Stoa :: FEP114 - Física Experimental II :: Blog

novembro 15, 2012

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Postado por Matheus Tunes

The Vegetarian World Forum

No. 3 Vol. IX - Autumn 1955 p.64:

 

A VEGETARIAN WORLD

Lee Pritzker

Hitherto life has been motivated by sensual satisfaction. In the vegetarian era intellectual and emotional gratifications will be enhanced. The mathematicians Isaac Newton and Albert Einstein found life in the Universe far more enthralling and satisfying than the most expert gourmet. Education will continue throughout life and will bring out the great talents and beauties latent in all persons. Here are a few of the outstanding characteristics of the vegetarian man of the future:

  1. He or she will be far more efficient mentally
  2. His or her emotions will be richer as a result of good nutrition and specific training. The emotions are capable of enormous development and are a big cause of happiness or unhappiness.
  3. The speech of the next higher man will be beautiful, clear and coloured with feelings of understanding, sympathy and sincerity.
  4. This higher evolved human will be endowed with aesthetic talents far beyond present average levels. Almost everyone will be a gifted painter, musician, singer, orator, actor, author, etc.
  5. Man will be devoid of hate, anger and irritation.
  6. He or she will be more charming, hansomer, and infinitely healthier than to-day's average.
  7. The new human will possess fine social gifts skilled in the art of inspiring and delightful conversation, have congenial manners and an instinctive urge for mutual aid rather than personal gain.

    A completely vegetarian world will provide :

    1. Social security for every person on earth.
    2. The abolition of war for ever.
    3. A two-sex legislative body for every country. At each election, municipal and regional state or national the voter will be compelled to mark two X's, one for a female candidate, the other for a male candidate. That alone will be a tremendous step towards abolishing war. Women must cease to be indifferent to politics, they must share equally with men a duty of governing the world.
    4. Higher education will include maximum brain and emotional development for all with emphasis on the growth of the aesthetic faculties. Aesthetic development nurtures the democratic instincts, strengthens the moral faculties and aids in preserving good health. Millions of future citizens will refuse meat because it is loathsome to the eyes.

 

Palavras-chave: Bandeijão, Veganismo, Vegetarianismo

Postado por Matheus Tunes | 1 comentário

agosto 19, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

agosto 07, 2012

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Na aula da última terça-feira, o professor apresentou um meta-estudo que defende o uso de tecnologias em sala-de-aula de forma complementar ao ensino presencial.

Eu, que costumava dar aulas sem utilizar este tipo de recurso, agora estou mais convencido a aplicar as estratégias que aprenderei nas próximas aulas.

 

Palavras-chave: teced

Postado por Felipe de Macedo Sampaio | 0 comentário

abril 11, 2012

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Cada vez que você usa um serviço Google, você alimenta com dados um dossiê sobre você na internet.

Todos nós temos direito à privacidade (conforme as leis do lugar em que vivemos), mas é também nosso direito abrir mão da privacidade (novamente, conforme as leis locais).

Para as pessoas que decidem conservar sua privacidade online, tanto quanto possível, um grande problema é poder utilizar os serviços mais populares, como Gmail e Facebook, sem abrir mão completamente de sua privacidade.

Eu quero dar uma dica específica ao Gmail. O Google oferece vários serviços, em especial a conta de email gratuita Gmail e o buscador Google. Essa empresa obtém lucro através da venda de publicidade nas páginas gratuitas que oferece a você, junto com os serviços.

Para os publicitários, um anúncio "dirigido" - ou seja, que é apresentado somente para espectadores que têm certas características pré-definidas - é muito mais valioso que um anúncio para ser visto por todos. Por isso, o Google (e as empresas de internet em geral, que possuem esse modelo de negócios) procuram agregar informações sobre seus usuários, traçando seu perfil, e oferecem aos publicitários o serviço de publicar seus anúncios de forma dirigida.

Novamente, para quem aceita perder esse aspecto de sua privacidade - ou seja, para quem concorda em que exista um dossiê de suas atividades na internet - isso não é problema. Eu, pessoalmente, não gosto dessa perda, e estou procurando minimizar o prejuízo.

Para entender como o Google cria esses dossiês, é preciso entender que, do ponto de vista do buscador Google, há uma grande diferença entre um usuário logado e um não logado: para o usuário logado, o Google pode oferecer anúncios dirigidos, e pode adicionar as frases de busca usadas no dossiê da pessoa, permitindo dirigir anúnicos de forma mais focada, no futuro. Isso porque o login da pessoa permite ao Google consultar o dossiê correto para "dirigir" os anúncios. Já para o usuário não-logado, o Google só pode dirigir anúncios de acordo com as frases de busca da sessão atual, pois sem o login, ele não sabe associar o uso do buscador com um dossiê específico.

(Tecnicamente, o Google poderia correlacionar as frases de busca de um usuário não-logado com um perfil, a partir, por exemplo, do endereço IP do computador. Mas isso não é feito, atualmente. De modo que é possível explorar essa brecha e evitar que o Google adicione suas frases de busca ao seu dossiê pessoal, caso você use o Gmail, evitando logar no serviço através do navegador.)

