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        <title><![CDATA[Física para Farmácia : Blog]]></title>
        <description><![CDATA[Blog de Física para Farmácia, hospedado no Stoa.]]></description>
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            <title><![CDATA[Revisão da Prova!]]></title>
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            <pubDate>Mon, 11 Jun 2007 22:10:40 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[<p>Será na  próxima 2a feira, 18/06, na sala 210 da Ala II, 13:30 h para o diurno e 18:30 h  para o noturno. </p><p>Os alunos deverão chegar na hora marcada, pois  haverá apresentação do critério de correção, e os pedidos de revisão só  serão aceitos quando baseados na solução dos exercícios. </p>]]></description>
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            <title><![CDATA[Experiência 6: Espectrofotometria]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/3629.html</link>
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            <pubDate>Mon, 11 Jun 2007 14:15:59 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[<p>Na aula passado vimos uma descrição qualitativa da interação     entre luz e moléculas, pensando sobre os elétrons como sendo     ligados por &quot;molas&quot; com os núcleos. Mas o movimento dos elétrons     dentro de átomos ou moléculas na verdade não pode ser descrito com     os conceitos clássicos de posição e velocidade. Vamos ver como a     mecânica quântica modifica e estende a descrição do movimento de     partículas.</p>     <h4>Necessidade de uma descrição quântica</h4>     <p>São <em>observados</em> os seguintes fatos. Como viram no    laboratório, luz que incide numa fenda dupla mostra os efeitos de    interferência no anteparo. Mas um feixe de partículas macroscópicas    como bolinhas de pingue-pongue somente dá sombras geométricas. Mas    se fizermos <a href="http://www.if.ufrgs.br/historia/young.html">a    mesma experiência</a> com elétrons, ocorre um efeito misto: os    elétrons são detectados somente em posições explicável pelos    efeitos de difração e interferência, mas por outro lado um detector    de elétrons sempre detecta elétrons inteiros.    </p>     <p>É necessário um formalismo que atribui propriedades ondulares a    um elétron para explicar os efeitos de interferência observadas,    mas que ao mesmo tempo descreve as propriedades de partícula também    observadas.</p>     <h4>Funções de Onda</h4>     <p>Na mecânica clássica, o movimento de uma partícula é    completamente descrito pela função posição em função do tempo,    x(t). Se você conhecer as forças que agem sobre uma partícula, pode    calcular a velocidade e a posição em função do tempo. Em cada    instante, o estado da partícula é completamente caracterizado pela    posição x e a velocidade v.</p>     <p> Na mecânica quântica, em vez de especificarmos o    <em>estado</em> de uma partícula com somente estes três números,    precisamos de uma função inteira (uma infinidade de números!) para    descrever o estado da partícula. Em cada posição do espaço,    precisamos de um número complexo (uma chamada    <em>amplitude</em>). Chamaremos esta função de &quot;função de onda&quot;,    indicada tradicionalmente pelo símbolo Ψ (&quot;psi&quot;). A função de    onda é uma função da posição x: Ψ = Ψ(x). Quando a    partícula está num estado descrito por uma função de onda Ψ,    esta função de onda nos diz tudo o que se pode saber sobre a    partícula. Uma das perguntas mais óbvias que podemos fazer é: onde    está a partícula que descrevemos com a função Ψ(x)? A resposta    é: só podemos saber a <em>probabilidade</em> de achar a partícula    em uma determinada posição x. A probabilidade de achar a partícula    na posição x é (proporcional a) |Ψ(x)|<sup>2</sup>. </p>     <p>Veremos que Ψ(x) também nos diz qual é a probabilidade de    acharmos a partícula com certa velocidade v ou energia E. Pelo    menos não precisamos de três funções para descrever o estado de uma    partícula. Uma <em>função</em> faz o papel de três <em>números</em>    na mecânica clássica. A função de onda também pode depender do    tempo : Ψ =Ψ(x,t). A probabilidade de achar a partícula em    um instante t numa posição x é |Ψ(x,t)|<sup>2</sup>. </p>     <p>Vamos ver uma função de onda para uma partícula livre, num    estado muito especial: a velocidade é v e energia é E: </p>     <pre class="equation"> <br />     Ψ(x,t) = exp(i[2π/λ x- 2πf t]) (Eq. 1)<br /><br />     = mais ou menos sen(2π/ λ x-2π f t) <br /><br />     = onda progressiva, com comprimento de<br />     onda λ e frequência f<br />   </pre>     <p>O &quot;mais ou menos&quot; nesta equação se refere ao fato de que a    rigor, Ψ(x,t) é uma função complexa (para cada x e t, o valor    de Ψ(x,t) é um número complexo), mas exp(ix) = cosx + isenx é    uma função oscilatória, como o seno. O que importa é que em vez de    descrever uma partícula, com uma velocidade e posição, agora o    <em>estado</em> da partícula e tudo o que podemos saber sobre o    elétron é dado por uma onda progressiva [1].</p>     <p>Mas note bem que esta &quot;função de onda&quot; <em>não é</em> uma onda    como vimos até agora: uma onda elétromagnética é um valor do campo    elétrico e magnético em cada ponto no espaço que podemos em    princípio medir. Mas uma função de onda na mecânica quântica <em>    não é</em> diretamente mensurável. Somente o quadrado dela,    |Ψ(x)|<sup>2</sup>, é acessível experimentalmente. </p>     <p>Como fazemos a ligação entre a descrição em termos de uma    partícula (com uma posição, velocidade e energia), e a descrição em    termos da função de onda (com um comprimento de onda e uma    frequência)? Queremos uma receita que converta a nova descrição em    termos de funções de onda, para os nossos velhos conceitos de    posição, velocidade e energia. Então vamos lá: </p>     <ol><li>A posição da partícula já vimos: a probabilidade de achar a      partícula na posição x é (proporcional a)      |Ψ(x,t)|<sup>2</sup> (Max Born)</li><li>A velocidade da partícula está relacionada com a rapidez da      variação da função de onda no espaço: v ≈ h/mλ      quanto mais rápido a função de onda varia (espacialmente), ou      seja, quanto menor o comprimento de onda, maior a velocidade da      partícula (Louis de Broglie).</li><li>A energia está relacionada com a rapidez da função de onda no      tempo: E ≈ hf ; quanto mais rápido a função de onda varia (no      tempo), maior a energia da partícula (Einstein).</li></ol>     <p>Nestas relações, h = 6.6 10<sup>-34</sup> Js é a constante de    Planck. Note o uso do símbolo &quot;≈&quot;, com significado    &quot;aproximademente&quot;. Para a função de onda especial da Eq. 1, que    descreve uma partícula livre com determinada velocidade, estas    relações entre propriedades corpusculares (da partícula) e    propriedades ondulares (da função de onda) valem exatemente. Mas    repare bem: para uma função de onda qualquer, não é tão óbvio qual    é o comprimento de onda (porque em geral, a função de onda não é    uma onda senoidal). Mas continua válido o fato de que quanto mais    rápido Ψ varia no espaço, maior a velocidade. A relação entre a    energia e variação no tempo também é válida para qualquer função de    onda. Na mecânica quântica, a energia de um sistema é dada pela    frequência da função de onda: quanto mais rápido a função de onda    varia no tempo, maior a energia. De novo, nem sempre a variação da    função de onda com o tempo é senoidal e nem sempre podemos falar de    uma única frequência, mas o princípio: quanto mais rápida a    variação no tempo, mais energética é a partícula, continua    válido. [2]<a name="nota-2"  title="nota-2"></a></p>     <p>Veremos que os estados que variam harmonicamente com o tempo, ou    seja, estados que possuem uma única frequência, tem um significado    especial na mecânica quântica: para estes estados a probabilidade    de achar a partícula em x, |Ψ(x,t)|<sup>2</sup>, não depende do    tempo : |Ψ(x,t=0)|<sup>2</sup> = |Ψ(x,t)|<sup>2</sup> para    todos os tempos. Também, estes estados tem uma energia bem definida    (isto quer dizer que uma partícula neste estado com certeza tem    esta energia). A partir de agora, estaremos exclusivamente    interessados nestas funções de ondas especiais: as funções de onda    estacionárias. De qualquer maneira, se precisarmos, uma função de    onda qualquer pode ser fabricada somando-se (superpondo) várias    funções de onda estacionárias.