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Autor Salvação Genética

 

“Salvação Genética”

 

1-Um pouco de Neo-Darwinismo

 

A compreensão da natureza de todo organismo vivo, sua evolução por seleção natural,  mostra que a sua essência intrínseca é a sua adaptação ao meio para a sobrevivência de seus genes. Grosso modo, isso é resumido em sobrevivência e reprodução. Não existe sentido biológico na simples sobrevivência se está não esta ligada à perpetuação dos seus genes.

 

A evolução dos seres vivos passa por um processo que podemos chamar de ciclo evolutivo. Simplificadamente, poderíamos resumir o processo no seguinte esquema:

 

gene -> mutação ou não -> fenótipo -> seleção natural -> gene

 

Os genes são instruções codificadas no DNA que, entre outras coisas, têm a capacidade de produzir um fenótipo. O fenótipo é o corpo do organismo, sua estrutura física, e também algumas psíquicas –algoritmos cerebrais geneticamente codificados-, como os instintos e as regras epigenéticas.

 

A expressão dos genes, o que causa a ativação de um gene ou não, pode sofrer influência do meio ambiente externo, mas, considerando-se um ambiente médio ou mesmo ideal, poderemos supor que os genes determinam diretamente a estrutura do organismo.

 

O novo ser carrega a informação genética que herdou de seu(s) pai(s). A transmissão é digital, ou seja, os genes são transmitidos exatamente como estavam no corpo de seus pais: digitalmente. Eventualmente, contudo, durante o processo reprodutivo, alguns dos genes podem sofrer mutação e passar uma característica diferente das de seu(s) pai(s).

 

O gene mutante pode conferir uma nova característica, vantajosa (ou não), ao seu portador. Uma característica é considerada vantajosa se ela traz algum tipo de vantagem evolutiva ao organismo, isto é, em última instância, se ela aumenta a probabilidade do organismo perpetuar seus genes.

 

As características que aumentam as chances do organismo a perpetuarem seus genes podem ser várias, por exemplo: um aumento da inteligência, da força física, da resistência às doenças, da capacidade de perceber predadores, de sua fertilidade etc.

Costumam-se reunir todas estas características na sentença: "Capacidade de Sobrevivência". Mas isto traz uma idéia errônea, pois a simples capacidade de sobreviver, por si só, não implica necessariamente na capacidade de perpetuar os genes. Mas, claro, a capacidade de sobreviver não deixa de ser um ponto forte e importante na função gene-perpetuativa do organismo.

 

Se o gene mutante é vantajoso, neste sentido darwiniano, dizemos que o organismo possui uma vantagem seletiva (ou vantagem evolutiva) sobre os demais. E, assim, este gene tem maior probabilidade de se disseminar pela população do que seus alelos concorrentes (alelos são os diferentes genes que têm a mesma função e ocupam a mesma posição no cromossomo) e, com o passar das gerações, ele poderá fazer parte do genoma da espécie inclusive vir a se fixar nela. (“Fixar” é o termo utilizado pela biologia para designar um gene que todos os organismos da espécie possuem, ou seja, não existem outros alelos para aquela posição no cromossomo).

 

A evolução biológica é definida como a mudança da freqüência dos genes da espécie, (mudança da freqüência dos genes no pool genético) e, neste nosso exemplo, temos então um passo evolutivo importante: a espécie evoluiu. Incorporou no seu genoma uma nova característica, que até então, não possuía.

 

Se não fossem as mutações, até hoje a vida não passaria de uma proto-bactéria.

 

Devemos perceber que o que filtra as características de um organismo para a próxima geração, é, em geral, sua capacidade de perpetuar seus genes no seu habitat. A interação do organismo neste ambiente é que vai definir quais as características (genes) que sobreviverão ou perecerão neste meio.

 

Se pudéssemos artificialmente, por exemplo, mudar o ambiente, poderíamos favorecer alguns genes que de outra forma não sobreviveriam, ou então desfavorecer outros que só teriam chances em seu ambiente original. É o que se chama de “seleção artificial”.