Eu, por exemplo, utilizo o cliente de email Thunderbird. É gratuito e de código-fonte aberto. Eu tenho configuradas diversas contas de email nele, incluindo contas no Gmail. Ao mesmo tempo, uso o buscador Google cotidianamente. Apesar de o Google ter a possibilidade técnica de correlacionar meu uso do buscador com meu uso do Gmail, ele não faz isso: minhas buscas só mostram anúncios "dirigidos" de acordo com minha sessão atual, e de acordo com um serviço novo do Google chamado Account Acitivity (https://www.google.com/settings/activity/), que produz relatórios sobre o uso dos serviços do Google, eles acham que eu nunca uso o buscador deles.

Dessa forma, eu uso Gmail, e uso o buscador Google ao mesmo tempo, e no entanto o meu uso do buscador nunca alimenta o dossiê que o Google tem sobre mim.

Como eu disse antes, esta é apenas uma dica específica sobre como diminuir sua perda de privacidade ao usar o Gmail. Não creio que seja possível ter privacidade completa usando o Gmail, mas muitas outras medidas podem ser tomadas, como sempre apagar emails já lidos (ou seja, evite arquivar no próprio Gmail - grave uma cópia no seu disco rígido, se precisa guardar uma informação), ou encriptar suas mensagens sempre que possível. Assim que puder, eu detalho essas e outras maneiras de diminuir a perda de privacidade usando serviços online.

Palavras-chave: Gmail, Google, Google Account Activity, privacidade, Thunderbird

Postado por Renato Callado Borges | 2 comentários

abril 01, 2012

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Alguém já ouviu falar em William Lane Craig? É um filósofo que ficou conhecido do grande público pelo excelente desempenho como apologista da fé em debates com ateus e agnósticos. Costuma deixar os seus adversários sem respostas para os seus argumentos. Christopher Hitchens amargou uma desastrosa derrota em debate com ele promovido pela Biola University em 4 de abril de 2009. Dawkins se recusa a debater com ele, alegando que "o que poderia ser excelente para o seu CV, talvez não seja tão bom para o meu" (ref http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/oct/20/richard-dawki). E ao contrário do que se costuma imaginar a respeito de apologistas, sabe expor seus argumentos de maneira clara e perfeitamente lógica, sem deixar transparecer nenhum sinal das paixões pessoais ou fazer uso de argumentos sentimentalistas e fideístas.

Sua estratégia é utilizar um enfoque filosófico-analítico para as questões em debate. Esse enfoque é muito simples e extremamente eficaz. Consiste em apresentar os argumentos a favor do seu ponto de vista expondo claramente todas as premissas de modo que a conclusão deriva delas como necessidade lógica. Então convida o oponente a rebater as suas conclusões através da invalidação das premissas. Dessa forma, a defesa fica concentrada nas premissas, pois se as premissas permanecerem intactas, então a conclusão permanece irrefutada.

Os argumentos que William Craig utiliza são bem conhecidos, pois estão todos completamente expostos em seu site http://www.reasonablefaith.org. Mesmo assim, ainda não vi nenhum oponente que tenha sido capaz de invalidar uma de suas premissas. Em vez disso, costumam expor os argumentos a favor do seu ponto de vista, geralmente sem a mesma clareza e objetividade. E, ainda assim, não vi nenhum caso em que William Craig tenha se saído mal na refutação dos argumentos contrários. Tampouco o vi perder a calma e a serenidade no decorrer do debate, o que não ocorreu nos casos de Hitchens e Stephen Law. A transcrição dos debates mostra claramente isso, pois nota-se claramente como os seus oponentes vão perdendo a capacidade de concatenar coerentemente as suas idéias.

Ao ver dois de seus debates, cuja questão em discussão era "Does God exist?" (Deus existe?), um com Stephen Law e outro com Christopher Hitchens, chamou-me a atenção um dos argumentos que ele apresentou para defender racionalmente a resposta afirmativa. É um argumento moral, que pode ser resumido no seguinte silogismo:

1. Se Deus não existe, valores morais objetivos não existem.
2. O mal existe.
3. Portanto, valores morais objetivos existem.
4. Portanto, Deus existe.

Esse argumento é tão eficaz pois toca no senso moral que existe em nós e que precisa necessarimente ser abandonado para que as premissas possam ser refutadas. Então vamos lá, analisemos cada uma das premissas.