</p>     <h4>Funções de Onda confinadas</h4>     <p>Vamos agora ver a função de onda para uma partícula confinada em    uma caixa (1-dimensional). Isto é um problema artificial (embora    hoje em dia existam realizações experimentais), mas o problema é    interessante porque os estados ligados de um elétron confinado pelo    potencial elétrico do núcleo se comportam de maneira    parecida. Então vamos lá:</p>     <img src="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/imagens/box1.gif"  border="0"  alt="estados de uma partícula numa caixa"  width="153"  height="248" />       <p>Podemos descrever a caixa por um potencial que vai para      infinito em x=0 e x=L. Numa descrição clássica, a partícula vai      com velocidade constante até uma parede, reflete, volta com a      velocidade oposta, reflete de novo, etc. Na mecânica quântica,      descrevemos os estados da partícula com uma função de onda. Como      no caso de uma onda confinada na mecânica clássica (por exemplo o      movimento de uma corda de um violão) estamos interessados nas      ondas harmônicas (senoidais) porque sabemos que qualquer      movimento mais complicado pode ser decomposto em um superposição      de ondas harmônicas estacionárias. (veja <a href="http://stoa.usp.br/fap0181/forum/2803">a      aula sobre cordas vibrantes</a>). Para o caso de uma onda confinada, como aqui,      queremos então usar ondas estacionárias para descrever o      movimento (os estados) da partícula: Ψ(x,t) =      sen(2π/λ x)cos(2πf t) [<a name="nota-3"  title="nota-3"></a> <a href="http://stoa.usp.br#note-3">nota-3</a>]. </p> <p>Mas sabemos que a      probabilidade de achar a partícula fora da caixa tem que ser zero      e portanto a função de onda também. Temos as restrições      Ψ(0,t) = Ψ(L,t) = 0 e isto restringe as funções de onda      àquelas que tem λ = 2L/n, com n = 1,2,3,.... Isto é      exatamente o mesmo raciocínio que usamos para ondas estacionárias      confinadas. </p>       <p>Agora, lembrando que para ondas senoidais mv = h/λ (de      Broglie), é fácil ver que a energia cinética é 1/2 mv<sup>2</sup>      = h<sup>2</sup>n<sup>2</sup>/(8mL<sup>2</sup>). Ou seja, os      comprimentos de onda e as energias permissíveis são discretos,      isso porque insistimos que o movimento da partícula tem que ser      descrito por uma função de onda e que esta função tinha que ser      zero em x=0 e x=L. Este é a razão pela qual na mecânica quântica      uma partícula <em>confinada</em> só pode ter certas energias.</p>       <p> Em particular, vemos que a partícula não pode ter energia (ou      velocidade) zero. A energia mais baixa possível é      h<sup>2</sup>/(8mL<sup>2</sup>) (n=1). Esta energia é a chamada      de energia fundamental.</p>       <h4>Funções de Onda do átomo de hidrogênio</h4>      <p>Resumindo, uma onda confinada num região no espaço não pode      vibrar harmonicamente (senoidalmente) com qualquer frequência,      mas é obrigado a vibrar com certas frequências      <em>discretas</em>. Da mesma maneira, a função de onda de um      elétron confinado em volta de um núcleo pela atração elétrica      somente pode vibrar com certas frequências discretas, e portanto      o elétron pode estar somente em determinadas energias      discretas. Estes estados são descritos por funções de onda que      são chamados tradicionalmente &quot;orbitais&quot;. Veja o <a href="http://www.shef.ac.uk/chemistry/orbitron/index.html">orbitron</a> para      visualizar estas funções.</p>        <h4>Absorção de Luz</h4>       <p> A mecânica quântica também trata luz diferente do que a      física clássica. Podemos descrever luz de uma frequência f =      c/λ como um coleção de fótons (pacotes de energia E = hf,      momento p = h/λ).Mas cuidado com interpretações ingênuas!      Da mesma maneira que uma função de onda não é uma onda comum,      fótons são partículas não convencionais no sentido que não tem      massa e que não faz sentido falar sobre a posição de um      deles.</p>       <p>Com estes novas imagens na cabeça, podemos tentar entender o      fenômeno de absorção de novo.  A luz que usamos para investigar a      matéria e que incide sobre os átomos ou moléculas, tem uma uma      frequência de f<sub>luz</sub> = c/λ<sub>luz</sub> (não      confundir o comprimento de de onda da luz com o comprimento de      onda de de Broglie, associado à função de onda! São completemente      distintas). Se o átomo pode estar somente em estados de energia      discretas, separados por ΔE, então por conservação de      energia o átomo pode somente absorver pacotes (fótons) com uma energia de E =      hf<sub>luz</sub> = ΔE. Assim, a única luz que pode ser      absorvida (e assim levar o átomo ou molécula a um estado de energia maior)      é de uma frequência f<sub>luz</sub> = ΔE/h e comprimento de      onda λ<sub>luz</sub> = c/f<sub>luz</sub> = hc/ΔE.      Isto é o equivalente quântico de fenômeno que descrevemos na aula      anterior em termos das ressonâncias do sistema elétron-núcleo.      </p>      <h5>Links</h5>     <ul><li><a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/000129.html">Porque</a>       precisamos de funções de onda sobretudo para elétrons?       (basicamente porque são as partículas mais leves que       existem).</li><li><a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/000130.html">As       funções de onda dos elétrons num átomo de hidrogênio</a>.</li><li>O <a href="http://www.shef.ac.uk/chemistry/orbitron/index.html">orbitron</a>       para visualizar as funções de onda dos elétrons num átomo de       hidrogênio.</li></ul>      <h4>Espectrofotometria</h4>          <p> O princípio de espectrofotometria é deixar incidir luz em uma     molécula, e detectar como a molécula afeta a luz. Um     espectrofotômetro é um aparelho que deixe você controlar o     comprimento de onda da luz incidente na sua amostra, e que indique     a razão <em>T</em> entre a intensidade da luz que incidiu e a luz     que conseguiu atravessar a amostra: a transmitância     <em>T = I/I<sub>0</sub></em>. O espectro de uma     determinada substância, <em>T</em>, em função do comprimento de     onda, é característico para cada substância.</p>                   <h4>Lei de Lambert-Beer</h4>     <p> Pelo espectro podemos portanto identificar uma substância. No     caso de moléculas dissolvidas em um solvente, em certos condições     a intensidade da luz transmitida (de um determinado comprimento de     onda, luz monocromática) obedece a lei de Lambert-Beer:</p>             <p class="equation"> 	      T = I/I<sub>0</sub> = 10<sup>-abc</sup>     </p>          <p> com <em>a</em> uma constante característico do soluto     (absortividade), <em>b</em> a distância que a luz     atravessa, e <em>c</em> a concentração.  