Stoa :: macassis :: Blog :: Sobre o processo seletivo para professor temporário em São Paulo

dezembro 22, 2009

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Postado por macassis

 

Como muitos de meus colegas, concluí o curso de licenciatura em uma universidade pública sem ter a menor noção de como é lecionar em uma escola pública.

De forma curiosa, escolas particulares so faltam disputar no tapa os professores formados pela USP - enquanto o sistema público dificulta ao máximo nossa contratação. Explico: para lecionar na rede particular de ensino basta enviar seu curriculo, fazer uma entrevista, em certos casos uma prova de conhecimentos (das quais muitas vezes somos dispensados só ao apresentarmos o C.V.) e a famosa " aula-teste". Enquanto isso, na diretoria de ensino mais próxima de você... parece ser necessário outro curso universitário só para entender o que dizem. Até 2 anos atrás, quem quisesse se inscrever como professor (eventual?substituto?temporario?lobisomem?) passava por uma verdadeira via crucis, por não ter experiencia na rede publica.

Engraçado que passamos 4 anos (no mínimo) sob a tutela de uma instituição estadual, criticando o sistema de ensino básico, aprendendo a ensinar, a despertar o interesse do aluno,verdadeiros soldados de elite  prontos para batalhar e quando chegamos ao front somos enviados para a cozinha descascar batatas... como assim??? É que o antigo sistema de atribuição de aulas priorizava os professores eventuais com mais tempo de carreira. (quem encontrou alguma contradição nessa frase levante a mão...como um professor pode seguir carreira como eventual?) Para o recém-formado é simples o caminho: se não houver um concurso para professor no ano em que conclui sua graduação, toca encarar o trabalho como temporário até  que o Estado abra a contratação. Claro, os concursos não são regulares e pode acontecer de o professor ter que seguir como temporário, mas o que dizer de um professor que com 30 anos de carreira não é aprovado em um concurso publico para o cargo que exerce?

E por que dar prioridade a este profissional quando outro melhor capacitado está ingressando no mercado de trabalho? Qual a lógica disso?

Ano passado a seleção dos temporários seria feita através de uma prova seletiva...nada mais justo! Afinal, o mínimo que se espera de um professor é que

a) domine o conteúdo de sua disciplina

b) tenha um bom conteúdo pedagógico

Infelizmente, a prova foi cancelada e seguiu-se o mesmo jogo de cartas marcadas para seleção de professores, em que o maior prejudicado é o aluno. Esse ano, porém, a tal prova foi realizada!

Nos dias 13 e 20 de dezembro, quem desejasse ingressar como professor na escola pública teve finalmente sua oportunidade de competir na atribuição de aulas de maneira (aproximadamente) justa: uma prova de 80 questões, sendo 60 de carga específica e 20 de conteúdo pedagógico.Particularmente, prefiro duas provas de 60 questões, divididas em 2 dias, uma sobre conteudo especifico da disciplina e outra para a parte pedagogica, mas enfim...

Os professores que já trabalham na rede devem entender que a realização desta prova não é, em nenhuma circunstância, desrespeitosa - mas as condições em que foi aplicada, sim! Em São Paulo, a prova foi realizada em locais com difícil acesso (no meu caso, fiz a prova na Zona Norte, foram 2 onibus, um metrô e 10 minutos de caminhada com a garganta inflamada em um domingo de manhã).A desorganização chegou ao ponto em que não havia uma, mas várias listas em ordem alfabetica - uma para cada andar do predio, na verdade. Dessa forma, era necessário checar em todas as listas até encontrar seu andar e sala, um procedimento cansativo e desnecessário.

Nem vou comentar o fato da prova não ter chegado a algumas cidades do interior (como em Araraquara, por exemplo) e os comentários de professores que receberam provas diferentes das disciplinas em que se inscreveram. Fora isso, o importante seria explicar para quem ainda está perdido como funcionará o processo seletivo...afinal, como fica a situação dos professores que possuem já uma certa pontuação na rede e não conseguiram acertar metade (sim, metade) da prova?

Bem, a pontuação máxima pelo tempo de serviço que pode ser contabilizada na nota da prova para atribuição de aulas é de oito pontos, segundo o site da Secretaria de Estado da Educação.Como a nota de corte é 50% (40 questões para os candidatos a PEBII), significando que um professor que trabalhe há 5 anos na rede pública acerte 40% da prova (32 questões)  e ainda assim consiga participar da atribuição de aulas (cada dia trabalhado equivale a 0,004 ponto). Isso é possível porque além da nota obtida na prova, o processo de avaliação levará em conta os pontos do docente, assim como os títulos, com a condição de que o candidato obtenha um mínimo de 40 pontos na prova. Alcançando esse índice mínimo, ele será classificado com base nos pontos obtidos na prova (até 80), seu tempo de serviço (até 80) e títulos (até 20), ou seja - não há do que reclamar, pois um professor experiente não está perdendo sua vaga - ele ainda pode ter uma pontuação muito superior a de um recém graduado que nunca deu aulas no estado, ainda que ambos obtenham a mesma nota na prova!