Primeira premissa: de fato, se Deus não existe, como podemos afirmar que valores morais objetivos existem? Com base em que critério pode-se afirmar a existência de valores morais objetivos? Muito bem, quando falamos em valores morais objetivos estamos dizendo que existem atos humanos objetivamente maus e atos humanos objetivamente bons. Mas como então determinar quais atos são bons e quais são maus se Deus não existe? Se estabeleço que o critério de objetividade sou eu, então tenho que explicar por que o meu critério é objetivo e o do outro que julga diferente não é. Esse argumento não se sustenta, pois seria necessário um terceiro juízo para discernir a objetividade entre opiniões opostas. Se esse terceiro juízo não é absoluto, então a objetividade desse juízo também poderia ser questionada. Também é possível estabelecer como critério o consenso social. Isso também é difícil de sustentar, pois é preciso provar que o consenso social sempre é objetivo. Outra possibilidade é estabelecer como critério a natureza biológica humana, isto é, aqueles atos que correspondem aos costumes naturais e instintivos do homem, assim como corresponde à natureza dos cachorros e lobos viverem em matilha e dos tigres viverem sozinhos. Mas primeiro é necessário identificar qual é essa natureza. Isso é impossível, pois uma das diferenças dos homens com relação aos animais é não ter todas as suas ações condicionadas pela sua natureza biológica. Há quem acredite nisso, mas então forçosamente terá que  negar o livre-arbítrio, pois todas as suas ações estariam condicionadas pela sua natureza biológica, e além disso explicar como atos contrapostos podem ter a mesma origem biológica.

Se alguém tem algum outro argumento para refutar a primeira premissa, ficaria muito contente de conhecê-lo. Vamos então para a segunda premissa. Negar essa premissa é o que há de mais comprometedor em todo o argumento. Dizer que o mal não existe impede que qualquer ateu utilize o tão frequente argumento de que havendo tanto mal no universo então é pouco plausível que Deus exista. Pois negando a existência do mal, então não pode dizer que há mal no universo. A grande "sacada" desse argumento é mostrar que o mal pesa mais a favor do que contra a existência de Deus. Mas negar que o mal existe é comprometedor por outros motivos. Por exemplo, o que autorizaria então um ateu afirmar que as ações dos nazistas foram más? O que autorizaria um ateu a afirmar que um crime hediondo - por favor, imaginem o crime que quiserem, não vou dar exemplos - é um mal?

Uma possível saída desse problema consiste em afirmar que aquelas ações são más na medida em que põe em risco a minha própria segurança, ainda que não sejam más em sentido objetivo. Especificando mais, podem dizer que se uma pessoa fere a outra, autoriza então que outras façam o mesmo com ela. Como não quer ser ferida, então é preferível não ferir a outra. Essa atitude é bem representada pela regra de ouro, que ensina "a agir com os outros do mesmo modo como gostaria que os outros agissem comigo". Mas para um ateu que nega a objetividade do mal, esse princípio está baseado apenas na necessidade pessoal de salvaguardar a própria segurança. Mas basta propor uma situação em que uma atitude má - matar, por exemplo - não colocaria em risco a própria segurança. Por exemplo, alguém poderia ser esperto o suficiente para construir uma sociedade em torno de si que lhe daria segurança e ao mesmo tempo lhe daria apoio para cometer qualquer crime que desejasse contra outras. Era por exemplo o que faziam muitas tribos nômades no passado. Viviam em grande número, muito bem armadas e soltas pelas terras ermas. Estavam seguras portanto. Ao mesmo tempo, sobreviviam do saque e da destruição das sociedades sedentárias. Para essas sociedades nômades era errado matar, estuprar e saquear? Não. Se essa tribo nômade encontrasse um grupo de pessoas indefesas trabalhando no campo, o princípio da garantia da segurança própria poderia ter algum efeito sobre a decisão desses nômades? Não, pois aniquilar essas pessoas não diminui a sua segurança. Diria até que aumenta sua segurança, pois quanto mais fracos e amedrontados estiverem os povos sedentários, maior será a sua dificuldade para fazer frente às suas invasões.

Agora, sendo você ateu, imagine-se na posição de líder desses nômades. Imagine também que em uma certa ocasião você e seu grupo encontram em lugar isolado uma única pessoa portando um diamante extremamente valioso disposta a defendê-lo até a morte, mesmo sabendo que será facilmente derrotada. Nessa situação, qualquer ateu coerente com os seus próprios princípios não encontraria outra solução a não ser matar o sujeito. Por que não o faria? Em primeiro lugar, realizando esse ato, não coloca em risco sua segurança. Se não o realiza, sabe que provavelmente outro de seu grupo o fará e talvez queira apenas para si o diamante. Isso poderia gerar disputas, colocando em risco a unidade do grupo e a sua autoridade. Do ponto de vista da segurança pessoal, o melhor nesse caso é unir todos para a conquista do diamante e depois dividir os bens do espólio de acordo com o código do grupo.

Esse exemplo é apenas ilustrativo. Poderia tratar-se também de um grupo de cavaleiros templários do tempo das cruzadas que se encontram na mesma situação. Quis apenas mostrar que há situações em que uma escolha objetivamente má é a melhor escolha do ponto de vista da segurança pessoal e dos próprios interesses. Agora, convido-o a responder a seguinte questão: quem tem a maior chance de respeitar a vida e propriedade daquele sujeito, um homem que não acredita na objetividade do valor de seus atos, ou um homem que acredita, e que além disso sabe que seus atos estão sujeitos ao julgamento e à condenação por parte de Deus?