Esta relação deve ser     válida quando</p>      <ol><li>efeitos de espalhamento, reflexão e refração são       desprezíveis, ou seja, a única razão que a luz não chega no       detector é absorção (veja embaixo)</li><li>a concentração é pequena suficiente que as moléculas       dissolvidas podem ser consideradas independentes.</li></ol>          <p> Neste caso, é útil usar a absorbância</p>            <p class="equation">             	      A = -log(T)     </p>          <p> porque se a lei de Lambert-Beer é válido a absorbância <em>A =     abc</em> é proporcional à concentração, tornando o     espectrofotômetro um medidor de concentração seletivo para a     molécula que tem um pico de absorção no comprimento de onda sob     estudo.</p>                  <h5>Links</h5>     <ul><li><a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fge1189/000165.html">Lei       de Lambert-Beer e interação entre luz e moléculas</a>.</li><li><a href="http://www.chemkeys.com/bra/md/ede_5/ldpdad_1/ldpdad_1.htm">Outra       boa referência</a> no site do <a href="http://www.chemkeys.com/bra/index.htm"  title="&quot;o seu       site de química&quot;">ChemKeys</a>.</li></ul>     <hr />      <h5>Notas</h5>            <div class="ftn">        <p>[1]<a name="note-1"  title="note-1"></a> Note que para a função de onda        acima, aquela para uma partícula livre com velocidade        determinada, a densidade de probabilidade de achar a partícula        é igual para todas as posições! ( |exp(ix)|<sup>2</sup>=1        ). Para esta função de onda, a partícula está completamente        <em>deslocalizada</em>.  Mas isto concorda com o princípio de        Heisenberg, que diz que não podemos determinar a velocidade e a        posição ao mesmo tempo. Aqui, determinamos a velocidade com        precisão absoluta, e portanto, a posição não é determinada.</p>         <p>[2]<a name="note-2"  title="note-2"></a> λ e f não são independentes:        um determina o outro. Neste caso, queremos usar a Eq.  1 (uma        função de onda progressiva) para descrever o estado para uma        partícula livre com determinada velocidade v e energia E.        Temos</p>        <pre class="equation"> E = 1/2mv<sup>2</sup> =<br />       h<sup>2</sup>/(2m λ<sup>2</sup>) (de Broglie) = hf<br />       (Einstein}. Temos então hf = hv/2λ e λf = v/2<br />       </pre>         <p>Ou seja, a velocidade da partícula <em>não </em> é igual à        velocidade da Xonda= λf. Na mecânica quântica, esqueça a         &quot;velocidade da onda&quot; e se concentre na regra de de Broglie: a        velocidade da partícula v = h/(mλ)</p>         <p><a name="note-3"  title="note-3"></a>[3] Na verdade, a dependência com o        tempo é exp(i2πf t), um número complexo, mas exp(i2πf t)        = cos(2πf t) + isen(2πf t), e é uma função que oscila        harmonicamente com o tempo: tem uma única frequência.</p>      </div>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Luz, Interferência, Difração e "porque o céu é azul"]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/3262.html</link>
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            <pubDate>Mon, 28 May 2007 13:52:21 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[luz]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[Laboratório de Física]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Luz, e radiação eletromagnético em geral, é uma das ferramentas     mais importantes no estudo e caracterização da matéria e é     importante estudar o fenômeno. No século 19 ficou claro que luz é     uma onda elétromagnética. Neste aula veremos mais propriedades     importantes de ondas como superposição e interferência, e como luz     é gerado por e interage com a matéria. Falaremos também um pouco     sobre a historia das idéias e como a introdução do conceito de     campo era uma quebra radical com as antigas idéias mecânicas, que     contemplavam somente partículas se chocando.</p><p>No laboratório podemos ver as conseqüências da natureza ondular da luz. O efeito mais importante é o fato que quando confinamos uma onda (luz, no nosso caso) ao passar por uma abertura estreita, a onda &quot;se espalha&quot; ou &quot;se abra&quot;. Se inteirar desta propriedade básica de ondas é imprescindível para entender o princípio de Heisenberg na mecânica quântica e a descrição desta teoria para elétrons confinados em átomos e moléculas. </p>          <h4>Luz é uma Onda Elétromagnética</h4>      <p>Como <a href="http://plato.if.usp.br/%7Efap0181d/electricidade.html">vimos</a>, uma carga cria uma     &quot;condição&quot; no espaço em redor dela, o campo elétrico, que     determine as forças sobre ou interações com outras cargas. Assim     como de um barco oscilando num lago emanam ondas circulares,     emanam ondas elétromagnéticas de uma <a href="http://plato.if.usp.br/%7Efap0181d/luz.html#">carga     oscilando</a>. São ondas igual às ondas que vimos na <a href="http://plato.if.usp.br/%7Efap0181d/cordas.html">aula passada</a> em que podemos descrever-las     com funções E(x,t) para o campo elétrico que varia no espaço e     tempo. [Quando há campos elétricos variando, sempre há campos     magnéticos B(x,t) também, mas os efeitos destes últimos podem ser     desconsiderados para efeitos químicos]. Luz visível tem comprimentos de onda     entre 0,4 e 0,7 μm, mas em princípio não difere de radiação com     comprimentos de onda maior (infra-vermelha, rádio, micro-ondas) ou     menor (ultra-violeta, raios-X).</p>      <p>As ondas que vimos até agora, como ondas na superfície     de água ou som, sempre envolviam vibrações de pontos     materiais. Parece que numa onda <em>algo</em> tem que vibrar, mas     para ondas elétromagnéticas isto não é verdade. Não podemos     visualizar o ondas eletromagnéticos como deslocamento de algo     material. Vamos elaborar...</p>      <h4>Conceito de campo</h4>     <p>Na história da ciência existe uma tensão criativa entre     descrições da natureza em termos de quantidades discretas ou     contínuas. A filosofia de Heráclito era de fluxo e fogo, tudo flui     e está mudando. Os atomistas procuravam explicações em termos de     partículas como constituintes da matéria. O universo de Newton as     vezes é considerado extremamente mecânico e determinista, mas os     seus contemporâneos certamente não acharem isto: quando Newton     propôs a sua teoria de gravidade no final do século 17, com as     misteriosas interações a distância, foi duramente criticado pelos     seus contemporâneos como Huygens e outros, que admitiram somente     explicações em termos de partículas se chocando. No século 19     surgiram teorias aparentemente muito menos mecânicas ainda. A     termodinâmica usa somente quantidades contínuas e macroscópicas;     não precisa de átomos, moléculas ou outras partículas     hipotéticas.</p>      <p> A teoria de electromagnetismo de Maxwell introduz o conceito     de um <em>campo</em>, um quantidade com uma magnitude e direção em     cada ponto no espaço, criada por uma carga, que te diz qual será a     força sobre uma outra carga: F=qE [ou, se existe um campo     magnético B e a outra carga tem uma velocidade: <strong>F</strong> =     q(<strong>E</strong> + <strong>v</strong> × <strong>B</strong>).] Sumiu a &quot;interação a     distância&quot; de Newton, como queriam o Descartes e Huygens, mas os     campos electromagnéticasnão admitem uma interpretação em termos     mecânicos. O próprio Maxwell tentou interpretar as suas equações     assim, usando rodas e engrenagens imaginários.  