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maio 25, 2012

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Muitas pessoas se cadastram no Stoa porque querem participar de um ambiente de apoio a uma disciplina no Moodle do Stoa. Para alguns, o "Stoa" é sinônimo do Moodle do Stoa. Mas na verdade o projeto Stoa consiste de 3 serviços diferente:  a rede social no endereço stoa.usp.br ("espaços para indivíduos"), o Moodle do Stoa no endereço disciplinas.stoa.usp.br e os documentos colaborativos em wiki.stoa.usp.br.

Para poder participar no Moodle do Stoa é preciso se cadastrar no Stoa. Mas algumas pessoas não querem um perfil no Stoa, a rede social. Talvez eles já tem uma presença na Web e não querem diluir esta presença com mais um perfil na Web.

Para estas pessoas temos (já desde 2009) uma funcionalidade de redirecionamento que permite apontar onde encaminhar pessoas que acessem o endereço http://stoa.usp.br/fulanodetal

Para configurar isto, basta entrar nas configurações da conta e clicar na aba "Moderação"

Lá, pode escolher de esconder o seu perfil completamente (para quem é "de fora" e não logado no Stoa) e além disto, pode escolher um outro endereço na Web:

O Stoa pretende oferecer um "espaço na Web" para criar parte da sua identidade institucional. Mas não seria apropriado forçar membros da nossa comunidade usar esta possibilidade, só porque precisam participar de outros serviços que o Stoa oferece. As iniciativas de TI na instituição sempre devem ir no sentido de um maior autonomia e controle sobre os seus dados para os seus membros.

Palavras-chave: autonomia, http 302, redirecionamento, stoa

Postado por Ewout ter Haar em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

maio 23, 2012

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Ni!

Há duas décadas atrás, um ainda jovem Movimento Software Livre alertava o mundo de que o grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade era o controle sobre o código fonte executado pela imensa maioria dos computadores, praticamente dominados por uma só empresa.

Através do avanço da Internet, impulsionado por tecnologias desenvolvidas pelo movimento, esse domínio caiu e ainda hoje estamos a assimilar mudanças de paradigma muito além do prometido.

Hoje, e de fato já há alguns anos, parte do Movimento Software Livre começou um novo alerta. O grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade ganhou um outro aspecto, o controle dos dados e da interoperabilidade dos aplicativos que os manipulam. Praticamente dominados por três empresas: Google, Facebook e Apple.

Enquanto a resposta anterior foi criar um sistma operacional livre, hoje conhecido por GNU/Linux, a resposta atual iniciou-se com a conceituação de serviço federado e autônomo, o desenvolvimento da licença AGPL, e uma chamada à produção de plataformas que substituam os atuais monopólios.

Explico:

Federado é o serviço que funciona como o email, onde eu posso escolher meu provedor e interoperar com quem escolheu outro naturalmente, através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

Pense num usuário do Facebook adicionando um usuário do Google+, ou alguém usando o Google Apps para colaborar com um usuário do Office 360, alguém usando o Twitter para seguir um Tumblr, ou postando uma vídeo resposta no Vimeo para um vídeo no Youtube. Nada disso é possível hoje, pois na ausência desses protocolos, cada serviço origina um grande monopólio para o qual é vantagem manter os usuários dependentes de si, evitando inovações maiores do que a altura dos seus muros, mesmo que elas sejam de interesse dos usuários.

Autônomo, um conceito mais novo, é o serviço onde o provedor não tem controle sobre os seus dados, nem legalmente, nem tecnicamente, podendo os dados inclusive estar hospedados em um outro provedor, com o qual o primeiro interopera através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

O email ainda serve de exemplo, pois você pode fazer o download de todas as suas mensagens e carregá-las em outro provedor, como também pode encriptar suas mensagens ao armazená-las, de forma a dificultar o acesso do provedor ao conteúdo delas. Serviços autônomos, contudo, consideram a separação entre serviço e dados de forma ainda mais implícita. Na sua forma mais avançada, você escolhe dois provedores: um que hospedará seus dados e outro que oferece os aplicativos. Você pode, a qualquer momento, trocar seu provedor de aplicativos mantendo os seus dados no mesmo lugar, ou vice-versa. Além dos ganhos evidentes em privacidade, isso promove a concorrência entre ofertas de dados e aplicativos, como também a interoperabilidade dos dados, libertando o usuário da necessidade, e até mesmo da conveniência, de usar um único provedor para todos os serviços.

