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Autor Nacionalismo e Genismo

Nacionalismo e Genismo

Por JOCAX (do livro do genismo) 

 


 

 

Do dicionário (Houaiss) obtemos para nacionalismo:

 

Datação
1899 cf. CF1
Acepções
substantivo masculino
1    salvaguarda dos interesses e exaltação dos valores nacionais
2    sentimento de pertencer a um grupo por vínculos raciais, lingüísticos e históricos que reivindica o direito de formar uma nação autônoma
3    ideologia que enaltece o Estado nacional como forma ideal de organização política com suas exigências absolutas de lealdade por parte dos cidadãos
4    preferência pelo que é próprio da nação a que se pertence, exaltação de suas características e valores tradicionais, à qual em geral se associam a xenofobia e/ou racismo, além de uma vontade de isolamento econômico e cultural; como doutrina, subordina todos os problemas de política interna e externa ao desenvolvimento, à dominação hegemônica da nação

Etimologia
nacional + -ismo; prov. adp. do fr. nationalisme (1798) 'exaltação do sentimento nacional' (com conotação pej.), 1834 'id.' (com conotação positiva); ver nasc-

 

 

Para entendermos como o Nacionalismo está relacionado ao Genismo precisaremos tomar emprestado alguns conhecimentos de Psicologia Evolucionista. Basicamente, o que temos é que todos nossos instintos e vontades foram evoluídos, principalmente por seleção natural, para que perpetuássemos nossos genes. Por exemplo: Uma mãe ama seu filho e não o filho do vizinho porque em seu filho há mais genes dela. Claro que isso não precisa ser feito conscientemente, é um instinto.

 

O instinto materno agiria mais ou menos com a seguinte regra: "Se você teve um filho então você deve amá-lo mais do que ás outras crianças que não são seus filhos".

 

Entretanto, se, por exemplo, essa mãe tivesse sido contaminada pela “Ideologia da igualdade dos filhos”, uma crença que diz algo como: “Todos os seres são iguais e portanto você deve cuidar e amar todas as crianças da mesma maneira, independentemente de serem seus filhos ou não”, neste caso haveria sofrimento. Esse sofrimento seria devido a um conflito do tipo “meme x gene”, pois a vontade materna seria a de privilegiar seu filho mais que os filhos dos outros, entretanto, sua ideologia diz que ela deve dar a mesma atenção e carinho a todas as crianças. Isso iria contra seus instintos maternos e causaria sofrimento a esta mãe.

 

O político neoliberal age de maneira análoga ao da mãe contaminada com a “Ideologia da igualdade de filhos”: Acreditam que devemos quebrar as barreiras alfandegárias e o protecionismo pois o mundo é e deve ser cada vez mais globalizado e livre de barreiras comerciais. Mas da mesma forma que a mãe infectada com a ideologia errada, do nosso exemplo anterior, este político fará com que sua ideologia prejudique, talvez não diretamente a si próprio, mas seu povo. Claro que uma nação industrializada e de primeiro mundo sempre será beneficiada com a abertura de mercado, pois quem detem a tecnologia é que pode competir com vantagem, mas para os eu não possuem tecnologia, a abertura de mercado apenas fará que eventuais industrias nascentes sucumbam ao peso das poderosas transnacionais. Poderemos ver alguns textos, a seguir, sobre esse pensamento partindo de países onde a eles, atualmente, já não interessa mais o protecionismo:

 

 

Retirar a Escada (Protecionismo)

 

Ignacio Ramonet

 

“EUA e Grã-Bretanha defendem que o livre comércio é o melhor remédio para qualquer economia. Mas escondem que foram os países mais protecionistas do mundo nos séculos XVIII e XIX, com o argumento “infantil industrial”.

 

Hoje não querem que ninguém use o mesmo argumento.

 

Conheci Ha-Joon Chang há alguns anos durante um colóquio sobre a globalização liberal organizado pela Unesco em Paris. Jovem e brilhante, este professor da Faculdade de Economia da Universidade de Cambridge (Reino Unido) nasceu na Coréia do Sul.

