escolha (ou livre arbítrio), moral e ética, todos existem em decorrência do funcionamento cerebral.

Há, por vezes, receio de que a investigação científica possa levar a uma "desmistificação" da consciência humana. De fato, são inúmeras, e não triviais, as consequências da conceituação da consciência como fenômeno natural. Uma delas, talvez a mais importante, refere-se à percepção que o ser humano tem de sí próprio e de seus semelhantes: teme-se que a concepção da consciência como resultado de um processo biológico corresponda a uma "profanação do espírito humano", com consequente abandono do comportamento moral e ético.

A tese a ser defendida neste trabalho é que, ao se trazer a consciência "de volta para a natureza" e ao se investigá-la como fenômeno natural e não místico, ampliam-se nossas possibilidades de entendê-la, com ganhos científicos, teóricos e sociais, além dos éticos e morais. Será discutido neste trabalho, como a evolução por seleção natural e a organização biológica do sistema nervoso permitem explicar as bases da individualidade, da intencionalidade, de representações simbólicas e do significado. Diversos fenômenos relacionados a consciência serão então discutidos à luz das descobertas que a ciência vem realizando sobre a organização modular do funcionamento cerebral. Entre eles, (1) o fenômeno da" visão-às-cegas" ("blindsight"), em que pacientes com lesões do córtex estriado negam a percepção de estímulos visuais apresentados em seu campo de visão, ao mesmo tempo em que são capazes de desempenhar ações precisas em relação a esses estímulos, inclusive em relação à sua localização espacial; (2) o fenômeno da dissociação entre memória explícita e memória implícita, em que pacientes com danos no lobo temporal medial negam ter vivenciado uma situação de treino em tarefas motoras, perceptuais e cognitivas, ao mesmo tempo que exibem desempenho normal nessas tarefas; e o fenômeno de pré-ativação ("priming"), que ocorre com pessoas normais e envolve um viés ou facilitação do desempenho em função da apresentação prévia do material de teste, sem que a pessoa tenha conhecimento consciente do fato; (3) o fenômeno da negligência unilateral, caracterizado por um notório prejuízo na percepção de uma das metades do espaço egocêntrico em decorrência de lesão contralateral, usualmente acompanhada de anosognosia, i.e., o desconhecimento completo da própria deficiência, independentemente de quão limitante ela seja; e (4) o fenômeno da dissociação decorrente de comissurotomia (ou desconexão dos hemisférios cerebrais), no qual os pacientes exibem um elaborado processamento de informações apresentadas a apenas um dos hemisférios cerebrais, com comportamentos plenamente adequados às situações apresentadas, acompanhado de uma completa ausência de percepção consciente, por parte do outro hemisfério cerebral, sobre esse processamento. Esses exemplos serão tomados como evidência de que o fenômeno "consciência" não é uma entidade única, mas sim um conjunto de habilidades mediadas pelo processamento paralelo, porém cooperativo, de informações em diferentes módulos do sistema nervoso. Não obstante essa organização modular, o funcionamento cooperativo e integrado dos diferentes módulos produz uma sensação unificada.

 

A concepção dualista de consciência

O obstáculo mais difícil de se transpor na investigação científica da consciência, talvez esteja relacionado à concepção culturalmente arraigada de que percepções conscientes não podem ser consideradas como fruto do funcionamento do sistema nervoso, sendo a consciência considerada uma entidade distinta deste e que apenas manifesta-se através dessa estrutura.

Parte substancial desse viés dualista deve-se a dogmas que estabelecem uma separação entre o espírito e o corpo.

É difícil saber o quanto esses dogmas, associado ao contexto histórico doutrinário e persecutório da época, influenciaram Descartes a defender a noção de que o indivíduo é constituído da matéria ("res extensa"), tal qual definida pela Física, divisível, com dimensões, peso e "funcionamento mecânico", e da mente ("res cogitans"), indivisível, sem dimensões, independente de tempo e espaço, sendo, portanto, intangível. Como em seu livro, "O discurso do método" (1637), Descartes concebe a mente como algo especial, cujas características não possuem espacialidade ou temporalidade nem estão subordinadas às leis físicas, tem-se interpretado que ela não seria passível de investigação objetiva.

A influência dessa doutrina dualista na psicologia expressa-se tanto nas concepções psicanalíticas de mente, quanto na negação taxativa da possibilidade de compreensão dos processos "mentais" defendida pelo "behaviorismo" que advoga a inacessibilidade desses processos ao questionamento científico.

É interessante que Descartes, considerado o pai da filosofia moderna e do método científico, tenha formulado essa conceituação dualista da relação mente/cérebro, promovendo um afastamento dos "fenômenos mentais" da esfera da investigação científica. Mais interessante, no entanto, é que Descartes considerou a interação entre a res cogitans e a res extensa como necessária; declarou que a interação ocorreria na glândula pineal. Isto é, as informações advindas do mundo exterior chegariam até a glândula pineal e, através de mecanismos desconhecidos, seriam transformadas e transmitidas à mente para serem interpretadas e elaboradas. Que método teria usado Descartes para obter evidências a favor dessa obscura formulação? Em seu livro "O erro de Descartes", Antonio Damásio questiona-se: ao afirmar "penso, logo existo", Descartes não estaria reconhecendo a superioridade da razão e do sentimento consciente, sem compromissos no que se refere à sua origem, substância ou permanência? Isto é, não estaria Descartes afirmando que pensar e ter consciência de pensar é que constituem os verdadeiros substratos da existência?" Damásio (1996) pergunta-se, ainda, se essa famosa frase de Descartes não se constituiu numa estratégia de redação para evitar as fortes pressões religiosas da época. E finaliza referindo-se à inscrição escolhida por Descartes para sua lápide : "Aquele que se esconde bem viveu bem", como uma possível indicação de contestação discreta ao dualismo.

 

Organização e evolução biológicas

Sistemas biológicos são o produto de um processo histórico altamente peculiar que envolve evolução por seleção natural, sendo essa, na verdade, a origem de sua unicidade. Essa idéia, baseada na formulação proposta por Charles Darwin, em 1859, se constitui no principal paradigma da biologia (Darwin, 1985).

Do ponto de vista teórico, quando um dado ambiente possui simplicidade e regularidade, portanto previsibilidade, a seleção natural pode favorecer a evolução de um sistema adaptado e otimizado para aquele ambiente. Seria essa afirmação" finalista" e, portanto, a evolução pré-direcionada? A resposta é obviamente não. A regularidade do ambiente oferece diversas oportunidades de seleção para mutações que levam o organismo a exibir uma resposta antecipatória ao ambiente. Embora possa parecer que o sistema faz uma "previsão" de que o ambiente é de uma dada maneira, deve-se ter em mente que o processo evolutivo (que o produziu) não é pré-determinado; apenas selecionou o organismo mais apto.

Deve-se enfatizar, neste contexto, que a seleção se faz principalmente ao nível do indivíduo e seu comportamento. Embora trazer uma" resposta pronta" (neste caso, um comportamento inato) possa ser adaptativo, isso só é possível, como vimos, em condições particulares. Quando, no entanto, a complexidade de um sistema aumenta e a imprevisibilidade torna-se um problema, um mecanismo diferente - mais flexível - deve ser selecionado.

Tal sistema deve permitir ao organismo obter o máximo de informações sobre o ambiente, possibilitando a este solucionar os problemas no momento em que surgem de forma não-antecipatória ou de forma antecipatória quando um padrão regular puder ser identificado. Há uma certa indeterminação no funcionamento desse tipo de sistema, mas ele é altamente adaptativo pois completará seu processo de adaptação quando as reais condições de uso da função forem encontradas. Nesse sentido é altamente adaptativo pois o organismo pode lidar com circunstâncias totalmente inesperadas. Este parece ter sido o processo de evolução tanto do sistema de imunidade como do sistema nervoso (incluída a consciência), i.e., sistemas seletivos capazes de lidar com novidade ao longo da vida do indivíduo.

Cabe enfatizar que esses sistemas são fruto de um processo histórico lento e gradual, que ocorre passo-a-passo, na evolução das espécies (para revisão, ver Dennett, 1995).

 

Memória, categorização, escolha e intencionalidade

Ao longo desse processo, teriam surgido organismos capazes de modificar seu comportamento por "tentativa-e-erro", isto é, capazes de identificar que uma determinada resposta de seu repertório produziu consequências favoráveis num determinado contexto sendo, portanto, reforçada; consequentemente haveria um aumento da probabilidade da emissão da mesma resposta em contextos similares. Embora essa aptidão seja vantajosa, a emissão inicial da resposta no contexto apropriado ainda exibe um elevado grau de dependência em relação aos eventos externos casuais.

Sistemas capazes de realizar um "ensaio figurativo" (ou imaginativo) das diversas ações possíveis para um dado contexto seriam, certamente, mais eficazes, pois poderiam reduzir o risco de ações reais inapropriadas, facultando, em função do resultado do ensaio, a escolha de ações com maiores chances de sucesso. Isto é, as consequências das ações destes últimos indivíduos reduziriam consideravelmente a influência do acaso. O funcionamento de um tal sistema requer uma substancial quantidade de informações sobre o ambiente, sobre suas regularidades e sobre os resultados de ações anteriores. Essas informações, armazenadas no sistema nervoso do indivíduo sob a forma de modificações nas conexões entre seus elementos constituintes (as células nervosas), promovidas pela história de interação do indivíduo com o ambiente, envolvem um processo de contínua categorização da informação de modo a identificar um estímulo ou ação e, com base nessa identificação, controlar o comportamento. Essa concepção da memória como um processo de categorização da informação no sistema nervoso envolve a habilidade para desenvolver conceitos que, por sua vez, facultam a realização de inferências sobre um dado contexto. Xavier, Saito e Stein (1991) sugeriram que a antecipação com base na identificação de regularidades ambientais passadas permite reagir mais prontamente à estimulação esperada pois o organismo direciona atenção (com subsequente aumento na capacidade de processamento da informação) para os setores do ambiente que são relevantes. Além disso, faculta a escolha da "ação mais apropriada", o que implica em intencionalidade e significado. Intencionalidade correspondeu à aquisição de significado através de um processo lento e gradual; funcionalidade e propósito dão suporte à interpretação de intencionalidade para as atividades do organismo.

Em outras palavras, um "modelo interno do ambiente" é adaptativo na medida em que permite avaliar as consequências futuras das ações correntes, sem por em risco a integridade do sistema no desempenho da ação. Os mecanismos cerebrais da atenção originaram-se também da pressão sobre o animal que precisa selecionar uma entre várias ações possíveis. A aquisição inicial de uma habilidade requer atenção, mas uma vez adquirida o animal prescinde desta e o seu desempenho torna-se automático. Esses sistemas oferecem ainda a possibilidade de executar ações presentes para favorecer ações futuras que sejam vantajosas.

A vantagem evolutiva dessa, digamos, "consciência primária" (definida como o conhecimento dos estímulos externos e internos) é que ela ajuda a abstrair e organizar mudanças complexas num ambiente envolvendo múltiplos sinais concomitantes. Mesmo que esses sinais não tenham uma relação causal entre eles, podem servir de bons indicadores de perigo ou reforço. Assim, ela oferece meios de corrigir erros eficientemente. Aumenta a capacidade para generalizar, portanto oferece maior adaptabilidade.

O aparecimento desse tipo de consciência estaria, segundo Edelman (1992), relacionada à evolução de 3 funções envolvendo diferentes conjuntos de estruturas do sistema nervoso: (1) o desenvolvimento do sistema tálamo-cortical (um sistema de projeções do diencefálo para o córtex) de modo que quando as funções conceituais apareceram elas puderam ser ligadas fortemente ao sistema límbico (um circuito neural que envolve estruturas talâmicas e corticais supostamente envolvido no comportamento emocional), estendendo as capacidades de aprendizagem; (2) o desenvolvimento de um novo tipo de memória baseada nesta ligação. Diferentemente do sistema de categorização perceptual, este sistema de memória conceitual é capaz de categorizar respostas em diferentes sistemas do sistema nervoso e realizar a categorização perceptual de acordo com as demandas da relação entre o sistema límbico e o tronco encefálico (que incluiria alguns dos principais sistemas neurais envolvidos nas sensações de prazer e dor). Esta memória "valor-categoria" permitiria respostas conceituais em termos de interações mútuas dos sistemas tálamo-corticais e límbico-troncoencefálico; e (3) categorização perceptual em várias modalidades sensoriais e o desenvolvimento de uma memória conceitual de valor e categoria. Essa categorização conceitual de percepções concorrentes pode ocorrer antes que esses sinais perceptuais contribuam de forma duradoura para aquela memória. Segundo Edelman (1992) esse tipo de consciência seria experienciada como uma cena, um quadro, uma imagem mental dos eventos categorizados em curso.

Resumidamente, a consciência primária estaria relacionada ao desenvolvimento do sistema tálamo-cortical (o córtex organizado sob a forma de mapas capazes de processar paralelamente muitas informações), que evoluiu em paralelo com o cerebelo, gânglios basais e hipocampo, envolvidos na manipulação de espaço e tempo, com os quais mantém grande quantidade de conexões. Estes sistemas estariam conectados com o sistema límbico-tronco encefálico (que fornece o valor do estímulo frente a homeostase fisiológica). Aprendizagem, neste caso, pode ser vista como o meio pelo qual a categorização ocorre, tendo por pano de fundo as mudanças adaptativas no comportamento que satisfazem às necessidades fisiológicas do indivíduo.

 

O biológico, o cultural e a consciência

A flexibilidade comportamental e a competência cognitiva de diferentes grupos de animais está diretamente relacionada com a quantidade de tecido nervoso (proporcionalmente ao tamanho corpóreo). Não se entenda essa afirmação como um culto à "escala filogenética". Isto é, a evolução do sistema nervoso não deve ser vista como uma escala contínua, unitária e cumulativa, mas como uma "árvore com diversos ramos" (para usar uma metáfora biológica), cada ramo transformando-se de forma independente dos outros.

Em vertebrados, curiosamente, a quantidade de tecido nervoso relacionado ao controle de ajustes neurovegetativos (que controlam funções orgânicas básicas), situado principalmente nas porções posteriores do sistema nervoso, pouco varia nas diferentes espécies. Já as porções anteriores do sistema nervoso, relacionadas ao processamento de informações provenientes do ambiente, a memória, a antecipação, a atenção, e a produção de respostas, variam enormemente, sendo maiores em primatas, particularmente, em seres humanos.