Mas, mais do que isso, serviços federados e autônomos desbloqueiam uma mágica que ainda hoje a Internet não nos permite usufruir: a possibilidade de processar esses dados para nossas necessidades específicas, ignoradas pela abordagem "uma interface, um algoritmo" dos mega provedores, e todo um mercado de personalização da informação que permanece subdesenvolvido. A princípio isso terá imenso significado para a capacidade de empresas estudarem e transformarem seus processos e produtividade, hoje sequestrados pelas grandes plataformas para qualquer coisa mais moderna do que email.

Essa personalização estende-se da escolha da interface e organização dos dados até os algoritmos que os processam, e mais além com o uso de inferência estatística e inteligência artificial para enriquecer as informações. E assim, aos poucos, essas práticas entrarão também no cotidiano das pessoas, permitindo que o usuário organize as suas informações pessoais da forma como organiza seu pensamento e sua vida, refletindo a individualidade das suas relações e tornando sua experiência mais natural e prazeirosa, reduzindo o stress informacional.

Uma boa metáfora aqui é a moda. Hoje convivemos com apenas três grifes de informação, mas que estão funcionalmente divididas: uma orientada para o trabalho, outra para a vida pessoal e consumo, e por fim uma para o deleite focado na elite. Ou seja, cada domínio da vida só nos dá uma única opção de vestimenta! Estamos, aqui, presos num espaço de extrema subutilização da criatividade humana.

Bem, por uma provocação do Paulo Meirelles a indicar nomes internacionais para convidados do Fórum Internacional de Software Livre deste ano, acabei compilando num email para a lista de discussão do Centro de Competência em Software Livre da USP uma conjunto de projetos que inovaram substancialmente na direção discutida acima, e então o Luciano Ramalho convenceu-me a transformar a lista neste post.

Há um número crescente de projetos inovadores acontecendo no movimento Software Livre relacionados a web, federação, autonomia e mobile. Cada um deles tem potencial real de revolucionar a Internet ou, mais precisamente, as nossas vidas pessoais, profissionais e as empresas.

Se o movimento conseguir aproveitar a vantagem com que já está partindo para quebrar o velho modelo, essa área pode explodir e projetar o software livre como nunca antes. As iniciativas abaixo já estão gerando novos modelos de desenvolvimento e de negócio, simultâneamente ao que revelam sentidos mais profundos de liberdade para o software.

Parece-me fundamental, neste momento, trazer isso para conhecimento do público e dos desenvolvedores brasileiros, que às vezes sinto estarem comendo bola nessa direção, especialmente por ser uma área que está nessa transição para abrir-se como negócio lucrativo ao mesmo tempo em que tem aspectos técnicos extremamente inovadores e finalmente resolve questões éticas com as quais estamos nos debatendo há alguns anos.

Eis a lista de convidados sugeridos, trocado o destaque do nome para os projetos....

StatusNet

http://status.net/

Evan Prodromou

Desenvolvedor do StatusNet - plataforma microblog federada AGPL - e da empresa homônima que vende redes federadas como serviço autônomo.

http://evan.prodromou.name/

Se não puder vir o Evan, peçam pra ele indicar alguém - o statusnet é talvez a rede federada de maior sucesso e relevância depois de email e XMPP.

XMPP/Jingle

http://xmpp.org/

Peter Saint-Andre

Falando em XMPP, que tal convidar o Pierre da XMPP Strandards Foundation e administrador do Jabber.org?

https://stpeter.im/

Media Goblin

http://mediagoblin.org/

Christopher Allan Webber

Desenvolvedor do MediaGoblin - plataforma multimídia federada AGPL - e engenheiro de software da Creative Commons.

http://dustycloud.org/

Se não puder vir o Chris, peçam pra ele indicar algum outro desenvolvedor, tem uma galera forte no MG.

Own Cloud

Algum desenvolvedor do Owncloud - plataforma AGPL para dados pessoais e aplicativos autônomos - que já está sendo vendido como serviço autônomo.

http://owncloud.org/

remoteStorage (Unhosted)

Se rolar também tragam alguém do Unhosted, projeto que está criando protocolos e bibliotecas (remoteStorage) para aplicativos web usarem dados remotos, viabilizando autonomia dos dados.

http://unhosted.org/

Diaspora ou Friendica

Também acho que vale a pena chamar alguém desses projetos, especialmente se o Evan, o Peter ou o Christopher não puderem vir.

http://diasporafoundation.org/

http://friendica.com/

Mobile

Como não dá pra falar de computação sem considerar dispositivos móveis, vale notar também o progresso das plataformas móveis que buscam internalizar os princípios do software livre, federado e autônomo, em sua constituição - ainda que a maioria das demais já tenha na web um ponto de compatibilidade.