Todo esse raciocínio tinha como objetivo mostrar como é extremamente comprometedor negar a objetividade dos valores morais. Há ainda outros argumentos muito fortes para mostrar isso. Por exemplo, com que autoridade alguém que nega a objetividade dos valores morais poderia condenar a atitude dos nazistas? Afinal de contas, eles não estavam agindo de acordo com os seus próprios valores? Como posso julgá-los e até condená-los à morte com base nos meus valores? Se o faço, o faço pois acredito que os meus valores são melhores do que os deles. Mas se eles não tinham os meus valores, qual é o fundamento da sua culpabilidade? Por outro lado, se admito a objetividade dos valores morais, então o seu julgamento é possível, pois existe uma base de valores objetivos que poderia ser reconhecido pelos nazistas e que torna culpável as suas atitudes, pois tinham a possibilidade de reconhecer a maldade de seus atos. Portanto, se não existe mal objetivo, tampouco existe culpabilidade e qualquer julgamento é inviável. Apenas na condição de existência do mal objetivo, um julgamento é viável.

Enfim, para concluir, digo que o que faz forte o argumento moral de William Lane Craig não é a sua irrefutabilidade, mas o mal estar profundo que qualquer refutação às suas premissas necessariamente provoca.

Palavras-chave: Filosofia;Metafísica;Ética

Postado por Marco Antonio Ridenti | 19 comentários

março 01, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

Palavras-chave: pró-aluno, stoa, uspnet

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

outubro 26, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Era mesmo um absurdo (veja aqui e aqui). Agora o Royal Society faz a única coisa que faz sentido: liberar tudo mais antigo que 70 anos. O Oldenburg pode descansar em paz...

Aaron Swartz FTW!

Palavras-chave: acesso aberto, oldenburg, open access, rea, royal society

Este post é Domínio Público.

Postado por Ewout ter Haar | 1 comentário

outubro 15, 2011

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Pessoal esse sábado é o passei será realizado no Centro Cultural de São Paulo.

Peço a gentileza que todos cheguem por volta das 9h30, nos encontraremos próximos a catraca do metro Vergueiro (linha 1 azul).
Fizemos um blog (http://hqcienciaecultura2011.blogspot.com/) e nele há algumas curiosidades sobre quadrinhos.
Bem é isso,
Até lá.

Postado por Caue de Mello Ferraz | 1 comentário

agosto 15, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

O jornalista Ricardo Bomfim do Jornal do Campos me procurou para fazer uma matéria sobre o Stoa (e, espero, o novo Stoa). Veja algumas perguntas que ele fez depois via email e as minhas respostas.


2011/8/13 Ricardo Bomfim <xxxxxx@gmail.com>

Existe alhum balanço de quantas pessoas entraram no Stoa por ano desde que ele foi criado em 2006? Se ele existe o senhor poderia me fornecer este balanço?

Fiz um gráfico rapido. O gráfico começa em maio de 2008 quando tivemos aprox. 5000 usuários. Depois que começamos oferecer o moodle do stoa, o número de usuários cresceu rapidamente, como está vendo, com aprox. 5000 usuários novos por semestre.

stoa cadastros 2008-2011

2011/8/15 Ricardo Bomfim <xxxxx@gmail.com>

[...] se possível o senhor poderia explicar exatamente quais seriam as vantagens de incluir no Stoa a possibilidade de trazer usuários de fora da comunidade?
 

Há uma demanda por parte dos usuários do Stoa e o Moodle do Stoa para incluir "visitantes" nestes sistemas.

No Moodle do Stoa (o ambiente virtual de aprendizagem) a demanda é sobretudo de professores, querendo oferecer cursos para pessoas de fora da comunidade USP. É o caso por exemplo da Faculdade de Educação e ajudamos eles criar ambientes em apoio do cursos para professores da rede pública: http://moodle.stoa.usp.br/course/category.php?id=131

No Stoa (a rede social) as razões devem ser parecidas: criando a possibilidade de interagir online com pessoas que não são da comunidade USP.

Vamos resolver isto por meio de várias estratégias:
 1. Já é possível, agora mesmo, para qualquer ex-membro da comunidade USP (qualquer um com número USP) se cadastrrar

 2. Já é possível, agora mesmo, cadastrar pessoas de fora, mas é um processo manual. Vamos implementar software que permite qualquer membro da comunidade USP "convidar" (e assim, se responsabilizar) pessoas de fora.

3. Mas no médio prazo, avaliamos que a solução é "Federação" de redes sociais. Os sistemas da USP e, digamos, UNICAMP, o PUC ou o Mackenzie deveriam falar uma língua comum, que permite membros do sistema da USP interagir com membros do sistema da Unicamp. Com a sua "identidade digital" da USP poderia participar de eventos na Unicamp.

Num sistema federada uma pessoa pode usar a sua identidade "acadêmica" em determinados contextos e ao mesmo tempo manter outras identidades ou "personagens" em outras redes sociais com Facebook ou Orkut. Assim asseguramos que a nossa vida online não fica somente determinado pelas condições de contorno dado por empresas e corporações com interesses diferentes do que instituições de ensino, por exemplo.