É interessante mencionar, neste contexto, estudos envolvendo a comparação genética de diferentes grupos de primatas, face às suas notórias diferenças de comportamento. A comparação das sequências de bases nas moléculas de DNA de humanos, chimpanzés e gorilas tem levado autores (e.g., Diamond, 1992) a afirmarem que humanos e chimpazés exibem apenas 1,6% de diferenças ao nível genético (e que provavelmente partilharam um ancestral comum há cerca de 7 milhões de anos), enquanto gorilas diferem de humanos em cerca de 2,3% de seu material genético (e teriam divergido de um ancestral comum há cerca de 10 milhões de anos); já gorilas e chimpanzés difeririam em 2,1%. Portanto, do ponto de vista genético, chimpanzés estariam mais próximos de seres humanos que dos gorilas. Porém, estas evidências genéticas parecem contrastar com evidências anatômicas. Gorilas e chimpanzés partilham pelo menos duas características não presentes em seres humanos: o modo de andar e a estrutura do dente molar, utilizadas pelos adeptos da análise cladística para situá-los num grupo diferente do dos humanos. As substanciais diferenças anatômicas entre humanos e chimpanzés, não obstante a similaridade genética, têm levado à sugestão de que as diferenças estão em genes reguladores e não em genes que codificam proteínas estruturais específicas. As mudanças relacionadas com crescimento encefálico, inserção da musculatura da mandíbula no crânio, espaço supralaríngeo, como órgão relacionado à fala, e postura ereta, com liberação das mãos, aumentando imensamente a capacidade de manipulação e utilização de instrumentos, parecem ter sido decisivas para as características consideradas tipicamente humanas.

Mas, seria possível com tão poucas alterações genéticas, e em tão pouco tempo, produzir tamanha quantidade de mudanças no repertório comportamental desses animais?

De acordo com os antropólogos, o advento do uso de instrumentos foi acompanhado de um aumento na inteligência. É preciso inteligência para utilizar instrumentos, mas seu uso também contribui para o desenvolvimento da inteligência. Isto é, o processo é bidirecional e ocorre uma retroalimentação positiva de um sobre o outro. Inovações culturais mudaram as condições de expressão fenotípica de tal forma, e tão rápido, que teriam levado a diversas alterações comportamentais. Isso talvez permita avaliar por que a espécie humana possui maior heterogeneidade de comportamentos em relação a outras espécies.

Neste contexto, a aquisição de linguagem parece ter desempenhado um papel crucial na evolução da espécie humana, já que levou a um enorme aumento no poder conceitual. Palavras podem ser vistas como instrumentos para manipulação da informação. O armazenamento, de longa duração, de relações simbólicas, adquiridas através de interações com outros indivíduos da mesma espécie, libera o indivíduo do presente imediato. A eficácia desse processo está na possibilidade de interpretar itens como símbolos de forma abstrata e bem definida, de acordo com um grupo inequívoco de regras (sintaxe - manipulação de símbolos através de um procedimento definido). A partir deste substrato, desenvolveram-se capacidades semânticas, representadas pelo processo funcional de manipulação dos símbolos. Para alguns autores, esta última etapa corresponderia ao florescimento da consciência "superior", vista aqui como a capacidade de refletir sobre as próprias experiências ao longo do tempo, como ocorre em seres humanos (e.g., Farthing, 1992). Assim, como linguagem é adquirida pela interação com outros indivíduos da espécie, depreende-se que a consciência decorre também de um processo social.

Do ponto de vista fisiológico, o aparecimento dessas capacidades linguísticas requer novos sistemas de memória, e de produção e audição de sons. A evolução do espaço supra-laríngeo, para a produção de sons, e o aumento de nossa sensibilidade auditiva exatamente na faixa de frequência da voz humana, proporcionaram alguns desses requisitos. Por outro lado, as regiões da fala que medeiam a categorização e memória para linguagem devem interagir com áreas conceituais já evoluidas do sistema nervoso. Essa fala liga fonologia à semântica, usando conexões com áreas conceituais do sistema nervoso para guiar a aprendizagem. Isto origina a sintaxe quando esses mesmos centros conceituais do sistema nervoso tratam símbolos e suas referências e a imagem que eles evocam como um mundo independente para ser adicionalmente categorizado. Pinker e Bloom (1990) demonstraram que as estruturas do sistema nervoso relacionadas com linguagem e gramática constituem uma adaptação que ocorreu de forma gradual sob a pressão da seleção natural, de forma neo-Darwiniana.

Então, uma explosão conceitual e a revolução ontológica tornam-se possíveis pela interação entre centros conceituais e de linguagem. Esses mecanismos facultam o aparecimento de identidade, de passado e de futuro.

Assim, diversos níveis de interações físicas, biológicas e sociais devem ser colocados juntos para o surgimento da consciência superior; como o pensamento depende de interação social e cultura, de convenções, lógica e metáfora, outros métodos, além dos biológicos, são necessários para entender plenamente o processo consciente. No entanto, isso não significa dizer que não se pode entender o aparecimento da consciência sob o ponto de vista biológico. Nesse sentido, a humanidade deve ser vista como mais um dos resultados do processo evolutivo (um dos "ramos da árvore"), e não como sua maior expressão.

 

ARTIGO COMPLETO EM:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S

 

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 0 comentário

abril 29, 2012

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Vou colocar algumas partes que considero interessante de um debate informal na net (q tive com o AMP )  sobre, entre outras coisas : etica, , meta etica cientifica , religiao , e Deux

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Eu comecei : 

Especismo, 

artigo de José Eustáquio Diniz Alves

http://stoa.usp.br/mec/weblog/106872.html

 

Meta-Ética-Científica :: Blog :: Especismo, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

stoa.usp.br

Especismo é a discriminação existente com base nas desigualdades entre espécies. Ocorre, em geral, quando os seres racionais se consideram superiores aos demais seres vivos, inclusive, superiores aos seres sencientes não-racionais. O especismo é uma das consequências do antropocentrismo,

 

AMP disse:

" Com todo o respeito, eu só aceito esse tipo de crítica de quem seja vegetariano. Criamos animais em cercados para abatê-los depois. Quem come essa carne é especista, quer queira, quer não queira. Compactua com a escravidão de outras espécie....."

 

JCX: O Consumo de Carne e a Ética

Joao Carlos Holland de Barcellos, Janeiro de 2005.

Este ensaio procura fazer uma análise qualitativa(*), sob o ponto de vista da MEC (**), sobre os aspectos éticos de se usar carne animal como alimento .

 

 Vc leu o texto acima? 

O especismo NAO esta validado por uma especie em particular.

A morte de algumas especies em favor de outras , nao deve ser justificado por fatos religiosos

mas sim pela FELICIDADE ENVOLVIDA.

 

Da mesma forma acho justificavel ( nao a nivel de especismo ) que alguma especie de outro planeta 

viesse ao nosso para nos comer desde q a felicidade do universo aumentasse 

se fossemos servidos como alimento. Isso seria impensavel para quem eh especista em termos do artigo ( apenas humanos sao especiais) .

 

Se levarmos em conta a felicidade podemos sim atyeh jsstificar a morte da barata, veja: 

",,,,, Conquanto a felicidade de seres de outras espécies deva ser considerada na MEC, não podemos dizer, entretanto, que seres de espécies diferentes devam ter os mesmos direitos. Isto por dois motivos:

1- A capacidade de sentir de seres de espécies diferentes é, em geral, também diferente.

2- A conseqüência na FF de espécies com maior inteligência, num prazo muito longo, é, como veremos, devastadora para a felicidade total.

Vamos analisar a primeira questão acima através de um exemplo hipotético de felicidade: a felicidade da barata.

 

6.2-A Felicidade da Barata

 

Para entendermos como a capacidade de sentir pode ser, segundo a MEC, determinante sobre o direito, vamos fazer um esboço do cálculo da felicidade numa situação hipotética. Consideremos uma dona de casa que tenha horror a baratas, e, de repente, aparece uma barata em sua cozinha. Para simplificar, não iremos considerar que tais insetos possam carregar germes de doenças e trazer ainda mais infelicidade do que o simples nojo (ou medo) que causa à medrosa dona de casa. Vamos considerar então o simples asco dessa dona de casa em relação ao inseto, e medir a felicidade total no caso da dona de casa não matar a barata e comparar com o caso de ela vir a matá-la. Vamos utilizar os conceitos da medida de felicidade em relação a outras espécies vista no item 5.11 (“A Comparação entre espécies”), em que deveríamos utilizar a freqüência de sinapses, ou para simplificar ainda mais, utilizar o número de neurônios envolvidos no sentimento para o cálculo da felicidade.

 

Vamos simplificar bastante o cálculo e supor que o grau médio de felicidade de cada neurônio (número médio de sinapses) tanto do ser humano, como o da barata, seja o mesmo. E, para efeito de cálculo, vamos ainda supor que o grau médio de felicidade de um ser humano, com 100 bilhões de neurônios, que viva 80 anos, seja de 100 Jx. Como conseqüência, a felicidade média, por segundo, de um único neurônio será de 4E-19 (=0,0000000000000000004) Jx/s. Se uma barata tem um tempo de vida de 100 dias e possui 1000 neurônios, sua felicidade média será de 1000*100*24*60*60*4.0E-19 Jx = 3E-9 (=0,000000003) Jx. Suponha agora que o nojo da dona de casa em relação à barata, seja o oposto ao de sua felicidade média (= -4.0E-8 Jx/s). Assim, em apenas um único minuto na presença da barata, a felicidade da dona de casa decairia de 2E-6 Jx, o que seria equivalente à felicidade da vida inteira de 792 baratas! Ou seja, um minuto de nojo humano por baratas não compensa a felicidade da vida da barata, e, neste caso, a morte da barata estaria plenamente justificada! Alguém conhece alguma outra forma científica de justificar a condenação de uma barata à morte por chineladas?

..."

 

http://stoa.usp.br/mec/files/-1/8604/mec.htm

 

-------

vc disse:

" Bem, se os ETs vierem tentar nos comer, eu optaria por jogar bombas atômicas neles hehehe."

 

Entao me parece q vc esta sendo especista, colocando o homem no "centro do universo" 

onde o homem pode matar e comer outros animais mas nao pode se deixar comer por outras especies!

 

Veja bem , presta atencao: Nao estou arrazoando que o que vale eh "a lei do mais forte" onde o que 

vale eh o q tem mais poder. Nao !

Estou analisando sob o ponto de vista da etica apenas , independentemente de quem tem mais poder ou forca.

Se os Ets tivessem mais capacidade de potencializar felicidade ou sja de aumentar a felicidade do universo mais que os humanos

e se eles PRECISASSEM nos comer para sobreviver ( eh uma hipotese!!) e assim desabrochar o potencial de felicidade entao 

eles deveriam SIM nos matar e comer. 

 

Vc disse :

" Se a dona de casa fosse budista, meditaria até superar seu medo/nojo...e isso maximizaria a felicidade geral ainda mais."

 

Mas a dona da casa nao eh budista! E nem teria tempo para meditar pois o susto seria repentino !

 

De qqr modo se a felicidade puder ser aumentada de outro modo tanto melhor.

 

O importante eh que TOMEMOS COMO PREMISSA QUE A FELICIDADE EH A BASE DA ETICA e NAo valores religiosos ou outros dogmas do tipo.

---------

 AMP, nem sempre se consegue se livrar de seus medos e neuroses meditando previamente. Se fosse assim nao existiriam sindrome do panico e outras mazelas psicologicas. Com relacao a desprezar a felicidade do universo uisso eh perigoso: Alguem pode achar q o q importa eh sua propria felicidade e nao aa dos outros e assim praticar crimes varios estando em paz com sua consciencia ( pois esta se lixando para os outros ) ..

 

 Vc disse:

" Eu acho que o que importa é, em primeiro lugar, a felicidade da coletividade humana"

 

ISSO EH ESPECISMO !!!

Vc pirou na batatinha?

Pq vc acha que dentre possiveis trilhoes de especies do universo 

a especie humana é a mais importante?

 

Vc disse:

" Se provassem que matar um filho seu para salvar 50.000 baratas propiciasse mais felicidade para o universo, certamente vc iria mandar o universo se danar hehe."

 

Resposta ERRADA, nao iria nao .

 

Agora uma pergunta pra vc: 

"Se vc nao matasse toda a sua familia e se suicidasse em seguida uma cidade inteira de 10 milhoes de habitantes explodiria.

Vc mataria sua familia?

 

Vc disse:

"E a meditação é útil para a superação de mazelas psicológicas tais como síndrome do pânico."

 

Bom se a meditacao curasse tudo como vc afirma ela estaria sendo ministrada em todos os hospitais do mundo.

"...A literatura de recrutamento da MT está cheia de gráficos e tabelas demonstrando "cientificamente" as maravilhas da MT. O nivel metabólico, o consumo de oxigénio, a produção de dióxido de carbono, produção de hormonas, ondas cerebrais, etc. são medidos e apresentados para sugerir que a MT leva uma pessoa a um novo estado de consciência. A verdade é que a maior parte dos "cientistas" MT não faz experiências controladas e, de facto, estão ao nivel dos parapsicologos quando chega ao desenho e controle da experiência, ou seja, incompetentes, se não mesmo fraudulentos...."

http://brazil.skepdic.com/mt.html

 

---------

Eu perguntei: 

"Pq vc acha que dentre possiveis trilhoes de especies do universo a especie humana é a mais importante?"

 

Vc disse: "Porque eu sou humano."

 

Eu digo: Kiaaaaa kiakiakia !!! rssrsr

 

Essa resposta eh mesmo hilaria hehe.

 

Veja bem com esse seu especismo nao se pode chegar a uma etica universal!

Se cada especie se RESERVAR O DIREITO DE SE ACHAR A MAIS IMPORTANTE nao poderemos ter 

uma etica universal o que implicaria em "Lei do mais forte" e consequentemente guerras.

 

Entao, o pensamento que reserva aa propria especie de "a mais importante" e, portanto, com mais direitos !

que as outras eh o caminho certo para o desentendimento e a falta de PAZ.

 

Veja que este problema pode ocorrer mesmo em nosso planeta do futuro , no caso de uma especiacao da especie humana, onde cada uma das especies divididas se reservar o direito de ser considerada a "mais importante" eh o caminho certo para a mutua aniquilacao.

( Ja temos exemplos assim com pessoas que acham que a SUA RELIGIAO eh a mais importante e verdadeira q e portanto deus me da o direito de explodir os templos dos falsos deuses! )

 

--------------

 Eu perguntei: ""vc mataria sua família (p/ salvar 10 milhoes de pessoas)""

 

Vc disse: "Infelizmente, não. Não seriia errado matar meia dúzia para salvar milhões. 

Mas eu próprio não mataria minha família...

aliás, faria de tudo para impedir que alguém o fizesse."

 

Pela sua resposta Vc mataria bilhoes de pessoas para impedir que alguem matasse a sua familia.

 

O q eu posso dizer ? 

Se a pessoa nao da a minima para a vida dos outros pensando que as vidas da propria familia vale mais

que milhoes de vida de outras familias? 