O mercado mobile nasceu já em forma de cartel e é violentamente controlado pelas operadoras, e as empreitadas do software livre até então não lograram sucesso, porém falharam gloriosamente indo sempre um passo adiante. Com o amadurecimento dessas e o sucesso do Andoid, empurrado pelo gigante que o desenvolve, há sinais de que esse mercado está mais preparado para receber software livre.

Atualmente a Mozilla vem trabalhando no desenvolvimento do Boot2Gecko, e a Intel com a Linux Foundation no Tizen - herdeiro do Meego e, através deste, do Maemo e do Moblin. Também a Canonical vem aprontando algo nessa direção.

https://www.mozilla.org/en-US/b2g/

http://www.ubuntu.com/devices/android

https://www.tizen.org/

Infraestrutura

Antes de encerrar esta lista, há uma última direção importante de mencionar, que é a infraestrutura livre de computação distribuída para garantir que os provedores federados e autônomos possam dar escala a seus serviços de forma eficiente e confiável.

Dois projetos que merecem atenção aí são o OpenStack e o OpenCompute, ambos relacionados a padronizar hardware e software abertos para esse fim.

http://openstack.org/

http://opencompute.org/

Bem, é isso aí! Evidentemente não estou aqui pra dizer que esses projetos são mais importantes que outros similares, ou que eles abordam um problema mais importante do que, por exemplo, edição de vídeo não linear ou desenho para engenharia, mas eles focam uma área pervasiva que se aproxima de um ponto crítico onde a direção tomada terá grande significado social, político e econômico.

Abraços,

ale

.~´

 

Palavras-chave: autônomo, federado, fisl, livre, software livre

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

abril 11, 2012

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Postado por Gabriel em Física

O Grupo Etapa está selecionando graduandos ou graduados em Física (Bach. ou Licenciatura) para trabalhar com elaboração e revisão de material didático. Carga horária flexível. Interessados por favor encaminhem currículo para fred@etapa.com.br .

Palavras-chave: emprego física bacharelado licenciatura material didático revisão editoração produção

Postado por Gabriel em Física | 0 comentário

março 01, 2012

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Os arquivos postados para consulta  nao estao mais aparecendo:

 

Parte 1:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6911/geneticatexto40.htm

Parte 2:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6938/geneticatexto42.htm

Parte 3 :
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6912/geneticatexto41.htm

Eu terei que carrega-los de novo?

Obrigado

Jocax

 

Palavras-chave: Arquivos desaparecidos

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 4 comentários

fevereiro 27, 2012

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Ni!

Florian Cramer (DE/NL) The German WikiWars and the limits of objectivism from network cultures on Vimeo.

Acabei trombando com este vídeo por uma mensagem do Roberto Winter na lista do curso Futuro da Informação. Nele o palestrante argumenta que a Wikipédia é uma construção de inspiração neoliberal baseada no objetivismo filosófico de Ayn Rand, justificando-se num raciocínio sobre a forma de funcionamento da Wikipédia - e do Software Livre - e nas inclinações filosóficas de seus dois fundadores, em particular de Jimmy Wales.

Há alguns problemas sérios na argumentação do sujeito, que destaco abaixo, numa revisão ponto a ponto dos argumentos levantados no vídeo...

O vídeo começa com o palestrante contrastando um suposto potencial transformador da Internet com o que seria a realidade. Há já aí alguns enganos.

Confundir autores de filosofia inspiracional, como pierre levi, com análises rigorosas e realistas da questão da colaboração. -- Sem nenhum demérito para o que esses autores fazem, as obras deles não tem como objetivo entender o presente a partir dos fatos da realidade, mas apontar destinos potenciais, para serem perseguidos ao avançarmos e que, sem prejuízo, acabarão em outra forma que não a imaginada.

A partir disso, dizer que a wikipédia e software livre são as únicas formas de coautoria em larga escala efetivas na Internet, desconsiderando os vastos repositórios de cultura e tecnologia gerados por redes par-a-par, apenas porque estes não se enquadram em uma definição extremada e inspiracional que nunca teve como objetivo descrever a realidade - ou por desconhecimento mesmo.