Palavras-chave: stoa

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

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Segundo reportagem da Folha, há dois meses ocorre esse problema.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/959756-ciclistas-sao-sabotado

 

Palavras-chave: bicicleta, bicicletas, bike, sabotagem, tachinhas

Postado por Renato Callado Borges | 0 comentário

julho 21, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

(Atualizado no dia seguinte, veja embaixo)

Referente a este problema, agora tem uma solução. Estou baixando os 32GB de artigos do Philosophical Transactions, todos já no domínio público. Porém, o JSTOR afirma os seus direitos "autorais" pelo trabalho de digitalização (veja outra discussão sobre este assunto [1]).

Mas como a USP paga para ter acesso a estes material (termos), nada mais razoável do que ter acesso rápido no meu próprio computador. Claro que não pretendo publicar este material.

Tem várias complicações, uma delas é a dificuldade de usar software P2P na rede do IFUSP. Mas assinei o termo de responsabilidade e espero que o sistema de monitoração não bloqueia o meu IP.

Outra complicação é que aparentemente pode pegar até 35 anos de cadeia nos EUA para fazer download de arquivos automatizado do JSTOR, mesmo tendo direito a acesso a eles e mesmo se não publicou eles. Swartz, que com 23 anos de idade já fez muito mais para o bem comum do que a grande maioria de nós, merece nosso apoio.

[1] A questão é: apos escanear e digitalizar obras no domínio público, qual direitos posso cobrar por este esforço? A Brasiliana cobre uma licença bastante generoso (efetivamente CC-BY-NC), muito mais generoso que o JSTOR faz (todos os direitos reservados). Mesmo assim, pode se debater se a Brasiliana deve usar uma licença ainda mais generoso ou não.

Atualização dia 22:

Não consegui baixar os pdfs dos acervos. O IFUSP bloqueiou o meu IP. Agora tenho que justificar os meus atos e uso da rede do IFUSP com um pouco mais de cuidado. Vamos lá.

Para começar, dois pontos sobre o modelo de negócio do JSTOR.

1. Não nego a legalidade do JSTOR restringir o acesso aos scans deles, mesmo sendo scans de conteúdo em domínio público. As ideias são de todos nós e pertencem a humanidade, mas eles fizeram o trabalho de escanear tudo e coloclar na rede. Reconheço que a sociedade usa monopólios artificiais como direito autoral para incentivar a criação e disseminação de ideias.

2. Mas pode-se questionar a legitimidade (moral) de restringir o acesso aos scans da forma que o JSTOR faz. Sim, é razoável o JSTOR recuperar os custos do escaneamento. Mas com probabilidade grande isto foi feito com dinheiro público. O custo marginal de distribuir o conteúdo de forma livre é desprezível (via bittorrent, no WikiSource, etc.). No caso de conteúdo em domínio público e de valor histórico como os acervos do Philosophical Transaction simplesmente não é razoável restringir o acesso a um público tão pequeno.

Assim, vejo duas maneira de justificar o meu download dos scans:

1. Simplesmente como ter acesso mais fácil e conveniente a arquivos a qual já tinha acesso via a assinatura da USP no JSTOR. Ficaria muito mais fácil fazer data-mining e não dependo mais de acesso à rede (útil quando sua instituição bloqueia seu IP!).

2. Como ato de hacktivismo. É no interesse público ter os scans em mais servidores do que somente aqueles controlados por uma única entidade.

Finalmente, uma coisa que aprendi hoje é que já existia um projeto de disponibilizar os acervos da Philosophical Transactions no WikiSource. Não entendo onde eles obtêm, legalmente, os scans.

Palavras-chave: jstor

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

junho 02, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Deixei um comentário no post do Cristiano, mas ele apagou. Repito no meu próprio espaço então.Tinha escrito mais ou menos o seguinte:

Oi Cristiano, foi vc que escreveu este texto ou o tal do Reinaldo Azevedo? Neste último caso, ele te deu permissão de re-distribuir o texto, e ainda sob as condições de uma licença CC-BY-SA?

Obviamente a resposta é não. Pessoalmente, não entendo porque reproduzir um texto de outra pessoa literalmente no seu blog. É para mostrar que concorda, para mostrar os seus amigos? Mas temos twitter e facebook para isto. E agora "Like" do Facebook e o "Mais-1" do Google.

Ainda entenderia se teria algum perigo do texto original sumir. Ou para fins de fazer algum comentário crítico e permitir o seu leitor fácil acesso ao texto em discussão. Mas geralmente não é o caso, as pessoas só copiam o texto. Que sentido tem?

Enfim, não sei...

 

Palavras-chave: copiar, creative commons

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Postado por Ewout ter Haar | 9 comentários

fevereiro 22, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Em resumo, grupos são coleções, entidades juntados em algum espaço fechado. Redes são coleções de entidades autônomos com ligações entre si. Sistemas e softwares educacionais tradicionalmente suportam grupos melhor. Estamos aprendendo como melhor dar apoio à redes.

Leitura recomendada: Terry Anderson, Networks Versus Groups in Higher education e Three Generations of Distance Education Pedagogy

O tipo de sistema que suporta grupos no ensino é chamado de "Ambiente Virtuais de Aprendizagem" Apesar do nome abrangente,  AVAs na verdade são sistemas bastante restritos na sua finalidade. São desenhados para ser estritamente análogos a sala de aulas. Assim como salas de aula, AVAs são espaços onde um grupo de pessoas se reúne. Os grupos (classes, turmas) são previamente formados. Sempre tem apoio a diferentes funções ou papeis: o docente, o tutor e o aluno tem permissões diferentes. Grupos existem dentro de muro que distingue os dentro dos de fora e portanto requerem controles de acesso.