 

Suas idéias, já naquela ocasião, pareceram-me muito apaixonantes por seu atrevimento, originalidade e heterodoxia. Acabaram alimentando a minha própria reflexão sobre os desvarios e excessos do neoliberalismo e da globalização.

 

Agora que estamos às vésperas da reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começará em Hong Kong no próximo dia 13 de dezembro, voltei a conversas com Ha-Joon Chang e de novo fiquei impactado por suas análises na contra-corrente do pensamento econômico hegemônico.

 

As teses principais da OMC, defendidas por Washington e Londres, sustentam que o livre comércio constitui um remédio universal para qualquer economia, enquanto que o protecionismo comercial seria o pior que poderia ocorrer aos países e a seus habitantes.

 

O amigo Ha-Joon Chang pensa exatamente o contrário. Em sua obra “Retirar la escalera” (Retirar a escada, editado por Los Libros de la Catarata, Madrid, 2004), mostra que, contra a pretensão dos ingleses e dos norte-americanos de terem sido mais ou menos os inventores do livre comércio, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos foram os países mais protecionistas do mundo nos séculos XVIII e XIX. Ha-Joon Chang nos lembra que o principal argumento protecionista – o “argumento infantil industrial” – foi desenvolvido por ninguém menos que o secretário do Tesouro dos EUA, Alexander Hamilton, em seu informe ao Congresso de 1791.

 

Hamilton afirmava que, do mesmo modo que devemos proteger e alimentar nossos filhos até que possam entrar no mundo e competir com os adultos, os países em desenvolvimento necessitam proteger e sustentar suas indústrias até que sejam sólidas e possam competir nos mercados mundiais.

 

Se um país em vias de desenvolvimento ingressa no livre comércio antes de ter consolidado suas capacidades tecnológicas, poderá ser um bom produtor de café ou de roupa barata, mas a possibilidade de se transformar em um produtor de automóveis de qualidade ou de produtos eletro-eletrônicos rondarão o zero. A Grã-Bretanha e os EUA usaram durante décadas uma ampla gama de medidas protecionistas tais como os subsídios diretos e indiretos, tarifas aduaneiras, regulação de preços, propriedade estatal de bancos e de indústrias, etc.

 

Por isso, quando os países ricos aconselham hoje aos mais pobres, dizendo-lhes que o livre comércio e o livre mercado são as rotas ideais para a prosperidade, o que estaria demonstrado pela história, o que fazem, na verdade, é “retirar a escada” com a qual ascenderam rumo à prosperidade.

 

Ha Joon Chang toma emprestada essa metáfora do economista alemão do século XIX, Friedrich List, que afirmava que os países ricos, uma vez alcançada a prosperidade através da escada do protecionismo, se apressariam a dar-lhe um bom pontapé para que ninguém mais pudesse alcançá-los. Ele acrescenta que os países ricos reescreveram a história da mesma maneira que Stalin, quando este suprimiu as fotografias de Trotsky e de outros inimigos políticos, para que ninguém soubesse como conseguiram efetivamente enriquecer. [1]

 

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

 

 

O Discurso Hegemônico do Livre Mercado

Gilberto Dupas

 

...As práticas e retóricas sobre protecionismo e livre mercado estão claramente associadas aos interesses das potências hegemônicas de plantão ou, mais precisamente ainda, aos grupos econômicos dominantes em tais nações. Ao período dos blocos comerciais coloniais e das práticas monopolistas – entre os séculos XVI e XVIII, seguiu-se uma tendência de maior liberdade de comércio que alcançou sua maior influência na metade do século XIX. Sidney Dell lembra que os economistas, com freqüência, afirmam as vantagens do livre comércio universal. Não obstante, subsiste o fato de que as doutrinas de livre comércio tipicamente estão presentes onde um poder econômico dominante se defronta com rigidez, restrições ou monopólios que deseja destruir, por considerá-los obstáculos a um maior crescimento de suas indústrias. De fato, potências dominantes, ou suas grandes corporações, se confiam em sua capacidade de derrotar rivais potenciais na competição por mercados, preferirão um sistema radical de livre comércio em uma escala mundial a qualquer sistema ou agrupação regional mais limitado. ...” [2]