William Thomson     (Lord Kelvin) diz:</p>      <blockquote>       I never satisfy myself unless I can make myself a mechanical       model of a thing. If I can make a mechanical model I can       understand it.     </blockquote>          <p>Mas ficou logo claro que não havia fundamento para tais imágens     na cabeça. Como diz o Hertz:</p>          <blockquote>       Maxwell&#39;s theory is Maxwell&#39;s system of equations     </blockquote>          <p>A teoria não precisa ser visualizado em termos de modelos     mecânicos para fazer sentido, uma lição importante para quem     quiser se reconciliar com a mecânica quântica.</p>      <h4>Links</h4>     <ul><li><a href="http://www.thebigview.com/greeks/heraclitus.html">Heráclito</a>,       <a href="http://www-groups.dcs.st-and.ac.uk/%7Ehistory/Mathematicians/Maxwell.html">Maxwell</a></li></ul>       <h3>Superposição, difração e interferência</h3>          <p>Dois campos elétricos devidos à cargas diferentes, <a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/000126.html">se     somam</a>.  O campo resultante é simplesmente a soma (vetorial)     dos dois campos.  Assim, se temos duas ondas, devido à fontes     (moléculas chacoalhando) diferentes, e consideramos uma     determinada posição no espaço, o campo elétrico nesta posição vai     ser a soma E<sub>1</sub>+E<sub>2</sub>, e a intensidade da luz (o     que os nosso olhos detectam) vai ser     (E<sub>1</sub>+E<sub>2</sub>)<sup>2</sup>.     Interferência é o fenômeno que ocorre quando duas ou     mais ondas, provenientes de fontes diferentes, vibram no mesmo     lugar.  Se pudéssemos sincronizar as fontes assim que quando uma     onda dá &quot;mais&quot; numa determinada posição, e a outra dá &quot;menos&quot;,     iríamos ter um campo e intensidade zero: interferência     destrutiva. Podemos realizar esta situação usando duas aberturas     numa tela.  Um feixe de luz, quando é forçado atravessar uma     abertura muito pequena (menor do que o comprimento de onda de luz,      ≈ 0,5μm), vira uma onda esférica. Mais geral,     difração é o fenômeno que uma onda que encontra um     obstáculo ou abertura não se propaga em linha reta mas é     desviado. Duas aberturas vão produzir duas ondas vibrando juntas     (&quot;em fase&quot;), e dependendo da diferença do caminho até um anteparo,     vão interferir construtivamente ou destrutivamente, produzindo     regiões com respectivamente alta e baixa intensidade.</p>      <h4>Links</h4>     <ul><li>Usei este simulação de uma <a href="http://www.falstad.com/ripple/">cuba de ondas</a> durante       a aula teórica. Tem <a href="http://www.falstad.com/mathphysics.html">muito       mais</a>.</li><li><a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/ligcon.html#c1">Luz</a> no site Hyperphysics</li><li><a href="http://plato.if.usp.br/1-2005/fap0181d/LAB5.htm">Página</a>       descrevendo o laboratório</li><li><a href="http://www.ifi.unicamp.br/%7Eaccosta/f429-14.html">Página</a>       sobre difração e interferência de Antonio Carlos da Costa e Hugo       Fragnito (UNICAMP)</li><li>Dois anos atrás <a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fge1189/000164.html">tentei       explicar</a> o princípio de Huygens (porque luz vira um onda       esférica depois de passar por uma abertura pequena) e o       princípio de Babinet (porque a imagem de difração de um       obstáculo é quase iqual aquela produzida por uma abertura).</li></ul>      <h3>Interação entre luz e matéria</h3>     <p> O que temos até agora na nossa descrição da Natureza são     objetos feito de <em>partículas</em> e interações entre elas via     <em>campos</em>. Luz é uma onda de campos electromagnéticose uma     pergunta natural agora é como luz interage com uma partícula. Além     de ligar os conceitos básicos que introduzimos, este assunto é     importante porque usamos luz como <em>sonda</em> para estudar a     matéria.</p>          <p>Vimos na terceira aula uma descrição fenomenológica via a lei     de Snell, válido nas aproximações da ótica geométrico, mas agora     podemos investigar a interação de luz com átomos e moléculas num     nível microscópio. Até um certo ponto podemos usar imagens     &quot;clássicas&quot; e modelos mecânicos.</p>          <h4>Espalhamento (porque o céu é azul?)</h4>      <p>Vamos começar com uma onda de luz incidindo numa única molécula     ou átomo. Com luz é gerado? Podemos modelar uma molécula como     tendo um núcleo com carga positiva, ligada por molas com os     elétrons. Os elétrons geram um campo elétrico E em volta da     molécula. Quando os elétrons deste molécula vibram, geram uma onda     de campo elétrico que se espalha em todos as direções (como as     ondas geradas quando uma pedra é jogada em água). Em cada ponto     ponto no espaço vazio, vai ter agora um campo elétrico E(t)     vibrando (tem campos magnéticos também, mas os efeitos destes são     muito pequenos). Se tiver uma outra molécula numa outra posição,     esta vai sentir as vibrações do campo elétrico gerado pela     primeira molécula, o que vai por sua vez excitar os     elétrons. Resumindo, quando deixamos incidir luz numa molécula,     ela vai vibrar, e emitir ondas esféricas. A luz incidente é     <em>espalhado</em>. </p>      <p>Mas quanta luz é espalhada depende do comprimento de onda da     luz incidente. A ligação núcleo-elétrons é parecido com um sistema     mola-massa; as moléculas não muito grande têm freqüências de     ressonância na faixa que corresponde a luz ultra-violeta. Luz     incidente que tem um comprimento de onda mais perto de uma     ressonância excita mais a molécula. Por isso, luz azul é espalhado     mais do que luz vermelho.     </p>     <p>O céu é luminoso em direções outras do que o sol porque luz é     espalhado pelas moléculas do ar. Mas luz azul é espalhado mais     eficientemente do que luz vermelho, e acaba ser o cor dominando do céu.     </p>     <h4>Difração de raio-X</h4>     <p>Agora vamos considerar o espalhamento de ondas de uma série de     átomos ou moléculas dispostos numa linha. O que acontece se     deixamos incidir luz neste grade? Seguindo o mesmo raciocínio que     no caso da fenda dupla, é fácil mostrar que a onda total,     resultante de todas as ondas esféricas espalhados, vai sofrer     interferência construtiva em direções dada por      dsenθ = λ ou nλ, com d a distância entre os     átomos. Pode-se mostrar que, ao contrário do caso de somente duas     fontes, é somente nestas direções de interferência construtiva que     vai ter uma intensidade apreciável de luz espalhada. Neste caso,     chamamos a luz espalhado de luz difratada.</p>      <p>A generalização para redes três dimensionais não é difícil,     pelo menos conceitualmente. Usa-se radiação com comprimentos de     onda comparável com a distâncias entre os átomos de um cristal, da     ordem de 0,1nm, e mede-se os ângulos de difração para inferir     estas distâncias e assim a estrutura do cristal. A técnica de     difração de raio-X foi desenvolvido por W.H e W.L. Bragg (pai e     filho) e von Laue a partir de 1913, não muito tempo após a     descoberta de raios-X por Roentgen em 1895.</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Greve?]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/3214.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/3214.html</guid>
