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        <title><![CDATA[Ewout ter Haar : Itens do blog com os Tags web]]></title>
        <description><![CDATA[Blog de Ewout ter Haar, hospedado no Stoa.]]></description>
        <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/</link>        
        <item>
            <title><![CDATA[Tecnologias da Web Social Aplicadas a Ambientes Educacionais]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/78635.html</link>
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            <pubDate>Tue, 11 May 2010 18:04:42 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[TIC]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web social]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[educação]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>
<p>[Fiz uma apresentação para um grupo de trabalho que está pensando sobre Design Instrucional no contexto de projetos de Educação apoiado pelas tecnologias novas de informação e de comunicação.]</p>

<div style="425px"  id="__ss_4053640"><strong style="block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/ewout/cdi-20100502"  title="Tecnologias da Web Social Aplicadas a Ambientes Educacionais">Tecnologias da Web Social Aplicadas a Ambientes Educacionais</a></strong><object id="__sse4053640"  width="425"  height="355"><param name="movie"  value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=cdi-20100502-100511125953-phpapp02&stripped_title=cdi-20100502" /><param name="allowFullScreen" /><param name="allowScriptAccess" /><embed name="__sse4053640"  src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=cdi-20100502-100511125953-phpapp02&stripped_title=cdi-20100502"  type="application/x-shockwave-flash"  allowscriptaccess="always"  allowfullscreen="true"  width="425"  height="355"></embed></object><div style="padding:5px 0 12px">Veja mais das <a href="http://www.slideshare.net/ewout">minhas apresentações</a>.</div></div>

<p><strong>Intro</strong>: A Web Moderna é fundamentalmente diferente de mídia de massa. Permite consumidores passivos se tornarem produtores ativos. As novas tecnologias de rede e a Web participativa em particular têm aplicacões óbvias ao desenho dos nossos ambientes educacionais. Vou mostrar alguns resultados, acertos e erros do projeto Stoa e mostrar algumas possibilidades de ferramentas da Web para a construcão do ambiente online do curso de licenciatura em ciências. </p>
<p><strong>Três teorias </strong>(melhor: concepcões) de aprendizagem ou pedogagias e as suas consequências para o design de ambientes educacionais. </p>
<p><ol>
<li><em>"Behavioural" / Cognitivo</em>.  É um modelo onde o instructor e o conteúdo está no centro das atencões, transferindo conteúdo / conhecimento. "Content is King". </li>
<li><em>Construtivismo</em>. Desde Dewey, Freire, etc. há críticas no modelo "transferência de informacão". Conhecimento é construído, em grupos, e é altamente dependente do contexto social. Uma metodologia alternativa ou complementar reconhece que aprendemos fazendo. As metodologias pedagógicas são mais centradas no aluno ou pequenos grupos. Exemplo: Problem based learning. </li>
<li><em>Connectivismo</em>. Inspirado em "Redes". A característica de redes é que não tem centro: não existe uma única entidade que controla o andamento das coisas. </li>
</ol></p>
<p><strong>Experiências com Stoa</strong></p>
<p>  - Proposta vs usos reais (mero espaco de arquivos e blog, mas se é só isso, porque não usar plataformas genéricos: uso de espaco institucional tem que ter algum valor agregado)</p>
<p>  - Número de cadastros, aumento enorme quando Docentes comecam usar Moodle</p>
<p>  - Tensão entre "plataforma aberta" e hiearquias tradicionais da Universidade. </p>
<p><strong>Proposta concreta</strong></p>
<p> - Moodle. Mais: usar Buddypress para dar "um espaco na Web" para alunos, tutores e docentes. Ferramentas de criacão de grupos (Fóruns). Portal que agrega atividades. Outras ferramentas: Wiki, Web-Conferência (DimDim), email e lista de email, Chat. Ferramentas "Web2.0" de terceiros.  </p>
<p> - Precisamos planejar / pensar sobre</p>
<p>  + como incentivar o uso destes espacos (usar tutores e docentes)</p>
<p>  + como evitar que os participantes se sentam perdidas no espaco virtual: organizacão vs autonomia</p>
<p>  + até onde deixar "aberto" as contribuicões </p>
<p>  + é mesmo uma boa ideia mesclar formal - informal e pessoal - institucional?</p>
<p>  + qual métricas / indicadores acompanhar?</p>
<p>  + qual servicos "de terceiros" podemos usar? Google Apps, outros servicos Web2.0. </p>
<p><strong>Referências</strong>:</p>
<p> - "Lost in social space: Information retrieval issues in Web 1.5" <a href="http://journals.tdl.org/jodi/article/viewArticle/443/280 ">http://journals.tdl.org/jodi/article/viewArticle/443/280 </a></p>
<p> - "The Theory and Practice of Online Learning, second edition" <a href="http://www.aupress.ca/index.php/books/120146">http://www.aupress.ca/index.php/books/120146</a></p>
</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[O uso da redes sociais na Internet]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/78634.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/78634.html</guid>
            <pubDate>Tue, 11 May 2010 17:43:02 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[educação]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[redes sociais]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Um jornalista me pediu opiniões sobre "o uso da redes sociais na internet". Isto não acontece muito mas dar opiniões e palpites todo mundo gosta. Veja o que respondi</p>
<blockquote>
<pre>2010/5/11 Gladson Angeli Donadia :

&gt;
&gt; Qual é a principal função das redes sociais na internet atualmente? São
&gt; voltadas para o lazer ou usada também como ferramenta de trabalho?

Primeiro, gostaria ampliar e generalizar o conceito de "rede social"
para incluir tecnologia da Web que permite indivíduos *participar* e
*contribuir* ao vez de ser meros  consumidores de conteúdo. Desde o
seu início (anos 70 e 80) a Internet possibilitou estas novas
tecnologias "participativas" (pense usenet, ICQ, IRC, email, etc.) mas
foi somente com a Web nos anos 90 e 00 o seu uso ficou realmente
massificado (pense blogs, sites de compartilhamento (de fotos e
vídeos) e também redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter).

Voltando a pergunta: acredito que estas ferramentas de expressão
individual inicialmente eram ignorados pelas corporações e
instituições tradicionais (como empresas, universidades e governos).
Assim, inovações na Web como weblogs, fóruns e redes sociais eram
inicialmente voltados para atividades informais. Mas logo as
instituições se deram conta do potencial das novas ferramentas e agora
estão tentando usá-las para os seus fins.