 

 

Um par implausível

Francisco de Oliveira

 

...Quanto às potências européias, nem falar: a França nunca foi liberal em comércio internacional, desde as regalias imperiais até a proteção sans ambages da indústria moderna sob De Gaulle, que dotou o país gaulês de uma alta tecnologia militar. A Alemanha tem uma história de protecionismo notável, embasada doutrinariamente em Friedrich List, inimigo mortal do livre cambismo e propugnador dos cartéis como forma de aceleração da indústria alemã. Do lado dos perdedores, Portugal acreditou na doutrina ricardiana do livre-câmbio e no Tratado de Methuen - a capacidade industrial portuguesa foi vendida na "bacia das almas": venderemos vinhos aos ingleses e deles compraremos tecidos. Ficou só o vinho do Porto, néctar de deuses, mas insuficiente para industrializar os patrícios...” [3]

 

Veja tambem: 

http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug_brazil.htm

 

Palavras-chave: Colonialismo, Dominação Econômica., Genismo, Nacionalismo, Neoliberalismo

Veja Tambem:

"....Talvez essa atitude da grande revista liberal seja um sinal dos tempos. Reflita a desmoralização da ideologia "globalista" que caracterizou os 30 Anos Neoliberais do Capitalismo (1979-2008) -uma ideologia que condenava o nacionalismo dos países em desenvolvimento enquanto os países ricos praticavam sem hesitação seu próprio nacionalismo...."

http://stoa.usp.br/politica/forum/79882.html

 

“ no cabaré da globalização, o Estado passa por um strip-tease e no final do espetáculo é deixado apenas com as necessidades básicas: seu poder de repressão. Com base material destruída, sua soberania e independência anuladas, sua classe política apagada, a nação-estado torna-se um mero serviço de segurança para mega-empresas”( Bauman, p.74).

Será que “amar mais” a seu próprio filho é instintivo? Cuidar de uma criança que se gerou parece ser sim uma responsabilidade intrínseca para a perpetuação da espécie, mas talvez esse modelo não seja o único que garante isso. Há relatos de tribos cuja organização é: todas as crianças da tribo são "filhos" de todos os adultos e cuidados por todos os adultos. Nestas tribos, não há tanta preocupação com a paternidade, de modo que as mulheres podem ter mais de um marido.

Esse “amar mais o próprio filho” parece mais o modo como esse instinto de cuidado repercute em uma cultura de competição enraizada, em que "tenho que mostrar que o meu é melhor, tenho que ser o melhor, tenho que dizer que minha educação é melhor..."

Quanto a políticos neoliberias, não é difícil identificar que pregam mais pela liberdade do que pelos outros princípios da revolução. A igualdade proclamada também estaria submetida à liberdade competitiva (o cidadão sem instrução e com péssimas condições de vida é livre para concorrer em “igualdade” com o aluno do melhor colégio da cidade com sala de estudos e internet em casa).

 

Ola Luciana !

Nós humanos como todos os outros especimes primatas somos animais animais e portanto dotados de muitos instintos. O instinto materno eh um destes instintos que predispooe a mae a cuidar e alimentar sua prole. Como os outros animais NAO aprendem a cuidar de seus filhos com suas maes , mas ao ter sua prole cuidam direitinho de seus filhos entao somos induzidos a acreditar que existem regras pre-programadas para faze-las quererem cuidar de seus filhos e nao come-los como uma refeicao tenra e facil. Esta vontade de proteger e cuidar de sua prole eh o amor. Assim, eh natural que os humanos sejam portadores do mesmo instinto, ja que compartilhamos uma boa dose de genes com estes outros primatas.  