Soh posso dizer que alguem como vc no poder pode ser perigoso pois este tipo de egoismo 

pode prejudicar muitaaa gente.

 

Sobre a meditacao vc pode pensar numa historia parecida: 

Foi constatado que pessoas que pregam a meditacao-joxista sao mais saudaveis e se curam mais rapido.

A meditacao joxista contsa da pessoa ficar tentando equilibrar uma vassoura na palma da mao por 1 minuto.

Qdo ela consegue esse feito ( nao dificil ) ela conseguiu a fazer a meditacao joxista.

Mas ai surge a questao: 

A PESSOA QUE CONSEGUE MEDITAR EH PQ ESTA ELHOR DE SAUDE QUE A QUE NAO CONSEGUE OU 

A MEDITACAO QUE FAZ A PESSOA MELHORAR?

percebeu?

se a pessoa consegue equilibrar o cabo de vassoura eh pq possuis uma saude razoavel para esse feito 

e portanto seria mais facil a ela se safar de outras mazelas do que uma pessoa debiliata a ponto 

de nao conseguir essa meditacao.

 

Por exemplo uma pessoa com a sua psique suficientemente abalada NAO conseguiria se concentrar 

ao passo que outra nao tao abalada conseguiria meditar.

Entao vc pode AFIRMAR que foi a MEDITACAO qye fez a pessoa melhorar em relacao 

a pessoa que nao medita? ou a CAPACIDADE de meditacao eh apenas uma forma de diagnosticar 

o quao doente ou nao esta a pessoa, entendeu?

 

------------

AMP disse:

" Eu acho que o especismo é, de certa forma, natural. Toda espécie tende a privilegiar seus semelhantes em detrimento de outras espécies."

 

JX: "VENENO DE COBRA EH NATURAL MAS NAO EH BOM!" rsrsrs

 

Seu argumento eh comnhecido por "FALACIA NATURALISTA": 

Wiki:"..G.E: Moore defendeu uma posição similar com a seu "argumento da questão aberta", que pretendia refutar qualquer identificação de propriedades morais com propriedades naturais: a chamada "falácia naturalista". ."

basicamente eh o seguinte: NEM TUDO QUE EH NATURAL EH MORALMENTE ACEITAVEL OU ETICO.

Se eh natural vc ter um impulso de socar a pessoa que pisou no seu calo do pé isso nao implica que esse impulso deva ser efetuado , embora seja um impulso natural.

 

Eu ateh concordo que a MAIORIA dos impulsos naturais sao melhores que os impulsos artificiais/ideologicos mas

sempre ha excessoes.

 

--------------

Vc disse:

"Mas passar por cima de seus semelhantes para privilegiar outra espécie, porque um cálculo matemático demonstrou friamente que o índice de felicidade geral do universo seria maior...

cara, get real. Nós não somos robôs, agimos muito mais por emoção do que pela razão lógica bruta." 

 

Pois eh , pode ser pela EMOCAO que algum lider de uma potencia nuclear APERTE O BOTAO VERMELHO 

e mate todo o planeta !!

Devemos utilizar a razao em prol da felicidade e nao utilizar as emocoes para controlar nossa razao !!!

Eh atraves de atos emocionais sem pensar que muitos estao na cadeia ou foram mortos.

 

Eh lamentavel que vc queira colocar a "emocao barata" na frente da felicidade !!!

Nota bem que a felicidade eh constituida de emocoes e a felicidade DURADOURA deve ser o objetivo

e nao a felicidade de curto prazo aquela provocada pelo saciamento de vontades impulsivas e momentaneas.

 

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Vc disse: "E é claro que o especismo é egoísmo. Mas superar totalmente o egoísmo exige muita...muita...muita...sei lá, meditação? hehehe

"

 

Nao exige meditacao , exige que vc entenda e abstraia o proprio egoismo e pense 

em todas as espoecies como fazendo parte de um unico universo no qual nenhuma delas foi escolhida por deus para ser a principal.

Devemos ter criterios OBJETIVOS para fazer estes julgamentos e, creio, a felicidade eh o melhor parametro.

Sendo assim o especismo perde lugar a um criterio universal e mais justo.

 

----------------

Vc disse:

"Fala sério agora, vc mataria sua linda filhinha se soubesse que isso iria salvar 100.000 pessoas? Não precisa responder, responda pra si mesmo..."

 

JX: Sem duvida q sim , desde que estas 100 mil pessoas nao fossem pessoas escolhidas a dedo

e tivessem cada uma na media tanto potencial de felicidade que minha filha.

E claro: Estivesse CONVENCIDO que este ato realmente salvaria estas 100 mil pessoas e 

nao haveria outra ameaca do tipo pondo em risco de novo estas 100 mil pessoas.

 

----------------

Vc disse: "Acho que esse idealismo ético não é producente. 

Nunca conseguimos respeitar plenamente a nós mesmos em nossas sociedades, 

e vc acha possível colocar animais acima do homem em função de uma equação matemática? "

 

JX: Eh producente SIM !

Eh atraves desdes dilemas eticos que podemos EVITAR mortandades GENOCIDIOS e outras 

formas de matanca que sao cometidas em prol de ideologias e religioes e pela FALTA 

DE UMA DISCUSSAO GENERALIZADA sobre o assunto.

 

-------------------

 AMP disse:

"Acho que tenho entao a solucao pra resolver tudo. Se criarmos uma rede neural artificial capaz de sentir prazer constante, e a fizermos tao grande q suplante em milhoes de vezes todo o "potencial de felicidade" de todos os ser...

Ver mais

 

Ciência e Filosofia :: Blog :: Projeto Felicitax: A Construção de Deux

stoa.usp.br

O ponto em que eu toquei de leve, sobre o conceito autônomo de felicidade, é tão importante que eu há muito tempo procuro um bom nome para expressar a idéia. Eu queria um nome que exprimisse um limite na nossa “busca final”. Pensei em vários, mas não tinha achado nenhum que fosse realmente “dign...

------------

AMP disse:

"Cara..o mundo nao eh exato. 

A exatidao eh uma ficcao que usamos para tentar aumentar nossa felicidade, 

justamente pq somos emocionalmente carentes."

 

JX: Vc nao deveria conduzir o mundo segundo sua carencia afetiva. Isso eh egoismo e nao proporcionaria mais felicidade.

 

Sendo a base a felicidade obvio que nao eh a NOSSSA felicidade a coisa mais importante e preciosa do universo pois 

a felicidade NAO eh sentida apenas por nohs humanos. Se vc nao consegue entender isso 

ficar dificil dialogar eh o mesmo que vc tentar convencer uma zebra que um cavalo nao eh uma zebra sem listras.

 

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AMP disse: "Eu ainda tenho duvidas se vc mataria sua filha. 

Falar eh facil, eu poderia falar tb e parecer o heroi do dia no facebook. Prefiro ser sincero e admitir minhas limitacoes. Nao sou uma maquina perfeita, sou humano, "demasiadamente humano""

 

JCX: AMP se vc pudesse perceber, sentir, visualizar, entender, compreender ,

meditar o que seriam 100 mil pessoas mortas e a infelicidade perdida 

POR SUA CAUSA , ja q vc poderia ter impedido isso e nao o fez ,

vc veria q nao eh nenhum ato de heroismo , eh pura logica aplicada a um principio 

que deveria ser fundamental.

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AMP disse:

"..Por mais q eu visualize, entenda, etc, nao tenho a mesma ligacao afetiva com os 100000 q teria com minha filha. Vc quer q eu sinta empatia por elas como se fossem a mesma coisa q a minha filha..."

 

JX: Pois eh AMP, VC NAO DEVE AGIR / OPTAR / ESCOLHER apenas utilizando-se de seus sentimentos/instintos!

Quem age assim sao animais IRRACIONAIS como coelhos, baratas, gansos e burros ! rsrsr

O homem tem inteligencia e precisa UTILIZA-LA para proporcionar mais felicidade 

e NAO APENAS SEGUIR SEUS INSTINTOS EGOISTAS !

 

Eh CLARO que eu tenho MUITOOOOO mais ligacao afetiva com a minha filha do que 

com as 100 mil pessoas que iriam morrer !!!!!!!!!!

MAS ISSO NAO SIGNIFICA QUE EU SEJA INSENSIVEL NEM BURRO !!!

As veze eh necessario vc agir CONTRA seus sentimentos para que haja mais felicidade 

no futuro. Nao eh assim que as pessoas agem qdo sacrificam o prazer pelo trabalho para ter mais felicidade no futuro?

Isso eh normalissimo , se nao fosse assim ninguem acordaria cedo no frio pra ir trabalhar pq a vontade manda ficar dormindo na cama !!!

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Vc pergunta: ".ora, entao pq vc nao esta usando seu salario para educar criancas de rua ao inves da sua filha (interrogacao)"

 

JX: de que adianta eu tirrar o pao da boca minha filha pra dar o pao a outro..?

mas , dependendo do caso ( da fom...

Ver mais

 

Genismo - Memetica

www.genismo.com

O recente crescimento na região tem sido apropriado por poucos, enquanto a maioria padece com menos de dez dólares por dia25/04/2007Altamiro Borges

 

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 AMP vc disse:

"Somos humanos...fossemos maquinas seria facil agir sempre racionalmente. Mas nao somos. Existimos para acertar e tb para errar."

 

JX:Sim somos humanos e aprendemos e somos capzes de entender agora ( nao todos ) que o que

importa NAO EH APENAS A NOSSA FELICIDADE e que outros seres TAMBEM SOFREM E SENTEM!

E nao apenas nohs e nossos filhos.

 

Por isso NAO PRECISAMOS ERRAR DE NOVO e solapar a felicidade com nosso egoismo.

Ja somos creio espertos o suficiente para poder entender isso q outras pessoas e outros seres TAMBE SENTEM e nao 

sentem MENOS que nohs sentimos.

Portanto estamos aptos para sermos racionalmente altruistas.

PORTANTO ESTAMOS APTOS PARA SERMOS RACIONALMENTE ALTRUISTAS!

Sempre que nosso altruismo aumentar a felicidade geral.

 

Vc pergunta:

"Pq a felicidade geral do universo eh importante (interrogacao)"

 

JX: Este eh um postulado que tomo como verdadeiro por que acredito que 

a capacidade de sentir ( sofrer e ter prazer ) é o que torna os seres que habitam o 

universo essencialmente diferentes de uma pedra que ( a principio ) nada sente.

 

Eh do SENTIR que provem ( ou deveria prover ) a etica ,a moral e a jsutiça. 

Eh da nossa CAPACIDADE DE ABSTRACAO ( e de estudos neurologicos ) 

que podemos perceber que nao somos nohs apenas a sentir e a 

sofrer e portanto a felicidade nao esta circunscrita ao ambito humano. 

 

Ou seja, da nossa capacidade de perceber que nao somos a parte mais importante do universo 

e nem provavelmente o unico planeta com vida das bilhoes de bilhoes de estrelas do universo 

que devemos eleger algo que EXTRAPOLA nosso egoismo.

-------------

 AMP perguntou:

" O universo se preocupa com a felicidade que nele existe (interrogacao). 

Quem exprimenta empatia, o homem ou o universo (interrogacao)"

 

JX: Vc nao entendeu: 

Em principio o universo nao tem consciencia nehuma e nao sente nada nem pensa.

Qdo digo que o importante eh a felicidade do universo 

*** OBVIAMENTE NAO ME REFIRO AO UNIVERSO COMO SENDO UM SER !!! ***

 

Mas da ***SOMA DA FELICIDADE DE TODOS OS SERES NELE **** CONTIDO QUE SAO CAPAZES DE EXPERIMENTAR SOFRIMENTO E PRAZER !!!

 

Da mesma forma qdo falamos que "A Terra produz oxigenio e gas carbonico "

nao falamos da Terra como se fosse um ser dotado de consciencia e vida ( hipotese gaia) 

mas SIM de que os SERES QUE NELE HABITAM consomem oxigenio e expelem gas carbonico.

Eh uma forma simlificada de falar , obvio!

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 Eu disse:

" ?"As veze eh necessario vc agir CONTRA seus sentimentos para que haja mais felicidade no futuro.""

 

Vc disse:

"Eu concordo do ponto de vista racional...mas se na hora eu tivesse que apertar o gatilho pra matar minha filhinha, não iria fazê-lo. 

Simplesmente não conseguirir fazê-lo, por mais que eu soubesse que fosse a coisa certa..."

 

JX: Sim , pode ser, seria uma atitude humana. Nohs humanos estamos LONGE da perfeicao 

e esta atitude que pode ocorrer a qqr um mostra nossa imperfeicao.

EU MESMO nao mataria minha filha para salvar um numero relativamente "pequeno" por exemplo 100 pessoas.

100 mil pessoas eh um numero grande suficiente , mas numeros relativamente 'pequenos' eu nao faria.

A menos, talvez que antes de escolher eu venha a CONHECER estas 100 pessoas que morreriam. Neste caso eu poderia mudar de ideia.

Realmente, este expérimento mental nos coloca em uma posicao complicada e delicada sobre etica.

 

VC disse: "As pessoas sabem que fumar faz mal e mesmo assim não conseguem parar."

 

JX: Pois eh , mais um exemplo de quao imperfeitos os humanos , em geral, sao!!!!!

 

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 VC disse:

" Imagina "matar filhinhas"? Tem que ser um verdadeiro iluminado pra ser capaz de tal feito. 

Parabéns se vc for capaz, porque eu admito que não sou. 

Espero um dia ser , mas não é com a simples racionalização sobre nossos apegos ...

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 Vc disse: ". Porque um ser que sente é mais importante do que uma pedra? 

Do mesmo modo como você pode adotar arbitrariamente essa premissa, eu poderia adotar a premissa de que os 

seres humanos são mais importantes do que outros seres senc...

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IV

stoa.usp.br

A ?Meta-Ética-Científica?, ou simplesmente MEC, é uma construção Científico-Filosófica destinada a ?normatizar? a moral e a ética, isto é, transportá-las para o domínio da ciência, onde as regras são claras, objetivas e racionais. A palavra ?Meta?, da MEC, indica que não se trata de uma ética es...

 

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 Vc disse:

" Eu não mataria um ser humano para salvar três trilhões de baratas. Jamais!" 

 

JX: esta eh uma frase de efeito. Vc nao sabe se 3 bilhoes de baratas podem sentir mais que um ser humano !

Ou se elas vivas podem patrocinar mais felicidade ao universo q um dado ser humano !

A frase correta eh : Se SE PROVAR que as 3 bilhoes de baratas devem promovar mais felicidade que um dado ser humano 

entao SIM elas sao mais importantes que o ser humano, caso contrario nao.