Em particular, parece que ele nunca escutou hiphop, nem visitou um hackerspace, ou acessou uma imageboard, e abre o youtube só para canais de grandes produtoras. Não entendeu que a produção par-a-par na troca de arquivos é precisamente o mesmo processo operando numa outra categoria, nem nunca recebeu um demotivator, nem percebeu que expressões concretas não são o único objeto passível de remix, internet memes e tais.

Por fim, chegando ao assunto, ele trata a Wikipédia como uma criação intencional e exclusiva de um ou dois indivíduos, e salta a sugerir que a ideologia desses membros fundadores contamina de tal maneira sua natureza que todo resultado do processo é uma manifestação dessa ideologia.

Bem, basta investigar para ver que a primeira afirmação é falsa e que a segunda é ilógica. A Wikipédia não foi a criação programada e intencional de dois indivíduos obcecados por uma ideologia única e, mesmo que fôsse, isso não implicaria que seu resultado será uma manifestação inescapável e exclusiva dessa ideologia.

Ele então afirma que o conceito de Ponto de Vista Neutro da Wikipédia é um produto do consenso atingível pelo diálogo entre visões supostas objetivas da realidade, em busca de uma objetividade extremada; quando, muito pelo contrário, ele é um consenso a respeito da soma das visões dessa realidade consideradas relevantes pelos mecanismos que a própria sociedade já desenvolveu e mantém com o fim de atribuir relevância e confiança às informações, como a academia e a imprensa.

Acho difícil alguém argumentar que a academia e a imprensa são construções neoliberais do objetivismo randiano ;-)

Depois ele vai dizer que o Software Livre tem por natureza ser genérico. Mas isso não é uma particularidade do Software Livre, e sim uma ideia básica da engenharia de software ou, mais geralmente, da engenharia. Os sistemas UNIX tem tanto sucesso justamente por serem feitos de componentes reutilizáveis, minimizando o esforço repetitivo de produção e depuração, independente de serem UNIXes livres ou proprietários. Um tijolo é algo genérico, assim como as pedras das pirâmides.

Após isso, faz alguma alusão sobre a wikipédia ser genérica e sugere que a Wikipédia é crucial para o Pagerank do Google. Bem, ou ele não sabe como funciona o Pagerank, ou ele não se expressou claramente. O Google usa dados da Wikipédia, mas não é algo crucial.

Depois ele identifica, sem nenhuma explicação, a opção por modularidade e interfaces genéricas no software - e portanto nas pirâmides - com o objetivismo filosófico, ao invés de reconhecer que trata-se de uma mera questão de bom senso no emprego do trabalho, perdendo-se na sopa de palavras.

Só resta concluirmos que Ayn Rand era uma viajante do tempo! :D

Por fim, ele passa o resto do vídeo viajando nessa sopa que ele preparou, onde objetivismo randiano neoliberal está equacionado com escolhas de bom senso em engenharia e onde ponto de vista neutro é entendido como consenso objetivista e não como a coleção dos pontos de vista considerados válidos pela sociedade através de instituições que predatam o objetivismo séculos, se não milênios.

E para justificar esse raciocínio, ele aponta muito brevemente a existência de alguns casos na Wikipédia alemã onde, segundo ele, há problemas profundos de escala no processo, mas não oferece nenhum exemplo concreto de como ele descreveria esse objetivismo afetando a tomada de decisões. À parte, ignora que a Wikipédia em língua inglesa mesmo sendo muito maior não sofreu da mesma forma, ignora que há diferenças profundas em como a wikipédia em diferentes línguas organiza-se e que, dentre todas, a alemã é muito particular - e não numa direção objetivista randiana, até porque qual alemão vai dar bola pra uma pop-filósofa norte-americana? - e ignora, por fim, que a tal "guerra" na wikipédia alemã teve fim.

Pra encerrar a palestra, ele ainda categoriza como "bizarro" o conhecimento que não cabe numa enciclopédia britânica e o software que uma microsoft não desenolve. Bem, com isso, se não demonstra que a wikipédia é randiana, ao menos revela-se um novo tipo de fundamentalista estético ;)

E aí entra a aluna dele, faz uma alusão sem grandes méritos a Brecht, e aponta que as pessoas devem ter uma olhar crítico para a informação da wikipédia, como se isso fôsse uma novidade! Era um bom momento para sugerirem também um olhar crítico sobre eles mesmos, pelo menos salvaria o Brecht.

Ela passa daí a mostrar um trabalho focado no "quem escreveu", onde ignora-se todo o contexto do processo de revisão par-a-par a posteriori em ação na enciclopédia, que constringe a atuação individual e frequentemente tem mais protagonismo que o autor em si.