Entao eh natural que a mae ame mais o proprio filho do que o filho do vizinho.

Vc conhece alguma mae que ame o filho dos outros da mesma forma que ama seu proprio filho? :-) 

De qqr forma, se a cultura forcar que a paternidade seja desconhecida entao a sociedade sera mais altruista e humanitaria !!

Um dia eu propus uma solucao TEORICA  para a sociedade se tornar mais altruista: eu propunha que a sociedade considerasse a hipotese de que TODO FILHO FOSSE TROCADO ( por sorteio ) NA MATERNIDADE NO DIA DE SEU NASCIMENTO. ( A mae poderia eventualmente sortear o proprio filho de sangue e levar pra casa o filho legitimo)  Se esta pratica fosse uma lei, e TODOS fossem obrigados a segui-la entao depois de poucas geracoes a sociedade se tornaria mais altruista e boa pois vc nao saberia quem eh de fato seus pais e toda pessoa que cruzasse seu caminho poderia ser seu IRMAO DE SANGUE e nao haveria dessa forma razao para dfender mais a familia que seu vizinho. Seria uma forma meio DURA de que a sociedade se tornasse boa.

Essa seria uma solucao radical para o problema do egoismo social, nao sei se eu mesmo a defenderia, acho que ainda nao defenderia , mas se a sociedade ficar cada vez mais intolerante e egoista eu defenderia essa ideia radical, nao agora.

Da uma olhada numa outra proposta para tornar a sociedade mais altruista: 

http://stoa.usp.br/genismo/forum/79151.html

 

Bjs

Jocax

 

 

 

 


BADI

Abr 27, 11
# Link

Olha joão, a metafora do instinto é interessante para explicar bem o capitalismo.

Não creio nessa estoria do instinto materno até porque qdo se trocam bebes em maternidades, as mães tratam de seus moleques com amor de mãe e muitas vezes recusam a troca. Tambem no mundo animal vemos cadelas criando gatinhos e porcas cuidando muito bem de cãezinhos. Contudo, não vou discutir a tese pq instintos existem e isso me basta para o que desejo colocar em debate, ou seja, tanto faz se o tal instinto materno existe ou não, o fato é que devemos tentar entender o que é a razão para desvendar o problema.

Porque a razão é a antitese do instinto e sendo o homem um ser instintivo, o que realmente o diferencia do outros animais é a razão.

Ora, o capitalismo é assim mesmo, instintivo. É animal. Nele a mãe pode ver uma criança morrer e sentir-se plenamente feliz e satisfeita pq seu filho esta a salvo. Muito a ver com aquela manada de gnus, assistindo passivamente a um grupo de leões devorando o filhote de uma mãe solitaria, que tenta inutilmente salvá-lo em desespero.

Então, esse não seria o mundo do homem. O mundo do homem é a razão. E a razão é conhecimento. E a razão se sobrepõe ao instinto.

As noites eram trevas e medo. A razão proveu ao homem um periodo de descanso. Mesmo a tempestade com seus relampagos e trovões que outrora assombrava os seres humanos, sob a luz da razão virou fogo e oportunidades. 

Sim. A razão é capaz de fazer o homem se entender como comunidade fraterna de irmãos e as mães se sentirem como mães de todos. Aliás, foi ela, a razão, quem criou os irmãos e os pais, pois que os homens acasalavam e deixam as mulheres soltas pelo mundo, com seus filhos, largadas à sua propria sorte.

A razão criou a monogamia. É interessante que hoje, no ocidente, ninguem concebe a si mesmo a possibilidade de AMAR verdadeiramente a mais de um(a) Parceiro(a). Isso não é intinto, é fruto da Razão.

Então, qdo o liberal bota sua escada para galgar algum ponto mais elevado, ele o faz como aquele animal que escala um local seguro e assiste a seus pares morrendo, sem saber que juntos poderiam vencer o inimigo. Ele age por instinto. Um instinto de sobrevivencia que perdurara até que seja ele o ultimo a chegar para tentar o topo.