A USP tem muitas AVAs: o Moodle da IME, o Moodle da Rede Aluno, tem o sistema COL, o Tidia-ae. Modéstia não me impede recomendar o Moodle do Stoa, o AVA mais bem administrada da USP...

Sistemas em apoio a Redes Socais são qualitativamente diferentes. Numa rede existem ligações entre entidades autônomos. Uma característica de redes é que não têm centro. No Stoa, no Orkut, no Facebook o conceito central do sistema é o perfil, o espaço de um indivíduo. Claro, existem ferramentas de formação de grupos, mas não são previamente formados, não refletem necessariamente a estrutura pre-existente da instituição. Um blog geralmente é de uma pessoa, não do grupo. 

A diferença entre a Rede Social Stoa (stoa.usp.br) e o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) o Moodle do Stoa (moodle.stoa.usp.br) é a diferença entre redes e grupos

Indo um pouco mais a fundo, é interessante considerar três teorias (melhor: concepcões) de aprendizagem e as suas consequências para o design de ambientes educacionais. 

 

  1. "Behavioural" / Cognitivo.  É um modelo onde o instructor e o conteúdo está no centro das atencões, transferindo conteúdo / conhecimento. "Content is King". O AVA se adequa muito bem a este modelo. 
  2. Construtivismo (Social). Desde Dewey, Freire, etc. há críticas no modelo "transferência de informacão". Conhecimento é construído, em grupos, e é altamente dependente do contexto social. Uma metodologia alternativa ou complementar reconhece que aprendemos fazendo. As metodologias pedagógicas são mais centradas no aluno ou pequenos grupos. Exemplo: Problem based learning. O AVA, com seus espaços para grupos e ferramentas colaborativas se adequa muito bem a este modelo.
  3. Connectivismo. Inspirado em redes, aprendizagem é tido como um processo de fazer ligações (entre idéias, fatos, pessoas, conceitos). Sistemas que permitem estudantes criar o seu próprio espaço são mais adequados a este tipo de aprendizagem. São sistemas abertos, com formação de grupos ad-hoc, sem "centro" e organizado pelos participantes, sem imposições "de cima".

Palavras-chave: AVA, col, educação, grupos, moodle, redes, redes sociais, stoa, tidia

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

fevereiro 11, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

O que o Henry Oldenburg, fundador e primeira secretário do Royal Society, revolucionário de comunicação científico, primeiro editor das Philosophical Transactions, diria sobre os seus sucessores?

O primeiro artigo científico na primeira revista científica, agora disponível para todo mundo com uma conexão na internet... atrás de um pedágio!

[via Michael Nielsen:

 

Oh, this is just absolutely fantastic --- it's the _very first_ article in the very first journal ever, by Henry Oldenburg. 1665. And, guess what? It's behind a #?@!)%$ paywall. Well done, folks.

]

 

 

Palavras-chave: acesso aberto, oldenberg, open access, royal society

Postado por Ewout ter Haar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

outubro 27, 2010

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Não vejo diferenças significativas entre os dois candidatos. Mas confio em muita gente que está convicta de algum candidato.

Conheço muita gente que acredita firmemente em alguma(s) diferença(s). Uma boa parte acredita que Dilma é melhor, outra boa parte acredita que Serra é melhor.

Procurei ouvir os argumentos, mas não me convenci que as diferenças apresentadas sejam mais importantes que a semelhança enorme entre os dois candidatos, e os dois partidos.

"Nada mais Saquarema do que um Luzia no poder", ou em palavras de hoje, 'nada mais PSDBista do que um PTista no poder".

O reverso da medalha vale, também: não creio que o Serra, se eleito, vá desmantelar o clientelismo construído pelo governo Lula. Vai ampliar e renomear tudo, tal como o atual governo fez com relação aos programas da era FHC. (Lembra das aulas de história, que no Egito antigo um faraó mandava apagar dos monumentos os nomes dos faraós anteriores? Pois é - a política brasileira está "no mesmo nível" que antigos egípcios).

Enfim, eu me percebo incapaz de ver diferença significativa entre os dois candidatos, ou os dois partidos, mas confio nos meus familiares, amigos e colegas que acreditam perceber alguma(s) diferença(s).

Me sinto como se estivesse vendo uma discussão entre torcedores de futebol apaixonadíssimos, ambos os lados tentando me convencer a torcer pelo time deles, só que se tratam de times de futebol dos cafundós da Estônia. Acostumado com futebol de qualidade, não posso deixar de me declarar igualmente aborrecido pelos dois times.

Mas respeito que hajam torcidas apaixonadas - afinal o futebol é muito mais sobre torcer do que sobre bom esporte. E quem sou eu para torcer o nariz para as torcidas dos cafundós da Estônia?