 

A força do ambiente sobre o genoma, moldando-o e, eventualmente alterando-o, chama-se de *Pressão Seletiva*. Dependendo da pressão seletiva, alguns genes serão favorecidos para sobreviver e outros não. Podemos dizer então que as características de uma espécie dependeram da pressão seletiva a que ela foi submetida. A membrana por entre os dedos dos patos, por exemplo, deve-se à pressão seletiva do ambiente aquático em que eles estavam, pois favoreceram os genes que capacitavam um melhor deslocamento sobre as águas, entre estes, os que codificavam uma membrana entre os dedos das patas.

 

O entendimento do exemplo a seguir é de suma importância para a compreensão da teoria que seguir-se-á.

 

2-Os peixes das cavernas escuras

 

Existem peixes que habitam lagos em cavernas onde não entra luz. Estes peixes têm uma característica interessante: têm olhos, entretanto, são cegos.

 

Por que os peixes das cavernas são cegos?

 

Devemos supor que os primeiros peixes habitantes destas cavernas foram levados para lá, talvez por alguma tempestade ou furacão, ou algum canal que posteriormente foi fechado, isolando-os de seu meio ambiente de origem. É natural, portanto, supor que todos tivessem, originalmente, a capacidade visual intacta. Mas a capacidade da visão pode depender de dezenas ou mesmo de milhares de genes para sua plena funcionalidade.

 

Num ambiente normal, onde há luz, se porventura nascer um peixe que tem sua capacidade de visão degenerada por uma mutação em um dos muitos genes que geram a capacidade da visão, este peixe dificilmente sobreviverá, e assim também não conseguirá passar este gene mutante para a próxima geração.

 

Isto quer dizer que a pressão seletiva, num ambiente com luz, irá agir no sentido de preservar a capacidade visual.

 

Peixes mutantes que não enxergam têm uma sensível desvantagem sobre os outros, pois, por exemplo, não conseguiriam enxergar predadores se aproximando e assim não poderiam fugir deles, sendo devorados e morrendo junto a seus genes. Assim, estes genes mutantes dificilmente sobreviveriam na geração seguinte.

 

Mas isso não aconteceria num ambiente de uma caverna escura: como a capacidade visual não pode ser utilizada pelos peixes que habitam seu interior, qualquer mutação em qualquer dos genes responsáveis pela visão não será percebida pelos peixes que habitam esta caverna escura.

 

No ambiente escuro, não há uma pressão seletiva para que os genes mutantes que causem cegueira sejam extintos, pois os peixes que nascem cegos e os peixes que têm a visão perfeita teriam a mesma probabilidade de sobreviver, já que a visão é inútil neste ambiente escuro!

 

Para que a capacidade visual pudesse ser preservada na espécie, as mutações que degenerassem a capacidade visual deveriam diminuir a capacidade gene-perpetuativa do organismo, eliminando estes genes que causam a cegueira.

 

Assim, num ambiente totalmente escuro, é previsível que, com o decorrer das gerações, cada vez mais genes da visão sofram mutações, e visto que não existe uma pressão seletiva para eliminá-los, estas mutações serão acumulativas, pois os peixes cegos têm a mesma probabilidade de sobreviver que os peixes não cegos neste ambiente escuro.

 

Deste exemplo poderemos derivar duas regras:

 

- Na ausência de uma pressão seletiva para um dado traço (característica fenotípica), este traço tende a perder sua função ou desaparecer.

 

- Quanto maior o número de genes envolvidos em um dado traço que deixa de sofrer a pressão seletiva para se manter, mais rapidamente este traço deixará de existir.

 

 

3-O Homem

 

Muitas características que os genes nos conferem não são apenas físicas, mas também psicológicas. Por vivermos em sociedade praticamente desde o aparecimento de nossa espécie, é natural que muitas destas características tenham sido moldadas para permitir o convívio social.