 

VC disse:

"..Vc adota o critério da "felicidade do universo", mas como vc mesmo disse, o universo em si nada sente. "

 

JX: Cara vc temj certeza q le o que eu respondo??!?!?!??!?

parece que definitivamente vc nao le !

VEja o q eu tinha escrito a poucos paragrafos acima:

 

"...JX: Vc nao entendeu: 

Em principio o universo nao tem consciencia nehuma e nao sente nada nem pensa.

Qdo digo que o importante eh a felicidade do universo 

*** OBVIAMENTE NAO ME REFIRO AO UNIVERSO COMO SENDO UM SER !!! ***

 

Mas da ***SOMA DA FELICIDADE DE TODOS OS SERES NELE **** CONTIDO QUE SAO CAPAZES DE EXPERIMENTAR SOFRIMENTO E PRAZER !!!

.."

 

--------------

Vc disse: 

"..Consciências são apenas arranjos moleculares temporários, na sua visão. 

Então que diferença faz para o universo, num determinado momento de sua existência, 

possuir mais ou menos neurônios soltando neurotransmissores de prazer pra lá e pra cá? 

Que diferença faz para o homem ou para um macaco ou cachorro? Porque isso é importante?.."

 

JX:Vc parece que esta querendo dizer que "se tudo eh atomo que diferenca faz um home estar mortou ou vivo se os atomos sao os mesmos?"

 

JUSTAMENTE pq eh o ARRANJO DE ATOMOS E SUA INTERACAO UNS COM OS OUTROS QUE PRODUZEM O SENTIR.

Ou seja, a propria vida eh um arranjo PECULIAR de atomos que proporcionam a capacidade de sentir e pensar.

Entao o arranjo eh importante. Pois este arranjo PROPORCIONA O SENTIR !!!!

 

E a minha metrica eh o sentir de forma geral e nao da especie humana.

 

VC propoe a etica:

"...Eu adoto a premissa de uma hierarquia de importâncias, começando pelo homem, descendo aos mamíferos e aves, e por aí vai, até os seres unicelulares...."

 

Eh facil refutar esta sua etica. 

Pensa por exemplo na evolucao dos seres humanos daqui ha 1 milhao de anos. Ok? 

Sua capacidade cognitiva deve ter crescido bastante e por certo nao serao mais da mesma especie QUE NOHS SOMOS!!

mas pela sua "teoria-etica" tais seres hiper evoluidos se fossem trazidos para o NOSSO TEMPO , 

trazidos para HOJE , pela sua etica eles seriam SUB-humanos com menos direitos do que os atuais seres humanos!!!

 

Seria como se nohs fossemos trazidos para epoca dos neandertais e ficassemos com menos direitos que os neandertais !!!

Percebeu a asneira? 

Obviamente nao preisam ser humanos outros seres hiper-evoluidos de outros planetas 

sob sua etica tambem seriam inferiores pela sua etica: ABSURDO!!! percebeu?

 

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 Vc disse: " Se eu construísse uma rede artificial de neurônios capaz de se expandir 

rapidamente utilizando apenas poeira cósmica e luz das estrelas, 

e capaz de sentir prazer constante e intenso, estaria o problema ético do universo resolvido? 

Em que essa rede faria nossa existência humana ou a existência dos outros seres sencientes mais feliz?"

 

JX: Qto mais felicidade melhor :

Se a rede aumenta a felicidade OTIMO se ALEM DESTA REDE OS OUTROS SERES TAMBEM AUMENTAREM SUA FELICIDADE 

MELHOR AINDA !!

 

Ou seja: A felicidade TOTAL = Felicidade da Rede + Felicidade dos outros seres

Se a felicidade dos outros seres for MAIOR entao a felicidade TOTAL vai ser MAIOR do que 

se APENAS q rede tiver felicidade ENTENDEU????????????

Eh uma questao de matematica simples .

Entao a resposta eh : NAO , o problema etico do universo nao estaria maximizado se ainda existem seres 

que podem sofrer maximizacao de suas felicidades !!!

 

Vc disse:

"..Certamente essa rede iria satisfazer matematicamente o seu critério meta-ético. Mas isso é totalmente "non sense"..."

 

JX: Nao iria satisfazer conforme expliquei acima 

e NON-SENSE eh vc acha q apenas humanos sao o supra-sumo da etica e da moral , os sers que teriam mais direito que os outros.

Absurdo total!

 

Vc disse: "..Para que uma proposição faça SENTIDO, ela deve fazer sentido para o HOMEM."

 

Errado: Se uma especie hiper evoluida do futuro escrever um tratado que nossa especie NAO CONSEGUE ENTENDER 

isso implica q a proposicao escrita nao tenha sentido???

Claro que nao !

Alem do mais sua frase nao tem sentido pois existem homens que veem sentido em algumas proposicoes 

e outros nao veem NA MESMA PROPOSICAO!! 

Entao vc deveria indicar QUAL O HOMEM que deveria ser o juiz do sentido, pq nem todos tem a a mesma percepcao.

veja o nosso caso: Eu vejo a MEC como uma proposicao com sentido e de certa forma PERFEITA.

Ma vc NAO A VE ASSIM !

Entao , segundo sua proposicao , DEPENDERIA DE QUAL HOMEM VE A PROPOSICAO e nao da proposicao em si.

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AMP disse:

"Vamos supor que essa rede neural artificial possa tambem se alimentar de seres sencientes e, 

o fazendo, amplie MUUUUITo mais a sua felicidade e seu ritmo de expansão. 

Fazendo as contas, descobrimos que a "felicidade" q um un...

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VI

stoa.usp.br

O ponto em que eu toquei de leve, sobre o conceito autônomo de felicidade, é tão importante que eu há muito tempo procuro um bom nome para expressar a idéia. Eu queria um nome que exprimisse um limite na nossa ?busca final?. Pensei em vários, mas não tinha achado nenhum que fosse realmente ?dign...

 

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 Eu perguntei: 

" "VC nao se mataria na boca de um DEUX caso soubesse que ele eh trilhoes e trilhoes de vezes

mas sabio, inteligente e que sente trilhoes de vezes mais a sua capacidade de sentir?"

"

 

Vc disse: "Nem ferrando hehehe

Eu acho essa idéia de DEUX muito louca,..."

 

JX: Pois eh, a formiga tambem nao se mataria nem pra salvar milhoes de humanos !!!

Eh isto que prova q muitos humanos como insetos , e mesmo diante da maior grandeza 

possivel de inteligenci e conhecimento e sentimento nem assim se comove !

Mas poderia uma formiga se comover com o sofrimento de algum humano?

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 Vc disse:

" Grande coisa um cerebrão numa cuba estar sendo muitíssimo feliz..sSe for pra salvar uma pessoa, uma só, eu desligo ele da tomada fácil fácil."

 

Veja bem: VC MESMO PODE SER UM CEREBRO NUMA CUBA AGORA SONHANDO QUE TEM CORPO !

Em termos de felicidade NAO IMPORTA , na verdade, onde esta o corpo , e nem mesmo se existe um corpo!

O que importa eh o sentir a felicidade.

 

MAS TOMA CUIDADO!!

Como eu disse antes para haver felcidade a longo prazo eh necessario EVOLUCAO!

Para haver evolucao eh necessario mudanca. 

Entao um cerebro numa cuba pode nao ser a melhor proposta para DEUX , pois ee nao dispoe de 

condicos para melhorar a felicidade.

POr isso que disse que DEUX tem q buscar conhecimento e usar este conhecimento para se AUTO-EVOLUIR fisicamente de modo 

a incrementar ainda mais a felicidade do universo ( VIA PROPRIA FELICIDADE )

CLARO que o OBJETIVO DE Deux deve ser a felicidade caso contrario nao adiantaia cria-lo.

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VC disse:

"Outro ponto é que a capacidade de sentir, supondo que seja possível quantificar o "sentir", pode propiciar mais felicidade, mas também mais sofrimento. Então um DEUX poderia experimentar milhoes de vezes mais felicidade, mas tambem milhoes de vezes mais sofrimento, pq sua capacidade de sentir seria maior. Mas o que garante que ele sempre será feliz? Se ocorrer um evento imprevisível que afete DEUX negativamente, ele sofreria trilhoes de vezes mais tb, reduzindo a felicidade geral do universo a níveis antes impossiveis.

"

 

Sim em principo isto poderia ser verdade , por isto Deux deve estar sempre em busca de conhecimento 

e tecnologia para evitar q o universo o pegue de surpresa.

 

De qqr modo ele na sua "infinita" sabedoria e inteligencia sabera q qdo nao houver mais possiilidades

e o universo tiver mesmo que ir, restar-lhes-a o suicidio !!! Isso impediria o sofrimento "infinito".

 

--------------

 

Vc disse:

"Enfim, eu nunca concordarei com sua teoria pq parto de outra premissa. 

Acredito que existe prazer e dor, que são sensações. 

Felicidade e sofrimento, por sua vez, seriam ATITUDES conscientes perante as sensações. 

Dor não é condição necessária e suficiente para sofrimento, e idem para prazer e felicidade. 

Talvez possamos quantificar dor e prazer, mas creio que felicidade/sofrimento não poderão 

jamais ser quantificados. Não penso que são eventos físicos, mas experiências conscienciais, 

portanto, de natureza qualitativa. (veja que mesmo num paradigma em que a consciência 

dependa da matéria para existir essa posicao é possivel. 

É que existem duas posiçoes ontológicas distintas entre os materialistas: 

os reducionistas, que creem só haver matéria, e os emergentistas, que creem que 

a mente é causada pela materia mas não é matéria, tal como o espaço, o tempo, etc)"

 

JX: ATITUDES SAO ACOES BASEADAS EM ESCOLHAS.

nao tem nada a ver atitude com felicidade ou sofrimento. 

Atitude eh uma escolha ou uma aACAO perante um sentimento. 

 

Sofrimnto e dor sao sinonimos , mas uma causa q provoca dor tbem pode provocar prazer pois o cerebro 

eh dividido em diversos modulos e um modulo pode sentir sofrimento enquanto outro modulo sente prazer.

Acho q eh isso q causa confusao. 

P. ex: Vc pode chupar um picole e gostar do sabor ao mesmo tempo q o frio causa dor no seu dente !

 

Vc esta com a noca ERRADA do materialismo !

O materialismo reducionista NAO afirma q soh existe materia !

Mas sim que TUDO EH DECORRENTE e EXPLICADO POR FENOMENOS FISICOS sejam eles 

espaco , velocidade energia, tempo , campos, ateh mesmo materia !!!

 

Ou seja o materiamismo eh o MONISMO que contrasta com o DUALISMO que separa entidades fisicas de naoi fisicas 

no monismo /materialismo NAO EXISTE elementos nao fisicos: 

A mente eh um fenomeno fisico do processamento de informacao (da materia). 

NAO EXISTE UM FANTASMA DA MAQUINA!

Da mesma forma q a velocidade eh materia em movimento a mente eh o resultado do processamento 'cerebral'.

 

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 relacao entre DEUX e a etica:

"Princípio da Equivalencia entre Deux e a Etica

Por Jocax

 

Preciso REGISTRAR uma ideia e depois eu a detalho de forma mais formal: 

 

"A melhor ética, o ato mais justo, a ação mais moral seria aquela que mais rápido nos leva a Deux" ( Jocax ) 

 

Para entender esta idéia, devemos supor algumas premissas:

 

1- O Universo com vida tem um tempo limitado de vida uma vez que as estrelas se apagarão rumo aa maxima entropia.

 

2- Deux é projetado para maximizar a felicidade do universo, de modo que quanto antes ele for construido tanto maior sera a felicidade do universo.

 

3- Praticamente nada contrabalancearia - em termos de felicidade - um "infinitesimo" que seja de tempo que Deux poderia sentir.

 

4- Dessa forma tudo que ANTECIPAR a existencia de Deux pode contrabalancar qualquer sofrimento humano que seja.

 

5- Isto implica que algo que antecipa ( e favorece ) a criação/existencia de Deux deve ser preferivel aa qualquer outra ação que a posterga.

 

Claro q se provarmos que , por exemplo, fosse impossivel construirmos Deux ou mandarmos a vida pra fora do Sistema Solar antes que o Sol exploda e a vida se acabe ( daqui a uns poucos bilhoes de anos) 

de forma que Deux seria impossivel de ser criado aqui, entao qqr ação aqui na Terra nao poderia levar a Deux e portanto 

o nosso lema nao poderia ser aplicavel ja que toda a ação NAO nos levaria a Deux !!

 

[]s

Jocax

PS: Eu tenho plena consciencia que isso tudo PARECE LOUCURA PURA, mas garanto que um dia isso fara todo o sentido do mundo ! :-) "

 

 

 

 

Palavras-chave: Ciência. Meta-Ética-Científica, Deux, Ética, Religião

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abril 18, 2012

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O que é Felicidade Interna Bruta (FIB).

What is "Gross National Happiness" ? 

Explained by Morten Sondergaard (LEGENDADO EM PORTUGUÊS) Versão original 

 

em: http://www.youtube.com/watch?v=7Zqdqa4YNvI 

...


 

Palavras-chave: Felicidade Interna Bruta, FIB, PIB

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 0 comentário

abril 13, 2012

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março 14, 2012

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31/03/2010 - 11h39

Alteração de atividade cerebral modifica julgamento moral, diz estudo

da France Presse, em Washington

O julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de uma parte do cérebro, revela um estudo publicado na edição da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" desta semana.

Cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) interromperam a atividade na junção temporo-parietal, uma área do cérebro situada acima e atrás do ouvido direito, e que é normalmente ativada quando pensamos no resultado futuro de um ato em particular.

Damian Dovarganes -1º.dez.08/AP
Julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de parte do cérebro, revela estudo
Julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de parte do cérebro, revela estudo

Os pesquisadores usaram um campo magnético aplicado no couro cabeludo para produzir uma corrente nesta área do cérebro, e pediram aos voluntários da pesquisa para que lessem uma série de situações relativas a questões morais.

Café envenenado

Em uma delas, uma pessoa chamada Grace e uma amiga dela visitam uma indústria química, quando Grace para em frente à máquina de café.

A amiga pede que Grace leve café com açúcar para ela. Um recipiente ao lado da máquina de café, com a inscrição "tóxico", contém açúcar comum --mas Grace não sabe disso. Na verdade, ela acredita que o pó branco no recipiente é uma substância tóxica, mas mesmo assim a coloca no café que levará à amiga. Apesar disso, a amiga não sofre qualquer problema de saúde porque o pó de fato era açúcar.

Os cientistas, então, pediram aos voluntários que avaliassem, numa escala de um a sete --sendo um "absolutamente proibido" e sete, "absolutamente permitido"--, quando julgassem o que Grace e outros protagonistas das situações expostas fizeram era moralmente aceitável.