No caso de Educação,  as novas tecnologias de rede e a Web
participativa em particular têm aplicações *óbvias* ao desenho dos
nossos ambientes educacionais. Desde a massificação e universalização
da Educação há críticas (Dewey, Paulo Freire, etc.) do modelo
"transferência de informacão" onde o alunos assiste passivamente aulas
e procure-se criar modelos pedagógicas que permitem e incentivam
posturas mais ativas por parte dos alunos. Tecnologia de redes socais
se encaixa muito bem nesta busca por modelos pedagógicas novas.

&gt; O senhor acredita que as redes na internet podem substituir as redes de
&gt; contatos fora do mundo virtual?

Não gosto muito da expressão "mundo virtual", porque dá a impressão
que tecnologia de rede, a Internet ou a Web seria de alguma forma
"irreal". Na verdade, são meios de comunicação e plataformas de
expressão, tão real quanto qualquer outro meio de comunicação como
telefone ou plataforma de expressão como livros.

Então, acredito que seria melhor perguntar de que forma as novas
tecnologias de rede podem contribuir para os nossos objetivos na vida.
Certamente acredito que eles tem muito a contribuir.

&gt; O senhor acredita que o número de redes sociais tende a crescer?

O uso das novas tecnologias de rede vai crescer cada vez mais, sem
dúvida. Uma pergunta interessante é se vai ter *concentração* de
mercado, da mesma maneira que alguns grandes conglomerados de mídia
detém o controle de uma fração cada vez maior do mercado de
comunicações. Certamente há o perigo que grandes empresas como Google
e Facebook monopolizam cada vez mais a Web, mas sou otimista que as
forças de-centralizadores conseguem manter um equilíbrio neste
sentido.

&gt; O senhor acredita que seja vantajoso aderir a várias redes sociais, ou o
&gt; internauta deve focar em uma que seja voltada para o público de específico
&gt; de sua área de atuação?

Acrdito que é perfeitamente natural criar vários "personagens" na rede
e na Web e tentar manter eles separados. Poderia criar uma identidade
profissional por exemplo e manter um blog sobre assuntos
profissionais, criar um perfil na linkedin ou na rede social da sua
empresa ou escola, etc. E ao mesmo criar um outro blog, outros perfis
em outros redes para manter uma personagem informal.

Me parece importante ter este flexibilidade.

&gt; O senhor tem alguma dica de atitude correta e de comportamento inadequado
&gt; dentro de uma rede social na internet?

<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta">http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta</a> e obedecer as regras de boa
educação que aprendeu na sua casa e sua escola.

&gt; De que forma o uso das redes sociais na internet podem ser prejudiciais?
&gt;

Da mesma forma que outras interações sociais podem ser prejudiciais ou
beneficiais. As características de pessoas não mudam porque usam uma
determinada tecnologia de comunicação. Agora, é verdade que pessoas
tendem a ser menos educadas quando a comunicação é feito a distância,
parece que se esqueçam que tem uma pessoa real no outro lado. Aí pode
ter um papel para a escola: devem ensinar e socializar as crianças
para lidar bem com estas novas tecnologias.

&gt; <span style="font-family: arial, sans-serif; white-space: normal; font-size: 13px; border-collapse: collapse;">Gladson Angeli<br />&gt; Repórter<br />&gt; RPC – Gazeta do Povo<br />&gt; <a href="http://WWW.RPC.COM.BR"  target="_blank">WWW.RPC.COM.BR</a></span>