E os que se candidataram como PEB I, cuja prova tem o valor de 80 pontos mas somente 60 questões?

Simples... a Regra é o nº de acertos x 1,33 = total de pontos:

Valor da prova 80

Número de questões 60
Valor aproximado de cada questão +/- 1,33

Exemplo:
60 acertos x 1,33 = 79,8 ( 80)
50 acerts x 1,33 = 66,5
40 acertos x 1,33 = 53,2
35 acertos x 1,33 = 46,55
25 acertos x 1,33 = 33,25 não alcançou os 40 pontos , mas poderá juntar o tempo de serviço para chegar a nota de corte.

- E quantos aos professores de carreira que dão aula há mais de 2000 dias na rede (tempo necessário para possuir os 8 pontos máximos a serem somados a nota da prova) mas acertaram menos de 32 questões, estão desempregados?

Não. Se o professor for pertencente a categoria "F", poderá cumprir uma jornada de 12 horas semanais remuneradas em local e horário a serem determinados pela diretoria de ensino mas não poderão lecionar; os professores pertencentes as categorias L, O, e S (caso não sejam aprovados no processo seletivo) não terão direito a essa jornada de 12 horas, estando completamente eliminados.

 

fontes:

1 - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

2 -Blog do professor temporário

 

 

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Postado por macassis

Comentários

  1. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Pela constituição de 1988 é obrigação o Regime Juridico Único em todas as instâncias/setores do Serviço Público. Não deveria haver celetista e autarquico no Estado. É inconstitucional. Se há como se fazer um Processo Seletivo para professor temporário, porque não fazem logo um Concurso Público? Tudo bem que em Lei sempre está previsto serviços "temporários", mas não é este o caso aqui.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ terça, 22 dezembro 2009, 14:14 -02 # Link |

  2. escreveu:

    Vc pode me dizer quais os critérios que a vunesp usa para resolvermos uma prova de 80 questões em 4 horas, além disso os textos longos, preencher o rascunho do gabarito, ir ao banheiro, dar um tempo de no minimo 1 minuto no intervalo de uma hora para dewscansar a mente?

    default user icon ‒ quarta, 23 dezembro 2009, 06:26 -02 # Link |

  3. Francisco escreveu:

    Olá Cida! No meu caso, tirei aproximadamente uma hora para " descansar a mente" e ainda assim, deu tempo de sair antes do final da prova.

    Mas não é esse o ponto relevante, o importante é  que o professor não precisava "gabaritar" a prova para ser aprovados, apenas acertar 50% das questões.  Para PEBII, eram 20 questões pedagógicas e 60 de conteúdo específico da disciplina a ser ensinada... bastava acertar 40 entre as 60 e tudo bem, o professor seria aprovado. Daí se poderia discutir os resultados, dizer que a nota deveria ser classificatoria e não eliminatória, etc, etc...

    Afinal, se a pessoa se julga gabaritada para exercer a docencia mesmo sem ser aprovado nessa aavliação, por que não parte para a rede privada?

    O que se vê nos blogs e foruns de discussão é um desempenho ridículo, entre 20 e 30 acertos na maioria dos casos. Sinceramente, é realmente melhor que esses profissionais se conscientizem da má qualidade de seus serviços prestados e passem por uma reciclagem, voltem para a faculdade, corram atras do prejuízo ou que mudem de ramo de atividade.

    Professor não é "quebra-galho", é profissão.

    macassisFrancisco ‒ quarta, 23 dezembro 2009, 08:59 -02 # Link |

  4. MATUKAJ escreveu:

    OI CONSEGUI ACERTAR 48 QUESTÕES E DAS 60  ESPECÍFICA ACERTEI 43, MAS NINGUÉM MERECE LER ESTE TIPO DE COMENTÁRIO EGOCÊNTRICO POIS UMA PROVA É UMA LOTERIA QUE INCLUI ALÉM DO CONHECIMENTO O EMOCIONAL QUE NESTAS ALTURAS DO CAMPEONATO  O PROFESSOR TEMPORÁRIO NÃO TEM MAIS EMOÇÃO...rrrrrrrrrrrrrrr

    default user iconMATUKAJ ‒ sexta, 01 janeiro 2010, 15:30 -02 # Link |

  5. Francisco escreveu:

    Pode até ser uma "loteria" mas um professor que utiliza provas como sistema para avaliar seus alunos não deveria ver problemas em se submeter ao mesmo critério. Simples assim.