            <pubDate>Fri, 25 May 2007 20:42:02 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[greve 2007]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[Falei agora a pouco com a Teresa, e concordamos que é a nossa intenção de dar as nossas aulas na próxima segunda-feira dia 28 de maio <strong>normalmente.</strong> Por agora, tudo indica que não vai ter problema. Qualquer dúvida, mande um email ou deixe a sua mensagem aqui.]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Experiência 4: Ondas e Cordas Vibrantes]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/2803.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/2803.html</guid>
            <pubDate>Mon, 14 May 2007 13:32:10 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ondas]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<h4>Porque estudar Oscilações e Ondas?</h4>          <p>A função (farmacológica, por exemplo) de moléculas depende da     <em>estrutura</em> delas: onde estão os átomos em relação aos     outros. Mas muitas vezes estamos também interessados na     <em>dinâmica</em>, o movimento em função do tempo. Para pequenos     desvios, o movimento é oscilatório, em volta das posições de     equilíbrio. Espectrometria utilize estas oscilações     (característico de cada sistema) para o propósito de     identificação.</p>          <p>Para coleções grandes grandes de partículas, ou para     distribuições contínuos de matéria, ou para <a href="http://plato.if.usp.br/%7Efap0181d/electricidade.html#campos">campos</a>, introduzimos     ondas. Se estamos lidando com um número macroscópico de     partículas, não adianta especificar a posição e velocidade de cada     partícula em função do tempo. A descrição das excitações coletivas     de objetos macroscópicas é melhor feito em termos de ondas. </p>      <p>Por fim, no início do Sec. 20 ficou claro que partículas tem     características ondulares. Precisamos entender ondas clássicas     para apreciar a descrição mais completa da realidade que a     mecânica quântica fornece. </p><h4>Ondas</h4>      <p>Uma onda é um distúrbio ou     pertubação de algo que se propaga no espaço. Pense nas ondas     circulares que emanam de uma pedrinha jogada na água, por exemplo,     ou uma onda de torcedores num estádio. Ondas transportam energia e     informação de um lugar para outro, igual a massa em movimento. Mas     no caso de ondas <em>não há transporte de matéria!</em>: é     importante não confundir a velocidade do meio coma velocidade da     onda. Um torcedor participando numa onda num estádio não muda de     lugar. As moléculas de ar são colocados em vibração pelas suas     cordas vocais, mas <em>em média</em> não mudam de lugar quando     escuto a sua voz.</p>      <p>Este é uma diferença básica entre por exemplo uma onda em forma     de um pulso e uma partícula em movimento. Ambos transportam     energia, momento e informação, mas a maneira que isto acontece é     fundamentalmente diferente. Por isto um fenômeno pode ser descrito     em termos de ondas <em>ou</em> em termos de partículas, mas não     ambos, na visão chamado clássica da natureza.</p>      <h4>Ondas senoidais</h4>     <p>       Vamos considerar agora ondas especiais: as ondas       <em>senoidais</em> ou harmônicas. São ondas que num instante de       tempo tem a forma de um seno, e numa posição fixa o movimento       varia também senoidalmente com o tempo. A função que descreve       esta onda progressiva é</p>       <div><img src='http://stoa.usp.br/_latex/87f6c070065cd26430ae3aa518683039.gif' title='y(x,t) = text{sen}(2pi x/lambda - 2pi f t)' alt='y(x,t) = text{sen}(2pi x/lambda - 2pi f t)' align='absmiddle'>       </div>      <p>O comprimento de onda λ é a distância depois de      qual a função se repete; determine a rapidez da variação no      <em>espaço</em>. A frequência determine a rapidez da variação no      <em>tempo</em>.        </p>      <p>Esta onda progride no espaço, e será      útil na aula seguinte para descrever raios de luz se propagando      no espaço. Mas as coisas ficam mas interessantes ainda quando      consideramos ondas confinados no espaço. Veremos na última aula      que um elétron confinada pela atração com o núcleo deve ser      descrito em termos de uma onda confinada, mas por enquanto      podemos pensar nas ondas numa corda tencionada (de um violão por      exemplo). </p>       <p>Uma partícula confinada entre duas paredes é reflito numa      parede, re-reflito na outra parede, etc. resultando em um      movimento periódico (com período T = 2L/v). Com uma onda      confinada acontece a mesma coisa, com uma diferença: a onda se      superpõe (&quot;interfere&quot;) com ela mesma depois de ser refletida. Os      pulsos indo e vindo se superpõe, e o resultado é um movimento      complexo, mas periódico, com período T=2L/v<sub>onda</sub> (numa      corda a velocidade da onda seria dado por v<sub>onda</sub>=      sqrt(tensão/densidade linear) = <img src='http://stoa.usp.br/_latex/795de23e3ad1a311b385103d9d900b6a.gif' title='sqrt{T/mu}' alt='sqrt{T/mu}' align='absmiddle'>).      </p>       <p>Agora vamos tentar achar um movimento da corda que não é      somente periódico, mas também senoidal (harmônico). Se a onda tem      que ser zero nos dois lados x=0 e x=L, para todos os tempos,      obviamente ondas progressivas não servem, mas as chamadas ondas      estacionárias podem servir. São ondas da forma</p>            <div><img src='http://stoa.usp.br/_latex/548edda15f7b590bd0479ab451d0da4c.gif' title='y(x,t) = sen(2pi x /lambda)cos(2pi f t)' alt='y(x,t) = sen(2pi x /lambda)cos(2pi f t)' align='absmiddle'>      </div>        <p>Mas qualquer comprimento de onda λ ou frequência f não serve:      precisamos escolher os comprimentos de onda assim que a variação      no espaço [dado pelo sen(2π/λ x) ] é zero nos pontos fixos. Se      o seno é zero em x=0 e x=L, o deslocamento y será zero também      nestes posições, para todos os tempos. Isto leva a condição que      os comprimentos de onda podem ser 2L, L, 2L/3, 2L/4 etc. Estes      são os únicos comprimentos de onda possíveis que satisfazem a      condição que y(x=0,t) = 0 e y(x=L,t) = 0.</p>      <p>Concluímos que se impomos a condição de ondas harmônicas,      confinadas no espaço, então os comprimentos de onda (e      frequências) destas ondas são discretos. Estas ondas duplamente      especial (porque são ondas não só harmônicas, mas também com um      comprimento de onda especial) são os chamados modos normais, e os      comprimentos de onda (ou frequência) são chamados de      característicos. Para ondas numa corda tensionada, temos para a      velocidade da onda <img src='http://stoa.usp.br/_latex/9fd42bc4a5dbadf78ffffa6c5fd59a1d.gif' title='v_text{onda} = sqrt{T/mu}' alt='v_text{onda} = sqrt{T/mu}' align='absmiddle'>, <img src='http://stoa.usp.br/_latex/2d392eab2ad846b5e54b5a9ac271859e.gif' title='lambda_n = 2L/n' alt='lambda_n = 2L/n' align='absmiddle'> e      </p><p><img src='http://stoa.usp.br/_latex/f93152b70e4abe4628e99a9b15453988.gif' title='f_n = v_text{onda}/lambda = frac{n}{2L}sqrt{T/mu}' alt='f_n = v_text{onda}/lambda = frac{n}{2L}sqrt{T/mu}' align='absmiddle'>.</p><h4 id="ref">Leia Mais<br /> </h4>     <ul><li><a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/000125.html">Ondas</a> e      <a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fap0184/000126.html">mais ondas       </a>no site do fap0184 de 2003</li><li><a href="http://www.kettering.edu/%7Edrussell/Demos.html">Animações de ondas</a>,       por <a href="http://www.kettering.edu/%7Edrussell/">Dan Russel</a></li><li><a href="http://www.falstad.com/loadedstring/">Simulação de uma corda vibrante</a>,       e <a href="http://www.falstad.com/fourier/">análise de Fourier</a> por       <a href="http://www.falstad.com/mathphysics.html">Paul Falstad</a>, e um outro applet de       <a href="http://www.cepa.if.usp.br/fkw/sound/sound.html">análise de Fourier</a></li></ul>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Relatórios: observações rápidas]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1911.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1911.html</guid>