Espero que ajudou, entre em contato se precisar algo a mais,

Atenciosamente,

Ewout ter Haar - CEPA - IFUSP
F. 30916696
</pre>
</blockquote>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[TLS / SSL na Web: sabe com quem está falando?]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/77268.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/77268.html</guid>
            <pubDate>Thu, 01 Apr 2010 16:09:24 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[criptografia]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[segurança]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[senhas]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[sysadmin]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[tls]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ssl]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<h4>Privacidade e Autenticidade da Comunicação</h4>
<p>Um professor que coloca as notas no Júpiter ou alguém que usa o webmail da USP se identificam com as suas senhas ao servidor remoto. É importante manter estas senhas secretas, por razões óbivas. Mas além das limitações do cérebro humano, que não consegue lembrar senhas complexas, tem dois outros problemas. </p>
<p>Primeiro: o usuário entre a senha no seu navegador (Internet Explores, FireFox, Chrome, etc.), que então manda para o servidor remoto. Qualquer um que consegue interceptar a comunicação entre o navegador e os servidores na USP pode capturar estas senhas. E não é difícil interceptar tráfego na rede. </p>
<p>Segundo: como o professor ou usuário do webmail.usp.br (por exemplo) sabem que de fato estão falando com o servidor certo? Podem estar sendo enganado por um esquema de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Phishing">phishing</a>.</p>
<p><a href="http://stoa.usp.br/ewout/weblog/40577.html">A solução para ambas os problemas é criptografia</a>, que consegue assegurar a privacidade, a integridade da comunicação e da autenticidade da identidade de quem está no outro lado do canal de comunicação. Se ambos os lados, o navegador e o servidor remoto, compartilham um segredo (uma senha ou chave secreto), podem construir um canal seguro de comunicação.</p>
<p> </p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/7436/cripto-enc.png"  border="0"  width="600"  height="200" /></p>
<p><span style="font-size: 15.8333px;"><span style="color:#ff0000;">[MAS! Como falei <a href="http://stoa.usp.br/ewout/weblog/40577.html">no post anterior</a>, </span><strong><span style="color:#ff0000;">encriptar sem autenticar não tem valor</span></strong><span style="color:#ff0000;">. Se você não sabe com quem está se comunicando, é melhor nem tentar encriptar as suas mensagens porque <strong>a sua segurança é ilusório.]</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size: 15.8333px;"><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="color:#000000; font-weight: normal; font-size: 15.8333px;">A pergunta é: como distribuir estas novas senhas/chaves secretas? Não é viável para todos os usuários do webmail.usp.br ir fisicamente no CCE para trocar um segredo. É um problema do tipo ovo e galinha: é preciso compartilhar um segredo antes de comunicação, para que o usuário possa usar a sua senha de identificação de maneira segura, mas como é possível mandar um segredo sobre um canal não-seguro?</span></strong></span></span></p>
<h4>Criptografia de chaves públicas</h4>
<p><span style="font-size: 15.8333px;">Criptografia de chaves públicas (ou assimétrica) parece resolver esta questão. Por incrível que pareça, é possível estabelecer um canal seguro de comunicação com alguém só sabendo um número, <strong>que pode ser público (!)</strong>. Pode encriptar a sua mensagem com este número público e <em>somente</em> o outro lado (o dono de um número secreto correspondendo a o número público) pode decriptar. Por exemplo, se te dou este número</span></p>
<pre>30 81 89 02 81 81 00 BD 0D D6 B5 20 8A 6C A2 40
E7 1C 1E 31 26 C9 97 69 B3 A7 4B FD 8E DB CE 38
79 51 F9 19 67 7B 6F D6 D5 54 6B DF 4E E0 2F 4B
A4 67 14 1B 85 A3 34 18 E5 C2 28 FF 74 7E 5B 82
6D A7 7C 91 4C EF C1 18 99 70 FF 57 AD 0B CF 6D
96 26 C2 3E 06 F0 B6 11 0E 04 9A 0E 65 FC 51 5B
7F DE 8C 20 56 09 3E 2F 1E 6E 44 56 11 33 C5 40
BE 25 9D A7 FD CE F7 17 10 DD 84 AB F5 D6 03 16
41 FA 44 86 7C DE 99 02 03 01 00 01</pre>
<p>você pode se comunicar de forma segura com o servidor por trás do stoa.usp.br. Só o servidor do Stoa vai poder entender o que está mandando. Resolve as nossas problemas?</p>
<p>Não! Como você sabe que de fato este número pertence ou está associado a o domínio stoa.usp.br? Novamente, há o problema do ovo e a galinha: um impostor podia muito bem apresentar uma chave pública qualquer a um navegador desavisado. Só porque eu falei que este é a chave pública do domínio stoa.usp.br não quer dizer nada! (Como você sabe que eu sou quem estou dizendo, estamos falando de comunicação a distância). </p>
<p>É preciso um mecanismo que associa <span style="font-size: 15.8333px;">chaves públicas com domínios como o stoa.usp.br (ou, em geral, com <em>nomes</em> ou alguma outra forma de identificação). </span></p>
<h4>Certificados</h4>
<p><em>Public key infrastructure</em> seria uma solução. Neste sistema, "Autoridades Certificadores" (CA) em que todos confiam "assinam" um <em>certificado</em>, dizendo basicamente que <em>esta</em> chave pública de fato pertence a <em>este</em> domínio. Se visitar um site usando http<strong>s</strong> (note o "s" de segura), o seu navegador e o servidor fazem uma pequena dança. </p>
<p>O servidor diz, "este é a minha chave pública, pode usar para encriptar (por exemplo) a sua senha". O navegador diz "ah é? como sei que é você?". O servidor mostra o seu certificado, "está vendo? este certificado diz que esta chave público pertence ao domínio "exemplo.com". O navegador pensa "hmmpf, qualquer um pode fazer um certificado fake". Mas o navegador pode checar a autenticidade do certificado pela assinatura da entidade em que todos confiam (Thawte, na imagem em baixo).</p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12750/stoa-cert.png"  border="0"  width="480"  height="236" /></p>
<p>Se tudo der certo, cores tranquilizantes como azul ou verde e ícones de cadeados aparecem na barra de endereços do seu navegador.</p>
<p><a href="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12750/stoa-cert.png"></a></p>
<p>Repare um problema: qual são as entidades que todos confiam? O governo? Uma empresa nos EUA? É o ovo e a galinha de novo! Mas aí entram os vendedores / fornecedores de navegadores e sistemas operacionais: eles dizem efetivamente qual "Autoridades Certificadores" são confiáveis. <span style="font-size: 15.8333px;">Se o chamado "certificado raiz" do CA que assinou o certificado do stoa.usp.brestá instalado no seu navegador, e</span></p>
<p>Em Windows, é o Microsoft que determina que é ou não é confiável. No FireFox, é a fundação Mozilla. [Veja <a href="http://freedom-to-tinker.com/blog/sjs/web-security-trust-models">este post do Ed Felten para alguns problemas deste modelo</a>.] </p>
<p>Seja como for, é esta a tecnologia que temos. Mas o que acontece se o site apresenta um certificado que não é assinado por uma entidade aprovado pelos fabricantes de navegadores? Veja o que o meu navegador faz quando um site me apresenta um certificado que não é assinado por uma entidade em que confia:</p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12730/ssl-aviso.png"  border="0"  width="600"  height="396" /></p>
<p>De fato, é o interface de usuário aterrorizante é correto, porque um certificado assinado por uma entidade desconhecida é indistinguível de um ataque "Man in the Middle", onde o atacante intercepta e de-codifica todo tráfego. Novamente, <strong>sem saber com quem está falando, encriptar o tráfego é completamente inútil.</strong></p>
<h4>Certificados auto-assinados</h4>
<p>Na minha opinião, certificados que não são assinados por CAs já pre-instalados nos navegadores de usuários comuns, são piores do que inúteis. Existe, em princípio, a possibilidade de instalar o certificado raiz de um CA qualquer no seu navegador. Mas usuários comuns não conseguem fazer isto e de qualquer maneira, como este certificado raiz vai chegar neles de forma segura. </p>
<p>Se usar certificados auto-assinados (ou atrelados a CAs não-instalados por padrão em IE ou FF) você na verdade está treinando os seu usuários a abrir exceções e não prestar mais atenção nos ícones de cadeia, etc. </p>
<p>A única situação onde faz sentido usar certificados assinados é onde o administrador controla todos os computadores e navegadores que os seus usuários vão usar. Isto faz sentido num ambiente corporativo. Mas para serviços, "de consumidor", voltado para o público, é essencial que o certificado já está instalado. </p>
<h4>Porque na USP não se usa TLS?</h4>
<p>Bom, alguns sites usam. Os sistemas Júpiter ou MarteWeb, do DI, usam. Mas sites importantes como o webmail.usp.br ou os webmails das unidades não usam. [O webmail da IME use um certificado auto-assinado].</p>
<p>Ao meu ver, a razão é que certificados são difíceis de comprar se não tiver cartão de crédito internacional, inviabilizando o uso em projetos pequenas. [Recentemente fiquei sabendo que talvez não é tão difícil: parece que pode comprar via a imprensa oficial].</p>
<p>Iniciei uma conversa na lista de sysadmins da USP que vou resumir num outro post.</p>