    macassisFrancisco ‒ sexta, 01 janeiro 2010, 23:05 -02 # Link |

  6. MATUKAJ escreveu:

    SIM; COM CERTEZA!!! rrrrrrrrr

    default user iconMATUKAJ ‒ sábado, 02 janeiro 2010, 14:30 -02 # Link |

  7. Visitante escreveu:

    Sabe vcs escrevem o que pensa apenas e não vivem a realidade de um professor do Estado, o fácil é criticar, entrem em uma sala de aula com mais de 40 alunos onde a maioria não tem interesse, depois sentem e escreve sobre o que acham......

    default user iconVisitante ‒ segunda, 11 janeiro 2010, 09:59 -02 # Link |

  8. Francisco escreveu:

    oi? Não entendi...  você quer que eu escreva sobre algo que " não penso" ?

    Quanto ao resto, sim, é fácil criticar um trabalho mal feito e caso não tenha lida o texto por inteiro antes de comentar, a minha vontade é justamente entrar em "uma sala de aula com mais de 40 alunos onde a maioria não tem interesse"  

    macassisFrancisco ‒ segunda, 11 janeiro 2010, 10:04 -02 # Link |

  9. Visitante escreveu:

    gostaria de dizer que para se fazer um comentario deste , realmente vc nunca lecionou em uma escola publica , pois quem sai da usp , unicamp nao sabe dar aula ,na teoria é uma beleza mas na pratica nao sabe nada. e cimo desmerecer um professor que tem 23 anos de sala de aula com um salario de 1600,00 . ate agora ele serviu agora nao serve mais.

    Eu fiz uma especialização na unicamp e tem varios professores que nao resolvem uma conta na lousa , so fala bla bla bla , entao para dar aula lá tambem deveria ter avaliação , eu trabalho com um professor que acabou de sair da usp e ele deu aula 1 mes e sumiu e tem muito professor bom que nao fez escola publica e que sao exemplos para ganhar 1600,00. E querido vc pode fazer mestrado , doutorado e continuara a ganhar a mesma coisa , vamos ver se vc vai continuar com este discursinho , mediocre.

    Tem muito pai e mae de familia que sustenta a familia com esta porcaria .

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    default user iconVisitante ‒ quinta, 14 janeiro 2010, 15:44 -02 # Link |

  10. Francisco escreveu:

    Se quem sai da USP ou da Unicamp não sabe "dar aula", quem sabe? Profissionais formados em 6 meses pelas licenciaturas de sábado de manhã, talvez?

    Em verdade, para dar aulas na Unicamp não há "avaliação", mas concurso público. Quanto a questao salarial, nem vou entrar no mérito: como ja mencionei, os insatisfeitos sempre podem partir para a rede particular de ensino...

    macassisFrancisco ‒ quinta, 14 janeiro 2010, 15:54 -02 # Link |

  11. escreveu:

    francisco vc é prof. de física?? pois tenho uma dúvida em uma questão da fcc.( prova do município de SP). Será q. vc tode me ajudar??? Obrigado!

    --- A quantidade mínima de energia necessária para vaporizar completamente, sob pressão atmosférica normal 0,50 litros de água, inicialmente a 10ºc é em joules? dados : d água=1,0. 10elevado a 3  kg/m --- c água = 4,2 . 10elevado a 3 j/kgºc---L evaporização = 2,2 . 10elevado a 6 j/kg

    default user icon ‒ segunda, 25 janeiro 2010, 17:51 -02 # Link |

  12. escreveu:

    Me desculpe entrei aqui e fiquei muito triste,Decepção gostaria muito de ver vocês lecionando em Mirassol aqui no interior de SP, no período da tarde para uma oitava série,.............como é difícil, temos que ser educadores, psicólogos e assistente social, isso é dificuldade,........pense nisso!!!!!!!!!!!!

    default user icon ‒ segunda, 25 janeiro 2010, 22:27 -02 # Link |

  13. livia. escreveu:

    Olá Francisco,

    Concordo plenamente com você quando nos coloca a situação do professor eventual no que tange sua profissionalização. Acredito ser um desrespeito a forma como a SEE-SP trata tal profissional, principalmente na falta de valorização e pertencimento ao grupo.O concurso sem dúvida seria a melhor solução! Já que não deveria existir tal separação do professorado.