            <pubDate>Mon, 16 Apr 2007 16:06:58 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[relatórios]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Lendo os relatórios de vocês, algumas observações rápidas</p><ol><li>A respeito da corrente ser inversamente proporcional à distância entre os eletŕodos, ví várias vezes afirmações do tipo &quot;como se vê na tabela, dimuinindo a distância, aumenta a corrente. Portanto a corrente é inversamente proporcional ao corrente&quot;. Mas isso não suficiente para se caracterizar algo como (inversamente) proporcional. Proporcionalidade é um conceito <em>quantitativo</em>: comprova se via um gráfico (observando a linearidade do gráfico) ou por uma continha rápida: se a causa aumenta duas vezes (&quot;por um <em>fator</em> 2&quot;), o efeito deve aumentar duas vezes também. No caso de um efeito que é <em>inversamente</em> proporcional à causa, temos que se a causa aumenta por um fator 2, o efeito <em>diminui</em> por um fator 2 (ou seja, cai pela metade).  </li><li>O mesmo problema existe com a palavra parábola: uma paráboa é uma curva específica: uma curva quadrátrica, y=x² e não uma curva qualquer.  </li><li>Ainda tem gente fazendo gráficos com escalas muito inconvenientes de ler: uma escala onde 1 cm no papel corresponde a 2.5 unidades, não dá para ler! Já vi até um gráfico onde 7 cm correspondiam a 5 unidades. Com uma escala desses é impossível dizer com facilidade onde fica o ponto 3 por exemplo. Portanto: usem a regra de 1,2 ou 5: escolhem a sua escala assim que uma unidade do gráfico corresponde a 1 ou 2 ou 5 unidades da quantidade que está graficando (ou 10, 20 ou 50, 0,1, 0,2 ou 0,5 etc., é claro)</li><li>Estamos dizendo: não façam &quot;Introdução&quot; porque uma exposição da teoria copiado da rede ou um livro texto não é útil para ninquém. Queremos relatórios escritos em suas palavras, com a sua voz, sobre o que aconteceu naquele dia. Mas também não pode começar imediatemente com a apresentação dos seus dados. Precisa situar o leitor: é necessário começar com <em>o que</em> e <em>como</em> mediram.  </li></ol>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Experiência 3: Refração e Lentes]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1910.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1910.html</guid>
            <pubDate>Mon, 16 Apr 2007 14:28:02 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[microscopio]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Guia da experiência: <b>[O arquivo não existe]</b></p><p>Neste experiência trabalhamos com raios de luz, a refração da luz e a formação de imagens por lentes. Veja a seguir um texto que escrevi para a aula teórico do ano passado. Para o concurso deste semana, veja embaixo.</p><h4>Luz como Raio </h4>     <p>Partículas interagem entre se via campos. Veremos nas próximas     aulas as propriedades de vibrações, oscilações e <em>ondas</em>, e     que luz pode ser descrita como oscilações de de campos     elétromagnéticas. Mas no nosso mundo macroscópico podemos usar a     aproximação de luz como raio, o que é condizente com a nossa     experiência do dia-a-dia de sombras nítadas e apontadores laser.     </p>      <p>     Ótica geométrica trata das consequências de reflexão e refração de     raios de luz. É uma aproximação capaz de descrever a propagação de     luz em meios transparentes macroscópicos, mas não trate por     exemplo de absorção de luz, ou como a intensidade da luz varia.     </p>      <h4>Refração: lei de Snell</h4>     <p>     Refração de raios de luz é um fenômeno conhecido, até     quantitativamente, desde a antiguidade. Mas somente muitos séculos     depois <a href="http://www-history.mcs.st-andrews.ac.uk/history/Biographies/Snell.html">Willebrord     Snell</a> achou a relação correta entre os ângulos incidentes e     refratados. A lei de Snell não é um princípio, é um mero resumo     das observações. Existem pelo menos duas &quot;explicações&quot; da lei de     Snell em termos de princípios mais fundamentais. Nas duas     explicações assumimos que a velocidade da luz depende do meio em     que propaga.     </p>     <dl><dt>Luz é uma onda</dt><dd>     <p>     Imagine frentes de onda impingindo na interface entre dois meios,     em qual a onda tem velocidades diferentes. A &quot;rapidez&quot; com que as     frentes chegam na interface (a frequência da onda) tem     que ser iqual à rapidez com que saem da interface. Isto só é     possível se o comprimento da onda é diferente nos dois meios. Se     chegam f frentes de onda por segundo, então o tempo entre frentes     é 1/f e a distância entre frentes é λ = v/f.  Agora     considere uma onda impingindo na interface com um ângulo. Um     raciocínio geométrico mostra que sen(i)/sen(r) =     λ<sub>i</sub>/λ<sub>r</sub> =     v<sub>i</sub>/v<sub>r</sub> = n<sub>r</sub>/n<sub>i</sub>, onde     definimos o índice de refração n = c/v, a relação entre a     velocidade da onda e a velocidade da onda em vácuo.     </p>     </dd><dt>Princípio de Fermat</dt><dd>     <p>Agora consideramos luz como raios, que se propagam, de novo,     com velocidades diferentes nos dois meios. O princípio de     Fermat afirma que o caminho , da luz é aquela que leva menos     tempo. Dentro de um meio homogêneo, onde a velocidade é uma     constante, o caminho de menos tempo é uma reta. Mas para chegar do     A até B em meios diferentes, existe um caminho que leva menos     tempo do que a linha reta.  Pode se comprovar que o caminho de     menos tempo é aquele da lei de Snell.</p>     </dd></dl>      <p>Vemos que duas explicações, baseadas em princípios     completamente diferente, levam ao mesmo comportamento da luz. É     uma lição epistemológica (a respeito de como obtemos conhecimento)     importante: apesar de ser prevista por um modelo ondular para a     natureza da luz, a lei de Snell não <em>comprova</em> esta     natureza ondular. As nossas idéias acerca da realidade são     construídas a partir de várias experiências e conceitos, que devem     se encaixar consistentemente.</p>      <h4>Formação de Imagens</h4>     <p>É importante entender como funciona o processo de formação de     imagens.  Não emanam pequenas &quot;imagens de gato&quot; de um gato, o que     supunham alguns dos Gregos Antigos. Uma maneira de introduzir o     conceito de formação de imagens por meio de lentes é via a <a href="http://euclides.if.usp.br/%7Eewout/ensino/fge1189/000161.html">evolução     dos olhos</a>.  Obviamente é útil para um organismo ter     informações sobre objetos distantes. Luz da sol, refletido,     refratado ou espalhado pelos objetos do mundo podem dar estes     informações. Um dos caminhos que a seleção natural escolheu foi:     células foto-sensíveis, células com uma tela opaca atrás para     distinguir a direção, a tela opaca curvada para ter mais resolução     na direção, uma tela quase fechado fazendo imagens do tipo     <em>câmara obscura</em>, e finalmente o uso de uma lente para     combinar as vantagens de ter uma imagem nítida e ao mesmo tempo     clara.