A ideia da teatro é muito chamativa, mas uma sequência de edições não é uma expressão dialética, os atores não são apenas quem editou, e o produto final não é um diálogo, mas uma enciclopédia. Que é escrita nessa voz, mais uma vez, desde séculos antes do neoliberalismo ou randianismo serem concebidos.

.~´

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

fevereiro 13, 2012

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O problema voltou...qdo acesso meu lattes, não aparece meu blog, mas só o de contatos de 2010...Obrigada

Postado por Gloria Kreinz em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 0 comentário

janeiro 21, 2012

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A capacidade de testar ideias sobre o mundo e recombiná-las inteligentemente forma a base da ciência, observou Thomas Kuhn em meio ao século passado. Muito antes, Darwin descreveu a capacidade de organismos competirem no ambiente e recombinarem-se adaptativamente como a base generativa da vida. Ambos os processos, eles próprios resultantes de longa evolução, dependem fundamentalmente da recombinação de padrões, expressos em linguagem científica ou genética.

Quando Turing concebeu o computador moderno, originou-se ali um outro sistema onde novos padrões, os softwares, comportavam-se com características similares. Dessa vida primitiva nos mainframes acadêmicos e militares à sua presença abundante permeando as interações entre quase todos os seres humanos, o software sofreu diversas transformações na sua forma de produção, derivadas de dois conflitos particulares à sua natureza:

Primeiro, porque o software tem a peculiaridade de ser tecnologia e informação ao mesmo tempo, o que transfere à informação a característica alienante da tecnologia: aquilo que você pode utilizar sem compreender.

Segundo, porque por ser uma manifestação codificada, acabou circunscrito por uma legislação concebida para outros fins, aplicada levianamente para restringir ainda mais seu ciclo de vida informacional.

Nesse contexto, a propriedade de livre recombinação, fundamental para a evolução dos ecossistemas, foi gravemente ameaçada.

Mais grave do que isso, aos poucos ficou evidente que a primeira forma de restrição à recombinação tinha um efeito secundário, de inibir a própria competição em si, eliminando de uma vez os dois pés do processo evolutivo.

Na década de 80, quando essas contradições começavam a atingir amplamente a sociedade, Richard Stallman concebeu o que chamou de Software Livre, referindo-se a um método para preservar o ecossistema de código recombinante que existia.

Formaram-se assim dois ecossitemas contraditórios regulando cada vez mais o fluxo e processamento da informação mundial, informação que, nesse mesmo período tornou-se o bem mais valioso da economia global.

Nessas condições, esses ecossistemas, o do Software Livre em oposição ao do software proprietário, impõem crescentemente à sociedade desenvolvida em seu meio as próprias características que os organizam.

Assim, mais do que uma estratégia evolucionária de sobrevivência, essa questão ética foi uma das principais motivações dos pioneiros do Software Livre.

Em 2002, cerca de vinte anos após dar início ao movimento, o próprio Stallman publica uma coletânea de ensaios seus entitulada, assertivamente, "Software Livre, Sociedade Livre".

Nessa mesma época, um advogado chamado Lawrence Lessig publica um livro chamado "Código" explicando, se não pela primeira vez, ao menos com uma clareza sem precedentes, como o software gradativamente substituirá o papel do direito em muitos aspectos da sociedade.

A questão do ecossistema do software torna-se, então, uma questão ética e política, que interessa não apenas a programadores - ou /hackers/ - mas a todos os seres humanos.

A computação partiu o mundo em dois e criou um novo espaço, onde convivemos entre nós e com as máquinas. Como nas grandes navegações, esse novo mundo acabará por fundir-se com seu genitor e, quem sabe, até suplantá-lo.

Se falharmos em garantir ali os mesmos mecanismos contra a elitização do conhecimento e do controle dos recursos e das leis, promovendo sua recombinação e experimentação aberta e participativa, estaremos condenando junto todas as lutas por justiça e solidariedade neste mundo.

Ni!

Texto usado como guia para uma aula no Curso de administração de redes GNU/Linux do LabMap, no IME-USP, em 20 de janeiro de 2012.

Palavras-chave: aula, ciencia, darwin, ecossistema, ime, kuhn, labmap, lessig, livre, software, software livre, stallman, usp

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 2 comentários

novembro 04, 2011

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Olá,

 

Tenho dois alunos ouvintes em minha disciplina de pós graduação, e gostaria de inclui-los como membros de minha comunidade (http://stoa.usp.br/leal/profile/). No entanto, eles não possuem n. USP. É possível inclui-los? Como?