 

Isto significa que muitos de nossos genes agem no sentido de facilitar a harmonia social, sobrepujando, muitas vezes, o impulso gerado por outros genes mais primitivos. Entre estes traços psicológicos, podemos destacar nossos impulsos instintivos alojados no sistema límbico cerebral: os sentimentos.

 

Costumo dizer que quando toda uma população tem uma mesma determinada característica fenotípica, então isto é uma boa evidência de que esta característica deve sofrer uma forte influência genética. Assim, são traços genéticos as várias formas de percepção e sentimentos, como, por exemplo: a fome, a dor, a sede, a raiva, o ciúme, a vergonha, o amor, a ambição, a vingança, a inveja, o medo, a tristeza  etc.

 

Os impulsos instintivos, em geral, são ativados como uma reação a estímulos externos provindos do meio ambiente, como, por exemplo, de nossa interação social. Devemos ter sempre em mente que cada um destes sentimentos, cada impulso instintivo, assim como cada característica física, existe porque, de alguma forma, auxiliou (e ainda pode auxiliar) o portador destes genes a perpetuá-los (a conseguir sobreviver e passá-los para gerações futuras).

 

Como conclusão, podemos dizer que tais sentimentos que geram impulsos para a ação não existiriam se não existisse uma pressão seletiva que os mantivessem, ou de outro modo: se não houver uma pressão seletiva para mantê-los, eles deixarão de existir.

 

4-Os Memes

 

O Homem é um ser memético, isto é, sofremos uma forte influência de memes (idéias, cultura) que podem ser tão variados quanto for a criatividade humana. Os genes permitiram, através de um cérebro poderoso e grande, que pudéssemos sofrer a influência destes memes. A cultura é uma forma de adaptação rápida, pois não requer a mudança de nosso genoma para que possamos nos beneficiar dela..

 

Esta capacidade não foi sem razão: através dos memes (cultura) podíamos nos adaptar de forma extremamente rápida a problemas de sobrevivência, na verdade problemas de perpetuação genética, sem que estas informações precisassem ser codificadas no genoma (como ocorre na maior parte das outras espécies).

 

Além do mais, a solução encontrada por um indivíduo, para um dado problema, poderia, via meme, passar para próxima geração sem que a “roda” tivesse de ser reinventada.

 

5-A Gemética

 

Podemos perceber que, mesmo estudando o homem apenas sob o ponto de vista genético, observamos vários conflitos genéticos que podem variar desde doenças hereditárias até as causadas pela necessidade de adequação social, como, por exemplo, a tendência à criminalidade ou desobediência às normas sociais.

 

Em geral, um conjunto de memes específicos para a adequação ao convívio social é criado pela sociedade para normatizar nosso comportamento em relação a ela. Este conjunto de memes costuma ser chamado de código de ética, e as leis podem ser consideradas partes dele.

 

A maioria dos conflitos, contudo, são “geméticos” (genes vs. memes), conflitos entre os impulsos e desejos codificados nos genes e os absorvidos pelo cérebro, via memes, através das normas de conduta.

 

É uma batalha muitas vezes cruel e dolorosa.

 

Quando esta batalha é vencida pelos genes, em detrimento dos memes éticos, poderá sobrevir um sentimento punitivo (vergonha, remorso, arrependimento) que, dependendo de sua força (sofrimento causado), poderá evitar uma repetição do mesmo ato. É o chamado “efeito punitivo”.

 

Quando a batalha é vencida pelos memes, em detrimento dos impulsos genéticos, poderão emergir outros sentimentos também de caráter punitivo (frustração, tristeza), muitas vezes sinais de que os memes não estavam adequados.

 

6-Genismo

 

Os conflitos “geméticos” não podem ser minimizados no curto prazo via genes. Mas isso pode ser conseguido via memes. A pergunta natural é: qual meme poderia minimizar o conflito “gemético”?

 

Para minimizarmos os conflitos “geméticos”, eu propus um meme chamado Genismo que é a doutrina que estabelece que deveremos agir tendo por meta a nossa perpetuação genética (é importante lembrar que “perpetuar genes” não significa, necessariamente, ter filhos).