</p>          <p>A idéia mais importante na explicação de formação de imagens é     que de cada ponto de um objeto emanam raios <em>em todas as     direções</em>. Para luz que reflete do um objeto, esta afirmação é     fácil de justificar pela aspereza microscópica das     superfícies. Requer um superfície microscopicamente liso para     exibir reflexão especular. No mundo real reflexão difusa, ou     talvez uma situação intermediária onde existe um direção     preferencial, é a regra.</p>          <p>Podemos supor então que de todos os pontos de um objeto, emanam     raios em todas as direções. Estes raios divergentes, ou, como     veremos mais tarde, frentes de onda, podem ser coletados por um     sistema ótico, e redirecionados. Para um sistema ótico ideal, a     cada ponto de S no espaço do objeto corresponde exatamente um     ponto no espaço da imagem. Nenhum sistema ótico é ideal (podemos     classificar os vários tipos de aberrações), mas fabricantes de     lentes conseguem otimizar os seus sistemas óticos deles tão bem,     que muitas vezes a qualidade da imagem é limitada por difração,     decorrente da natureza ondular da luz.</p>          <p>O seu olho é um exemplo de um sistema ótica, com a função de     projetar imagens na retina. A lente convergente do seu olho     refrata os raios que divergem de cada ponto de um objeto assim que     convergem num único ponto na sua retina: a lente projeta uma     imagem real na retina. Mas quando um objeto é colocado     <em>por dentro</em> da distância focal de uma lente convergente, a     lente não tem poder de refração suficiente, e os raios continuam     divergindo, fazendo uma imagem virtual na posição onde     os raios convergem quando extrapolados &quot;para trás&quot;. Você pode ver     estas imagens porque os seu olho (e o seu cérebro) são adaptados     para raios divergentes. Uma imagem real por outro lado precisa ser     projetado numa tela ou anteparo.</p><h4 id="ref">Referências</h4>     <ul><li>Dawkins, Richard. 1997. <em>Climbing mount       improbable.</em> London: Penguin Books.</li><li><a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0959-4388%2800%2900114-8">Evolution       of eyes</a>. Artigo de revisão de R. D. Fernald, outro       especialista em evolução dos olhos. Infelizmente, fica no       ScienceDirect, do Elsevier, sendo somente acessível para       assinantes.</li><li>Hecht, E. e Zajac, A. 1974. <em>Optics.</em>       Reading, Massachusetts: Addison-Wesley. Um livro texto de ótica,       muito bem escrito.</li><li>Um dos site mais bem elaborados sobre <a href="http://micro.magnet.fsu.edu/primer/">microscopia</a>.</li><li>Applets de Fu-Kwun Hwang: <a href="http://www.phy.ntnu.edu.tw/ntnujava/viewtopic.php?t=61">arco-íris</a>       e <a href="http://www.phy.ntnu.edu.tw/ntnujava/viewtopic.php?t=65">lentes</a>.</li><li><a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/geoopt/lenscon.html">lentes</a>, <a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/geoopt/opinst.html">Instrumentos       óticos</a> e <a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/atmos/rainbowcon.html">arco-íris</a>       no Hyperphysics, partes da seção &quot;<a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/ligcon.html">luz       e visão&quot;</a></li></ul><h4>Prêmios!</h4><p>Este semana, o ponto bônus no relatório e o grande <span style="font-weight: bold">prêmio</span> vai para a pessoa que consegue me explicar melhor como o microscópio é usado na indústria e pesquisa Farmaceutica ou ciências biológicas em geral. Gostaria de saber que aplicações o microscópio tem em Farmácia, em que áreas da Farmácia ele é usado mais, que características especiais o microscópio deve ter, esse tipo de coisa. Pode e deve usar material no internet. É claro que deve mencionar os links e citar as suas fontes. </p><p>Este espaço está aberto para outras dúvidas também! Se for membro deste comunidade (veja o link na barra lateral, &quot;Clique aqui para participar desta comunidade&quot;) pode começar um novo tópico. </p>]]></description>
        </item>
                
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            <title><![CDATA[Experiência 2: Eletricidade]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1334.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/1334.html</guid>
            <pubDate>Sun, 25 Mar 2007 19:45:51 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[eletricidade]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[laboratório didático]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[guia]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Guia: <a class="mediafile pdf" href="http://stoa.usp.br/ewout/files/69/2780/condutividade-2007.pdf">condutividade-2007.pdf</a> </p><p>Nesta experiência aprenderam manusear aparelhos elétricos simples como fontes de tensão e multímetros. Elétricidade está em toda parte. Sabiam, por exemplo, que 20% do metabolismo dos nossos corpos é usado para manter as cargas,                  voltagens e correntes elétricas nas nossas células em níveis adequados? Isto indica a importância dos fenômenos elétricos nas células                  e em nossos corpos. Vamos rever alguns conceitos de eletricidade básicos</p><h4>Correntes</h4>     <p>     Corrente elétrica é carga em movimento. Desde as experiências de Millikan sabemos     que carga vem em pacotes discretos, mas quando não estamos interessados nos     detalhes microscópicos, podemos tratar corrente como um fluido carregado. A intensidade     de corrente é a quantidade de carga que passa por unidade de tempo: I = Δq/Δt.      </p>     <img src="http://plato.if.usp.br/%7Efap0181d/images/fluxo.jpg"  border="0"  alt="fluxo por um tubo" />      <p>     Imagine um fluido escoando com velocidade v, por um tubo de área A. Num      tempinho Δt, o líquido se moveu uma distância Δx = vΔt.      Mas isto significa que durante este tempinho Δt, passa ΔV = AΔx pelo     tubo. Temos então para fluxo (volumétrico), o volume que passa por segundo,     ΔV/Δt=Av. Num gargalo no rio, a área é menor. Para manter o fluxo de água      constante, a velocidade da água tem que ser maior para deixar Av constante.</p>     <p>Seguindo o mesmo raciocínio, o fluxo massa seria Δm/Δt = ρAv. Se     tivermos no tubo uma densidade de partículas de n partículas por volume, e cada     partícula tem uma carga q (densidade de carga de nq Coulomb/volume),      então passam por segundo ΔQ = ΔVnq Coulomb. Ou seja, a corrente      I = ΔQ/Δt = Anqv, com v a velocidade média das cargas.</p><h5>Questão </h5><p>Para ver a grande diferença entre a velocidade dos elétrons num fio de por exemplo cobre e a velocidade média com que eles se deslocam para correntes típicas, podem fazer uma conta simples: v média = I/Anq [as unidades estão certas? velocidade = corrente/area/partículas por volume/carga ?] </p><p>Digamos que no filamento da lâmpada que usaram na experiência passa tipicamente 1 ampére, a área do filamento tem tipicamente 0,5 mm x 0,5 mm, vamos supor 1 elétron livre por átomo de cobre (a densidade de cobre é aproximademente 9000 kg/m³ , um átomo de cobre tem uma massa de 64 vezes a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atomic_mass_unit">massa de um átomo de hidrogênio</a>), e Google conhece a <a href="http://www.google.com/search?q=electron+charge">carga de um elétron</a>. </p><p>Bom, é uma conta chata, mas é interessante comparar a resposta com a velocidade típica (não a velocidade <em>média)</em> de um elétron num metal: um milhão de metros por segundo. A velocidade com que sinais são transmitidas é muito maior ainda: perto da velocidade da luz, trezentos milhões de metros por segundo. </p><p>E mais uma pergunta: quanto tempo leva para um elétron que está sendo empurrado pelas geradoras de <a href="http://www.itaipu.gov.br/">Itaipu</a> fazer a viagem até a sua casa? Porque a lâmpada acende imediatamente após ligar o interruptor?