É óbvio que num mundo sem fronteiras a escada serviria para todos, não é? Mas isso é utopia. Isso é racional! E nós ainda estamos no estagio do instinto, infelizmente.

 

O instinto materno programou aas maes para amarem os recem-nascidos que elas amamentam pq a probabilidade de serem seus filhos eh enorme.

Nas dezenas de milhares de anos em que os instintos se adaptaram nao havia maternidades e por isso a troca de bebes nao poderia ser adaptado pela natureza para que fosse evitada ou percebida.

O intinto materno eh tao forte que ateh porcas criando gatinhos eh possivel pois, da mesma forma onde as porcas foram evoluidas, nao existiam formas de os gatinhos virem mamar em suas tetas, de forma que a natureza deve ter programado as porcas ( e outros animais) com a regra:

"O bixinho que mamar em suas tetas quando vc parir deve ser seu filho portanto ame-o e cuide bem dele".

Eu usei o instinto de mae como um exemplo para vc perceber minha máxima:

"A RAZAO DEVE SERVIR À FELICIDADE" ( Jocax )

Ou seja, se uma mae ama seu filho nao adianta vc querer trocar de filho com ela e dizer que: 
"- Os seres humanos sao todos iguais" e PORTANTO ela *deve* amar o vizinho tanto qto ama seu filho e POR ISSO se ela deve amar o filho do vizinho da mesma forma que ama o seu ela tambem poderia TROCAR  de filhose NAO  ficar triste com a troca !!!"

Vc percebeu o absurdo deste exemplo do uso da razao contra os instintos?

O q estou dizendo eh que nao se deve SOLAPAR os instintos sem alguma razao de felicidade.


A alegacao de que somos racionais e que PORTANTO devemos usar a razao a todo custo pode levar ao "MARTIR CRISTAO JOCAXIANO" (procure no google) onde o cristao usa sua RAZAO para fazer o melhor para seus filhos e para a humanidade !

Ou seja , nao adianta usar a razao sem uma finalidade de felicidade !

Portanto:

"A RAZAO DEVE SE SOBREPOR AOS INSTINTOS APENAS QUANDO HA UM INCREMENTO DE FELICIDADE"

De outra forma nao ha sentido, a razao pela razao nao tem sentido se a meta nao for a felicidade.

Agora esssa historia de que os homens acasalavam-se e deixavam suas mulheres e filhos aa propria sorte eh balela ! Nao sei de onde vc tirou isso.

Os homens sao mais parecidos com oa macacos ( q vivem em bandos ) do que como os gatos ou jacares.
O homem sempre viveu em nucleos familiares, em tribos , talvez algo parecido com os chipanzes.
Se um homem largava sua mulher provavelmente ela era cuidada por membros de sua familia. Nao era deixada a morrer de fome como um gato desgarrado.

Sim a razao criou a monogamia, mas a razao tambem criou bombas atomicas, metralhadoras, religioes, cruzadas, inquisicao, escravidao e milhoes de outras formas culturais que infernizam e infernizaram a humanidade.

Entao nao eh tudo que provem da razao que eh bom e deve ser cultuado, Repito: "A RAZAO DEVE SERVIR AA FELICIDADE"

Outro coias: O AMOR NAO EH DEVIDO A RAZAO !

A razao pode APENAS dar um empurraozinho para tentar fazer o amor nascer mas isso eh tudo que ela pode fazer.

VC NAO PODE ESCOLHER RACIONALMENTE A QUEM AMAR !!!!


Vc nao pode dizer ao seu "coracao": "Eu nao devo amar esta mulher! Agora vou escolher amar aquela outra que eh mais bondosa e gosta de mim"
ISSO SIMPLESMENTE NAO FUNCIONA !


Vc nao pode controlar seus instintos com a razao a seu bel-prazer.