    As pesquisas na área educacional apontam a distância entre as licenciaturas e as práticas pedagógicas, a falta (ou diminuição) de disciplinas como: currículo escolar e  avaliação da prendizagem mostram essa problemática na formação de tais profissionais. Desta forma, a experiência torna-se fundamental na vida profissional de um professor, como na de um cirurgião.Pense, quem nunca teve um professor PHD que não possuía uma boa didática? Enquanto um outro professor com uma titulação bem menor nos fazia construir brilhantemente o conhecimento? Por isso, acredito que ser professor é uma arte, apenas possuir o conteúdo de nada adianta...Mas a junção da teoria, prática e reflexão sobre a ação seja fundamental para uma boa atuação.

    Quanto ao exame/prova, acredito ser muito relativo. Será que através de uma prova selecionamos os melhores professores? Será que uma avaliação conteúdista é a melhor escolha para nossa profissão? Ou é algo a se repensar?

    Quando você menciona o fato do professor utilizar a avaliação somativa com seus alunos, e querer ser julgado de forma diferente, concordo plenamente com sua colocação.Porém,não podemos generalizar, já que existem dentro da rede estadual professores que lutam contra a corrente, utilizando a avaliação formativa que respeita o processo de aprendizagem de seus alunos.

    Concordo com você quando nos descreve sobre todo processo seletivo da SEE-SP, sendo muito confuso, arbitrário , humilhante e injusto, principalmente para professores que estão tantos anos na rede. E acredite, muitos podem não ter tido emocional e auto estima suficiente para se efetivarem em provas ,como muitos jovens conseguem com facilidade, porém, a experiência que possuem, quem sabe esses mesmos jovens passem a vida toda e não irão adquiri-lás, mesmo nas mais conceituadas academias.

    As condições precárias e todo contexto histórico (educacional e de vida )levaram muitos a "estacionarem na rede". Nós, como grupo de professores, devemos estar cientes que a culpa é do sistema e não nossa. E nos respeitarmos sempre, pois ,se entre nós próprios não existir o respeito , quando poderemos cobrar dos nossos alunos,governo e sociedade?

    Quanto a disputa a tapa pelos alunos formados pela USP, concordo que o nome da instituição é muito forte, já que os mais preparados para o vestibular entram, porém, o processo de formação é outro ponto a considerarmos e não desvalorizarmos as outras instituições. Creio que seu desabafo venha em prol dos colegas recém licenciados de  universidades particulares, já que você não apresenta problemas para iniciar a carreira por ser da USP, ou seria uma dicotomia. E se o que quer seja apenas a experiência de aulas na rede pública, seja voluntário no Família na Escola- Programa do estado de SP, onde bolsistas e voluntários trabalham de forma articulada em prol da comunidade local aos finais de semana.

    Outra observação, não estou supervalorizando os professores mais experientes, e desmerecendo os mais jovens, ambos tem muito a aprender no trabalho em equipe.

    Lívia-27 anos  Sorriso

     

     

     

    default user iconlivia. ‒ sábado, 01 maio 2010, 02:07 -03 # Link |

  14. Fernando Augusto Silva escreveu:

    Francisco.... Decepção

    Que pena q NUNCA deva ter dado aula no Estado!!!

    Isso realmente é uma lástima! Porque ver, pelo lado de fora a situação é maravilhoso.. apenas falar mal e até chegar a algumas conclusões de atitudes a serem tomadas para contornar a situação.. é fantástico!

    No entanto, as coisas mudam quando vc entra no Estado.

    Sou aluno desse processo comentado por vc, e passei na prova acertando mais da metade da prova. Sou aluno do ultimo ano do IFUSP (Lic) e consigo entender mto bem o q vc esta falando.

    Só queria t alertar que vc chega a tratar com desrespeito os professores, pois se os mesmos não tem a capacidade de passar na prova (acertar mais da metade), isso deve ser pela quantidade de alunos que tem e com isso, não tem tempo para estudar e se aperfeiçoar.

    Os professores de Fisica são os melhores exemplos!

    Podem dar aula para até 16 turmas! Imagine só corrigir provas (40 x 16) 640. Isso fica fácil se as questões forem de multipla escolha, mas imagine se em cada uma dessas provas, tiver uma questão dissertativa ( que seria o ideal para avaliar o q o aluno realmente entendeu e diminuir as probabilidades de colar). Bem, isso é só o começo.

    Lembrando que devem ter pelo menos três formas de avaliação com os alunos(...)

    Fora a falta de respeito e desconsideração pelo seu trabalho, que podem vir de todos os lados: dos alunos que não gostam da matéria ou até mesmo da diretoria/professores pela forma como vc executa seu trabalho....

    Paro por aqui!

    Peço apenas respeito aos professores, pois como eles mesmos dizem:

    "Temos que enfrentar uma guerra a cada 50mim"

    e completo: para ganhar QUASE nada!

     

    Abraço

     

     

    Fernando Augusto SilvaFernando Augusto Silva ‒ sexta, 07 maio 2010, 11:11 -03 # Link |

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