<h4>Porque o Stoa não usa TLS?</h4>
<p>Na verdade, usamos o ano passado, com um certificado que comprei com o meu próprio dinheiro. Agora o CCE gentilmente comprou certificados do Thawte para os domínios stoa.usp.br e moodle.usp.br. Vou configurar o Stoa em breve para que pelo menos as senhas trafegam seguramente. </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[A intensidade das nossas conexões na Web]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/75698.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/75698.html</guid>
            <pubDate>Mon, 15 Mar 2010 01:25:45 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web social]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[conexões]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Redes sociais na Web são objetos interessantes de estudo, na interface entre sociologia e ciência de computação. A primeira coisa que vem à mente é estudar as propriedades estruturais: quem está ligado com quem? Veja um exemplo do crescimento do Stoa, por exemplo</p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/545/2835/anim.gif"  border="0"  width="400"  height="490" /></p>
<p>Mas é claro que na realidade as ligações entre pessoas não sáo binários, sim ou não. Algumas ligações são mais fracas do que outros. Granovetter ("<a href="http://www.stanford.edu/dept/soc/people/mgranovetter/documents/granstrengthweakties.pdf">The Strength of Weak Ties</a>", American Journal of Sociology, Vol. 78, Issue 6, May 1973, pp. 1360-1380.) foi um dos primeiros de conceituar ligações fracos e fortes entre pessoas (mostrando que para achar um novo emprego era importante ter conexões sociais "fracas" porque via estas conexões é possível  achar oportunidades mais diversas.)</p>
<p>Embaixo incorporei uma palestra interessante de <a href="http://social.cs.uiuc.edu/people/karriekarahalios.html">Karrie Karahalios</a> que relatou os resultados de trabalho que fez com Erich Gilbert quantificando o grau de intensidade das conexões entre pessoas no Facebook. Na apresentação e <a href="http://social.cs.uiuc.edu/people/gilbert/30">no paper</a> é mostrado como um modelo simples, usando dados como número de palavras trocados em mensagens, distância geográfica, número de vezes que aparece em fotos, número de contatos mútuos, etc. etc. pode prever com quase 90% de precisão a intensidade da conexão (como relatado numa entrevista feito em laboratório). </p>
<p>Não está no paper (que é do início de 2009),  mas fizeram algo muito mais interessante: tendo o modelo em mãos, transferiram o para Twitter e aplicaram nos contatos lá. O resultado é <a href="http://wemeddle.com/">We Meddle</a>, um serviço que tente agrupar os seus contatos no Twitter baseado na suposta intensidade da conexão. </p>
<p>E funciona até razoavelmente bem! Primeiro, o programa agrupa os seus contatos em grupos: </p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12513/wemeddle-1.png"  border="0"  width="400"  height="281" /></p>
<p>(pode fazer ajustes manuais). Mas o interessante mesmo é o cliente de Twitter que fizeram. Este cliente mostre os Tweets dos seus contatos maior ou menos baseado na intensidade da conexão: pode mostrar sobretudo Tweets das suas conexões mais próximos, por exemplo. </p>
<p><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12514/wemeddle-2.png"  border="0"  width="400"  height="428" /></p>
<p>É claro que é só um começo, mas achei muito interessante a ideia de um cliente Twitter (ou outra plataforma de streaming) que faz mais do que simplesmente mostrar tudo em ordem de chegada. De fato, há um monte de coisas legais que pode ser feito com as informações agora disponível da Web Social.</p>
<p>Fique com a apresentação, vale a pena.</p>
<p>
<object width="480"  height="385">
<param name="movie"  value="http://www.youtube.com/v/g_rModONgKE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" />
<param name="allowFullScreen"  value="true" />
<param name="allowscriptaccess"  value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/g_rModONgKE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999"  type="application/x-shockwave-flash"  allowscriptaccess="always"  allowfullscreen="true"  width="480"  height="385"></embed>
</object>
</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[A Web e só a Web é a plataforma de desenvolvimento do futuro]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/75634.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/75634.html</guid>
            <pubDate>Sat, 13 Mar 2010 23:07:02 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[AIR]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[software]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[plataformas]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[desenvolvimento]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[Adobe AIR]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Para fazer desenvolvimento de software é preciso usar uma plataforma. Antigamente, só tinha plataformas proprietárias, controladas por uma única entidade, como por exemplo Microsoft ou IBM. Este tipo de software roda no seu desktop (ou, no caso de computação móvel, no seu handset), usando as bibliotecas fornecidos pelo sistema operacional. </p>
<p>Recentemente ficou viável fazer aplicativos "da Web". Um dos exemplos mais impressionantes, para a época, era gmail, que mostrou que aplicativos da Web podiam competir em pé de igualdade com aplicativos "nativos" do ponto de vista do usuário.</p>
<p>Para o usuário, o que importa é somente funcionalidade. Mas para desenvolvedores e do ponto de vista de diversidade e "generatividade" o que importa é quem controla a plataforma. Nenhuma única entidade ou organização controla a Web. Por bem ou por mal, é um conjunto de acordos entre fornecedores de navegadores, desenvolvedores Web, fornecedores de servidores Web, provedores de serviço de internet, etc. etc. </p>
<p>E isto leva a uma baixa barreira de entrada de novas idéias (ninguém precisa pedir permissão para começar implementar uma nova idéia) e assim uma grande quantidade de inovação. Por outro lado, levar a própria plataforma para frente é mais difícil, justamente por não ser controlado por uma única entidade. </p>
<p>Estamos numa fase de proliferação de plataformas. O domínio de Windows acabou. Também, a distinção clara entre aplicativos no desktop e aplicativos da Web na verdade não é tão claro: <a href="http://www.adobe.com/products/air/">Adobe AIR</a> por exemplo é um espécie de intermediário, um chamada plataforma para fazer "Rich Internet Apllications", aplicativos que rodam no desktop, mas ao mesmo tempo desenvolvedores podem usar técnologia da Web (css, javascript). </p>
<p>Supostamente, para aplicativos nativos ou do tipo Adobe AIR a experiência do usuário é melhor, porque podem usar as funcionalidades mais avançadas da plataforma. Veja então a minha surpresa com a minha experiência de usuário quando instalei TweetDeck, um cliente para Twitter escrito com AIR. A instalação era tranquila (embora que sempre fico nervoso ter que dar acesso ao meu computador, aplicativos Web são muito mais seguros neste sentido). Mas olha o que acontece quando roda o programa pela primeira vez:</p>
<p><a href="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12504/tweetdeck-first-run.png"  target="_blank"><img src="http://stoa.usp.br/ewout/files/744/12504/tweetdeck-first-run.png"  border="0"  width="600"  height="300" /></a> Notem:</p>
<p> </p>
<ol>
<li>um diálogo modal avisando que o aplicativo está fazendo uma conexão com servidor não confiável  (até olhei o certificado, porque acho que entendo de certificados e criptografia na internet, mas não tinha nenhuma informação que podia me ajudar tomar uma decisão racional).</li>
<li>um diálogo de atualização da própria plataforma</li>
<li>um tweet, solto no meio da tela</li>
<li>um diálogo de introdução do aplicativo</li>
<li>no fundo, mais um monte de ruído visual</li>
</ol>
<div>Dizem que plataformas proprietários fazem interfaces de usuários melhores, mas obviamente não é verdade. Na Web, as interfaces são mais simples, mas razoavelmente bem padronizadas (e assim viram "intuitivo", por hábito). </div>
<div><br /></div>
<div>Não gosto de AIR. Para desenvolvedores, não acredito que vale a pena correr o risco de ficar dependendo de uma única controladora, no caso Adobe, que pode de repente tirar o tapete. Para usuários, não vale a pena se submeter aos idiosincracias de mais uma plataforma. A Web faz tudo que precisa e de forma muito melhor e segura.</div>
<div><br /></div>
<div>Próximo episódio: porque não deveriam desenvolver para Apple. </div>
<p> </p>
<p> </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[A Web Social na USP]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/37363.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/37363.html</guid>
            <pubDate>Sat, 22 Nov 2008 21:38:53 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[stoa]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[usp]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web social]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Segunda-feira <a href="http://stoa.usp.br/tom">Everton</a> e eu apresentamos o Stoa a um público de cientistas de informação no <a href="http://cipecc2008.ibict.br">CIPECC de 2008.</a> Veja a minha apresentação:</p>