 

O Genismo propõe que assumamos nossa condição de “máquina de perpetuar genes” (que é o que realmente somos). Agindo desta maneira, estaremos integrando nossos flexíveis memes com nossos rígidos genes, e com isso diminuindo os conflitos “geméticos”.

 

O Genismo propõe também que devamos encarar nossos genes como a nossa única forma de transcendência pós-morte, nossa única forma real de imortalidade. Isto porque, na verdade, nós somos os nossos genes, e não nosso corpo, e nem mesmo a nossa consciência.

 

O Genismo encara o amor romântico como um instinto genético que faz o controle de qualidade de nossos parceiro(as), isto é, que seleciona o(a) parceiro(a) cujos genes os nossos genes "acham" bem qualificados para se unirem aos nossos para sua perpetuação através de filhos.

 

Se tivéssemos de construir máquinas biológicas inteligentes, que tivessem capacidade de sobreviver e se replicar de forma a não se extinguirem, o paradigma que estas máquinas deveriam adotar para tal intento deveria ser o Genismo. Assim, o genismo nada mais é do que a conscientização e a aceitação do que nós já somos.

 

Para resumir o genismo através de algumas sentenças, eu criei algumas "regras de bolso" que chamei de “os seis pilares do genismo”:

 

1 - "Nós somos nossos genes".

2- "Os genes nos criaram e a eles deveremos servir".

3 -"A felicidade é trilhar o caminho da perpetuação genética".

4 -"Deus não existe e o único modo de transcender a morte é através dos genes”.

5-"Nossos genes são nosso bem mais precioso".

6- "A ética genista é a Meta-Ética-Científica".

 

 

7-A Origem do Mal

 

Sabemos que os seres vivos evoluíram e conseguiram sobreviver às intempéries do ambiente por causa do mecanismo seletivo neo-darwiniano: a seleção natural.

 

Nos organismos não sociais, os genes foram moldados a se perpetuarem com limitados mecanismos de proteção aos que são da mesma espécie. O egoísmo, e todos os sentimentos e impulsos associados que consideramos “baixos”, nestas espécies, imperam absolutos.

 

As espécies que vivem em sociedade, por outro lado, adotaram mecanismos genéticos de proteção mais elaborados para que esta convivência social se tornasse possível.

 

Particularmente na nossa espécie, tais mecanismos vieram, em sua maioria, via memes (como as leis e a ética). Isso significa que muitos impulsos e sentimentos genéticos considerados vis (ódio, ciúme, avareza, vingança, inveja etc.) coexistem no mesmo corpo com os memes que nos mostram a direção contrária. O conflito é inevitável.

 

É importante observar que todos os sentimentos existentes têm origem genética. Isso significa que eles existem por que auxiliavam, e alguns ainda auxiliam, na perpetuação de nossos genes (grosso modo: a sobrevivência e o sucesso reprodutivo).

 

Costumamos estudar outras espécies menos evoluídas culturalmente porque é mais fácil isolar o comportamento genético do cultural. Como estas espécies têm uma cultura muitíssimo rudimentar, ou não a têm, assume-se que seus impulsos têm origem genética.

 

Os chipanzés e outras espécies de macacos, por exemplo, possuem táticas de guerra aprimoradas para dominar, e às vezes, matar os machos de outros bandos na disputa pela posse e ocupação de territórios.

 

Como eles não possuem uma linguagem desenvolvida, estas ações bélicas de ataque, matança e posse devem estar incrustadas em seus genes. Isso pode ser explicado porque tais genes de dominação e posse aumentaram as chances perpetuativas dos genes daqueles que os possuíram no passado.

 

Isso significa que a barbárie, o despotismo, a dominação, e tudo mais que nossa cultura humanista abomina, pode ter, como pando de fundo, um grupo  de genes  que os promovem.

 

8- A Salvação

 

Nesta sessão, proponho um caminho para a solução do mal intrínseco da humanidade. Entretanto, tal solução não viria no curto prazo.