 

Obrigada,

Prafa. Elaine Grolla.

 

 

 

Postado por Elaine Grolla em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 comentários

outubro 17, 2011

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Ni!

Caros, começou essa semana uma batalha tecnológica que direcionará o futuro da condição humana.

A Microsoft - e seguramente não está sozinha nisso - está pressionando fabricantes de hardware a produzir computadores que, por construção, só rodem os sistemas operacionais que o fabricante autorizar previamente. A primeira consequência disso será a dificuldade ou até impossibilidade dos usuários sequer optarem por um sistema operacional livre, como o GNU/Linux.

Permitir o avanço dessa prática significa que, muito em breve, pode se tornar difícil, se não impossível, adquirir um computador sem tal mecanismo de controle ou que permita desativá-lo, e há notícias de que alguns fabricantes já pretendem impedir a sua desativação.

Mais claramente, parte dos nossos cérebros - o vulgo computador - será necessariamente controlado por uma empresa, sem sequer a possibilidade física de você optar por uma solução autônoma.

Peço-lhes, assim, que considerem assinar o documento abaixo, tornando público o compromisso de não adquirir um computador que implemente e vede desabilitar esse sistema de controle:

http://www.fsf.org/campaigns/secure-boot-vs-restricted-boo

A única coisa a tornar-se mais segura com tal restrição absoluta é o negócio dessas empresas, ao custo de liberdades básicas que nos definem como humanos.

Obrigado pela atenção e, peço-lhes compartilhar esta mensagem.

 

ale .:.

Palavras-chave: direitos humanos, liberdades fundamentais, restricted boot, secure boot, software, software livre

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 1 usuário votou. 1 voto | 5 comentários

outubro 12, 2011

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Prezados,

Gostaria de saber se existe a possibilidade de tornar mais de uma pessoa o moderador de uma comunidade, para dividir o fardo de administrar requisições, moderar comentários, etc.

Isso é possível ?

Como ?

Atenciosamente

Pellini

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 1 comentário

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Prezados,

Gostaria de saber se existe algum módulo ou extensão para criar uma enquete dentro de uma comunidade ? Algo que recebesse os votos de cada participante da comunidade e já fizesse uma sumarização dos resultados.

Por exemplo:

Voce acha o STOA:

(a) Legal;

(b) Versátil;

(c) Imprescindível;

(d) Fácil;

(e) Todas as anteriores.

(clique aqui para ver os resultados parciais).

 

Abraços a todos

Pellini

 

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 3 comentários

outubro 10, 2011

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Prezados colegas, 

Estou com problemas para fazer citações e referências nos textos do MediaWiki do Stoa.

Ao colocar <ref> ... </ref> e depois citar o tag <references /> ao final, são geradas diversas mensagens do tipo <cite_reference_link> e semelhantes.

Todas as páginas do MediaWiki do Stoa estão assim, não somente as minhas.

Por favor, respondam se possível.

Obrigado

Eduardo Pellini

Este post é Domínio Público.

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 5 comentários

setembro 08, 2011

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Ainda no centro cultural de são paulo, encontramos alguns banquinhos como esse da foto que o Cauê está, onde podiamos ouvir uma poesia e vê-la também...

poesia

Gostei muito!!!

Este post é Domínio Público.

Postado por Letícia Breda Paixão | 1 comentário

setembro 03, 2011

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Não utilizaremos os recursos Wiki e Calendário, por isso, o ideal seria remover esses itens do menu lateral da comunidade.

É possível ocultar, desabilitar ou excluir tais funcionalidades?

 

Palavras-chave: calendário, comunidades, wiki

Postado por Thiago Gaudêncio Siebert Freires em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 1 comentário

julho 31, 2011

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Recebo a mensagem "Sua mensagem não foi adicionada ao blog, provavelmente porque estava vazia ou porque você não tem permissão de escrever neste blog."

O Fórum, porém, é de uma comunidade que acabo de criar: stoa.usp.br/termoestatistica

Como devo proceder?

abraços,
Miguel

Postado por Miguel Mendes Ruiz em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 comentários

junho 28, 2011

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Olá,

Eu já era cadastrado no STOA quando fazia graduação, hoje estou fazendo mestrado. Quero fazer minha inscrição numa disciplina de pós, PMR5020, e recebo a mensagem "Não é possível fazer a inscrição neste curso neste momento".

O meu professor disse que eu teria permissão automaticamente porque a matéria está OK no Janus. Minha matrícula está correta no Janus mas não consigo entrar na disciplina, acho que por algum conflito com o cadastro que eu tinha na graduação.