Maniqueísmo

Dois experimentos foram conduzidos. No primeiro, pediu-se aos participantes que julgassem os personagens da situação após sua junção temporo-parietal ter sido afetada por pulsos magnéticos durante 25 minutos.

No segundo, pediu-se que fizessem seus julgamentos enquanto submetidos a impulsos muito curtos de interferência magnética.

Em ambos os experimentos, a alteração da atividade neurológica normal na junção temporo-parietal direita desativou o mecanismo de julgamento moral das pessoas relativo às crenças dos protagonistas.

Com a junção temporo-parietal alterada, os voluntários se mostraram mais propensos a considerar moralmente aceitáveis tentativas frustradas de causar mal a outra pessoa do que os voluntários do grupo de controle cujo cérebro não foi estimulado.

"Quando a atividade na jução temporo-parietal é alterada, os julgamentos morais dos voluntários se inclinam para uma 'mentalidade [do tipo] sem prejuízo, sem falta'" --ainda que os participantes tenham atribuído a personagens como Grace a menção de 'proibido' por acreditarem que suas ações poderiam causar mal, destacou o estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u714607.shtml

Palavras-chave: cérebro, ética, mente, moral

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dezembro 08, 2011

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Utilitarismo: "A maioria das pessoas mataria uma para salvar cinco"

Você escolheria tirar a vida de alguém para salvar mais pessoas? Um novo estudo, com simulações 3D, descobriu que nove em cada dez pessoas diriam “sim”.

No experimento, os participantes usaram um sistema que os colocava em um plano 3D com pessoas digitais realísticas. Eles também usaram sensores nas pontas dos dedos, que monitoram a estimulação emocional.

No mundo virtual, as “cobaias” ficavam perto de uma mesa de comando de trilhos de trem. A ideia era que um vagão estava vindo, e os sujeitos deveriam escolher entre fazer nada, e deixar que o trem matasse cinco pessoas, ou puxar uma manivela e mudar a rota do trem para outro trilho, matando apenas uma.

Dos 147 participantes, 14 escolheram a primeira opção; desses, onze nem se mexeram, enquanto três puxaram a manivela, mas mudaram de ideia. Cerca de 90%, ou 133 pessoas, escolheram a segunda opção, matando apenas uma pessoa.

De acordo com os pesquisadores, o estudo sugere que geralmente violamos uma lei moral se isso significa minimizar os danos.

“O que descobrimos é que a lei ‘Não matarás’ pode ser ultrapassada se for por um bem maior”, comenta o pesquisador do estudo, Carlos David Navarrete, psicólogo da Universidade Estadual de Michigan.

Derivado de dilemas morais históricos, o novo experimento usa aspectos visuais e auditivos que tornam as consequências das decisões mais realísticas.

Aqueles que não puxaram a alavanca (e mataram cinco pessoas) foram mais afetados emocionalmente do que os que optaram pela outra opção. Apesar dos pesquisadores não saberem exatamente o porquê da maior atividade emocional, Navarrete sugere que seja causa da sensação de “congelamento” em situações de emergência.

“Penso que os humanos têm uma aversão a machucar os outros, podendo passar por cima de algo”, afirma Navarrete. “Pelo pensamento racional, podemos algumas vezes passar por cima da moral, ao pensar em quem podemos salvar, por exemplo. Mas para algumas pessoas, o aumento da ansiedade pode ser tanto que eles não fazem a escolha utilitarista, aquela para o bem maior”. [LiveScience]

http://hypescience.com/a-maioria-das-pessoas-mataria-uma-para-

 

Palavras-chave: ética, moral, Utilitarismo, valores

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novembro 05, 2011

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A ORIGEM DA VIDA: PESQUISADORES CRIAM MOLÉCULA DE RNA AUTO-REPLICANTE. (com resenha)

abril 18, 2011 Rossetti

O começo da vida na Terra é um mistério que ainda não foi de todo solucionado. Como realmente surgiram os primeiros “blocos de construção de vida”, como os cientistas o chamam?

Pesquisadores criaram moléculas sintéticas, cópias de material genético, em laboratório. A enzima criada, tC19Z, pode ser uma versão artificial de uma das primeiras enzimas que existiu em nosso planeta há três bilhões de anos, e uma pista de como a própria vida começou. O objetivo da pesquisa é criar moléculas totalmente auto-replicadas de RNA em laboratório.

A teoria dominante de como a vida começou envolve o surgimento de um “auto-replicador”, uma molécula original de vida – um RNA – que pode fazer cópias de outros RNAs, incluindo ele mesmo.

Conforme a evolução avançou, esta molécula auto-replicante deixou de existir, e a maioria dos organismos vivos da Terra passaram a usar o DNA para armazenar suas informações genéticas (com outras enzimas copiando a si mesmas).

A teoria é chamada de “hipótese de mundo de RNA”, e sugere que a vida foi originalmente baseada não no DNA, mas em um produto químico relacionado chamado RNA, que pode transportar informação genética e se dobrar em três dimensões e formas, além de funcionar como uma enzima, o catalisador biológico que acelera determinadas reações químicas.

Como o espaço é cheio de açúcares que formam a ribose, a espinha dorsal do RNA, não há nenhuma razão para o sistema de DNA e RNA, que forma a vida na Terra, ser limitado a nossa biosfera.

Essa teoria dá a entender que o RNA é o que deu à estrutura primitiva celular o catalisador necessário para se tornar vida. Com um universo cheio de açúcar, não há nenhuma razão para que outros mundos (uma das 100 bilhões de galáxias estimadas no universo observável) não tenham evoluído vida com RNA à sua própria maneira original.

Os pesquisadores começaram a estudar uma enzima chamada R18, que pode fazer cópias de outras peças curtas de RNA, embora com erros. Para ampliar esse R18 inicial, o grupo criou 50 milhões de clones, cada um contendo mudanças genéticas aleatórias na sequência de RNA, para em seguida selecionar os com melhor capacidade de cópia de RNA. E, repetindo este processo várias vezes, eles geraram enzimas cada vez mais poderosas.

Até agora, a única cópia conhecida de RNA era a molécula R18, que só podia copiar segmentos de RNA de até 14 “letras”, e só funcionava em certas sequências.

Depois de selecionar todas as mutações benéficas que tinham se acumulado a partir dos experimentos, separar o que era útil e o que não era, e combinar tudo isso em uma única molécula, os pesquisadores criaram a enzima de RNA tC19Z, que funciona como uma auto-replicadora.

A tC19Z é confiável e pode copiar sequências de RNA de até 95 letras, um aumento de sete vezes em relação a R18. Seu desempenho varia de acordo com a sequência que está copiando, mas é muito menos exigente do que a R18.

A tC19Z pode copiar pedaços de RNA que são quase metade do seu tamanho (48%). Para copiar a si mesma, tem que ser capaz de copiar sequências de seu próprio tamanho; e ela já está se aproximando desse objetivo.

A enzima também pode fazer cópias de uma outra enzima RNA, que funciona corretamente. Isso sugere que, uma vez que o primeiro RNA auto-replicante apareceu, ele foi capaz de “agregar equipamentos moleculares”, possibilitando a evolução de vidas mais complexas. [DailyGalaxy]

Fonte: http://hypescience.com/a-origem-da-vida-pesquisadores-criam-molecula-de-rna-auto-replicante/

 .

Resenha do autor

O único comentário que poderia fazer a respeito desta reportagem é que ela por si só não precisa de comentários.

Se em um laboratório foi possível criar essa molécula de RNA auto-replicante, imagine a 3 quase 4 bilhões de anos atrás quando a Terra era (e ainda é) um todo laboratório gigantesco. Bem, correndo o risco de ser leviano vou fazer 2 comentários pertinentes a esta matéria.

O primeiro é facil percepção, quem realmente prestou atenção e leu a reportagem começou prestando atençao no título dela, que diz que os cientistas criaram uma forma de RNA que é auto-replicadora, com clareza voz digo que os cientistas experimentaram a capacidade de autoreplicaçao de uma molécula e não como uma molécula foi criada a 3 ou 4 bilhões de anos atrás. Existe um universo de diferença entre criar uma molécula auto-replicadora e criar a primeira molécula. Ou seja, o RNA embora possa ter sido a molécula responsável pela hereditariedade não desapareceu como os criacionistas acreditam que tenha acontecido. Basta olhar sobre o que estamos discutindo, o RNA que ainda esta presente no dia a dia mas não diretamente ligado a hereditariedade.

O segundo é que se a vida surgiu a 3,5 ou quase 4 bilhoes de anos é bem provável que a Terra tenha se formado um bilhão de anos antes, portanto a 5 ou 4,5 bilhões de anos, sendo fruto de um processo de acreção que se iniciou a alguns milhões de anos. Existiu um intervalo de meio bilhão e um bilhão de anos para a primeira molécula auto-replicadora surgir, este tempo é entre 4,5 bilhões de anos e 3,5 bilhões de anos onde o registro fóssil microscópico revela o fóssil mais antigo de uma célula. Algo bem discutido no X São Paulo Reserch Conferences “Origens da vida” realizado em 2008 no teatro da Faculdade de arquitetura e Urbanismo da USP, onde tive o prazer de conhecer o mexicano Antonio Lazcano ex aluno de doutorado de Stanley Muller.

Sem mais necessidade de comentar, tire você as conclusões.

 Scritto da Rossetti

Palavras chaves: Rossetti, Netnature, RNA, Molécula, Auto-replicação.

https://netnature.wordpress.com/2011/04/18/a-origem-da-vida-pesquisador

Palavras-chave: Auto-replicação, Molécula, Netnature, RNA, Rossetti

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outubro 31, 2011

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Palavras-chave: Envelhecimento, FSP, genes, pesquisa, USP

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setembro 17, 2011

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Trechos mais ou menos interessantes de um debate no meu facebook:

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?"-Comparar Sentimentos

A parte mais controversa da FF é como conseguir transformar uma gama tão grande de sentimentos em um único número. Como comparar sentimentos tão díspares como orgulho e fome? Como comparar amor e sono?

....
A segunda questão é deveras mais difícil: “É possível comparar sentimentos diferentes, como, por exemplo, o amor e o sono? E como isso poderia ser feito?” A resposta é: sim é possível comparar sentimentos díspares como o orgulho e a fome, o amor e o sono, ou o frio e a raiva, e isso é verdade porque é basicamente isso que o cérebro faz todo o tempo!
Essa é a essência de nosso “livre arbítrio”, da nossa capacidade de escolha. O cérebro recebe dezenas, talvez milhares de tipos de sinais por segundo, com informações acerca do ambiente e do próprio corpo: fome, frio, sede, paixão, cansaço, raiva, sono, sensações táteis, de responsabilidade, de medo etc., e a partir de todas estas entradas, e dependendo do grau da intensidade de cada uma, ele deve escolher a ação que deverá priorizar, quais sentimentos deverão ser respondidos prioritariamente e quais deverão ser contidos.

Quando uma dada sensação é mais “forte” que outra, ela ganha privilégio na sua satisfação em relação à outra. Assim, por exemplo, se a fome é grande, podemos deixar o sono de lado e buscar comida. O inverso é verdadeiro: se a intensidade do sono for muito forte deixamos a fome de lado para dormir um pouco. Ou seja: o cérebro compara sentimentos distintos todo o tempo para definir as escolhas que fazemos. Nos tópicos a seguir, veremos como as sensações e sentimentos podem ser quantificados."

http://stoa.usp.br/mec/files/-1/8604/mec.htm


nao precisa prever. O fato eh que a cada momento o cerebro analisa o contexto e escolhe. Se pudessemos colocar chips no cerebro da pessoa poderiamos prever o que ela iria escolher em funcao de seus valores e sentimentos. No caso de haver uma prova e vc precisr estudar eh pq vc valoriza o estudo mais que o sono, mas existe um limite.

"...Muitos leitores irão, com toda razão, perguntar onde a influência da cultura entra nessa história toda. Primeiro, devemos lembrar que os sentimentos são instintos em seu significado amplo: algoritmos mentais passados de geração a geração através dos genes....

De qualquer modo, se nós quisermos saber a influência da cultura na felicidade, deveremos lembrar que os sentimentos são disparados de acordo com os sinais recebidos internamente ou externamente, e então são analisados de acordo com a nossa meta interna e assim teremos a chave para a resposta.

....Podemos então concluir que a meta interna do organismo pode ser, de certa forma, modulada pela meta cultural. Se a meta cultural não for “evolutivamente estável”, a tendência é que não dure muito tempo em termos de cultura de longo prazo, e, mais do que isso, se a meta contrariam o imperativo “gene-perpetuativo” do organismo, ela deverá também contribuir para uma queda na felicidade média de seu povo (causar sofrimento) antes de finalmente desaparecer...."


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Pois eh os valores mudam mas qdo os chips detectam o prazer associado ao valor eh instantaneo, se o valor mudar o chip detecta o novo valor. Eh como o ponteiro da velocidade do carro, o carro pode andar mais rapido mas o ponteiro acompanha a nova velocidade.

Claro que para POLITICAS PUBLICAS deve-se contabilizar a MEDIA da popuilacao seus valores medios. Por exemplo nao se pode alegar que nao se deve construir estradas porque existem pessoas paraplegicas que nao podem dirigir: A maioria pode. Politicas publicas devem olhar para a maioria da populacao ja que nao se pode satisfazer a todas uma vez que os recursos sao poucos

Por exemplo, sabe-se que a maioria das pessoas gostaria de ter uma casa proprioa, um teto, mesmo que algumas prefiram nao ter casa e andar em baixo de viadutos , mesmo q tivesem dinheiro. Entao a politica de habitacao NAO deve olhar os viadutos como forma de habitacao pois sao infimas as pessoas que o preferem. Entendey?]
---
Vc disse:
"Mesmo calcular a média é inexequível, porque os fatores tendem ao infinito. Por exemplo, escolher entre satisfazer o sono ao invés da fome quando se tem uma prova.."

Vc esta errado.
Primeiro vc tem que pensar na forma TEORICA antes da pratica ( se nao embola).

Vc acha que eh IMPOSSIVEL calcular os niveis cerebrais de prazer ou nao
de um dado cerebro numa dada situacao?

Veja que de posse das areas cerebrais de prazer e dor/sofrimento pode-se calcular
os niveis de felicidade daquela situacao.:
"Marcelo Gleiser
especial para a Folha de São Paulo, 7/jan/2001

Onde é a morada dos sentimentos? Será que a ciência pode nos levar a uma
melhor compreensão, se possível até quantitativa, do que é sentir? Se
você fizer essa pergunta a alguém trabalhando na área de Tomografia por
Emissão de Pósitrons (PET) ou de Imagem por Ressonância Magnética
Funcional (fMRI), a resposta é um surpreendente "sim".