Podemos sim usar a razao para tentar fazer-nos entender e dar um empurraozinho nos instintos como por exemplo:

"Sim! eu compartilho uma grande qtdade de genes com meu vizinho, somos quase iramos fraternos e portanto devo ama-lo quase como a um irmao"

Neste caso vc pode *tentar* fazer seus intintos enxergarem seu 'vizinho' como um irmao e assim tentar aumentar a fraternidade mundial. Mas vc nao pode garantir que o amor surgira dessa sua tentativa racional. Eh apenas uma tentativa racional.

Um mundo sem escadas seria melhor se REALMENTE as escadas fossem retiradas!


Os ricos e as nacoes mais ricas deveriam retirar seus degraus e dividir com as mais pobres, mas deveriam ajudar DE VERDADE outras nacoes sem cobrar juros e sem visar um retorno posterior.


Sim isso ainda eh utopico e se um dia isso se iniciar devera comecar com os mais ricos distribuindo sua riqueza e ajudando os mais necessitados.


Ateh la deveremos proteger nossos parentes mais proximos e ajudar nossa propria nacao.






Da uma olhada no depoimento de John Perkins ( Assassino Econômico ) em:

http://stoa.usp.br/politica/forum/91400.html

 

Eh muito interessante ver, neste depoimento,  como algumas nacoes fazem de TUDO para garantir privilegios aos seus conterraneos, independentemente de quem vai ser prejudicado.

 


BADI

Abr 28, 11
# Link

 

Olá João,

Então, sobre a razão estamos totalmente de acordo: 

"A RAZAO DEVE SERVIR A FELICIDADE" 

Olha no meu conceito eu até vou além e me atrevo a dizer: A razão só é razão quando serve a Felicidade.

Não há razão na infelicidade, porque racionalmente nada explica alguem caminhar conscientemente para aquilo que lhe faz mal, então, se assim procede, não esta usando de sua razão.

Sim. Alguém vai dizer que o remedio é amargo, mas eu rebato; ninguem busca a infelicidade do remedio, todos buscam a felicidade que é a cura. No caso dos hipocondriacos... Eles não usam a razão.

 

Com relação a questão:

"Vc nao pode dizer ao seu "coracao": "Eu nao devo amar esta mulher! Agora vou escolher amar aquela outra que eh mais bondosa e gosta de mim" 

ISSO SIMPLESMENTE NAO FUNCIONA !

Bom tem a ver com a balela onde fiz referencia sobre machos homens acasalarem com suas femeas e não se preocuparem com suas crias. Nesse caso há estudos sobre o disformismo sexul de Lucy, do filho de Lucy e dos Australopithecus que os distanciam do sexo monogamico, ou seja, o homem em seu estagio mais instintivo não se ligava a uma femea e portanto não se ligava a sua cria, como eu disse... Agora gostaria de saber de onde voce tirou a sua balela para dizer que o homem cuidava de sua femea depois de acasalar ou que instintivamente ele se liga a uma unica femea?

Por fim, eu simplesmente abomino a ideia de ricos devam distribuir parte de sua riqueza, aos pobres porque legitima a riqueza que sempre é ilicita e aduz uma sociedade desigual com a qual jamis concordarei, por não ser racional.

Eu defendo a soiedade humana que não é boa e nem má simplesmente porque é racional.

 

Badi,
eu me refiro a felicidade no sentido da MEC ( Meta Etica Cientifica )
que adota a felicidade universal.
Isto eh a felicidade individual importa mas nao deve se sobrepor a felicidade global.

Da uma olhada na "Meta-Etica-Cientifica" ( http://stoa.usp.br/mec/files/-1/8604/mec.htm )  e vc vai entender .

Mas mesmo em termos indivudualistas muitos nao concordam que a razao deve servir a felicidade
alguns tem outros valores mais importantes que a felicidade , por exemplo,
alguns acham que se deve servir a Deus, outros que sao sadicos gostam de ver o sofrimento alheio,
outros acham que o valor eh o conhecimento pelo conhecimento e devem cultuar o conhecimento a qqr preco equecendo a felicidade,
e por ai vai. Quero dizer que as pessoas podem usar a razao de varias maneiras nem sempre buscando a felicidade.