Podem me ajudar?

Obrigado

Este post é Domínio Público.

Postado por Phillip Viana em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

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Ni!

ATUALIZAÇÃO (07jul): a disciplina já aparece no Janus!

Caros amigos colegas,

É com muita alegria que compartilho a notícia da reativação da disciplina Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento, criada pelo professor Imre em 1999 e por ele lecionada até 2008, no Instituto de Matemática e Estatística da USP, e convido-os a participar e divulgá-la entre seus alunos e colegas.

A disciplina é oferecida neste segundo semestre simultaneamente para a graduação e pós-graduação, com os códigos respectivos MAC0339 e MAC5800, e aceita alunos de todas as unidades, assim como alunos especiais e ouvintes. Seu horário será segunda e quarta-feira das 14h às 15h40m.

(Ciente da passagem do primeiro período de matrículas da gradução, encaminho esta mensagem com efeito aos alunos de pós-graduação e, também, na oportunidade do segundo e terceiro período de matrículas da graduação.)

A proposta da disciplina é elaborar os principais temas e exemplos onde a computação afetou a capacidade humana de colaboração e compartilhamento, em profundidade de investigação teórica e prática, com o desenvolvimento de pesquisas e projetos pelos alunos.

Estudar a organização da Wikipédia, do Software Livre, da infra-estrutura da Internet, a economia e teoria política da informação, as licenças colaborativas de copyright e patentes, as tecnologias capilares (peer-to-peer) para o compartilhamento de informações, o impacto desses processos na educação e produção de conhecimento, a criptografia e certificação na gestão de identidade e crédito, a relação entre blogosfera e jornalismo, o desenvolvimento de hardware aberto, a sociedade modelada como sistema complexo, as questões políticas e potencial democrático da rede, e também práticas colaborativas anteriores à Internet, como a própria Ciência e outros arranjos comunitários.

Contaremos, no decorrer das atividades, com a participação de professores e pesquisadores de diversos institutos da USP, do seu Centro de Competência em Software Livre, e também de outras universidades, movimentos sociais, instituições e centros culturais.

Além disso, o conteúdo produzido no curso será desenvolvido publicamente em plataformas de colaboração com uma licença livre (CC-BY[-SA]), como a Wikipédia e Wikiversidade, para que possa ser recombinado, resignificado e ofereça aos alunos a experiência de sua própria proposta.

Por fim, dentro de um programa a que chamamos Lab Escola Imre Simon, a disciplina ocorre em dueto com o ciclo O Futuro da Informação, organizado em centros culturais no semestre complementar, cujo registro da última instância podem conhecer aqui:

http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informação/CCESP_2011

Peço a todos o apoio na divulgação e também convido-os a colaborar na construção dessa iniciativa que, em sua história, já conta com a participação de todos vocês.

Qualquer dificuldade de matrícula ou em encontrar as disciplinas nos sistemas - a de pós-graduação, por exemplo, só aparecerá com o início das matrículas - entrem em contato comigo neste blog ou pelo e-mail <abdo@member.fsf.org>.

Saudações e paz e amor,

ale
.:.
Dr. Alexandre Hannud Abdo
Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz
Professor convidado do IME-USP

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 3 comentários

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Ni!

A SBF, que ainda ostenta com mérito algumas glórias, tem se tornado palco para propostas de idoneidade duvidosa.

Não apenas seus processos decisórios andam pouco visíveis aos membros, tendo avançado pouco dentro das atuais tecnologias de comunicação, como vem perseguindo recentemente duas atitudades inaceitáveis.

Primeiro, já concretizada, fechou o acesso ao Brazilian Journal of Physics a não membros, quando o único propósito legítimo da existência de tal revista é destacar a física brasileira ao mundo exterior.

Vejam a discussão extremamente urgente iniciada pelo professor Paulo Murilo Castro de Oliveira.

Segundo, ainda em discussão, a SBF vem apoiando algo que pode entrar para a lista dos grandes retrocessos históricos do desenvolvimento científico e tecnológico do país: o apoio à reserva de mercado através da regulamentação de uma suposta profissão de "Físico".

Defendem-se na base do imediatismo tupiniquim, dizendo que irão apenas dar acesso a físicos à atividades já reservadas a engenheiros.

Porém, ao criar-se uma regulamentação e as estruturas burocráticas e conselhos que irão implementá-las, autoriza-se e sedimenta-se ainda mais as reservas de mercado, estrangulando a luta justa e direita que seria por extinguir tal instrumento onde necessário para benefício dos físicos.