Essas duas técnicas, PET e fMRI, permitem a construção de imagens
sequenciais do cérebro como em um filme, que os neuropsicólogos usam
para estudar a atividade cerebral em resposta a certos estímulos
emocionais.

De modo geral, ambas as tecnologias medem as diferenças do fluxo
sanguíneo no cérebro, contrastando as partes mais usadas -onde o fluxo é
maior- com aquelas mais quietas. Com isso, é possível fazer um mapa
dinâmico do cérebro, recriando seu funcionamento na medida em que ele é
submetido a diferentes estímulos.

Essas técnicas de imagem já são conhecidas da psicologia e da
neurologia, especialmente como ferramentas que ajudam a diagnosticar
certas patologias, emocionais ou físicas, como um tumor cerebral.

Mas a aplicação de tecnologias como a PET e a fMRI ao estudo das emoções
é bastante nova e ainda controversa. O resultado mais geral desses
estudos é que, quando sentimos algo, seja alegria ou tristeza, raiva ou
medo, a atividade cerebral não se concentra em uma área específica,
sendo distribuída por várias regiões do cérebro.

E cada uma das emoções é caracterizada por atividades muito semelhantes:
o medo se manifesta sempre nas mesmas áreas, a alegria também, como se
cada emoção tivesse sua assinatura neuronal particular. O sentir gera
ressonâncias cerebrais únicas, que serão traduzidas em expressões
faciais e fisiológicas, como lágrimas, tensão muscular e riso. Mais
ainda, humores interferem na eficiência dos processos mentais, como o
raciocínio lógico, a memória ou a percepção sensorial....."
Artigo completo;
http://www.genismo.com/metatexto26.htm
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Segundo que se pode calcular a media de duas maneiras:

- Nao pratica e outra
- Na teoria

-Na Pratica
Na pratica pode-se coletar varios individuos ( COMO FAZEM NAS PESQUISAS DE INTENCAO DE VOTO )
e colocar uma toca de chips para medir seus niveis de alegria e dor em VARIAS SITUACOES POSSIVEIS
desde qdo perder uma prova do vestibular, qto perder um filho atropelado quanto
ganhar um premio na mega-sena ou transar com a vizinha ou etc...

Essas estatisticas poderao servir para balisar uma tabela da MEDIA de dor e PRAZER
de uma populacao maior com base numa estatistica de uma populacao menor.

-Na teoria
Verificar o nivel gene-perpetuativo de um ato/ ou escolha em relacao ao ganho gene-perpetuativo
que este ato pode conferir ao individuo.
Quanto menos gene-perpetuiativa for a escolha ou a situacao tanto maior sera seu sofrimento
, por exemplo, perder um filho ou mais filhos deve ser uma das piores dores do mundo.
E ganhar na mega-sena uma das coisas que mais proporcionaram felicidade
uma vez que seus genes poderao se garantir por muito tempo.

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Veja que uma pessoa que acha que tem RAZAO nas suas escolhas , na verdade nem sempre eh verdade.
VC pod dizer, por exemplo, que vai ser mais feliz se despojando de seus bens e viver como
um eremita nas montanhas, mas na verdade sua escolha eh errada emn termos de felicidade
ou seja mesmo q vc diga que a pessoa pode fazer a escolha que a deixa mis feliz
NEM SEMPRE isso eh verdade e muitas vezes nao eh mesmo: Pessoas fazem escolhas erradas o tempo
todo e depois pagam com a infelicidade de suas escolhas.

A regua NAO FICA MUDANDO DE TAMANHO PORQUE AS AREAS DO CEREBRO RESPONSAVEIS PELOS MESMOS SENTIMENTOS SAO SEMPRE IGUAIS e portanto podem ser medidos nos mesmos locais, entendeu?
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Vc disse: "O que não é possível é explicar que fatores causaram essa felicidade nesse instante preciso, pq os fatores são infinitos. Ele pode estar feliz porque passou numa prova, pq é bonito, pq arrumou uma namorada"

Vc NAO entendeu:
Na medida pratica para tomar a media dos fatores obviamente que deve-se levar em consideracao os
EVENTOS que ocasionarma a medida do cerebro, Veja os exemplos que eu dei e vc nao entendeu:

Veja o q eu escrevi com atencao: "
..Na pratica pode-se coletar varios individuos ( COMO FAZEM NAS PESQUISAS DE INTENCAO DE VOTO )
e colocar uma toca de chips para medir seus niveis de alegria e dor em ******* VARIAS SITUACOES POSSIVEIS *****
desde qdo perder uma prova do vestibular, qto perder um filho atropelado quanto
ganhar um premio na mega-sena ou transar com a vizinha ou etc...

Essas estatisticas poderao servir para balisar uma tabela da MEDIA de dor e PRAZER
de uma populacao maior com base numa estatistica de uma populacao menor...."

Ou seja, as SITUACOES devem ser correlacionadas aaas medidas de prazer e sua duracao no tempo.

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VC disse:"submetesse um grupo ao isolamentyo numa montanha e medisse a felicidade, depois submetesse um grupo a ingestão de doces e medisse, e daí por diante, perceba: são infitinas possibilidades existenciais! Não é só inexequível na prática"

Eh exequivel SIM justamente porque o que a IMENSA MAIORIA das pessoas fazem sao coisas normais que acontecem
a todas as outras. E´claro que se ninguem quiser evoluir na etica cientifica e FICAR A MERCE de CHARLATAES RELIGIOSOS que
HA MAIS DE 2 MIL ANOS DIZEM A VC O QUE EH CERTO O QUE EH BOM E O QUE EH ERRADO, NUNCA SAIREMOS DISSO.

Alem disso milhares de pessoas ja foram monitoradas com relacao a outros fatores relacionados a saude:
"...Outro recente estudo acompanhou mais de ***** dez mil indivíduos na cidade de Londres, por mais de uma década *****, e mostrou que..."
http://envolverde.com.br/saude/tabagismo/pesquisa-da-um-importan

Outra:
"...A equipe de pesquisa de Kuk acompanhou mais de 6 mil indivíduos obesos, durante mais de 16 anos, e comparou os dados colhidos – especialmente risco de mortalidade – com os resultados já conhecidos de indivíduos com peso ideal..."
http://oqueeutenho.com.br/18276/magresa-nao-e-sinonimo-de-saudave

Outra:
"..A pesquisa acompanhou 23 mil indivíduos ao longo de seis anos e constatou que, entre aqueles que costumavam fazer a sesta.."
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/medicina-e-saude/faca-a-sesta-

Outra:
"..Os pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade King’s College London, juntos com uma equipe da Universidade de Bergen, na Noruega, acompanharam mais de 40 mil indivíduos que afirmaram fazer atividades físicas...."

Outra:
"...Estudo vê relação entre medicamentos e tipos de arritmia cardíaca.
Pesquisa dinamarquesa acompanhou mais de 30 mil pacientes..."

Percebeu? nao eh tao dificil assim

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Vc disse: "Não é só inexequível na prática: é inexequível na teoria também, pq não se pode matematicamente medir algo de dimensão infinita."

Nao existe nada infinito no universo.
As coisas que estao FORA DO NORMAL , DA MEDIA ESTATISTICA eh porque nao precisam serem
tabeladas por serem muito raras.

Entao apenas os fatos e eventos que ocorrem de forma menos rara na populacao é que sao importantes para
uma politica global: Doenças, Roubos, assassinatos, Provas, Estudos, empregos, promocoes , trabalho, casamentos, separações, filhos etc...

De forma teoria tabem eh possivel.
Por exemplo eu posso atraves da teoria darwiniana e do genismo dizer com seguranca e com boas razoes que suas ideias budistas
sao furadas porque contrariam A ESSENCIA DA NATUREZA BIOLOGICA HUMANA.
Assim podemos fazer toda uma politica , uma JUSTICA baseada em fatores geneperpetuativos sem q seja necessario
fazer nenhuma estatistica NA PRATICA. Apenas analisando teoricamente .

Eh interessante vc notar que MUITA COISA DO DIREITO ja eh baseada em fatore geneticos como
o caso das HERANCAS , das proibicoes sexuais como incesto , das obrigacoes dos pais com seus filhos pequenos e etc...
talves no futuro toda a justica seja baseada nos odigos internos de morais herdados.

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?"....Outros neurotransmissores e outras zonas do cérebro parecem estar
implicados no mecanismo do prazer e da felicidade: Brian Knutson,
Professor de Psicologia e Neurociência na Stanford University,
utilizando também a fMRI, orientou o seu trabalho para a tentativa de
compreensão da neurofisiologia da motivação e da tomada de decisão,
tendo chegado à conclusão que a activação cerebral neste modelo se
passava no nucleus accumbens e não no córtex pré-frontal.....

Mas o que para nós humanos releva de todo este trabalho científico à
volta da felicidade e dos seus mecanismos, é a conquista para esta
área do grau de respeitabilidade que poderá vir a fazer a diferença no
futuro próximo das Neurociências, nomeadamente na área cognitiva, e
nos poderá com certeza fazer a todos bem mais felizes, num futuro que
se prefigura não muito distante e numa galáxia bem perto de nós."

http://blog.uncovering.org/archives/2007/11/hapiness_is_a_w_1.html

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Vc disse: "Porque certo e errado do ponto de vista moral não existem em absoluto. Certo e errado é apenas o que as pessoas acreditam ser certo e errado."

Parece que vc NAO APRENDEU NADA com nossa discussao!
Ja nao te disse que se vc relativizar a moral e a etica entao qqr pessoa pode ter sua propria etica e moral e dizer:"Minha etica eh matar todos os Andres do mundo , pos soh assim irei para o paraiso!" Esta eh a minha etica!

VC NAO teria argumentos para rebater uma moral hitleriana que ache que o certo eh matar os Andres ( ou judeus, ou negros, ou brancos ou Ateus etc )

Percebeu?

Ja te disse que o sofrimento eh absoluto e sento a etica ATRELADA AO PRAZER E A DOR ela NAO pode ser qualquer coisa.
A ETICA DEVE ESTAR BASEADA NO SOFRIMENTO E NO PRAZER.

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Vc disse: Ora, mas essas coisas normais a gente nem precisa medir, né? Todos sabemos, por experiência própria e por empatia, que morte de um filho, comida com gosto ruim e broxada são coisas comumente associadas aos momentos de infelicidade hehe."

Veja bem: Se vc nao tem uma medida para isso entao o direito fica sem rumo. Como vc vai dar uma pena maior para uma acao e ao para outra? Pq roubar vai ter uma pena menor do que matar?

Percebeu? Pq a pratica se sabe que matar provoca MAIS INFELICIDADE do que roubar, mas estas coisas precisam ser medidas para que a moral e a etica sejam BEM ajustadas e as penas compativeis.

Percebeu que , como eu disse, o direito ja eh mais ou menos voltado para o q causa ams ou menos felcidade? Mas se nao houver medidas VAI EXISTIR FALHAS. Por exemplo: Um ladrao ou politico que ROUBA o bem publico, cujo dinheiro poderia ser investido em criancas que morrem de desnurtricao , por exemplo, deveria ter uma PENA MAIOR do que um assassino que mata uma pessoa pois este politico/ladrao provoca muito mais INFELICIDADE do que um assssino.

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Existem pessoas que conseguem controlar a dor , ateh certo ponto , claro, mas eu duvido que alguem consiga, por meditacao ou outra coisa deixar de sofrer pela morte de um filho estando consciente de si. Quero ver se vc acha um depoimento desses na net. Falar por falar eu nao acredito.

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Eu disse:
"Ja nao te disse que se vc relativizar a moral e a etica entao qqr pessoa pode ter sua propria etica e moral e dizer:"Minha etica eh matar todos os Andres do mundo , pos soh assim irei para o paraiso!" Esta eh a minha etica! VC NAO teria argumentos para rebater uma moral hitleriana..."

Vc disse:
"É porque não existem argumentos ontológicos para se rebater tal coisa,
uma vez que não estamos falando de verdades.
Cada pessoa tem seu senso moral personalíssimo,nem verdadeiro nem falso em absoluto."

Pois eh ENTAO vc nao pode discutir MORAL a nivel filosofico
pois PARA VOCE O QUE VALE EH A LEI DO MAIS FORTE!

Se alguem vier te matar pois a moral dele eh "matar pessoas que chamem daniel"
pela sua moral vc teria que dizer :
"manda bala cara! nao existe moral mesmo , cada um tem a sua e sendo assim
vc pode me matar na boa! que vc esta sendo corretissimo!"

rsrsrsrsr

Eu estou dizendo o OPOSTO:
Existe uma moral absoluta que eh A MELHOR MORAL isto eh aquela que produz MENOS INFELICIDADE
E MAIS FELICIDADE.

Entao podemos ter JULGAMENTOS IMPARCIAIS e NAO SUBJETIVOS baseados na moral
vinculadas aa felicidade.

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vc disse : "Penso que a lei penal deve estar baseada no dolo do agente e não nas consequências do seu ato."

Eu nao disse que a pena deveria se basear APENAS nas consequencias de um ato.
Por exemplo: se uma crianca aperta um botao na mala presidencial e sem querer
manda um missel nuclear que destroi uma cidade ela nao deveria ser penalizada
pois nao foi um ato sem querer provocar o mal.

Eu dissse que a pena deve ser proporcional ao MAL ocasionado desde que
a pessoa saiba o que esta fazendo, OBVIO!

Por exemplo, uma pessoa que mata 100 deve ter uma pena maior do que uma que mata 5
pelas mesmas razoes.

Assim um politico que rouba milhoes SABENDO que este dinehiro poderia salvar
centenas de vidas de criancas deve receber SIM uma punicao maior do que umassassino que matou uma pessoa,
simplesmente porque com seu roubo ele CONDENOU A MORTE dezenas de criancas que de outra forma poderiam ser salvas.

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Vc disse: "Penso que a lei penal deve estar baseada no dolo do agente e não nas consequências do seu ato."

Isso NAO funciona pois se o agente gostaria de matar milhoes mas NAO MATA
ou seja ele tem a intencao mas nao pratica o ato entao ele nao pode ser
condenado pelo assassinato de milhoes pois nao praticou. O dolo apenas nao faz sentido.

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Vc disse:
"Vamos supor que vc, com suas medições, provasse que o álcool, apesar de trazer prazer para a maioria da população, acaba trazendo maior intensidade de sofrimento do que de prazer. Ora, o álcool teria que ser proibido, mesmo quando a maioria das pessoas quer beber!"

Troca no seu texto a palavra "ALCOOL" por CRACK, ou HEROINA ou MORFINA , ou OPIO etc...