<div style="425px;text-align:left"  id="__ss_756357"><a style="14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;"  href="http://www.slideshare.net/ewout/stoa-a-web-moderna-na-usp-presentation?type=powerpoint"  title="A Web Social na USP">Stoa: A Web Social na USP</a><object style="margin:0px"  width="425"  height="355"><param name="movie"  value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=cipecc2008-1226791106365346-9&stripped_title=stoa-a-web-moderna-na-usp-presentation" /><param name="allowFullScreen" /><param name="allowScriptAccess" /><embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=cipecc2008-1226791106365346-9&stripped_title=stoa-a-web-moderna-na-usp-presentation"  type="application/x-shockwave-flash"  allowscriptaccess="always"  allowfullscreen="true"  width="425"  height="355"></embed></object><div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;">View SlideShare <a style="text-decoration:underline;"  href="http://www.slideshare.net/ewout/stoa-a-web-moderna-na-usp-presentation?type=powerpoint"  title="A Web Social na USP on SlideShare">presentation</a> or <a style="text-decoration:underline;"  href="http://www.slideshare.net/upload?type=powerpoint">Upload</a> your own. (tags: <a style="text-decoration:underline;"  href="http://slideshare.net/tag/sns">sns</a> <a style="text-decoration:underline;"  href="http://slideshare.net/tag/stoa">stoa</a>)</div></div>