Com relacao aos pais abandonarem os filhos , mesmo no caso dos hominideos primitivos ,
issonao deveria ocorrer sem uma boa razao, pois os hominideos andavam em bandos , em grupos
como disse, muito mais proximos de como vivemos chipanzes do que como vivem os gatos ou outros seres menos sociais.

Veja bem, se "um macho abandona a femea"  entao eh pq estavam der alguma forma juntos  !
Um gato nao abandona uma gata ! Pq as gatas vivem sozinhas sua vida ja eh vivida sem um gato macho.
Se vc diz que um homem abandona sua femea eh pq vc ja esta partindo de um relacionamento com certa dose de MONOGAMIA.
Se nao houvesse essa dose de monogamia nao deveria haver abandono.
E se ha uma certa monogamia eh natural q os casais ( muitomais as maes ) cuidem de suas crias.

De qqr modo, como disse, num convivio social, nao se deixa um membro da especie morrer de fome apenas
pq o macho 'abandonou' sua femea.

Dessa forma se o homem se ligava a uma femea entao ele tambem nao poderia abandona-la!
Ou ele se ligava e abandonava, ou ele NAO se ligava e NAO podia abandonar.

Mas nao entendi o que isso tem a ver com o que disse: " VC NAO PODE ESCOLHER A QUEM AMAR"
Vc pode viver em monogamia mas nem sempre vc pode escolher amar a mulher que vc esta vivendo
OS INSTINTOS NAO OBEDECEM A RAZAO. Entao a monogamia nada tem a ver com a razao.

A monogamia pratica deve ter surgido como uma forma de troca de favores na medida que a sociedade crescia e
a divisao de trabalho se fazia mais forte , com os homens saindo pra cacar mais longe e ficando mais tempo
fora de sua tribo. Seria algo do tipo: "Eu te ajudo a sustentar e aos filhos se vc nao me trair"

O proprio instinto de  traicao deve ter sido evoluido com a crescente monogamia.
Ou seja ninguem se sentou e comecou a pensar e concluiu: "Vamos praticar a monogamia que vai haver menos brigas entre nohs"
nao foi assim q a monogamia *comecou*, mas comcerteza foi assim que a institucionalizaram ( de forma racional )
depois que ela ja era de certa forma praticada. Ou seja a razao institucionalizou a monogamia nas sociedades ocidentais.
Veja q  no mundo muculmano ela nao eh institucionalizada e o homem pode ter  ateh 4 mulheres.
Ou seja, a RAZAO soh entrou em cena depois  q a pratica ja era de alguma forma estabelecida.

Onde eu disse que o homem cuidava de sua femea depois de se acasalar ou que instintivamente se ligava a uma unica femea?

Eu disse q no inicio os homens ou melhor hominideos deviam viver em bandos , talvez como os chipanzes.
No bando , normalmente ha um macho alfa que domina a maioria das femeas e os outros devem se subordinar a ele.
Ou seja nao deveria haver monogamia e as femeas se ajudavam nos cuidados com os filhotes uma das outras.
Como disse, com o decorrer dos milenios as tribos foram aumentando e um unico macho na podia dominar todas as femeas ,
a divisao do trabalho deve ter forcado com que a monogamia , ou algo proximo dela , acontecesse.

Com relacao a diminuicao do desnivel socio-economico
de forma a fazer uma sociedade mais igualitaria,
eh inocuo e utopico pretender que os ricos distribuam suas fortunas por conta proprioa.
Eu acho q a sociedade via governo eleito deve fazer isso atraves de leis.
Um imposto forte sobre ganhos e fortunas com certeza faria com que a distribuicao de renda
fosse menos desequilibrada. O problema eh que quem esta no poder , geralmente, foi eleito para representar a elite.
Por isso eh tao dificil mudar.


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