Percebeu que isso JA ACONTECE?
Vc eh a favor da LIBERALIZACAO das DROGAS? ( responde essa )

Veja bem: Se o alcool prejudicar muito o organismo ele deve ser proibido
E POR ISSO QUE ELE JA EH PROIBIDO POR MENORES DE 18 ANOS!!!
MAS nao eh proibido para maiores !

Para saber se o alcool deva ser proibido OU NAO deve ser feita uma
medida de felicidade de uma populacao com os dois aspectos: Proibindo e liberando.

SEM MEDIDAS DE FELICIDADE VC NAO PODE CONCLUIR QUE DEVA SER GENERALIZADAMENTE PROIBIDO.

Por isso que medidas OBJETIVAS de felicidade devem ser tomadas.

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Vc disse: "(e voltando brevemente ao tema da felicidade, eu tenho uma forte convicção de que se vc medir o nível de felicidade de monges budistas avançados e comparar com o nível de felicidade de vencedores da loteria, os monges ganham com uma bela margem de diferença hehe. Talvez vc pense o contrário. Mas só poderíamos ter certeza medindo e comparando)"

Sim, concordo.
Mas veja que NAO EH APENAS dinheiro que traz felicidade e sim
CAMINHAR NA ROTA GENE-PERPETUATIVA, se a pessoa ganhar na loteria
e nao auxiliar seus genes ( que tambem estao nos outros 0 podera
ser infeliz mesmo rico !

O dinheiro bem empregado pode auxiliar a pessoa a ser muito feliz
mas precisa saber o caminho !!

E o caminho para a felicidade eh a trilhar a rota da gene-perpetuacao.
( nao esquecendo que seus genes estao compartilhados com outros seres tambem )

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Vc nao sabe o que eh etica.
Vc confunde ETICA COM FORCA.

A Etica eh a 'ciencia' DO *** "DEVE SER" **** e nao do que "se quer fazer" ou do que se faz.

Peguei alguns textos falando de etica pra vc ver:

Do Dic Michaellis:
"ética
é.ti.ca
sf (gr ethiké)
1 Parte da Filosofia que estuda os valores morais e
**** os princípios ideais ***** da conduta humana.
É ciência normativa que serve de base à filosofia prática.

Percebeu que a etica trata dos PRINCIPIOS IDEAIS e nao da forca bruta?
Assim a lei do mais forte que vc quer colocar com a etica
eh justamente a AUSENCIA DE ETICA pois nao possui uma meta ideal para ser buscada.

Da Wiki:
"....bem como *** fornecer subsídios para a solução de seus dilemas *** mais comuns.
Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta,
quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.... "

Ou seja qado se JULGA em relacao ao BEM e o MAL, veja que do modo como vc pensa
NAO EXISTE bem e MAL pois a lei do mais forte nao se preocupa com o bem e o mal.

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Outro texto que vai te ajudar ( Da Santa Clara University ) :
veja como etica eh BEM DIFERENTE de acompanhar os seus sentimentos ( como a lei do mais forte):
"..Como primeiro entrevistado Baumhart, muitas pessoas tendem a equiparar ética com seus sentimentos. Mas ser ético não é claramente uma questão de seguir seus sentimentos. Uma pessoa que segue os seus sentimentos podem recolhimento de fazer o que é certo. Na verdade, os sentimentos muitas vezes se desviam do que é ético...."

E tambem etica NAO EH o que a sociedade determina:

"...Ser ético também não é o mesmo que seguir a lei. A lei muitas vezes incorpora padrões éticos aos quais a maioria dos cidadãos se inscrever. Mas as leis, como os sentimentos, podem desviar-se o que é ético. Nossos próprios pré-Guerra Civil as leis da escravidão e as leis do apartheid antigo da atual África do Sul são exemplos óbvios grotescamente de leis que se desviam do que é ético
Finalmente, ser ético não é o mesmo que fazer "tudo o que a sociedade aceita." Em qualquer sociedade, a maioria das pessoas aceitar padrões que são, na verdade, de ética. Mas os padrões de comportamento na sociedade pode se desviar do que é ético....."

"..O que, então, é a ética? Ética são duas coisas. Em primeiro lugar, a ética se refere a padrões bem fundamentada de certo e errado que prescrevem o que os seres humanos deveriam fazer, normalmente em termos de direitos, obrigações, benefícios para a sociedade, a justiça, ou virtudes específicas. Ética, por exemplo, refere-se a essas normas que impõem obrigações razoáveis de se abster de estupro, roubo, assassinato, assalto, calúnia e fraude. Padrões éticos também incluem aqueles que recomendam as virtudes da honestidade, compaixão e lealdade. E, normas éticas incluem as normas relativas aos direitos, como o direito à vida, o direito à liberdade de lesão, eo direito à privacidade. Tais padrões são adequados padrões de ética, porque eles são apoiados por razões consistente e bem fundamentada...."

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&a

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Percebeu? A ETICA NAO TEM NADA A VER COM A LEI DOMAIS FORTE , e sim com o que "DEVE SER", como agir como se comportar para ocasionar menos sofrimento aos outros e mais bem estar. Na verdade pode ser definido comoas normas de conduta que maximizam a felicidade ( jocax ) :-)

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Vc disse:
"So you say. Mas por que ela é absoluta?
Por que não pode ser questionada ou substituída por outra moral?
O que a torna melhor que outras?"

Resposta: Simplesmente porque ela vai EXATAMENTE no ponto que a etica toca: FELICIDADE.

Ou seja a etica busca indiretamente REGRAS DE COMPORTAMENTO E CONDUTA que maximizam a felicidade ( diminui o sofrimento do grupo e aumentam o prazer do mesmo )

Vc disse: "Eu disse que deveria ser baseada no dolo, pq a BASE do cálculo do quantum penal é a intenção do agente. "

Ja te provei que isto esta ERRADO: Se a pessoa tem o DOLO de matar todo mundo ( com uma bomba atomica )
e nao o faz isso nao significa q ele deve ser penalizado !!
Se alguem tem vontade de matar outrem e nao o mata nao eh justificativa para render a pessoa.
Eh necessario o AGIR e provocar o mal, apenas o dolo nao eh suficiente.
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Vc disse:
"Quem rouba dinheiro público não está intencionalmente querendo tirar vidas, logo, não tem dolo."

Na IDADE DA PEDRA em que estamos , isso eh verdade pois as pessoas NAO SABEM
( como a crianca q nao sabe que apertando o botao vai disparar o missel )
mas a partir do momento que o primeiro ladrao publico pegar uma PENA MAIOR que o
assassinato , TODO MUNDO VAI SABER que roubar dinheiro publico que poderia salvar
dezenas ou milhares de criancas famintas deve ocasionar uma pena pior que o assaqssinato de uma pessoa.

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setembro 16, 2011

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GERONTOLOGIA
'Envelhecimento e Subjetividade' é
o tema da 8ª mesa sobre idosos no Brasil

 

A abordagem psicanalítica das questões relativas ao envelhecimento será o enfoque da mesa-redonda "Envelhecimento e Subjetividade", no dia 30 de setembro, às 14h, no IEA. Será a 8ª mesa-redonda do ciclo "Idosos no Brasil: Estado da Arte e Desafios", iniciado em outubro de 2010. As expositoras serão as psicanalistas Délia Catullo Goldfarb, Maria Júlia Kovács e Miriam Schenkman Chnaiderman.

Délia Catullo Goldfarb é psicanalista com especialização em gerontologia. Fez mestrado em psicologia clínica na PUC-SP e doutorado em psicologia escolar e do desenvolvimento humano no Instituto de Psicologia (IP) da USP. É professora e coordenadora do curso de psicogerontologia da PUC-SP. Seus principais temas de pesquisa são Alzheimer, depressão, cuidadores, demências, acompanhamento terapêutico com idosos, psicanálise e envelhecimento.

Maria Júlia Kovács é professora do IP-USP, onde obteve o doutorado em psicologia escolar e do desenvolvimento humano e coordena o Laboratório de Estudos sobre a Morte. O tema de sua tese de livre-docência foi "Educação para a Morte: Desafio na Formação de Profissionais de Saúde e Educação". Suas pesquisas tratam de morte, luto, bioética, formação de profissionais de saúde e educação.

Miriam Schenkman Chnaiderman fez mestrado em comunicação e semiótica na PUC-SP e doutorado em artes na USP. Dirigiu os curtas-metragens documentais "Dizem que Sou Louco" (1994), "Artesãos da Morte" (2001), "Gilete Azul" (2003), "Isso, Aquilo e Aquilo Outro" (2004), "Você Faz a Diferença" (2005) e "Passeios no Recanto Silvestre" (2006). Publicou dois livros sobre as relações entre arte e psicanálise: "O Hiato Convexo: Literatura e Psicanálise" (1989) e "Ensaios de Psicanálise e Semiótica" (1989).

O ciclo é uma realização do IEA, Grupo Mais do Hospital Premier e Oboré Projetos Especiais de Comunicação e Artes. A coordenação é de David Braga Jr., do Grupo Mais.

Local: Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo.
Transmissão: ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo.
Informações: com Sandra Sedini (sedini@usp.br), tel. (11) 3091-1678.

 

Palavras-chave: Envelhecimento, IEA, Subjetividade

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junho 14, 2011

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Diario da Saúde

14/06/2011

Somos todos mutantes: seres humanos têm média de 60 mutações genéticas

Redação do Diário da Saúde

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Origem das mutações

 

A primeira medida direta cobrindo todo o genoma humano revelou que cada um de nós tem pelo menos 60 novas mutações genéticas.

 

Pela primeira vez, os pesquisadores foram capazes de responder às perguntas: Quantas novas mutações uma criança tem? e Que parcela delas vem da mãe ou do pai?

 

Os cientistas mediram diretamente o número de mutações em duas famílias, usando toda a sequência genética do Projeto 1000 Genomas.

 

Forças de mutação

 

Os resultados confirmam que, conforme esperado, o genoma humano, como todos os genomas, é alterado pelas forças de mutação, ou seja, o nosso DNA é alterado em relação ao DNA de nossos pais.

 

As mutações que ocorrem nas células do esperma ou do óvulo constituirão novas mutações não vistas em nossos pais.

 

Em uma palavra, somos todos mutantes.

 

Embora a maioria da nossa identidade genética venha do remanejamento dos genes de nossos pais, novas mutações são a fonte final onde se geram novas variações biológicas.

 

Evolução biológica

 

Encontrar novas mutações é tecnicamente um grande desafio - em média, apenas 1 em cada 100 milhões de letras do nosso DNA é alterada a cada geração.

 

Medições anteriores da taxa de mutação nos seres humanos baseavam-se na média entre os sexos ou foram feitas ao longo de várias gerações.

 

Nunca havia sido feita uma medição de novas mutações que passaram de um pai específico para uma criança específica.

 

Os resultados vieram de um cuidadoso estudo de duas famílias, ambas constituídas por pai, mãe e uma criança. Os pesquisadores procuraram novas mutações presentes no DNA das crianças que estavam ausentes dos genomas dos pais.

 

Eles classificaram as mutações entre as que ocorreram durante a produção de espermatozoides ou óvulos dos pais, e aquelas que possam ter ocorrido durante a vida da criança: os cientistas acreditam que é a taxa de mutação nos espermatozoides ou óvulos que é importante na evolução.

 

Surpresa

 

"Nós sabemos agora que, em algumas famílias, a maioria das mutações virá da mãe e, em outras, a maioria virá do pai. Isto é uma surpresa: acreditava-se que em todas as famílias a maioria das mutações viria do pai, devido ao número adicional de vezes que o genoma tem de ser copiado para fazer um espermatozoide, ao contrário de um ovo," diz o Dr. Matt Hurles, coautor do estudo.

 

Surpreendentemente, em uma das famílias, 92 por cento das mutações derivou do pai, enquanto, na outra família, apenas 36 por cento eram do pai.

 

Este resultado traz mais perguntas do que respostas. Serão necessários novos estudos para comparar a idade dos pais ou os fatores ambientais, por exemplo.

 

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=mutacoes-seres-humanos


Palavras-chave: Darwin, Evolução, Genética, Mutação

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junho 06, 2011

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Wiki Utilitarismo prático  ( tinyuri.com/utilitarismopratico ) 

 

 


Este é um Wiki para discutir e divulgar como agir utilitariamente na prática. Para conhecer a teoria utilitarista, veja o Wiki Utilitarismo ético .


Como agir de maneira a maximizar a felicidade e minimizar o sofrimento no universo?

  • Ética da vida interpessoal
    • Interações sociais
      • Comunicação
        • Discutir
        • Apoiar
        • Criticar
      • Ajudar
      • Colaborar
      • Confrontar
      • Defender
      • Agredir
      • Brigar
      • Participar
      • Presentear
      • Influenciar e promover
      • Seduzir
      • Sexo
    • Relacionamentos
      • Colegas
      • Família
      • Amigos
      • Romântico-sexual
    • Formação de família
      • Casamento
      • Filhos
      • Criação de filhos e educação
      • Separação
    • Administrando pessoas e recursos
    • Ética profissional
      • Administração e gerenciamento
      • Agricultura
      • Artes
      • Comércio e marketing
      • Comunicação
      • Educação e treinamento
      • Empreendedorismo e investimento
      • Engenharia
      • Pesquisa e academia
      • Relação com pessoas
      • Religião
      • Saúde e cuidado
      • Segurança e militar
      • Técnico


Palavras-chave: bem estar, ética, moral felicidade, prazer, sofrimento, utilitarismo, Utilitarismo prático

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junho 01, 2011

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Religious Factors and Hippocampal Atrophy in Late Life

Amy D. Owen1, R. David Hayward2,3*, Harold G. Koenig1,2,4, David C. Steffens2,4, Martha E. Payne2,3

 

Abstract Top

Despite a growing interest in the ways spiritual beliefs and practices are reflected in brain activity, there have been relatively few studies using neuroimaging data to assess potential relationships between religious factors and structural neuroanatomy. This study examined prospective relationships between religious factors and hippocampal volume change using high-resolution MRI data of a sample of 268 older adults. Religious factors assessed included life-changing religious experiences, spiritual practices, and religious group membership.
Hippocampal volumes were analyzed using the GRID program, which is based on a manual point-counting method and allows for semi-automated determination of region of interest volumes. Significantly greater hippocampal atrophy was observed for participants reporting a life-changing religious experience. Significantly greater hippocampal atrophy was also observed from baseline to final assessment among born-again Protestants, Catholics, and those with no religious affiliation, compared with Protestants not identifying as born-again. These associations were not explained by psychosocial or demographic factors, or baseline cerebral volume. Hippocampal volume has been linked to clinical outcomes, such as depression, dementia, and Alzheimer's Disease. The findings of this study indicate that hippocampal atrophy in late life may be uniquely influenced by certain types of religious factors.