<h4>Parte 1: Digitalização e Abundância de Informação</h4><p>Nesta
primeira parte quero mostrar como a digitalização de mídia resulta numa
abundância de informação e que precisamos criar novos mecanismos para
achar conteúdo relevante. Afirmo que da mesma maneira que Google usou a
Web como plataforma para rankear documentos, vamos ter que criar em
cima da Web convencional uma nova plataforma, a Web Social, que por sua
vez pode ser usado para criar estes novos mecanismos. </p><p>Estamos no equivalente do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Incunabulum">incunábulo  </a>da
era digital. Para cada transição tecnológica tem  um período onde se
busca como melhor realizar as novas possibilidades desta tecnologia.  
A invenção da página (que possibilita referenciar um trecho no meio de
um texto) no século 3 permitiu Orígenes fazer análises <em>críticos</em>
de texto. A invenção da imprensa permitiu Cervantes inventar a novela
(quando livros não são mais objetos únicos pode tratar de assuntos
fictícios e leves). </p><p>Assim, a digitalização de mídia requer repensar modelos de negócios baseados em direitos autorais (porque informação digital <em>intrinsicamente</em> e <em>naturalmente</em>
tem custo zero para redistribuir). Precisamos repensar a classificação
e organização de Informação porque em forma digital não ocupa espaço e
podemos experimentar com novas maneiras de organização como
folksonomies. </p><p>Mas a mudança mais revolucionário é como mídia
digital facilitou a criação de novos recursos. Na Web em particular  é
extremamente fácil criar um novo post, subir uma nova foto num site de
compartilhamento de fotos, etc. etc. Para ter uma idéia: são subidas 60
fotos por segundo no flickr.com e nos últimos 6 meses foram colocados o
mesmo número de horas de vídeo que nos últimos 40 anos pelas redes de
televisão tradicionais.</p><p>Como lidar desta abundância de
informação? A solução deve envolver a Web Social (ver próxima seção)
que permite usar a sua rede de contatos para funcionar como filtro e
para fazer recomendações. A analogia é com Google que usa o número de
links apontando para um determinado documento  para avaliar a sua
&quot;relevância&quot;. (Na verdade, links a partir de documentos com relevância
alta vão <em>conferir</em> por sua vez relevância alta). Em comparação
com Altavista, que somente analisava o conteúdo dos documentos esta
maneira de buscar documentos relevantes era muito mais eficaz.</p><p>Note
que Google usa a Web (no caso, hipertexto) como plataforma em cima de
qual é construído uma aplicação inovadora. Na segunda parte
analisaremos melhor como isto é possível. </p><p>Recomendações como <a href="http://glinden.blogspot.com/2005/01/zen-and-art-of-amazon-recommendations.html">as do Amazon</a>
ou Netflix em parte são baseado na similaridade do conteúdo mas também
via a &quot;rede social&quot; de pessoas que compraram conteúdo parecido que eu.
Rankear conteúdo colaborativamente também é muito usado para sites como
Digg ou Reddit. Mas em nenhum destes casos é possível realmente <em>personalizar</em> as recomendações. </p><p>Nos
últimos anos vemos florescer o uso de &quot;mídia social&quot; onde pessoas podem
ativamente &quot;seguir&quot; as atividades e interesses de outras pessoas e usar
a sua rede de contatos para achar material relevante. Dou o exemplo do
site de compartilhamento de documentos na Web delicious.com. Em
primeiro lugar, posso seguir <a href="http://delicious.com/network/ewout">o que os meus contatos acham interessante.</a> Mas posso também achar outras pessoas e assim ampliar o meu horizonte. Se marco <a href="http://delicious.com/url/19af8eb617e2aabf0e2efe08523b5b03">um determinado documento como interesante</a>,
posso ver neste site outras pessoas com as mesmas interesses e achar
outros documentos relacionados. É uma maneira muito eficaz de achar
conteúdo parecido e relevante. </p><p>Afirmo que repositórios de mídia
digital e sistema de gestão de conhecimento em geral vão precisar usar
este tipo de funcionalidade para atender às necessidades do seu público
e para poder oferecer material minimamente relevante, do mar
quase-infinito de conteúdo disponível.</p><h4>Parte 2: A Web como Plataforma</h4><p>A
Web é o sistema de informação mais bem sucedido na história da
humanidade. Se quisermos criar novos sistemas, sejam educacionais,
sejam de gestão de informação, certamente devemos tentar abstrair as
razões pelo qual a Web tive tanto sucesso e aplicá-los aos nosso
sistemas. </p><p>Uma primeira lição é que devemos construir os nossos
sistemas para que exibem &quot;efeitos de rede&quot;, a idéia que o sistema fique
mais útil quanto mais pessoas usam. Isto nos ensina o valor de
interoperabilidade e o uso de padrões abertas (para que o maior número
possível de pessoas podem participar. </p><p>A Web é uma plataforma
neutra e aberta com arquitetura distribuída. Isto quer dizer que
nenhuma entidade controla sozinha a Web e que ninguém precisa pedir
permissão para participar e criar novas aplicações usando a plataforma.
Isto é a receita para aplicações inovadoras. A Web é construída em cima
da Internet, que tem uma arquitetura parecida. Nos dois casos se <a href="http://stoa.usp.br/ewout/weblog/31151.html">dá nomes às entidades importantes</a> (servidores e documentos respectivamente) e define um protocolo de comunicação entre elas (HTTP e o atributo href resp.). </p><p>Uma
arquitetura que dá nomes às entidades importantes e dutos de
comunicação &quot;burros&quot; entre elas às vezes é chamado do tipo &quot;end to end&quot;
ou &quot;ponta a ponta&quot;. Neste tipo de arquitetura não deve tentar controlar
como as entidades usam a rede. A inovação é permitido acontecer na
&quot;beira da rede&quot;.  </p><p>Da mesma maneira, precisamos construir <a href="http://stoa.usp.br/ewout/weblog/12732.html">a Web Social</a>
de forma que vire uma plataforma distribuída, neutra e aberta,
identificando pessoas de alguma forma, permitindo conexões entre elas,
para que possam ser construídas aplicações inovadores em cima desta
plataforma. Software Social já existe, mas este tipo de plataforma distribuído ainda não.Talvez as padrões emergentes <a href="http://code.google.com/apis/opensocial/">OpenSocial</a>, <a href="http://openid.net/">OpenID</a> e iniciativas como <a href="http://diso-project.org/">Diso</a> são passos na direção certa.  </p><h4>Parte 3: A Rede Social Acadêmica Stoa </h4><p>O
projeto Stoa é uma implementação de software social (ou, como prefiro,
&quot;a Web moderna&quot;) na USP. Os objetivos principais são oferecer
ferramentas a comunidade USP que facilitam o compartilhamento da
produção acadêmica, possibilitam a gestão de identidade digital e que
criam uma plataforma de aprendizagem. A idéia também é criar o
equivalente virtual de espaços públicos como corredores e lanchonetes
para que os membros da comunidade USP podem interagir. Aprendizagem é
um processo social, além de cognitivo.</p><p>Num ano e meio de operação
tivemos da ordem de 5000 cadastros, dos quais a metade customizou o seu
perfil. Foram criados 3000 posts, 6000 comentários. A maioria dos
participantes tem menos do que 25 anos. Não existem usuários &quot;típicos&quot;:
as distribuições de vários indicadores de atividades são altamente
desigual e &quot;skewed&quot;. </p><p>Recentemente houve uma discussão acerca do
papel que este tipo de plataforma pode e deve ter num ambiente
educacional  e institucional. Como o conteúdo disseminado na plataforma
deve ser moderado? A minha visão pessoal do Stoa é que é uma plataforma
onde cada usuário é responsável pelo seu espaço. Qualquer moderação,
nesta visão, deve acontecer num nível superior, em cima desta
plataforma, de preferência de forma distribuida. Gostaria de em
construir uma plataforma em vez de uma aplicação. Não é óbvio que isto
é o modelo melhor ou possível para um sistema institucional. </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Entender a Web: não tem preço]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/31151.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/31151.html</guid>