Não concordo que isso que propõem seja futebol, quero dizer, política, mas já que tem gente que faz tanta questão assim de uma opção ou outra, então vocês que estão apaixonados que decidam.

Vou votar de tal modo que a opinião dos que estão convictos seja mais evidente no resultado final.

Em tempo: hoje saiu a notícia de que o Brasil está na posição 69 dos países menos corruptos. (Link) A Estônia está na posição 26.

Palavras-chave: 2010, eleições, voto nulo

Postado por Renato Callado Borges | 2 usuários votaram. 2 votos | 11 comentários

setembro 19, 2010

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Postado por Ewout ter Haar

Everything will be on the test. And the test will be everything. But fear not; for in the end, everyone of us will be tested. And everyone of us wil be found... wanting.

(Treme, temporada 1, episódio 9 )

 

Palavras-chave: educação, existencialismo, treme, vai cair na prova?

Postado por Ewout ter Haar | 1 comentário

julho 12, 2010

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Postado por Marcus Paulo Raele

BOAS FERIAS A TODOS

 

qq duvida procurar professor Pascholati

no edificio Basilio Jafet 

 

 

Postado por Marcus Paulo Raele | 0 comentário

junho 30, 2010

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R1 R2
   
Alexandre Bondioli 6,85 5,5
Bruna Garcia Rodrigues 0 0
Bruno Bueno Ipaves Nascimento 9,3 8,5
Caio de Andrade Avelino 0 0
Clayton de Oliveira 9,2 9
Danilo Fajardo dos Reis 0 0
Fabio Ocana Vieira 0 0
Felipe de Mello Silva Garcia 8,75 7
Felipe Leiber Coelho Pimentel 0 0
Flavio Gonçalves de Almeida 8,2 6,5
Henrique Coli Schumann 7,45 6,5
Hugo Fernando de Souza Santos 0 0
Ivan Fernandes de Moraes 0 0
Jean Carlos de Meira 0 0
Khyale Santos Nacimento 8,9 8,5
Leonardo Monteiro Vasco 0 0
Lucas Augusto Zoila 0 0
Lucas Freiria dos Santos 7,7 6,5
Luiz Antonio Cavalcanti de Albuquerque 0 0
Pedtro Pallotta 4,15 7
Raphael Fernando Oliveira 5,95 5
Tiago Bezerra Matheus 0 0
William Tae Sung Lee 0 0
   
Marcos Basilio de Oliveira 0 0
Cleberson Moura 7,75 7,5
Luiza Ramos 6,1 5,5

Postado por Marcello Magri Amaral | 1 comentário

maio 11, 2010

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Postado por Ewout ter Haar

[Fiz uma apresentação para um grupo de trabalho que está pensando sobre Design Instrucional no contexto de projetos de Educação apoiado pelas tecnologias novas de informação e de comunicação.]

Intro: A Web Moderna é fundamentalmente diferente de mídia de massa. Permite consumidores passivos se tornarem produtores ativos. As novas tecnologias de rede e a Web participativa em particular têm aplicacões óbvias ao desenho dos nossos ambientes educacionais. Vou mostrar alguns resultados, acertos e erros do projeto Stoa e mostrar algumas possibilidades de ferramentas da Web para a construcão do ambiente online do curso de licenciatura em ciências. 

Três teorias (melhor: concepcões) de aprendizagem ou pedogagias e as suas consequências para o design de ambientes educacionais. 

  1. "Behavioural" / Cognitivo.  É um modelo onde o instructor e o conteúdo está no centro das atencões, transferindo conteúdo / conhecimento. "Content is King". 
  2. Construtivismo. Desde Dewey, Freire, etc. há críticas no modelo "transferência de informacão". Conhecimento é construído, em grupos, e é altamente dependente do contexto social. Uma metodologia alternativa ou complementar reconhece que aprendemos fazendo. As metodologias pedagógicas são mais centradas no aluno ou pequenos grupos. Exemplo: Problem based learning. 
  3. Connectivismo. Inspirado em "Redes". A característica de redes é que não tem centro: não existe uma única entidade que controla o andamento das coisas. 

Experiências com Stoa

  - Proposta vs usos reais (mero espaco de arquivos e blog, mas se é só isso, porque não usar plataformas genéricos: uso de espaco institucional tem que ter algum valor agregado)

  - Número de cadastros, aumento enorme quando Docentes comecam usar Moodle

  - Tensão entre "plataforma aberta" e hiearquias tradicionais da Universidade. 

Proposta concreta

 - Moodle. Mais: usar Buddypress para dar "um espaco na Web" para alunos, tutores e docentes. Ferramentas de criacão de grupos (Fóruns). Portal que agrega atividades. Outras ferramentas: Wiki, Web-Conferência (DimDim), email e lista de email, Chat. Ferramentas "Web2.0" de terceiros.  

 - Precisamos planejar / pensar sobre

  + como incentivar o uso destes espacos (usar tutores e docentes)

  + como evitar que os participantes se sentam perdidas no espaco virtual: organizacão vs autonomia

  + até onde deixar "aberto" as contribuicões 

  + é mesmo uma boa ideia mesclar formal - informal e pessoal - institucional?

  + qual métricas / indicadores acompanhar?