</p><p>[<strong>atualização</strong> 26/03/2007 : os meus colegas me chamarem atenção que para um elétron viajar de Itaipu até São Paulo, a corrente teria que ser contínuo. Na verdade o transporte de energia é feita com corrente alternada (mas poderia ser feito, em princípio, com corrente contínuo)]</p><h4>Lei de Ohm</h4>     <p>     Quando aplicamos uma diferença de potencial (voltagem) sobre um pedaço de fio,     estamos &quot;empurrando&quot; os elétrons, através da força F = qE = qΔ U/Δ x, de     um lado até o outro. O movimento deles é atrapalhado pelas colisões com a rede     e com outros elétrons. Os elétrons são acelerados até velocidades     grandes, mas depois um tempo curto já são espalhados em direções aleatórias pela     rede. Na média, a velocidade é baixa. A situação não é menos complicada para      íons em líquidos.      </p>     <p>     Apesar desta realidade microscópica complicada, o resultado macroscópico muitas     vezes pode ser descrito por uma lei fenomenológica simples, a Lei de Ohm. A     causa da corrente é a nossa aplicação de uma voltagem. O efeito, a corrente, muitas     vezes é proporcional à voltagem aplicada: I ∝ V. O fator de proporcionalidade     é 1/R, com R a resistência I = V/R: quanto mais resistência, quanto menos corrente. </p><h5>Veja Também</h5><ul><li><a href="http://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/mod06/">Corrente e Resistência</a>, material didático do Prof. C.A. dos Santos, UFRGS</li><li><a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/emcon.html">Electricidade e Magnetismo</a> (<a href="http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hph.html">Hyperphysics</a>)</li></ul><h4>Prêmios!<br /></h4><p>Esta semana vamos ter dois ganhadores do 1 ponto bônus e um grande <strong>premio,</strong> a ser definido ainda. Os ganhadores serão:  </p><ol><li>O primeiro a responder a pergunta sobre a velocidade média de um elétron num fio de cobre e quanto tempo leva para um elétron viajar de Itaipú até São Paulo.</li><li>A pessoa que me indica, por meio de um link nos comentários, a melhor visualização do movimento de elétrons em metais ou íons em soluções. Visualização aqui pode significar filmes, animações, diagramas, coisas desse tipo.</li></ol>Concorrem alunos do fap0181 que se identificam de alguma forma. Se for possível, cadastre-se no Stoa (para facilitar a identificação).]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Experimento 1: Viscosidade]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/917.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/fap0181/weblog/917.html</guid>
            <pubDate>Mon, 12 Mar 2007 13:35:48 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[fap0181]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Guia : <a class="mediafile pdf" href="http://stoa.usp.br/ewout/files/69/2779/viscosidade-2007.pdf">viscosidade-2007.pdf</a> </p><p>A ciência está cheia de afirmações que aparentemente simplesmente estão erradas. Baleia é mamífero? &quot;Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma&quot;? Um quilo de chumbo cai com a mesma velocidade que um bolinha de pingue-pongue? Um quilo de chumbo tem o mesmo peso que um quilo de penas? </p><p>À penúltima afirmação está associado o nome de Galileo, que numa experiência apócrifa jogou  duas bolas de pesos diferentes da torre de Pisa e mostrou que atingiram o chão no mesmo instante. Porém, é importante entender que as afirmações da Física se referam a um mundo idealizado (neste caso, um mundo sem arrasto viscosa). Somente assim podemos fazer progresso, mas não podemos esquecer que, de fato, são <span style="font-style: italic">modelos</span> idealizados que, no melhor das hipóteses, captam a essência dos fenômenos,  </p><p>Os efeitos de atrito devido à viscosidade do meio podem ser importantes. Um paraquedista ou gotinhas de chuva caem com velocidade constante. Alguem que já contemplou as gotinhas de água de uma cachoeira sabe que as gotinhas menores caem mais devagar. Veja a expressão que derivamos no guia  para a velocidade limite que uma esfera atinge num meio com viscosidade <img src='http://stoa.usp.br/_latex/eba021d91b44a97dec2588bbea58a447.gif' title='eta' alt='eta' align='absmiddle'>:</p><p><img src='http://stoa.usp.br/_latex/a0a8a2d2c2c61b2f24e35a3ce00ed0b9.gif' title='v_{mathrm{lim}} = frac{2}{9} frac{r^{2}}{eta} g (rho_{mathrm{esf}} - rho_{mathrm{liq}})' alt='v_{mathrm{lim}} = frac{2}{9} frac{r^{2}}{eta} g (rho_{mathrm{esf}} - rho_{mathrm{liq}})' align='absmiddle'></p><p>É interessante ver os limites desta equação. Como já escrevi em outro luga, é verdade sim que <a href="http://euclides.if.usp.br/~ewout/ensino/geral/000175.html">um ciclista grande leva vantagem na descida</a>: considerando uma ciclista esférica (<img src="http://stoa.usp.br/_tinymce/jscripts/tiny_mce/plugins/emotions/images/smiley-smile.gif"  border="0"  alt="Sorriso"  title="Sorriso" />), quanto maior o raio r, maior a velocidade. Mas a experiência do Galileo se refere a bolas esfericas do mesmo tamanho, mas feito de materiais com densidades diferentes. Mais uma vez, podemes ver pela equação que quanto maior a densidade da esfera, maior a velocidade.</p><p>E para micro-organismos, as velocidades limites com que caem são muito pequenos.  Na verdade, pode mostrar que <a href="http://euclides.if.usp.br/~ewout/ensino/fge1189/000166.html">para organismos unicelulares natação é bem diferente</a> do que para organismos do nosso tamanho. Para raios e velocidades típicas de natação de uma        organismo unicelular (r = 1μm, v = 30μm/s), pode-se mostrar a força de arrasto é mais do que 10        vezes maior do que o próprio peso. Para estes organismos os efeitos da força de gravidade e inércia são desprezíveis. As forças viscosas são tão grande que se elas param de nadar, a célula se desloca por inércia somente 1nm: somente um milésimo do próprio tamanho!</p><p>Voltando à equação acima, não tem uma coisa errada? Segundo os livros-textos, Galileo teria razão se a experiência <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4mTsrRZEMwA">fosse feito em vácuo</a>. Mas a equação diz que no limite que a densidade do líquido vai para zero (<img src='http://stoa.usp.br/_latex/be7ee5cd595401de9c5697cb547329c3.gif' title='rho_{mathrm{liq}} = 0' alt='rho_{mathrm{liq}} = 0' align='absmiddle'>), a velocidade limite vai para <img src='http://stoa.usp.br/_latex/b8c7c3dbd57d2f4802d6930a5ab0f621.gif' title='frac{2}{9} frac{r^{2}}{eta} g rho_{mathrm{esf}}' alt='frac{2}{9} frac{r^{2}}{eta} g rho_{mathrm{esf}}' align='absmiddle'>. Mas isto ainda depende do tamanho e densidade da esfera, contrário ao que Galileo e os livros-textos afirmam! Qual é o erro de raciocionio? (O primeiro aluno do fap0181 a responder vai ganhar 1 (um) ponto bônus no relatório desta semana e mais um <span style="font-weight: bold">premio</span> a ser entregue na próxima aula. Outros participantes do Stoa não podem participar...) </p>]]></description>
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