            <pubDate>Mon, 01 Sep 2008 00:05:00 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[URL]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[tiro no pé]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>A web é o sistema de informação distribuído mais bem sucedido na história. Mas nem todo mundo aprendeu as lições da Web. Viram a última propaganda do Mastercard, aquela que a mulher jovem ensina mexer com a Internet a um grupo de velhinhos? O vídeo está online e queria salvar o link, para depois mostrar aos meus alunos. Queria mandar o link via email, queria dar o link para o vídeo aqui,  mas não posso. Em vez disso, vou ter que dizer: vai para <a href="http://www.naotempreco.com.br/">http://www.naotempreco.com.br/</a> , clique no &quot;Historias premiadas&quot;, clique no &quot;Histórias que viraram comerciais na TV&quot; e se tiver sorte, se fizer isto agora (e não, por exemplo, daqui a um ano) vai ver o vídeo. Parece que estamos nos anos 80, usando FTP! </p><p>Sites feito em Flash não fazem parte e não querem fazer parte da Web. A arquitetura da Web tem três pilares que sustentam a plataforma toda em cima do qual foram construídas tantas aplicativos: um protocolo, um formato e um esquema de identificação global. HTTP, HTML e URL respectivamente. </p><p>O protocolo HTTP define as mensagens com que servidor e cliente (o navegador, geralmente) se comunicam. A especificação do protocolo é aberta (pode ser implementado livremente por todo mundo, como todo protocolo da Internet) e simples, possibilitando a criação de uma grande variedade de software, feito por uma grande variedade de pessoas, para uma grande variedade de finalidades. Uma propriedade mais característica é o fato que o servidor não precisa manter &quot;estado&quot;acerca das mensagens trocados anteriormente com um cliente. Neste aspecto é como a peixe Doris no Procurando Nemo: toda requisição de um cliente é nova. Isto faz sistemas que usam HTPP &quot;escalável&quot; porque pode ter intermediários (cache, proxies) entre o cliente e o servidor.</p><p>O formato HTML é uma linguagem de marcação muito simples. A decisão de fazer da Web um espaço distribuído de documentos <em>textuais </em>possibilitou o efeito &quot;ver código&quot;. Assim como grandes artistas roubam, milhões de autores iniciantes de sites começam com uma adaptação do código HTML dos outros. Como linguagem de marcação ou formato de hipertexto não é grandes coisas. Em particular, supostamente, hipertexto devia ser feito com ligações entre documentos, links, que são bi-direcionais para evitar links quebrados. Mas a possibilidade de fazer um link sem permissão e sem perguntar o dono do outro documento na verdade é uma grande virtude. Junto com a simplicidade de HTML, isto possibilita o crescimento rápido da Web de documentos inter-ligados. </p><p>O pilar <a href="http://www.crummy.com/writing/RESTful-Web-Services/system.html">mais importante da Web é o URL</a>. É claro que para ter um sistema de informação global é preciso um identificador globalmente único. Mas o URL é mais do que isto: possibilita &quot;endereçar&quot; um recurso. Antes da Web, tinha ftp, um protocolo de transferência de arquivos. Para &quot;endereçar&quot; um arquivo dizia-se algo como &quot;se loga como anônimo no servidor ftp.exemplo.com, vai para o diretório pub/exemplo/foo e inicia a transferência do arquivo bar&quot;. Ou seja, embora que o arquivo &quot;bar&quot; tinha, de certo modo, um endereço globalmente único, não tinha como dar facilmente instruções a uma máquina ou programa de buscar o arquivo. </p><p>É isto a idéia fundamental do Tim Berners Lee: dar nomes (globalmente únicos) a recursos e construir sistemas usando estes recursos. Um dos sistemas era o &quot;protocolo&quot; de links entre documento do HTML: &lt;a href=&quot;URL&quot;&gt;link&lt;/a&gt;. E é em cima deste protocolo que Google fez a sua fortuna, usando a estrutura do grafo dos documentos na Web para ranquear resultados de buscas e usando este superioridade para vender audiência a anunciantes de propagandas. </p><p>[Note bem: os nomes não indicam necessariamente um determinado &quot;representação&quot; do recurso. Não é como um nome de um arquivo, bar.doc por exemplo, que é o nome de uma determinada sequência de bytes que necessariamente tem que ser interpretado usando Microsoft Word. Não, o URL é o nome de um recurso, que pode ainda ter várias representações. ]</p><p>É irônico que Google virou um industria multi-bilionária vendendo uma aplicação da idéia do URL à indústria de propaganda e marqueting e este mesma indústria é o última que se está dando conta da importância do URL. Quem vai dizer aos marqueteiros que estão dando tiro no próprio pé? </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Como registrar o seu próprio domínio]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/30867.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/30867.html</guid>
            <pubDate>Thu, 28 Aug 2008 13:33:04 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[websites]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[dns]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[registro.br]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[hospedagem]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[fap0459]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[domínio de internet]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[domínio]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>É interessante ver <a href="http://stoa.usp.br/ewout/weblog/30688.html">os efeitos da internet na sociedade de uma maneira abstrata</a>, mas conhecimento não vale nada se não pode colocar na prática as idéias. Segue então, em forma de receita, como registrar o seu domínio e começar a oferecer um serviço na Web.</p>
<p>Resumindo: 1. verficar disponibilidade 2. contratar serviço de hospedagem e 3. registrar o nome. </p>
<h4>Verifcar disponibilidade</h4>
<p>A primeira coisa a fazer é ter uma idéia (mesmo que seja vaga) para que vai usar o seu serviço Web e ver se o seu nome do domínio pretendido ainda está disponível. Para domínios .com.br, verifique a disponibilidade no <a href="http://registro.br">Registo.br</a>. Para outros domínios, verifique em qualquer um dos registrantes internacionais. Recomendo <a href="http://www.google.com/a/cpanel/domain/new?hl=pt_BR"  title="Na verdade, o registro é feito por Godaddy ou enom.com, mas o Google colocou o interface de usuário deles no processo. Muito melhor.">fazer via Google</a>, por ser simples e em português (clique em  "Desejo comprar um nome de domínio"). Verificado a disponibilidade, vamos primeiro conseguir hospedagem e depois voltamos no registrante para terminar a compra do domínio. </p>
<h4>Contratar hospedagem</h4>
<p>Para "estar na Web" é preciso ter acesso a um computador conectado à internet. Mas o seu computador de casa não serve, por razões de confiabilidade e por que o seu proveder de acesso à internet não vai coloborar (o seu micro de casa deve ter IP dinâmica e largura de banda para upload pequena). Precisamos então contratar um serviço de hospedagem. Para começar, pode usar um serviço grátis. Se falar inglês, recomendo (mas aviso: conheço pouco temp) o serviço <a href="http://www.000webhost.com/">http://www.000webhost.com/</a> . Neste serviço, criar um conta e crie um "site" é muito simples e imediato. Para qualquer serviço de hospedagem, é necessário tomar nota dos nomes dos servidores DNS (servidor de nome. Neste caso, é ns01.000webhost.com e ns02.000webhost.co. Procure para o seu hospedagem quais os servidor de nomes deles, que vai precisar no próximo passo.</p>
<h4>Registar o domínio</h4>
<p>Finalmente, vamos registrar o domínio. No caso de um domínio .com.br faremos isto no <a href="http://registro.br">registro.br</a>. O primeiro passo é se cadastrar e se logar no site. Use uma senha boa!  O seu cadastro no registro.br é um dos mais importantes porque aqui vai poder controlar o seu domínio. Uma vez logado, escolhe a opção "Novos domínios" / Pessoa Física. Após aceitar o contrato, preenche o formulário. Use os dois nomes dos servidores de nome que pegou no passo anterior. Se tudo deu certo, requisições para oseudominio.com.br vão ser servidos pelo seu serviço de hospedagem do passo 2 dentro de uma hora. </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Meios de Comunicação Federados: quem determina o que se pode dizer?]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/30688.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/30688.html</guid>