 

Claro que, sendo a origem do mal uma característica instintiva, e portanto genética, a solução terá de ser, de alguma forma, também via genes.

 

Para entendermos a solução, deveremos nos recordar dos peixes das cavernas, e lembrar o que mantém todos os sentimentos imunes às mutações que ocorrem todo o tempo nos genes de nossa espécie: a pressão seletiva.

 

Indivíduos que sofreram mutações diminuindo ou deixando de possuir algum destes sentimentos, diminuem de alguma forma o seu poder “gene perpetuativo”. Isso significa que estes genes poderão não ser tão bem sucedidos em relação aos genes dos indivíduos que não apresentem tal mutação.

 

Mas esta perda de competitividade não ocorrerá se este indivíduo mutante possuir memes (cultura) que façam o trabalho que os antigos genes faziam!

 

A pressão seletiva, que faz a manutenção de todos os sentimentos, mantendo estes genes intactos, deixará de atuar se os memes fizerem o trabalho de perpetuação genética que os instintos codificados por genes sempre fizeram!

 

Se a humanidade, por exemplo, seguir o Genismo, a pressão seletiva deixará de ter um papel determinante na preservação destes “genes malévolos” e os sentimentos egoístas tenderão a  se extinguir pois, o que mantém um traço ativo, como vimos no tópico sobre os peixes das cavernas, é a pressão seletiva que o mantém imune à mutação no pool genético.

 

Como o genismo é um meme que zela pela perpetuação dos genes, a pressão seletiva para a perpetuação genética não atuará no sentido seletivo destes sentimentos: o genista terá mais vantagem competitiva em relação à sua gene-perpetuação do que o indivíduo que perpetua seus genes por puro instinto.

 

Vamos fazer uma comparação. Consideremos um dos sentimentos vis, como, por exemplo, o ciúme. Vamos então comparar os homens com este instinto com os peixes que vivem na caverna escura.

 

A capacidade da visão ajudaria os peixes que a possuem sobreviver. Num ambiente escuro, os peixes que nascem cegos têm a mesma chance de sobreviver que os peixes que nascem com a visão intacta. Isto significa que os peixes cegos não têm menos probabilidade de sobreviver do que os que enxergam.

 

Num ambiente genista também: os indivíduos que nascem sem o sentimento de ciúme vão zelar pelos seus genes tanto quanto os indivíduos ciumentos (mas não necessariamente da mesma forma!). Estes últimos não levariam vantagem evolutiva sobre os genistas não dotados de ciúmes porque os genistas trabalhariam em sua gene-perpetuação de forma consciente e racional. O genista, por exemplo, não cometeria um crime passional, enquanto o não genista ciumento poderia cometê-lo. Assim, a pressão seletiva sobre o ciúme, neste exemplo, deixaria de existir, e este sentimento tenderia a se extinguir da espécie humana!

 

Seria, portanto, o fim do mal na espécie humana.

 

O Genismo, portanto, seria a doutrina que, no longo prazo, poderia salvar a humanidade do seu mal genético. Não nesta ou na próxima geração, mas provavelmente  depois de milhares de gerações. Com ele, os sentimentos vis se extinguiram. Como efeito colateral – não desejado -, os bons sentimentos também poderiam se extinguir, e todos acabariam sendo substituídos pelo prazer ideológico: o prazer de agir e pensar de uma forma que se pensa ser correta, de saber que se está agindo em prol da felicidade coletiva. Este prazer não poderia ser extinto, pois seria ele que daria forças para que a ideologia do genismo fosse seguida, e sem estes memes os genes pereceriam. A tendência, portanto, seria que o sentimento ideológico suplantasse os demais sentimentos. Se o prazer ideológico e de imortalidade decorrentes do genismo forem suficientemente grandes e o mal for eliminado então, acredito, o saldo seria positivo.

 

 

Palavras-chave: Bem, felicidade, genes, Genismo, Mal, Salvação

 

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