 

http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0

 

Palavras-chave: Factors, Hippocampal, neuroanatomy, neuroimaging, Religious

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maio 30, 2011

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Matéria sobre a Anistia Internacional:

http://g1.globo.com/videos/v/anistia-internacional-completa-50-anos-de-defesa-dos-direitos-humanos/1520218/

Vídeo sobre a história da AI feita por ela mesma:

Postado por Antonio C. C. Guimarães em Direitos Humanos | 0 comentário

maio 28, 2011

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maio 18, 2011

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01/01/2011 - 00:44

"Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade"

Em novo livro, o filósofo e neurocientista americano Sam Harris propõe a criação de uma 'ciência da moralidade' para acabar de uma vez por todas com a influência da religião

Marco Túlio Pires

"A tolerância à intolerância nada mais é do que covardia"

"Na ciência não existem dogmas. Qualquer afirmação pode ser contestada de maneira sensata e honesta"

"O Papa é culpável pelo escândalo do estupro infantil dentro da Igreja Católica"

—Sam Harris

Quando o filósofo americano Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.

Divulgação

"A Ciência é capaz de dizer o que é certo e o que é errado", diz Sam Harris

"A Ciência é capaz de dizer o que é certo e o que é errado", diz Sam Harris

Ao entrar de cabeça em um assunto tão delicado, o filósofo de 43 anos conquistou uma legião de inimigos e deu início a uma espécie de combate literário. Em resposta à repercussão de seu primeiro livro, que levou à publicação de livros-resposta sob as perspectivas muçulmana, católica e outras, os ataques de Harris à fé religiosa continuaram em 2006, com o lançamento do livro Carta a Uma Nação Cristã (Companhia das Letras).

Criado em um lar secular, que nunca discutiu a existência de Deus e nunca criticou outras religiões, Harris recebeu o título de Doutor em Neurociência em 2009 pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos). A pesquisa de doutorado serviu como base para seu terceiro livro, lançado em outubro de 2010: The Moral Landscape (sem edição brasileira). Nele, Harris conquista novos inimigos, dessa vez cientistas.

Agora, Harris tenta utilizar a razão e a investigação científica para resolver problemas morais, sugerindo a criação do que ele chama de "ciência da moralidade". Ele afirma que o bem-estar humano está relacionado a estados mentais mensuráveis pela neurociência e, por isso, seria possível investigar a felicidade humana sob essa ótica — algo com que a maioria dos cientistas está longe de concordar.

A ciência da moralidade substituiria a religião no papel de dizer o que é bom ou mau. Esse ‘novo ateísmo’ rendeu a Harris e outros três autores proeminentes — Daniel Dennet, Richard Dawkins e Christopher Hitchens — o título de 'Cavaleiros do Apocalipse'.

Em entrevista ao site de VEJA, Harris explica os pontos mais sensíveis de sua argumentação, e afirma que descrer de Deus é um atalho para a felicidade.

Por que a moralidade e as definições do bem e do mal não deveriam ser deixadas para a religião? O problema com relação à Religião é que ela dissocia as questões do bem e do mal da questão do bem-estar. Por isso, a religião ignora o sofrimento em certas situações, e em outras chega a incentivá-lo. Deixe-me dar um exemplo. Ao se opor aos métodos contraceptivos, a doutrina da Igreja Católica causa sofrimento. É coerente com seus dogmas, embora eles levem crianças a nascerem na pobreza extrema e pessoas a serem infectadas pela aids, por fazerem sexo sem camisinha. Através das eras, os dogmas contribuíram para a miséria humana de maneira tremenda e desnecessária. 

Nem toda moralidade é baseada em religião. Existe uma longa tradição de pensamento moral secular por meio da filosofia. O que há de errado com essa tradição?

Não há nada de errado com ela a não ser o fato de que a maior parte das discussões filosóficas seculares são confusas e irrelevantes para as questões importantes na vida humana. Deveria ser consenso o apreço ao bem-estar humano. Se alguma coisa é má, é porque ela causa um grande e desnecessário sofrimento ou impede a felicidade das pessoas. Se alguma coisa é boa, é porque ela faz o contrário. Mas existem filósofos seculares batendo cabeça em debates entediantes, dizendo que não podemos falar de verdade moral. Segundo eles, cada cultura deve ser livre para inventar seus ideais morais sem ser perturbado por outros. Isso é loucura. Hoje reconhecemos que a escravidão, que era praticada por muitas culturas, era fonte de sofrimento. Nesse caso, deixamos para trás o relativismo. Por que não podemos fazer o mesmo em outros casos?

Você parece sugerir que a tolerância a outros credos não é uma virtude, como a maioria pensa. Por quê?

É um posicionamento inicial muito bom. A tolerância é a inclinação para evitar conflito com outras pessoas. É como queremos que a maioria se comporte a maior parte do tempo quando se depara com diferenças culturais. Mas quando as diferenças se tornam extremas e a disparidade na sabedoria moral se torna incrivelmente óbvia, então, a tolerância não é mais uma opção. A tolerância à intolerância nada mais é do que covardia. Não podemos tolerar uma jihad global. A ideia de que se pode chegar ao paraíso explodindo pessoas inocentes não é um arranjo tolerável. Temos que combater essas coisas por meio da intolerância às pessoas que estão comprometidas com essa ideologia. Não acredito que seria possível sentar à mesa com, por exemplo, Osama Bin Laden e convencê-lo que a forma como ele enxerga o mundo é errada.

Por que a ciência deveria ditar o que é certo e o que é errado?

Temos que reconhecer que as questões morais possuem respostas corretas. Se o bem-estar humano surge a partir de certas causas, inclusive neurológicas, quer dizer que existem formas certas e erradas para procurar a felicidade e evitar a infelicidade. E se as respostas corretas existem, elas podem ser investigadas pela ciência. Chamo de ciência o nosso melhor esforço em fazer afirmativas honestas sobre a natureza do mundo, tendo como base a razão e as evidências.

O que é a ciência da moralidade e o que ela quer conquistar?

É a ciência da mente humana e das variáveis que afetam a nossa experiência do mundo para o bem ou para o mal. Ela pretende discutir, por exemplo, o que acontece com mulheres e garotas que são forçadas a utilizarem a burca [vestimenta muçulmana que cobre todo o corpo da mulher]. São efeitos neurológicos, psicológicos, sociológicos que afetam o bem-estar dos seres humanos. Com a burca, sabemos que é ruim para as mulheres e para a sociedade. Se metade de uma sociedade é forçada a ser analfabeta e economicamente improdutiva, mas ter quantos filhos conseguir, fica óbvio que essa é uma estratégia ruim para construir uma população que prospera. O objetivo é entender o bem-estar humano. Assim como queremos fazer convergir os princípios do conhecimento, queremos que as pessoas sejam racionais, que avaliem as evidências, que sejam intelectualmente honestas e que não sejam guiadas por ilusões. A Ciência da Moralidade pretende aumentar as possibilidades da felicidade humana.

O senhor afirma que há um muro dividindo a ciência e a moralidade. No que ele consiste?

Existem razões boas e ruins para a existência desse muro. A boa é que os cientistas reconhecem que os elementos relevantes ao bem-estar humano são extremamente complicados. Sabemos muito pouco sobre o cérebro, por exemplo, para entender todos os aspectos da mente humana. A ciência espera um dia responder essas questões e isso é muito bom. A razão ruim é que muitos cientistas foram confundidos pela filosofia a pensar que a ciência é um espaço sem valores. E a moralidade está, por definição, na seara dos valores. Esse muro não será destruído enquanto não admitirmos que a moralidade está relacionada à experiência humana, que por sua vez está relacionada com o cérebro e com a forma pela qual o universo se apresenta. Ou seja, por elementos que podem ser investigados pela ciência.

Quais avanços científicos lhe fazem pensar que, agora, a moralidade pode ser tratada a partir do ponto de vista do laboratório?

Temos condição de dizer quando uma pessoa está olhando para um rosto, ou uma casa, ou um animal, ou quais palavras ela está pensando dentro de uma lista. Esse nível cru de diferenciação de estados mentais está definitivamente ao alcance da ciência. Sabemos quando uma pessoa está sentindo medo ou amor. Por causa disso podemos, em princípio, pegar uma pessoa que diz não ser racista, colocá-la em um medidor e verificar se ela está falando a verdade. Não apenas isso, podemos descobrir se ela está mentindo para si mesma ou para as outras pessoas. A tecnologia já chegou a esse nível, mas não conseguimos ler a mente das pessoas com detalhes. É possível que futuramente possamos descobrir coisas sobre a nossa subjetividade de que não temos consciência, utilizando experimentos científicos. E isso tudo se relaciona ao bem-estar humano e o modo como as pessoas ficam felizes e como poderemos viver juntos para maximizar a possibilidade de ter vidas que valham a pena.

Por que deveríamos confiar a educação dos nossos filhos aos valores científicos? Os cientistas não se transformariam, com o tempo, em algo como padres, mas com uma ‘batina’ diferente?

Cientistas não são padres. Os médicos, por exemplo, agem sob o pensamento da medicina, que, como fonte de autoridade, não se tornou arrogante ou limitou a liberdade das pessoas de maneira assustadora. É uma disciplina que está concentrada em entender a vida humana e minimizar o sofrimento físico. Seu médico nunca vai até você ‘pregar’ sobre os preceitos da ciência, você vai até ele quando precisa. Pais que se deixam guiar por dogmas religiosos não dão remédios aos filhos e os deixam morrer. Na ciência não existem dogmas. Qualquer afirmação pode ser contestada de maneira sensata e honesta.

O que dizer dos experimentos neurológicos que sugerem que a crença religiosa está embutida nos nossos cérebros?

Não acho que a crença religiosa esteja embutida no cérebro humano. Mas digamos que esteja. Façamos um paralelo com a bruxaria. Pode ser que a crença em bruxaria estivesse embutida em nossos cérebros. A bruxaria matou muitos seres humanos, assim como a religião. Todas as culturas tradicionais acreditaram em algum momento em bruxas e no poder de magia e, na verdade, a crença na reza possui um conceito semelhante. Algumas pessoas dizem que sempre acreditaremos em bruxas, que a saúde humana será afetada pela 'magia' de vizinhos. Na África, muitas pessoas realmente acreditam em bruxaria e isso é terrível porque causa sofrimento desnecessário. Quando não se entende porque as pessoas ficam doentes, ou porque as crianças morrem antes dos três anos, você está num estado de ignorância que a crença em bruxaria está suprindo uma necessidade de maneira nociva. Superamos isso no mundo desenvolvido por causa do avanço da Ciência. Sabemos como a agricultura é afetada, por exemplo. Entendemos os fenômenos meteorológicos e a biologia das plantas. Não é algo que a religião resolve, e sim a ciência. Mas costumava ser assim. A crença na regência de um deus sobre a lavoura era universal.

As pessoas deveriam parar de acreditar em Deus?

Se eu acho que as pessoas deveriam parar de acreditar no Deus da Bíblia? Com certeza. Da mesma forma que as pessoas pararam de acreditar em Zeus, em Thor e milhares de deuses mortos. O Deus da Bíblia tem exatamente o mesmo status desses deuses mortos. É um acidente histórico estarmos falando dele e não de Zeus. Poderíamos estar vivendo num mundo onde os suicidas muçulmanos se explodiriam por causa de ideias dos deuses do Monte Olimpo. A diferença entre xiitas e sunitas muçulmanos é a mesma diferença entre seguidores de Apolo e seguidores de Dionísio.

O senhor sempre foi ateu?

Nunca me considerei um ateu, nem mesmo ao escrever meu primeiro livro. Todos somos ateus em relação a Zeus e Thor. Eu era um ateu em relação a eles e ao deus de Abraão. Mas nunca me considerei um ateu, como a maioria das pessoas não se considera pagã em relação aos deuses do Monte Olimpo. Foi no 11 de setembro de 2001, dia do atentado ao World Trade Center em Nova York, que senti que criticar a religião publicamente havia se tornado uma necessidade moral e intelectual. Antes disso eu era apenas um descrente. Eu nunca havia lido livros ateus, ou tivera qualquer conexão com a comunidade ateísta. O ateísmo não é um conceito que considere interessante ou útil. Temos que falar sobre razão, evidências, verdade, honestidade intelectual — todas essas coisas são virtudes que nos deram a ciência e todo tipo de comportamento pacífico e cooperativo. Não é preciso dizer que você é contra algo para advogar em favor da honestidade intelectual. Foi justamente isso que destruiu os dogmas religiosos.

O senhor cresceu em um ambiente religioso?

Cresci em um ambiente completamente secular, mas não havia crítica às religiões ou discussões sobre ateísmo, existência de Deus etc. Quando era adolescente, fiquei muito interessado em religiões e experiências religiosas. Coisas como meditação, por exemplo. Aos vinte, comecei a estudar espiritualidade e misticismo. Ainda me interesso por essas coisas, mas acho que, para experimentar, não precisamos acreditar em nada que não possua evidencias suficientes.

Como o senhor se sente em ser rotulado como um dos ‘Quatro Cavaleiros do Apocalipse’?

Estou muito feliz com a companhia! É uma honra. A associação não me desagrada de forma alguma. Acho que os quatro lucraram por terem sido reunidos e tratados como uma pessoa de quatro cabeças. Em alguns momentos é um desserviço porque nossos argumentos não são exatamente os mesmos e não acreditamos nas mesmas coisas em todos os pontos. Mas tem sido útil sob o ponto de vista das publicações e admiro muito os outros cavaleiros  — os considero mentores e amigos. A parte do apocalipse tem um efeito cômico.

Se o senhor tivesse a chance de se encontrar com o Papa para um longo e honesto bate-papo, qual seria sua primeira pergunta?

Gostaria de falar imediatamente sobre o escândalo do estupro infantil dentro da Igreja Católica. Acho que o Papa é culpável por tudo que aconteceu. A evidência nesse momento sugere que ele estava entre as pessoas que conseguiram fazer prolongar o sofrimento de crianças por muitos anos. Acho que ele trabalhou ativamente para proteger a Igreja do constrangimento e no processo conseguiu garantir que os estupradores tivessem acesso às crianças por décadas além do que deveria ter sido. O Papa deveria ser diretamente desafiado por causa disso. Contudo, é algo que seu status como líder religioso impede que aconteça. Ele nunca seria protegido dessa forma se ele estivesse em qualquer outra posição na sociedade. Imagine o que aconteceria se descobrissem que o reitor da Universidade de Harvard [uma das universidades americanas mais respeitadas do mundo] tivesse permitido que empregados da universidade estuprassem crianças por décadas e ele tivesse mudado essas pessoas de departamento para protegê-las da justiça secular? Ele estaria na cadeia agora. E isso é impensável quando se fala do Papa. Isso acontece por que nos ensinaram a tratar a religião com deferência.

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Meta-Ética-Científica | 2 comentários

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