  + qual servicos "de terceiros" podemos usar? Google Apps, outros servicos Web2.0. 

Referências:

 - "Lost in social space: Information retrieval issues in Web 1.5" http://journals.tdl.org/jodi/article/viewArticle/443/280 

 - "The Theory and Practice of Online Learning, second edition" http://www.aupress.ca/index.php/books/120146

Palavras-chave: educação, TIC, web, web social

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

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Postado por Ewout ter Haar

Um jornalista me pediu opiniões sobre "o uso da redes sociais na internet". Isto não acontece muito mas dar opiniões e palpites todo mundo gosta. Veja o que respondi

2010/5/11 Gladson Angeli Donadia :

>
> Qual é a principal função das redes sociais na internet atualmente? São
> voltadas para o lazer ou usada também como ferramenta de trabalho?

Primeiro, gostaria ampliar e generalizar o conceito de "rede social"
para incluir tecnologia da Web que permite indivíduos *participar* e
*contribuir* ao vez de ser meros  consumidores de conteúdo. Desde o
seu início (anos 70 e 80) a Internet possibilitou estas novas
tecnologias "participativas" (pense usenet, ICQ, IRC, email, etc.) mas
foi somente com a Web nos anos 90 e 00 o seu uso ficou realmente
massificado (pense blogs, sites de compartilhamento (de fotos e
vídeos) e também redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter).

Voltando a pergunta: acredito que estas ferramentas de expressão
individual inicialmente eram ignorados pelas corporações e
instituições tradicionais (como empresas, universidades e governos).
Assim, inovações na Web como weblogs, fóruns e redes sociais eram
inicialmente voltados para atividades informais. Mas logo as
instituições se deram conta do potencial das novas ferramentas e agora
estão tentando usá-las para os seus fins.

No caso de Educação,  as novas tecnologias de rede e a Web
participativa em particular têm aplicações *óbvias* ao desenho dos
nossos ambientes educacionais. Desde a massificação e universalização
da Educação há críticas (Dewey, Paulo Freire, etc.) do modelo
"transferência de informacão" onde o alunos assiste passivamente aulas
e procure-se criar modelos pedagógicas que permitem e incentivam
posturas mais ativas por parte dos alunos. Tecnologia de redes socais
se encaixa muito bem nesta busca por modelos pedagógicas novas.

> O senhor acredita que as redes na internet podem substituir as redes de
> contatos fora do mundo virtual?

Não gosto muito da expressão "mundo virtual", porque dá a impressão
que tecnologia de rede, a Internet ou a Web seria de alguma forma
"irreal". Na verdade, são meios de comunicação e plataformas de
expressão, tão real quanto qualquer outro meio de comunicação como
telefone ou plataforma de expressão como livros.

Então, acredito que seria melhor perguntar de que forma as novas
tecnologias de rede podem contribuir para os nossos objetivos na vida.
Certamente acredito que eles tem muito a contribuir.

> O senhor acredita que o número de redes sociais tende a crescer?

O uso das novas tecnologias de rede vai crescer cada vez mais, sem
dúvida. Uma pergunta interessante é se vai ter *concentração* de
mercado, da mesma maneira que alguns grandes conglomerados de mídia
detém o controle de uma fração cada vez maior do mercado de
comunicações. Certamente há o perigo que grandes empresas como Google
e Facebook monopolizam cada vez mais a Web, mas sou otimista que as
forças de-centralizadores conseguem manter um equilíbrio neste
sentido.

> O senhor acredita que seja vantajoso aderir a várias redes sociais, ou o
> internauta deve focar em uma que seja voltada para o público de específico
> de sua área de atuação?

Acrdito que é perfeitamente natural criar vários "personagens" na rede
e na Web e tentar manter eles separados. Poderia criar uma identidade
profissional por exemplo e manter um blog sobre assuntos
profissionais, criar um perfil na linkedin ou na rede social da sua
empresa ou escola, etc. E ao mesmo criar um outro blog, outros perfis
em outros redes para manter uma personagem informal.

Me parece importante ter este flexibilidade.

> O senhor tem alguma dica de atitude correta e de comportamento inadequado
> dentro de uma rede social na internet?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta e obedecer as regras de boa
educação que aprendeu na sua casa e sua escola.

> De que forma o uso das redes sociais na internet podem ser prejudiciais?
>

Da mesma forma que outras interações sociais podem ser prejudiciais ou
beneficiais. As características de pessoas não mudam porque usam uma
determinada tecnologia de comunicação. Agora, é verdade que pessoas
tendem a ser menos educadas quando a comunicação é feito a distância,
parece que se esqueçam que tem uma pessoa real no outro lado. Aí pode
ter um papel para a escola: devem ensinar e socializar as crianças
para lidar bem com estas novas tecnologias.

> Gladson Angeli
> Repórter
> RPC – Gazeta do Povo
WWW.RPC.COM.BR
Espero que ajudou, entre em contato se precisar algo a mais, Atenciosamente, Ewout ter Haar - CEPA - IFUSP F. 30916696

Palavras-chave: educação, redes sociais, web

Postado por Ewout ter Haar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

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