Reservas de mercado são uma abominação. Elas vão contra a meritocracia, vão contra a interdisciplinaridade, vão contra a economia de mercado, contra a gestão eficiente de recursos humanos, contra as liberdades individuais, e consultando quem acredita ainda constatar-se-á que vão contra o socialismo e contra Deus!

É uma ideia anacrônica que só interessa a conclaves, cabalas e cliques de politiqueiros e burrocratas de visão de curto alcance buscando promoção imediata de seus interesses e imagem pública.

Quando até dos jornalistas, ainda acordando para a realidade do século, extinguiu-se a reserva de mercado em sua área, a SBF flerta com a ideia de estimular essa monstruosidade, ao invés de aproveitar o impulso para combatê-la.

Há mais de um ano, segundo as atas das reuniões, não se tem notícia do progresso da proposta de regulmentação.

Mas a história contada pelo Prof. Paulo, de como deu-se o cerceamento do acesso ao Brazilian Journal of Physics, mostra um pouco do ambiente propício a ideias promíscuas que arrisca se tornar a SBF. Com isso, não é possível saber se o assunto da regulmentação esvaziou-se, para bem, ou se está sendo armado por baixo dos panos.

Uma pena que, diante de tudo isso, vários cientistas filiados e vários conselheiros continuam aceitando que se faça tão pouco de uma instituição com uma história tão nobre.

Saudações,

ale

Palavras-chave: acesso aberto, acesso negado, liberdade, reserva de mercado, sbf, vergonha

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Postado por Alexandre Hannud Abdo | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

maio 23, 2011

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Ni!

No sábado rolou um evento MUITO legal na Matilha Cultural, do qual fiquei sabendo só de última hora e acabei não divulgando[-1].

Prévio à exibição de filmes relacionados aos conflitos no oriente médio, tivemos duas horas de teleconferência com Aalam Wassef[0], um artista egípcio que teve papel importante no encaminhar da revolução em seu país.

Ele debutou, a partir de 2005, uma tática comunicativa que foi amplamente utilizada, ao romper com a tradição egípcia de sátira metafórica e passar à indiciação direta de Mubarak e seus comparsas, mas preservando o bom humor.

Mas então, próximo ao final do bate-papo, uniu-se também à teleconferência um outro artista, Pedro Soler[1], direto da praça onde estão os manifestantes em Barcelona e em meio à gritaria.

Esse por sua vez está bastante envolvido na organização da revolução espanhola e havia antes ido ao Cairo tomar registro das manifestações na praça Tahir.

Foi um diálogo intenso, ligando as duas revoluções com este ponto distante do bananal, enquanto na rua a discreta e pacífica marcha da maconha levava paulada e gás da PM.


Mas, sobre a perspectiva de algo semelhante suceder por aqui, ainda continua pesando o fato de que essas revoluções estão ocorrendo onde foi maior o impacto econômico da crise financeira: Islândia, Tunísia, Egito, Wisconsin, Londres e agora Espanha.

Se podemos ter algo dessa natureza por aqui, enquanto a economia vai bem e o estado de bem estar social se expande, é uma questão cuja resposta vai ter grande significado, justamente por ser incerto.

Aliás, numa análise sistêmica, talvez a ótica adequada aqui seja a de que a revolução já tenha acontecido. Chamou-se "Diretas Já" e até agora rendeu-nos um coronel democrata, um playboy matador de marajás, um sociólogo neo-liberal, um líder sindical corporativista e uma guerrilheira desenvolvimentista.

O brasil é, afinal, o país do surrealismo e das contradições ;D

E talvez por isso mesmo, pra continuarmos absurdos, façamos mais uma revolução... "só pela graça".

Abs :)


[-1] http://www.matilhacultural.com.br/programacao-matilha-cultural/cinema/ite

[0] http://ahmadsherif.wordpress.com/
 "Ahmad Sherif" era o pseudônimo com que se protegia antes da revolução

[1] http://root.ps/
 tb conhecido por qdo dirigiu o centro de artes http://www.hangar.org/


~*~

Palavras-chave: cultural, egito, espanha, matilha, revolução, teleconferência

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Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

abril 23, 2011

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Olá, boa noite.


Gostaria de saber se é possível upar o blog que eu venho criando no iWeb aqui no STOA.

 

Desde já agradeço.

Postado por Guilherme Treu Porto de Abreu em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 0 comentário

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