            <pubDate>Tue, 26 Aug 2008 18:01:50 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[arquitetura federada]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[meios de comunicação]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[fap0459]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[DNS]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Na aula de hoje investigamos como fazer o cadastro de um domínio na Internet e como ligar o domínio a um serviço de hospedagem. Mas a lição vai além dos detalhes técnicos de servidores Web e o sistema DNS.  A questão é: quem  determina o que você pode e não pode falar. </p><p>Acho que pode distinguir razoavelmente três camadas que governam as restrições de comunicação. As leis do país proíbem calúnia e outros crimes. Instituições como editoras de jornais, donos de rede de televisão, reitores de universidades, etc. tem grande poder sobre o que os seus empregados falam usando a infra-estrutura deles. E por fim tem as regras sociais de boa educação que impedem xingar o outro.  </p><p>O fato que podemos comprar (na verdade alugar) e  controlar<a href="http://registro.br"> o nosso próprio domínio</a> é significativo na camada intermediária de instituições. Acesso ao serviço stoa.usp.br ou ao espaço web no servidor socrates.if.usp.br ainda implica, <em>em princípio</em>, a submissão às regras da USP e o Instituto da Física respectivamente. Tendo o seu próprio domínio é você que determina o conteúdo &quot;a baixo do&quot;  seu domínio.  </p><p>[Atualizado 28/8: na aula do noturno um aluno levou a questão de pedofelia e outros cirmes na rede, Bem lembrado: a internet tem grandes efeitos na camada de legislação também. O sociedade vai ter que lidar com avanços tecnologicas e adequar as Leis do pais às novas realidades. A polícia também tem que se adaptar às novas maneiras de infringir a Lei. Mas para os fins desta aula me concentrei na camada institucional, onde escolas e universidades se encontram] </p><p>É um exemplo de como escolhas tecnológicas influenciam diretamente nas estruturas da sociedade. O sistema DNS e os serviços feito em cima deste como email e a Web tem uma arquitetura <em>distribuida</em> e <em>federada, </em>em que a rede é organizado em forma de &quot;servidores&quot; com clientes. Os clientes são subordinados aos servidores que se comunicam entre si. Não tem controle centralizado sobre quem pode criar um servidor. Este é a organização de email, a Web e Mensagens Instantâneas (pelo menos os sistemas que falam <a href="http://www.xmpp.org/">XMPP</a>). Creio que vai ser a arquitetura de redes sociais também. É uma maneira de organização intermediária entre estruturas hierárquicas e centralizados por um lado e estruturas completamente distribuidas como redes &quot;peer to peer&quot;. </p><p>Na aula do diurno sorteiamos, das cinco propostas, experimentosdefisica.com.br para cadastrar. Ligamos o domínio a um <a href="http://www.000webhost.com/">serviço de hospedagem</a> grátis (<a href="http://stoa.usp.br/fap0459/weblog/30479.html">sugestão de Henrique</a>). Agora precisamos decidir que serviços e informação disponibilizar lá... </p><p>Atualizado 28/8: No noturno uma sugestão era fisicaparatodos.com.br, mas este domínio já está registrado (por uma <a href="http://www.editoraprojetosaber.com.br/">editora</a>, aparentemente). Aí, surgiu a idéia de registrar fisicaforro.com.br, mas na última hora turma mudou de idéia e preferiu ensinodefisica.com.br. Liguei este domínio também ao serviço de hospedagem 000webhost.com: agora temos páginas &quot;default&quot; (veja <a href="http://ensinodefisica.com">http://ensinodefisica.com</a> e <a href="http://experimentosdefisica.com.br">http://experimentosdefisica.com.br</a>) lá e precisamos colocar alguma coisa.  </p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Infra-estrutura para e-ciência]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/ewout/weblog/17802.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/ewout/weblog/17802.html</guid>
            <pubDate>Thu, 06 Mar 2008 14:34:35 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[sciencecommons]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[web]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[infra-estrutura]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ontem o John Wilbanks do  visitou o CCE e apresentou os objetivos e motivação do projeto <a href="http://sciencecommons.org/">sciencecommons</a>, que visa a construção de infra-estrutura técnica, legal e social para fazer ciência do século 21. </p><h4>O problema</h4><p>Ciência de uma maneira geral está ficando cada vez mais massificada. Físicos de altas energias já estão acostumados desde a segunda guerra de trabalhar em grande escala e com grandes quantidades de dados. Um processo parecido está acontecendo com por exemplo as ciências biológicas. John contrastou alguns dos velhos métodos de colaboração com os novos: o conhecimento &quot;canônico&quot; era em forma de artigos e livros mas agora está em bases de dados. A distribuição de dados e artigos era mediado por editores humanos mas agora está função é cada vez mais de algoritmos e máquinas.<br /> </p><p>Especialmente nas ciências biológicas e da saúde, o conhecimento está em literalmente milhares de bases de dados separados. Como integrar estes dados e como oferecer uma plataforma que aumente a produtividade dos cientistas, assim como a Web fez para produtividade cultural. </p><p>A solução proposta pelo projeto Sciencecommons é inspirado na Web, a plataforma neutra e aberta mais bem-sucedida na história recente. Mas a arquitetura Web precisa ser adaptada para ciência e complementada com infra-estrutura legal e social. </p><h4>Acesso Aberto</h4><p>O primeiro passo é dar acesso livre à informação para toda cientista que precisa. Na área de artigos isto pode ser feito por meio de políticas de acesso aberto e usar tecnologia Web do jeito que está. Cientistas devem usar mais hiperlinks, artigos científicos devem ser mais como páginas web porque a natureza de trabalhos científicos é integrativo. Deve ter links para métodos, outros trabalhos, etc. etc. Além desta tecnologia deve ser possível legalmente possível compartilhar os trabalhos. Isto pode ser feito por meio de licenças do tipo creative commons. </p><p>Mas deve have acesso também a dados. O problema legal atualmente é que quando alguém integra vários bases de dados o conjunto fica com a licença mais restritiva. O sciencecommons fez <a href="http://sciencecommons.org/projects/publishing/open-access-data-protocol/">um protocolo de acesso de dados</a> que permite a liberdade para outras cientistas integrar este base em conjuntos maiores.</p><h4>Mercado de amostras e equipamento</h4><p>O Amazon mostrou que a rede é um instrumento bem eficaz de mover objetos físicos de um lugar para outro. Cientistas deveriam poder usufruir este mesmo tipo de benefícios. É preciso contratos padrão (não pode ficar fazendo papelada legal sempre se precisar de algo), URLs para objetos (como URLs para livros do Amazon). Ou seja, o Web1.0 do final dos anos 90 <a href="http://sciencecommons.org/projects/licensing/">finalmente para ciência</a>. (Se este tipo de fricção é um problema para cientistas nos EUA, imagine as dificuldades de cientista brasileiros que ainda tem que enfrentar a burocracia da alfândega e receita federal...)</p><h4>Integração de Base de Dados</h4><p>Este é a parte mais técnico das propostas. A <a href="http://www.w3.org/2001/sw/">Web Semântica</a> é a extensão da arquitetura Web que aplica a dados o que a Web fez para documentos. Cada proteína, gene, ferramenta, método, etc. deve ter um URL. Em vez de bases de dados isolados devíamos expor estas dados usando o <a href="http://www.w3.org/TR/rdf-concepts/">modelo de dados RDF</a> e colocar na Web via &quot;<a href="http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html">Linked Data</a>&quot;. Assim, é possível que outros cientistas re-usam e analisam os dados da sua maneira. </p><p>Este abordagem para integração de dados é mais aberta e padronizada do que alternativas propostas por empresas individuais. É essencial que nenhuma única entidade fica responsável sozinho para cuidar do conhecimento científico. </p><h4>Resumo</h4><p>A complexidade da ciência moderna exige integração e novas maneiras de colaboração. Ao desenhar infra-estrutura e plataformas para fazer ciência, tenham estas duas regras em mente:</p><ul><li>Use o sistema mais simples</li><li>Desenhe para re-uso </li></ul>]]></description>
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